neste exato momento

mega post; bios & users

bios random (inglês)

i don’t care, i love it

sad teenagers with happy faces

kill em with kindness

queen don’t work babe

live my life

撒旦

work

cute but pyscho

hi stalker

my body, my rules

I prefer pizza than people

i don’t fucking care

only for me, just for me

bad girls break hearts

no ofense but, ew

bios random (português)

veio dar uma stalkeada de leve não é?

santa eu não so,,,falo mesmo

minha educação depende da sua

pra que juízo se eu já perdi o meu

quero novos horizontes

fabulosa

o amor sempre lembrará

sem ofensa mas, ew

o que (seu ídolo) deve estar fazendo neste exato momento?

vim pra esse planeta para sofrer

o mundo é dos gays

nós somos sobreviventes

somos imortais

tudo sem sentido

pela graça mediante a fé

users justin bieber:

makebieberfeel
biebrnotype
withoutbibr
pressurejbx
justinlosen

users selena gomez:

lovethemsel
forrselena
ifgomezidol
gomeztrusthey
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users zayn malik:

obviouszayn
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forzmaliks
zquandzayn
zaiamalik

símbolos:

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© justinbdefence
carta de despedida - fragmento

Bem, eu só queria dizer que eu sinto muito por tudo. Peço desculpas por ter sido rude, você não merece isso. Também não quero que a gente fique com uma impressão ruim um do outro. Hoje, o dia todo, eu lembrei de cada minuto, de cada momento que passei ao seu lado, e percebi que eu sorri muito mais do que qualquer outra coisa. Eu estava muito feliz, você me fez muito feliz, mais do que qualquer outra pessoa poderia ter feito, por mais que neste exato momento eu esteja com a estranha sensação de que eu perdi pra sempre um pedaço do meu corpo. Eu agradeço por cada coisinha que você fez por mim, não pense que eu não dou valor a elas. Obrigado por cada olhar, por cada toque, por cada sorriso, por me convencer a viver de novo. Obrigado por me lembrar que a vida não pode ser tão ruim assim. Estar ao seu lado foi o mais próximo que eu estive de um buraco negro, e eu te amo muito mais do que eu poderia dizer. 


liossi

Vou preparar os dedos, ajeitar a coluna na cadeira, sentar no sereno que me é estar em paz e equilíbrio comigo. Fazer meu café diário e cotidiano, duas colheres de pó três corações, dois copos com água, ao quase fervilhar e ebulir, misturar os ingredientes, saborear o elixir do movimento mais cabal e aceitar que é isso. A vida é isso, sem floreio ou poema de fernando pessoa algum. Sem textos enormes e densos sobre como nosso olhar ficou mais agudo ou sobre como nossas percepções estão cada vez mais mirabolantes, a vida tosca e fugaz, o cachorro-quente sendo exprimido na boca e mãos da senhora ao meu lado, alguém morrendo de frio e fome na avenida paulista neste exato momento, alguém sem paz porque deitou-se sobre um campo minado. É isso. E eu aqui, aceitando o fato irremediável de que o ser humano é só isso. Pronto. Era essa a concepção transeunte que por dias estava sobre minha cabeça e eu não conseguia desatar o nó. Quase me joguei na frente do carro semana passada, quase senti uma glória por sentir o rasgo que é o mundo, quase me senti especial por escrever e conseguir destilar o meu veneno anti-monotonia. Mas nada é especial aqui. Eu não sou, você não é e tudo segue seu flexo normal dentro das rotinas amassadas e esmagadas por fés saltitantes em dias festivos e aliviantes. Quem sabe um dia. Os cafés ainda ainda servem para disfarçar a lástima que é existir.

Me doi ter que repetir milhões de vezes que a vida é injusta, mas não falo por mim, têm muitas pessoas que estão indo dormir com fome, pessoas que estão morrendo de fome neste exato momento, enquanto outras roubam tanto dinheiro que poderiam alimentar um país inteiro.
Não consigo aceitar que nada acontece por acaso, que faz parte das coisas universais, que o sofrimento vem para nos redimir, para nos ensinar, para o “bem” de algo muito maior que essa existência na Terra. O pior é quando você para e pensa que poderia estar fazendo algo efetivo, mas, não, está em uma rede social, dizendo sobre como doi ver a dor dos outros. Realmente as coisas estão muito loucas e doentes, nós estamos doentes! e cada vez mais inúteis.

Eu sei quão difícil é. Eu sei que enquanto choras, existem dúvidas quanto ao meu amor por ti. Eu sei, as pessoas te decepcionam e te fazem mal. Eu sei o quão doloroso é perder alguém que amamos. Eu sei, é difícil segurar as lágrimas. Eu sei o que sentes neste exato momento, filha. Eu te conheço como ninguém, nem mesmo tu se conhece tanto assim. Eu te formei na barriga da tua mãe e enquanto se desenvolvia, Eu te observava, lentamente, ansioso pra tua chegada. Eu sonhei contigo muito antes da tua concepção. És formosa, filha amada. Ah, como te amo…contudo, sei que dói, mas não sabes o que dói de verdade, filha. Dói não ouvir mais a tua voz durante uma oração. O meu sonho de te abraçar não tornar-se realidade, a verdadeira dor. Confia em Mim, eu sei, posso fazer a dor passar, só pede a Mim um abraço, e eu te consolarei. Eu sei que me amas, mas e quanto a ti? Sabes quão grande é o meu amor? Podes contá-lo? Então, diga-me! Duvido…não podes nem imaginar, muito menos dizer, filha minha.
—  Teu Pai, Deus.
Sinto um vazio em meu peito. 
Dou um longo suspiro, meu olhar está vago. Tudo me lembra você, e jamais pensei que isto poderia me causar angústia. Infelizmente, neste exato momento, jogada no chão, com os olhos no teto mas em outra dimensão, penso que talvez sua ausência me pesa. Penso em pegar o carro e ir até você. Mas do que adiantaria? Percebo que a saudade é de alma. Nossas almas estão distantes. Mais um suspiro. Mais fundo no vazio.
—  95259 
As Estrelas

- Min Yoongi/Suga

- Romântico

N/A: Levei um século para fazer esse imagine, espero que tenha valido a pena >.<

Originally posted by sugaglos

Um dos meus amigos mais próximos, Dean, sempre que podia voluntariava em uma instituição que cuidava de pessoas com vários tipos de problemas. Desde leves depressões até doenças mais sérias, como câncer. Eu já ouvira falar coisas muito boas e muito ruins sobre esse lugar, o que me deixava curioso para conhecer.

-Então, vamos? – Perguntou Dean, colocando seu cinto. Eu, ele e mais três amigos estávamos indo para a instituição neste exato momento, o que me deixava muito nervoso. Minhas mãos suavam e eu sentia medo de fazer alguma coisa errada, mesmo que sem querer. – Suga?

