no dia em que eu perdi o medo

— Ficar com você? Por quê? Olha só pra nós, já estamos brigando!
— É o que fazemos. Brigamos. Você fala quando estou sendo desgraçado e arrogante, e eu falo quando você está sendo uma chata irritante. Que é o que você é 99% do tempo. Eu não tenho medo de magoar você. Fica chateada por uns 2 segundos e em seguida volta a fazer a próxima coisa irritante.
— E daí?
— E daí que não vai ser fácil. Vai ser muito difícil. E vamos ter que trabalhar nisso todos os dias. Mas eu quero fazer isso, porque eu quero você. Eu quero você para sempre. Você e eu, todos os dias. Pode me fazer um favor? Por favor. Será que pode imaginar sua vida… daqui a 30 anos, 40 anos. O que você vê? Se vê com aquele homem, então vá. Vá embora. Perdi você uma vez, acho que posso me acostumar de novo, se for o que você realmente quer. Mas não escolha a saída mais fácil.
—  Diário de uma paixão.
SE PEGAR REBLOGA

Comecei a escrever pra você enquanto estamos na linha e escutando a sua voz lembro do dia em que te conheci, e que me apaixonei perdidamente. Nunca achei que me notaria, muito menos que me amaria. To lembrando de quando escutei esse teu sotaque lindo pela primeira vez e do quão encantada eu fiquei. A vida realmente é surpreendente, jamais pensei que algo assim fosse acontecer comigo, com nós. Encontrar alguém que te completa e te transborda é tão difícil. Encontrar alguém que te ama tanto quanto você a ama e que está disposta a enfrentar toda negatividade juntas, é raro. É meu amor diante tudo isso, temos definitivamente muita SORTE! E é por isso também que eu agradeço e sempre demonstro o que sinto, porque amar também é cuidar do sentimento pra que ele não perca a força. Pra que ele não caia na rotina. Dizer o que eu sinto não faz com que o ‘eu te amo’ seja banalizado. Ligar nos momentos que estamos longe ajuda nos sentirmos perto, cuidadas, amadas. Eu sei o que eu sinto, é algo que eu nunca senti antes e sei que é raro. Você é o meu tesouro que eu cuido com ciúmes sim, por que eu nunca quis alguém e te quero tanto. O amor que eu sinto por ti não cabe em mim e eu não sei se todo mundo tem a mesma sorte que nós tivemos meu amor. Você é algo tão bom na minha vida que quem me vê sabe, estou sempre transbordando de amor, e eu devo isso a você.
Eu nunca desejei tanto bem a alguém quanto eu desejo a ti meu amor. Desejo que todos teus dias sejam exageradamente felizes, da mesma forma que os meus são desde que você entrou na minha vida. Desejo que você transborde de tanta saúde, porque você se tornou o meu remédio pra tudo. Desejo que nos teus dias mais difíceis as coisas simples tenham o mesmo efeito que o teu sorriso tem em mim e os tornem leves. Desejo que você conquiste toda riqueza que você almejas, porque eu já conquistei a minha quando te conheci. Desejo que quando estiver chorando você encontre motivos para sorrir, da mesma forma que tu és o meu.
Desejo o melhor do melhor pra você meu amor, não somente porque você é a melhor do mundo comigo ou pq foi tu que tornou minha vida melhor, mas sim porque você merece.
E eu sei que você merece o melhor porque jamais conheci alguém como você, tu és única meu amor, e nunca vou deixar que se esqueça disso.
Você não deseja o mal nem pra pior pessoa do mundo, muito pelo contrario, sempre manda positividade. Você é incapaz de enxergar o mal em alguém, mesmo que esteja diante de teus olhos. Você sempre faz de tudo pra ajudar quem precisa, não nega nada a ninguém. Você merece o melhor meu amor, porque tu move montanhas pra fazer as pessoas que te cativam sorrir. Você faz o possível e o impossível pra estar perto das pessoas que ama, e eu sou a prova disso. Você muitas vezes deixa tuas vontades e necessidades em segundo plano e se arrisca pelos outros. Você mais que todos merece o melhor porque transmite amor, da amor, e sabe receber amor. Minha admiração por ti é imensa, e das lições mais lindas e importantes que aprendi na vida foi com você.
Não vou falar aquele clichezinho “o aniversario é teu mas quem ganha presente sou eu”, mas deveria viu porque tu és o melhor presente que a vida podia ter reservado pra mim.
Hoje é seu dia, e eu quero que você saiba que eu amo você mais do que tudo no mundo. Obrigada por ser a razão pela qual eu acredito no amor.
Mas eu não vou mentir, um dia, eu quase joguei tudo para o alto e em menos de 10 minutos eu não aguentei, e te liguei e ai percebi o quanto eu te amo e que eu preciso de você. Eu não posso te perder como eu quase perdi um dia. É insano pensar em como tudo aconteceu, e eu te agradeço muito por você ter me dado a tua coragem pra enfrentar os meus medos e me entregar por completo a ti, como jamais me entreguei antes. Eu nunca amei tanto alguém, nunca meu coração foi tão posto a prova, mas ele é todo seu e eu jamais o quero de volta.
Você é a razão do meu pra sempre existir, você é quem corre do meu lado sempre pra fazer dar certo, você jamais soltou a minha mão e eu te agradeço imensamente por isso. Você é incrível, e eu transbordo de amor por você.
Sabes o quanto eu queria estar ao seu lado, principalmente hoje que é teu dia, poder te esmagar com toda a minha força e sussurrar ao pé do ouvido o quanto eu te amo e que você é a felicidade da minha vida. Dói estar distante, mas hoje não quero pense em algo que possa te deixar triste, quero que lembre que independente da distancia estamos juntas e sempre haverá a nossa lua pra nos deixar perto e nosso amor pra nos dar forças.
Feliz aniversário meu amor. Obrigada por me deixar fazer parte de 22 meses desses teus 20 anos iluminando terra.
Eu te amo infinitamente.

— Ficar com você? Por quê? Olha só pra nós, já estamos brigando!
— É o que fazemos. Brigamos. Você fala quando estou sendo desgraçado e arrogante, e eu falo quando você está sendo uma chata irritante. Que é o que você é 99% do tempo. Eu não tenho medo de magoar você. Fica chateada por uns 2 segundos e em seguida volta a fazer a próxima coisa irritante.
— E daí?
— E daí que não vai ser fácil. Vai ser muito difícil. E vamos ter que trabalhar nisso todos os dias. Mas eu quero fazer isso, porque eu quero você. Eu quero você para sempre. Você e eu, todos os dias. Pode me fazer um favor? Por favor. Será que pode imaginar sua vida… daqui a 30 anos, 40 anos. O que você vê? Se vê com aquele homem, então vá. Vá embora. Perdi você uma vez, acho que posso me acostumar de novo, se for o que você realmente quer. Mas não escolha a saída mais fácil.
—  DIÁRIO DE UMA PAIXÃO.  
Acho que esqueci de me importar comigo. De sentir saudades de mim, de chorar por mim, de correr atrás de mim, de ter ciúmes de mim mesma. Acho que esqueci de me preocupar com quem eu estou falando, com quem estou andando, com as mensagens que recebo. Deixei de dar atenção para onde vou, com quem vou, que horas vou voltar. Parei de me preocupar com o que fiz no dia, de saber se meu dia foi bom, de ter noção se me alimentei direito. Abandonei minha vaidade, descuidei da minha personalidade, aos pouquinhos estou deixando de ser eu. Estou me perdendo, me abandonando, me esquecendo. Não tenho mais ciúmes de mim, não respeito mais o meu corpo. Bebo sem medo de passar mal, confio em estranhos para contar minha vida, me maquio tentando esconder minhas fraquezas, deixando apenas o meu forte a mostra para os desconhecidos. Deixei de dar valor as tardes de domingos com a família, passei a frequentar lugares escuros, com música alta e luzes piscando. Me perdi, tentando me encontrar em alguém que eu não sou. Esqueci como me pedir de volta.
—  Isabella Martins. 
Olha Zé, sei que é difícil acreditar, mas já fui mais amável, mais gentil, mais sorridente, e até engraçada. Já fui tão caridosa e companheira ao ponto de guardar minha dor num potinho pra sentir a dor de um amigo. Já deixei de viver meus planos, só pra me encaixar nos planos de uma outra pessoa. Já dispensei um carinha do colegial, por quem eu morria de amores, ao descobrir que uma amiga compartilhava do mesmo sentimento que eu. Já até perdi as contas de quantas e quantas vezes sepultei o orgulho e corri atrás de quem não merecia. Pode parecer bobagem, mas é que eu não suportaria perder alguém que tanto amo, pra um orgulho idiota. Eu juro que enxergava a vida com mais amor, mais colorida. Eu tinha essa mania boba que minha mãe titulou de “dom” de achar que até o pior ser humano do planeta, tinha algo bom, escondido, ainda que bem lá no fundo do peito. Eu era aquela amiga que impulsionava o resto da turma a não desistir jamais. Sempre cheia de fé e esperança, transbordava otimismo. Eu era aquela que aconselhava melhor, abraçava melhor, não abaixava a cabeça, sorria sincero, era forte, e não chorava em público. Esse era o problema, todos achavam que eu era de ferro, Zé, ninguém percebia a minha tristeza camuflada num sorriso, ninguém se importava em perguntar sobre o meu dia, minhas dores, meus medos. Todos me idealizavam invencível. Logo eu, Zé, toda maria -mole, manteiga derretida, chorona de dar dó. Ninguém se esforçava em me descobrir, me desvendar. Acontece que eu também tinha problemas, também perdi noites chorando, também fui decepcionada, também tive o coração partido, estraçalhado. Como qualquer outra pessoa, eu também precisei de um abraço. A questão é que todos estavam ocupados demais me contando dos problemas, chorando em meu colo, pedindo conselhos. Não é possível que nenhum alma sequer, tenha percebido meus destroços, a menina medrosa, implorando por cuidados. Sempre fui a amiga, a conselheira, a ajudadora, mas nunca o tudo de alguém. É uma pena não terem percebido o barulho que o meu silêncio emitia. Você sempre me pôs contra a parede, queria saber o que me motivou a ser tão fria, coração de granito. Agora já sabe. É que por ter sentido demais, hoje eu não sinto mais nada, por ter chorado rios, não consigo derramar uma lágrima sequer. Olha pra mim, diz que ao menos você me entende, diz que sente muito pelo que me tornei, mostra que se importa, talvez assim eu ressuscite. Mas se for demais pra você, eu te entendo. Perdoa o caos que eu me tornei, Zé, você não é o culpado.
—  Atritar.
Distância

