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Embora escutasse atentamente o comunicado de Quíron, Kai não podia se importar menos com a situação. As costas contra a parede do Anfiteatro e os braços cruzados finalizavam sua postura desinteressada: já havia perdido a conta de quantas vezes aquele Acampamento tinha arranjado alguma encrenca e, no final, saído a salvo novamente. — Ei. Tá ouvindo isso? — Inclinou a cabeça na direção da pessoa mais próxima de si num murmúrio. — É o som de todo mundo se enfiando em merda de novo. — Completou ele, num tom bem-humorado, mas com a face ainda séria. — Será que dessa vez eu deveria perder meu tempo me importando?

Eu sinceramente não sei porque a ideia de colocar alunos duelando uns contra os outros pareceu adequada em algum momento. Agora temos alunos que não dominam bem suas habilidades aos montes na enfermaria. Quer dizer, eu entendo que precisamos aprender a nos defender, mas a ideia de por gente que não manja contra gente poderosa é arriscada. Por exemplo, eu não quero ter que duelar com uma princesa de 16 anos. 

Prazer, sou a agonia de querer corresponder todas as expectativas lançadas sobre mim; sou a incerteza do ser ou não ser conjugada com confusão de querer ser ou não querer, na verdade. Pode me chamar de medo: de errar, de tropeçar, de cair e no fim de não conseguir me firmar em pé mais uma vez; sou a angústia e a ansiedade dos planos que fiz e podem estar indo por água abaixo, mesmo sem eu ter movido um músculo para pô-los na ativa. Sou aquela vontade de voltar para casa, porém ainda não sei para onde voltar. Queria ser o propósito, a causa, a razão e a certeza de alguém voltar para casa, ai quem sabe eu teria uma identidade, saberia o que quero, e já teria uma marca de saída. Quem sabe eu teria que ser esse alguém para mim mesma.
—  Paula Zawatski
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Mom Tries to Teach Adorable Girl Life Lesson