-Sup. – Respondi, terminando de colocar o cinto.

-Você parece estar com a cabeça em outro lugar. Ao menos escutou o que acabei de falar? – Dean se aproximou um pouco de mim, colocando a mão na minha testa. – Não está doente…

-Eu estou bem, cara. Só me sinto um pouco nervoso. – Eles ficaram em silêncio por alguns segundos, até que Jin, o mais velho de nós, colocou a mão no meu ombro.

-Não tem motivos para se sentir assim. Só relaxa que vai dar tudo certo, entendeu? – Assenti, respirando fundo e sorrindo um pouco por finalmente estar indo em uma instituição como essa.

 Chegamos lá em uma hora. O tempo passou bem rápido, já que ficamos fazendo batalhas de rap e coisas assim, o que foi bem divertido. Assim que Dean estacionou, descemos e senti minhas pernas trêmulas, meu estômago embrulhado.

-Vamos lá, já avisei a secretária que iríamos vir então podemos apenas entrar.

-Você tem o número da secretária? – Perguntou Namjoon, erguendo a sobrancelha e sorrindo com apenas um dos cantos dos lábios. Dean pareceu um pouco sem jeito, mas então deu uma risada rápida, respondendo a pergunta logo depois.

-Não vamos entrar em detalhes, Namjoonie. – Dean deu dois tapas leves no ombro de Namjoon antes de começar a andar na nossa frente, nos guiando.

 Assim que entramos, pude ver que a sala estava cheia de pais e algumas crianças ativas que corriam pelo hall. A secretária deu a permissão para entrarmos para visitar os internados, e foi isso que fizemos, mas não juntos.

 Marcamos de nos encontrar ás três em ponto na sala de espera, isso significa que cada um teria uma hora e meia para ficar lá dentro.  Seria uma visita rápida, mas não a única.

  Bati em uma das primeiras portas que vi, esperando a permissão para entrar. Assim que ouvi uma voz me permitindo de visitar, abri-a e vi um menino careca deitado em uma cama.

 Ele estava cheio de tubos – em seu nariz, peito, braço… – mas sorriu assim que me viu entrar. A enfermeira o ajudou a sentar e se afastou para que eu pudesse falar com o garoto. Apresentei-me para os dois, as mãos tremendo e o coração acelerando a cada segundo.

-Prazer, eu sou Min Yoongi – Aproximei-me do menino e sentei em uma cadeira ao lado da sua maca. – E você é?

-Brendon. – O menino parecia envergonhado, mas tudo o que eu conseguia focar naquele momento eram seus olhos mais verdes que a própria natureza.

-Eu tenho 23 anos, e você?

-Quatorze. Como é ter 23? – Aquela pergunta me pegou de surpresa, então hesitei um pouco antes de responder.

-Eu acho legal, sabe? Não sou mais um adolescente, mas também não sou completamente adulto. É divertido… Não sei bem como descrever. Por quê?

-Dizem que não vou passar dos quinze, então quero saber como é ter idades acima dessa. – Não sabia como responder, simplesmente dei um sorriso fraco e assenti.

 Falei mais um pouco com Brendon e depois fui a várias salas, aproveitei bem o meu tempo. Até fiz uma velhinha com uma depressão se iniciando sorrir, então acabei considerando esse dia como produtivo.

 Faltavam dois minutos para o relógio marcar perfeitamente três horas, então tinha que me apressar. Foi aí que eu vi, por uma das paredes de vidro que havia ali, uma porta aberta e uma menina gritando coisas como ‘’Não!’’ ‘’Para!’’, não consegui me manter calmo em uma situação assim.  Andei devagar até a porta, tentando ser o mais silencioso possível.

 Vi que uma menina – muito, muito, muito magra - estava tentando se proteger de uma enfermeira que puxava seus cabelos e sacudia sua cabeça. Fiquei paralisado por um tempo, sem saber o que fazer.

-Você não é mais tão bonita quando está machucada, não é?! – A enfermeira disse, socando o estômago da menina. 

-EI! O que você está fazendo?! – Falei, entrando com pressa e afastando a mulher da menina. – Você não deveria tratá-la assim! Deveria estar cuidando dela! – Talvez com o barulho que fiz, alguns outros enfermeiros chegaram à sala, levando-a para fora enquanto faziam várias perguntas. – Você está bem? – A garota assentiu, tirando os cabelos da frente do rosto.

 Tão magra.

 Continuei encarando-a por um tempo, vendo que ainda continuava linda mesmo tão magra. Parecia que se ficasse de pé, poderia quebrar. Além de que seus braços estavam enfaixados e uma parte do seu pescoço era tapada por um curativo. Aquilo foi o suficiente para estilhaçar meu coração, ver uma garota nessas condições.

 Garotas deveriam ser tratadas com todo o cavalheirismo possível.

-Qual o seu nome? – Perguntei, sentando-me na ponta da cama. Ela parecia tão assustada, como se eu pudesse machucá-la.

-_______… – A voz baixa me fez inclinar o corpo um pouco para frente para escutar melhor.

-Eu me chamo Min Yoongi, mas pode me chamar de Suga – Sorri, mas não recebi um sorriso de volta. – Ela sempre fez isso com você? – A menina assentiu. – E tem algum motivo…?

-Ela disse que eu não mereço ser bonita.

-Ela deve ser doida, isso sim. Sabe, é engraçado aquela mulher trabalhar em um lugar que cuida de pessoas com problemas sendo que é ela quem precisa ser internada. – A menina sorriu um pouco, o que me fez sorrir também.

-Por que veio me ajudar?

-Ninguém merece apanhar… Caso você se sentir confortável com isso, pode me dizer quais são os motivos que a fizeram ser internada?

-Tenho anorexia e costumava cometer automutilação. Eu tinha conseguido parar, mas a enfermeira sempre é tão ruim que semana passada, tentei me suicidar e… – Não a deixei continuar falando. No mesmo instante, quase que involuntariamente, abracei-a forte com lágrimas nos olhos.

 Ficamos em um silêncio constrangedor por vários minutos que pareceram ser anos, mas não a soltei. Continuei abraçado nela até que sentisse que a hora certa para me afastar. Nunca fui de ser assim com pessoas quando acabei de conhecê-las, raramente abraçava meus amigos. Porém, por algum motivo, aquela garota…

-Tudo bem? – Perguntei enquanto me afastava. Ela assentiu e seu rosto quase brilhava de tão vermelho. Eu ainda sentia lá dentro do meu peito que aquilo não era o suficiente.

 Olhei para os pulsos dela e depois para os meus, vendo a diferença de grossura. E então avisei minhas pulseiras, usava quatro nesse dia. Tirei uma rapidamente, estendendo na direção dela.

