nicklola

Somos tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão compatíveis. Acredito que somos como pilhas, com um lado negativo e outro positivo, ambos se precisam, se completam, assim como a gente. Não formamos aquele lindo casal. Não somos nem ao menos um casal. Você é a minha metade, mas você não descobriu quem te completa ainda, é indecisa pra caralho! Como nunca vi antes, em uma noite decide alguma coisa, amanhã já acorda com uma ideia totalmente diferente. Você sempre foi desse jeito, tão imprevisível. O problema é que gosto da certeza, gosto de ter a absoluta certeza de que amanhã vou acordar bem ou te ver, o que é quase a mesma coisa. Não reajo bem a surpresas, mas gostaria que me surpreendesse com o seu sim, que droga! A sua indecisão contagia. Nem eu mesmo sei ao certo se te quero. Porque você é difícil, é complicada, é mais criança do que eu até, mas sabe a hora de parar, já eu não. Sempre fui imaturo, as pessoas sempre acabam enjoando do meu jeito criança, só que não tenho jeito de ser de outro jeito, sou assim. Uma criança idiota é apaixonada.
—  Nick and Lola
Eu estava no caminho, mas alguma coisa me desviou. O que antes era pra ser, agora está mais para um talvez. Talvez nos vejamos, talvez você fale para mim o que eu não estou conseguindo dizer, talvez me abrace ou apenas dê um tapinha nas costas. Se for para ser o término de algo que não começou, por favor faça o que você sempre faz: discorde. Diga que vai ser, que é para ser. Diga que não vai se cansar, e que vai me dizer bom-dia e boa-noite todos os dias. Diga que seremos mais do que meros amigos de escola. Eu travei, engoli as minhas próprias palavras, mas você, você adora falar, então fale o tem que realmente precisa ser dito. Enquanto estou escrevendo isso, você deve estar pensando em outro, ou pior, pode estar com outro. Aposto que é um daqueles garotos que se divertem com você, que dizem que te amam e você finge que acredita. Você quer um romance de verdade, não alguém que te pague uma bebida e te dê uma carona de carro pela cidade. Eu a completo muito mais do que esses garotinhos meio-amor. E você faz o mesmo comigo, essas garotas de nariz empinado que conheço não chegam nem aos seus pés. Você precisa de carinho, cuidado, compreensão, amor. Você não nasceu para meio-romances, nasceu para romances-inteiros, alma, corpo e mente. E tudo está com você, meus pensamentos, minha alma e meu corpo está envolvido ao seu. Você cai, meus braços a seguram. É assim, é pra ser assim.
—  Nick and Lola
Mas as palavras se confundem e se escondem, sempre na hora que eu mais preciso. E eu sempre preciso, principalmente quando Lola está perto de mim. É como se eu desaprendesse a falar, como se eu virasse um completo idiota. Não sei usar as palavras de forma correta, sempre acabo dobrando na rua errada e dizendo alguma coisa sem sentido, nunca digo o que realmente precisa ser dito. As palavras não ditas ainda continuam aqui, entaladas na garganta, sufocando-me. Você é, na maioria das vezes, o contrário de mim. Você é mais solta, mais livre. Fala demais, mas sempre sabe o que fala. Uma coisa é certa, você não é tímida. Porém você é enigmática, você é o que eu necessito decifrar. Diz uma coisa, mas não sei ao certo aonde quer chegar. Não sei se quer me levar até seu coração, até seus pensamentos ou simplesmente me deixar parado na porta de sua casa, esperando você eternamente. Não é simples, nunca vai ser, e eu burro como sempre fui arriscar, agora não há mais volta, ou eu me perco ou eu sigo o caminho.
—  Nick and Lola
Mesmo sabendo que isso não vai dar em nada, eu insisto, insisto em querer que mude. Quero que o final tenha um fim diferente. Não sei qual é o limite disso tudo, porque mesmo você sempre recusando e me ignorando, eu continuo na espera de que mude, a espera de ser correspondido é agoniante e constrangedora. E o pior é que não posso desabafar com ninguém, pois você é a única pessoa que me resta. Ela não é para você, penso nisso o dia todo, mas talvez eu não seja feito pra ela, mas dá na mesma! Essa coisa de quem não é pra quem não vai mudar o final de que tanto tenho medo. A impaciência não vai fazer terminar ou começar logo. Só que Lola só presta atenção nela, enquanto eu fico tentando dar alguma pista ela fica me contando á respeito de sua nova blusa. Você não é egoísta nem nada, você presta atenção em mim, porém não da forma que eu quero. Eu tenho essa sede de sempre querer mais, mais e mais! É fácil chegar em você, mas depois é difícil de te largar. Sei que você gosta da minha presença, mas não sei por quanto tempo, porque afinal nem passamos tanto tempo juntos assim. É pouco tempo para um beijo, mas muito tempo para um adeus.
