no bonita

Convocatoria

Un verso (menor a 10 palabras) sobre cualquier cosa bonita o desamorosa que tengan en su pensamiento…

Tenía mucho tiempo sin convocatoria…
Tiene que ser breve, 10palabras y poner nombre de autor o pseudónimo o como quieran ser mencionados…
Si no cumplen los criterios, no se publicarán…
Manden sus textos o enlaces por chat o pregunta y les reblogueo y publico…
Se cierra hoy 29 de marzo 2017 a las 10pm hora centro México :)
Los leo :D


Si quieren ver colaboraciones de convocatorias anteriores, en la lupa del blog pongan #convocatoria :3

CERRADO
Sweet

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Capítulo 3 – Enfrentando o Problema.

Pov. Jimin

Não estava frio. E eu decidi que ia vestido feito um príncipe. Claro, era meu encontro com o meu primeiro amor. Escolhi aquela roupa, bonita e confortável, fiz questão de escovar os cabelos e até tentei passar um pouco de maquiagem. Minha mãe até tirou sarro, perguntando se eu ia debutar em algum grupo que ela não estava sabendo, fiquei com cara de bunda quando ela pensou que eu ia me encontrar com uma garota.

Nem falei, mas eu realmente fui dormir na casa do JungKook. Foi engraçado, a família dele estava chocada quando me viu, nunca fui tão abraçado e mimado. Não aconteceu nada de mais, apenas ficamos conversando até tarde, de mãos dadas. Revivemos algumas lembranças gostosas e por fim, dormimos abraçados. Claro que eu acordei antes, lavei a cara, porque tinha baba seca e não queria parecer um mendigo. JungKook acordava bonito, isso me deu uma puta raiva.

Voltei à realidade quando finalmente pisei na estação. Eu, euzinho, Park Jimin, estava indo a um encontro com Jeon JungKook. Porque eu estava vestido como príncipe e JungKook como um rei, o garoto podia se vestir com roupa rasgada e velha que ficaria lindo, impressionante. E que saúde… Abanei-me tentando afastar esses pensamentos.

- Oi Jimin – disse envergonhado – Você está bonito.

“Mais que bonito…”

Você já se olhou no espelho hoje JungKook? Pois é, isso sim é beleza. Eu sou um reles mortal que tem uma cara aceitável. Sorri tentando parecer normal, só parecer, porque por dentro estava surtando bem forte.

- Você também está – corei levemente.

“Eu quero muito te abraçar.”

Quase fiz aquelas respirações cachorrinho que as gravidas usam quando estão tendo bebê. Falei que o metrô estava ali e quase me joguei pra dentro daquele latão. JungKook me seguiu e ficamos em silêncio, até ele começar a falar que a mãe dele ficou feliz em me ver. Só notei que tinha feito merda quando o trem não tomou a linha amarela. Realmente, eu já tinha começado bem, pegando o trem errado. Eu me desculpei, não uma vez, pelo menos umas cinquenta, e ele ria toda vez que eu dizia. Chegamos ao parque uma hora atrasados, por culpa de quem? Parabéns pra mim; se for pra sair de casa sem fazer merda, não saio.

Só JungKook para adorar parques de diversões. Eu tinha pavor, isso sim. Aquilo era alto, os bancos desconfortáveis, as comidas eram meladas e pareciam propicias pra fazer qualquer um vomitar. Ele me arrastou…

Um negócio esquisito, que girava mais do que um maquina de lavar. Aquilo me deixou tão zonzo, pelo menos não era alto. E foi só eu dizer que meu querido primeiro amor resolveu ir à montanha russa. Minhas pernas tremiam tanto que achei que fosse cair ali mesmo.

- Você parece pálido, Jimin – JungKook sondou-me.

- Estou bem – menti – Montanha Russa é sempre tão… Alta.

- Você tem medo de altura?

- Não. – fingi… Eu me cagava mesmo – Parece legal.

