nomeno

sereno assim
é te matar de fome
num espaço terno e cabível e concreto
dentro de mim.
te quero assim
na imensidão de um tempo sem nome
no tom do desejo incerto
num apego sem preço
seguindo na linha tênue sem fim.

não dá pra voltar
quando os pés são livres na areia 
não dá pra tocar
no ponto g do teu ego
sem te machucar.

se um adeus seco te tumultuar por dentro
e o relógio não bater tão firme quanto antes
é a falta que sucumbe e consome
os buracos que se curam
na noite negra que chia o teu nome
se já não dá pra voltar
fica por aí
que eu te sigo daqui sem te apertar
se já não dá pra sentir
o azul calmo da tua alma
e o que é bonito se confunde
na dor que é partir
fica por aí…

não dá pra voltar
quando os pés são livres na areia
não dá pra tocar
no ponto g do teu ego
sem te machucar.

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Trujillo ft 5053x // Daltonic Times