o bruxo

You all have these different cultures headcanons for Grantaire, like half Greek, Irish, African American etc. But I’d love to see/write something with Brazilian Grantaire.

Not just because I am Brazilian but because Brazil is a big diverse country, made up of different ethnic groups and cultures, where you can find people with all sorts of accents and appearances, where we had an avant-garde artistic movement that challenged the perspectives of what was accepted as art. And for the bohemians, we have every imaginable type of alcoholic beverage.

Canon Era Grantaire has a cynical sense of humor that reminds me a lot of a typical Brazilian person. Also, here people make up the worst possible pick-up lines, in an attempt to ask someone out in a more fun way. So all I can imagine is Grantaire using these:

“Ei, Enj, a varinha escolhe o bruxo e a minha escolheu você.” 

(“Hey, Enj, the wand chooses the wizard and mine chose you.”)

“Enjolras, eu morreria em um filme do Tarantino por você.”

(”Enjolras, I’d die in a Tarantino movie for you.“)

“Posso te fazer uma massagem nos pés?”

("Can I give you a foot massage?”)

“Não sou de esquerda nem direita, sou seu.”

(“I’m neither left nor right wing, I’m yours.”)

“Vim do futuro para dizer que você perdeu a chance de me beijar uma vez, não perca de novo.”

(“I came from the future to tell you that you missed the chance to kiss me once, do not miss it again.”)

@godlingcaptainchristina @naourie @poesie-et-liberte what you think

Oh, Senhor das Feras. Pai das criaturas livres e selvagens! Tu que és o Dia, resplendor da vida. Que fecunda a Terra para que avida se faça. Sol Divino, maior que a incerteza. Caçador soberano dos bosques encantados. Caça abençoada do ciclo da vida. Divino Consorte da Deusa. Onde quer que eu vá, ilumina meu caminho para que a vaidade e o orgulho não turvem minha rota. Sê comigo, ó Cernnunos, quando os desafios abalarem minhas fibras. Empresta-me teu vigor para que os inimigos do Bom Combate não celebrem sobre minhas cinzas. Ensina-me a reconhecer o momento de vencer, o momento de retroceder e o momento de perder. Assim ensinas na tua Rota Divina. Nascer, crescer, multiplicar, envelhecer, morrer e renascer. Ó Soberano Senhor de Cornos Sagrados! Gamo-Rei de encantos invejáveis!Entrego a ti minha espada, para que meu golpe seja Tua Lei. Entrego-Te meu escudo, para que minha defesa seja tua vontade. Senhor dos Tempos, Cavaleiro de Mil Nomes, todos eles Sagrados para mim. És a Força Masculina do Universo. O que habita em tudo e tudo está banhado pelo seu brilho. Sou por tua Benção, o Bruxo, Guardião do Caldeirão de Cerridwen. 
Assim será!

Ossain 

O Senhor das ervas, dono das matas, orixá da medicina, da cura, da convalescença. Mestre do poder curativo das ervas, que proporciona o Axé das plantas, ou seja, a força vital, imprescindível à realização de qualquer ritual nos Cultos Africanos. É a divindade das plantas medicinais e litúrgicas. Ossain é a energia mágico/curativa das folhas, tornando mágicas também a sua convivência com os seres humanos. É o pai da fitoterapia; tem influência na homeopatia, aquele que gera a capacidade de cura pela ingestão ou aplicação de plantas medicinais; nos consultórios, nas cirurgias, na farmácia, nas pesquisas químicas e científicas. Ele é o alquimista, o mágico, o senhor das poções mágicas e curativas, o bruxo, o médico dos orixás.
Toda manipulação de objetos sagrados se faz com banhos prévios de infusões consagradas através do culto a Ossain. Cada Orixá tem a sua folha, mas só Ossain detém seus segredos. E sem as folhas e seus segredos não há axé, portanto sem ele nenhuma cerimônia é possível.

Ewé ô - Ewe assá, Assa ô

Os olhos encaravam fixos a publicação de um dos principais jornais trouxas de Londres. Finalmente haviam saído as fotos do velório, o que ela já esperava. O que não poderia imaginar era a extrema comoção que a morte da artista plástica causaria rendendo uma matéria na primeira capa. Fechou os olhos com força,  jogando o jornal na bolsa assim que sentiu a aproximação de alguém. Precisava se focar na volta as aulas e nas notícias que abalavam o mundo bruxo: Minerva.

