na ordem

O que te torna feliz ou triste? Você já se perguntou isso de maneira muito íntima e autêntica?  É o que você tem? O que és? O que sabes? O lugar que esta ocupando no mundo? Não, definitivamente não. Vou repetir pra você, não! A maneira como você enxerga as coisas é que faz toda diferença, por isso é preciso fugir das idealizações que criamos numa ordem de “como as coisas deveriam ser” para que encontremos melhores satisfações na ordem “as coisas são o que são e isso é suficiente pra mim”. Tudo esta disponível no mundo, mas as coisas são o que elas são, as pessoas também, elas não deixam de ser o que são só porque você fabula algo sobre elas para que só então você possa se auto satisfazer. Não, não é assim e no fundo você sabe disso. Faz o seguinte, interrompa esse sofrimento parando de desejar coisas que não são possíveis, por enquanto. Participe, se envolva, assimile o que pode ser absorvido pro momento, e progrida em escalas sutis de desenvolvimento, porem com sensatez e muita consciência sobre os seus limites. Existe tanta coisa boa no mundo, e principalmente no social que você vive, mesmo que você não dê valor a isso, mesmo que você não tenha uma luz de percepção sobre isso. Viva o possível e tudo que essas possibilidades alcançáveis lhe oferecem e se surpreenda com tudo que ha de bom que antes você não valorizava, pois estava imobilizado por ideias e desejos de “deveriam ser”, “poderiam ser assim”, “ahh se fosse assim”, “eu queria que”. O segredo esta na simplicidade, de ser simples, de ser espontâneo e transparente com as próprios desejos e pensamentos. Boa sorte pra você, boa sorte pra nós.
—  Ronaldo Antunes

relacionamentos de papel

algumas interações seguem um padrão tão intenso, que é difícil saber quem está com quem. o seu “bom dia/como vai?” é igual pra todas os vinte amigos que você tem e isso deixa tudo meio alinhado.
às vezes o “como vai?” vira “dormiu bem?” e a partir daí você pode fracassar e cair no padrão relacionamento de papel.

todo dia as mesmas perguntas
as mesmas respostas
na mesma ordem
na mesma intensidade
com o mesmo sentimento

ninguém fala de política
religião
ou futebol

tudo gira em torno de questões corriqueiras
ou inexistentes

não dói o adeus
não anima o oi
é só mais uma coisinha do dia
mais um intervalo de dores

eu e você somos papel
sabemos disso
e continuamos no “dormiu bem?”

Meu nome é Matheus Lopes (@matheuslopesx) e estou traduzindo os tweets do Manuel Bartual para português para compartilhar com quem não lê espanhol. Aparentemente ele acabou de contar a história e era tudo ficção.

Twitter dele: https://twitter.com/ManuelBartual


21 de agosto

Estou de férias há alguns dias, em um hotel perto da praia. Estava tudo bem até que começaram a acontecer coisas estranhas.

Esta tarde estava lendo na varanda do meu quarto quando ouvi a porta se abrindo. E nesta viagem vim sozinho.

Primeiro pensei no normal desses casos, que era alguém do serviço de quarto. Já aconteceu outras vezes. Hoje pelo menos eu estava de calça. Mas não: quando entrei no quarto, encontrei um homem alto e magro, muito nervoso, andando de um lado para o outro.

Me assustei um pouco. Se movia rápido, parecia observar o quarto, ou buscar algo, não sei. Falei com ele e ele me olhou. Assim passou um pouco o susto, porque quando nos olhamos ele não me pareceu agressivo, mas bem desorientado. Era um olhar triste.

Me aproximei dele e ele me segurou forte por um braço. Começou a falar, muito rápido, sem piscar os olhos, mas eu não entendia nada. No começo pareceu um idioma que eu não conseguia entender, mas em seguida comecei a reconhecer palavras. Era espanhol, mas completamente fora de ordem. Algumas frases começavam com as palavras no lugar, mas rapidamente se deslocavam. Como um Yoda a mil por hora, se atropelando ao falar.

Tentei acalmá-lo, mas não adiantou muito. Gritou algo, se virou e antes de ir percebi que ele carregava um cartão como o que eu uso para entrar no quarto. Um cartão como este.

Fechei a tranca da porta e me sentei no sofá por um momento. Na mesma hora escondi as coisas de valor e fui à recepção. Me explicaram que é raro, mas não impossível. Cada vez que um hóspede deixa o hotel, resetam o acesso do quarto, mas talvez quem se encarregou de fazer o check out esqueceu dessa parte do processo. Estou supondo que foi isso mesmo, um cliente do hotel.

Descrevi sua aparência, mas não tinha nenhuma característica que o destacasse. Alto, magro, cabelo curto, meio queimado de sol. A moça que estava me atendendo falou para eu me virar, que ele estava atrás de mim. Metade dos que estavam na recepção se encaixava na descrição. Rimos um pouco.

Para nos assegurarmos de que isso não aconteceria novamente, trocou o cartão e resetou o acesso ao meu quarto. E aqui fiquei desde então. Mas isso não é a única coisa estranha que me aconteceu hoje. Também perdi esta camiseta.

22 de agosto

Desci para tomar café da manhã no hotel e acabei de passar pelo homem alto. Está sentado aqui, tomando café em outra mesa. Ao passar ao lado dele, me cumprimentou e se desculpou. Desta vez o entendi porque ele falou tranquilo, colocando cada palavra no lugar. Disse que entrou no meu quarto por engano, que está hospedado em outro deste mesmo hotel e que se desculpava pelo susto.

“Não se preocupe, está tudo bem” repetiu várias vezes com um sorriso no rosto que não poderia ser mais falso. Enfim, não sei. Quase me fez me sentir pior agora do que ontem quando entrou no meu quarto enlouquecido. Ontem pelo menos parecia uma pessoa. Hoje parece um robô. Vou tratar de tirar uma foto. Aqui, é este.

Passei a manhã fora. Ao voltar encontrei com o quarto aberto e isto no chão do banheiro.

É um lápis preto usado.

Não é meu, não trouxe nenhum lápis comigo. Revistei o quarto, mas não encontrei nada mais que não seja meu, nem nada sumiu. Em qualquer outro momento eu teria imaginado que quem estava limpando o quarto o deixou cair, mas depois de ontem não sei o que pensar. Esclarecendo porque vocês me perguntaram: o lápis não é meu nem é como os que eu uso geralmente. Vou dar uma volta.

Não sei se comecei a ficar um pouco influenciado pelo que aconteceu ontem, mas esta tarde voltou a acontecer algo um pouco estranho. Estava passeando pela praia e acabei caminhando até o final desta passarela. 

Não é muito longe da areia, mas a vida desta parte que adentra o mar é legal. Costuma encher de gente tirando fotos. 

Fiquei um momento, quando me virei vi isso.

Não dá pra ver muito bem por conta da luz, mas à direita está o homem alto junto a outro homem. Não sei quanto tempo ficaram ali em pé, mas juro que estavam ali quietos, me observando. São estes dois.

Comecei a caminhar na direção deles e no mesmo momento se viraram e começaram a caminhar para a orla. Tratei de segui-los, mas com o sol no meu rosto e a quantidade de pessoas, ao chegar na orla não consegui ver aonde tinham ido. Mas isso não foi o mais estranho. O mais estranho foi que o homem que acompanhava o homem alto estava vestindo a camiseta que perdi ontem.

23 de agosto

Para os que estão preocupados comigo: continuo vivo!

Ontem voltei ao hotel e pedi algo para jantar no quarto. Fiquei por aqui desde então, lendo e vendo alguns filmes. Tenho pensado e creio que me exaltei um pouco. Com certeza há uma explicação lógica para tudo isto. Na verdade pode ser que os dois homens que vi ontem não eram o mesmo que entrou no meu quarto nem um com minha camiseta perdida. O sol estava na minha cara quando os vi, então não sei. Talvez tenha visto o que eu quis ver. Vou à praia nadar um pouco, ver se me distraio.

