nem falo

você anda tão longe…

e nem digo de distância,
falo de sentimentos…

hiago gomes

engraçado como a gente fica maluco quando se agarra a um sentimento que já deveria ter acabado. eu aprendi a te reinventar e te colocar em tudo que eu vejo. eu consigo jurar já ter te visto pelo espelho do banheiro, deitado na minha cama só de cueca, mesmo sem tu nunca ter estado na minha nova casa. já conversei contigo na porta da varanda e fechei os olhos pra sentir teu abraço. sempre que me dá na telha eu faço jus a minha loucura e te chamo pra lembrar que estou com saudade e tu age na forma mais educada que existe, me dizendo também sentir. porra, da próxima vez vê se não me responde. eu vou entender. vai ser bem mais simples pra ti e eu tenho certeza que não vai me doer tanto quanto dói te ver fingindo se importar. pode ficar tranquilo tu não vai perder a pose de herói, nem de “melhor pessoa do mundo”, eu não conto pra ninguém (até porque ninguém mais consegue me ouvir falando sobre você). e eu espero, no mínimo, que tu não me coloque como vilã nessa história. eu sei que sou eu quem passo na rua e viro a cara, que não te olho direito, nem falo contigo, mas não diz que não sabia o quanto eu gostava de ti e que nem imaginava que eu te queria pra, pelo menos, o resto da minha vida. eu sou péssima em demostrar e eu já te falei isso umas mil vezes. toda fez que eu apareço do nada na tua vida é pra te mostrar que eu ainda estou aqui. tu não enxergou isso porque não faz diferença pra ti, mas pra mim qualquer detalhe é tempestade. deixo tuas gotas me afogarem como se fosse a primeira vez, como se amanhã a gente fosse resolver tudo.

perdoa o auê,
as vezes me esqueço que sou oceano.

(tua chuvinha não me enche)

sabe o que é, querida. eu não quero passar por aquele estágio lamentável onde você vê a pessoa indo embora com os teus trejeitos nos dedos, e eu nem falo de observar a silhueta saindo pela porta. é aquela ida interna. que te faz ter o clichê pensamento de - tão perto mas tão longe -

mas sabe, eu gosto de você.  não só da sua falta de jeito, mas também da covinha que forma no seu rosto quando você ri. e de como você fica sem graça quando eu fico te olhando e cutucando-a. é que você é lindo. sério. e nem falo do jeito que seu corpo encaixa bem no meu. e que corpo. ou dos olhos cansados com mais cílios que os meus. eu falo da bondade que você traz ai no peito, enquanto tenta pagar de badboy. quando você insiste nessa mania idiota de ser tão bom quando o mundo é tão cruel com você. e você nem liga. você sorri  e se desculpa porque não quer magoar ninguém. você é lindo. até quando tenta me assustar com sua cara de mau, mesmo sabendo que nunca me intimidou com isso. isso envolve até o seu jeito viril de tentar cuidar de tudo e me proteger, quando me dá bronca porque não comi direito e quando me abraça forte, tipo muralha. resistente a dor, mas meio frágil ao que me machuca. é lindo o jeito que você, assim, meio bruto e desligado me desarma inteira quando me deixa ver a beleza que você tem depois da pele.

04 de maio, 2017.

Eu sei que metade de mim é caos, e a outra metade também, mas eu preciso de você na minha vida. Tudo ​bem que nem sempre eu falo e faço a coisa certa, mais erro que acerto, que nem eu mesma me entendo, que meu emocional e psicológico nunca estão em equilíbrio. Mas eu venho tentando melhorar todos os dias, tirar toda essa negatividade de dentro de mim. Por isso eu peço, tenha paciência e não desista de mim. Eu preciso muito de você e precisarei a cada dia de nossa vida.
—  Lívia Soares.
Está acontecendo tantas coisas, já não sei mas o que penso, o que falo, nem o que faço. Estou com medo. Medo de enlouquecer, de não aguentar, medo de não ser forte o suficiente para encarar os problemas.
—  Jackelaine L. Pinto, Recitografar.
Imagine - Liam Payne

Oi, gente! O imagine de hoje vai ficar sem foto pois estou publicando do celular…. Espero que gostem! Bom, ficou mais do que confirmado que Sr. Niall Horan será nosso “sorteado” de amanhã hahahaha Beijos ❤️