E quando foi a nossa vez, qual lugar ele escolheu? Os primeiros. Parabéns fui trouxa mais uma vez na minha vida. Ele sorria tanto que eu não conseguia dizer não. Sentei ali quase rezando e olha que não sou uma pessoa religiosa. JungKook segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos e dizendo que adorava esse tipo de brinquedo. E o que Park Jimin fazia? Sorria feito uma anta, porque estava morto de medo. Aquele negócio deu um tranco e começou a subir, e eu comecei a querer criar asas e sair voando dali. Era alto, muito alto, e quando parou lá em cima pra dar a primeira caída, eu queria chorar… E eu chorei, porque sou burro. Caiu e eu fechei meus olhos, gritando que amava minha mãe, que se eu morresse minha vida tinha sido uma merda porque não fiz nada que queria. Quando finalmente parou, eu estava só o pó. Meu cabelo era uma bagunça horrível, meus olhos estavam borrados e inchados, enquanto JungKook parecia perfeito, feliz e completamente bem.

- Quer comer alguma coisa? – perguntou contente e fiz que não com a cabeça. Se eu comesse e fosse a outro treco daquele, provavelmente vomitaria.

E ele comeu, não fiquei olhando, só de olhar me dava arrepios. Outro brinquedo mortal, e eu chorei pela segunda vez, então foi ali que cometi o erro. Minha barriga embrulhou todo o café da manhã, quase nem deu tempo de descer, quando saí da armadilha mortal vulgo brinquedo vomitei no chão. Sabe quando você espera que abra um buraco no chão pra se esconder? Pois é, rezei pra que isso acontecesse. Eu havia arruinado o nosso encontro, e agora olhava meu café da manhã perdido no chão daquele parque.

- Você podia ter me dito que tinha medo – JungKook dizia calmo. E ele agia perfeito, como sempre. Trouxe uma garrafa d’água e um paninho para que eu limpasse a boca, enquanto eu queria morrer. – Podemos ir aos brinquedos mais calmos.

- Eu estraguei tudo – disse quase chorando.

“Claro que não…”

- Foi divertido – deu de ombros – Você aceitou tudo isso por minha causa, e eu que devia ter pensado mais em você.

- Eu só queria que fosse perfeito – as lágrimas começavam a se acumular em meus olhos – Eu fui muito burro.

- Jimin… – JungKook chamou ainda calmo.

E ele não podia ter sido mais apaixonante. Puxou minha cabeça carinhosamente, fazendo com que eu deitasse e escondesse o rosto em seu ombro. Ficamos abraçados assim por um momento, até eu me lembrar de onde estávamos.

“Você é tão meigo, Park Jimin.”

Eu tinha arruinado o nosso primeiro encontro e ele dizia que eu era meigo. Esse garoto só podia ser um boneco programado pra me fazer sofrer e cair de amores. Depois de beber a água, entramos na parte de jogos, gastamos algumas fichas em fliperamas. Não foi menos divertido e eu podia ver isso no sorriso de JungKook. Demos muitas risadas, tiramos fotos juntos na cabine fotográfica. Depois de passar mal, a fome bateu e comi tudo quanto é doce, inclusive partilhamos o mesmo algodão doce.

Quando o sol estava se pondo, ele disse que tinha uma coisa pra me mostrar. Mesmo que fosse alto, eu tinha que aguentar, pegamos um lugar na roda gigante e a vista era linda. Dava pra ver a cidade toda e o vento batia levemente em nossos rostos, desmanchando nossos cabelos.

- Achei que fosse gostar mesmo sendo alto – falou tímido.

- É lindo mesmo – sorri pra ele.

Nossas mãos estavam juntas, e assim ficou todo o percurso. Eu estava torcendo para que ele finalmente dissesse que gostava de mim, e quando paramos lá no alto, meu coração saltava no peito.