Aconteceu algo. Estava nadando e ao sair vi alguém sentado na areia com a camiseta que tinha desaparecido. Creio que é o mesmo homem que me observava ontem na passarela junto com o homem alto. Desta vez não parecia estar me observando. Estava sentando longe de mim, olhando para o mar. Eu deixei o celular no hotel antes de sair, então pensei no que fazer: se voltaria para pegar o celular, vigiá-lo ou sei lá.

Acabei voltando ao hotel. Não parecia que ia sair dali e o hotel fica perto da praia. Quero documentar tudo isto. Quando voltei com o celular ele já não estava lá. Por sorte, a zona turística não é muito grande. Dei umas voltas e acabei o encontrando sentado em um bar. Tirei estas duas fotos.

Vou ficar aqui perto, tomando cuidado para ele não me ver. Ele acabou de pedir algo a um garçom.

Trouxeram um hambúrguer e um refresco. Ou um vinho de verão, algo assim. Continuo aqui, debaixo de uma árvore, fora de vista. Acabou de comer. Pagou. Acabou de sair do bar. Estou o seguindo. Acabou de entrar no supermercado.

Ok, AGORA SIM ESTOU SURTANDO. Esse cara é IDÊNTICO A MIM.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/900343908705517568

A vocês que me conhecem pessoalmente: é coisa minha ou vocês também o acham parecido?

O perdi de vista ao sair. Estou procurando. Não o encontro. Creio que devo voltar ao hotel. Deixo aqui uma foto minha para que possam comparar.

Estou no meu quarto. Não sei o que pensar de tudo isto. Mesmo que pareça incrível, há algo que me inquieta mais do que ter encontrado alguém idêntico a mim.

Esta zona turística é pequena e realmente há pouco o que fazer nela. Uma praia, hotéis, casas e alguns bares e supermercados. Suponho que esse é o encanto. Um lugar para se visitar para não fazer nada durante uns dias. É justamente o que eu buscava quando vim aqui. O outro Manuel, por assim dizer, estava descansando de frente para o mar, comendo um hambúrguer e logo comprando água. Mesmo pensando que aqui é pequeno e a oferta é limitada… Qual é a probabilidade dele ter feito exatamente o mesmo que eu fiz ao chegar aqui, no primeiro dia, na mesma ordem e nos mesmos lugares?

Quase me caguei agora há pouco. Continuo sem saber quem deixou o lápis no banheiro, mas pelo menos já sei o que ele fazia ali. Melhor que vocês vejam com seus próprios olhos.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/900449501147783169

“ESTÁ. EM. PERIGO.”

Acho que eu teria caído na gargalhada ao ver isto se não fosse prova de que alguém esteve no meu banheiro. Se bem que se parando pra pensar, se alguém queria me deixar uma mensagem e não quisesse que ninguém mais visse além de mim, que lugar melhor do que este? E tem mais. Continuei desenrolando e encontrei tudo isto.

Tentei colocar mais ou menos na ordem em que encontrei, mas dá pra ver que não tem muito sentido. Lembrei em seguida de como falava o homem alto quando o entrou no meu quarto, o que me faz pensar que isto foi escrito por ele. Vou tentar ordenar as palavras e ver se consigo dar algum sentido a este enigma.

24 de agosto

Obrigado a todos que me escreveram à noite em público e em particular para me ajudar a decifrar essa mensagem. Foi muita gente! Alguma frase pode estar fora do lugar, mas acredito que isto é mais ou menos o que diz:

“Está em perigo. Já não tenho solução, mas você pode se salvar. Encontre o outro quarto e fique nele. Não é uma brincadeira.”

Não vou mentir para vocês: esta noite não dormi muito bem por conta de tudo isto. Mesmo que a mensagem avise justamente o contrário, estou achando que alguém está fazendo algum tipo de brincadeira muito elaborada. E ainda que seja sério, o que posso fazer? Tenho olhando a planta do hotel que fica colada na minha porta, e se não me falham as contas, este hotel tem 192 quartos. Sem contar o meu, qual desses 191 quartos é “o outro quarto”? E mesmo que eu saiba, como entro nele?

Passo a manhã pensando na mensagem, e se isto é sério, não me parece viagem pensar que na verdade há dois homens altos. O homem alto 1 seria o que entrou no meu quarto na segunda e me deixou a mensagem. O homem alto 2 seria o que encontrei tomando café da manhã e me observava na passarela acompanhado do outro Manuel.

Isto explicaria a diferença de comportamento entre as duas vezes em que falei com ele, primeiro no meu quarto e depois no café. Foi algo muito forte. O homem alto 1 estava nervosíssimo, o homem alto 2 parecia uma pessoa completamente diferente. Tão tranquilo e repetindo tantas vezes que tudo estava bem que fiquei nervoso de falar com ele. O que já não sei explicar é por que há dois e por que são idênticos. Mas claro, também está andando por aí um cara idêntico a mim. Também me preocupa o estado em que o homem alto 1 apareceu no meu quarto, tão nervoso, tão fora de si.

Se o seu “já não tem solução” mas o meu pode ser salvo, isso quer dizer que o aconteceu com ele pode acontecer comigo? Estou ficando agoniado. Sairei para dar uma volta.

Alguns de vocês comentaram que talvez “o outro quarto” seja um com o mesmo número que o meu neste mesmo hotel. Não havia pensando nisso. Me pareceu estranho haver dois quartos com o mesmo número, mas a essa altura é melhor não descartar nada. Vou procurar no hotel inteiro. O meu quarto é o 328.

Aos que me perguntaram como é possível que eu esteja hospedado no quarto 328 se o hotel tem 192 quartos: procurei no hotel inteiro mas não vi nenhum outro quarto 328. Também pensei que talvez “o outro quarto” seja um que tenha os números 328 mas em ordem diferente. Teria certo sentido. A única outra combinação de 328 que deu resultado em um quarto que existe neste hotel é 238. Tentei ligar para o telefone desse outro quarto pelo meu. Uma mulher atendeu falando em alemão. No fundo dava pra ouvir duas crianças. Acredito que “o outro quarto” deve ser outra coisa. Vou descansar um pouco. Estou cansado. De noite não dormi muito bem.

Acabei de acordar de uma sesta. Tive um sonho muito estranho. Caía no mar, não sei muito bem de que parte, e ao chegar na orla começava a caminhar até o meu hotel.

Ao chegar no meu quarto entrava nele e encontrava ali alguém idêntico a mim. Então saía e caminhava até minha casa. Isto é impossível porque levaria dias para chegar, até porque há um mar entre os dois. Mas bem, você sabe como funcionam os sonhos. Quando chegava em casa, entrava e Manuel Bartual estava ali. Descia para ir a um bar e outro Manuel Bartural estava tomando algo neste mesmo bar. Isto me irritava especialmente porque eu desço para tomar café todos os dias neste bar. A situação se repetia várias vezes, fosse onde fosse, e ao final, muito agoniado, decidia pegar o telefone e ligar para mim mesmo. E então escutava Chiquito de la Calzada do outro lado da linha me dizendo “A coisa está muito feia!”.

E bom, menos mal, porque o sonho estava sendo uma autêntica agonia. Imagino que Chiquito apareceu no sonho porque vi esse mesmo GIF enquanto olhava o Twitter antes de pegar no sono. Acho que vou passar o resto da tarde no meu quarto.

