nathalia dutra

Você me machucou. Você me deixou. Depois de tudo que nós vivemos, eu nunca imaginei que iríamos nos afastar tanto assim. Você costumava dizer que me amava e que eu era tudo para você, não sei como isso mudou de repente. Agora você está em todos os meus pensamentos, quando eu me deito e quando me levanto e, por mais que eu tente fugir ou esquecer, eu não consigo: você soltou a minha mão e eu caí. Você também me ajudou, me tirou de um sonho e me puxou de volta para a realidade e eu não me arrependo de nada, ao menos tento não me arrepender. Eu sofri, chorei, quase me afoguei na dor e na lástima, e agora superei, cresci. Fiz de tudo para enxugar as minhas lágrimas, espantar os meus medos, fechar a porta e não olhar mais para trás e, mesmo que essa idéia me assuste extremamente, vou viver sem você. Não vou te esquecer, você faz parte de mim, das minhas lembranças, da minha vida e sempre vai fazer, mas não posso pensar no passado, não posso hesitar. O que torna isso difícil é a ligação que nós tivemos, a ligação que me manteve respirando quando eu queria morrer, que me deixava feliz quando tudo estava desabando, e quando essa nossa conexão acabou você me disse adeus e despedaçou a melhor parte de mim. É cansativo e extenunante tentar te tirar dos meus pensamentos, acabar com o vazio que você deixou, mas é melhor: agora eu tenho uma chance real de ser feliz sem depender de ninguém.

(Nathalia Dutra)

Eu acho lindo aqueles casais em que, ironicamente, um chama o outro de tosco, bobo, idiota e essas coisas. Aqueles casais em que é muito raro você ouvir um dos dois falando que vão se amar eternamente ou que ela é o amor da vida dele e vice versa. Aqueles casais que dispensam essas demonstrações de afeto grudentas que eu não curto nem um pouco. Aqueles casais que, se você visse na rua, falaria que são apenas melhores amigos, que brigam e se xingam, mas você ve o sentimento entre eles. Acho maravilhoso aqueles casais em que o sentimento de um pelo outro é tão, mas tão grande, que eles não precisam falar isso sempre, transparece em cada olhar e cada momento.

(Nathalia Dutra)

Sabe qual é a diferença entre eu e você que está rindo de mim nesse momento? É que eu amo meu time, você torce para o seu. Percebeu a diferença? Durante o jogo todo eu evitei dizer qualquer coisa que pudesse ser negativa, eu rezei, eu gritei, eu fiquei tensa e angustiada como se minha vida fosse acabar, eu desejei a todo momento poder ser parte daquele time e fazer alguma coisa para ajudar. Eu não torci pelo meu time, eu senti. Naquele último pênalti foi como se meu coração parasse, eu estrava tremendo e não conseguia nem ficar em pé direito, eu só queria que a bola entrasse, só isso, mas não aconteceu. Por alguma razão que eu desconheço aquela bola parou na mão do goleiro e um sonho - de milhares de pessoas - foi destruído. Acabou. Confesso que me deu uma vontade imensa de chorar e gritar, de me revoltar e sei lá… Meu time tinha perdido. Mas eu levantei a cabeça porque eu sei que talvez fosse para ser assim e que no meu coração, ele venceu, e venceu com honras. Podem até falar mas eu acho que foi roubado sim, que o juiz deu muita mancada sim, mas não vou discutir isso, é normal no futebol; mas eu digo até o final que para mim, um time que fora de casa, com um jogador a menos, sem o ídolo do time e sem treinador ainda consegue jogar melhor durante toda a partida e perde apenas nos pênaltis por um deslize, e mesmo assim continua com todo o apoio da torcida o aplaudindo e gritando seu nome, esse time é um vencedor, independente do resultado. E, com títulos ou sem titulos, não amo meu time porque ele vence, amo meu time porque é MEU time. Agora pense duas vezes antes de vir me zuar e rir de mim, porque quando o meu time perde eu sei me concentrar no amor e só, eu sei superar e não deixar isso me afetar, eu sei ter calma e aguentar, porque daqui a pouco passa e todo mundo esquece. E você? Você sai por aí falando que ama seu time? Você coloca uma camiseta dele e sai na rua sem sentir vergonha? Você se entrega e continua acreditando nele? Se você respondeu não: parabéns, você acabou de perder todo o meu respeito.