“Eu realmente gosto de você… Como isso é possível?”

Eu também queria saber. Virei para olha-lo e lá estava JungKook, encarando-me. Minhas bochechas ficaram vermelhas e não consegui desviar. Aos poucos notei que ele estava próximo de mais…

“Apenas não desista, JungKook” – pensou. “Ele é tão bonito.”

Nossos lábios recostaram levemente e uma carga elétrica passou pelo meu corpo, me deixando arrepiado. Eu não conseguia desviar o olhar, e então JungKook aproximou-se moldando seus lábios nos meus, de modo tão carinhoso que quis chorar pela terceira vez no dia. Quando nos separamos, ambos estávamos vermelhos.

Não foi o que imaginei… Porém, foi tão perfeito quanto.

A vida era tão linda. Os passarinhos cantavam, o sol brilhava… Nada podia acabar com a minha felicidade. Eu andava pela rua, indo para a escola em plena manhã, saltitando e sorrindo para o nada. Cheguei a acenar para um senhor de idade que me mostrou o dedo, e nem por isso eu desfiz meu sorriso.

- Credo – Taehyung soltou assim que me viu – Você parece aquelas pessoas que sofreram lavagem cerebral.

“Deve ter dado umazinha com o Jeon” – pensou.

Claro, Taehyung conseguiu tirar minha paz matinal. Olhei bem para sua cara e quis mesmo soca-lo, até que, bem… Jeon JungKook veio andando pelo corredor, com seus habituais fones de ouvido e seu olhar perdido. Suspirei colocando meu queixo no ombro de Taehyung.

- Não vai babar em mim – ralhou.

“Como eu vou encarar o Jimin hoje?” – JungKook pensou. Que fofo, ele estava com vergonha, então sua mente pensou no nosso beijo e eu virei um tomate.

- O que diabos você está pensando no meu ombro? – Taehyung fez careta – Você é mesmo estranho, credo.

- Bom dia – JungKook disse com vergonha.

- Bom dia – Taehyung disse bravo – Você pode levar seu namorado daqui? Não aguento mais ele suspirando em mim.

Seria muito rude de minha parte contratar um assassino de aluguel para dar fim no Taehyung? Minha cara quase foi ao chão, e JungKook ficou tão vermelho que até as orelhas estavam da mesma cor. Ele quase correu pra dentro da sala, enquanto eu apertava as bochechas de Taehyung como punição. Caminhei para a sala e fui até meu primeiro amor, parando e respirando fundo.

- Desculpe por aquilo – disse sincero.

- Não foi sua culpa – respondeu sem me encarar.

“Será que Jimin contou aos outros sobre o nosso beijo? Ele disse que estamos namorando?”

- Eu realmente não contei a ninguém – sorri meio sem graça. Ele realmente não queria que as pessoas soubessem ou que eu tirasse conclusões. – Eu não acho aquilo, quero dizer, você sabe como Taehyung é ele não perde a chance de me tirar do sério.

- Tudo bem…

- Não parece tudo bem – abaixei a cabeça e ele desviou os olhos – Podemos conversar sobre isso depois?

- Pode ser – deu de ombros.

Fui para minha carteira me sentindo derrotado. Eu havia tido o primeiro encontro mais estranho, salvando o beijo, SIM, meu primeiro beijo com JungKook, e agora… Passei toda a manhã querendo esganar Taehyung. Quando chegou o horário de almoço, fui até JungKook e disse para irmos até o telhado conversar. Óbvio que o clima estava estranho e ficamos sentados em silêncio, diga algo seu idiota.

- Eu realmente sinto muito – falei triste – Não queria que as coisas entre nós estragassem assim.

- Por que ele disse aquilo? – perguntou.

- Porque ele é um idiota – bufei alto – Eu não contei nada pra ninguém, eu juro.

“Talvez não seja a coisa certa. Estamos indo muito rápido nisso.”

