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One Shot ~ Zayn Malik (Parte II)

Essa foto está me mataaaando!

<< Parte I

- E você sabe cuidar mesmo de crianças? - Encarei a linda moça à minha frente. Ela era muito bonita, muito bonita mesmo. Pelo menos pra mim. Ela poderia ser a babá da minha filha? Eu conseguiria deixá-la ficar?

- Sim, claro. Eu tenho bastante experiência, já trabalhei na casa dos Harshaw, Trumell, Carter e Thompson, todos são da vizinhança. - Sorriu convincente e eu, na verdade, não prestei muita atenção nos sobrenomes.

- Qual o seu nome mesmo?

- (s/n), mas prefiro que me chamem de (s/a).

- Está contratada, senhorita (s/s). - Olhei o papel com o seu currículo. Só agora lembrei que ele estava em minhas mãos.

- O que eu falei sobre o apelido mesmo? - Ela cerrou os olhos me fazendo rir. É, ela é maravilhosa.

- Vejo que a Diana vai entrar na linha com você. - Recolhi todos os papéis de cima da mesa de centro da minha sala e me levantei sendo acompanhado por ela. - Podes começar hoje.

- Já?

- Sim, desculpa, alguma problema?

- Não, nenhum. Só que é… Estranho. - Coçou a nuca e riu. - Essa Diana deve ser uma pestinha mesmo.

- Talvez, mas ainda há esperança. - Pisquei o olho e sorri. Fomos para o carro, já estávamos atrasados em 20 minutos para a peça dela. A minha menina não era tão terrível assim, só tinha uns ataques de fúria às vezes e quebrava as minhas coisas ou rasgava os meus papéis do trabalho. Nada demais.

- Papai! - Ouvi sua voz a gritar por mim. Virei para trás, seguido pela (s/a) que sorriu para a menina de cabelos pretos e franjinha. Ela estava tão adorável vestida de princesa.

- Minha princesa. - Abaixei-me para que ela corresse até mim e me abraçasse.

- Literalmente princesa. - (s/n) disse rindo. Diana olhou pra ela e em seguida pra mim. - Prazer, me chamo (s/n).

- Você namora o papai?

- Nã…

- Sim. Ela é a namorada do papai. - Sorri docemente pra ela interrompendo (s/a) que me olhou horrorizada. Ela não tinha farda, nós combinamos para que ela não precisasse dessas coisas. E o pior: eu não sabia se ela tinha namorado.

- Oi. - Minha filha sorriu abertamente. Ela iria amolecer o coração da (s/n), tenho certeza. - Me chamo Diana e você é bonita. Muito bonita, papai. - Tocou meu rosto com as duas mãos e aproximou-se no meu ouvido. - Mais bonita que a mamãe.

- Diana! - Repreendi-a rindo. De fato isso era verdade.

- O que estão falando aí, hein? - (s/n) perguntou tentando parecer que tudo estava normal.

- O quanto você é bonita. - Diana respondeu por mim. - Espero que goste da minha peça, vou fazer o meu melhor pra vocês. - Beijou minha bochecha e puxou a mão de (s/n) para que ela também se abaixasse e beijou a dela. - Tchau. - Correu até seus amigos.

- Olha aqui Zayn, eu fui contratada pra ser babá da sua filha, não fingir que namoro você.

- Eu sei, me perdoe. Ela vai ficar muito irritada comigo quando souber que eu contratei uma babá pra ela.

- Porra cara, ela é a sua filha! Você é que põe moral nela. - Ela disse irritada. Nossa, ela falava palavrões assim sempre? - Desculpe. - Respirou fundo e olhou para o lado. Acho que o meu silêncio fez com que ela pensasse no que estava a fazer.

- Tudo bem. Eu contarei a ela agora. - Dei um passo, mas a (s/a) me puxou.

- Não, agora não. Ela ficou tão feliz com essa história que se contássemos agora ela provavelmente iria ficar atrapalhada e fazer tudo errado.

- Tem razão. Bom, vamos sentar. - Apontei para duas cadeiras juntas na segunda fila colocadas por Deus devido o quão lotado aquilo estava.

- A mãe dela morreu? - (s/a) perguntou de repente.

- Não, nos abandonou. Era uma vadia.

- Ah.

- Sempre odiou a Diana, porque pra ela a garota não era planejada, mas na verdade não foi planejada por ela, mas por mim foi. Eu queria muito ter uma filha, mas escolhi a mãe errada. Fora que ela me traía, deu a desculpa de que eu vivia trabalhando e que era fraco de cama… - Fui interrompido pela gargalhada da (s/a).