(Nathalia Dutra)

Às vezes eu tenho uma vontade incontrolável de chorar, só chorar, e sabe? Eu nem ao menos sei o porquê. São dias em que tudo está bem, eu estou rindo e brincando com todos os meus amigos, não tem nada me aborrecendo e eu estou ótima, aí eu chego em casa à noite, deito na cama com a luz desligada e uma música tocando, então a dor parece que vem, assim, do nada. De repente eu lembro de tudo que já me aconteceu, eu começo a pensar em tudo e nada ao mesmo tempo, eu viajo sozinha nas minhas histórias e experiências - é quando uma lágrima escorre pelo meu rosto sem eu perceber. Me vem uma angústia tão grande que bate no peito e entra na mente, que toma todo o meu ânimo e me deixa desnorteada. É uma dor emocional, mas dói muito mais que qualquer soco. Eu só queria um jeito de me livrar de tudo isso que me atormenta e me corta por dentro, eu queria poder, só por alguns minutos, sair do meu corpo e deixar ele lá sendo dilacerado por aquela confusão de sentimentos misturados e pela primeira vez na minha vida: ficar vazia. Eu queria uma resposta, um abraço, uma ordem, qualquer coisa que fizesse parar a dor e a angústia, algo que acabasse com a sensação de não ter mais oxigênio para respirar ou força para continuar; mas como eu acabo com um choro tão involuntário, tão necessário, tão natural até, que não tem motivo nem hora para acontecer? Sinto muito sociedade, mas eu não tenho mais a vontade que eu tinha antes, minha força se foi e levou minha lucidez junto com ela e - no meio de tantas pessoas, esperanças, trágedias, sentimentos e escolhas - acho que agora só me resta respirar fundo, confiar na única pessoa que pode me ajudar, e me entregar. Ei, Deus, só peço que me proteja e cuide bem de mim ok?

(Nathalia Dutra)

Desde que surgiu a palavra Desculpa, todos se sentem no direito de me machucar. Dizer me desculpa não significa que você realmente sente muito pelo que aconteceu, não significa que você está disposto a consertar o erro e muito menos que você se importa muito com a pessoa para deixá-la ir embora. Significa que você quer que a pessoa pare de te encher o saco e esqueça o que você fez. Mas ela não vai esquecer, sabe? Ela vai pensar no que você fez à noite quando for dormir, olhando para o teto do quarto, talvez ouvindo uma música no celular, com lágrimas nos olhos. Ela vai se perguntar porque você fez aquilo, como teve coragem; e vai se confundir, achar que ela mereceu quando realmente o erro foi seu. Ela vai conversar com você no outro dia e quando você perguntar se ela está bem, porque está há muito tempo olhando para o nada, meio séria, meio triste, ela vai te dizer que está tudo bem, que ela só está pensando. Você vai olhar para o chão e dar de ombros, porque na verdade sabe que não está tudo bem, sabe no que ela está pensando, sabe a dor que ela está sentindo, mas é orgulhoso demais para se sentir culpado de verdade.

(Nathalia Dutra)

Eu não sou como você pensa. Eu não sou má com todo mundo, grossa sem motivo, revoltada, rebelde, e tudo mais. Eu não sou assim de verdade. Na verdade, eu posso ser meio louca e sem noção às vezes, mas também sou doce e meiga, trato as pessoas bem e sempre tenho aquele sorrisinho simpatia pronto para melhorar o dia de alguém. Eu gosto de ajudar as pessoas e não colocá-las para baixo. Eu sou legal, juro que sou - pelo menos, originalmente, eu sou. Mas eu tenho que ser grossa, tenho que ser revoltada, tenho que afastar as pessoas, é o meu jeito de me defender, sabe?! Eu sou obrigada a isso pelo mundo. Sou obrigada a fingir ser algo que não sou, a fingir que está tudo bem quando não está, a dizer que não sinto quando sinto demais, simplesmente porque se eu realmente me mostrar de verdade, vão pisar em mim, eu sei. E eu não quero ser pisada e magoada de novo. Eu vou te afastar, vou fazer pose de “eu sou foda, supero tudo e não me machuco” mas não vou ser inferior. Estou assim agora: vai ser tudo do meu jeito e quem quiser que aguente.