- Jimin… – JungKook chamou e fiquei com medo. Ele ia terminar comigo, e olha que nem tinha começado – Eu acho que devemos conversar. Isso tudo… O encontro e todo o resto acho que foi meio rápido. A gente pode acabar entendendo errado.

Viu só, a vida de Park Jimin nunca era boa o bastante, eu devia mesmo ter desconfiado. Fiquei ali sentado, com cara de nada, apenas levando um belo fora. Não respondi, nem me mexi, só fiquei ouvindo os pensamentos de JungKook enquanto ele dizia alguma coisa.

- Acho melhor nós descermos – falei rápido e ele encarou-me – Sabe, comer… Antes que o horário termine.

- Você está chateado comigo?

- O quê? – perguntei meio perdido. Forcei um sorriso – Não.

Nem esperei ele dizer nada, levantei e fiz o caminho até a cantina. A mesa estava uma bagunça, um falava por cima do outro, os pensamentos gritavam na minha cabeça e comecei a sentir uma dor incômoda. O clima entre JungKook e eu estava pesado, alguns notaram assim que sentamos, pois eu podia ouvir seus pensamentos, contudo ninguém fez qualquer comentário.

- Nós vamos ao fliperama mais tarde – Yoongi avisou – Vamos?

- Pode ser – falei meio sem animo – Depois da aula?

- Sim – empurrou uma caixinha de leite de banana – Pra você.

- Valeu…

- E você, Jeon? – Hoseok perguntou abraçando JungKook pelos ombros – Vai junto, certo?

- Vou ter que passar essa – ele respondeu meio sem graça – Desculpe.

- Se for pelo dinheiro, o Hyung paga pra você.

- Eu realmente não vou poder ir – suspirou – Desculpe.

Agora ele ia começar a me evitar. Que maravilha de vida. Desviei o olhar e disse que ia pra sala, nem olhei direito o caminho, nem sei como cheguei à sala sem bater a cara numa parede, sentei em meu lugar e fiquei viajando sozinho. As aulas passaram voando e eu não anotei nada, pra variar ia rodar em alguma matéria. Encontrei todos na entrada e o caminho até o fliperama foi recheado de risadas, nenhuma da minha parte.

- Você está muito quieto, Jimin – Taehyung falou.

“Será que ele e o Jeon brigaram tão feio assim?”

- Na verdade – virei para ele com um olhar bem afiado – Depois do seu comentário pela manhã, ele me deu um fora. Muito obrigado.

- Vocês se fazem de mais…

“Caramba, pra que tanto mel? Podiam ter aceitado a brincadeira.”

- Não vou discutir com você, Tae. Ou eu vou acabar chutando a sua cara.

Saí andando e parando ao lado de Hoseok que comia Yoongi com os olhos, o cutuquei com o cotovelo e ele entendeu a indireta. O lugar estava cheio, todos decidiram sair da aula e ir pra lá, os barulhos das máquinas junto das músicas pop no rádio. O pior foram os pensamentos, minha dor de cabeça estava me matando, nem consegui aproveitar nada. Usei isso como desculpa e disse que ia pra casa, ninguém questionou de verdade, porque bem, eu estava com a famosa cara de bunda.

Comprei um chocolate na loja de conveniência e peguei uma rota para casa, estava andando comendo meu doce e me deprimindo sozinho quando na minha frente, passaram nada menos que JungKook com Kim Hyuna. Eu quis muito ter um taco pra sair quebrando tudo, porém lembrei que violência gratuita não era meu forte e que bem provavelmente iria preso, minha mãe quebraria minha cara e a vergonha seria imensa. O que eu fiz? Segui os dois. Fiquei andando atrás dos postes e cercas, sondando tudo que eles faziam.

JungKook a levou embora, vi a placa da família Kim e então eles se despediram. Ele desceu a rua e minha raiva estava entalada na garganta, nem sei o que fiz, só sei que fui embora e cheguei chutando tudo. Minha mãe quase me quebrou a cara por quase derrubar a porcelana na estante, então dormi o resto do dia.