-Posso? – Perguntei. Ela lentamente me estendeu seu braço, então, com cuidado, o segurei e coloquei a pulseira ali. Era simples, apenas com alguns pingentes. – Não deixe de usar essa pulseira. Eu vou fazer de tudo para te visitar todas as semanas, conversar um pouco, ver se está tudo bem… Ok?

-Por quê?

-Você não me quer aqui? – Ela corou imediatamente ao meu ouvir dizer isso. – Porque se não quiser, eu entendo. Não virei.

-… Eu quero. – Ergui a sobrancelha e sorri ao ouvi-la dizendo aquilo. Seu rosto já estava quase explodindo de vergonha.

-Então toda a semana eu vou vir aqui te visitar e essa pulseira é a garantia disso. Cuide muito bem dela. Sinto muito, mas tenho que ir… Volto antes mesmo que diga meu nome. – Falei enquanto me afastava, sorrindo e me despedindo adequadamente, curvando-me.

O que eu não sabia era que assim que passei pela porta, indo ao encontro dos meus amigos, ______, com sua fraca voz, chamou pelo meu nome enquanto encarava a nova pulseira com um leve sorriso no rosto.

 Todos nós estávamos muito animados, contando o que havia acontecido durante as visitas. Não contei para eles sobre ______, não queria ter que me incomodar com piadinhas de melhores amigos em uma hora daquelas.

Tudo o que eu queria mesmo era me jogar na cama e dormir pelo resto da tarde. Só que não fui dormir quando cheguei. Sentei-me no sofá, olhando fixamente para a televisão desligada e repassando a cena daquela menina apanhando várias vezes na minha cabeça.

 Quantas vezes por dia aquilo acontecia? Como ninguém nunca havia visto? Parecia ser uma garota tão doce e saber que era tratada desse jeito… Machuca o coração de qualquer pessoa ver um ser humano considerado inofensivo apanhar daquele jeito. 

 Deitei-me na cama, mas não conseguia parar de pensar nela. Pelo o que vi, não tinha nada no seu quarto. Nem uma simples televisão. O que aquela garota fazia o dia todo? Sentei-me e olhei ao redor do cômodo. Eu tinha uma pequena prateleira cheia de livros, mas todos eles já haviam sido lidos.

 Levantei e peguei uma bolsa, colocando os mais interessantes ali dentro. Coloquei também alguns papéis, lápis e uma borracha. Eu iria voltar naquela instituição durante a noite.

 Arrumei-me e peguei as chaves do carro, indo em direção ao hospital sem esperar muito. Para o meu azar, o trânsito estava terrível. Demorei uma hora e meia para chegar, mas quando estacionei, peguei a bolsa e saí correndo vendo que as portas ainda se encontravam abertas.

 Eu não deveria estar fazendo isso, mas aquela imagem dela apanhando e depois me encarando com lágrimas nos olhos enquanto falava comigo, o medo em sua expressão… Aquilo não me deixava descansar.

 Vi algumas pessoas na sala de espera, mas fui direto para o corredor no qual entrei nesse dia mais cedo. Consegui avistar a porta de ______ aberta, esperando por mim, mas antes que pudesse me mover mais um passo…

-Não estamos em horário de visitação. – Uma mulher colocou a mão em meu ombro, impedindo-me de entrar.

-Você não entende, é urgente.

-Você pode esperar no hall, como todos os outros.

-Eu só quero entregar isso pa-

-Por gentileza, vá se sentar imediatamente.

-Você pode entregar isso a ______ para mim? – Falei, já me irritando com aquela mulher. Ela simplesmente não entendia. – Ou me deixe fazer isso, por favor, vai levar só alguns minutos, talvez segundos.

-Por favor, vá embora e volte às oito da manhã, quando a visitação abrirá novamente. Não estou pedindo, se não fizer isso, vou ter que chamar os seguranças. – Até pensei em falar mais alguma coisa, mas não consegui.

 Saí da instituição, entrando no carro. Virei a chave, mas nada aconteceu. Continuei repetindo e repetindo isso, mas o automóvel simplesmente não ligava. Soquei o volante, sabendo que não iria conseguir sair de lá tão cedo. 

Tentei telefonar para um amigo meu que trabalhava no posto de gasolina, mas eles não atendiam ás nove da noite. Minha casa era longe dali então a única opção que me restava era dormir dentro do carro. Deitei o banco do motorista o máximo possível e tentei achar a posição mais confortável, se é que era possível.

 Apenas acordei com a luz do sol batendo direto nos meus olhos. Grunhi e usei minha mão para tapar toda aquela claridade. Olhei para os lados, o hospital já estava aberto. Peguei a bolsa, checando se todos os livros se encontravam ali e então saí do carro.

 Minhas costas estavam me matando, quase não conseguia andar direito. Sem contar a dor no pescoço que também diminuía meus movimentos temporariamente. Assim que entrei, dei de cara com a mulher que havia me barrado ontem. Ela sorriu para mim e me obriguei a sorrir também, apenas por educação porque lá dentro do meu peito, sentia uma leve vontade de mandá-la para aquele país que não existe.

 Fui direto para o quarto de _______, mas antes de entrar pude ver as crianças e adolescentes brincando no quintal que ficava atrás da instituição. Estranhei em não ver ela lá fora.

-Olá?… – Falei, entrando devagar. _______ estava dormindo abraçada no próprio travesseiro e até mesmo babando um pouco. Sentei-me na cadeira que havia do lado da sua maca e suspirei, não sabendo o que fazer. Não queria acordá-la, então fechei os olhos e dormi mais uns minutos.

-Suga?… – Ouvi uma voz doce me chamando e por um momento, pensei que estivesse sonhando. Abri meus olhos devagar, olhando para cima.  ________ me encarava, os cabelos totalmente desarrumados e o rosto marcado pelo travesseiro. Sorri um pouco ao vê-la acordada, ajeitando-me na cadeira.

-Bom dia, ______ – Ela sorriu de leve, acenando na minha direção usando a cabeça. – Dormiu bem?

-Nem tanto… Mas e-e você? – Seu rosto estava ficando vermelho, o que me fez rir um pouco antes de responder.

-Minhas costas estão me matando, já que dormi no carro – Ela pareceu surpresa, então a poupei de perguntar alguma coisa. – Eu ia te trazer algumas coisas ontem, mas a maldita secretária não me deixou passar. Meu carro não tinha gasolina e passei a noite lá fora. Basicamente, essa é a história.

-Você está bem? – Assenti, pegando a bolsa do lado da cadeira e entregando para _______.

-Abra. São só algumas coisas para você se divertir aqui dentro, já que parece tão… Entediante. – A menina abriu e seu rosto se iluminou em admiração. Essa foi a primeira vez que a vi sorrindo de forma tão radiante, até mesmo seus olhos se fecharam um pouco.

-Jura que tudo isso é pra mim? – Assenti, sorrindo. – Muito obrigada mesmo, Suga! Eu nem sei como te agradecer e-

-Tudo bem. Eu fiz isso por vontade própria, não precisa me agradecer – Falei, ainda com o sorriso no rosto. – Olha, _______, por que não vamos dar uma volta lá fora?