Acho que voltei a ver o outro Manuel. A varanda do meu quarto tem vista para uma das piscinas do hotel e uma das ruas que o cercam. Acredito que estava ali, de pé, na rua. Olhando na direção da minha varanda. Entrei para pegar o celular para tirar uma foto, mas a foto estava vazia quando saí. Ele estava ali, perto do carro vermelho.

Droga, acabei de vê-lo outra vez. Está dentro do hotel, perto da piscina. Apaguei as luzes do quarto para gravar este vídeo. Espero que não tenha me visto.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/900820857274159104

Estou ligando para a recepção para avisar que há alguém suspeito perto da piscina. Que enviem alguém para comprovar, por favor.

Merda, não está mais lá.

Droga, que mal estar. Me arrepiei todo. Droga droga droga. Acabei de me assegurar de que o aceso ao quarto desde a varanda está bem cercado e fechei a tranca da porta. É a última vez que viajo sozinho.

DROGA QUE SUSTO. Acabaram de me ligar da recepção. O meu coração quase saiu pela boca quando o telefone tocou. Disseram que passaram pela piscina mas não viram ninguém. Disse a eles que quando liguei tinha alguém lá sim. Acho que vou descer e mostrar o vídeo a eles.

Estou de novo no meu quarto. Mesmo insistindo, na recepção não deram muita importância ao vídeo. Dizem que com certeza é alguém encarregado da piscina colocando cloro. Ou um hóspede passeando. Que não me preocupe. Sei que no vídeo não dá pra ver muito bem se está de frente ou de costas, mas juro que esse cara estava olhando na direção do meu quarto.

Se isto é uma brincadeira e quem está fazendo está lendo isto, que pare já, por favor…

25 de agosto

Continuo por aqui. Muito obrigado a todos que estão me escrevendo, tanto em público quanto em particular. É impossível parar agora para respondê-los, mas tento ler todos. Obrigado. Me sinto muito acompanhado.

Esta noite custei a cair no sono, então tenho pensado muito em tudo isto. Acredito que já tá na hora disso parar. Não sei se o que está acontecendo é real, perigoso ou se só é uma brincadeira, mas seja como for tenho que descobrir o que está acontecendo aqui. Chega de ficar nesse quarto. Vou sair e não vou parar até encontrar o outro Manuel ou o homem alto. E quando encontrar, encararei os dois para que me expliquem por que estão me seguindo. Vou chegar ao fundo desta história. Mas antes vou descer para tomar café da manhã;

Acabei de descobrir algo. Estava dando uma volta pela praia e logo percorri a área inteira. Estou em uma área turística construída dos dois lados de uma estrada, cercada por umas montanhas e uma praia. De extremo a extremo da área turística, andando pela estrada, devem ter uns 3 quilômetros. Meu hotel está em um dos extremos, praticamente onde acaba (ou começa) a área. É este. 

Hoje caminhei até o outro extremo e do outro lado da estrada encontrei este outro.

É um hotel idêntico ao meu. Se em vez de extremos opostos estivessem frente a frente, um poderia parecer o reflexo do outro. Coloco aqui as duas fotos juntas para que possam comparar. Primeiro meu hotel e depois o outro.

Talvez se trate de dois hotéis da mesma rede hoteleira, embora parece que o meu não pertence a nenhuma. Estou de frente ao outro hotel. Vou tentar perguntar.

Tudo tem sido muito estranho. Estava falando com uma mulher que me atendeu na recepção. Foi muito amável, mas também muito fria. Me lembrou muito como o homem alto 2 se comportou quando passei por ele no café da manhã. Estava praticamente igual. Quase como se alguém, ou algo, estivesse o forçando a parecer humano

Insisti muito, porque não conseguia que me desse uma resposta clara. Foram muitos sorrisos e “não se preocupe, está tudo bem”. Por mais que eu lhe perguntasse sobre as similaridades entre seu hotel e o outro em que estou hospedado, isto era tudo o que ela me respondia. Vou voltar ao meu hotel e fazer as mesmas perguntas na recepção.

Estava falando com os empregados que estão na recepção do meu hotel neste momento. Disseram que não sabem da existência de outro hotel idêntico a este na mesma região. Pedi que me acompanhem para mostrar-lhes. Me olharam com uma cara esquisita e disseram que agora não podiam. Que eu voltasse mais tarde. Acredito que não me levaram a sério. Não vou culpá-los. Certamente já me conhecem como “o cara louco das histórias” ou algo desse tipo. É o que eu pensaria de mim se fosse um deles. Enfim, não sei. Para mim está claro depois desta descoberta que “o outro quarto” deve ser o 328 do outro hotel. Ou pelo menos, me parece a explicação mais lógica agora. Vou lá, mas não quero me precipitar. Antes vou pensar muito bem no que fazer quando chegar no outro quarto.

Muitos estão me perguntando por que não esqueço tudo isto e volto para casa. Basicamente é porque me conheço. Preciso saber o que está acontecendo aqui ou acabarei ficando obcecado com este assunto mais do que estou agora. Estou em um bar no meu hotel. Acredito que o mais sensato vai ser afrontar isto com serenidade. Irei ao outro quarto e chamei na porta. 

Se houver alguém e abrirem, falarei com quem seja que estiver lá. Pedirei que me explique o que está acontecendo. E se não houver ninguém, tenho o cartão que abre a porta do meu quarto. Como muitos disseram, talvez sirva para abrir o quarto 328 desse outro hotel. Se isto acontecer e entrar sozinho no quarto já não sei muito bem o que farei lá dentro. Mas talvez assim descubra por que tenho de ir lá. Agora só me falta reunir coragem para fazer tudo isto. Asseguro vocês que não é fácil. Vou pedir outra cerveja. Ok, vou para lá. Minhas pernas tremem, mas vou lá.

Estou na porta do outro hotel. Vou entrar. Acabei de passar pelo hall. Está tudo justamente ao inverso do meu hotel. Esta piscina também fica aqui no meu, mas à direita.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901173335433912321

Esta é a outra piscina, idêntica a que dá pra ver do meu quarto no outro hotel, mas inversa.

Para chegar ao meu quarto deve ser por aqui subindo umas escadas que há no final.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901174990678237184

MEU CORAÇÃO ESTÁ A MIL POR HORA.

DROGA.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901177970576019458

DROGADROGADROGA.

Estou voltando ao meu hotel. Depois conto.

Entrei no quarto, isso vocês viram. Perdi a cabeça porque antes de usar o cartão queria tentar chamar, mas enfim. Tanto faz. A questão é que está funcionando. O cartão que abre meu quarto 328 também abre o outro quarto 328. Procurei o interruptor mas não achei. Por estar tudo ao contrário me desorientei um pouco. Então ouvi algo que parecia uma respiração no fundo. Não sei se dá pra escutar no vídeo, estou escrevendo enquanto ando. Perguntei “Olá?”, como ouviram, e então acenderam uma luz. AÍ ME CAGUEI DE MEDO.

Saí correndo e o que aconteceu depois que o vídeo parou foi o seguinte: me virei ao chegar no fim do corredor e o outro Manuel estava ali, de pé, abaixo da marcação da porta do quarto. Me olhando. Parecia verdadeiramente estar com raiva. Começou a correr na minha direção e meti o pé. Me seguiu por todo o hotel até chegar ao hall. Saí do hotel e ali me virei. Ele estava parado no meio do hall, me olhando, raivoso.

Continuei correndo para o meu hotel, mas em outro ritmo porque vi que ele não me seguia mais. Por isso e porque estou em uma forma física de dar pena. Droga, não sei como não me alcançou antes de chegar ao hall. Se sair vivo dessa prometo que entro na academia. 

Estou de novo no meu quarto. Não consigo superar isso. Meu voo de volta está marcado para segunda, mas vou tentar trocá-lo ou comprar outro para amanhã mesmo. Nunca vou tirar essa história da cabeça. Estou começando a me preocupar com a minha vida. Comprei um voo de volta para amanhã às 8 da manhã, Estou fazendo as malas.