Claro que no dia seguinte eu estava um trapo…  Meus sonhos foram recheados com JungKook e Hyuna casando e tendo bebês que jogavam na minha cara que fiquei pra escanteio. O colégio foi um saco, fiquei sentado feito uma múmia na sala e quando o primeiro pensamento de JungKook me atingiu, eu explodi.

“Por que tinha que ser tão complicado?”

- AISH – gritei em plena sala. Todos ficaram em silêncio, incluindo o professor. – EU TE ODEIO.

No horário de almoço fui dar uma volta na sala dos professores, tive que explicar umas mil vezes que não havia problema nenhum em casa, muito menos na escola. Depois de perder meu tempo, desci e encontrei JungKook almoçando com um grupo que desconhecia. Os meninos ficaram falando várias coisas como “vira casaca”. Pra mim tanto fazia, antes eu queria que ele voltasse e agora eu o queria longe.

- Jimin – JungKook me chamou enquanto eu comprava suco – Nós podemos conversar?

- Não – fui seco.

- Por favor…

- Por que não conversa com sua nova amiga? – sorri sarcástico – Pelo que vi, você está adorando a companhia dela, levando-a até embora.

- Isso não é o que está pensando – ele se defendeu nervoso – Hyuna está sendo perseguida, eu só tentei ajudar.

- A única perseguidora é ela – revirei os olhos – Eu tenho que ir.

- Não faz isso – JungKook olhou-me com olhos pidões. Caramba, eu era fraco e não podia negar. Cruzei os braços e ele começou a falar – Eu sinto muito pelas coisas que disse, realmente… Foi estupido e eu não pensei em você.

- Que bom – fui sair e ele me segurou.

- É sério, Jimin. Olha… – olhou para os lados e não havia ninguém perto – Eu gosto muito de você, muito mesmo.

“Eu amo você, Jimin. Por favor, entenda!”

Tá, aquilo me derrubou. Meus olhos começaram a encher de lágrimas, JungKook arregalou os olhos pedindo mil desculpas. Eu chorei feito uma criança, corri para o banheiro me sentindo o maior perdedor do planeta, então senti alguém me segurando e me puxando. Era tão quentinho e confortável. Fiquei em seus braços chorando, até que ergui os olhos e JungKook me encarava preocupado.

“Quando você chora destrói meu coração.”

- JungKookie – chamei limpando os olhos.

- Não chora. Ok? – falou com a voz triste – Eu não gosto quando você chora.

- Desculpa…

- Eu não queria que as coisas ficassem estranhas entro nós. Eu juro! Mas… Aquele comentário do Taehyung me assustou.

- Eu sei – desviei os olhos.

- Podemos apenas voltar ao que éramos? – perguntou esperançoso – Eu não quero te perder.

Assenti meio sem saber o que falar. Seríamos amigos? Era isso? Voltamos para sala e entramos junto com o professor, que nos deu um olhar feio. As aulas passaram voando novamente, e dessa vez minha cabeça era inundada com pensamentos meigos de JungKook. Fora que, ele me encarava sem cerimonia e isso me deixava sem graça.

- Vamos pra casa juntos? – perguntou quando eu estava prestes a sair da sala – Por favor.

- Tudo bem – falei.

A maldita Hyuna nos parou no corredor, queria que JungKook fosse embora com ela, porque segundo a cobra, o stalker poderia sonda-la ou aborda-la. Meus nervos estavam com a corda toda, porque eu queria soca-la.

“Ele tem que cair nessa” – ela pensava. “Assim eu vou conseguir que ele tenha a síndrome da donzela.”

- Se você quiser ir, por mim tudo bem – disse derrotado – Eu vou indo. Até amanhã.

