o avalanche!

As vezes sinto falta de como as coisas eram antes de nossos mundos colidirem e se tornarem um só. Era tudo calmaria, e o mar não costumava lembrar o azul dos teus olhos tão profundos. O meu sorriso era só meu, e agora sempre tem um pouco de você. As ondas viraram tsunami e o que um dia foi garoa, acabou virando tempestade. Não sei ao certo em que momento o chão embaixo dos meus pés se abriu, não sei o que desencadeou a avalanche. Só sei que tem um furacão fazendo estrago dentro de mim, e ele tem teu nome.

@ramificarei ❄

Que as decepções fazem parte da vida, todos sabemos, acontece que chega em um momento que estamos cansados de se preocupar com coisas simples, mas que para o nosso coração é como uma avalanche. O perdão é constante na nossa vida, pois se queremos seguir os caminhos do Senhor e parecer com Ele devemos liberar o perdão quantas vezes for necessária, independente da gravidade do problema. “Apesar do desgaste, não desgoste” é a frase que circula pela internet e sabemos que é verdadeira. Peça para Deus te fortalecer cada vez mais para que você possa insistir em dar o seu melhor e mostrar para quem te magoou que você supera e perdoa porque Deus preenche o seu coração e o dela também. Se pararmos para pensar quando somos magoados um dos principais motivos é por depositarmos expectativas demais no outro, e isso não nos imune de errar não. Somos humanos e erramos a todo instante, o que devemos fazer é pedir para que o Senhor guie nossos caminhos e falas para que tenhamos mais consciência de quando errar, perceber imediatamente e pedir perdão tanto para Deus quanto para a pessoa e pedir mudança! A mudança faz parte do ciclo da vida e devemos seguir sempre para melhor. Tudo que foi dito está relacionado a pessoas com quem você convive (igreja, trabalho, etc) família, amizade ou namoro. Se você esta passando por situação parecida, ore muito e libere o perdão, pois fraco você será se guardar mágoa e não perdoar. Repense.
basculantes azuis

eu despejo tudo o que tenho aqui 
deixo escapar pela vidraça minhas ilusões
não me importo nem um pouco
se te pego de jeito e amanhã você
me olha sorrindo e finge que não tá nem ai
eu vejo a tua língua prolongar verbos
que me entregam todo o seu desejo
eu tenho avalanches mentais
um monte de ideias que te fazem arder  
o carnaval que ainda vai chegar
é só um punhado de tiques e manias
eu adoro trocar a noite pelo dia
fazer um caos total no seu coração.

Elisa Bartlett.

Era visível em todos os pelos arrepiados de seu corpo que um simples toque dele o fazia flutuar, seu coração palpitava a mil, seu estômago embrulhava e chegava a dar-lhe náuseas, seu membro enrijecia instantaneamente, sua pele ruborizava e queimava feito brasa.
Esse era o efeito do garoto sobre o outro.
Essa coisa de borboletas no estômago que sempre contam em histórias românticas, na verdade não é nem um pouco bonitinha como dizem. É horrível e cruel. E se torna ainda pior quando as borboletas estão só em uma das pessoas.
Quando o garoto finalmente tomou coragem para declarar seu amor de proporções catastróficas pelo outro, transbordou todo o sentimento em palavras causando uma avalanche. E o outro se afastou, não se permitiu ser engolido por aquela enchente de amor, não se afogou, nem mesmo tocou a água. Só se foi, deixando o outro à deriva.
Caído no chão gélido ele sussurrava “Eu te amo” repedidas vezes enquanto seu corpo definhava e se transformava em cinzas. As borboletas, antes em seu estômago, agora libertas, saíam voando pela noite fria, transformando o beco negro em uma nuvem de azul cintilante.