—  Nick and Lola
Lola têm aquele tipo de voz que se acomoda em seu ouvido e você chega a ouvi-la mesmo quando está sozinho. E de certo modo, você se sente feliz por não ficar totalmente sozinho, mesmo depois da pessoa te deixar. Mas nada se compara a te ouvir pessoalmente. Olha, pode ficar me falando sobre seus problemas o dia todo, vou ouvi-los. Prometo que mesmo com a minha falta de paciência, a minha ignorância e outros vacilos meus, vou prestar atenção em você. Quero cuidar de você, só que você é insegura, não me deixa te ajudar. Por favor, pare de fugir quando sei que este é o momento que você mais precisa de ajuda. Ninguém é forte o tempo todo. Me dê mais uma chance Lola, pelo amor de Deus. Você sabe que eu preciso, eu quero. Você também precisa, mas não quer, nunca quer. Eu erro, erro mais frequentemente do que o normal. E erro novamente pelo fato de não aprender. Você vive me negando e eu continuo aqui, parado, como o bobo que sempre fui. O único de todos os seus garotos que ainda não se cansou de você.
—  Nick and Lola
O coração de Lola tornou-se blindado. Não há indivíduo que consiga ocupar sua vida, uma vida que agora só há espaço para festas que começam na estreia da noite e que finalizam-se de madrugada. Qualquer um já haveria de ter percebido que não há fresta por onde eu possa invadir o seu humilde coração. Eu como tolo, tenho o dever de abusar de sua paciência que parece ser inesgotável. Afinal, você já devia ter lançado-me para longe na primeira oportunidade, a maioria toma esta atitude. Você me mantém ao seu lado, mas se te perguntam com quem estas você não pensa e responde: sozinha. E confesso-lhe que não sei como corrigir esta sua história egoísta que apenas Lola permitiu-se escrever; essa sua história que tenho somente agora a coragem de dizer que foi escrita com uma caligrafia horrível, cheia de linhas tortas e palavras sem contexto. Como se já não bastasse você ser autora da sua própria história, quer cuidar da minha também, que por sinal está com letras que ninguém jamais gostará de ler. As vezes a vontade que tenho é de arrombar este seu coração, me acomodar, jogar lá toda a tralha que conseguir juntar e chamar você de casa, meu porto seguro. Seria ótimo viver á base de nós. Pena que Lola não permitiria, você não gosta da bagunça, mesmo você vivendo em uma. Lola está mais para o tipo de garota que quando vai dormir não guarda as roupas que estão emboladas em sua cama, mas sim, se enterra em seu edredom e espera o sono pregar seus lindos olhos. Fazemos parte dessa vida totalmente desorganizada, mas é cada um seu canto.
—  Nick and Lola
O despertador começa a tocar, era uma música alta e irritante, daquelas que você começa a odiar só pelo fato que é ela que você ouve todos os dias quando acorda. Fico enrolado no edredom por mais uns 5 minutos, a cama está tão quentinha, não quero me levantar agora, mas eu tenho aula, então de um jeito ou de outro vou ter que levantar. Me arrumo e vou para a cozinha tomar meu café da manhã. Escovo os dentes e vou para aula. Assim que chego na escola, vou correndo para a sala de aula, estou atrasado. A professora me olha com uma cara de abusada, é que sempre chego atrasado em sua aula. Vou para o meu lugar na sala, quarta mesa, enconstada na parede á esquerda. Logo, minha melhor amiga, Lola, me cutuca e fala comigo.
– Oi Nick, me passa a tarefa de inglês. – Inglês é no segundo período. Lola nunca faz as tarefas de inglês. Então ela me estende a mãe, para eu entregar meu caderno.
– Por que não fez?
– Preguiça, meu bem. – Ela dá uma risadinha meio sem graça.
– Pensa que sou seu empregado, é? Vai fazer!
– Cala a boca Nick e, me entrega esse seu caderno idiota! – Ela tenta fazer uma cara séria, mas acaba rindo.
– Ultíma vez que te empresto. – Com certeza amanhã, na aula de inglês vou emprestar de novo, não consigo dizer não pra ela. Ela sabe que vou emprestar depois. E coloco o caderno na mesa dela.
