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Viagem na maionese vegana: Bela Gil

Só para já deixar claro: eu sou #teamBela #freeBelaGil. O choro é livre.

Na verdade e nem a conhecia porque não assisto televisão. Ai minha nossa, como sou hipster e me mantenho longe das tecnologias de manipulação das massas. Nope, muitíssimo pelo contrário, apenas acho internet mais potente em matéria de fornecimento de recreação, procrastinação, utilidades e vícios, a internet é a minha televisão. Então eu não conhecia a Bela, acabei conhecendo por meio de grupos de alimentação saudável que frequento, peguei algumas receitas, experimentei algumas e é isso.

Confesso que achei algumas situações do programa engraçadas, tipo ela servindo alimentos que as pessoas convidadas detestam (não assisti o programa, mas vi no buzzfeed) e o tal do churrasco de melancia, mas também só vi o negócio e pensei “bom, eu não faria, e olha que eu adoro experimentar as coisas”, pronto. Acho que muitas das coisas que ela compra caem naquilo de “natural gourmet” e sei que não é todo mundo que tem acesso à zona cerealista ou que consegue comprar orgânicos, infelizmente salgadinho e bolacha é barato e mata a fome e é nesse aspecto que, na minha opinião, tanto o veganismo quanto as propostas de alimentação saudável pecam: na gordofobia e no classismo. Ser uma pessoa saudável =/= ser uma pessoa magra e infelizmente comida saudável da forma com que muitas vezes se apresenta é comida gourmetizada, vai ver o preço de um suco integral de uva sem adição de açúcar e o de um néctar de uva na tetrapack. 

Aos poucos aprendem-se alguns “hacks” para a alimentação saudável fica mais barata. Xepa é um deles, tentar entrar em contato com gente que produz localmente, segurar a onda na hora de pedir uma pizza e lembrar que com o preço de uma dá pra fazer quilos de hommus, aproveitar promoções, largar mão de refrigerante e sucos enlatados, aos poucos dá se um jeito. Hoje vejo que minha alimentação quando mais próxima do que considero saudável fica até mais barata, mas exigiu sim mudança de hábitos e perder preconceitos.

Aí pra “piorar” tudo a Bela posta a foto da lancheira da Flor (a gente sabe quando a criança é filha de pai e mãe de humanas, né?) com granola caseira, banana da terra, água e batata doce. Apenas fuck yeah, rangaria fácil. Mas não, pra todo mundo isso foi um absurdo e a criança vai crescer transtornada se não tiver uma merenda regada a óleo, sódio e açúcar. Poxa, quem me dera eu ter sido criado com a possibilidade de desenvolver meu paladar para tanta variedade, não teria tanto problema em não “sentir gosto da comida” quando tem pouco sal e nem trataria a alimentação saudável como obrigação ou colocaria tranqueira como prêmio e etc. Mas enfim, as pessoas se chocam com uma criança comendo coisa boa (e gostosa, desculpa, adoro tudo que tem lá) e não produzindo lixo e acham que a infância estará destruída sem Ana Maria e Toddynho. Aí teve o negócio da cúrcuma pra escovar os dentes, que eu não experimentei mas vou dar uma chance intercalando com a pasta sim, não vejo motivos para não experimentar, o máximo vai ser achar que não rola mesmo e pronto, pasta de dente tenho de sobra aqui. A questão toda é que achei o povo muito inflamado com a Bela Gil, o que me deixou pensando sobre minha vivência com comida e o que tenho reparado: no quanto nossas ideologias estão presentes na forma com que nos alimentamos.

Como já coloquei não vou passar pano na galera de alimentação saudável e do veganismo, por nada. Vou criticar sim o quanto tem gordofobia e classismo nesses espaços. E também me irrita muito o quanto a alimentação dita saudável acaba se passando por cara, o absurdo que é pagarmos por água filtrada em garrafinhas plásticas e como é simplesmente muito, muito, muito TRISTE que tenhamos que escolher entre uma comida (dita) orgânica mais cara e outra com veneno mais barata. Pensa só, estão transformando em gourmet a escolha de comer algo sem veneno. what the hell?