- Não – JungKook quase gritou – Eu vou com você. Desculpe.

Ele correu até mim, caminhando ao meu lado e saímos do prédio juntos. Será que se eu contasse pra ele que eu podia ouvir pensamentos, ele acreditaria? Valia a tentativa.

- Preciso te contar uma coisa – falei do nada.

“Ele vai me dar um fora?”

- Não é sobre… Nós – corei um pouco – É algo estranho que aconteceu comigo, embora eu ache que você não vai acreditar, porque é tão louco que nem eu acreditaria.

- Eu sempre vou acreditar em você, Jimin.

- Vai por mim – avisei e ele riu. – Pois bem, outro dia… Eu levei um raio na cabeça.

- O QUÊ? – arregalou os olhos – Você está bem?

- Na verdade, muito bem, obrigado – segurei a mão dele e fiz a cara mais séria possível – Depois disso, eu acordei em casa e desde então posso ouvir os pensamentos das pessoas.

“Será que o Jimin bateu a cabeça?” – E então ele riu. Riu enquanto mexia no cabelo, e minha cara não mudou, fiquei ali achando que talvez eu não devesse ter falado nada.

- Achei que era algo sério, Jimin.

- MAS É SÉRIO – gritei bravo – Pense em algo e eu vou te dizer.

“Que vontade de comer Tteokbokki”

- Você está com vontade de comer Tteokbokki – respondi.

- Quê? – soltou perdido.

“Como ele sabe?”

- Eu sei por que você está pensando nisso – revirei os olhos.

- Jimin… Isso não tem graça.

“Como ele pode ouvir o que estou pensando? Isso é brincadeira, não pode ser real.”

- Não é brincadeira – estava perdendo a paciência – É real. Já te disse, foi o raio.

- O que eu estou pensando agora?

“Eu queria beijar você agora.”

- Pervertido – corei forte – Você… – gaguejei – Quer me beijar agora.

JungKook corou, então parou até de respirar. Sua cara foi ficando branca e mais branca, até ele entrar em choque. Tive que chacoalha-lo e chamar umas quinhentas vezes. Tudo bem, amor, eu sei como é estranho uma pessoa ler pensamentos.

- Desde quando? – perguntou.

- Faz um tempo – dei de ombros – Quando a Hyuna se confessou, foi nesse dia.

- Você é tipo um X-men – brincou.

- Ah é – falei sarcástico – Se você soubesse como é ótimo ouvir pensamentos. Acho que os X-men devem ser bem felizes.

- Espera… – fez uma cara pensativa – Se você pode me ouvir, quer dizer…

- É… Eu sei de tudo.

“Ele sabe de tudo? Tudo mesmo? Todas as coisas que pensei sobre ele?”

- Sim – respondi sorrindo amarelo.

Foi meio engraçado, JungKook ficou andando e chutando o ar, seus pensamentos consistiam em palavras BEM feias. Achei melhor ficar na minha, porque né podia achar sobrando pra mim. Quando ele finalmente se acalmou, veio até mim, respirando bem fundo e me olhando nos olhos.

- Isso não é justo – foi tudo que disse.

Quê? Ele não achava justo? Era isso. Que culpa eu tinha? Não escolhi ouvir pensamento nenhuma, na verdade, quem me dera puder controlar esse negócio.

- Você pode me ouvir, e eu não sei o que você está pensando – JungKook fez um beicinho fofo.

- Ainda bem – dei risada – Já passo bastante vergonha sem ninguém ouvir minha cabeça.

- Jimin… Você chorou pelo que eu pensei?

Opa, momento chato. Olhei para o chão, ficando em silêncio. Sim, ele me amava e tinha pensado nisso, e ainda mais, ele tinha me dado um fora e isso acabou comigo. Parecia um drama de televisão, minha vida era quase uma comedia de humor negro, isso sim.

- Aquilo era verdade – disse sussurrado – Sabe, eu me sinto daquela forma.