– Vocês querem sair da sala? – É a professora chata de português nos chamando atenção. A gente não responde e, ela volta a dar a aula dela.
Três aulas passam, e o sinal para o recreio bate. Saio primeiro do que a Lola e ela vem correndo e pula em minhas costas, quase caio.
– Então, como foi seu final de semana? – Pergunto a ela.
– Do mesmo jeito de sempre, fiquei em casa, mofando. E o seu?
– Saí com meus amigos no sábado e no domingo fui á praia. – Respondo.
– Mentiroso…
– Ué, por que Lola? – Eu pergunto.
– Você não tem amigos e não gosta de ir á praia, conta logo a verdade! Você ficou fazendo a mesma coisa que eu, nada. – Ela sempre sabe quando eu estou mentindo.
– Lola, tô com fome. – Faço uma carinha de triste.
– Não te perguntei. – E balança a cabeça.
– Eita, grossa! – Digo, com a voz um pouco alta.
– Tava brincando Nick.
O sinal para is para sala bate novamente e todos os alunos começam a caminhar para suas salas. Exceto Lola, que ainda está sentada, em um degrau.
– Nick, ajude-me a levantar.
– Levanta sozinha! – Vou para minha sala, e ela se levanta e me segue.
Faltam só mais duas aulas pra chegar ao meio-dia e eu poder ir para a minha casa, estou morto de fome e quero ir para a casa. São duas aulas de geografia, na primeira ele corrige alguns exercícios que ele passou na quinta-feira passada. Na segunda aula, ele manda fazer um trabalho em dupla.
– Escolham seus pares! – Diz o professor.
– Na minha casa, ou na sua? – Pergunta Lola.
– Você nem sabe se quero fazer o trabalho com você.
– Ai, Nick, quer fazer o trabalho de geografia comigo?
– Quero - E dou uma risada.
– Na minha casa então? – Ela me pergunta novamente.
– Pode ser então, docinho. – E sorrio.
—  Nick and Lola
O motivo de eu estar em sua casa já nem me lembro mais. Desde que cheguei, não paramos nem um segundo de falar. Rimos tanto, que o corpo chega a doer, mas é aquela dor boa, que conforta. Lola está me contando as suas histórias de quando era criança, é engraçado ver o quanto você era boba e ingênua. Lola parou de acreditar que extistiam fadas, duendes e aquelas outras besteiras quando no Natal, ela sentou no colo do Papai Noel e sem querer puxou sua barba falsa e, viu que era seu pai. Claro, quando se é criança isso significa a morte, mas hoje, ninguém acredita mais em nada, então eu apenas ri. Ela tem uma risada tão hilária quanto suas piadas. Sempre preferi pessoas mais engraçadass do que bonitas, mas a Lola é uma das garotas mais lindas que conheço, ela não chega a ser a dona inteligência, mas também não é uma idiota. Já estou na casa dela há mais de três horas e meia e, nenhum pensamento do tipo: preciso ir para minha casa. Lola nunca traz a sensação de querer ir embora. Nesses dois anos que somos amigos, nunca, em hipótese alguma, pensei em deixá-la.
Lola têm uma irmã, com 4 anos de idade, ela chama-se Laura e é bem fofinha. Também tem um irmão, Roger, com 21 anos de idade e sempre que vejo ele, ele nunca está sóbrio.
Lola e eu vamos comer, ela faz torradas. Acho que deve ser uma vingança, porquê a primeira vez que ela foi á minha casa, recebi ela com a porcaria de um macarrão instantâneo. Ela não falou nada, mas deve ter ficado muito constrangida, assim como eu. Depois nós fazemos o trabalho de Geografia, não ficou aquele trabalho, mas dá pro gasto. Assim que terminamos, já são 20 horas da noite. Ela me leva até o portão de sua casa e me abraça, eu a abraço forte e, em seguida a beijo em seu rosto, sua pele é macia.
—  Nick and Lola
Não é a primeira vez que Lola me abraça, mas aquele abraço foi diferente. Foi aquele tipo de abraço que te preenche, você consegue sentir o carinho de perto. Depois senti a falta dela, mesmo sabendo que ia ver ela no dia seguinte, só consegui pregar os olhos depois de umas duas horas. É horrível a sensação de querer dormir, mas não conseguir, os pensamentos não permitem, mas graças á Deus que não foram pensamentos esgotantes, foi o caloroso abraço de Lola. Não é amor nem nada dessas porcarias, não acredito nisso. É apenas uma amizade, uma simples amizade, uma amizade que está se fortalecendo.