   Foi amor.

 Foi algo realmente verdadeiro. Mas você sabe, distância nunca é fácil, querendo ou não, sempre vai atrapalhar. Ela era a única pessoa que em meio a tempestade, conseguia trazer as cores de volta, e agora, eu à perdi. Me pego pensando todo dia nela, e em cada palavra que foi dita por ela antes de ir. Me arrependo tanto por isso, me arrependo por não ter sido forte o suficiente, por não ter lutado com unhas e dentes pelo nosso amor. Meu coração agora está em pedaços e eu estou completamente perdido. Hoje em dia amores recíprocos é algo muito difícil de se achar, e eu perdi a garota da minha vida por medo de tentar. Eu estou sem animo, não estou vivendo… no máximo, só existindo.

-Meu coração grita teu nome, e meu corpo vaga por aí, com esperança de um dia te encontrar.

estamos juntos nessa

eu já quis desistir
eu já quis me ausentar [desse corpo, dessa vida]
eu já desanimei
eu já quis abrir mão de tudo
já me olhei no espelho e não me reconheci, esfreguei meu rosto com força só para encher as minhas mãos de lágrimas e ter mais um motivo para me odiar
olhos vermelhos, olheiras e a fraqueza estampada em minha testa, lembrando-me que eu não era o suficiente - e nem queria ser - esse era o meu estado [o meu estado por dentro era mil vezes pior]
eu já não soube para onde ir, já me escondi, me excluí
me tranquei em meu quarto e fechei as janelas
eu já perdi todas as razões para continuar
já ri de quando diziam “vai passar”
eu cheguei a ser apenas um eco do que um dia eu havia sido
eu era um pedido de socorro e um medo cruel de ser resgatada ao mesmo tempo
um tiro no escuro
mas hoje eu estou aqui, inteira, reconstruída, caquinho por caquinho
todas as minhas células foram renovadas, com o tempo e com a vontade de melhorar
aquela vontade que volta e meia acendia uma chama dentro de mim em meio a uma faísca e outra
a esperança renasceu
eu me levantei
e agora eu grito por mim e por você: tudo vai ficar bem
encontre no céu razões para acordar
encontre nas flores razões para viver
encontre no canto dos pássaros razões para se fortalecer
para começar a acreditar em você nunca é tarde

me protege do caos que é viver num mundo cheio de maldade. me salva da dor que é viver sozinha. me abraça depois de um dia cansado e me diz que vai ficar tudo bem.

eu tive medo de você
eu prendi meu ar por quase um minuto inteiro vendo você andar em minha direção. eu achei bonita a forma como você se atrapalhava com os cachos soltos no rosto, eu gostei de como você me abraçou e disse que estava feliz de me ver assim. num lugar só por você. seu sorriso me aqueceu e seu olhar da mais inquestionável doçura sorriram pra mim. sinto que eu te prendi aqui dentro de mim porquê eu tive medo de tudo que você quis me dar, eu senti medo quando passamos a tarde rindo do mundo inóspito e eu senti que o mundo me abraçou enquanto eu estava com você. não te contei, eu tive medo:

1 quando você me contou histórias sobre você que ninguém mais sabia. eu senti que você estava me deixando entrar dentro de quem você é. eu te disse, “eu estou quebrada”. “só vive esse momento comigo”, você disse. eu vivi com medo. quando você compartilhou comigo o medo que teve quando percebeu que duas pessoas eram capazes de se destruírem e eu percebi que eu tinha esse medo tatuado em mim. você disse isso e esse medo se apascentou. 

2 quando eu te beijei de olhos fechados com a alma aberta e quando eu abri os olhos eu vi meus olhos dentro dos seus. eu revivi esse momento quarenta vezes até chegar em casa. quando eu te deixei entrar em mim de forma em que passávamos madrugadas conversando sobre teorias conspiracionais e você me disse que ia dormir há três horas, mas ficou por mim. eu fiquei por você todas as vezes. eu perdi aula no outro dia e eu passei o dia cansada porquê conversar com você sobre coisas idiotas durante a madrugada me recarregava. 

3 quando eu bebi demais e te disse que estava apaixonada, mas você só riu. eu senti medo de estar sentindo sozinha e me vi caindo num precipício de novo. até que você disse estar sentindo o mesmo. te contei sobre minha dificuldade em acreditar no amor de novo e eu tive medo de te dizer; você me fez acreditar de novo. 

4 quando eu percebi que você seria passageiro. você sorriu quando me viu pegando no sono enquanto víamos um filme violento e me abraçou. eu quero poder te contar que quando você me abraçou eu perdi o sono porque eu me senti protegida de todo caos que acontecia fora dessa bolha. eu pedi mais um pouco de você, mas eu vi sua pressa em ir. eu percebi que você estava me deixando 

5 quando você se foi e eu percebi que ninguém fica pra sempre.

eu tive medo e mesmo assim aprendi que não existe proteção da crueldade do mundo. eu senti medo o bastante pra me deixar guardada dentro de um quarto observando a vida acontecer.
daqui de dentro
o sol é pouco
eu vou deixar o medo e sair.