(não adianta nada ter uma postura alimentar que você julgue ~mais humanista, de respeito ao mundo e ao outro, mais simples~ e achar um absurdo que essas duas sejam irmãs e ambas estejam muito felizes com seus corpos e suas vidas)

Entretanto, existe todo um recorte social presente na forma com que nos alimentamos e que faz com que a alimentação mais simples e saudável, a tal da comidinha honesta, acabe por ser desprezada e a única forma de ser validada aconteça por um jogo de marketing feroz em cima. Pensa só, é brega levar “marmita pro serviço”, mas pode ser chique caso você compre a sua numa marmiteria (???) e ela tenha design alemão e esteja em uma bolsa chique (desculpa, sou mais comprar bento bonitinha na Daiso). Vale ter restaurante temático da vovó na Vila Mariana servindo “arroz e feijão com saladinha e batata salteada” por 40 pila, mas para muitas famílias uma refeição sem carne é “coisa de pobre”. A alimentação é transpassada pelo gênero, um cara que se entope de bacon e cerveja é legal, churrascaria é de machão, o cara pode até se dar ao luxo de ficar barrigudo, é fofo, é pancinha de lumbersexual (o que, pelo que eu entendi, é a versão hetera de um negócio velho que eu conheço como “urso”). A alimentação saudável é coisa de maricas, de bichinha, vai comer alfacinho, vai comer pasto, vai comer, ui, macadamias é coisa de, veja só, frutinha. Até mesmo a alimentação saudável do monstrão deve ser pela via do “macho pra caralho” e dependendo do contexto o monstro é facilmente “tirado de viado” porque se preocupa com o corpo (coisa de metrosexual, homem que é homem não tá nem aí, tá mais é querendo ficar na academia secando macho).

A mulher que come um brigadeiro é a histérica da nossa época, a que pecou e que ousou, a doida, vai engordar. Mas tá podendo sim ser engraçada e desencanada e comer feito macho, fazer bloquete no hotdog, arrotar, desde que se mantenha no manequim 36. É um monte de “não pode” que acaba gerando um lugar virtual esquisito onde se mantém com muito esforço, porque “não pode ser a chata da dieta”, “não pode comer porcaria assim, vai engordar”, “não pode ser mala e não comer nem um pedaço de pizza”, “não pode desleixar porque o projeto verão tá aí”.

A idade também transpassa o discurso da alimentação. Se existe uma fase para se uma pessoa feliz e alienada, essa é a infância. É quando se tem direito a cair nos contos dos comerciais e a consumir o que quiser, sem pensar em estética (a menos que a criança seja gorda, aí a coisa muda MUITO de figura).

Uma das armas mais eficazes que vejo na manutenção de status quo é o escracho, o dito “humor”. Ironiza-se a alimentação que se desvia do que a mídia nos diz que devemos comer. Ouvia isso demais na minha família, onde fazendeiros pecuaristas me achavam uma pessoa mimada porque, veja só, eu não suportava o gosto das carnes. Acho que é por isso que o pessoal caçoa tanto da Bela Gil. Eu sei que ela é rica e sei que algumas coisas que ela sugere infelizmente são colocadas como caras, mas quer queira, quer não, ela nos fala sobre voltar à época do arroz com feijão, do cultivo de temperos em casa, de descobrir novos sabores mesmo que nosso paladar seja viciado. Outra coisa muito utilizada para repreender é o tal do radicalismo, facilmente as coisas são chamadas de “radicais”, “prefiro gente vegetariana porque vegana é muito radical”, “a Bela Gil é muito radical e a filha dela vai morrer sem saber qual o gosto do chocolate”… será mesmo? Dizendo como uma pessoa que já foi chamada de “radical” por não comer carne (e eu já falei que além das questões ideológicas eu não suporto o gosto? por que raios ninguém entende isso?) e dizer que é possível uma pessoa não se identificar com o gênero designado ao nascimento, eu desconfio desse discurso.