Li alguns de vocês comentando a respeito da minha decisão de voltar para casa. Entendo que os decepcione por não seguir adiante com isto, mas por favor, se coloquem no meu lugar. Estou realmente assustado. Olhei os horários do ônibus que tenho que pegar para chegar ao aeroporto e mesmo se pegar o próximo chegarei em cima da hora. 

Acabei de fazer check out no hotel. Pedi que chamem um táxi.

Estou no táxi. Não vou demorar muito para chegar ao aeroporto. 

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901233978740486146

Terei que passar a noite lá até que a hora do voo, mas é melhor do que passar a noite no hotel. Estou levando tudo comigo, menos a camiseta que perdi. O outro Manuel ainda a estava vestindo quando me perseguia. Só de escrever isso já fico arrepiado. Também estou levando o lápis que encontrei no hotel. Tenho carregado ele o tempo todo. Comecei a vê-lo como um amuleto.

Eu queria ter entendido o homem alto 1 quando apareceu no meu quarto. Tenho a sensação de que se tivesse sido assim nada disso teria acontecido. E também está claro para mim que ele fez tudo o que podia para me avisar do perigo. Penso muito nele.

Merda, acabei de perceber uma coisa.

26 de agosto

Estou no aeroporto.

À noite fiquei sem bateria no taxi e não encontrei uma tomada para carregar o celular até que cheguei no portão de embarque. Sumi depois de dizer que tinha me dado conta de uma coisa. Esqueci um pão doce que comprei para tomar café no hotel. Cairia muito bem agora, as lanchonetes do aeroporto estão fechadas a essa hora. 

Mas bem, a verdade é que ao fazer check in aconteceu algo que me fez perder o apetite. A pessoa encarregada de receber a minha passagem me perguntou onde estava meu acompanhante de voo. Mas eu disse que não, que viajo sozinho. Ela voltou para conferir e me disse que devia se tratar de um erro: havia dois assentos lado a lado, os dois no nome de Manuel Bartual. Quero pensar mesmo que foi um erro. Bom, aqui vou eu.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901322773418700800

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901323516250923008

Vai, vai rápido por favor.

Droga, eu vou ter um treco.

Decolamos.

[Duas horas depois]

Aterrisamos.

Chegamos com um pouco de atraso, mas o voo correu bem. Que vontade de chegar em casa. Acho que nunca me alegrei tanto de passar por estas portas.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901366064889692160

Acabei de entrar em outro táxi. Quero chegar em casa o quanto antes.

Não me dei conta da tensão que tenho acumulado durante toda esta semana até sentar neste carro. Me relaxa pensar que em seguida chegarei em casa, longe de toda essa confusão. Creio que nunca chegarei a saber o que aconteceu exatamente, mas uma coisa é certa. Nunca esquecerei destas férias.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901372299684839425

Não não não. Não, por favor, não. Acho que não acabou. Ao chegar no meu prédio o porteiro me cumprimentou e pediu que eu me aproximasse. “Já voltou rápido”, ele me disse. Eu contestei e disse que bem, nem tanto, passei uma semana fora. Aí me olhou esquisito. Me disse que não, que acabei de passar por ali. Que eu lhe pedi para guardar uma coisa e que me desse quando eu voltasse. Isso

Estou em casa. Vou abrir. 

O QUE É ISSO.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901384292978364417

“NÃO ESCREVA MAIS. ISSO ACABA HOJE À NOITE. ESTÁ TUDO BEM.”

É brincadeira? Porque se for, CHEGA, por favor.

Acabei de descer para falar com o porteiro para perguntar mais sobre a pessoa que lhe deu este bilhete. Não entendeu bem minha pergunta. Me disse que eu mesmo o entreguei uns minutos antes dele me devolver. Droga, que mal estar. É a minha letra. Poderia mesmo eu tê-lo escrito. Vou dar uma volta no bairro. De repente não me sinto mais seguro em casa.

Estava dando uma volta pelo meu bairro quando comecei a ficar um pouco nervoso. Mesmo estando no final de agosto, estava vazio demais. Não me sinto confortável agora caminhando sozinho pela rua. Acabei vindo ao restaurante onde costumo tomar café. Pelo menos aqui tem gente. 

Tenho pensado, tem que haver uma explicação lógica para tudo isso. Talvez eu tenha um gêmeo. E o homem alto também tenha um. Que nos separaram no nascimento e por alguma causalidade altamente improvável nos reencontramos com nossos respectivos gêmeos enquanto passávamos uns dias de férias nesse hotel. Talvez nossos gêmeos estejam muito muito muito irritados conosco por algo que não sabemos e por isso essa atitude tão tão agressiva. 

Ou talvez sejam drogas.Não paro de pensar que o homem alto 1 está do meu lado, mas se não estava, aposto que entrou no meu quarto sob efeito de alguma coisa. Ou buscando outras doses. Talvez o hóspede anterior deixou droga escondida no meu quarto e era isso que ele buscava. Talvez quisessem que ele e o outro Manuel me assustassem para eu sair do quarto. Mas claro, então não sei por que o outro Manuel me seguiu até lá. Nem por que se parece tanto comigo. Mesmo que eu sempre procure manter um pensamento racional, talvez deveria me abrir a outras possibilidades.

Por exemplo: querem me substituir. Há alguém ou algo nesse outro hotel que gera cópias idênticas dos hóspedes que se hospedam no hotel onde passei a semana. Logo tentam substitui-los. Talvez tenha sido que o homem alto 1 tentou me avisar. Nesse caso, não sei muito bem por que me salvaria ficando no outro quarto. Até porque o outro Manuel não gostou nem um pouco de me ver lá, isso eu garanto. 

Talvez sejam alienígenas. Ou clones. Ou sei lá. Talvez exista viagem no tempo. Talvez esteja vendo a mim mesmo no futuro. O talvez seja eu mesmo mas de outra dimensão. Ou algo relacionado a fantasmas e hoteis assombrados. Bom, o que importa é que fiquei louco e ainda não sei. Não vamos descartar nenhuma opção.

Acabaram de preparar o sanduíche que pedi. Vou subir para comê-lo.

Merda. MERDA. Está aqui. O outro Manuel. Está na rua. O vi enquanto comia o sanduíche. Drogaaaaa.

Vídeo: https://twitter.com/ManuelBartual/status/901460258165534722

Foi embora. Me afastei um pouco para pegar o carregador do celular e se foi. Já não está lá. 

Olha, não aguento mais. Vou a uma delegacia.

[Quatro horas depois]

Não deram importância na delegacia. Não foi boa ideia ir lá. Expliquei tudo o que está acontecendo, mostrei os vídeos e fotos que tenho e como já estavam fazendo cara feia enquanto eu lhes contava tudo, enquanto ligavam para o hotel percebi que com certeza não iam acreditar. Quiseram contrastar a minha versão falando com a recepção do hotel. Está claro que não gostam muito de mim lá. Isso porque antes de ir lhes disse que apesar de tudo pensava em classificá-los com 5 estrelas. Voltei para casa. Por um momento pensei que os policiais iam me reter ali, mas no fim me deixaram livre. Então algo aconteceu.A fechadura para entrar em casa é como a que vocês podem ver aqui. Preciso de uma chave para abri-la. 

Se preciso de uma chave para entrar, por que me lembro de entrar com o cartão do hotel? É muito estranho. É impossível, afinal deixei o cartão na recepção quando deixei o hotel. 

Estou ficando muito agoniado. Acho que errei em ir embora. Acho que aqui não vou solucionar nada.

Tenho que voltar ao hotel.