Olha Zé, sei que é difícil acreditar, mas já fui mais amável, mais gentil, mais sorridente, e até engraçada. Já fui tão caridosa e companheira ao ponto de guardar minha dor num potinho para sentir a dor de um amigo. Já deixei de viver meus planos, só para me encaixar nos planos de uma outra pessoa. Já dispensei um carinha do colegial, por quem eu morria de amores, ao descobrir que uma amiga compartilhava do mesmo sentimento que eu. Já até perdi as contas de quantas e quantas vezes deixei o orgulho de lado e corri atrás de quem não merecia. Pode parecer bobagem, mas é que eu não suportaria perder alguém que tanto amo, para um orgulho idiota. Eu juro que enxergava a vida com mais amor, mais colorida. Eu tinha essa mania boba que minha mãe chamou de “dom”, de achar que até o pior ser humano do planeta, tinha algo bom, escondido, ainda que bem lá no fundo do peito. Eu era aquela amiga que impulsionava o resto dá turma a não desistir jamais. Sempre cheia de fé e esperança, transbordava otimismo. Eu era aquela que aconselhava melhor, abraçava melhor, não abaixava a cabeça, sorria sincero, era forte, e não chorava em público. Esse era o problema, todos achavam que eu era de ferro, Zé, ninguém percebia a minha tristeza camuflada num sorriso, ninguém se importava em perguntar sobre o meu dia, minhas dores, meus medos. Todos me idealizavam invencível. Logo eu, Zé, toda maria-mole, manteiga derretida, chorona de dar dó. Ninguém se esforçava em me descobrir, me desvendar. Acontece que eu também tinha problemas, também perdi noites chorando, também fui decepcionada, também tive o coração partido, estraçalhado. Como qualquer outra pessoa, eu também precisei de um abraço. A questão é que todos estavam ocupados demais me contando seus problemas, chorando em meu colo, pedindo conselhos. Não é possível que nenhuma alma sequer, tenha percebido meus destroços, a menina medrosa, implorando por cuidados. Sempre fui a amiga, a conselheira, a ajudadora, mas nunca o tudo de alguém. É uma pena não terem percebido o barulho que o meu silêncio emitia. Você sempre me pôs contra a parede, queria saber o que me motivou a ser tão fria, coração de granito. Agora já sabe. É que por ter sentido demais, hoje eu não sinto mais nada, por ter chorado rios, não consigo derramar uma lágrima sequer. Olha para mim, diz que ao menos você me entende, diz que sente muito pelo que me tornei, mostra que se importa, talvez assim eu ressuscite. Mas se for demais para você, eu te entendo. Perdoa o caos que eu me tornei, Zé, você não é o culpado.

Eu escrevi e o egoísmo do mundo inteiro coube em minhas mãos, todos os dias que acordei desejando estar ainda dormindo me fizeram acreditar que tudo que se pode crer sem se tocar seria real e verdadeiro. As feridas que levei na pele e as cicatrizes que deixei fora de mim, explícitas à olho nu, não tiveram uma grande influência nas pessoas lá fora. Sempre tive necessidade de falar sobre mim e minha história tão imensa, porém tão fina, seca e pequena aos meus olhos. Nunca quiseram me escutar, mas mesmo aos que imploravam para que eu a contasse, só haviam pessoas que gostariam de saber casos da vida alheia para contar vantagem por aí, eu nunca fui a favor disso, mas as escuto sem falar depois, sem passar na cara, por que não faço questão de ser escutada de vez em quando. Na maioria das vezes puxo meu caderno ou meto o dedo no teclado para escrever, com isso aprendi que nada alivia a alma o bastante, sempre vamos em busca de algo, sempre falta tudo, mas tudo o que? Será que sabemos o que esperamos? Minha resposta final é não. Dai eu vou usando o pouco que tenho em minha criatividade para não chorar, porque isso para mim nunca adiantou, eu desenho, pinto, bordo, canto e danço, tudo em meu quarto, estou sempre externamente feliz, com um sorriso de ponta a ponta que todos usam como máscara para mim. Dentro de mim a tristeza não predomina mais, mas o “tanto faz” está por toda parte. E temer sempre foi meu forte, mas creio que se não posso ver meu medo lá na frente, ele não existe, até descobri que contos de fadas são aquelas histórias de terror amenizadas para que as crianças durmam em paz, eu nunca pude dormir em paz sem pensar no dia seguinte, por que mesmo sendo criança, me ocupei demais sendo forçada a ser adulta e tendo que resolver assuntos que naquela época já eram pendentes. Eu acreditei na minha vitória, mas naquele tempo eu acho que não venci. Perdi o rumo em alguns anos, mas sempre achei o caminho de volta para casa, hoje passo em lugares dos quais nunca mais visitei e me recuso a relembrar do passado, inevitável não acha? Por que memórias não morrem só assim, a gente não pode queimá-las como se fossem papéis que por acaso são descartáveis, pensei, mas se eu fui descartável, por que elas não poderiam ser também? Não é injusto? As pessoas cometerem um mal que ficará eternamente como uma lembrança ruim só pra quem sofreu, pois heis que essas pessoas sofrem de amnésia, mas quem ardeu em chamas por causa delas, não. Assim se passavam dias, meses, anos e até algumas horas, o tempo passou e talvez eu até tenha mudado, mas ninguém nunca parou para perceber essa mudança. Ai está a prova que as pessoas só se importam com as coisas que as convém. É eu costumava ser aquela que tinha a resposta na pontinha da língua, hoje essas respostas se esvaíram, e eu só tenho perguntas que nunca serão respondidas, pois minhas perguntas são enigmas que apenas são respondidas com charadas de bom humor, e as pessoas são mal humoradas. Hoje eu posso ir até o centro da cidade e me encontrar numa multidão que está perdida por aí tentando encontrar-se em algo que nem sabem o que é, mas só me perco nomeio delas, não alcanço o raciocínio das pessoas, pois heis que eles são de mal grado e eu enfrento meu rancor e o jogo fora de mim todos os dias. Eu mesmo apago as luzes da minha casa, mas não fico no escuro, não faz sentido, mas pode ser que depois que escurece meus olhos refletem no espelho clareando a casa como se fosse de dia, obsessão por mim, veneração própria, não, talvez seja aquela defesa pessoal chamada “amor próprio” que a maioria tem de vez em quando, eu poderia ter todos os dias, porém luto de contra tudo que o vento sopra, quer dizer, lutava, por que hoje eu espero que ele sopre meus cabelos na direção onde não devo ir, ele venta de frente a mim o que significa que eu deveria voltar atrás, não quero, talvez não possa mais, eu não aguentaria mais. Eu quero que ele me traga coisas boas enquanto fico em casa na sexta a noite esperando a pizza chegar, meu livro velho nesse momento está na mesa e meus olhar vê o teclado, meus pensamentos voltam ao passado e se encontram com os de alguém que me deixou lá atrás, e de bom grado eu escrevo esperando que a chuva invada minha casa e me molhe até que eu possa ter coragem para ir em frente, mas coragem nunca foi meu forte. As coisas acontecem de repente para que possamos aprender com os tropeços que levamos, eu andei por aí levando uns dois quem sabe dez topadas e até agora não aprendi nada. Cada vez mais me fecho para o que me espera do lado de fora, será que estou presa em uma caverna e não sei? Será que as algemas estão em minhas mãos desfaçadas de caneta e papel? Eu poderia rir do que estou falando, pois soou como uma breve loucura, breve, sim foi o que você leu, eu não sou uma louca solitária, sou apenas uma garota tentando descobrir o que é, perdida dentro de si, cantando músicas que se quer irá mais ouvir e escrevendo textos que se quer terá tempo para ler, por que hoje em dia ninguém tem tempo para nada, mas isso tudo acaba quando chega a sua hora de morrer. E eu sei que assim como todos você também tem medo de um dia ruim chegar. No fundo assim como todos, a gente quer advinhar o futuro com medo de que nosso passado (presente atual) seja tão infinito que cresçam memórias duradouras ou que ele seja tão ruim que em seu futuro, talvez você não esteja mais aqui, que medo da de nada dar certo, que medo da de a gente não ter coragem de lutar, por que todo mundo fica cortando nossas forças. Por muito tempo eu pensei “No que vou me agarrar?” Pensei em Deus, pois heis que ele nunca me abandona, e também pensei em alguém que me colocasse dentro de si como eu coloco cada pessoa que conheço. Todos dentro de mim dividem-se em pastas, “Aqueles que me magoaram”, “Aqueles que não fazem diferença”, Aqueles a quem devo meu ódio’’, “Aos que devo minha vida”, “Aos que são minha vida”, documentos dentro de mim que quando abertos (dependendo do momento) dançam comigo com uma música que marcou cada um, só eu conheço essas músicas e ninguém mais as marcou tanto quanto eu. Eu quero ter uma história pra contar e não me arrepender dela só por que tropecei no começo, grandes histórias sempre tem seu momento “sad”, e eu estou sempre tão Down que ninguém nem me percebe, odeio ser o centro das atenções, mas gostaria de me virar em 7 só pra ver quem eu gosto feliz, e olha só gosto de pouquíssimas pessoas, talvez uma ou duas e talvez essas duas sejam eu e mais um. Não sou feita para gostar de todo mundo, mas amo “evebody”, quero ter a fineza de dizer para alguém que consigo sentir algo maior, me contradisse várias vezes em um só texto (nesse texto), meus sentimentos são como bolhas de sabão, estouram até surgirem novos no lugar, a maioria não é bom, sempre tenho uma pitada de tristeza até nos momentos alegres. E talvez só tenha uma pessoa por mim, duas quem sabe, e quem sabe eu obtenha algo completível em meio a tudo isso? Quero deixar de ser metade para ser inteiro, mas ninguém gostaria de ser inteiro comigo. Há muitas metades circulando por aí, pois suas segundas partes cruzam com almas distantes do que nós podemos ser e dar a essa pessoa. Tenho o tédio comigo, Deus e minha mãe, no total de 3, Bingo! Todas as coisas do mundo devem ter seu par, e já que três é ímpar, estou esperando que a metade que circula por aí com outras, finalmente me ache e se entrelace a mim, assim sendo aprisionada a vontade de Deus, pois heis que eu escrevi com egoísmo, mas ele escreve com amor.
—  Dentro de uma garrafa, uma epístola. Poesografa

Estava anoitecendo, tínhamos acabado de chegar. Tomei um banho, assim como ele, e nos deitamos. Eu o olhei e toquei seu rosto com ternura, quando ele sorriu e perguntou:
- O que foi?
- Gosto de olhar você e tocar seu rosto. Você é lindo.
- Você que é linda!