Já estou acordado e, vou as pressas para escola, quanto mais cedo chegar, mais tempo com Lola, nem tomo café. Provavelmente vou passar as próximas quatro horas morrendo de fome, mas não tem problema. Chego na escola, entro em minha sala e, vou para meu lugar. Levei um susto ao ver que a carteira de Lola está vazia, será que aconteceu algo com ela?
– Estou aqui! – Sussurra alguém, olho para a a minha direita, na fila encostada na parede e, vejo Lola, ela está sentada na primeira carteira, perto á porta. Deve ter sido obra da maldita professora de Português, maldita!, penso.
– E agora? – Pergunto a Lola, como o coração a mil.
Ela simplesmente vira o pescoço, de forma negativa, percebo que ela está querendo dizer que não faz a mínima ideia do que fazer! Por que diabos isso tinha de acontecer, justo hoje?
Só consigo falar com Lola novamente no recreio, apenas quinze minutos de felicidade até o fim do dia.
– O que acha de ir ao shopping comigo hoje? – Pergunto a ela, querendo achar um meio de vê-la novamente. Não sei o porquê, mas estou sentindo uma coisa no estômago, deve ser a fome.
– Quer fazer o que lá? – Percebo que ela não está muito afim de ir, mas vou insistir.
– Preciso comprar um boné para mim. – Respondo, inventando uma desculpa fajuta.
– Você? Mais boné? Sei não. – Ela ri. – Mas tudo bem, eu vou.
– É, estou afim de mudar um pouco. – Mentira…
O sinal do término do recreio acaba de tocar, mas já? Todos os alunos vão para as suas devidas salas.
– 15 horas, pode ser? – Pergunto, nervoso. Ela faz que sim com a cabeça.
Vamos para nossa sala e sento-me em meu lugar e, apoio a cabeça nos meu braços cruzados, em cima da mesa. Até o fim das duas últimas aulas.
14 horas e meia, estou quase pronto para sair, quando recebo uma mensagem, é da Lola, “Nick, me desculpe, mas hoje não vou poder sair. Roger ficou doente e, está somente eu e ele. Outro dia nós saímos.” Respondo com um simples O.K e, vou para minha cama, simplesmente me jogo e caio em um sono profundo.
—  Nick and Lola
Você faltou a aula hoje, de novo, já não a vejo há uns três dias, três longos dias. Dias que pensei que nunca fossem acabar. Minhas ligações não foram atendidas e, as mensagens não foram respondidas. Nunca pensei que fosse ser ignorado por você. Ser ignorado já é uma coisa comum em minha vida, mas ser ignorado é uma coisa totalmente diferente de ser deixado, coisa que a Lola ainda não fez. Que merda, olha só, mal cheguei na garota e, já estou pensando no fim. Nunca fui o mestre em relacionamentos, no final sempre me ferro. Acho que é por isso que sou assim, tão negativo. Mas a Lola não! Ela não pode me deixar, de maneira alguma!
Quando estou na frente de casa, abrindo o portão, o celular toca, é Lola.
– Roger precisou ir para o hospital, ele passou muito mal nesses últimos três dias – Diz Lola, preocupada com seu irmão nunca-sóbrio.
– Nossa, coitado. Manda um abraço meu pra ele. E não se preocupa, ele vai melhorar, logo… – Digo, tentando tirar a tensão da conversa.
Consigo ouvir sua respiração ofegante. – Sei que vai.
– E seus pais, onde estão? – Pergunto, curioso.
– Viajaram. Só voltam daqui há uns quatro ou cinco dias.
– Mas você vai ir pra aula amanhã, não é?
– Vou sim, tenho que cuidar de você também né! – Responde ela, com uma risada. Rio também, achei um pouquinho engraçado.
– Vou ter que desligar, amanhã a gente se vê. – Promete ela.
– Tudo bem, tchau.
Entro pra dentro de casa quase que correndo. De todas as pessoas que conheci, Lola é a mais especial. É a única no qual não me enjoo e acredito que não se enjoa de mim, tarefa difícil, mas ela me ama, como amiga, mas me ama. Não sei como vou fazer pra conquista-la. Lola não é lá as das pessoas mais fáceis de se lidar, pelo menos no começo. Só que os namoricos dela duram no máximo quatro meses e, não quero que eu seja mais um dos garotos em sua lista de términos, quero que seja para sempre.
—  Nick and Lola