o avalanche!

basculantes azuis

eu despejo tudo o que tenho aqui 
deixo escapar pela vidraça minhas ilusões
não me importo nem um pouco
se te pego de jeito e amanhã você
me olha sorrindo e finge que não tá nem ai
eu vejo a tua língua prolongar verbos
que me entregam todo o seu desejo
eu tenho avalanches mentais
um monte de ideias que te fazem arder  
o carnaval que ainda vai chegar
é só um punhado de tiques e manias
eu adoro trocar a noite pelo dia
fazer um caos total no seu coração.

Elisa Bartlett.

Que as decepções fazem parte da vida, todos sabemos, acontece que chega em um momento que estamos cansados de se preocupar com coisas simples, mas que para o nosso coração é como uma avalanche. O perdão é constante na nossa vida, pois se queremos seguir os caminhos do Senhor e parecer com Ele devemos liberar o perdão quantas vezes for necessária, independente da gravidade do problema. “Apesar do desgaste, não desgoste” é a frase que circula pela internet e sabemos que é verdadeira. Peça para Deus te fortalecer cada vez mais para que você possa insistir em dar o seu melhor e mostrar para quem te magoou que você supera e perdoa porque Deus preenche o seu coração e o dela também. Se pararmos para pensar quando somos magoados um dos principais motivos é por depositarmos expectativas demais no outro, e isso não nos imune de errar não. Somos humanos e erramos a todo instante, o que devemos fazer é pedir para que o Senhor guie nossos caminhos e falas para que tenhamos mais consciência de quando errar, perceber imediatamente e pedir perdão tanto para Deus quanto para a pessoa e pedir mudança! A mudança faz parte do ciclo da vida e devemos seguir sempre para melhor. Tudo que foi dito está relacionado a pessoas com quem você convive (igreja, trabalho, etc) família, amizade ou namoro. Se você esta passando por situação parecida, ore muito e libere o perdão, pois fraco você será se guardar mágoa e não perdoar. Repense.

Era visível em todos os pelos arrepiados de seu corpo que um simples toque dele o fazia flutuar, seu coração palpitava a mil, seu estômago embrulhava e chegava a dar-lhe náuseas, seu membro enrijecia instantaneamente, sua pele ruborizava e queimava feito brasa.
Esse era o efeito do garoto sobre o outro.
Essa coisa de borboletas no estômago que sempre contam em histórias românticas, na verdade não é nem um pouco bonitinha como dizem. É horrível e cruel. E se torna ainda pior quando as borboletas estão só em uma das pessoas.
Quando o garoto finalmente tomou coragem para declarar seu amor de proporções catastróficas pelo outro, transbordou todo o sentimento em palavras causando uma avalanche. E o outro se afastou, não se permitiu ser engolido por aquela enchente de amor, não se afogou, nem mesmo tocou a água. Só se foi, deixando o outro à deriva.
Caído no chão gélido ele sussurrava “Eu te amo” repedidas vezes enquanto seu corpo definhava e se transformava em cinzas. As borboletas, antes em seu estômago, agora libertas, saíam voando pela noite fria, transformando o beco negro em uma nuvem de azul cintilante.