neblinas

Hasta que ella se aburra de mí
Mantoi
Hasta que ella se aburra de mí

San Carlos de noche es un misterio como tus emociones,
Ladran los perros, huyen los malhechores,
Los portones de fierro esconden sus intenciones,
Pero yo miro al cielo y te quiero sin condiciones,
O bueno no es pa’ tanto, sueño con tu cuello cuando…
Despierto: Veo en cambio,
Destellos de plancton en el cenicero brillando,
En serio, puedo hallar imperios que llevan milenios esperando,
Un metro bajo el suelo al fondo de un lago en tu llanto,
O puedo rimar truenos en tu oído
Y ser un velero antiguo para llevarte conmigo
Por el seno de los buenos compañeros matutinos
Hasta un país vecino, todavía desconocido
Donde crecen zarzamoras a un lado del camino
En fin puede que cambie, no lo sé en verdad
Supongo que esta es la parte en que odio tu celular


Voy a robarte la pena a ti
Voy a bajarte una estrella hasta aquí
Voy a buscar la manera intentar por la buena
Hasta que ella se aburra de mí
Y mientras eso no suceda haré lo que pueda…
Canciones de amor tan serias como un niño cuando juega…


A aceptar lo que viene sin porfía
O mejorar la realidad con fantasía
Si encontrar un más allá y lo tuviera acá hoy día
Sentirías la eternidad ¿Dime cuanto duraría?
Ven, sabes bien que tu piel me comprende
Solo podemos ser lo que somos por suerte
Nosotros, no otros te enfoco, yo loco de a poco aprendo a conocerte
Entre flores de loto, con ojos devotos, te hice una foto el viernes
Son sonrisas que guardo en la memoria
Deprisa, lo canto si no, se borra
Si te dijera cuanto ahora (¿Ahora?)
Hola, seria harto, coma
En fin, voy a dejarlo hasta aquí no más perdona
El micrófono está grabando y ya no estoy pasando piola…


Voy a robarte la pena a ti
Voy a bajarte una estrella hasta aquí
Voy a buscar la manera intentar por la buena
Hasta que ella se aburra de mí
Y mientras eso no suceda haré lo que pueda…
Canciones de amor tan serias como un niño cuando juega…

Voy a robarte la pena a ti
Voy a bajarte una estrella hasta aquí
Voy a buscar la manera intentar por la buena
Hasta que ella se aburra de mí.

Hoje me deparei com uma palavra que achei interessante: Resiliência. Li em uma daquelas fotos fofas, com frases escritas em letras bonitinhas, no facebook. E como boa moça curiosa que sou, imediatamente, quis saber se o  significado daquela palavra era aquilo que estava na minha mente ou não. Logo, fui ao queridinho  universal. O Google, é claro. A seguinte definição foi a que encontrei: “Capacidade que um indivíduo tem, após momento de adversidade, de conseguir se adaptar ou evoluir positivamente frente à situação.” Senti afeto assim que li! Desconfio que o motivo disso seja eu ter me identificado. Sempre me considerei uma pessoa razoavelmente otimista (exagerada, às vezes, até). Persistente. Um tanto teimosa. Um outro bocado chata mas, sem sombra de dúvidas, uma pessoa que não se deixa levar pela maré ruim. Tem como melhorar, isso que importa. Paciência. Pelo menos, vou tentar ter paciência. É o que mantenho em mente. De um jeito ou de outro, passando o tempo que for, tem sido gratificante os resultados. Sigo confiando no meu Deus e lutando pelo que quero. Não importa como a situação se encontra naquele momento ou se o meu caminho me negou algumas vistas gloriosas da mãe natureza, pintando quadros de névoas e neblina, tornando tudo muito cinza no meu campo de visão. Não importa. Mesmo assim, sempre procuro aquela brechinha por trás da escuridão. Aquela que esconde a luz brilhante alaranjada e indica que, por trás dessa nuvem que está escurecendo, há um sol que vai voltar e vai brilhar radiante. A estrada fica clara e enxergo o nascer do sol, percebo os pássaros cantando mais alto, atento às surpresas boas que todo esse percurso me traz. E tudo faz sentido. E tudo vale a pena.
—  Débora Souza.
Estava sentada ali no banco da praça naquela noite fria de inverno, passavam pessoas ao meu lado, até que vi uma flor. Ela estava jogada ali no chão, todos ignoravam ela. Levantei-me e fui até ela, peguei e cheirei-a e instantaneamente sorri. Lembrei de você, do seu sorriso, seu cheiro. Olhei para o nada, nunca havia feito tanto frio naquela cidadezinha no meio do nada, mas o céu estava lindo. E pensei, aonde será que você está agora? Você se foi, eu fiquei. No mesmo banco que te via correndo todas as manhãs de sábado, você me olhava e sorria. Eu afundava no meu próprio corpo, e sempre ficava sem graça. Você era o típico cara tipinho de todas as garotas. Você tinha o que chamo de alma bonita. Sua alma era tão radiante que mesmo na neblina, quilômetros de distância de você, poderia te ver. Eu posso contar sobre todo o clichê de como eu te amei, e como você me fez descobrir o que era amar, e o quanto amar era bonito e dolorido ao mesmo tempo. Você era meu quebra-cabeças, o jogo que eu poderia jogar várias vezes,  o filme de romance nada convencional que eu assistia todos os domingos a tarde e chorava sem parar. Você era a perdição em forma de amor.
—  Kuznetsov com Anna.

baby, só queria que tu soubesse que: passou. ardeu, corroeu cada centímetro do meu peito, mas passou. a ausência preencheu todo o espaço que outrora você ocupou, não dói mais. nem nada. virou neblina rala na memória embotada.

Charlie Tango.