 -Nada de interessante nas férias, antes que pergunte.-deu de ombros para o/a outrx antes da provável pergunta que viria.-Só a coisa de sempre.-fez uma careta. Era mentira, claro, ainda que nada pudesse denunciar aquilo.-E parece que está um verdadeiro alvoroço por conta de Minerva. Algo de novo?-questionou, quase que aleatoriamente. 

A aparência era a mesma impecável de sempre, precisava manter aquela máscara, ainda que houvesse um buraco enorme dentro de si.

anonymous asked:

m!a: once upon a dream, you were...? (+ nome, idade, ocupação, headcanons, traços de personalidade)

 The Alchemist _  Go Seyoon, 22 y/o. Um bruxo que é apaixonado pela ciência de todas as coisas. Atualmente trabalha como autônomo consertando/criando qualquer coisa para sustentar seus gastos com a real missão em vida; achar o elixir da vida. (1) Vive recluso em uma casa no meio da floresta aonde consegue trabalhar em paz sem a interrupção de estranhos ou curiosos, mas vive bastante na cidade prestando serviços para os cidadães. (2) Iniciou o treinamento ainda criança viajando para Bretanha aonde ficou por muitos anos com seu mentor, um senhor chamado Merlin IV. (3) É conhecido por ser um alquimista utilizando não só magia, mas outros aspectos da ciência e conhecimentos abrangentes. É um bruxo da criação podendo transformar muitas coisas, principalmente os metais. (4) Não gosta de andar na vassoura, tem medo de altura por isso criou um “monstro” mecânico que controla através de sua mente e correntes eletromagnéticas quando está dentro para se locomover depressa pelo céu. Curiosamente a criação só funciona com pessoas portadoras da magia em vista que utiliza sua própria força vital. (5) Seu animal guia é um mico leão dourado muito esperto que adora pegar no pé de Seyoon, mas que se tornou seu melhor amigo nesses anos recluso. (6) Infelizmente o alquimista tem sérios problemas em se comunicar com outras pessoas, o que o faz ser visto como alguém reservado e metido. Mas é apenas timidez excessiva misturada com a pouca prática em conversação. (7) O motivo de querer criar a tão sonhada pedra filosofal que dizem ter poderes misticos ilimitados para toda cura é por querer sarar todas as doenças do mundo e principalmente ter a vida eterna e ser reconhecido mundialmente por ter feito algo grande. 

É muito protetor e compassivo com as pessoas embora não consiga demonstrar realmente isso. Ama muito a humanidade e parte disso vem de sua irmã caçula que o ensinou desde cedo o que era o amor ao próximo. Sua falta de tato com a socialização com outras pessoas o faz parecer metido e arrogante, porém é reservado e muito tímido. Fica quase mudo na presença de pessoas bonitas que chamam sua atenção e muitas vezes pode acabar gaguejando no meio da conversa. É ambicioso! quer fazer história pelo mundo, mas pela coisa certa encontrando maneiras de melhorar a vida dos humanos, principalmente os não mágicos.

O que é wicca e minha vida a partir dela

Desde criança, decorava meu quarto com fadas (até escrevi um livro sobre elas aos 8 anos, mas isso não vem ao caso), conversava com as flores e comprava revistas sobre bruxinhas (alguém aí conhece Isa e Bia ou W.I.T.C.H?). Convivendo com pai ateu e mãe espírita, não acreditava em religiões e sempre fui muito cética a respeito, mal sabia eu que estava no caminho de uma.

 São frequentes as perguntas que me fazem sobre qual religião sigo, então resolvi me abrir um pouco mais sobre o assunto. Assim como qualquer relacionamento pessoal, trauma ou qualquer coisa que vivemos, a religião nos influencia para melhor ou pior, esta postagem é um resumo do que mudou na minha vida depois de começar meus estudos e uma breve explicação sobre os conceitos da wicca.

 Wicca não é só uma religião, é um estilo de vida, é uma filosofia, é lindo! Crê na vida, na natureza, na força de si mesmo e na Deusa -ela é, digamos, a “Mãe Natureza”, criadora e mãe de todas as coisas, vive em tudo que há vida- e no Deus -a wicca trabalha com a harmonia das coisas, portanto, com o sexo feminino e masculino, explico em uma próxima postagem.