Então me virei, ele me envolveu em seus braços e beijou minha cabeça. Era tão seguro, tão tranquilizador que adormeci rapidamente.
Acordei com frio, estiquei o braço e me dei conta de que estava sozinha na cama, levantei e fui até a varanda, estava muito frio, então o vi sentado ao chão observando o céu, o olhar melancólico, ver ele assim me doeu demais… ajoelhei e sentei ao seu lado.
- O que houve?
- Um vazio.
- Que tipo de vazio?
- Aquele onde eram baseados os meus dias. Solidão.

Ele começa a chorar…
- Eu estava acostumado com a solidão, acostumado com a dor. Não achava que merecesse ser feliz de novo, na verdade, ainda não me acho merecedor. Tenho medo de perder você também, assim como perdi tantas pessoas. Tenho medo de ser um eterno solitário, medo da vida me arrancar os sorrisos de novo.
Ouvir isso me apertou mais o coração, senti necessidade dele mais do que nunca, comecei a chorar e o envolvi em meus braços:
- Enquanto eu estiver aqui, você jamais estará sozinho. Eu não vou a lugar algum antes de você, isso eu prometo.
- Você não pode prometer isso.
- Posso, e estou prometendo aqui e agora que estarei ao seu lado até seu ultimo suspiro, segurando sua mão e olhando seu rosto, os traços que tanto amo.
- Promete?
- Prometo!
- Você é linda, eu amo você!
- Eu amo você!

Então ele sorriu, assim como eu, e ficamos ali, ele aconchegado em meu colo, envolvido em meus braços, e a madrugada que estava fria, simplesmente acalorou.


- Kionara Karla

o

Eu queria poder te falar tudo o que eu ainda sinto por você, esse enorme sentimento que até hoje mora em mim. Queria poder te dizer que mesmo depois de todos as merdas que você fez, eu ainda amo você, e parece que esse amor a cada dia aumenta mais. Eu sei, pode parecer meio louco ou até mesmo estranho, como alguém pode amar uma pessoa que nem mesmo fala? Que se afastou completamente dela? Nem eu mesma entendo, mas posso dizer com total certeza que ainda amo você. Eu só queria você na minha vida novamente, queria esse seu jeito, seu sorriso, tudo de novo. Eu sei que posso muito bem viver minha vida sem você, mas o grande problema é que eu não quero ficar sem você. Por muito tempo, posso ter fingido já ter te esquecido, ter ficado com outros, mas a verdade é que nunca vou conseguir te esquecer completamente, sempre vai ter um lugar seu bem aqui, apenas esperando você querer ele de volta. Eu ainda tenho muito medo de te perder, o que é bem estranho, porque eu já te perdi. Infelizmente, eu não pude fazer nada para que você ficasse, a escolha é sua, mas se eu tivesse essa chance, tentaria de tudo. Você é, foi e sempre será muito importante para mim, mesmo com toda essa distância, que a cada dia aumenta mais, mesmo com o passar do tempo. Você me marcou. Eu ás vezes penso em desistir, em fazer de tudo para tentar te esquecer, mas eu não consigo. É só alguém falar de você que eu já estou lá que nem uma boba, rindo, te defendendo de todos, porque sabe, eu sei que você vale a pena, pode ter sido pouco tempo, mas eu realmente te conheci de verdade. E eu só tenho que dizer que amo você e que espero que você seja muito feliz, mesmo que não seja comigo, mas eu acredito que o que for para ser, será, quem sabe um dia você não vai está lendo isso do meu lado? Eu queria poder te dá um abraço ou até mesmo te mostrar isso sem parecer uma grande idiota, mas eu não posso, assim é melhor para você e para mim.

Mas eu tenho medo. Tenho medo de te ver tão distante de mim. Tenho medo de em um dia triste não poder gritar seu nome, te pedir ajuda. Tenho medo de que um dia você esqueça o meu nome, apague meu número da sua agenda telefônica, esqueça que um dia fiz parte da sua vida. Mas poxa, eu tenho um medo absurdo de te perder, de te perder como perdi todas as outras pessoas.
—  Eu , você e a distância. 
Misfits


[+18]

Avisos: contém homossexualidade, linguagem baixa, insinuação de sexo, nudez, sexo, violência, uso de bebida alcoólica e drogas.

Gêneros: Drama, colegial, comédia, Yaoi, Lemon.

*Long Fic*



Sinopse

Do que você tem medo? Eu particularmente tenho medo de mim mesmo. Sério, eu tenho medo de mim mesmo. Não que eu seja malvado, ou tenha algum distúrbio mental realmente grande. O problema é que eu tenho sim problemas, bem reais. Dos quais envolviam um garoto de cabelos verdes, sentado em uma janela, dando-me um olhar totalmente impuro, enquanto chupava aquele maldito pirulito de cereja. Se eu tinha algum problema, Min Yoongi tinha alguns a mais, assim como se você procurasse no dicionário o significado dessa palavra, seu nome estaria ao lado.



Capítulo 1 – Desajustados.

Batuquei meus dedos no painel do carro, meu nervosismo instalando-se por todos os poros do meu corpo. Era mais uma de minhas consultas, das quais minha mãe insista em me levar e ver qual tipo de melhora havia ocorrido. Assim que estacionamos, meu coração acelerou e minhas mãos começaram a suar, caminhei rapidamente até o prédio, passando feito um furacão pela recepcionista e sentando-me naquele corredor em tons pastéis. Deus, qual o problema das pessoas com tons pastéis? Chegava a me dar uma aflição. Olhei todas as pessoas sentadas ali, o mesmo de sempre, a garota com fobia de gatos. O garoto com TOC*. Grande diferença isso fazia, éramos todos uns ferrados ali. Esperei meu nome ser chamado até que com paciência, minha mãe volte e meia me pedia para não ficar tão inquieto e eu tentei, muito.

- Qual o problema? – perguntou-me.

- Nada – sorri amarelo – Nada de mais, como sempre. Tudo bem. Tudo perfeito.

- Hoseok – alertou – Você está ansioso.

- Sabe que sempre fico assim.

Não sei exatamente o que ela disse, porque não prestei atenção em mais um de seus discursos a respeito do que eu deveria fazer e como deveria me comportar. Ela entendia realmente? Não era só sentar ali e fingir que eu era normal. Olá, eu sou normal. Não, eu não sou, e já assumi isso pra mim mesmo. Não tinha amigos no colégio porque perdi todos eles. Não tinha nenhuma namorada porque meu interesse em garotas era o mesmo de uma pessoa com medo de levar um raio e sair num dia de chuva. Ou seja, nenhum. Não que eu fosse gay, para ser sincero, nunca senti interesse nisso, sempre fui inquieto de mais e isso ocasionava alguns problemas. Sei lá, sabe quando alguém te pergunta a respeito do seu posicionamento político e você diz que não tem nenhum porque apenas nunca parou pra pensar sobre? É, eu estava inquieto, Deus, estava mais do que inquieto.

- Boa tarde senhora Jung – o médico disse assim que nos viu – Como está, Hoseok? Que tal entrarmos e batermos um papo?

Como eu odiava pessoas mais velhas tentando soar descoladas. Não que eu odiasse as pessoas, mas odiava como elas tentavam ser aceitas por determinados tipos de pessoas. Eu era uma pessoa muito estranha, com pensamentos bastante peculiares – era isso que meu médico dizia – e no momento, eu adentrava aquele consultório, com várias estátuas de gatos. Sim, gatos. Meu médico adorava gatos, e gostava de comprar miniaturas deles. Alguns pescavam, outros faziam comida, era algo bizarro. Sentei no divã do qual estava acostumado, soltando um suspiro e notando que minha perna não parava de mexer.