-Eu não… Não dá. Não tenho força para me manter de pé e as cadeiras de roda estão em falta. Eu tinha uma, mas resolvi ceder e dá-la para uma velhinha que precisava mais.

-Não tem mesmo nenhum jeito de você ir lá fora? Está um dia tão bonito, não está quente…

-Suga, eu… Não. Não tem como… – Pensei por um tempo, até que tive uma ideia. Levantei-me e tirei o cobertor de cima de ______, que me encarou assustada.

-Você vai sim ir lá fora, precisa ver como está bonito, além de precisar de um pouco de ar. – Peguei-a nos braços e me assustei ao perceber o quão leve aquela menina era. _______ não olhava para mim, seu rosto brilhava em uma cor forte de vermelho.

 Com ela no colo, pedi para que carregasse junto o soro que estava injetado no seu braço. Ela estendeu a mão e segurou-o, o puxando junto conosco. 

 Chegamos lá fora e coloquei a menina sentada em um banco de madeira que balançava. Ela finalmente olhou para mim e depois para as coisas ao redor dela. Vi ­­­­______ sorrir de leve quando deu de cara com velhinhos conversando e sorrindo.

-Não está bonito? – Perguntei, olhando para as crianças. Ela assentiu, suspirando.

-Faz dois anos desde que não venho aqui fora. - ______ disse, sem pensar muito.

-Por quê?

-Faz dois anos desde que doei minha cadeira para aquela velhinha e ninguém parecia disposto a me trazer aqui fora, do jeito que você fez… Obrigada, de verdade.

-Não foi nada de mais. 

 Ficamos ali parados, apenas sentindo o vento batendo em nossos rostos e sem trocar uma palavra. Eu sabia o motivo a entendia tão bem. Passei por problemas graves também quando ainda era jovem. Depressão, fobia social… Até mesmo tentativa de suicido, assim como ela. E ver outras pessoas nessas mesmas condições mentais, talvez acionasse o meu lado emocional de uma forma forte e presente.

 Talvez seja esse o motivo pelo qual me sinto tão próximo dela.

-No que está pensando? Parece distante. - ______ disse, encarando-me.

-Não é nada, só estou pensando um pouco no que aconteceu nos últimos dias até agora. Nada que precise ser mencionado, se é que me entende – Suspirei e a encarei de volta. – Sabe, eu ainda não sei a sua idade.

-Tenho vinte, mas antes que você diga, eu sei que pareço bem mais nova. Todos os médicos dizem isso – Ela riu para si mesma, o que me fez sorrir. – E você tem?

-Vinte e três – Mais um silêncio se estabeleceu entre nós dois até que senti minha barriga roncar. – Vou comprar alguma coisa para comer, vai querer o quê?

-Eu não estou com fome.

-Não perguntei se está com fome, perguntei o que quer comer. – Ela pareceu ficar sem jeito por me ouvir falando desse jeito, mas então suspirou e me encarou.

-Quero o que você pedir. Não estou com fome de qualquer maneira. – Assenti, me levantando e indo em direção à cafeteria do hospital.

 Cheguei lá e pedi dois sanduíches, sem tirar nada, mesmo eu não sendo tão fã assim de alface, e duas maçãs. Agradeci e voltei para onde ______ estava sentada. A menina tinha os olhos fechados e um leve sorriso no seu rosto, como se sentisse livre.

-Voltei! – Falei, me sentando.

-O que trouxe? – Perguntou-me, parecendo animada.

-Dois sanduíches e, para sobremesa, duas maçãs. – Ela fez uma careta, me encarando.

-Não gosto de saladas, por que está me obrigando a comer isso?

-Você precisa comer coisas saudáveis e eu vou te fazer engolir isso nem que seja a força – Ela suspirou e pegou o sanduíche na mão, tirando-o do plástico e comendo. – Não é tão ruim, viu? – Falei enquanto comia o meu.

 Assim que terminamos, comemos as maçãs e então a coloquei deitada na cama mais uma vez. Sentei-me na cadeira, observando-a. Mesmo sendo excessivamente magro, seu rosto ainda continuava lindo. As suas feições pareciam desenhos feitos à mão. Percebi que seu cabelo estava sem cor e quebradiço, não estava vivo.

-Eu vou ir embora agora, tenho que trabalhar, mas prometo que volto amanhã ou talvez no fim de semana, tudo bem? – Ela assentiu, pegando um dos livros que eu havia dado. Acenei usando uma das mãos e saí do quarto.

  Aquela menina definitivamente não saía da minha cabeça.

 Passei o resto da tarde no estúdio, produzindo junto com Rap Monster e J-Hope, amigos meus que também foram na instituição naquele dia. Fiz de tudo para não pensar nela, mas não dava. Na minha cabeça só rondavam ideias do que eu poderia fazer para ela nos próximos dias. Era meia-noite quando consegui finalmente deitar na minha cama e adormecer, sabendo que no dia seguinte talvez fosse até a instituição.

 E foi isso que fiz. Acordei, comi e fui direto para o hospital, conhecer mais _______ e saber quais são os seus gostos, suas opiniões sobre os assuntos do cotidiano… Coisas assim.

 Cheguei lá e quando entrei em seu quarto, vi _____ chorando abraçada em seu travesseiro. A garota até mesmo soluçava. Corri o mais rápido que pude para perto dela, abraçando-a e acariciando sua cabeça.

-O que aconteceu? – Perguntei, preocupado.

-Por que você me deu um livro em que o personagem principal morre?! Eu gostava tanto dele… – Ela continuou a chorar e eu a soltei, fazendo-a olhar para mim.

-Você passou a madrugada toda lendo? – Ela assentiu, tirando as lágrimas da bochecha.

-Era um livro viciante e eu não estava com sono, então continuei lendo até terminar hoje ás três da manhã, e só nessa hora fui dormir. Porém, sonhei com os personagens e lembrei que a principal morria e acabei ficando emotiva.

-VOCÊ ME ASSUSTOU, SABIA? – Ela começou a rir e me abraçou, uma coisa que nunca havia feito antes. Paralisei surpreso.

-Desculpa, prometo não fazer isso de novo. – Suspirei, sentando-me e encarando-a.

-Tudo bem, eu te perdoo, mas só desta vez. Então, _______, estava pensando e queria saber mais sobre você, caso se sentir confortável.

-Mais sobre mim?

-Sim, seus hobbies antes de ser internada, músicas preferidas, comidas preferidas… Sabe? Esse tipo de informação. – Ela assentiu e ficou encarando o teto por uns segundos.

-Eu gostava de dançar todos os tipos de música, sempre preferi batidas mais calmas, gosto de chocolate e de ver as estrelas. O único problema é que faz tanto tempo que não as vejo, não lembro nem de como era o seu brilho… Isso me deixa um pouco triste, mas… É, fazer o que.

