o assunto

O problema é que, quando o assunto é amor, há sempre um pouco de covardia. Ninguém quer se arriscar demais. Porque é meio que uma aposta, né? Você passa anos ao lado de alguém, fazendo planos, contando segredos, dividindo o lado cama e, de repente, fim. Em um passe de mágica, a pessoa que conhece o seu lado mais feio, não está sequer mais ao seu lado. Talvez, amor seja isso; o encontro de duas pessoas com vergonha de parecerem covardes aos olhos da vida.
—  Li por ai.
Como foi transar com uma vítima de estupro

“Não conheci ela no jazz. A gente se conheceu numa viagem e, não, ela não era a menina frágil, desengonçada e de olhos assustados. Ela era mais velha que eu. Fodona. Me intimidava sem nem querer. Fazia eu me sentir bobo demais, novo demais. Tudo sem querer. Porque ela era doce. Absolutamente doce.
Um sorriso aqui. Uma coincidência forjada ali. Mais um sorriso. Uma música que os dois gostavam. Uma conversa mais sincera. Uma mais tonta. Uma mais ácida. Pronto. Ela já não era toda aquela inacessibilidade e nem eu toda aquela insegurança. Éramos sintonia pura, ao som de Alt-J, metendo o pé na estrada.
Quando percebi já tava claro pra mim que já tava claro pra ela que já tava claro pra nós dois. E na primeira oportunidade demos um perdido em todo mundo e fomos pra praia. Era noite. Um pouco frio. Pareciam quilômetros de areia até o mar. Mas o caminho foi leve e agradável. Embalado por toda aquela excitação do romance de verão.
Colocamos os pés na água e, como se tivéssemos atingido qualquer “linha de chegada”, que não tinha sido previamente combinada, nos olhamos e estávamos livres.
Do abraço meio torto se fez nosso primeiro beijo. Meu maior pecado romântico. Eu lembro de todo primeiro beijo apaixonado que dei na vida. De cada um. E o dela foi rápido, porque era bom e não queria nem tomar o ar pra dar o segundo.
A praia era imensa e absolutamente deserta. Então não demorou pros beijos ficarem mais herméticos e os movimentos dos corpos mais coordenados. Em minutos transformamos aquele lugar público em nosso universo privado e, tomando o mar e a areia como nossas quatro paredes, entramos telepaticamente em harmonia.
Foi quando minha respiração ficou mais rara e minha mão mais pesada que ela arrepiou pela primeira vez. Não um arrepio bom. Daqueles que abrem o caminho. Um arrepio incontrolável. Agudo. Frenético. Acompanhado duma imediata contorção de cada músculo do corpo e a recusa absoluta do meu toque.
Não perguntei. Não era exatamente igual a outras situações que já tinha vivido mas, também, não exatamente diferente. Aquela reação podia ter milhares de motivos e só me restava tirar a mão e respeitar, seja lá qual fosse o recado que ela tava me passando.
Não paramos. E tudo chegou de novo ao mesmo lugar. Cheio de vontade, meio receoso mas, meio influenciado por ela, repeti o mesmo movimento de antes. Um pouco mais suave e devagar. A reação foi igual. Ainda mais intensa.
Eu teria entendido o recado desta vez. Teria guardado minha mão boba bem longe das intimidades dela e voltado a curtir todos os outros prazeres daquele momento. Mas não existiam mais prazeres. Eu olhei pro rosto dela e vi tudo, menos prazer. Parecia decepção. E medo. E raiva. E nojo. E mágoa. E milhares de outras coisas todas no mesmo rosto contraído, que desviava constantemente o olhar.
Pode parecer aqui, contando, que tudo aconteceu muito rápido mas, embora nossos flertes não tenham durado mais do que dois dias, a gente tava tão disposto a viver aquilo que, juntos, era um amor e uma entrega sem idade. Os dois abertos um pro outro numa consciente e intensa ilusão. Tínhamos até uma música pra chamar de “nossa”.