- Estou curioso. Dormiu por quanto tempo essa noite? – perguntou calmo.

- Hum – pensei com calma – Devo ter dormido umas quatro horas.

- E nos dias anteriores?

- Mais ou menos a mesma coisa – estalei a língua – Eu também tive outra crise de enxaqueca por conta disso, mas é normal. Então… É deixa pra lá.

- Tomou as pílulas? – arqueou uma sobrancelha e bufei – Claro que tomou sua mãe lhe faria tomar de qualquer maneira. Algo aconteceu nesses dias que não nos vimos?

- O que uma pessoa ansiosa faz? – cruzei as mãos – Ela pensa, mais… Muito mais do que uma pessoa normal. O que acarreta em vários pensamentos loucos e ridículos, e no momento, eu tenho tido vários. Sabe quando você fica extremamente nervoso por conta de um trabalho na faculdade ou na escola, seja lá o que for, e você começa a apresentá-lo sem parar, até que nota o quão rápido está falando e como as coisas não fazem sentido? Então eu parei pra notar que eu tenho o costume de mudar de foco. Como outro dia estava falando com a minha mãe e do nada estávamos falando sobre a economia do Japão, e sabe, eles são muito bons em tecnologia e… Eu estou falando rápido de mais? Porque eu acho que estou falando rápido de mais. Na verdade, eu acho que tenho pensado de mais. Caramba, eu notei que sou o único na minha sala que nunca namorou uma pessoa, quero dizer, isso não é normal pra quem tem dezessete anos, o senhor já devia ter namorado aos dezessete anos, minha mãe disse que sim quando perguntei a ela. Engraçado como eu devo ser muito esquisito para ninguém querer namorar comigo…

- Hoseok – chamou e respirei com dificuldade – Mantenha a calma. Está fazendo de novo, por favor, apenas relaxe e responda as minhas perguntas.

- Acho que posso fazer isso – mordi o lábio.

- Você diminuiu a cafeína? – perguntou ainda calmo.

- Não – falei sincero e ele me deu um olhar – Doutor, eu não quero diminuir a cafeína, não há problema nenhum com isso.

- Não vamos entrar nesse tópico novamente, Hoseok – suspirou – Como foi a crise de enxaqueca dessa vez?

- Nada de mais, o mesmo de sempre. Dor de cabeça sabe o que é isso não é?

- Muito engraçado – arqueou uma sobrancelha – Tenho que lhe fazer uma pergunta pessoal. Com que freqüência você vem tendo relações sexuais?

- Sabe Doutor – batuquei os dedos – Às vezes eu acho que não presta atenção em nada do que falo, porque eu acabei de dizer que nunca namorei ninguém. Talvez eu seja assexuado, ok, eu não sou. Mas digamos que eu nunca transei com uma garota, pode rir da minha cara, eu mesmo tenho vontade de rir. Pois bem, eu me masturbo, serve? Se for, então, fiz isso ontem. Porque estava irritado e precisava relaxar. Patético? Talvez seja meu nome do meio.

- Ok – ergueu a mão indicando que eu estava fazendo de novo – Você engordou?

- Não – estalei a língua – Um problema a menos, ser desprezível e gordo não dá.

- Seu humor tem melhorado – apontou debochado e ri alto – Seu quadro clínico tem me feito pensar a respeito de tudo, Hoseok.

- Chegou a uma conclusão? – encarei-o.

- Você nunca consegue ficar com o mesmo médico, até hoje não sei como aceitou a mim. Estamos nesse mesmo barco a mais de um ano, e não vejo melhora nenhuma no seu comportamento. Não que você tenha tido crises, felizmente estas melhoraram, mas somente isso. De resto, parece que algo está tão profundo em você, que não conseguimos tirar.

- Que legal – bati palmas – Vamos estourar uma champanhe? Deus, qual o problema comigo?

- Falei com sua mãe na semana passada – pigarreou – Estive pensando em mandá-lo para um lugar onde tratam jovens como você.

- Um hospital? ISSO É SÉRIO? – gritei e arregalei os olhos – EU NÃO SOU LOUCO, EU SÓ SOU… ESTRANHO, NO MÍNIMO, MAS UM HOSPITAL É DE MAIS. DOUTOR, SÉRIO…

- Ok, calma! – disse perdido – Vamos por partes, tudo bem? Vou lhe explicar exatamente o mesmo que disse para sua mãe. Não é um hospital, nada com você sendo amarrado e dopado, não se preocupe. É um internato para garotos com problemas, vai ajudar na sua interação social, assim como eles tem planos diferentes de lidar com alguns distúrbios.

- Não entendi merda nenhuma…

- Você vai passar suas férias de verão por lá – o doutor dizia sorrindo – Fica em um lugar afastado, é bastante bonito.

- Vai me mandar pra um sanatório de férias? – parei e disse bem sério.

- Não é um sanatório – revirou os olhos – É somente um internato para jovens com certos problemas. Como eu disse, vai ajudar na sua interação social, assim como você poderá ser tratado sem se sentir pressionado a isso. Talvez seja melhor do que o pouco progresso que fizemos em um ano.

- Acho melhor eu trocar de médico…

- Vou lhe perguntar algo bem sério – meu médico parou e me encarou – Você pretende lidar com isso o resto da vida? Assim, dessa forma? Aceite as possibilidades que estou lhe dando, talvez seja o melhor no momento. Hoseok, você não tem amigos, não terá o que fazer nas férias, e lá tem toda uma programação aonde você vai se divertir e tratar tudo que necessita.

Claro que aquele maldito conseguiu convencer minha mãe, assim como eu tive que ouvir seu discurso no caminho inteiro de volta pra casa. Ela estava animada com aquilo, e claro, não era muito barato, mas minha mãe estava disposta a fazer qualquer coisa para me ver bem.

Quando estávamos a poucas quadras de casa, uma chuva forte começou a cair, suspirei me sentindo preso dentro daquele automóvel e dei graças a Deus assim que estacionamos e pude descer. Andei pela entrada, sendo repreendido pela mulher mais velha, e assim que adentramos a casa, um cheiro gostoso de comida nos acertou. Meu pai estava cozinhando, e parecia ser bom. Dawon, minha irmã mais velha, estava na faculdade, contudo, por causa do meu problema, tivemos que nos mudar para que ficássemos juntos.

Os médicos diziam que essa era à hora para se manter a família unida, que pé no saco. Eu afundei todos os planos da minha irmã em viver sozinha, assim como ela parou de namorar para viver colada em mim, em uma tentativa vã em me fazer ser popular.

- Chegamos – minha mãe gritou.

- Oi – minha irmã veio correndo pelas escadas – Como foi?

- Sabia que existe um sanatório para os loucos tirarem férias? – perguntei sarcástico.

- Vão te mandar para um sanatório? – Dawon disse perplexa e então encarou minha mãe – Você ficou louca? Eu sou totalmente contra isso.

- Hoseok – minha mãe ralhou comigo e bufou – Não é um sanatório, é um colégio para garotos com problemas como os do seu irmão. Ele vai passar as férias lá, só isso.

- Quando você vai? – minha irmã perguntou triste, encarando-me.

- Ele vai daqui a dois dias – arregalei meus olhos quando nossa mãe respondeu – Eu sei que é em cima da hora.

- SABE? – gritei – E quando ia me contar? Ou tipo, ia me dopar e me jogar dentro do lugar para que eu fosse estripado ou virasse o prostituto de alguém?

- Queria saber de onde você puxou ser tão dramático – ela dizia irritada – Eu ia lhe contar no jantar, mas o médico queria ter essa conversa. Seu pai e eu achamos que seria uma boa idéia.

Ótima idéia, mãe. Maravilhosa idéia. Fui arrastado para jantar e bem, foi divertido por alguns minutos, até eu começar outra das minhas divagações, o que levou mais ou menos uma hora. Ninguém entendeu nada, muito menos prestava atenção, minha família sabia muito bem que nada do que eu falava fazia algum sentido, então eu era ignorado. Depois de um banho, fui para o quarto e fiquei deitado, enquanto olhava o teto e a ansiedade me consumia por completo. Como eu ia chegar naquele lugar e olhar para todos? Tipo, olá pessoal, eu sou Hoseok e somos todos loucos, prazer, não me matem dormindo?