-Você parece estar se sentindo mais confortável comigo. Está gostando de mim? – Perguntei, erguendo a sobrancelha. Ela sorriu e ficou vermelha, segurando no seu cobertor.

-Você é legal e parece ser uma pessoa boa, talvez eu possa estar te considerando um possível amigo. Vai precisar de mais dias para me conquistar… Yoongi. – Ela hesitou ao dizer meu nome, provavelmente não se lembrava. Comecei a rir e suspirei, encarando-a.

  Olhar para ela ainda me dava arrepios, eu conseguia ver os seus ossos e aquilo me fazia sentir preocupação sobre a saúde da garota. Tão magra com uma idade dessas… Dava-me vontade de chorar de novo.

-Conquistar? Eu não quero te conquistar – Falei, sorrindo e vendo-a ficar vermelha. – Venha, vamos à rua de novo e vou te comprar outro sanduíche.

-Por quê?!

-Você tem que comer e não ligo se não está com fome, vai comer sim – Ela revirou os olhos e cruzou os braços. – Mas aviso que está um pouco frio lá fora, talvez queira levar o seu cobertor.

 Ela se enrolou no cobertor, deixou-me pegá-la no colo e segurou seu soro. Saímos e ficamos conversando lá fora por um tempo, percebi o quão enorme era o seu amor pelas estrelas e a lua. Sabia muitas coisas sobre elas e afirmou que um grande sonho seu era vê-las novamente.

 E como no dia anterior, fui para casa e deixei-a lá sozinha. E isso se repetiu por semanas e mais semanas. Não sabia mais ao certo quanto tempo fazia que eu a visitava regularmente, mas já havia virado um hábito.

 Eu a obrigava a comer todos os dias e aquilo estava fazendo ______ ganhar peso e cor. Suas bochechas estavam mais coradas e seus ossos não estavam mais tão aparentes. Além de que ela fez questão de me dizer que sua menstruação havia voltado… Eu realmente não precisava saber disso.

 Um dia, acordei mais cedo do que normalmente, ás dez horas. Tomei meu café da manhã e sentei-me no sofá, na televisão o homem do jornal dizia qual era a previsão para o resto da tarde. Estava pensando no que fazer com ­­­_______ quando ouço o cara do tempo dizer:

-E durante a noite o céu estará limpo, completamente sem nuvens, apenas as belas estrelas e a grande lua cheia.

 Era isso. Eu levaria ______ para ver as estrelas, mas teria que ser escondido ou aquela mulher da secretaria me mataria.

 Levantei do sofá e comecei a escrever tudo o que consegui pensar para o plano. Nenhuma das ideias parecia funcionar.

 Peguei minhas coisas e fui até o hospital, entrando no corredor onde ficavam os quartos, mas passando por todas elas. Tentei entrar na sala para funcionários, mas fui parado por um deles. Um enfermeiro.

-O que pensa que está fazendo?

-Eu posso falar com você? Aqui dentro? – Perguntei. Ele me olhou confuso e desconfiado. – Por favor, é para uma coisa importante.

-Você entra primeiro – O homem abriu a porta e eu entrei, correndo para o banheiro enquanto carregava ele junto. – Eu posso chamar a segurança a qualquer momento, se lembre disso.

-Tudo bem. Olha, você conhece a paciente do quarto 502? – O homem assentiu e eu contei tudo o que estava acontecendo, para que isso o sensibilizasse. – Por favor, me empreste o seu uniforme, assim eu posso leva-la lá fora para ver as estrelas.

-Cara… Ok, eu faço isso, mas siga o que estou falando. Não vá lá fora, os enfermeiros normalmente não carregam pessoas no colo até o jardim. Tente ser o mais discreto possível e suba pelo elevador até o teto, é só apertar o botão roxo.

-Muito obrigado, é sério, você não sabe o quanto eu agradeço por isso.

 O homem me mandou esperar do lado de fora do vestuário enquanto ele tirava as roupas e colocava as dele mesmo. Isso demorou uns três minutos, logo eu entrei e coloquei o uniforme que estava no armário dele.

 Eu já era branco pra caramba, usando roupas claras parecia um fantasma. 

 Saí de lá, agradecendo-o mais uma vez e corri para o quarto de _______, encontrando-a dormindo abraçada no livro novo que eu havia comprado para ela. Sentei-me ao seu lado e brinquei com seus cabelos até que acordasse, abrindo seus olhos devagar e me encarando surpresa.

-Suga?…

-Eu mesmo, mas finja que é qualquer outro enfermeiro – Ela assentiu, mesmo com a sua expressão demonstrando confusão. – Essa vai ser uma das melhores noites de todas desde que foi internada aqui, prometo.

-O que está planejando? – Ela perguntou, sentando-se na cama e sorrindo um pouco. Apenas pisquei para _____. 

 Passei a tarde toda naquele hospital, cuidando dela e conversando mais um pouco. Quase fui descoberto algumas vezes, mas sempre consegui me safar com a ajuda de _______. A noite chegou e estava na hora de colocar o meu plano em prática.

 Expliquei tudo para ela e então a peguei no colo, caminhando rapidamente até o elevador. Não olhei para trás assim que entramos, apenas apertei com pressa no botão roxo. Coloquei ______ no chão, já que a garota conseguiu ficar de pé sozinha. Seu único problema era andar.

-Ansiosa? – Perguntei, cutucando seu ombro.

-Muito… Obrigada por tudo isso, Yoongi. Você está sendo a melhor coisa que me aconteceu em anos. – Ela se aproximou de mim com dificuldade e me abraçou forte, enfiando o rosto no meu peito e respirando fundo.

 E então a porta do elevador se abriu e ______ me soltou, olhando para fora. Seus olhos se encheram de lágrimas e um sorriso surgiu nos seus lábios. Ela segurou em meu braço para consegui andar, mas quase caiu no chão então a peguei no colo, nos levando para fora.

 Sentamos no chão e o som de todos os lugares pareceu ter desaparecido. A menina não parava de olhar para cima, algumas poucas lágrimas descendo devagar pelo seu rosto. Ela suspirou, sorrindo e depois rindo.

-Elas são tão lindas, mais bonitas do que jamais poderia me lembrar!

-Elas enfeitam o céu escuro…

-Elas são como as pequenas coisas que nos dão esperanças no meio da escuridão, dos momentos ruins… Elas são como você é para mim. – A menina me encarou com seus olhos brilhando e o sorriso sincero no rosto.

-Eu sou a sua estrela? – Perguntei, sorrindo e me aproximando.

-A única no meio de um vasto escuro e assustador – Ela respondeu, rindo e colocando a cabeça no meu ombro. – Eu nunca vou me cansar de te agradecer por tudo o que têm feito até hoje, Yoongi… Por que, no dia em que me conheceu, me disse que viria me visitar?