- Desculpa.

- Não há problema. Eu não sou ruim na cama, ela é que não sabia aproveitar minhas melhores qualidades sexuais. - Falei fazendo-a rir mais. Era estranho falar sobre isso com a babá da minha filha, mas era ao mesmo tempo divertido vê-la rir.

- Sinto muito. - Encarei-a e rimos de repente.

A peça logo começou e tudo foi maravilhoso. Não pude deixar de dizer a (s/a) e a minha filha o quão orgulhoso eu estava em vê-la em cima do palco contracenando. Minha filha além de talentosa era linda, praticamente a minha cara, não que eu queira me gabar. Longe disso!

- Por que vocês não se beijam? - Diana perguntou enquanto caminhávamos para o carro. Eu carregava sua mochila com roupas sujas.

- E pra quê isso? - Questionei.

- Porque casais normais se beijam.

- Como sabe disso? - Eu quero mesmo que ela responda?

- Os pais das minhas amigas se beijam. Isso é normal, não é? - Arregalou os olhos assustada, talvez pensando que tenha falado besteira, algo totalmente obsceno. Isso me fez rir.

- Sim, é normal.

- E por que não se beijam? - Repetiu a pergunta.

- Porque respeitamos você. - (s/a) disse de repente. - Não seria legal. - Agradeço através de um olhar e ela assente.

(…)

- Finalmente ela dormiu. - (s/n) apareceu horas depois de chegarmos em casa.

- Já? - Ri.

- Ela demora mais do que isso? - A linda mulher arregalou os olhos me fazendo rir ainda mais.

- Não, estava brincando. Ela geralmente é mais rápida. Vai, me diz o que ela fez pra não ter dormido logo.

- Ela me encheu de perguntas.

- Sabia! Do tipo?

- Como nos conhecemos.

- Droga. E você disse o quê?

- Inventei algo mirabolante que até eu acreditei por um momento. - Falou, mas se calou de repente me deixando confuso. O que há de errado?

- Inventou o quê?

- Que nos conhecemos numa entrevista de emprego. - Foi a minha vez de arregalar os olhos.

- Você contou a ela?

- Não! Eu disse que a entrevista foi na sua empresa.

- Ah.

- É sua?

- Não, sou sócio.

- Ah. - Eu ri devido ao seu desconforto.

- Mas não há problema algum. Amanhã contaremos tudo a ela.

- Ótimo. - Ela sorriu brevemente. - Posso ir?

- Claro.

- Então até amanhã.

- Até. - Acenei e a vi sair. Olhei para o relógio e já passavam das onze. Eu não podia deixá-la sair daqui numa hora dessas. - (s/a)! - Gritei correndo até o exterior frio da casa.

- Oi?

- Vem, dorme aqui hoje.

- O quê? Não. - Riu fraco. - Eu estou bem.

- Não vou deixar você ir embora tão tarde, com a rua deserta, você pelo menos está de carro? Fora que está nevando e você pode ficar presa na estrada. - Tentei buscar de todos os argumentos para que ela ficasse. Eu nunca fui desses, por isso me sinto um babaca agora.

- Tens razão. - Ela encarou a rua mais uma vez e voltou para a casa. - Eu posso ficar aqui no sofá mesmo.

- Não. Você ficará com a Diana no quarto dela.

- Eu fico tranquilamente na sala, não se preocupe.

- Claro que vou me preocupar. Lá no quarto da minha filha tem uma cama ao lado da dela para as suas amigas e você pode usá-la. Não é tão confortável, -Como a minha. Uma voz grita enquanto tento articular o fim da frase. - mas é muito melhor que o sofá. - O que raios eu estou a pensar?

- Obrigada. - Ela sorri e eu assinto vendo-a subir.

Os dias foram se seguindo e eu e a (s/a) continuamos a sustentar a mentira. Diana até nos fez andar de mãos dadas pelo parque enquanto passeávamos com ela, a (s/n) até me fez passar mais tempo em casa e pela primeira vez isso não era tão terrível. Aguentar as birras da Diana estava sendo divertido.

- Você tem que comer. - (s/n) dizia para ela na cozinha quando eu acordei.

- Por que você e o papai não dormem juntos? - Assim que ouvi a pergunta eu congelei no lugar.