Então, dessa inusitada, mas tão natural, intimidade, perguntei se tinha alguma coisa que ela queria me contar. E sem nenhum rodeio. Sem preliminares ou frases de efeito que ajudam o interlocutor a se preparar pra algo que ele não está esperando, ela disse: “Eu fui estuprada”.
Como agora, não soube o que falar na época. Minha reação foi um olhar de silêncio absoluto e não faço ideia quanto tempo demorei pra voltar. Aqui, neste texto, dois dias. O último parágrafo foi escrito dois dias atrás. Porque, até hoje, não sei exatamente como lidar com aquele momento. São quase 50 mil estupros por ano no Brasil. Um a cada 11 minutos e, com vinte e tantos anos, eu ainda não tinha ouvido esta frase da boca de qualquer mulher.
O silêncio foi interrompido por “não transo há dois anos” e, quem sabe, um “desculpa”. Não tenho certeza sobre o desculpa. Espero que ela não tenha dito isso. Só sei que nunca falei uma palavra sobre o assunto. Nem um “sinto muito”. Não que eu me lembre. Lembro só destas duas frases dela e, quando minha memória religa, já estamos novamente nos beijando.
Como disse, eu tinha vinte e tantos anos. Hoje tenho vinte e muitos. O que significa que sou um exemplar de homem que aprendeu muita coisa já influenciado pela disponibilidade e efemeridade da internet. Inclusive sexo. Não posso reclamar da minha vida sexual “real” e de tudo que aprendi com ela, mas também não posso negar que, muito antes dela começar, a Silvia Saint e o Rocco já tinham me ensinado “tudo que eu tinha que saber”.
Passei, então, a tomar os angustiantes arrepios dela como balizadores das minhas ações. Tava claro que ela não queria que eu parasse. Tava claro que ela não sabia como não me parar. E tava ainda mais claro que eu não fazia ideia de como lidar com aquilo. Segui com o cuidado e o despreparo da minha primeira vez. Mas com muito mais medo.
Aos poucos, bem aos poucos mesmo (foi uma longa noite), enquanto as barreiras dela iam caindo, dentro de mim ia se formando uma angustia sem tamanho. Cada movimento que eu fazia, que claramente despertava nela o trauma do estupro, revelava em mim o meu próprio estuprador. Era didaticamente clara a distinção entre carinho e violência. Assustadora a naturalidade como a violência estava cravada nos meus movimentos, e desesperadora a revelação, aos poucos, do que eu havia me tornado.
No meu imaginário, um estupro é o momento onde o homem age o mais próximo da sua irracionalidade sexual. Como não existe ali uma relação de troca, em absoluto, ele simplesmente reproduz aquilo que ele quer, como ele quer, sem nenhuma consideração pela pessoa estuprada. Sendo assim, mesmo sem ela me contar, eu soube exatamente o que o estuprador tinha feito. Como o estuprador tinha feito. Porque eu também reproduzi algumas dessas mesmas ações.
Em algum momento nos deitamos. Tinha chegado a hora. Até ali haviam sido apenas preliminares. Nos olhamos, mas não conseguimos sair do olhar. Ninguém ousava dar o primeiro passo. O som do mar não nos trazia paz suficiente. Ela então estendeu a mão, alcançou o celular, colocou um fone de ouvido em mim e um nela, e deu play na nossa música.
Enquanto transávamos, ela em cima e eu em baixo (isso nunca foi tão significativo), cheguei a pensar “nossa, eu to libertando ela”. Que narciso engano. Foi só reparar pra perceber que ela tava se libertando sozinha, e tinha simplesmente me permitido compartilhar desse momento.
Talvez o prazer mais negado à todas as mulheres, das fisicamente mutiladas na África às psicologicamente mutiladas no ocidente, ela se permitiu gozar. Eu observei. E como se tudo aquilo já não fosse mágico o suficiente, exatamente no mesmo momento em que ela gozava, uma onda quente, que não veio nenhum momento antes, e não voltaria nenhum momento depois, lavou nós dois.
A gente gargalhava, meio desesperados, enquanto tentava salvar os celulares. Foi inacreditável na hora, é inacreditável sempre que eu me lembro, e com certeza vai ser inacreditável pra você que tá lendo. Mas foi isso. Sou cético. Acredito mais no Carl Sagan que no Prem Baba. Mas foi isso. Seja Iemanjá ou só uma coincidência muito, mas muito, certeira. A onda veio, e lavou nossas almas.
Agora, por que eu tô contando essa história pra você? Porque alguns dias atrás saiu aquela pesquisa do Datafolha que revelou que uma em cada três pessoas culpa a mulher pelo seu próprio estupro. Um número que ilustra e da argumentos pra algo que todo mundo já sabia, mas escolhia ignorar.
O que a pesquisa não revelou é que três em cada três de nós carrega a cultura do estupro fundida na pele, no jeito de ser, no jeito de pensar. Todos nós reproduzimos o estupro e consumimos o estupro. Nas capas de revista, nos ângulos constrangedores das câmeras de programas de auditório, no pornô de WhatsApp, no terror psicológico dos pais que não dão liberdade pra filha, no terror psicológico dos pais que forçam as liberdades do filho.
Estou contando essa história porque a gente precisa lembrar que não basta não estuprar. Isso é meio óbvio demais. O que não tá óbvio é que pra acabar com os estupros precisamos questionar profundamente nossos modelos de relação. Evoluímos muito, mas a mulher ainda é um pedaço de carne girando no forno de calçada da padaria. E o homem ainda é o cachorro faminto que baba enquanto observa.
Não sei tudo sobre cultura de estupro. Não sou exatamente a melhor pessoa pra ficar aqui te explicando o que fazer ou não pra se empoderar sobre esta questão. Mas sei que quando ouvi esses números no jornal, de certa forma, eu tava ali e, admita, você sabe que também está. Então pare de se eximir da culpa, simplesmente por nunca ter efetivamente estuprado uma mulher, e se inclua na solução. Porque este texto demora em média sete minutos pra ser lido, e ainda te sobraram quatro antes do próximo estupro.