-Eu senti alguma coisa, um sentimento que me disse para fazer isso. -Sabe que sentimento é esse?

-Não, ainda não… Você sabe?

-Não faço nem ideia, mas estou feliz que você tenha sentido e escutado ele. - ______ olhou para cima, encarando-me com atenção. Nossos rostos estavam tão próximos e meu coração batia tão forte que quase podia escutá-lo.

 Um silêncio cresceu entre nós, mas não era como os outros. Os antigos eram desconfortáveis, esse era acolhedor. Não percebi, mas um sorriso estava plantado no meu rosto e no dela também, mas antes que pudéssemos fazer qualquer coisa…

-O que você pensa que está fazendo com a paciente?! – Escutei aquela voz… A voz da secretária seguida por passos de várias pessoas diferentes. – Eu lhe avisei que não deveria visitar ninguém de noite! É perigoso para ela!

-Perigoso como? Acha que eu vou jogá-la daqui de cima? – Perguntei, me levantando e ajudando-a a se levantar. – Eu estou mais para enfermeiro do que vocês! Olha como ______ está bem mais saudável agora! O que faziam antes por ela?!

-Senhor, acalme-se. Vamos descer e você vai ter que ir embora, já que quebrou uma de nossas regras-

-NÃO, eu não vou embora! Não podem me tirar daqui! E quando a ______?! Já perguntaram como ela se sente? Tentaram ao menos falar com essa menina?!

-Yoongi, acalme-se… – Ela disse, segurando no meu braço. – Eu já estou bem agora, obrigada por ter me trazido para ver as estrelas. – Assenti, me afastando dela e seguindo um dos seguranças, mas então vi que enfermeira iria levá-la para o seu quarto.

 Era aquela mesma que estava batendo nela no dia em que a conheci. O olhar daquela mulher era insano.

-NÃO! ______! – Chamei, correndo na direção dela. Vi que a menina também tentava correr na minha direção, mas a enfermeira a proibia. Antes que a alcançasse, um segurança me segurou forte.

-YOONGI! – Ambos lutávamos para nos soltarmos, mas não conseguíamos. Até que em um momento, um homem que parecia ser o chefe de toda aquela instituição passou por todos nós e apontou para mim.

-Eu prometi para mim mesmo que não iria deixar nenhum baderneiro causar problemas no meu hospital… Você, infelizmente, está proibido de visitar qualquer paciente nesta instituição por tempo indeterminado. Seguranças, tirem-no daqui.

 Fui arrastado à força para fora do hospital, sendo deixando na calçada na frente da porta. O que aconteceria com _______ nas mãos daquela enfermeira mais uma vez?!

Comecei a chorar, socando o chão e machucando minha mão. Mas nenhuma dor se comparava a pensar em ______ apanhando quase todos os dias novamente daquele jeito. Sem uma comida adequada, sem entretenimento adequado…

 Levantei-me, entrando no carro e dirigindo para casa, arrasado. Passei um mês tentando convencer a secretária a me deixar entrar, tentei até pedir ajuda de Dean que a conhecia melhor que eu, mas não adiantava.

 Em uma das minhas idas até lá, percebi que os enfermeiros estavam agitados. Sentei-me em uma das cadeiras do hall, olhando para o quintal lá fora. Do nada, médicos passam correndo levando uma maca para o local onde ficava a sala de emergência. As pessoas, incluindo eu, ficaram assustadas.

-ALGUÉM AQUI ESTÁ REGISTRADO PARA A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS?! – Alguns levantaram as mãos, eu também levantei, pois tinha me registrado há algum tempo. – ALGUÉM ESTÁ DISPOSTO A DOAR UM RIM NESTE EXATO MOMENTO?!

-Depende de quem está precisando, o doador deve conhecer o paciente! – Disse uma mulher com um filho no colo.

-(S/N/C)! – Falou em voz alta o enfermeiro que estava pedindo por doadores. Meu coração parou imediatamente. Era ela quem estava naquela maca.

 Saí correndo na direção do enfermeiro e assenti com a cabeça, sendo levado para a sala de cirurgia rapidamente. Deitaram-me em uma maca e após levar uma injeção anestésica, apaguei e não vi mais nada.

 Quando acordei estava com o local onde ficava meu rim dolorido e estava me sentindo um pouco tonto. Tentei me sentar, mas só consegui com a ajuda de um enfermeiro que se encontrava de pé ao meu lado. Sorri para ele e recebi alguns biscoitos para comer.

-Obrigado… – Tentei falar, mas minha boca estava mole e eu não sentia direito. O enfermeiro riu um pouco.

-O médico disse que você pode sair quando quiser e o chefe nos disse para te liberar, já que ajudou a salvar a vida daquela menina. - Falou ele, sorrindo enquanto saia da sala, deixando-me sozinho.

 Levantei-me da cama, sentindo um pouco de dor. Tentei andar, mas aquela dor estava me deixando até sem ar. Sentei-me novamente esperando aquilo tudo passar.

 Assim que consegui sair da sala, perguntei para uma enfermeira onde estava _______ agora, se ela já estava bem. A mulher disse que a menina estava no quintal, descansando um pouco.

 Apressei-me até lá e quando cheguei, ela estava sentada no banco, olhando para as crianças brincando. Parecia ser mais cedo do que quando cheguei aqui… Será que havia se passado um dia?! Olhei para calendário na parede do hospital e sim, eu tinha apagado por um dia inteiro… 

 Fechei os olhos e respirei fundo, querendo esquecer isso e fui até ______, sentando-me ao seu lado. A menina sorriu e colocou a cabeça no meu ombro.

-Está sabendo do que me aconteceu? – Perguntou ela. – Meu rim parou de repente. Tiveram que fazer uma cirurgia de última hora, mas graças a tudo que é bom, tinha uma pessoa para doar no hall. Um golpe de sorte, não? Queria poder agradecer essa pessoa… Ela salvou a minha vida, sabe? - ______ falou, olhando para os seus pés. Dei uma risada curta, passando o braço ao redor dos seus ombros.

-De nada. – Ela olhou para cima, confusa. Olhei na direção do meu curativo e ergui um pouco a blusa, mostrando-o. ______ arregalou seus olhos e piscou várias vezes, parecendo não acreditar naquilo.

-Foi você?! – Assenti. A menina me abraçou com toda a sua força, me deixando até um pouco sem ar. Senti a maciez dos seus lábios na minha bochecha, saindo e voltando várias vezes. – Eu te amo, Yoongi. – A abracei, colocando-a quase que no meu colo, meus braços firmemente ao seu redor.

-Eu também te amo, _______. – Ela sorriu, se aconchegando nos meus braços.