[1 hora e 15 minutos depois]

Estou pronto. Acabo de reservar um assento em um voo que sai em duas horas, mas pelo menos poderei voar hoje à noite mesmo. Espero chegar antes que o outro Manuel. Já imagino que ele estará lá também antes ou depois. Minha ideia é ir direito ao quarto 328 do outro hotel e ficar lá, como dizia o recado do rolo de papel higiênico. Comerei algo no caminho para reunir forças. Não tenho cartão para entrar, mas se for preciso derrubarei a porta com meus punhos. 

Acabei de chamar um táxi, está chegando. Vou ao aeroporto. 

Isso vai soar um pouco estranho, mas não encontro a porta. Digo: não está no lugar. Agora só tem uma parede branca onde a porta deveria estar. O que está acontecendo aqui?

Estou procurando na minha casa buscando a porta para sair e só está servindo para me preocupar ainda mais. Algo estranho está acontecendo aqui. Tudo está… Não sei. Como se os espaços tivessem se redistribuindo. A sala parece maior, mas ao mesmo tempo também menor. O corredor me parece larguíssimo agora. Os quartos não estão no lugar. E as janelas também sumiram. 

Espera. Acho que vejo algo longe. Acho que é uma janela.

Não pode ser. NÃO PODE SER. É a piscina do meu hotel. Dá pra ver a piscina do meu hotel daqui.

Estou lendo seus comentários e não entendo nada. Não estão vendo a piscina?

Está aqui.

Ouvi um barulho. Acho que mais alguém está na casa. Acho que é o outro Manuel. Ouço seus passos e sua respiração de longe. Consegui me esconder… Não sei bem onde. 

Não entendo a física do ambiente onde estou. Parece estar em movimento contínuo. Não sei o que fazer. Não sei por que isso está acontecendo comigo. Eu só queria tirar um dias de férias. Me desconectar um pouco. Comer uns pães doces. O que o outro Manuel quer de mim? Me matar? Me substituir? O que tenho que ele pode querer de mim?

Merda. Acho que ele me viu.

[40 minutos depois]

Lutamos. Pulou em mim e por um momento pensei que me mataria ali mesmo. É muito pesado. Não sei se onde consegui forças para empurrá-lo e derrubá-lo. Tentei escapar mas me segurou por uma perna. Nos golpeamos no chão até que consegui escapar. 

Não sei onde estou, mas não é minha casa. Ou pelo menos não é ela inteira. Consegui me trancar em um banheiro, mas não é meu banheiro exatamente. Parece algo entre o meu banheiro e o banheiro do meu hotel. Algo muito estranho. Estou com muita dor.

As paredes estão se movendo, mudando. 

Estou no banheiro do meu quarto 328. Acho que já não tenho solução  Mas pelo menos posso avisar ao próximo hóspede. Para evitar que aconteça com ele tudo o que aconteceu comigo. O lápis está comigo. Só preciso de um lugar onde escrever. 

AQUI.

Estou sem forças. Sentado no chão. Escrevi um aviso no rolo e coloquei de volta no lugar. Espero que o outro Manuel não encontre. Espero que o próximo hóspede veja e não ignore. 

Ouço passos.

O outro Manuel está do outro lado da porta.

Abriu a porta e está assim, me olhando. Imóvel. 

Não sei o que ele está esperando. Que faça o que tenha que fazer. Não sei se alguém ainda está lendo. De repente os comentários de vocês não estão aparecendo mais.

Queria nunca ter viajado esse a hotel. Queria vocês ouvido antes de escapar lá de. Talvez poderia me salvado ter.

Obrigado por mas tudo. Ajuda antes de vocês sem comigo certamente acabado Manuel o outro teria. Não tenho disso dúvidas.

Olá?


[Último tweet: 20:16 no horário de Brasília.]


obs.:

Manuel também escreveu as últimas frases fora de ordem no original.

Gracias por pero todo. Ayuda antes vuestra sin conmigo seguramente acabado Manuel el otro habría mucho. No de ninguna me cabe eso duda.

Colocando em ordem:

Obrigado por tudo mas sem a ajuda de vocês o outro Manuel certamente teria acabado comigo antes. Disso não tenho dúvidas.

Ele está repetindo o que o primeiro homem fez.


27 de agosto

Manuel confirmou que é tudo uma história de ficção

Olá. Obrigado por ler até aqui. Nunca imaginei esta repercussão. Eu só queria contar uma história divertida. Foi tudo mentira.

Não tem nenhum duplo. Estava de férias com minha namorada e nosso filho. Foi ela quem tirou as fotos e gravou os vídeos. O lápis era um dos lápis de cor do meu filho. Na verdade nem nos hospedamos nesse hotel. Foram algumas fotos que tiramos em um hotel qualquer. 

Sinto que decepcionei muita gente. Sinto que muitas pessoas podem ter se preocupado comigo. Não há nada a temer. Não são obrigados a acreditar em tudo o que se lê na internet. E por favor, não se preocupem comigo. Está tudo bem :)


Apesar de ter acabado a história escrevendo que nem o homem alto que fingia estar tudo bem, parece ter sido tudo uma boa história mesmo. 

Obrigado a todos que leram e compartilharam a minha tradução em português, foi bom compartilhar isso com tanta gente :)

Quanto mais ando, mais diante do incerto fico. Louco Né? como certas coisas não parecem funcionar.Como a vida parece nos pregar tantas peças, como tudo parece correr na ordem inversa. Eu senti pena de mim por muito tempo, dizia como era fraca e como nunca seria capaz. Mas então percebi, que a minha capacidade de levantar, é o que faz de mim uma pessoa forte o suficiente para carregar, a mim e ao meu coração, para o futuro brilhante que me espera. Eu sei disso.Por isso eu luto, luto contra meus demônios, contra minha fraqueza, e contra meus medos, porque eu levantei, e não vou parar de lutar.
—  Dois-unicornios.
Eu gosto da forma que eu chego na vida das pessoas, acredito ter o dom de por ordem na bagunça alheia. O meu problema é que quando eu saio de suas vidas, saio num vulto, derrubando tudo de seus lugares; deixando tudo em desordem outra vez.
—  Thaís Padilha
Vestibular - Dicas

Chegou o segundo semestre! O que significa, pra muitas pessoas, vestibular se aproximando. Como eu passei tipo, 72 anos fazendo vestibulares, resolvi fazer um post com as técnicas que eu desenvolvi e as dicas que eu recebi e que funcionaram. Afinal, nunca é demais se preparar, né?  

Vou começar dizendo algo que talvez vocês já tenham ouvido 502 vezes, e vão ter que ouvir 503: treinem!!!! Façam simulados!!! Testem o que eu vou dizer aqui em simulados pra descobrir como isso funciona pra vocês. Vestibular já é um dia estressante pra caralho, se vocês deixarem pra ter qualquer insegurança com bobagem no dia isso pode afetar seus desempenhos, e vocês tem que descobrir o que é melhor pra VOCÊS em dia de prova. Vários cursinhos tipo o anglo e o objetivo oferecem simulados abertos que mesmo que você não faça o cursinho pode pagar só pra fazer a prova e treinar, ou mesmo cursinhos populares, e sempre dá pra achar os famosos pdfs online dos anos anteriores. 

Agora bora falar de técnica de prova em si. Assim que vocês pegarem a prova, parem e leiam. Não tô falando pra ler todas as questões direitinho, mas pra dar a famosa folheada, bater o olho nas questões. Isso vale por dois (na verdade três) motivos: o primeiro é que se vocês virem ali já uma questão ou outra familiar, rola um boost na confiança. A segunda é pra tomar a decisão final de em que ordem fazer a prova. E ordem de prova é importante pra caralho, mas não precisa ser rígida. 