- Você não gosta que eu durma contigo? - (s/a) rebateu e eu tive vontade de rir. Elas eram exatamente iguais.

- Sim, mas você e o papai deviam dormir juntos.

- Por quê?

- Não tem um porquê.

- Tem que ter.

- Está bem… Eu queria que vocês casassem e me dessem um irmão ou irmã, de preferência. - Eu não estava vendo a minha filha, mas sabia que ela estava a sorrir convencida.

- Isso está completamente fora de questão.

- Por quê?

- Porque… Ah Diana, tenho que te contar uma coisa. - Desci as escadas correndo. Ainda não.

- Bom dia, minhas belas. - Falei tentando manter a calma. Beijei a bochecha da (s/a) fazendo Diana sorrir e em seguida repeti o gesto nela. - Como se sente?

- Uma campeã do boliche. - Ela gargalhou lembrando-me da noite anterior. Fomos ao boliche e a garotinha fez mais de três strikes, sendo dois seguidos. - Vocês precisam melhorar.

- Também acho. - Olhei para a (s/n) que parecia estar pensativa. Se eu não soubesse que ela não tinha namorado, provavelmente agora eu estaria preocupado.

- Diana, vamos escovar os dentes. - Ela sorriu para a minha filha.

- Filha, você pode ir sozinha?

- Claro, pai. - Sorriu e saiu da sua cadeira com um pouco de dificuldade, ela era baixinha. - Até mais.

- Eu sou paga pra fazer essas coisas e você simplesmente me priva disto.

- (s/a), eu sei que estou abusando da sua boa vontade, mas a Diana melhorou muito depois que você apareceu, ela até fala sobre o que quer realmente.

- Você ouviu?

- Sim.

- E ainda não percebeu a merda que está fazendo? Você está enganando a sua filha ao dizer que eu sou sua namorada sendo na realidade a babá dela.

- Você não é uma simples babá. - Falei rapidamente e seus olhos se fixaram em mim.

- C-como?

- É como uma mãe que ela nunca teve.

- Eu sei, mas isso está insustentável. - Ela parecia… Decepcionada?

- Me perdoa.

- Peça perdão a sua filha.

- A você também.

- Eu sou apenas sua babá, uma funcionária sua, senhor Malik.

- Pare com isso, sabemos que é bem mais que isso. Você passou dois meses tendo contato direto comigo e com ela, Diana já te considera uma mãe, ela me disse isso! - Praticamente gritei, mas lembrei que a minha filha podia ouvir e baixei o tom. - E bem, eu… Eu… Eu sinto algo a mais por você.

- Oi?

- Eu não sei o que é, mas é um formigamento estranho no estômago. Isso seria vermes ou o que eu acho que seja mesmo?

- Você sente vermes por mim? - Questionou rindo. O que diabos eu estou falando a ela? Eu a amo, não é?

- Não… Não foi isso…

- Você já amou alguém, Zayn?

- Não. - Depois de muito pensar eu respondi.

- Ah.

- Eu te amo. Só pode ser isso. - Falei nervosamente.

- Você não sabe nem o que é, Zayn.

- Sei sim, nunca senti, mas já vi meus amigos idiotas quando amavam e eu estou tão idiota quando eles. - Ela riu e eu também. Ouvi um fungado e fui até o som vinha. - Diana? - Ela estava sentada entre a parede e a cadeira da grande mesa de jantar.

- Mentiroso! - Gritou. - Eu odeio vocês dois.

- Diana, nós iríamos te contar. - (s/a) tentou argumentar.

- Eu queria que você estivesse com o papai, mas você era só uma babá? É isso? Babá, pai?

- É, mas…. Mas eu acho que não é mais só isso. - Olhei para o chão e em seguida para a (s/a) que encarava a menina.

- Mas vocês mentiram pra mim!

- Por que não queríamos te magoar. Não somos tão maus assim, somos? Nos preocupamos com você, principalmente o seu pai. - Ela abaixou-se próxima a Diana e segurou seu rosto molhado. - Você iria gostar de saber que tem uma mulher chata te vigiando e cuidando o tempo todo de você como uma obrigação?

- Não deixa de ser obrigação o que você fez. - Diana cruzou os braços e (s/n) limpou o seu rosto. Eu não conseguia intervir.

