nos mata

Lo que no decimos se nos acumula en el cuerpo, se convierte en insomnio, en nudos en la garganta, en nostalgia, en error, en duda, en tristeza. Lo que no decimos no se muere, lo que no decimos nos mata.
Eu tenho o costume de sabotar todos os relacionamentos que venho a ter com alguém. Não digo somente dos namoros (que não representam quase 1% dessa estimativa), mas sim do geral, seja ele entre amigos ou até mesmo familiar. Eu tenho essa dificuldade de me apaixonar por alguém porque sempre que entro nessa me dou mal e isso acaba me “matando” um pouquinho por dentro. As pessoas dizem que é bom ter medo do que nos mata, mas eu digo a essas pessoas que, às vezes, ter medo do que nos mata (dependendo do que se trata) pode ser uma morte lenta e um pouco mais cruel, afinal, viver com medo da vida e das coisas que a envolvem é um tanto quanto passar por ela só respirando e esperando o tempo em que nem isso faremos mais.
—  Marcos Filipe.  
Eu amo você. E amo todos os seus defeitos, e medos, e orgulhos. Eu amo todos os seus olhares e gestos, e coisas e sonhos e cheiros. Eu amo todas as suas unhas, e pelos e jeitos. Eu amo toda essa enxurrada de diferenças que nos atraem e nos unem, e nos separam, e nos machucam, e nos afogam, e que nos mata, e mesmo assim não nos deixa ir muito longe sozinho. Eu amo tudo em você. Todas as cores, sorrisos, olhares, cicatrizes e traços. Eu amo todos os seus poros, suspiros, cansaços, marcas, gostos e gestos. E eu te amo acordando, comendo, andando, sorrindo, parado e em silêncio. Eu te amo. Eu amo quando você aparece, e some, e muda, e vem, e faz, e toca, e sente, e olha. Eu amo quando você fala, e vai, e volta, e fica. E fica. E fica. Para sempre.
—  Ciceero M.

ouvi dizer que o tempo cura tudo,
cura aquele amor que foi gene dominante dentro, aquele que foi o único que você lutou contra si mesmo até o último segundo pra não dizer adeus, mas por algum motivo, disse
cura a dor dessa efemeridade eterna que somos sujeitos a viver

ouvi dizer que o tempo é antibiótico
e não passamos de meras bactérias.
(ele nos mata para que continuemos evoluindo)

c.s.

Perdón, Micaela.

Micaela nos duele, como nos duele cada piba que desaparece, cada mujer violada, cada niña secuestrada, cada compañera golpeada. Nos duele en las tripas y en el pecho.

Micaela nos duele porque no queríamos tener que gritar, otra vez, ni una menos. Micaela no está más y nosotras vamos a tomar las calles, cada vez que nos vuelvan a asesinar. Porque Micaela es cada una de nosotras.

Desde nuestro lugar como militantes comprometidas y comprometidos exigimos jury de enjuiciamiento al juez Carlos Rossi que liberó a Sebastian Wagner quien cumplía condena en prisión por dos casos de violaciones, desestimando las pericias de los equipos de profesionales psicólogos y trabajadores sociales que no recomendaban la libertad condicional de quien hoy es el principal sospechoso.

Es por esto que seguiremos militando por un Estado presente, con políticas públicas y presupuesto destinado a erradicar la violencia contra las mujeres, por una Justicia antipatriarcal, por la libertad sobre nuestros cuerpos y por un mundo donde ser mujer no sea sentencia de muerte.

Micaela era militante. Micaela era compañera y militaba contra este machismo que nos mata. Y sabía lo que le podía pasar por el solo hecho de ser mujer, como lo sabemos todas.

Nos queremos vivas, nos queremos libres. Basta. Dejen de matarnos.

Por Micaela.
Por todas.
#NiUnaMenos