Explicando melhor: você tem que saber qual matérias vai fazer primeiro e quais vai fazer por último. Separe suas matérias em três grupos: suas melhores, suas médias e suas lixo. Lixo, mesmo. Todo mundo tem aquelas matéria que vai rezar um pai nosso pra não zerar antes de começar. É normal. Tem que saber qual (is) é (são). Você vai abrir sua prova, e aí vai tentar bater o olho e ver como tá a dificuldade de cada matéria. Vai ter ano que História tá difícil pra um caralho e ano que tá fácil, e vai ter ano que a que eles vão colocar pra foder todo mundo é química e vão facilitar geografia, etcs. Nunca é equilibrado, sempre vão carregar alguma matéria e facilitar outra, é de praxe. A lógica é a seguinte: sua primeira matéria tem que ser uma média. Uma que você tenha confiança, mas não seja sua melhor, e que não esteja super pesada. Porque nos primeiros 10-15 minutos de prova sua concentração não está 100%, e a possibilidade de você cometer erros é MUITO grande, então não vale a pena arriscar fazendo a sua melhor matéria e perder ponto por falta de atenção (é por isso também que é bom levar um tempo pra ler a prova, você começa esse processo de concentração antes de estar realmente arriscando questões). Passado esse tempo, você tem uma janela de 1-2hs onde você vai estar no seu melhor, falando de concentração e capacidade. É aqui que você vai fazer as suas melhores matérias, todas elas, todas que der, e as médias. Eu fazia 70% da prova nesse tempo. Uma técnica boa aqui, se possível, é intercalar humanas e exatas - ajuda seu cérebro a descansar e você a se manter atento. No fim da prova, quando você já vai estar cansado, você vai fazer as lixo. “ai, mas aí não é mais provável que eu erre?” é, mas você prefere perder tempo tentando acertar questões de áreas que você não manja e possivelmente acabar errando anyway ou ir fazer o que você SABE já cansado e errar por bobeira? não dá pra errar por besteira em vestibular. A regra pra sucesso aqui é: você pode errar, só não pode errar o que você SABE. O que você não tem domínio, estatisticamente, você provavelmente já ia errar mesmo, let’s be honest. E ainda tem a parada do tempo. Se faltar tempo, é melhor você ter que chutar questões que existia a possibilidade de você nem saber resolver do que ter que chutar as de uma matéria que você sabia. Aliás, a dica que vale pra prova inteira é: não sabe, pula. Volta depois. Fazer o que você sabe primeiro vai te garantir acertos e evitar breakdowns por frustração ou a situação comum de “puta que pariu, passou uma hora e eu nem percebi porque tava preso tentando resolver duas questões”. 

Recapitulando: separe as matérias em grupos. Comece por uma média-boa. Faça as suas boas-ótimas e médias, se possível intercalando exatas e humanas. Termine com as ruins. Você não precisa decidir EXATAMENTE como vai fazer a prova antes, é pra isso que serve ler antes de começar. Chegou lá, viu que uma média sua tá mega fácil? Viu que sua melhor matéria tá o demônio? não tenha medo de mudar um pouco a ordem. Eu vou dar o exemplo de como EU fazia pra facilitar: minhas melhores matérias eram história/geografia/inglês. As minhas médias-boas eram biologia, literatura. Português e química ficavam nas médias. Matemática e Física eu jogava pras lixo. Então eu começava a prova GERALMENTE com biologia, aí seguia pra história, aí química, aí geografia/português/literatura na ordem que viesse ou na ordem que eu achasse melhor na hora. Olhava física e matemática e fazia a que eu achasse que estava mais fácil primeiro (ou as questões de cada uma que estavam ok primeiro, voltando depois pra brigar pelas difíceis, ou chutar mesmo). 

Falando em chutar, você VAI chutar. Na minha melhor fuvest, eu chutei umas 5-10 questões. É normal. Isso não vai arruinar sua prova. Eu fiz 67 pontos aquele ano. Não vale a pena ter crise de nervos se tiver que chutar alguma questão no meio da prova, nem perder tempo se você não tem a menor ideia do que se trata o assunto (especialmente em exatas com respostas em números). Enfim, testem várias ordens diferentes em simulados seguindo mais ou menos essa lógica e achem a melhor pra vocês, ajuda bastante na sua tranquilidade já ter um plano ao começar a fazer a prova.

Segunda dica, e talvez a que mais me ajudou: é hora de falar de canetas!!! :) por incrível que pareça, nem toda bic preta é igual (wow). Essa é outra coisa que vocês vão ter que testar por si mesmos, mas vamos lá: todas as canetas esferográficas são fabricadas em 0.7, 0.8, 1.0, 1.2 e 1.6, como lapiseiras, em alguma marca (eu falei bic porque no caso eu lembro deles terem todas essas bitolas, mas existem de outras marcas também). Com uma 1.6, no Enem, eu te juro que você preenche o gabarito pelo menos uns 20-30% mais rápido do que com uma normal. Em alguns vestibulares os quadradinhos são pequenos demais, aí não compensa e eu preferia usar a 1.0 (que é a comum) mesmo, mas especialmente pro Enem, que todo segundo conta… Fica a dica. Segundo: escrevendo com uma 0.7, você economiza espaço de redação. Minha média passando a limpo um texto rascunho escrito com uma 1.0 bonitinho pra folha final na 0.7 era de economizar até CINCO linhas. E isso é uma diferença do caralho. Pra fazer a prova em si, vocês tem que achar qual a caneta mais confortável (tem empunhadura redonda, triangular, etcs, e você vai ficar com aquilo na mão umas 5 horas, então é bom saber o que cai bem né) e a que é melhor pra VOCÊS escreverem. Minha escolha era uma bic azul 0.8 quando podia caneta azul. “Nossa, mas aí eu vou levar 77 canetas pra prova?” se possível, sim. Seja a louca das canetas!!! é minha melhor dica. Eu já cheguei a levar tipo 10 canetas pra um vestibular (2 de cada das minhas favoritas em cada cor, basicamente). Melhor sobrar do que faltar, né? Caneta é um diabo pra falhar bem na hora h, e de qualquer modo essas geralmente já vem pelo menos 3 no pacote - custa nada levar todas (e testar elas antes!!!). Além do que, com várias bitolas e duas cores de caneta, você pode organizar seu texto da redação bem melhor, anotando em cima, riscando, mudando e tal antes de passar a limpo, e evitar erros. Tem mais um detalhezinho: as 0.7 e 1.6 não são fabricadas em tubo transparente, geralmente. Not a problem, cata as caneta bic normal todas que tiver em casa de tubo certo (ou do seu tubo transparente de escolha), tira o cartucho e troca. Se não sair com a mão, só pegar um alicate e puxar. Fiz pra todos os vestibulares e, sério, me preocupar com as canetas já salvou minha vida. 

Não esqueçam de levar água (mas cuidado com congelar ela e molhar everywhere). Pausas pro banheiro/comer/preencher gabarito são boas. Você não vai conseguir ler 5 horas seguidas sem seus olhos buggarem. Pare e olhe pra frente, pra longe, pra perto, pro chão, etcs, de tanto em tanto tempo - evita cansaço excessivo dos olhos. Tá com dor de garganta? leva uma balinha, uma pastilha. Acha que pode ter dor de cabeça, cólica, whatever? leva o remédio na ‘marmita’. Só o comprimido mesmo, fora da embalagem, pra evitar algum fiscal mais chato. Os simulados servem pra vocês testarem o que vão comer e QUANDO vão comer também - cada um tem uma necessidade nutricional aqui e não dá pra recomendar grande coisa. Mas almoçar algo com uma certa sustância (não pesado, mas não também só um prato de salada) costuma ajudar. É meio óbvio, mas saiam com bastante antecedência de casa. BASTANTE. Shit happens. Se você faz cursinho, não falte nas últimas aulas!!! Dicas importantes costumam rolar nelas. E por último: vá pra prova o mais calmo e confiante que der pra ir. Eu sei que é foda, eu sei o que é ter crise de ansiedade, mas se tiver qualquer coisa que possa minimamente te acalmar antes da prova, como uma música, um livro, um filme, qualquer coisa, use. Não encane de pegar os livros pra estudar no dia/manhã antes da prova. Você não vai absorver nada, vai por mim, não funcionar, só causar stress. Relaxe (como der), coma direito, durma (como der), erga a cabeça e… aí é só encarar. Boa sorte, vestibulandos de 2017! 