- Sim, mas isso seria a sua visão da minha profissão. Eu faço porque gosto, na verdade fazia porque gostava, hoje eu amo fazer isso. Eu amo cuidar de você e até do seu pai. - Ela disse fazendo meu coração querer saltar e Diana riu. - Fomos errados, mas para te prevenir até mesmo de me julgar mal ou de ficar ainda mais irritada com a minha presença como uma “espiã”. - Fez aspas no ar e Diana riu ainda mais. Isso está funcionando…

- Verdade. - Olhou pra mim. - Desculpa. Os dois.

- Nós é que pedimos desculpas por fazer isso contigo. Mentir não é legal. - Falei abaixando-me também.

- Você me disse isso e olhe só, você fez. - Ela zombou de mim fazendo (s/a) rir.

- Olha o feitiço voltando… - (s/n) aproveitou pra me zombar também e eu fiz careta para as duas.

- Vejo que não terei sossego com vocês.

- Agora ela é sua namorada mesmo, papai? - Diana peguntou atenciosa.

- Se ela quiser, sim.

- Diana está mesmo me pedindo em namoro por você?

- Talvez sim. - Ri e ela bateu em meu ombro. - Namora comigo? Do tipo… Bem… De… Do tipo de verdade? - Por que essas merdas de palavras custavam a sair da minha boca?

- Talvez sim. - Repetiu minha resposta e gargalhou junto com Diana. Elas vão me fazer de otário rapidinho, todos os dias. - Claro que quero. - Mas isso vai ser maravilhoso. Aproximei-me rapidamente dela e a puxei para um beijo, o beijo que eu esperava há algum tempo.

- Finalmente. - Diana resmungou e eu ri entre o beijo. - E ah, achei que vocês me respeitassem. Não sei não, hein? - Ela levantou-se sorrindo e maneou a cabeça. - Vocês dois… O que seria de vocês sem mim?! - Colocou as mãos na testa e subiu. Eu e (s/a) nos olhamos e após rir nos beijamos de novo.

- Obrigada por tudo até aqui e já te agradeço pelo que virá.

- Não diga isso, não quero pressão no nosso namoro. - Ela respondeu.

- Eu te amo tanto e quando nós amamos as pessoas tudo o que ela faz é algo bom.

- Você sabe mais do amor do que eu. E olha que na sua concepção você é totalmente leigo nisso.

- Talvez não. - Ri encolhendo os ombros.

- Se você disser “talvez sim” ou “talvez não” novamente eu volto a ser babá.

- E quem disse que você não é mais babá?

- O quê? Agora eu sou patroa, meu amor. - Fechou os olhos se exibindo e eu ri bastante. - Estou brincando. Não quero outra mulher cuidando da minha… Da Diana.

- Da nossa filha. Da minha Diana. Da sua Diana. - Falei aproximando-me novamente dela e a beijando. - Ela vai ter uma mãe de verdade agora, e essa mãe é você.

Jess

Queremos o tudo, mas o tudo não nos da

O tudo foge, o tudo desaparece e assim some de nós.

Queremos o tudo, mas o tudo não nos da.O tudo cria asas, o tudo se afasta, o tudo não quer pertencer a nós.
 
Queremos o tudo, mas o tudo não nos da. O Tudo some , o tudo desiste ,pois ele sabe que tudo que temos, é o pouco que aparenta ser o quase nada.

Queremos o tudo , mas o tudo nã…
  O
 T
   u
d
   o

cansou, ele viu que o pouco que sempre pareceu nada, é justamente o que precisamos, só que nunca o valorizamos.

V.c
Capitulo 75

Valter:Desgraçada.(caído) vad…ia.

Pepa:(sorrindo) Mas você é uma anta mesmo…sabe,acho que depois do Fabian eu tomei gosto pela pratica de eliminar as mulas do mundo.(rindo)

Valter:Ri bastante vaga..bunda…o que é teu…tá guardado.(com dificuldades na fala)

Pepa:Mas eu to rindo á toa meu amor.(gargalhando) já você não tem muitos motivos pra rir,fala ai como é sentir a dor da morte?

Valter:Eu faço você sentir.(sacando a arma)

Pepa:(rindo) Você não deixa de ser burro nem na hora que tá morrendo cara?(lhe tomando a arma)

Valter:Ban…dida,não faz seu jogo não Patricia.(sorrindo) a vida é curta,e o mundo dá voltas.

Pepa:Que lindo virou poeta foi? (se agachando) o mundo é dos espertos,e cá pra nós,você não estava mesmo se encaixando a ele.

