nade em

morada

pergunte-me meu endereço,
depois reclame que não sei descrever as paredes da casa.
fale que não tenho abrigo,
que estou sempre molhada
de tempestades
atormente-me,
diga-me que meu verão não da colheita, que estou sempre passando fome.
perceba as estacoes nas arvores
e pergunte porque durmo em bancos de parque.
nade em mar aberto,
e me coloque dentro de garrafas
só pra ver eu nadar ate a costa,
esperniando junto as ondas.
mas veja eu, 6 meses depois,
crescer.
um metro e oitenta de alma
agarro nas barras da cela de meu pássaro azul,
talvez abrir as costelas e expôr o viveiro
manifeste morada
e traga ser humano,
pra eu acampar