(Nathalia Dutra)

Quem nunca sofreu uma perda? Quem nunca quis com todas as forças possíveis que alguém voltasse, mas sabia que não ia acontecer? Quem nunca disse adeus tarde demais com gostinho de te quero de volta? Quem nunca foi forte na hora da separação, mas depois chorou até perder o fôlego e não conseguir falar ou respirar, porque você simplesmente não queria acreditar no primeiro momento que aquilo realmente tinha acontecido e a ficha demorou para cair? Quem nunca sofreu, seja por amor, amizade, ódio ou qualquer outro sentimento? Quem nunca sentiu como se seu mundo tivesse se despedaçado e um buraco aberto embaixo de você estava na hora te levando para um abismo eterno? Quem nunca quis gritar, mas teve que conter a dor? Quem nunca se machucou? Sabe, eu acho que isso faz parte da vida, perder alguém para se tornar mais forte. Eu aprendi que as pessoas se vão porque tem que ir e não importa a saudade, é o melhor para você. É extremamente difícil aceitar isso, mas é verdade, por pior que pareça. As pessoas te deixam para abrir espaço para outras que vão entrar na sua vida e fazê-la melhor ainda. E na hora parece que você não vai aguentar, mas aguenta, porque Deus tem algo bem melhor reservado para você, pode ter certeza disso.

(Nathalia Dutra)

Meu corpo não é perfeito. Eu não ando com confiança. Eu brigo com meus parentes e amigos. Algumas noites eu prefiro ficar sozinha em casa que sair. Eu choro por coisas idiotas. Tem dias que eu sobrevivo apenas com um sorriso forçado e uma risada falsa. Às vezes eu tento me convencer que está tudo bem quando não está. Eu não sou feia mas não sou linda. Eu não sou tão bonita na vida real como sou em fotos. À noite, algumas vezes, eu choro até dormir. Eu penso constantemente que não sou boa o bastante. Eu sou imperfeita, mas sou perfeitameunte eu

“Que tipo de garota você é?” Eu? Eu sou daquelas que quando fica estressada fecha a cara e é grossa com todo mundo. Que quando tá animada começa a dançar no meio da rua sem música como se tivesse em uma festa e nem se importa com as pessoas olhando. Que quando está triste sorri o tempo todo e não demonstra isso para ninguém, mas chora na cama sozinha no final do dia. Que, quando está com os amigos, se solta totalmente e esquece os padrões. Que não segue os próprios conselhos, mesmo sabendo que deveria. Que faz tudo errado, é desastrada, desleixada, preguiçosa e, bem, a lista é longa. Que se apega muito rápido e por isso é machucada muito fácil, mas não quer mudar. Que senta no fundo, conversa a aula toda, é o terror dos professores, mas tira nota boa porque se esforça - ou porque tem aquela sorte foda né -. Que faz imitações, conta piadas idiotas, ri o tempo todo e é tachada como louca, e até gosta disso. Que sabe ser meiga e ingênua mas também sabe ser chata e vingativa quando quer. Que aprendeu que tem que fazer o que quiser sem ligar para mais nada, sem arrependimentos. Que vive e registra e aproveita e materializa cada minuto porque sabe que um dia tudo vai acabar e quer ter certeza de que aproveitou o que podia aproveitar, chorou o que podia chorar, viveu o que podia viver. E aí, e você? Que tipo de garota você é?

(Nathalia Dutra)

Eu odeio não ter o controle de tudo. Eu odeio me sentir desse jeito. Eu sempre gostei de saber tudo que está acontecendo a minha volta e das responsabilidades, eu lidava bem com isso. Eu sempre gostei de ser superior. Aí você vem e confunde tudo o que eu estou sentindo, me deixa totalmente perdida e carente. Você me faz sentir ciúme, necessidade, amor até, e eu odeio isso. Eu odeio saber que você tem um poder tão grande sobre mim e que, não importa o que você faça ou como você aja comigo, eu vou atrás de você e vou te perdoar, vou fazer de tudo só para tentar ter você só para mim. Eu odeio tudo isso em você, mas eu não posso evitar. É mais fácil te odiar e amar ao mesmo tempo do que tentar te esquecer. Você se tornou uma parte muito grande de mim.

(Nathalia Dutra)

Eu estou com medo. Na verdade, estou apavorada. Minha vida passou tão devagar e agora parece que, da noite para o dia, estão querendo que eu decida cada movimento que farei pelos próximos anos e isso me assusta. Sempre fui muito espontânea e não penso antes de fazer as coisas, então é horrível para mim fazer planos. Me sinto limitada e fraca. Eu não sei o que responder quando me perguntam o que eu quero fazer “quando crescer”. Poxa, eu não sei nem o que eu quero fazer na sexta à noite! Eu queria ter controle sobre o meu futuro como pensam que tenho, juro que queria, mas não consigo planejar nada. A questão é que eu sei do que eu gosto, sei as minhas alternativas, mas todos são muito contraditórios - isso me irrita profundamente. Dizem que essa decisão é minha e de mais ninguém, mas quando digo que quero fazer dança, estudar música, moda ou ser escritora, só o que eu ganho é um sonoro e uníssono não. Ninguém tem fé em mim. Ninguém acredita que eu realmente tenho talento e que posso ter sucesso e dinheiro em qualquer área que eu escolher. Eles querem que eu tome uma decisão, mas não me deixam tomá-la. Epere aí! A decisão era minha até uns minutos atrás, antes de eu falar o que queria, não é? Quem vai ter que arcar com as consequências disso sou eu, quem vai ter que fazer aquilo pelo resto da vida sou eu, quem vai ter que sentir o peso daquilo sempre sou só eu, então me deixem. Na hora de morrer, sou eu quem tem que morrer por mim, então me deixa viver a minha vida do meu jeito.