ESPERA…  Ele estava se declarando? O QUE? Como assim? Fiquei olhando pra cara dele como se eu estivesse ficando louco, e só podia estar.

- Você pode me ouvir não é? – perguntou e assenti.

“Então ouça isso… Eu realmente sou apaixonado por você, Park Jimin.”

Meu queixo foi caindo e minha cara foi ficando estranha. Se ele estava apaixonado, estava perdendo o sentimento com aquela minha careta estranha. Fechei a boca e fiquei perplexo por uns minutos.

- Não se esqueça, não posso ouvir você – brincou.

- Ah… – corei. Ok, eu precisava responder – Eu também… – minha voz foi morrendo – Sou apaixonado por você.

“Você quer ser meu namorado?”

- O QUÊ? – berrei e ele começou a rir.

Nada engraçado, Jeon JungKook. Menor graça. Claro que ele ficou rindo da minha cara, enquanto eu tentava sondar se era mesmo brincadeira ou verdade. Cruzei os braços encarando ele, até que o ser notou e parou de rir na hora.

- É verdade… – respondeu.

- Você é confuso, sabia? – bufei – Primeiro fica com medo, depois me dá um fora, e agora vem todo meigo.

- Eu fiquei anos longe de você – JungKook disse com vergonha – Isso foi horrível, vai por mim. Então agora você está aqui e eu fico de besteira. Sei lá, só achei que não valia a pena ser covarde.

“Vai me responder?”

- Vou – olhei para o outro lado – Sim, eu quero.

 

Eu nem contei nada. Não suspirei, não dei um passo que não fosse normal. Não queria que a felicidade fosse tirada de mim como no outro dia. Mas é o ditado né… Felicidade de pobre dura pouco. Logo entrando na escola dei de cara com Hyuna, ela não parava de pensar merda e eu queria apenas calar os pensamentos daquela cobra.

- Você está com uma cara assassina olhando pra pobre garota – Yoongi chegou do nada e quase morri de susto – Bom dia.

- E aí – falei sem emoção.

“Será que eu devo conversar com Jimin sobre isso?”

- Apenas fale… Eu sei que quer me dizer alguma coisa – respondi.

- É aquela coisa do Hoseok…

“Eu acho que resolvi responder…”

- Então… – fiz um gesto com a mão para que ele continuasse.

- Ele é meio idiota – falou e concordei – Mas ele tem muitos pontos positivos.

- E ele te aguenta – arqueei uma sobrancelha – E adora seu humor, coisa que nunca vou entender.

- Obrigado por me chamar de insuportável – cuspiu as palavras – Também te amo, Jimin.

- Olha… Não é exatamente ISSO – revirei os olhos – Mas pense comigo, ele gosta de você nas piores coisas, então quer dizer que ele REALMENTE gosta de você. Entendeu?

“Faz certo sentido.”

- É… Talvez não seja tão ruim assim – Yoongi disse em voz alta – Valeu.

- De nada.

- Tente não matar a garota – brincou.

Fácil falar. Cada vez que eu olhava pra cara dela, sentia vontade de vomitar. Menina chata, credo. A sala de aula estava calma, coisa que eu estranhei até começar a pirar por ouvir o pensamento de alguém dizendo que era dia de prova. JungKook entrou na sala, todo bonito como sempre, porque aquela criatura não sabia o significado de feiura. Fiquei babando no MEU namorado – fiz uma dancinha mental.

Ela acenou pra mim sorrindo e quase caí da cadeira, mas só derrubei o caderno mesmo, idiota. O professor entrou e quis morrer, agora era a hora certa pra desmaiar e evitar a prova. O horário bateu e olhei a folha com as questões, parecia árabe pra mim.