Peço desculpas pela minha intensidade. Mas talvez eu goste mesmo de você. Quer dizer, eu gosto, mas não sei o que sinto. Esse meu medo atrapalha muito. Medo de dar errado; medo de você não gostar de mim; medo de não ser suficiente. Sou impulsivo, dramático, um pouco exagerado, tudo culpa da minha intensidade. Perdão por ser como eu sou, complicado, difícil de lidar, mudo de uma hora pra outra e você deve se perguntar o que aconteceu. Eu não sei quais são meus limites quando se trata do que eu quero e eu sou egoísta quando o assunto é quem eu gosto. Pequenas coisas me machucam, mas também pequenas coisas me conquistam facilmente. Eu sei que posso me dar mal, mas prefiro agir com o que vem lá do fundo.
Me chamam de idiota por dizer que tenho medo de te perder, de te deixar só ou com outro alguém. Serei sempre idiota assim, de todas as formas possíveis, eu serei idiota. Mas um idiota que sempre foi verdadeiro e gostou de ti.
Te admiro bastante como pessoa, você é legal. Você é muito legal, com todos. Sempre sorrindo e muito gente boa. Um dos melhores tipos de pessoa. E esse é o meio que o problema. Porque acho que eu queria que fosse só comigo, isso é um pouco egoísta, mas eu quero você só pra mim. Quero que faça, da minha cama, sua cama; da minha vida, sua vida; das minhas viagens, suas viagens; do meu sorriso, seu sorriso; das minhas loucuras, as suas loucuras; do meu abraço, seu abrigo.
Eu quero te mostrar que não pode ser tão errado assim fazer morada um no outro. Eu quero provar que a liberdade é melhor ao lado de alguém. Até porque o amor é vida e a vida é livre!
—  Leonardo Costa
Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto.
—  Martha Medeiros.
Nunca peça Desculpas por Essas 13 Coisas.. (Mesmo Que Ache Que Deva)

1. Nunca peça desculpas por amar alguém.
São poucos capazes de amar genuinamente alguém, comemore. Não importa quem você ama, mesmo se for platônico, o fato de que você te m essa capacidade de amar, é o que importa.

2. Nunca peça desculpas por dizer não.
Auto-respeito e conhecer suas limitações são muito importantes. Se você não puder dedicar-se completamente do seu tempo para algo, você não deve sentir-se culpado por dizer não. Grandes líderes tem enorme capacidade de dizer ”não”.