Ela é detalhista, intensa, e sente tudo em exagero. Até a dor, ela não sabe sentir pouco. Ela anda precisando de um pouco de cuidado, atenção, afeto. Ela não consegue ficar chateada com as pessoas por muito tempo. Seus sentimentos andam um pouco bagunçados, mas ela está colocando ordem na casa.
—  DD
Solitude

Solitude – A glória de estar sozinho
Porém, o fato estar sozinho não precisa, de maneira necessária, ser associado a algo ruim. Podemos ficar sozinhos para colocar a cabeça no lugar, por os pensamentos em ordem, pensar na vida, apreciar uma paisagem, dançar sozinho no escuro…

garanto que o mais difícil não foi te deixar ir

e isso nem doeu tanto quanto suportar minhas próprias dores além da própria que te causei.

nem doeu tanto quanto saber que ir embora te machucaria. mas não se preocupe baby, te fazer ficar machucaria ainda mais.

machucaria porque eu não estaria à par. porque a gente nunca seria do tipo melhores amigos. porque a gente nunca teria aquela afinidade, sabe?

garanto, o mais difícil não foi te deixar.

foi saber que se você ficasse todo extrato daquilo que foi bom (algum dia) iria virar apenas dor e mais dor no meu consentimento.

nem doeu tanto quanto se tivesse chegado a imaginar nosso casamento, nem nossa casa, nem nada que falasse de futuro entre eu e você. nem doeu tanto porque talvez algo em mim na soubesse desde o começo que não era (ainda) você.

porque eu queria ter sido sincera e tentei te salvar das minhas próprias verdades. tentei te salvar do mundo e de si mesmo.

por isso que o mais difícil, querido, não foi te deixar ir.

foi o simples fato de saber que você tentou insistir quando eu já tinha pulado do barco. e não te deixei saber disso.

você tinha o direito. eu tinha o habeas corpus. você era meu álibi.

eu me condenei à algum tipo de punição perpétua no seu conceito de delito? ou deixei a penalidade da tua cura invadir todas as coerções possíveis?

seja como for: deixei teu coração partido e você não quis mais abraçar meus pedaços. não queria deixar você em partes miúdas de si mesmo, desculpa. mas não tinha forma menos dolorosa de me deixar ir, de te deixar ir, ou de nós dois permanecermos no mesmo espaço sem que a indiferença abraçasse nossos egos.

talvez tenha algo de problema nisso:
nossos egos foram maiores do que nossas falhas. nessa ordem, não há conserto. na ordem inversa, a gente perdoa e ajeita as partículas do que faltou: porque a gente só enxerga essência no outro, segundo hegel. porque tudo se trata sobre falha e talvez a pessoa que mais tenha falhado - eu comigo, você comigo - tenha sido você. em todos os sentidos e de forma que me confirmou toda teoria psicanalítica de que tudo se trata do que não podemos ser. do que não podemos ter, de tudo o que não fomos.

deixar você ir não foi o mais difícil.

deixar você ir foi só o começo da minha dificuldade de dizer adeus e de machucar os outros. porque eu não quis te deixar em pedaços da mesma maneira que os meus frangalhos.

mas acabou e da gente
nada além dos silêncios pesados e de toda tortura insana que fizemos aos nossos próprios olhos.

mas vai ser bom, porque vai doer por um tempo. vai ser bom porque a gente aprende a sobreviver com a cicatriz. vai ser bom porque consegui te deixar ir embora de vez, e isso pra mim já é ganhar parte do mundo.

entenda:
não queria te machucar
mas fui obrigada à isso.

nessa luta ridícula era eu ou você.
nessa luta ridículo não tem quem ganhe.

não tem quem não perca.

LIAM PAYNE

  • manuellajamespayne :Faz um com o Liam que eles são casados,são polícias, ele acaba se machucando em uma missão,então ela cuida dele,no final ela conta pra ele que está grávida,e depois de algum tempo,com o filho deles já mais velho,o filho deles acaba indo pra delegacia,pelo o que você quiser, Liam briga com ele na frente de todos,eles brigam em casa também, mais no final tudo acaba bem. Desculpa estar muito longo,espero que tenha entendido Obrigada💕😙
  • Espero que gostem!
  • BOA LEITURA! 


Quando eu era pequena eu sempre brincava de policia com meus primos, e dai em diante eu sabia o que queria, quando terminei a escola me inscrevi na escola militar para ser policial, e quando eu passei eu chorei de felicidade, no treinamento eu conheci meu marido Liam, ele era do mesmo grupo que eu, e quando começamos a namorar fazíamos tudo juntos, quando terminamos nosso treinamento nós fomos para delegacias diferentes e teríamos que ficar um longe do outro, então nos casamos e hoje somos da mesma delegacia, as vezes nosso comandante evita colocar nós dois na mesma missão para não nos desconcentrarmos.

Hoje nosso comandante enviou Liam para uma missão perigosa, eu insisti para ir, mas como fiz exames mensais obrigatórios  esses dias na delegacia ele ficou sabendo que estava grávida, e na ordem diz que não pode, fiquei chateada mas tinha que obedecer, naquele dia ele me liberou mais cedo.

- Você já vai né – disse antes de Liam entrar no carro

- Sim, queria muito que você fosse – ele alisa meu rosto – porque não deixaram

- É… por ser muito perigosa eles acharam melhor não colocar nós dois juntos – menti ok, mas não queria contar a verdade para ele agora, pois ele poderia ficar preocupado

- Pensando nesse lado eu acho que eles fizeram bem – sorri e ele me beijou e logo subiu um enjoo e me afastei dele

- É melhor você ir amor, só falta você – disse e lhe dei um selinho e o abracei – Boa sorte – sorrio e vejo-o entrando no carro com seus amigos e fico torcendo para que dê tudo certo.

[…]

Cheguei em casa e tirei aquela farda pesada, tomei um banho relaxante, coloquei uma roupa leve de dormir mesmo e fui preparar algo para comer, quer dizer, tentar comer porque não estava conseguindo comer nada. Comi metade da macarronada que eu fiz e fui deitar, antes mandei uma mensagem para Liam dizendo que estava tudo bem, mas não obtive resposta. Já eram quase meia noite e ele não tinha chegado ainda, então fui dormir.

Acordei e não recebi nenhuma mensagem, e Liam não tinha chegado. Tomei meu café da manhã e logo escuto a porta sendo aberta.  Vou na sala e vejo Liam entrando com um curativo no rosto e o braço quebrado.

- Liam o que aconteceu? – perguntei ajudando ele a se sentar no sofá

- Eu só cai e me machuquei amor, já estou melhor – ele diz e eu o abraço

- Vem, tira essa roupa, toma um banho que vou preparar algo bem gostoso pra você  comer – ele levanta e vai ao quarto tomar banho e relaxar.

Depois de ter preparado um café bem reforçado, fui ao quarto e ele estava deitado, coloquei a bandeja no seu colo e sentei na beira da cama, ele começou a comer e a me falar como foi a missão e disse que deu tudo certo, logo senti o cheiro do café e me deu outro enjoo o que fez eu me afastar e levantar da cama.