 Não há uma bíblia ou um líder religioso para DITAR suas crenças mas alguns bruxos formam Covens -grupos de estudo e práticas de até 13 pessoas- onde há uma Sacerdotisa ou um Sacerdote -alguém com anos de conhecimentos wiccanos- para GUIÁ-LOS. Existe um tipo de “batismo” que os bruxos chamam de Iniciação, geralmente o(a) Sacerdote(isa) é encarregado(a) do ritual, mas com a Bruxaria Moderna (adaptação por Gardner) e a dificuldade de formar um Coven sólido, as auto iniciações são as mais frequentes. Não precisa necessariamente saber TUDO sobre a wicca, dominar as práticas e seguir à risca todas as leis, isso você pode aprender após a iniciação, mas precisa ter CERTEZA de que é isso que você quer pro resto da sua vida, não é um voto de lealdade à uma religião e sim à você mesmo, ou seja, desrespeitar-se é desonrar a Deusa. Foi minha a opção de não me auto iniciar, pois ainda estou a procura de um(a) Sacerdote(isa) para fazer as honras, e me acostumar com as leis e metas.

 Ao ouvir as palavras “bruxaria”, “bruxa” ou “magia” vem à cabeça da maioria das pessoas uma história de contos de fadas onde a vilã tem uma verruga, voa em uma vassoura e está envolvida com morte e maldições. Bom, verrugas são muito particulares, mas o principal equívoco é afirmar que bruxaria é coisa do “capeta” e suas práticas são malignas. O homem não é perfeito. Fato. Nem todos os cristãos são puros, nem todos os budistas meditam todos os dias, os bruxos também não são impecavelmente corretos. Wicca não é bruxaria, bruxaria é o que a wicca pratica. Um bruxo não é necessariamente wiccano, mas um wiccano é um bruxo. A wicca NÃO acredita em magia negra e NÃO faz uso de sangue em qualquer feitiço ou ritual (explicarei em breve a diferença), na verdade é PROIBIDO o sacrifício tanto de animais quanto de pessoas.

  Para entenderem melhor os fundamentos, explicarei as Treze Metas:

Treze Metas da Wicca:

- Conhecer a si mesmo

 Desde que comecei meus estudos, minha auto estima deixou de ser instável, inclusive aumentou, passei a me permitir ser fotografada e mostrar o resultado às pessoas, por exemplo. Defini meus limites e abandonei alguns vícios, como o chocolate (risos).

- Saber sua arte

 TODOS têm uma, ou mais de uma, arte em si. Seja ela lógica ou sensível, racional ou emocional. Em meio de tantas que adoro e admiro, a fotografia é, definitivamente, a minha favorita.

- Aprender

 Não limitem seus conhecimentos às matérias do colégio. Há um mundo fora da tela do computador ou da televisão, é ainda mais real das janelas e das portas pra fora (juro!). Se caso um dia o pneu furar e você estiver sozinho na estrada, vai se arrepender de ter recusado ajudar seu pai a trocar naquele dia lá… Podia ter aprendido. Podia ter aprendido a cozinhar, andar de bicicleta, costurar um botão…

(Já essa meta/conselho/lei é minha: Nunca se arrependa de algo que fez, e sim do que não fez)

Aprenda!

- Usar o que aprende corretamente

 Não é porque aprendeu um feitiço aqui, um ritual ali, que vai jogar praga nos outros, deixa isso pra Lei Tríplice (e minha explicação em outra postagem).

- Manter o equilíbrio das coisas

 Essa talvez seja a mais difícil pra mim, o que atrasa ainda mais minha iniciação. Já é da minha personalidade ser 8 ou 80, tudo ou nada, sim ou não, estou aos poucos me ensinando a não confundir as coisas e me equilibrar durante as práticas.

- Manter suas palavras verdadeiras

 Mentir é negar-se e omitir é regredir-se. Dos males da consequência, a hipocrisia é a mais incômoda, pois não está mentindo somente para os outros e sim para você mesmo. Dizer a verdade, por mais dura que seja, nos amadurece e nos desenvolve. Na wicca, as palavras têm poder, “cuidado com o que deseja”. 

- Manter seus pensamentos verdadeiros

 A Mentalização é uma das práticas mais poderosas, é extremamente necessário que deixemos nossos pensamentos verdadeiros pois quando estabelecemos um diálogo com nós mesmos, não precisamos mentir ou omitir para nos agradar, é uma ótima oportunidade para auto conhecimento.