Valter: Uma hora….vo..cê,vai perceber…que nã…o…era…tão esperta assim.(sentindo dor)

Pepa: Matei o francês,te matando vou queimar arquivo já que você é o único que sabe,e de quebra,vou ficar com uma bolada,quer mais esperteza que essa?

Valter:Você…sem…pre disse que…eu …era bandido,e a minha casa caiu…a sua…não vai demorar a cair também.

Pepa:Enquanto ela não cai,eu vou curtindo a vida.(se levantando) eu até podia deixa você ai agonizando até morrer mas,eu não quero correr riscos,e também não vou poder ficar aqui assistindo poque minha novela vai começar,então não tem graça.

Valter:Desgraçada…(fechando os olhos)

Pepa:(atirando novamente) xii,não tem mais balas.(pegando a dele) se importa se eu usar a sua? (rindo) acho que não! (dando mais dois tiros)

(perto dali)

Van:Tem certeza que não quer deitar?

Clara:Deitar onde?no chão?

Van:Para de bobeira vai Clara,vem aqui logo.(a puxando)

Clara:Você e essa sua mania de achar que manda em mim.(fazendo bico)

Van:Não adianta fazer bico não.(rindo)

Clara:Idiota! (sorrindo de canto)

Van:Vem encosta aqui em mim.(se ajeitando no banco)

Clara:Lá vem você criando motivos para se aproveitar de mim.

Ela deitou e encostou a cabeça do meu peito,tanta lembrança veio na minha cabeça do empo em que ficávamos assim,estar ali com ela me fez lembrar de como é bom tê-la daquele jeito,tomei a liberdade de fazer carinho em seus cabelos,até achei que ela estaria dormindo,mas não sei o que deu nela,eu estava quase pegando no sono quando ela levanta de supetão.

Clara:Ai cansei.(abrindo a porta) não gosto de ficar em lugar fechado,preciso respirar.

Van:E você vai pra onde?(indo atrás dela) não adianta,eu não vou abandonar meu carro ali.

Clara:Jura? a gente tá no meio do nada e você tá preocupada com seu carro?

Van:Não é o meio do nada.(indo atrás dela) Clara quer parar?

A Clara quando queria era tão exagerada que eu ficava pasma,como conseguia? ela disse ainda mais algumas coisas do tipo “Se alguém aparecer e querer nos matar o seu carro não vai ajudar”“Eu mal consigo respirar lá dentro” detalhe todas as janelas estavam abertas,veja bem não estávamos no meio do nada,estávamos apenas em uma estrada de terra que quase não passava carro naquele horário,e que naquele dia,resolveu não passar nenhum e.e.

Em um dado momento,acho que cansando de fazer drama,ela desembestou a andar e não tinha cristo que fizesse parar,dizia ela que iria procurar ajuda,só parou quando tomou um baita de um tropicão,não teve como não rir,mas ela ficou puta e voltou a andar. Senti meu coração gelar ao ouvir dois barulhos,que ela pelo jeito não se ligou ou não sabia do que era,mas eu conhecia muito bem.

Van:Clara para.(segurando seu braço com força) volta pro carro.

Clara:Ai Vanessa.(puxando o braço) tá me machucando tá doida,olha iss…

Van:Vamos pro carro rápido.(a puxando pela mão)

Clara:Eu não quero..(se soltando) o que foi,porque você tá assim.?

Van:Você ouviu esses dois barulhos?

Clara:Ouvi..e dai?

Van: E dai que´são barulhos de tiros Clara,e foi aqui perto,agora entende porque temos que voltar pro carro?

Clara:Ai meu Deus…e agora Vanessa.(acelerando o passo)

Van:Agora nada,só anda,se puder,corre!(a puxando)

Clara:Mas como você tem tanta certeza disso?

Clara sendo Clara e.e,nem respondi e assim que chegamos próxima ao carro,fechei todas as janelas,apaguei a luz e os farois e a puxei para o banco de trás,como se isso fosse nos proteger de alguma coisa né?! ela estava com medo pelo meu medo,tentei me tranquilizar porque conhecendo a peça como conheço não ia demorar para ela entrar em pânico.

Depois de alguns minutos ali,avistei um carro indo na direção contraria a nossa,não sei porque mas uma coisa me chamou atenção naquele carro,não era um carro popular,e eu já havia visto um igual em algum lugar,logo tratei de sair de meus desvaneio afinal quantos carros daquele existe no mundo?

Clara:O carro do assassino.(sussurrando)

Van:Porque você tá sussurrando?(rindo)

Clara:Porque vai que alguém ouve.(assustada) e para de rir que o assunto é sério.