- O que foi (seu nome)?

- Eu não estou muito bem – disse e ele me olha preocupado

- O que você está sentindo? – ele levanta e vem pro meu lado – vamos ao hospital

- Não Liam, não precisa, tem uma coisa que você não sabe – digo e ele me olha estranho – eu estou grávida

- Sério? – ele sorri e eu balanço a cabeça, ele me abraça e começa a me rodar

- Amor, eu já estou enjoada - digo e ele me dá vários selinhos

- Obrigado meu amor, obrigado – ele me abraça forte.

[…]

23 anos depois

Depois daquele dia eu não ia muito nas missões por conta da gravidez, eu descobri que era um menino e Liam ficou muito feliz pois era o desejo dele. Depois de três anos que Charlie nasceu tivemos nossas gêmeas Lily e Clara, elas vieram para completar a família, e então tive que deixar minha carreira policial de lado para cuidar da família, Liam virou comandante da base, Lily estava se dedicando a arquitetura e Clara na sua faculdade de música e Charlie dando mais trabalho do que nunca.

- (seu nome)? – vejo Liam chegando e me abraçando

- Oi amor, como foi seu dia? – pergunto

- Cansativo demais, cadê as meninas e o Charlie?

- As meninas estão no quarto estudando e Charlie saiu

- Ele não avisou para onde iria?

- Não, simplesmente saiu – disse

- Tudo bem então – logo escuto o celular de Liam tocando e ele correndo para atender

- Alô?, O QUE? VOCÊS PRECISAM DE MIM MESMO? TABOM ESTOU A CAMINHO – ele desliga e antes de dizer algo ele beija minha testa e sai

Liam Pov’s

Peguei o carro e fui para delegacia, depois de uns vinte minutos eu cheguei e logo vieram me falar o que aconteceu.

- Comandante Liam, nós estávamos fazendo a ronda e encontramos alguns meninos bêbados pixando o muro da delegacia e jogando garrafas na parede e bom não vou falar, vou deixar que você veja quem é um dos meninos – ele diz e entro na sala encontrando Charlie e mais três amigos dele, respiro fundo.

- Não acredito que você fez um vandalismo desses – digo e ele me olha e abaixa a cabeça

- Não abaixa a cabeça, seu moleque, eu deveria te prender e deixar você aqui refletindo o que fez, mas seria muito fácil, você e seus amigos vão limpar a parede e fazer serviços comunitários para pagar o que fez. – percebo que todos estão me olhando

- Mas pai.,. aquelas tintas não saem assim

- Eu ainda não deixei você falar – bato na mesa e ele se assusta – além de pixar o muro você bebeu, deveria ter te colocado na escola militar, bom minha parte eu fiz, agora você levanta dai e nós vamos pra casa, seus amigos estão liberados e amanhã vocês já começam a limpar aquela parede.

Depois que saímos da delegacia nós fomos para casa. (Seu nome) estava na sala assistindo e percebeu a tensão entre nós dóis.

- Vê se vai dormir porque amanhã seu serviço começa cedo – digo ele para e começa a me encarar e (seu nome) só fica observando sem entender.

- Eu não gostei que você brigou comigo na frente de todo mundo – Charlie diz e dou um sorriso cínico

- É isso que você merece, eu ainda peguei leve – digo

- Por isso que não quis entrar na escola militar, porque eu não queria ser assim igual a você

- Olha como você fala comigo garoto – digo

- Chega vocês dois! Alguém pode me explicar o que aconteceu? – minha esposa diz e Charlie sobe

- Ele bebeu e pixou o muro da delegacia

- Não acredito nisso, ele perdeu a linha

- É! E eu mesmo dei a punição, ele vai limpar o muro e vai fazer serviços comunitários.

- Bom, eu achei certo! Mas vocês não precisam brigar daquele jeito

- (Seu nome) se eu não brigar com ele e ser rude ele nunca vai aprender – digo

- Ta bom, não me intrometo, mas antes de tudo ele é seu filho Liam – (seu nome) diz e me deixa na sala sozinho me deixando pensativo. Subi pro quarto de Charlie e ele estava acordado e quando me viu ele virou a cara.

- Podemos conversar?

- Você já tá aqui né

- Eu vim me desculpa por ter sido tão rude com você, eu fiquei nervoso – ele não diz nada – então eu só quero que você e seus amigos limpem a parede amanhã e peçam desculpas pro delegado amanhã – ele continuava sem dizer nada – você continua sendo meu filho e eu te amo muito, você me desculpa? Não por te punir e sim por ter sido rude com você

- Tabom pai, eu te desculpo. E me desculpa também por ter feito aquilo, eu bebi demais e eu prometo limpar amanhã, eu te amo muito – ele diz e eu o abraço

- Meu filhão – sorri e saio do quarto, dormindo tranquilo sabendo que fiz a coisa certa.

PLÁGIO É CRIME!

SEU LIKE É MUITO IMPORTANTE! VOLTE NA ASK PARA DIZER O QUE ACHOU POR FAVOR!

A Knowles apresenta uma atividade totalmente inovadora: seu tumblr pode ficar em nossa lista de queue. Curtiu? Achou incrível? Então participa bebê

Antes, leia aqui…

Você receberá um número para sorteio. Se for um dos nossos 7 sorteados, ficará na listinha. Por ordem de número sorteado, cada tumblr “terá seu dia” de ter autorias colocadas na queue, por exemplo: o tumblr que ficar na segunda-feira, terá suas autorias colocadas na queue da segunda-feira, o dia todo, pelas adms do dia.

Agora, as regrinhas:

  1. Siga a @familiaknowles;
  2. Mande em nossa ask “Quero entrar pra lista de queue + suatag”;
  3. Reblogue esse post.

Você poderá mandar ask até o dia 12/11, então corra môbem. Ah, não adianta vir de chat, nem cartinha, nem pombo-correio, pois só aceitaremos ask.

Vai ficar de fora dessa? Duvido hahah

REGRAS - STRIP POKER
O Strip poker é uma variante do jogo de cartas pôquer, na qual uma das regras requer que os jogadores removam peças de roupa como conseqüência negativa das perdas de jogadas.

A regra mais comum do Strip Poker é a seguinte:

1. O strip poker, em geral, não é jogado com apostas em dinheiro, mas com fichas coloridas que representam os seguintes valores:
brancas = $5
vermelhas = $10
verdes = $15
azuis = $20
pretas = $25

2. Para iniciar a partida, cada jogador deve trocar seu par de calçados por $300 em fichas que são distribuídas da seguinte forma:
10 brancas = $50
10 vermelhas = $100
04 verdes = $60
02 azuis = $40
02 pretas = $50

3. Antes de iniciada a partida todos os jogadores devem estar com o mesmo número de peças de roupa, pois quem perde os $300 iniciais pode trocar uma peça de roupa por novos $300 em fichas. A troca das peças de roupa por $300 em fichas se dá na seguinte ordem:

Homens:
meias;
paletó;
camisa;
calça e cinto;
cueca;

Mulheres:
meias;
blusa;
saia;
sutiã;
calcinha;

4. O jogador precisou trocar uma peça de roupa por $300 pode readquir sua peça de roupa se voltar a ganhar, pagando para tanto os mesmos $300. Esta regra, porém, torna o jogo lento ou mesmo interminável, razão pela qual nem sempre é aplicada.

5. Em algumas versões do strip poker, o jogador que perde todas as suas fichas e roupas pode “pagar tarefas” a um dos jogadores que tiver disposto a pagar $300 pela tarefa. Estas tarefas podem ser masturbação, sexo oral ou uma relação sexual.

DIVIRTAM-SE!