- Celebrar a vida

 Seu melhor amigo passou no vestibular, por mais que você ainda esteja estudando, comemore e fique feliz por ele. Choveu a semana inteira e o sol finalmente deu as caras do final de semana, faça um pique nique com seus amigos. Sua tia engravidou, por mais que não simpatize com crianças, tente entender sua felicidade e compartilhe da mesma. Foi demitido por corte de verba da empresa? Comemore o tempo livre com amigos que perdeu o contato devido à rotina e coloque em dia os estudos que não tinha tempo para se dedicar, pelo menos até encontrar outro emprego. Sejam os momentos pequenos ou grandes, bons ou ruins, comemore! Você está vivo, afinal!

- Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra

 Não se limita só a cortar o cabelo em tal lua. Na wicca são respeitados e celebrados os solstícios e equinócios nos Sabbaths e muitos outros ciclos naturais da vida.

- Manter seu corpo saudável e forte

 ”Mens sana in corpore sano”, “Mente sã, corpo são”. Se corpo são, energia. Se mente sã, controle. Se equilíbrio, magia.

- Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito 

 A mesma dedicação que tenho com minha alimentação, devo procurar também no que sou menos fã, quase inimiga, os exercícios físicos. 

- Meditar, relaxar e se controlar

 Indispensável para concentração, comunicação com o seu interior e exterior e até aproximação com a deusa, é se livrar de pesos e tudo que o sobrecarrega. Todos precisamos relaxar, nem que seja por 5 minutos.

- Honrar a Deusa e o Deus 

 Meus amigos que me encham o saco mas sempre que arrancarem alguma plantinha ou deixarem lixo na grama, os mandarei pedir desculpas pra Deusa e limpar o desleixo. Toda manifestação negativa da natureza é reflexo do nosso desrespeito pois tudo que ela nos dá é puro e feito com amor. Da chuva que refresca o asfalto quente da cidade à pétala caída que vira adubo, honre a Deusa e o Deus.

E também há as 4 leis:

- Saber

- Ousar

- Querer 

- Calar

 A Deusa não condena, não castiga, é justa e pura. O(a) bruxo(a) que pratica o mal, o recebe de volta. Se é plantado hibiscos, beija-flores são atraídos. Se mentalizado que atrairá concentração, uma boa prova fará. Percebem que não há nada de sobrenatural, é tudo apenas consequência? A wicca é isso, natural. É energia, pura energia.

 Explicarei detalhe por detalhe em postagens futuras. Blessed be!

Parabéns de Caetano a Chico

“Chico chega aos setenta (e até agosto sou apenas um ano mais velho do que ele, prazer de dois meses a cada ano). O Brasil é capaz de produzir um Chico Buarque: todas as nossas fantasias de autodesqualificação se anulam. Seu talento, seu rigor, sua elegância, sua discrição são tesouro nosso. Amo-o como amo a cor das águas de Fernando de Noronha, o canto do sotaque gaúcho, os cabelos crespos, a língua portuguesa, as movimentações do mundo em busca de saúde social. Amo-o como amo o mundo, o nosso mundo real e único, com a complicada verdade das pessoas. Os arranha-céus de Chicago, os azeites italianos, as formas-cores de Miró, as polifonias pigmeias. Suas canções impõem exigências prosódicas que comandam mesmo o valor dos erros criativos. Quem disse que sofremos de incompetência cósmica estava certo: disparava a inevitabilidade da virada. O samba nos cinejornais de futebol do Canal 100, Antônio Brasileiro, o Bruxo de Juazeiro, Vinicius, Clarice, Oscar, Rosa, Pelé, Tostão, Cabral, tudo o que representou reviravolta para nossa geração foi captado por Chico e transformado em coloquialismo sem esforço. Vimos melhor e com mais calma o quanto já tínhamos Noel, Haroldo Barbosa, Caymmi, Wilson Batista, Ary, Sinhô, Herivelto. A Revolução Cubana, as pontes de Paris, o cosmopolitismo de Berlim, o requinte e a brutalidade de diversas zonas do continente africano, as consequências de Mao. Chico está em tudo. Tudo está na dicção límpida de Chico. Quando o mundo se apaixonar totalmente pelo que ele faz, terá finalmente visto o Brasil. Sem o amor que eu e alguns alardeamos à nossa raiz lusitana, ele faz muito mais por ela (e pelo que a ela se agrega) do que todos nós juntos.”