(Nathalia Dutra)

Hoje eu me peguei pensando em você e tudo que você já foi para mim. Pensei no que você representava na minha vida, pensei em tudo que a gente tinha, pensei em nós. Pensei em quanto tempo faz que eu não sinto tudo isso. Quer dizer, quanto tempo faz que eu não me arrepio ao falar com uma pessoa? Que eu não fico o dia todo esperando qualquer oportunidade para poder falar com alguém? Que eu não sorrio só ao ver um sorriso ou choro só ao ver uma lágrima? Quanto tempo faz que eu não amo alguém? Pois é, hoje eu pensei que você foi a única pessoa que virou todo o meu mundo de cabeça para baixo. E eu gostei disso. Porque não importava o quanto doía, não importava o que você fizesse; eu estava feliz só de te ter por perto. Pensei na mania irritante que você tinha de, no meio de uma briga, olhar nos meus olhos e falar que eu era sua; e aí pronto, já não tinha mais briga. Pensei naquele jeitinho que você tinha de me fazer rir quando eu dizia que eu não estava bem, e você olhava com ironia para mim e com um sorrisinho malicioso dizia “vem cá que eu te faço ficar bem”. Você não era meu namorado, mas você também não era só meu melhor amigo, você era algo mais que isso. Você era meu. Hoje eu pensei que eu queria poder lembrar de tudo isso sem ter que lembrar também que tudo isso é passado. Eu queria que você estivesse aqui.

(Nathalia Dutra)

Um homem entra em um hotel e vai para o balcão fazer o check-in. O homem do balcão lhe entrega as chaves e diz: “Não vá até seu quarto vizinho, aquele que não tem número.” Então o hóspede vai ao seu quarto e deita em sua cama.

Na noite seguinte no hotel, o hóspede fica intrigado sobre o quarto vizinho sem número. Ele então vai em silêncio até o quarto sem número ao lado e tenta abrir a porta. Está trancada. Então ele resolve olhar pela fechadura: tudo que vê é uma garota normal sentada no canto do quarto, com o olhar fixo na parede. Ele quis bater só por curiosidade, mas decidiu não fazer isso. Um pouco assustado, ele volta ao seu quarto e vai dormir, intrigado.

No dia seguinte ele volta ao quarto e olha novamente pela fechadura. Desta vez vem o espanto… Está tudo vermelho! O hóspede pensou:“ Talvez os hóspedes do quarto tenham notado minha presença ontem e resolveram tapar a fechadura com algo.” Foi quando o hóspede resolveu consultar o balconista do hotel e ele de pronto perguntou:

“- Você olhou pela fechadura, não é?”

“- Sim…”

“- Pois então terei que te contar a história daquele quarto.” - O hóspede fica um pouco nervoso com o tom de voz do balconista, mas decide ouvir a história. Então o homem começa a falar:

“- Há muito tempo atrás um homem assassinou sua esposa naquele quarto. Ainda hoje acredita-se que o fantasma da mulher assombra aquele quarto, e tudo que se vê é apenas uma mulher comum, sem nada mais, exceto por uma coisa: os olhos dela são vermelhos.”

(Por @SentimentosDoS2)

Não existe um meio termo? Onde eu olho vejo quatro tipos de garotas: as que tem bastante amigos, são populares, riem o dia todo e fingem que não sentem dor; as que se isolam por achar que não se encaixam em nada, que não tem amigos, agem como se não ligassem para isso e fingem que não sentem dor; as que querem algum tipo de atenção então se dizem as independentes e sinceras, falam o que pensam, dizem que não ligam em perder um amigo e fingem que não sentem dor; e as que tem amigos, tem a atenção que precisam, mas não se apegam facilmente às pessoas, acabam se isolando também, e fingem que não sentem dor. Poxa, qual é o problema das adolescentes ultimamente? Mostrar sua dor, compartilhá-la com quem você confia e às vezes chorar não é ruim nem quer dizer que você é fraca. Na verdade, quer dizer que você foi forte por muito tempo.

(Nathalia Dutra)