3. Nunca peça desculpas por seguir um sonho.
Seguir nossos sonhos é o que nos torna vivo. Não existe idade para ir atras de seus objetivos, são os sonhos que nos moldam. Se você contentar-se com o que tem e não com o que deseja, você será um eterno infeliz.

4. Nunca peça desculpas por tirar um tempo para si.
Cuidar de si é muito importante para a vida, tirar um tempo e ser feliz, dedicando-se apenas a suas necessidades.

5. Nunca peça desculpas por escolher suas prioridades.
Nunca deixe ninguém fazer você se sentir culpado por escolher suas próprias prioridades. Sempre cuide do que realmente importa em primeiro lugar. Se é importante para você, então é importante e o assunto dispensa maiores explicações. As pessoas que realmente importam respeitarão a sua decisão.

6. Nunca peça desculpas para terminar um relacionamento tóxico.
O único arrependimento que você deve ter por terminar um relacionamento tóxico é por não ter feito isso antes. Uma relação não prazerosa impede-o de alcançar seu potencial. Abrir mão dela não é algo para sentimento de culpa e sim para alívio.

7. Nunca peça desculpas por suas imperfeições.
É o que nos torna originais. Abrace-as e aceite.

8. Nunca peça desculpas por lutar.
Não abra mão de suas crenças, defender valores, moral e ética é sinal de determinação e liderança.

9. Nunca peça desculpas por não saber a resposta.
Todos estamos em busca constante por conhecimento, é isso que mantém nosso cérebro jovem, porém, infelizmente, nunca iremos alcançar o conhecimento pleno. E nesses momentos, em que não sabemos a resposta, devemos ser capazes de admitir, pois isso é um sinal de força e humildade.

10. Nunca peça desculpas por ter grandes expectativas.
Ter grandes expectativas em alguém, não é motivo de culpa, apenas significa que você se importa o suficiente para empurra-los para frente.

11. Nunca peça desculpas por gastar dinheiro consigo mesmo.
Nunca peça desculpas por tratar-se de maneira especial. Comprar algo agradável para si melhora a auto-estima. As pessoas felizes e bem-sucedidas sabem que, se as compras forem algo saudável e não compulsivo, realizar seus próprios desejos pode ser um bom ingrediente para uma vida plena. O único cuidado é não se perder na sociedade consumista em que vivemos hoje.

12. Nunca peça desculpas pelo atraso em sua resposta.
Nós não vivemos apenas para responder os outros, temos nossas obrigações, demora na resposta, não é sinal de não dar importância, as vezes existem outras prioridades ou emergências que devem ser cuidadas de imediato.

13. Nunca peça desculpas por dizer a verdade.
Pessoas brigam pela verdade, mas vivem constantemente na mentira, e quando o que falamos não é de seu agrado, nos acham rudes. Pessoas fortes dizem a verdade, por mais dolorosa que seja.

Reserve o “Sinto muito” para quando você realmente cometer um erro.

É estranho passar exatos 55 minutos em uma ligação com alguém sendo que eu odeio chamadas de telefone. De vez em quando ambos ficam em silêncio ouvindo a respiração do outro e se perguntando: “tenho que dizer alguma coisa?” E algum dos dois sempre diz. O assunto volta, as risadas, as palhaçadas e os ciúmes. É a coisa mais linda do mundo você não gostar de algo e fazer isso com alguém gostando. Sem ser por obrigação e sim porque você está ali, com alguém que você não quer perder.
—  Manassés Pereira.
Status variados

Nem sempre o sorriso que trago no rosto, é a vida que eu levo… 🌙

Como lidar com esse vazio? Falta algo, falta alguém. 💭

Mudei tantas vezes desde hoje de manhã.

Que ninguém precise conhecer a dor da perda para aprender o privilégio de se ter. 💞

Eu te carrego junto comigo todos os dias. ❣️

Que seja bem, que me traga paz. 🌻

Pessoas que não sabem amar, machucam as que sabem. 💔

Em você encontrei o meu melhor. 💕🙊

Preciso desse tempo longe. Eu estou exausto de todo mundo. 💭

Quando perdemos a vontade de viver, acordar se torna uma tortura. 🍂

Meu coração tem uma ferida que não cicatriza. 🍃

As quedas não conseguiram tirar dela a vontade de ser feliz. 🌸

E há quem diga, quando o assunto é você, até meus olhos sorriem! 🌻

Só de pensar em te perder, já me perco toda.