Van:Clara…a pessoa que está dentro daquele carro,fez alguma coisa.

Clara:Matou alguém,obvio.

Van:E estamos muito perto desse “obvio”.

Clara:Que?(assustada) você não quer ir lá,quer?

Van:Claro que não tá doida.(indo para o banco da frente) eu quero sair daqui.

Não sei se era meu desespero,medo,adrenalina ou sei lá o que eu estava sentindo,mas quando girei a chave o carro ligou,Clara deu um grito de felicidade que meus bofes quase saíram pra fora de tanto susto,porque ela escolhe os melhores momentos para dar um grito daqueles né? Saímos de lá e passamos onde o carro que havíamos visto saiu,senti um gelo na espinha,a imagem daquele carro por algum motivo ficou na minha mente.

( no hospital)

May e Lu: Ray?(surpresas)

Ray:Ér e ai gente.(sem graça) eu..eu…

mãe:Você deve ser o ex-namorado da minha filha.(sorrindo)

Pai:E pai da minha neta.(lhe estendendo a mão)

Ray:Hã…eu…ér..sou! (o cumprimentando) eu vim ver minha filha.(encarando Mayra)

Lu:Agora é filha dele.(sussurrando)

Tati:Shiiu.(a cutucando)

May:Isso não é comigo.(apontando pra recepção) primeiro você vê com o hospital e depois com a Thais.

Ray:Ela não pode me proibir de ver minha filha…eu sou o pai!

May:(respirando fundo) Ray,eu não disse isso!

Tentei o máximo manter a calma e não dar a louca naquele hospital com o Ray e os pais de Thais,apesar de tudo ele era o pai da criança e eu não podia fazer nada,conversei com ele que por algum motivo milagroso aceitou deixar eu falar com ela antes,preparar a coitada,afinal é muita stress para uma noite só,detalhe ela havia dado a luz não faziam nem 10 horas e já havia discutido com o pai,foi agredida e agora mais essa.

May:Posso entrar?(Pondo só a cabeça na porta)

Thais:Não precisa nem perguntar amor…(sorrindo)

May:Nossa,essa princesa já tá com fome de novo?(sorrindo)

Thais:Tá,mas até que ela me deixou dormir um pouquinho.(rindo)

May:É bom ver você sorrindo pequena.(lhe dando um beijo no topo da cabeça)

Thais:Não tem como ficar triste May.(sorrindo) eu fui presenteada com o maior presente do mundo,nada tira minha felicidade hoje.

May:Que bom meu amor,até porque essa princesinha aqui precisa da mamãe feliz né pequena.(acariciando a bebe)

Thais:Pega ela um pouquinho amor.(lhe entregando) eu gosto de você segurando ela.

May:Logo eu que sou toda desengonçada.(rindo)

Thais:É nada você leva jeito,o que é bom porque quando ela chorar de madrugada você levanta pra pegar.

May:Tá vendo Vale o que a mamãe faz com a dinda?(rindo)

Thais:Meu pais já foram May.(séria)

May:Não,eles estão ai fora,vão vir falar com você,eu acho.(lhe entregando a bebê)

Thais:Deviam ter ido.(cruzando os braços) você vai embora?

May:Não pequena,eu vou ficar aqui com você,mas agora a gente precisa conversar um pouquinho…(sentando ao seu lado)

Thais:Ai amor,quando você fala assim…lá vem bomba.

May:Não é bomba,mas pode ser que você não curta muito.

Thais:Tá,que foi?

May:Tem uma pessoa ai fora.(olhando sua expressão) que quer ver a Valentina.

Thais:Já desconfio quem seja,mas vai continua…(respirando fundo)

May:Sim pequena,é o Ray!

Thais:O que ele quer,ele não disse pra eu me virar?(se exaltando)

May:Amor calma…me dá ela aqui.(pegando a bebê) ele é pai meu anjo,mesmo você não querendo.

Thais:mas quando eu disse isso pra ele,ele desprezou a filha.(irritada)

May:Olha Thata,eu entendo a sua chateação,mas o que aconteceu ficou pra trás,você provou pra ele que você é muito mais do que tudo aquilo que ele falou.

Thais:Eu não quero nada que venha dele!

May:Você tem direito de não querer,as ele está aqui,e eu sei que você é maior que essa magoa que tá ai dentro.