Acabei de almoçar uma tapioca com morangos, leite de coco, cacau em pó e melado de cana. Se eu tenho vontade de meter um leite moça com nescau ao invés de tudo isso? Óbvio que sim. Se um dia eu vou comer leite moça com nescau? Óbvio que sim. Porém, minha tapioca estava deliciosa, utilizei tudo o que tinha em casa, não precisei comprar mais nada, não gerei mais lixo… é óbvio que eu sei que só de existir eu gero lixo e contribuo com empresas sacanas, mas se conseguir minimizar isso eu já me sinto melhor. Quero estar mais presente comigo, com meu corpo e com o mundo onde vivo e a alimentação cada vez mais me parece um dos caminhos.

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Bela Gil, a água vegana e o radicalismo na Internet

Outro dia experimentei uma água vegana. Como uma água pode ser vegana e as outras não, se água é do reino mineral? Pelo que entendi, ela não tem microsubstâncias que poderiam ser consideradas animais, como bactérias. Água vegana. Desculpem, mas para mim isso é piada pronta.

Lembrei da água vegana por causa da atual polêmica com a Bela Gil. A apresentadora sugeriu o uso de curcuma como pasta de dente e pronto: escândalo!  Brigas! O mesmo que aconteceu quando ela postou uma foto da lancheira da filha com um lanche totalmente natureba.

O Brasil se dividiu em dois. De um lado, os “atacadores” de Bela Gil. Do outro lado, os defensores. “Ela é ridicula, curcuma, hahahaha”. “Ela fala o que ninguém queria ouvir!”. Acho que o canal GNT, que exibe o programa de Bela, poderia organizar um debate entre defensores e haters que terminaria com uma luta livre aos berros de: “exagero”,”não, você que é ignorante”. “Viva a Fanta Laranja”! “Abaixo os transgênicos!”.

O mundo se divide entre naturebas e trash food? Será que é tão simples?

Acho que não. Modesta opinião dessa blogueira: Bela Gil e seus adeptos exageram sim e muitas vezes isso é engraçado. E quem ataca também exagera, já que comer porcaria é, claro, ruim.

Eu ri muito da água vegana. E ri de algumas piadas sobre a lancheira da filha da Bela Gil e do churrasco de melancia.. Mas também não acho que ela seja patética. Acho que ela acredita no que diz, é sincera. E que algumas coisas fazem sentido, sim.

É claro que é louvável lutar contra todas as empresas que produzem alimentos tóxicos. Sim, a luta da Bela Gil é válida. Assim como o veganismo (o vegetarianismo radical, uma espécie de dieta macrobiótica dos anos 2015) também é. Mas isso é só uma opção. Ninguem é mellhor que ninguém. Será que não dá para quem concorda com Bela e quem discorda dar dedinho e fazer as pazes?

Por que tudo tem que virar uma briga de foice como se fosse o bem contra o mal em tempos de internet? Bela não é a deusa sábia. E também não é o diabo encarnado.

Será que em tempos de radicalismo perdemos aquele ponto chamado meio termo? Que a Bela fale o que quiser! E que a risada também seja liberada! Com todo respeito, claro!

i've found myself in happiness with you.