-Yoongi… Eu vivo falando sobre as estrelas para você, disse até qual é a minha estrela Qual é a sua estrela? - _____ Perguntou, sorrindo um pouco e com o rosto bem próximo do meu. Abaixei um pouco meus lábios até que tocassem os seus em um beijo doce, depois beijei seu nariz e a aconcheguei mais em meus braços.

-Qual é a minha estrela?… – Fiquei um tempo em silêncio, ouvindo as nossas batidas de coração juntas como em uma música. Respirei fundo e então finalmente dei uma resposta. – É você.

N/F: Sei que isso pode parecer meloso demais, mas quem é a estrela de vocês? Cada um tem a sua, e qual é a de vocês? Já falaram o quanto a amam hoje? Agradeceram-na? Se ainda não fizeram isso, vão fazer agora mesmo! Não deixem que ela esqueça disso!

 Não sei bem porque estou nessa vibe toda, mas me aguentem hahaha, deve ter sido o imagine. Enfim, espero que tenham gostado ^^

//MinSuga

Hoje na escola, bem no cantinho da mesa, consegui ler entre borrões de caneta “i miss you”. Eu não sei quem havia escrito aquilo, mas eu consigo entendê-lo, porque eu sinto a sua falta. O tempo todo, em todo lugar, acordada ou dormindo, eu sinto sua falta. Cada partezinha de mim sente sua falta e eu já não consigo mais lidar com isso. Se eu tivesse direito a um pedido, neste exato momento, eu pediria você. Não exatamente você, mas, que tudo entre eu e você se encaixasse de uma só vez. Eu sinto sua falta, muito e muito, e a única coisa que se passa pela minha cabeça quando venho a sentir isso com toda intensidade existente em mim, é se você também sente a minha. Eu costumo me perguntar o que se passa na cabeça das pessoas mas eu queria saber, em especial, o que se passa na sua. Quando me vê passar por você ou até mesmo do outro lado do pátio. O que diabos se passa na sua cabeça? As perguntas em relação á você que antes me dilaceravam, hoje, me fazem ficar ainda mais pensativa. Eu cheguei a ouvir que “quem te esquece, nunca te amou” e dói saber que, provavelmente, você já tenha me esquecido enquanto te trago nitidamente em mente. Já não me privo de sentir tudo isso, por mais doloroso que seja. Não tem como colocar a mão por dentro e arrancar de mim, infelizmente. Então eu vou te ver passar e fingir que não, enquanto aqui dentro tudo entra em alvoroço. Vou lembrar de você ao escutar “This Girl” do Kungs vs Cookin’ on 3 Burners. Mas eu não vou te esquecer, porque eu te amei, porque eu te amo.
—  mas você não vai saber, amedrontei.
Imagine - Harry Styles

Oi gente! Esse imagine, tecnicamente, não é meu. A Fa do  maytrindex me deu a honra de continuar esse história diferente dela. Teremos continuação sim! E acho que amanhã…. Espero que gostem! Beijocas 


Neste exato momento meu celular está com 5% de bateria, e eu não estou com a mínima vontade de colocá-lo para carregar, e sei que se olhar pelo visor deve ter umas 5 ligações suas para dizer como está a nova viagem que está a fazer com esta nova estrangeira (graças não me disse e também não quis saber o nome), deve ser um nome de remédio, pelo que sei como funciona as coisas pelos lados daí.

Chegou uma carta esses dias em meu nome e estava cheia de especificações, como uma lista de desejos ou sei lá, de coisas que queria que fizesse antes de sua chegada à cidade, fiz o que era mais indicado e de minha vontade. Coloquei tudo que continha naquela carta em ordem para compra e afazeres, para acabar até o fim de semana, já que chegaria a partir da semana que sucedera a carta me avisando.

Apenas uma coisa me intrigou em uma das compras. Lírios?! Digo de novo, Lírios brancos?! E como observação estava dizendo para ela. Não, definitivamente eu não compraria as flores que confidenciei a ti ser as minhas prediletas desde que nasci. Simples, comprei rosas da Patagônia, a mesma que você deu a sua primeira amante e a todas as outras. Essa seria apenas mais uma.  

Durante sua ausência fiz tantas coisas que nem imagina.

Terminei aquela lista de desejos seus (loucos alguns, eu diria) e fui passear um pouco, coisa que nunca deixava de fazer. Tomei banho na sua banheira, que por sinal tem sais de banho com cheiro de ameixa que fiz questão de ficar para mim. Você nunca, nem se quer me deixou encostar as mãos no seu Bentley V8, mas por sinal eu dei uma voltinha pela cidade, e espero que os serviçais não deem com a língua nos dentes e me dedurem. E por essa você não esperava, sei que acha que não te conheço, mas não sou suas amantes, e sei o que há naquele quarto que ninguém nunca entrou.

A noite anterior à sua chegada foi tranquila; fui à minha cafeteria predileta e voltei rápido para casa, estava cansada e algo me incomodava, muito por sinal. Cheguei, troquei de roupa e apenas deitei na cama, vi o que precisava ser feito no dia seguinte na minha lista de coisas na caixa de e-mail, e peguei no sono logo em seguida, descansando.

Foi a melhor semana, com sua ausência. Sem dúvidas, necessito dessas suas viagens, reconheço, mas infelizmente segunda de manhã chegou e junto com ela veio você, suas enormes bagagens (deveria estar cheia de quinquilharias) e ela…

Acordei sem o despertador me chamar, mas percebi que ainda estava muito cedo. Senti de algum modo que hoje era o dia de sua chegada, e não iria demorar (umas das causas para você confiar tanto em mim, era este meu sexto sentido). Fui direto a porta do quarto e pedi alguém que preparasse o café para três pessoas, e fui tomar meu banho; infelizmente sem banheira ou sais de banho, ou eu estaria encrencada.

Entrei no banheiro e liguei o chuveiro nem vendo em qual temperatura estava, me despi e entrei no box. O contato da agua fria me fez arquear as costas instantaneamente, estava quieta e pensando, a luz que entrava pela janela fazia um contraste minucioso na minha pele, e pela mesma vi um carro estacionando na entrada.

Acabei o banho e sai ainda nua para o closet, afinal ninguém iria invadir meu quarto. Apenas coloquei um corselet marsala e roupão de seda e desci as escadas ao encontro de quem eu já estava esperando.

Olharam-me de cima a baixo, os dois. Ele já esperava, mas ela, com olhos esbugalhados. Não esperava uma mulher com aquelas vestes descendo as escadas de seu “amante”. Seu amante. Antes de todas, havia sido eu.

Cheguei até eles e dei um beijo cordial, e me apresentou a ela, dizendo se chamar Genevive (realmente não tinha nome de remédio) e estendendo a mão para um comprimento. Estava completamente assustada debaixo daquele vestido gigante, depois de me ver, já que era um pouco maior que ela, seus cabelos ruivos que davam para ver que eram pintados, e seus olhos cor de mel não enganavam ninguém, suplicavam por ajuda e eu sabia de quem ela exatamente queria.