Se houvesse qualquer coisa no mundo que indicasse que a vida adulta seria tão difícil, Henry Prynce teria permanecido como um adolescente e em Hogwarts para o resto de sua vida, porém, mesmo com magia não havia qualquer modo de adiar o inevitável e a formatura o alcançou, bem como as responsabilidades de ser um bruxo no mundo adulto dos bruxos. O cargo que havia conseguido no Ministério da Magia não compensava as horas gastas, o rapaz estava frustrado com sua função, afinal, tinham o designado para o departamento de Mau Uso de Artefatos Trouxas, apenas por seu nascimento. Esperava que com o tempo pudesse mudar-se para um emprego que fosse um pouco mais divertido e que envolvesse um pouco mais de magia do que simplesmente ficar obliviando trouxas pelas ruas de Londres.

As ruas de Londres eram um ponto em particular na vida do rapaz, nunca tinha imaginado que uma cidade pudesse ser tão molhada, mas ela o era e todas as vezes que Henry colocava os pés nas calçadas acinzentadas da cidade, uma nova pancada de chuva caia sobre sua cabeça. Naquele momento inclusive, o rapaz fugia em direção ao caldeirão furado das gotas de chuva que insistiam em molhá-lo e ainda que os guarda-chuvas trouxas fossem úteis, nada se comparava a magia naqueles momentos. Adentrou o local e se sentiu em casa finalmente, tinha deixado o mundo trouxa no momento que havia pisado em Hogwarts e voltar todos os dias para ele era no mínimo sufocante, percorreu as mesas até encontrar os cabelos claros de Laureena e cumprimentar os velhos conhecidos do estabelecimento.

Ao aproximar-se, Henry se inclinou para dar um beijo rápido na testa da namorada e então tirou o casaco úmido, o pendurando no encosto da cadeira antes de sentar-se à frente da Scamander. “ ━ Desculpe o atraso, tive um incidente no interior, os trouxas já estavam falando de ets e coisas do tipo, claro, além da chuva…” Desculpou-se antes de levar uma de suas mãos aos cabelos molhados e agitá-los um pouco, fazendo pequenas gotículas de água espirrarem, antes de abrir um sorriso para a jovem. “ ━ Você já pediu? Como foi seu dia?” Em outras épocas nunca esperava encontrar-se com Laureena no caldeirão furado para falar da rotina do dia-a-dia, mas ali estava ele e não poderia estar mais aquecido naquele momento.

Magnus não teve muito tempo para pensar quando recebeu a informação de onde Valentine poderia estar, um dos feiticeiros o havia visto mais cedo em um cemitério e o bruxo nem ao menos ponderou antes de rumar para aquele destino pensando que talvez ele pudesse fazer alguma coisa a respeito daquilo, muito provavelmente outros já saberiam daquilo, mas ele iria de qualquer forma, ajudar era sempre válido, só não se arriscaria a levar mais ninguém consigo, depois da última conversa que tivera com Alec ele mal dormia, só conseguia pensar na expressão de decepção do rapaz, ele havia falhado, mas ele estava apenas pensando no melhor, que agora não parecia mais tão correto assim. Assim que chegou ao cemitério ele viu um grupo de esquecidos se direcionando a um único lugar, e aquilo o preocupou de alguma forma, o bruxo os seguiu e quando se deu conta do que estava acontecendo seu coração parou de bater. Era Alexander no meio deles, lutando contra tantos.

O shadowhunter não parecia estar em vantagem naquele momento e antes de pensar sobre qualquer coisa Magnus interveio por ele pulverizando todos aqueles esquecidos que estavam ali, mas quando achou que poderia respirar aliviado tudo o que seus olhos encontraram foi um Alexander ao chão e rapidamente ele estava ao lado do amado, a sensação de perda lhe atingiu e tudo o que ele conseguia sentir era arrependimento pelo que havia feito e pelas decisões que havia tomado, Magnus já deveria saber que não aguentaria ficar longe dele, como ele mesmo havia dito, eles sempre acabavam voltando um para o outro e agora ele estava ali, temendo por uma perda que ele estava buscando antes, o quanto havia sido estúpido em fazer aquilo, em terminar com Alec quando o amava tanto.