- Vamos, amor, você sabe que ela não morde. - Liam disse sorrindo.
- Sei. Mas também sei que ela não é a pessoa que mais gosta de mim. - Faço um bico enorme que ele sela.
- Isso é drama de mãe. - Ele revira os olhos. - Vamos lá, juntos, para ela ver a pessoa maravilhosa que você é!
- Está bem. - Desmancho o bico, mas reviro os olhos. - Vou trocar de roupa.
- Vai lá! - Liam me solta depois de deixar um beijo na minha bochecha.
Vou para o quarto e escolho um vestidinho rodado em um tom rosa bem clarinho e coloco um casaquinho de lá preto. A temperatura em Londres estava agradável, mas nunca devíamos sair em um agasalho. O cabelo eu deixei solto, o rosto sem maquiagem e nos pés uma sapatilha preta. Com o celular na mão, caminho de volta para a sala, onde Liam me espera sentado no sofá.
- Você está linda! - Liam me dá um selinho que vira um longo beijo. - Podemos ir?
- Podemos!
Com os dedos entrelaçados, seguimos até o carro dele estacionado em frente ao prédio.
O trajeto foi curto, cerca de quinze minutos já estávamos estacionados na frente da casa de Karen, minha sogra.
A casa, não posso negar, era linda! Com a cor em azul e as janelas e porta brancas.
Tocamos a campainha e, involuntariamente, estremeci ao ouvir barulhos de passos chegando a porta. Geoff e Karen eu conhecia por foto então, quando a porta abriu e Geoff apareceu, eu sorri.
- Liam, filho. Que bom vê-lo! - Geoff abraça Liam que retribui o cumprimento.
- Pai, essa é a (S/N), minha namorada! – Geoff olha para mim e sorri prontamente, me puxando para um abraço em seguida.
- Como é bom conhecê-la, (S/N). – Ao me soltar, Geoff se afasta um pouco e desvia seu olhar de mim para Liam sorrindo com o que vê.
- Liam, é você que chegou? Geoff? É o Liam? – Em seguida Karen entra no nosso campo de visão e seu sorriso se desmancha ao meu ver.
- Oi, filho! – Karen o abraça e deixa um beijo estalado em seu rosto. Mantenho meu sorriso no rosto, mesmo depois da expressão de desgosto de Karen.
- Mãe, essa é a (S/N)! – Karen olha para mim e arqueia uma das sobrancelhas.
- Vamos todos entrar, sim?! – Liam segura minha mão e entramos juntos.
Se o lado de fora eu já achava lindo, o de dentro era encantador. Tudo em tons claros que deixava a casa com aparência clássica.
- Sua casa é lindíssima, Karen! – Digo enquanto acompanho Liam até a cozinha.
- E você está interessada nela? Assim como no meu filho? – Ela pergunta sem ao menos me olhar. Como se eu fosse a milésima pessoa que aparece interessada em Liam. E pelo tom de voz, não é o lado positivo da palavra.
- Me desculpe. – Murmuro baixo e Liam aperta minha mão.
- Mãe, qual é o problema? – Liam pergunta assim que chegamos na cozinha.
- Meu problema? Eu vou te dizer qual é o meu problema. – Karen largou o pano de prato sobre a mesa com raiva. – Ela vai ser só mais uma que vai sugar seu dinheiro até o último centavo e depois te deixara deprimido em algum canto da cidade enquanto ela vai estar gastando o dinheiro que ela roubou.
- Ela não é assim! – Liam me defende.
- E quantas vezes você já me disse isso e se arrependeu? – Karen dá uma risadinha irônica. – Quantas vezes essas menininhas não abusaram da sua fama e do seu dinheiro?
- Chega! – Geoff grita no meio do bate boca. – Olhem o que estão fazendo com a menina!
Quando ele disse isso todos os olhos viraram para mim e foi quando eu senti meu rosto molhado pelas lágrimas. Liam se assusta com meu estado, com os olhos arregalados pela gritaria e pelas incriminações feitas ao meu respeito.
- Com licença, eu vou embora! – Me solto de Liam e caminho até a porta de entrada.
Liam até me segue, mas sua mãe gritando o faz parar. Ligo para um taxista, amigo da família, e ele me busca. Em casa, nem falo com meus pais. Esperava que Liam ligasse ou perguntasse como eu estava, mas nem uma mensagem de texto. Nada.
Uma semana inteirinha se passou sem que eu tivesse notícias de Liam. Chorar era o mínimo que eu ainda poderia fazer; mas uma hora tudo passou. E, tudo que eu queria, eram respostas, afinal, nem sabia o que eu tinha feito.
Então, o sábado havia chegado novamente.
Me vesti com um jeans e camiseta para ficar em casa; onze e meia da tarde a campainha tocou e minha mãe abriu a porta.
Liam estava lá, com um boque de rosas e um sorriso tímido no rosto.
- Oi, Sra. (S/S). A (S/N) está aí? – Ela sorri e aponta para mim.
- Entre! – Minha mãe dá espaço para ele entrar.
- Com licença. – Ele caminha com passos lentos até mim, e estende o buquê. – Podemos conversar?
- Claro! – Dou de ombros, pego o buquê e caminhamos até meu quarto.
- Eu queria pedir desculpas. Nunca rica visto minha mãe agir daquela maneira, ela está bem envergonhada e também pediu para eu convidar você para almoçar lá em casa.
- Eu não sei se devo ir…. – Olho para o lado tímida.
- Vamos, por favor, de uma segunda chance a minha mãe….
- Está bem…. – Dou de ombros e calço um sapatinho. – Vamos.
- Você não vai trocar de roupa? – Ele pergunta sorrindo.
- Dessa vez não. – Sorrio e dou um beijo na bochecha dele.
Liam dirige até a casa dos pais dele e não trocamos mais nenhuma palavra. Descemos do carro e caminhamos até a porta. É Karen quem abre a porta.
- Oi, Sra. Payne! – Digo baixinho.
- Ah, querida, me desculpe! – Ela me abraça. – Eu sinto muito por isso. Liam conversou comigo, me contou mais sobre a relação de vocês; eu sinto demais por ter lhe julgado daquela maneira. Mal conhecia você e nem me dei o trabalho de fazê-lo. Você poderia me desculpar?
- Claro! – Sorrio.
- Que maravilha! – Geoff grita. – Agora vamos todos almoçar!

Se eu estou bem? Bom, quando as pessoas perguntam-me isso, costumo dizer que sim. Mas nem sempre quando falo que estou, é verdade. No fundo, eu só queria que as pessoas enxergassem mais além de um simples “estou bem”. Porque na verdade, eu não estou bem, não mesmo. Sim, eu estou muito mal. Mas eu não falo à ninguém, não perturbo ninguém com meus problemas. Mas a verdade é que as pessoas não me entendem, porque elas não sentem, elas não sabem como dói. Elas só te julgam, dizem que é drama teu. E eu já recebo muitas críticas e julgamentos, não preciso de mais. Então o que me resta é entrar na mesma rotina de sempre. Se me perguntarem como estou, digo que estou bem. Já fingi tanto, que hoje nem faz mais diferença, agora tanto faz.
—  Effectum.