Conversei bastante com ela que por fim resolveu deixa-lo entrar,lhe dei um selinho rápido e sai da sala era um momento dele com a filha e acho que a minha presença ali não seria muito legal,Thats ainda insistiu pra que eu ficasse,mas optei mesmo por sair.

Ray:Valentina é um nome lindo!(sorrindo com a filha nos braços) essas flores são pra você.

Thais:Dispenso,sou alérgica a tudo que é flor,mas obrigado!(secamente)

Ray:Ela se parece muito com o meu sobrinho.(sorrindo bobo) Thais a gente precisa conversar.

Thais:Pode falar?

Ray:Sobre o registro dela,eu quero que ela carregue meu nome.

Thais:Olha Ray,eu conversei com a sua irmã e por respeito a ela e somente isso,eu vou sim dar o nome da sua família pra Valentina.

Ray:Eu fico feliz,sei que errei muito com vo…

Thais:mas eu não quero nada,absolutamente nada de você.

Ray:Como assim?

Thais:Financeiramente,eu não quero nada.

Ray:Mas como não? eu faço questão el…

Thais:Eu não quero!

Ray:Bom acho que isso não é um assunto para tratarmos agora.

Três dias depois e Thais estava saindo do hospital com a pequena,ai gente nos primeiros dias foi uma curtição só,era bom acordar nas madrugadas com ela chorando,mas só nos primeiros dias,porque depois de duas semanas,estávamos a ponto de enlouquecer. Eu nunca pensei que ser mãe dava tanto trabalho e Thais parecia sentir muito essa nova fase,muitas vezes ligamos para Clara altas horas da madrugada porque não sabíamos o motivo do choro,eu ajudava no que podia,trocava fralda,me arriscava a dar banho,mas não tinha jeito a maior responsabilidade era dela que já demonstrava cansaço.

Thais:Ai graças a Deus.(colocando-a no berço)

May:Dormiu amor?(bocejando)

Thais:Dormiu.(se deitando) hoje ela caprichou.

May:Tá cansada né?

Thais:Muito,parece que durmo,uma hora por noite.

May:Então vai dormir,descansa um pouco,eu vou dar uma passadinha na empresa e mais tarde eu to de volta.

Thais:Tá.(lhe dando um selinho) tenha um bom dia amor.

May:Você também…se cuida!

(Na empresa de Clara)

Tati:Então Clara…é reunião sobre o que?

Clara:Não sei direito também,não tive tempo de ler nada,mas sei que é uma empresa de pequeno porte.

Tati:E eu preciso participar?

Clara:Bom,eles são especializados na sua área e como eu não tenho muito conhecimento…

Tati:Entendi.(lendo algumas coisas) eles querem uma parceria…corajosos.

Clara:Já esperava…

(batem na porta)

Clara:Pode entrar!

Angelis:Bom dia!(cumprimentando Tati) tudo bem?

Tati:Tudo sim,bom dia!(sorrindo)

Clara:Angel,o que faz aqui tão cedo.(a cumprimentando)

Angelis:To trabalhando meu amor.(sorrindo)

Clara:Tati,você já pode ir e depois a gente termina isso.

Tati:Tudo bem,com licença!(saindo)

Clara:Bom…(se sentando) então,qual é a boa? ou a ruim…

Angelis:Bom primeiramente eu quero um beijo da minha namorada,sei que estaremos quebrando o protocolo mas to com saudades.

Ela veio ao meu encontro e me beijou apaixonada eu correspondia com uma intensidade bem inferior,até porque eu não estava afim,ela ficou uma semana fora e mesmo assim não senti a falta dela ao meu lado,aliás eu acho que ela poderia viajar anos e eu ainda sim não estaria afim,na verdade eu estava pensando em terminar o nosso relacionamento,mas não queria magoa-la se é que isso é possível.

Clara:Angelis…não,para!(se afastando)

Angelis:Que foi Clara? (se aproximando) você não tá com saudades?

Clara:Não é isso…é que eu to no meu local de trabalho,enfim não pega bem!

Angelis:É,você está certa.(se ajeitando) tava pensando da gente sair a noite,o que você acha?

Clara:Não dá eu vou passar em casa dar um beijo no Max e depois vou em outra reunião á trabalho.

Angelis:Assim tá difícil hein Clara.(bufando)

Clara:É não tem muito o que fazer,é meu trabalho!