– Alec? Alexander?– O bruxo apoiou a cabeça do mais novo com uma das mãos enquanto a outra se encarregava de colocar sua magia em prática já que ele estava desacordado e não poderia ativar as próprias runas, Magnus precisava fazê-lo acordar, ele precisava dizer que não estava desistindo deles, que o medo que sentiu quando o viu sendo atacado o fez rever tudo o que havia dito antes, todas as decisões que ele achou serem tão espertas, mas que na verdade não eram. Quando percebeu que os olhos claros de Alec estavam despertando seu coração voltou a bater dentro do peito e ele soltou um longo suspiro de alívio com aquilo, ele estava bem.– Alexander.–

Vamos para Hogwarts? Au Mark & Harumi <3

Já se faziam alguns meses que o ano letivo de Hogwarts havia começado, os primeiranistas da Sonserina já estavam acostumados à perambular pelos corredores do castelo sem precisar que alguém os guie, isso era um alivio para Mark, pois era sua missão guiar os novatos, já que era o monitor de sua casa. As aulas haviam acabado. Mark se dirigiu até a área que ficava em frente a torre do relógio, uma de suas partes preferidas de Hogwarts. Resolveu que mais tarde iria estudar. No pátio da torre, havia alguns estudantes que jogavam alguns jogos de bruxo como o Xadrez, cartas e alguns outros que o rapaz não conseguiu identificar. Alguns garotos comiam sapos de chocolate e feijões de todo os sabores, estavam se divertindo com aquilo.

Mark já estava no seu quinto ano na escola. Faltava apenas dois anos para concluir os seus estudos, o que não o animava muito, já que o rapaz amava o castelo. A pesar de não gostar muito dos garotos da Grifinória e do zelador Filch. Um dos fatos curiosos daquele castelo era que dificilmente você vá conhecer todas as pessoas que o habitam, já que eram muitos estudantes.

-Ah…que tarde agradável…-Mark se sentou em um dos bancos e começou a folhear um exemplar do diário do Profeta, que pegou emprestado de um amigo. O monitor adorava ler, principalmente livros de feitiço.

Dumbledore nunca era uma pessoa que falava as coisas abertamente, por isso se surpreendeu de ele não ter feito mais mistério sobre aquele assunto. Na verdade, ele fora bem direto ao perguntar se o Ministério havia entrado em contato com ela sobre a questão da Dama Cinzenta, mas depois foi fácil dar um jeito de ele falar o resto. Basicamente, os bruxos do Ministério estavam esquecendo um conceito muito básico de diferença entre vida e morte e estavam querendo inclui-la no grupo de fantasmas sendo controlados pelo Ministério. Sendo que nem mesmo a Dama Cinzenta estava neste, já que, aparentemente, ela era um fantasma nem comportado.

Mas isso não era tão horrível. Aqueles bruxos estavam enlouquecendo e nunca que alguém deixaria algo daquele tipo acontecer, nem mesmo Dumbledore. O pior era o fato de que haviam convocado sua mãe para ir até o Ministério discutir sobre o assunto. Na verdade, não sabia direito a razão de aquilo a deixar tão desconfortável… Rowena não se deixaria abalar por cont de uma ameaça tão ridícula, certo? Mas ainda continuava com aquele sentimento ruim e, por isso, aparatou até Robin Hood’s Bay, atrás de Ravenclaw. Encontrou apenas Tom Maior e Feliks, e, depois que o homem lhe confirmou que Rowena não estava ali, voltou para Hogwarts.

Ficou caminhando por perto das entradas do castelo, tentando se distrair com os alunos que passavam por ali enquanto esperava Ravenclaw aparecer. Ainda tentando dizer a si mesma que aquele sentimento ruim era bobo e que, no final, Rowena chegaria rindo da bobeira do Ministério.

Gosto de labirintos, da ideia de não saber direito onde fica o fim e em qual direção devo seguir.  Gosto da ideia de não saber o que vou encontrar na próxima esquina, quem sabe um minotauro, ou um teletransporte para um lugar onde o bruxo das trevas mais poderoso vai me matar, ou, até mesmo, o tesouro perdido que com uma linha torta, alguma criança me fez encontrar. O imprevisível tem lá seus encantos e cantos. O imprevisível é o que deixa a gente com vontade de viver.
—  10 AM.