Uma batida na porta me alertou e falei para a pessoa entrar, Dawon estava ali meio segundo depois, com um pacote de M&M’s e duas latas de refrigerante. Por um lado, mesmo detestando o fato de que ferrei com sua vida, era bom tê-la, porque era a única pessoa que tentava me entender e me ouvia, fora que agüentava meus problemas.

- Eu sei que está puto – falou.

- Puto é apelido – bufei – Eu estou apavorado. O médico me disse que não tive melhora nenhuma. Sabe quanto dinheiro eles tem gasto comigo? Isso é frustrante.

- Talvez seja legal – enfiou uma porção de chocolate na boca – Conhecer gente como você, ou seja lá como chamam isso.

- Acho que não vou passar só as férias – joguei-me em meus travesseiros – Não vou melhorar em um mês sendo que não melhorei em um ano.

-Pode ter certeza que vou intervir se isso acontecer – Dawon sorriu pra mim – Mas Hoseok, eu quero que tente. Estou falando sério.

- Eu só queria ser normal – suspirei cansado – Queria dormir como alguém normal, sair com meus amigos, e todas essas coisas de pessoas normais.

- Você é normal – tocou minha mão – Já te disse isso. O problema é que algumas pessoas têm problemas mais sérios do que outras, mano. Isso é normal também.

- Queria pensar como você…

- Talvez seja mesmo divertido – deu de ombros – Conhecer gente nova, ver uns malucos. Quem sabe você arrume uma namorada.

- É só para garotos – beberiquei um gole do refrigerante enquanto Dawon parecia pensativa – Oh cara, não creio que está pensando mesmo nisso.

- Qual é – bufou – Você nunca se interessou por garotas, talvez você goste de garotos. E falando sério, eu não me importo ou vou te julgar por isso. Vai que tem algum cara bonito, se tiver, por favor, me ligue e conte.

- Agora eu sei de onde eu puxei a loucura – provoquei e ganhei um soco – Você é malditamente maluca, garota.

(…)

Dois dias nunca passaram tão rápido na minha vida. Primeiro porque minha mãe achou que seria legal comprar umas roupas novas, assim como alguns acessórios para eu levar. Recebi um livreto onde dizia o que eu podia levar, feliz em saber que não tinha acesso a internet e também não podia levar meu computador. Os celulares eram proibidos, assim como podíamos contatar nossas famílias de um telefone que ficava na recepção do lugar. Claro que não era um lugar para gente louca, imagina, não podíamos ter contato com o mundo.

Arrumei uma mala enorme com mil coisas, quase carreguei meu quarto nas costas, porque queria ter opções. Eu já era fracassado normalmente, em um lugar com gente estranha, era no mínimo cem por cento que eu iria me ferrar. Depois que coloquei minhas coisas no porta-malas, abracei Dawon que chorava e dizia para ligar, novamente frisando sobre garotos bonitos, quis lhe dar um soco, mas ignorei. Meu pai e minha mãe iriam me levar, assim como queriam saber sobre o lugar e todos os médicos. Levou três horas para que chegássemos lá, depois de bastante paisagem verde e estradas estranhas, avistamos um portão enorme de ferro, e quase dez minutos depois, avistei a grande construção de tijolos.

Parecia o instituo Xavier, só que misturado com Prison Break. As janelas tinham grades, e eram enormes. Assim como as portas eram largas e de uma madeira grossa, pareciam pesadas. O lugar era realmente bonito, assim como bem cuidado. O letreiro informava “Instituto Eugene”, então tremi e me senti ansioso. Desci do carro carregando minha mala, enquanto era saudado por dois enfermeiros que nos ajudaram, indicando a entrada.

O hall era enorme, com uma escada que começava larga, também de madeira e na metade seguida uma para cada direção. Um quadro horripilante enfeitava o meio desta, provavelmente o fundador do lugar, mais parecia um episódio de AHS, do que umas belas férias animadas. Engoli em seco, vendo os enfermeiros levarem minhas malas e então uma recepcionista surgiu do além, indicando um corredor do lado direito e seguimos. Tentei me manter calmo, porém por dentro, estava gritando e rolando no chão da minha cabeça. Uma enorme porta dupla foi aberta e vi o consultório médico. Era bonito, cheio de livros e parecia bastante caro, desta vez vi a presença de outra mulher, um pouco mais velha, na casa dos seus trinta e poucos anos, andando em nossa direção com um sorriso simpático.

- Sou a doutora Lee Dahyun – informou-nos – Muito prazer.

- Esse é nosso filho, Hoseok – minha mãe nos apresentou e acenei meio sem jeito – Poderia nos informar os procedimentos e todo o restante?

- Claro – indicou para que nos sentássemos – Aqui na Eugene, nós somos bem mente aberta. Como lidamos com jovens, sabemos das suas necessidades. Temos uma vasta biblioteca para quem gosta de ler, assim como atividades ao ar livre. O sistema de dormitório é em duplas, porque achamos que melhora na interação entre os garotos.

- E os horários? – meu pai perguntou curioso.

- Temos um horário para acordar, para tomar o café e assim como almoço e jantar. Também, temos horários para as atividades. As consultas são comigo, serão marcadas conforme a agenda. Falarei com Hoseok  duas vezes na semana, ele continuará com sua medicação, assim como temos um acompanhamento com um nutricionista.

- Você disse que o dormitório…

- Oh – a doutora sorriu ainda simpática – Você terá um colega de quarto. Não se preocupe, eu li sua ficha e escolhi a pessoa certa para você. Nós fazemos isso, não deixamos ninguém com um nível diferente aqui, para não correr o risco de uma piora no quadro clínico. E os quartos são espaçosos, ou seja, pode ficar tranqüilo.

- Claro – sorri sem emoção.

- O restante eu irei lhe passar enquanto mostro o lugar – virou-se para os meus pais – Alguma outra pergunta sobre a instituição?

Meus pais fizeram mil perguntas, das quais me desliguei e não queria saber. Olhei pela janela e vi o grande jardim. Alguns garotos corriam por ali, brincando de algo que eu não entendi muito bem, então quando ouvi meu nome, voltei para dentro daquela sala, apenas assentindo enquanto meus pais diziam que já estavam indo embora.

- Prometa que vai ligar – minha mãe disse chorosa – Por favor.

- Eu prometo – bufei – Mãe… Se não queria isso, por que me mandou pra cá?

- Quieto – brigou comigo – Só estou cuidando do meu bebê.

- Se cuida – meu pai disse daquele jeito – E sabe que pode nos contar tudo que acontecer se houver qualquer problema, iremos lhe tirar daqui.

- Obrigado – sorri sincero.

Vi o carro dar a volta no chafariz da entrada, sumindo alguns metros depois. Suspirei cansado e senti uma mão em meu ombro, levando um susto e encarando a doutora que ainda sorria.

- Não precisa ficar com medo – disse calma – Posso te contar um segredo? – assenti um pouco receoso – Quando eu comecei a trabalhar aqui, tinha muito medo, e no começo tinha razão. O antigo diretor era um tremendo… – deu uma risada – Então eu assumi e mudei várias coisas. Meu intuito é lhe ajudar, unicamente isso, Hoseok. Os garotos são legais, problemáticos, mas legais. Você irá gostar daqui.

Assenti ainda receoso e fui acompanhado pela mulher, que me mostrou o lugar. Era enorme, tinha uma biblioteca maior do que a da minha escola, assim como o refeitório dava dois. Tudo era muito limpo e bem decorado. A sala tinha vídeo-game, televisão e até uma jukebox. Não parecia o inferno na terra, mas também não me animava. Recebi todas as indicações, como não correr por aí, não sair depois do horário, não podia sair da propriedade. Fui informado dos horários de todas as refeições, assim como fiquei sabendo de todas as atividades ao ar livre. Fui relaxando conforme a doutora explicava. Ao final, subimos as escadas, o primeiro andar, logo de cara ao término da escadaria, tinha uma recepção com duas enfermeiras muito simpáticas. Fui-lhes apresentado, e depois me explicaram que ao lado esquerdo começava os dormitórios. Do lado direito, o banheiro coletivo e também uma sala de lazer.

Era tudo bem iluminado, o assoalho parecendo novo em folha. Notei que não havia câmeras, e fiquei surpreso quando a doutora disse que tudo faz parte de uma convivência respeitosa. Paramos em frente a uma porta, e com um leve bater, adentramos após ouvir um “entre”. Encarei o quarto rapidamente, notando os detalhes. Realmente, bastante espaçoso.