Se eu quisesse tantas opiniões sobre o jeito que vivo, a vida seria dos outros, e não minha. 💭🍃

Então ela construiu um mundo mágico, porque seu real era trágico. 🗯🌸

Numa sociedade onde se prega o desapego, amar virou coisa de gente corajosa. ❣️

Aquilo que te dá frio na barriga é o que vale à pena. 💓

Bom mesmo, é ter alguém que faça a gente esquecer o lado ruim da vida.💗

As vezes Deus acerta tanto que a gente nem sabe como agradecer. 🙏💗

Ninguém vai te entender, até passar pela mesma situação. 👍

Nem tudo que eu posto é indireta. Mas tudo que atingir é consciência pesada. 😌

Estranho como a gente muda de humor por causa de uma pessoa. 😐

São poucas, mas ainda existem pessoas que valem a pena. 💓

lindo é quando a pessoa te aceita mesmo sabendo a bagunça que você é. ❤💍

Ela é linda, mas é louca, muda de vontades como muda de roupa. ❀☪

Desculpe, sou moda antiga. Gosto de andar de mãos dadas, e mais do que beijos e amassos. Quero sinceridade e continuidade. 🌙💓

tem gente que é gostosa né?

nem digo de aparência, corpo, rosto não. é aquela pessoa que a conversa flui fácil, você não se sente culpada pelo vácuo, perde horas falando sobre vários assuntos, o papo leva tua mente em lugares que você nunca foi, você quer ficar do lado da pessoa até o dia clarear.

Sou muito boa em ajudar as outras pessoas, em encorajá-las à seguir seus sonhos e não desistir. Mas quando o assunto sou eu; os conselhos viram pontos de interrogação, otimismo se transforma em pessimismo e a palavra “desista” me persegue em cada canto que eu vá.
—  Eternue.
Não se iluda, nenhum homem vai te amar como Jesus. Nenhum homem morreria de amores por você, se fosse o caso, Deus não precisaria mandar Jesus. Mas só Jesus estava lá, ele não estava. Onde estava ele quando o assunto foi morrer de amores por você em uma cruz? Onde estava ele, quando o assunto foi ir no inferno pegar a chave da tua liberdade? Onde ele estava naquela madrugada fria, onde você chorava e só o amor de Deus te cobriu, te ninou até dormir? Onde estava o teu amor quando ninguém te viu? Somente Deus te enxergou mesmo você muito machucada e suja, te chamou de preciosa, querida e filha. Deus te conhece e mesmo assim te ama. E quando eu digo conhece,vai dos teus momentos podres aos momentos de santidade, e o amor é constante, é o mesmo. Quem mais vai te amar assim? NINGUÉM! Não troque um amor tão intenso por um amor tão mesquinho de um homem. Não dê resto de amor para Deus, Ele merece a melhor parte, a maior porcentagem.
—  Não troque amor de Deus, por amor de homem/mulher nenhum.

Quando você conhece alguém que te interessa e você troca ideias, conversa sobre varias coisas com ela, você já procura o que tem em comum, e quando você acha alguma coisa em comum você já fica feliz, pensando em como seria vocês dois super amigos conversando sobre esses assuntos em comum e se interessando, querendo até mais que uma amizade.

Vocês vão ficando mais ligados e é conversa 24hrs por dia, você não enjoa, pelo contrario, quer conversar mais e mais, isso é o mais legal. Você está tão ligado a essa pessoa que não quer que a conversa acabe por medo de ninguém chamar de volta.

Você finalmente encontra essa pessoa, seus olhos tem vergonha, suas mãos sentem frio e suas borboletas voam dentro da sua barriga. Você abraça essa pessoa como se você conhecesse ela há mil anos e como estivesse morrendo de saudade. Mas que saudade é essa? Sendo que foi a primeira vez que você viu essa pessoa.

Você não sabe o que está acontecendo, mas sua mente já não sabe parar em um lugar só. Você quer até prestar atenção em outra coisa, mas tudo vai te levar de novo onde você estava pesando, você vai começar a rir sozinho, a pensar em coisa que poderiam acontecer e coisas que já aconteceram, e pra completar, quando você dormir esse pensamentos e vontades vão se transformar em sonhos, e os melhores sonhos da vida.