Um ser abençoado pensava alto e eu podia ouvir as respostas da prova. Esperava que o mesmo ser fosse bem inteligente e que eu tirasse uma nota legal. Saí da sala quase chorando de tensão, alguém pegou minha mão e me deu um puxão, quase fui de cara ao chão. Braços rodearam minha cintura e senti o perfume, JungKook.

- Você foi bem na prova? – perguntou.

- Acho que sim – respondi meio zonzo. Poxa, ele estava me abraçando, não era justo. Durou pouco, o abraço se desfez.

- Quer ir comer algo mais tarde?

“Diz sim, por favor.”

- Eu posso te ouvir – mordi o lábio – Sim, podemos ir comer.

- Que bom – sorriu.

Lembrem-se sempre, alegria de pobre dura pouco. Eu tinha que limpar a sala novamente, avisei JungKook que sairia mais tarde e ele disse que esperaria na biblioteca. Estava eu, Park Jimin, limpando a sala quando alguém me empurrou contra uma carteira, soltei um palavrão já querendo virar e soltar outro, quando encarei Kim Hyuna.

- Oi pra você também – disse irritado.

- Vamos ter uma conversinha…

“Você vai sair do caminho, por bem ou por mal”.

- O que você quer? – continuei limpando o chão – Tenho mais o que fazer.

- JungKook me disse que não pode sair comigo – a garota estava puta da cara – E que você é o motivo. Jimin… Entende de uma vez, você não tem a menor chance.

- Tá – falei sem emoção.

“OLHA PRA MIM QUANDO FALO COM VOCÊ”

Fui virar para encara-la, porém seus pensamentos se fizeram altos de mais, ela segurou a vassoura da minha mão e eu puxei, ficamos num puxa-puxa ridículo, ela gritando comigo e eu fazendo cara feia. Parecia quase birra de criança, e como isso se resolveu? Hyuna tomou a vassoura da minha mão, contudo caímos no chão porque eu tinha sérios problemas com pés de cadeiras, com força ela bateu aquela merda na minha cabeça, e doeu.

 

Aquele velho bla-bla-bla. Eu acordei na enfermaria. JungKook estava sentado ao meu lado, todo apreensivo, ganhei um abraço gostoso e ainda soube que Hyuna tinha levado suspensão por ter me batido – mesmo que tenha jurado ser sem querer, ah tá.

Yoongi finalmente parou de ser idiota e deu uma chance para Hoseok. Era fofinho ver os dois discutindo como um casal. Taehyung sempre fazia ânsia de vomito, porque ele ficava de vela.

Ah, eu perdi meu poder depois que tomei a vassourada nas ideias. Isso foi um alivio, porque era muito ruim ter tanta gente na minha cabeça, se sozinho eu já ficava louco, imagine acompanhado.

Eu tive muitos e muitos encontros com JungKook. Assim como esse, que no momento estava adorável. Ele estava lindo, o cabelo caindo nos olhos enquanto ele olhava as flores de cerejeira caindo… Estávamos completamente apaixonados, nada havia mudado em meses. A aliança prata reluzia em meu dedo, assim como JungKook usava a sua. Não ouvir seus pensamentos não me impediu de tentar um relacionamento, na verdade aprendi que precisava ser sincero não só comigo, mas também com ele, só assim daríamos certo.

- ChimChim – chamou doce e quis derreter.

Parei ao seu lado, vendo o belo cenário de flores. Quando ficamos sozinhos naquele dia, não pude me impedir de roubar um beijinho, porque cara, era de JungKook que estávamos falando, o garoto era uma perdição. E foi assim que consegui ficar com meu primeiro amor, ouvindo-o de maneiras quase impossíveis, mas que nos fez muito felizes.

End.

anonymous asked:

Hola, como estas? espero que bien. No te he visto, pero siento que eres bonita, he leído que eres realista, déjame decirte que la realidad es mejor contigo existiendo en ella, ten un lindo día o noche, como sea, el tiempo nunca va inmutar tu hermoso espíritu.

Oh que lindo, gracias ♥