- Hoseok – ela chamou e encarei o menino sentado na cama – Esse é Park Jimin, seu colega de quarto.

- Oi – sorriu grande e seus olhos sumiram – Pode me chamar de Jimin.

- Oi – respondi meio perdido – Me chame do que quiser, sei lá.

Sua risada preencheu o quarto, Jimin parecia ser legal, sério. Os cabelos estavam tingidos de uma coloração muito viva de vermelho, as roupas pareciam caras, assim como ele tinha uma enorme coleção de bonés em prateleiras. Sua estatura era mais baixa do que a minha, porém, ele tinha aquele ar de ser uma pessoa fofa.

- Vou lhes deixar a sós – me deu um olhar – Qualquer coisa pode pedir para que as enfermeiras me chamem.

A mulher saiu de maneira calma, fechando a porta e me deixando ali. Olhei minhas malas intocadas sobre a cama e suspirei. Odiava ter que ficar arrumando as coisas e Jimin pareceu notar.

- Quer ajuda? – perguntou paciente – Eu sei que tudo parece bem estranho, mas depois você se acostuma.

- Ficaria grato se me ajudasse – corei um pouco – E obrigado por ser legal.

- Imagina – riu breve – Sério, não tem do que temer. É muito legal, no final, você se acostuma.

- Pelo menos meu colega de quarto não usa camisa de força – brinquei e ele riu.

- Tem razão – ajudou-me empilhando os livros – Vou arrumar de um jeito, qualquer coisa você pode mudá-los como quiser – assenti e ele suspirou – Por que está aqui? Se não quiser falar, tudo bem. Mas eu vou descobrir de qualquer maneira.

- Sofro de ansiedade crônica generalizada – dei de ombros – É bem divertido, então se eu começar a falar feito um louco, apenas ignore.

- Isso é um saco, um garoto daqui tinha isso, eu conversei bastante com ele – Jimin dizia como se fosse algo normal e pisquei várias vezes – No final, nos tornamos amigos. Acho que ele deve voltar esse ano, espero que sim, era um garoto legal.

- E você? – engoli em seco – Por que está aqui?

- Não sei se conhece – corou forte e desviou o olhar – Transtorno Dismórfico Corporal. E não se preocupe não vou te matar dormindo ou algo desse nível. Meus problemas são… Com relação a minha própria aparência.

- Entendi – sorri amarelo – Eu não faço idéia do que seja, mas tudo bem.

- Tem livros na biblioteca – coçou a cabeça – Olha, ninguém aqui vai te fazer mal. Claro que você deve tomar cuidado com os de nível três, mas isso já deve estar bem claro.

- Nível três? – franzi o cenho.

- Sociopatas, Psicopatas, Distúrbios de Bipolaridade – deu risada enquanto eu ficava com uma cara de horror – Esses são os níveis três. Mas são em grau leve, então pode ficar calmo, só não acredite em nada do que eles dizem, porque é quase sempre uma bela mentira.

- Entendi – senti minhas mãos trêmulas – Isso é meio bizarro.

- Você tem cara de ser mais velho. – mudou de assunto bruscamente. – Quantos anos têm?

- Dezessete – respondi calmo e ele sorriu grande.

- Você é meu Hyung – indicou o restante das coisas e lhe entreguei – Antes que você saiba por aí, eu tenho um namorado. Então, não, não vou dar em cima de você por causa da minha orientação sexual. Acredito que vamos nos dar bem…

Claro. Se eu achava que tudo aquilo já era engraçado, imagine no momento. Não que eu estivesse julgando Jimin por alguma coisa, mas era tão estranho lidar com pessoas com problemas assim, sendo tão sinceras e falando do assunto tão abertamente. Olhei pela janela e vi um garoto de cabelos verdes, nossos olhares se encontraram e fiquei preso a ele.

Não é porque que não deu certo, quer dizer que não foi verdadeiro.

Como sempre, para não perder o habito escrevo o fim da historia, eu nunca escrevo o começo nem o meio só o fim, eu vivo tudo e junto as peças no fim.  

Eu não me recordo das datas, sou péssima nisso. Eu a vi, e mais uma vez me enganei, mais uma vez me entristeci, mais uma vez eu desisti. No começo eu deixei passar, até parece que um dia algo iria acontecer, mas foi inevitável eu juro que tentei não pensar, tentei olhar para outro caminho, então foi ai que me alegrei e me entristeci quando sentei-me longe, o mais longe possível. Desde o inicio eu sabia que no fim tudo seria melancolia, uma melancolia só vivida por mim.   

O tempo passava, a vontade só aumentava, eu sempre soube que eu amava aquela sensação, e eu não queria sentir outra.  Mas certa vez surgiu uma gota de coragem, e eu fui lá, antes disso eu imaginei inúmeras conversas, mas nada saiu como planejado, nada nunca sai. Aconteceu o tal clichê do frio na barrigada, da voz tremula.   

Então tudo voltou ao normal, eu só imaginava como seria tê-la ao meu lado, simplesmente tê-la sem nenhuma malicia, eu queria conhecer seus pensamentos, sua risada, seus sonhos. Era engraçado como eu gostava de admira-la, eu achava que estava ficando louca, eu a seguia sempre admirando o seu andar. Certa vez tomei um gole de coragem na verdade foram varias vezes, mas houve aquela que eu me embriaguei de coragem e enfim consegui trocar mais de meia dúzia de palavras. Eu insisti tantas vezes, levei “fora” tantas vezes. Eu imaginei tantas possibilidades, eu entrava em êxtase quando a encontrava, eu ia para outro universo, onde eu só sentia paz, desejo e alegria, mas logo me recompunha, pensei tantas vezes em largar tudo e ir implorar seu amor, penso tanto nisso. 

Um dia ela estava tão próxima, eu a queria mas sabia que não a teria. Foi que por um instante eu segurei a mão dela, como fiquei boba, meu coração palpitava alegria, algo inimaginável. Eu queria eternizar aquele momento, na verdade eu queria ir com calma, mas não consegui. Eu já esperava há tanto tempo aquele momento.  

Não aconteceu como eu imaginava, talvez tenha sido por isso que a perdi. Eu a senti tão longe, tão distante como nunca tinha sentido, naquele momento eu enlouqueci por horas.  

Mas eu estava enganada, ela voltou nós sorrimos, trocamos confidencias e sonhamos, eu sabia que era ali que eu queria estar, não a conhecia o suficiente, mas era isso que eu mais desejava.  Ela me deu coragem para contar o meu segredo mais profundo algo que ninguém sabia até então, eu revelei para mim mesma quem eu era, quem eu sou.   

E agora tomo um banho de água fria, agora sinto que te perdi, sei que ela vai embora. Eu tomei coragem, ela me deu coragem. E é isso que eu quero, mas a queria comigo, sinto que não é possível. Me dói saber que eu não fui capaz de dar a ela tanta coragem como ela me deu. Por medo de te perder eu a perdi. Mas sigo lentamente, sonhando em ter aquele abraço algum dia. Na verdade esse não é o fim, e sim uma resenha que ainda não está completa. E que eu não pretendo completar nunca, eu não quero dar um fim nessa história.


L.