Seria tudo mais fácil se você pudesse parar de sentir do nada as coisas que você sente. Você fica voando o tempo inteiro, o seu assunto é só aquela pessoa por quem você está apaixonado, as pessoas já não aguentam mais você, por que você apaixonado é um saco. Mas quem disse que você quer parar de sentir? Você nem se quer se lembra em parar, são os primeiros momentos, você está em êxtase, tudo é bom, tudo é show e você quer mais e mais.

Depois essa alegria toda vai te deixando, você fica com medo de enjoar, você fica com medo de não dar certo e fica pensando o dia inteiro no que poderia acontecer, se você vai sair machucado ou se vai dar certo, porém você tem medo de pagar pra ver e pensa mil vezes se vai continuar ou vai acabar antes de qualquer sofrimento.

Você não termina e nem se quer faz questão disso, você quer mais ainda, á primeira semana não foi suficiente, você quer pagar pra ver. As conversas ficam mais intensas, ficam mais interessantes e você não quer que o assunto acabe por que você sabe que aquilo ali é bom. Chega a hora de dormir e você fica imaginando vocês dois juntos dormindo abraçados.

É incrível, você quer essa pessoa mais e mais, mesmo você sabendo que ela é chata e que uma hora nada vai ser flores. Porém você quer tentar, por que você ama essa pessoa, você ama o jeito dela, você ama estar com ela. Você já não quer só conhecer, você quer conhecer claro, mas você quer estar com essa pessoa a vida dela toda, mesmo que pra isso vocês passem por poucas e boas. O sorriso no final de tudo vai recompensar tudo. O amor que você sente só vai aumentar.

Musicas vão virar trilha sonora da vida de vocês, na verdade vai ter uma musica pra cada época de vocês, sempre vai ter alguma coisa que vai marcar a vida de vocês, você vai sentindo o amor de vocês fluindo a cada dia, a cada hora e a cada minuto e o melhor de está amando, é saber que essa pessoa retribui esse amor e sempre vai retribuir. 

Acho que eu tenho medo de me entregar e me perder. Sempre tive medo de tudo isso, de deixar alguém ter teus sentimentos bons nas mãos. Eu sou muito resistente quando o assunto é se entregar. Eu tinha medo antes de te conhecer e me deixar envolver, e agora que sei o quanto pertenço a você, tenho mais ainda. Só de pensar que tudo isso pode ter um fim, e que eu não vou ser o suficiente novamente, eu fico dilacerada, fico com um nó no estômago e um aperto no coração. Eu quero tanto que com você dê certo, mas eu sei tanto que isso tudo tem um prazo limitado. Eu realmente não queria sentir, não sei lidar com sentimentos e nem com a falta deles. Mas agora eu quero passar todos os momentos com você, e não sei até que ponto isso pode ser bom.
—  Se não for pedir demais, fica.
Diferente de domingo, acordei segunda feira com a sensação de que eu tinha finalmente esquecido e superado você. Isso significou muito pra mim, porque foi a primeira vez depois de muito tempo que me senti livre para procurar alguém. Na terça, conheci uma garota. Mas o assunto não fluiu. Quinta feira, minha amiga me passou o telefone de uma que eu iria gostar de conhecer, mas ela nem se quer atendeu as minhas ligações. Foi finalmente na sexta, numa festa, que fiquei com uma menina. Mas o beijo dela não tinha o mesmo gosto que o teu, e apesar do seu corpo escultural e de sua beleza encantadora, pude notar enquanto nos despíamos que não passaria nada mais que uma noite com ela. E lembrei de você. Lembrei do futuro que havia planejado para nós. Daquela promessa de que a gente dividiria a minha cama pelo resto de nossas vidas. Depois que cheguei em casa, já na manhã do sábado, pensei numa forma de dizer isso. Mas você me conhece, minha coragem é desproporcional ao meu orgulho. E mais uma semana, eu vi que estava muito preso a você. E tentei aceitar o fato de que te querer absurdamente não iria realmente me fazer te ter.
—  Das coisas que a gente perde por medo.