nome do vento

O nome do vento

Se eu soubesse o nome do vento eu o chamaria sempre que quisesse ir para longe, longe dos meus problemas, longe de minhas duvidas, longe da insegurança. O pediria para me levar aos meus lugares prediletos, ou lugares com os quais sonhei e vi em fotos mas que talvez nunca visite.
Se eu soubesse como enfrentar meus medos eu não teria medo do futuro, caminharia no escuro e não teria medo de caminhar na beira do mundo.
Se eu soubesse como controlar minhas emoções não choraria, não desistiria, não desapontaria.
Se eu soubesse o que quero para mim não viveria mudando minha forma de pensar, minha forma de agir, minha forma de ver o mundo pelos meus próprios olhos.
Se eu soubesse quem eu sou, não tentaria me tornar uma pessoa melhor, uma pessoa mais sabia, uma pessoa que entenda o que é o amor.
Tudo absolutamente tudo em nossa vida não passa de uma incessante e incansável busca, buscamos a felicidade sem nem mesmo saber o que nos faz feliz.Buscamos o amor sem saber ao menos o significado. Buscamos a aceitação sem nem mesmo nos aceitarmos.
Acho que chegou a hora de acordarmos…
Quando souber o nome do vento,peça a ele uma pergunta e não a solução.

Leia com calma, pare e reflita. :D
“O pensamento clássico nos ensina sobre as quatro portas da mente, e cada um cruza de acordo com a sua necessidade.Primeiro, existe a porta do sono. O sono nos oferece uma retirada do mundo e de todo o sofrimento que há nele. Marca a passagem do tempo, dando-nos um distanciamento das coisas que nos magoaram. Quando uma pessoa é ferida, é comum ficar inconsciente. Do mesmo modo, quem ouve uma notícia dramática comumente tem uma vertigem ou desfalece. É a maneira de a mente se proteger da dor, cruzando a primeira porta.Segundo, existe a porta do esquecimento. Algumas feridas são profundas demais para cicatrizar, ou profundas demais para cicatrizar depressa. Além disso, muitas lembranças são simplesmente dolorosas e não há cura alguma a realizar. O provérbio ‘O tempo cura todas a feridas’ é falso. O tempo cura a maioria das feridas. As demais ficam escondidas atrás dessa porta.Terceiro, existe a porta da loucura. Há momentos em que a mente recebe um golpe tão violento que se esconde atrás da insanidade. Ainda que isso não pareça benefício, é. Há ocasiões em que a realidade não é nada além do penar, e, para fugir desse penar, a mente precisa deixá-la para trás.Por último, existe a porta da morte. O último recurso. Nada pode ferir-nos depois de morrermos, ou assim nos disseram.”
Kvothe-O Nome do Vento