Haviam tempos desde que Orion preparou sanduíches pela última vez; quero dizer, ele vivia se alimentando de frutas e saladas e, desde que abandonara a vida escolar, não sabia o que era se afundar nessas refeições de preparo rápido. Porém, fazia belos triângulos de pão integral, maionese e alface com rodelas de tomate; alguns tinham outros ingredientes, como peito de peru ou azeitonas – sim, ele achava legal combinar coisas que geralmente seriam um desastre – e eram especialmente para sua morena, pois bem sabia que ela não se encaixava no seu dito estilo ‘natureba’ de ser e, principalmente, comer. Junto disso tinha uma garrafa de vidro com suco de laranja e alguns pedaços de bolo de cenoura com cobertura de chocolate, pois nem ele resistia à tentação, além de frutas e utensílios para a ocasião dentro de uma cesta enfeitada com flores roxas; pensava que deveria ser o suficiente para uma visita e um inusitado jantar sob as estrelas num parque qualquer, bem diferente das vezes em que fora jantar no apartamento dela e terminaram juntos e suados sobre a mesa, não que ele não pensasse em terminar assim, mas variar o local não lhe pareceu tão ruim, pelo contrário. O céu de primavera era de um belo tom azul escuro e estrelas preenchiam-no como uma obra de arte, mandara uma mensagem para Sofia dizendo que estaria junto dela em menos de trinta minutos e então tirou uma foto da bagunça de pedaços de pão, cascas de laranja e chocolate para enviar em seguida com os dizeres ‘guess what, babe?’. Se divertia usando daquele aparelho celular, pois nunca realmente dera atenção para um até conhecê-la e como o eletrônico mostrou-se indispensável, agora estava sempre mandando-lhe várias mensagens ao longo do dia; desde o pôr do sol até sobre os livros de filosofia que virava a madrugada lendo.

O rádio agora tocava Janis Joplin enquanto ele se banhava, sempre atencioso com os mínimos detalhes quando iria encontrá-la. Sofia era um verdadeiro furacão ambulante e o moreno tinha sempre de impedir a imaginação solta de envolvê-lo com lembranças das curvas da mulher, seu olhar, seu sorriso… Ou teria de passar tempo muito além do necessário naquele chuveiro. Saíra da água morna aos risos, vestindo-se com suas tradicionais peças sem nexo algum; trajava uma calça larga e de tecido fino de listras verdes e azuis, camiseta folgada branca e uma sandália típica de quem passa a maioria do tempo na praia, cheia de nós e peças coloridas, como suas pulseiras e colares. Os cabelos eram naturais, apenas curvas castanhas presas num coque sem jeito, como sabia que ela gostava e naturalmente exalava um forte perfume de amêndoas. Quando terminara de ajeitar tudo, fora de bicicleta até onde ela morava, trazendo consigo sua cesta e um sorriso no rosto, pois adorava a sensação que lhe cortava o peito ao vê-la abrindo a porta para si; adorava-a. Alguns meses atrás não tinha qualquer ligação forte com a morena, considerava suas maneiras superficiais e era necessária muita paciência quando se encontrara com ela, mas agora, ao bater a campainha do apartamento desta, sentia um sorriso natural tomando-lhe os lábios, os olhos encherem-se de um brilho quase infantil, a voz natural e bonita ao se pronunciar quando ela veio recebê-lo. “Vamos jantar a luz de estrelas hoje, babe. Espero que esteja pronta para um belo passeio… De bicicleta! E também para me encher de mimos, estive com saudades suas, sabia?” Riu baixo, fazendo um biquinho momentâneo nos lábios e escolhendo uma das flores que trazia consigo antes de entregá-la.

Saudades tuas meu bem 😔😔😔
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cafe-e-chantilly asked:

Com dinheiro sim kkk, to dizendo tipo praças ou coisas naturebas kkkk ... Sla gosto dq não posso reclamar u.u

Aí eu já não sei kk. Tem restaurante/lanchonete veg aqui? Queria sair por aí pra conhecer mais só que tenho medo de me perder kkk

Boa de garfo e adepta da cozinha natureba✌️, a Bárbara é fera em transformar grãos, frutas e verduras em pratos deliciosos de encher os olhos e dar água na boca. Mas a alma gordelícia não nega: é fã inegável de um bom prato calórico. Na cozinha não sabe se cozinha ou bebe vinho, ou se põe vinho na comida, ou se bebe vinho e cozinha e bebe a comidajdbhejsbs.. Ah, e é claro: nunca, NUNCA dispensa um bom cafézin no final das refeições :) Prazerzão pessoal, pode chamá-la de Bá! Chega mais, senta aí, fica avonts! #colherando

Assim assim natureba. Agora é produção propria sem agrotóxicos.
Alface roxa, alface crespa e salsa graúda.