Fascínio

Desculpe, não consegui falar disso antes, mas quando eu te vi nesse final de semana, quis que ele não tivesse mais fim, quando você se escorou em mim, quando pegou em minha mão, Quando Olhou em meus olhos, é impressionante o poder que você tem sobre mim, Sim, você escutou muitas coisas sobre mim aquele dia, e pelo pior que sejam, elas são são verdades, mas são passado, eu fui cafajeste, me perdi perante meus pensamentos sobre moral e ética e como a gabriela mesmo disse, eu havia dito a ela que estava me sentindo fútil, vazio e uma pessoa desprezível,  eu havia amadurecido, mudado radicalmente, e já na nossa primeira semana de conversa fiquei com medo pois já não estava mais te vendo como mais um “casinho” e sim como alguém que poderia mudar minha vida, me tornar extremamente feliz, Ou me machucar gravemente, e foi por isso que fiquei receoso, mas acreditei em você e hoje estamos aqui, perdidos um no outro, vagando por um caminho que parece tão certo, indo em direção ao sentimento que acreditamos, e como eu disse antes, esse poder que você tem sobre mim, você me mudou, não consigo mais olhar pra outra pessoa, não consigo me ver mais sem você, seu brilho ofusca a todos, você me prendeu a ti de um jeito, que por mais que você as vezes tenha dúvidas, eu gostei disso, gostei de mais, eu não quero ninguém mais, nunca, eu quero você sempre, sempre em minha vida, presente nela sempre, nunca me abandone laura, por favor, naquele dia, quando você me abraçou e disse que me amava, eu fiquei totalmente sem saber o que fazer, de repente não havia mais chão debaixo de meus pés, não tinha mais luz nos iluminando, nem céu para nos barrar, era só eu e você, no meio do nada, eu fiquei por segundos perdido em teu abraço sem saber o que havia acontecido, me bateu um sentimento que não consigo descrever, era algo entre a felicidade e a esperança, era eu sabendo que Era Você, eu percebi que você se tornou a coisa mais importante em minha vida, você foi a primeira a despertar esse sentimento em mim, e pela força que ele tem, não pensaria duas vezes antes de dizer que não foi só a primeira, mas também como a única, o jeito que você fala, o tom de sua voz, isso me da uma vontade tão grande de te fazer carinho, de te dar um beijo “fofo”, sua forma de pensar me faz querer te levar pra minha vida pra sempre, querer evoluir, crescer e envelhecer contigo, seu caráter e inteligencia me dão tanto orgulho e felicidade como pode uma garota como você dizer que me ama? E a tua beleza?! Aah, a sua beleza, teus traços tão delicados e sutis que ao mesmo tempo se encontram com os de profunda imensidão de anarquia e perdição, algo entre a paixão e o tesão que tua boca expressa me da uma vontade louca e incontrolável de te morder e te beijar, as maçãs de teu rosto, tão pálidas e volumosas me dão uma enorme vontade de apertá-la e te agarrar, garota, você é a mulher mais bela que já tive a oportunidade de conhecer, Seu cabelos me hipnotizam para os acariciar, queria conseguir expressar o verdadeiro poder de que a frase Eu Te Amo causa em mim, e queria poder fazer você sentir isso, Eu quero deitar contigo com o por do sol iluminando a sacada, rolar na cama e ficar por lá mesmo, te ver todos os dias para não ter que surtar de saudade e quase chorar ao escrever para ou sobre você,  depois que eu escutei você dizer eu te amo em meu ouvido, sei que eu enfrentaria de tudo para te ter todos os dias, eu quero estar sempre ao seu lado, você me trás paz, quero te amar sem precisar ter que ser escondido, quero que não precisemos mais nos preocupar de que nos vejam juntos, nem mesmo seus pais, acho que você já sabe disso, mas hoje venho por meio deste enorme texto dizer o que eu acho que pode resumir tudo em uma unica frase :
Laura, Eu Te Amo Demais.

Sabe, por muito tempo eu quis que você não encontrasse  alguém melhor do que eu, que bobagem a minha, é claro que qualquer uma seria melhor, é claro que sim, né? Já que eu nunca fiz questão de cuidar de nós dois. Mas você demorou anos para achar alguém que te preenche, e agora, após tantos dias eu vejo que foi até melhor você encontrar ela, desejo que você seja feliz, e aposto que dá, pelo menos era isso que seu sorriso dizia naquela foto com ela. Eu não cuidei e te perdi, chegou alguém que te deu tudo o que eu não quis te dar com medo, mas já estou curada, penso em você bem menos, bem menos do que antes, e quer saber? Eu estou conseguindo te esquecer, finalmente.
—  Brena Nunes
And you're gonna hear my excuse

Meu corpo é pequeno demais para engolir o mundo, e em quesito de estômago eu já perdi. Minha fome não passa de olho grande, pois, o medo me paralisa e eu durmo até o outro dia. Se todos entrarem em guerra, desculpe, mas decidam algo por mim. Estou no intervalo entre minha única vida e a inevitável morte, então é justo que me deixem em paz.

Status/Masculinos

“De amor eu não morro.👊”

“Nasci pra vencer, não fode!💪”

“Ele safado e ela toda gamadinha…👫”

“Ela drink, eu beck, ela pink, eu black.🎶” 

“Irmão, o mundo não dá voltas em vão.😉” 

“Minha ideia é sempre reta, não faz curva.👌”

“E cada mágoa eu transformo em risada…✌”

“Jogar pra perder parceiro, não é comigo.👊”

“Uma hora a gente cansa de correr atrás.👣💭”

“Já fui demais para quem merecia de menos.💔”

‘O corpo ta parado mas a mente ta a milhão.💭”

“Algumas loucuras tem lá suas vantagens…👏”

“Se não sabe, não fala, então CALA A BOCA!👊💥” 

“Eu gosto assim, quando a vida se vinga por mim.😂”

“Ela diz que vai embora…Mas eu sei que vai ficar…🎶” 

“Não sou pelos que falam, sou pelos que a agem…👤” 

“Geral tá rezando em voz alta e pecando na encolha…”

“Foda que ela é linda e sabe que eu não sei dizer não.🎵”

“Teu papo não é reto e de tanta curva eu já estou tonto.✋”

“Desculpa, mas a vida me ensinou a desconfiar de tudo.👈” 

“Quem só reclama é fraco, quem se faz de vítima é cuzão.✊👊”

“Tá se fazendo de difícil, mas vai se render, perder o juízo…🍻”

“Sou eu, não tem outro, pra mudar sua vida assim só eu…🎵🎶” 

“Te observa, te critica e no final te imita, zé povinho é foda.🚫”

“Eu fiz minha parte, mas infelizmente não depende só de mim.💭”

“Não leve a mal, se a minha alegria não se iguala ao seu astral.🍂” 

“Sem bad trip, nada me abala, abra sua mente, faça sua mala…🎵💭”  

“Todo mal que é dirigido a nós, nos fortalece eu não vou desistir.👊💪”

“A gente insiste em querer correr atrás daquilo que foge de nós.🏃💨”

“O vinho mais caro não serve pra nada quando a sede é de água.💢”

“Não era namoro, não era amor era uma parada bem mais legal….💏👌” 

“Perdi pessoas que nunca imaginei ficar sem um dia… E ó, to vivão.✌”

“Essa mina é louca quando eu tô bolado, ela quer beijo na boca…👌”

“Otário é quem deixa de ser feliz com medo do que os outros vão pensar.👆” 

“Cê prefere um engravatado que maltrate, ou um vagabundo cheio de amor?”

“Mesmo louca desse jeito, é muito mais do que mereço, minha vida é ela quem faz.❤”  

“Suas amigas falam mal, mas precisam também de um vagabundo original que as trate bem.❤👊”

“Mundo moderno as pessoas não se falam, ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam.💭”

“Ela é chave de cadeia meu chegado, mas por essa vale a pena ver o sol nascer quadrado.👌”

“Minha rotina é não ter rotina, tá ligado? As vezes eu tô sozinho as vezes num aglomerado.🎵”

“Eu gosto tanto dela a ponto de querer ta perto e pronto, não tem outro jeito de me ver sorrir, é louco o efeito dela.🎶”

“Trabalho, corro atrás, o que Deus traz eu digo amém, rico é o cara que com pouco vive bem.💭”  

“Essa mina é tipo a comédia que te faz chorar de rir e ao mesmo tempo o filme de terror que te deixa sem dormir.💓”

‘Tu ta cagando e andando pra pessoa e ela continua achando q faz diferença… da um tempo, supera minha existência.🚫”

‘Sem joguinho… se quer ir, vai. Se der vontade, faz. Se quer falar, chama. Se bater saudade, não nega!!✋e”

‘Ela quer ir pra paris, eu amsterdã, eu penso no agora, ela pensa no amanhã, eu sou grilado, ela é tranquila, vou de whisky, ela tequila.💭”

“E eu gosto dela ela é encantada, ela é minha cinderela, becos e vielas fazem sua passarela…❤💭”

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Talvez o meu maior erro em vida tenha sido fingir não amar quem realmente me amou. Ter deixado a única pessoa que talvez tenha me feito feliz, desvair dos meus braços, por ter medo de amar. E não há um dia se quer que eu não me arrependa disso, porque o vazio que se estacionou no meu peito, fica matutando as lembranças e as oportunidades que perdi. E, de uma certa forma, me dói saber que a tua felicidade está em alguém que não seja eu, porque quando poderia ter sido, eu fugi feito louco, achando que você poderia me machucar, e acredite, eu me machuquei sem nem ao menos precisar de você pra isso.

Mania estranha essa nossa né? De rejeitar o amor e depois sofrer por nunca ser amado…

-Seus olhos, meu universo particular.