Tratamos mais uma vez de algumas coisas relacionadas a herança de Max entre outras coisas bobas de justiça,ela ainda tentou mais algumas vezes mas me esquivei de novo,eu até ia conversar com ela sobre terminar e tal,mas sei lá achei maldade fazer aquilo naquele momento,a hora pareceu passar voando eu precisa ir a uma reunião com uma empresa e de noite em um jantar,também a trabalho.

Pepa:Vanny!(sorrindo)

Van:Ai mano.(pondo a mão no coração) que susto Pepa.

Pepa:Ai desculpa.(saindo de trás da porta) surpresa!

Van:Como você entrou aqui?(sorrindo sem graça)

Pepa:Pedi pra secretária,como ela viu a gente saindo anteontem daqui a noite,acho que ela já entendeu.

Van:Entendeu…o que?(confusa)

Pepa:Que eu sou a mulher da chefe dela.(mordendo a orelha de Vanessa)

Van:Só esqueceu de me comunicar né.(se afastando)

Pepa:Ai Van,que humor é esse hein? e tem mais não preciso comunicar nada,já esqueceu do que fizemos nessa mesa aqui a uns dias atrás?

Van:Eu não gosto que a mina vida pessoa seja exposta,ainda mais no meu trabalho.

Pepa:Ai Van,eu não fiz nada,só pedi pra entrar e ela deixou.

Van;Tudo bem Pe.(sentando em sua cadeira) Mas agora eu não posso te dar atenção porque eu preciso trabalhar.

Pepa:E a noite? vai rolar da gente sair?

Van:Tenho uma reunião super importante hoje,fica pra outro dia.

Pepa:Fazer o que né?(revirando os olhos) me leva lá fora?

Van:Sério Pe eu to muito atolada em trabalho hoje.

Pepa:Vanessa Mesquita é aqui na porta.(respirando fundo)

Van:Tá bom,mas tem que ser rápido,sem gracinhas.(saindo da sala)

(já la fora)

Van:Pronto,tá entregue!

Pepa:E meu beso?

Van:Pe,eu to na frente da empresa…

Pepa:Não sei porque tanta preocupação a gente usou e abusou dessa empresa an…

Van:Tá Pe,mas não vai rolar,ok?

Pepa:Ok,então entrar aqui no meu carro só pra dar um beijinho.(destravando-o)

Van:Trocou de carro?(surpresa)

Pepa:Sim,lembra que eu mostrei ele e falei que compraria..então.(sorrindo)

Eu estava nervosa a semana inteira desde que descobri que teria um jantar de negócios com ninguém mais,ninguém menos,que Clara ai tive a brilhante ideia de sair com a Pepa para dar uma relaxada e acabamos transando na mesa do meu escritório,e dali em diante eu tentava fugir dela,afinal quando queria ser pegajosa a mulher caprichava.

Hoje foi mais um dia que tive que dar um fora nela,era o dia do tal jantar com a Clara,e eu realmente estava ansiosa,desde aquele papelão que eu passei fazendo com que a mulher ficasse ilhada no “meio do nada” como ela dizia,eu não havia a visto.Fui leva-la ela até o carro para acelerar o processo de desapego,quando ouvi o barulho do carro destravando me lembrei do carro que vimos na noite dos tiros,era idêntico mas como eu disse quantos carro desse modelo existem no mundo?

Pepa:Hein Van.(a balançando) que cara é essa?

Van:Hã? não,nada não,o que você tava dizendo?

Pepa:Vou te ligar mais tarde!

Van:Ah tá,pode ser.

Pepa:Bom,então até mais tarde.(lhe dando um selinho)

Voltei ao meu trabalho e fiz toda a pauta que teria que apresentar para a Clara aquele dia,eu tentava me concentrar afinal não estou saindo com ela,e sim indo encontra-la para tratarmos de negócios,apesar da ansiedade ser grande. umas 17:30 fui para casa correndo me arrumar e em menos de uma hora eu já estava no restaurante.

Garçom:Dona Vanessa,aqui está sua reserva.

Van:Obrigada!(sorrindo)

Gente sem brincadeira nenhuma ela chegou uma hora depois do combinado,as vezes eu me pergunto com ela ainda não faliu aquele empresa,a falta de comprometimento com o horário é uma coisa. Vi quando ela entrou e ainda ficou fazendo hora em frente ao espelho quis morrer com aquilo,virei para frente novamente enquanto ela se aproximava.

Clara:Boa noite! desculpe-me pela demora mas eu…(a encarando pela primeira vez) Vanessa?

Van:Clara Aguilar!(sorrindo)

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