Mostrei-lhes o caminho da varanda para o café da manhã e, enquanto andávamos, Genevive deslumbrava as paredes e decoração da casa, dei um jeito de apressar o passo e chegar ao ouvido de Harry para soprar:

- Dou uma semana. Duas, no máximo;

E ele apenas comprimiu os lábios, assentiu e correu logo em seguida segurando a cintura de Genevive, sendo cordial e cavalheiro.

Na varanda, me contaram como foram os encontros, as noites quentes dos dois durante a viagem e os lugares que viram, e Harry comentou que trouxera pequenas lembranças para mim, eu apenas concordei e terminamos o café, daquela manhã.

Descia as escadas, mais uma vez, irritada. Harry fazia questão de seus gemidos chegarem aos meus ouvidos. Em minha frente, fazia promessas e juras de amor a Genevive; só de ouvir esse nome me dá náusea. A noites eu não dormia confortavelmente, e não via hora de Harry embarcar em suas viagens para trazer mais uma. Me fazer gastar centenas de seu dinheiro para cobiça-las. Sorte a minha já ter me acostumado com isso. Sorte a minha não precisar do seu amor.

Na cozinha, a mesa já estava posta para três pessoas, mesmo cedo da manhã. Me servi de frutas, suco e ainda belisquei alguns pedaços de bolo.

Os empregados da casa andavam em silêncio, e as vezes, alguns me cumprimentavam; eu coordenava aquela casa a tanto tempo que praticamente fazia parte dela. Meu relacionamento com Harry jamais melhoraria, então, que ele ficasse com suas amantes e eu com meu serviço. Estava bom assim, então que assim continuasse.

Estava no meu último gole de café quando Harry chegou a cozinha; para me dar a melhor notícia de todas.

- Vou voltar hoje à noite para o sul da Europa. Tenho dever de deixar Genevive em casa. – Suspirei aliviada. Mais algumas semanas de descanso garantidas. – Assim que eu retornar, conversaremos sobre seus comportamentos nessa casa.

- Não entendo o motivo de tal conversa. – Dei de ombros e levei a xícara de café aos meus lábios. – Tenho feito suas vontades e ainda por cima, as dela. Meus comportamentos estão exemplares; sou uma boa menina. – Fiz bico e me retirei da mesa.

- Ah, (S/N)!  - Ele passou a mão pelos cabelos e se debruçou sobre a mesa. – Eu desisto.

Um dia eu aprendo que não adianta tentar compreender a Tua vontade. É como se esforçar para encaixar o céu num pedaço da terra. Não faz sentido, não há como acontecer.
A Sua sabedoria é infinitamente grande para caber na minha limitada mente humana. Ela se encontra nos detalhes e necessito aguçar minha percepção.
Sua voz soa nas canções que trazem paz ao meu coração. Sua presença é real quando sinto o vento balançar meus cabelos em dias de inverno. Sua luz ilumina o universo como o sol ilumina a terra nos dias mais quentes do verão. Sua voz ecoa tão forte como um trovão.
Não há nada que se compare a beleza de estar em teus braços, Pai. Não há amor que se compare ao Teu. Não há Abraço que conforte como o que sinto neste exato momento.
É tão bom ser Tua. É tão maravilhoso poder Te chamar de Pai e saber que Você corresponde o meu amor de filha.
—  Ouvir Tua Voz.
Pare de rebuscar no meu passado. Existem coisas muito sombrias lá atrás. Eu ainda não estou suficientemente preparado para compartilhar contigo toda essa dor que eu passei. A melhor decisão que você pode ter neste exato momento, é parar de rebuscar nele. Tudo tem seu devido tempo, e essa parte de mim, é uma delas..
—  Guilherme Teruel - A Primavera de Abril.
Estou olhando pra você neste exato momento, sinto que estais desmoronando, você é do tipo que não demonstra sentimentos.. Mas chega uma hora que o navio começa a rachar, se esgotar e, encher. E aos poucos está afundando.. é nessa hora que pelas rachaduras posso ver quem é você de verdade, o que você está sentindo.. O que se passa neste coraçãozinho apertado.
—  GarotoPacato
Se pudessem ouvir os seus pensamentos… neste exato
momento?
Eles ouviriam confusão. Frustração. Até mesmo um pouco de
raiva. Ouviriam as palavras de uma garota morta percorrendo
minha cabeça. Uma garota que, por alguma razão, me culpa
pelo seu suicídio.
Às vezes temos pensamentos que nem mesmo a gente entende.
Pensamentos que nem são tão verdadeiros – que não são
realmente como nos sentimos –, mas que ficam rondando
nossa cabeça porque são interessantes de pensar.
—  Os 13 Porquês.
Ele pode estar olhando as suas fotos neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz, escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape! Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ele volte. Ou não.
—  Caio Fernando Abreu.
Status/Inglês

“Be the reason someone smiles today. 😃😄” (Seja a razão do sorriso de alguém hoje)

“Making mistakes is better than faking perfections. 👊💥” (Cometer erros é melhor do que perfeições falsas)

“Love harder than any pain you’ve ever felt. 😌❤💗” (Amo mais do que qualquer dor que eu já senti)

“If you expect honesty, be honest. 🍃🔄” (Se você espera honestidade, seja honesto)

“When you forgive, you don’t change the past, you change the future. 🙏🌎” (Quando você perdoa, você não muda o passado, você muda o futuro)

“Whatever makes you mad, leave it. Whatever makes you smile, keep it.” (O que faz você ficar louco, deixe-o. O que quer que te faz sorrir, mantenha)

“Be happy at this very moment. It’s the key to every good thing.” (Seja feliz neste exato momento. É a chave para cada coisa boa)

“Stop looking at what you don’t have, and start being thankful for what you do have.” (Pare de olhar para o que você não tem, e comece a ser grato pelo que você tem)

“Be kind, be honest, be loving, be true and all of these things will come back to you.” (Seja amável, seja honesto, seja amoroso, seja verdadeiro e todas essas coisas vão voltar para você)

“Try to love yourself as much as you want someone else to… ❤💜💛” (Tente amar a si mesmo, tanto quanto você quiser alguém para…)

“Sometimes you just need to disconnect and enjoy your own company.” (Às vezes você só precisa desligar e desfrutar de sua própria companhia)

“Feelings are just visitors. Let them come and go.” (Sentimentos são apenas visitantes. Deixe-os ir e vir)

“You can’t stay mad at someone who makes you smile.” (Você não pode ficar com raiva de alguém que faz você sorrir)

“Be grateful for what you have and don’t let the little things get you down. 🙏🙌” (Seja grato pelo que você tem e não deixe que as pequenas coisas te derrubem)

“Honesty is an expensive gift, don’t expect it from cheap people. 🙏🌎” (Honestidade é um presente caro, não espere ele de pessoas baratas)

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