mvslikejagger

Eu não sou como você pensa. Eu não sou má com todo mundo, grossa sem motivo, revoltada, rebelde, e tudo mais. Eu não sou assim de verdade. Na verdade, eu posso ser meio louca e sem noção às vezes, mas também sou doce e meiga, trato as pessoas bem e sempre tenho aquele sorrisinho simpatia pronto para melhorar o dia de alguém. Eu gosto de ajudar as pessoas e não colocá-las para baixo. Eu sou legal, juro que sou - pelo menos, originalmente, eu sou. Mas eu tenho que ser grossa, tenho que ser revoltada, tenho que afastar as pessoas, é o meu jeito de me defender, sabe?! Eu sou obrigada a isso pelo mundo. Sou obrigada a fingir ser algo que não sou, a fingir que está tudo bem quando não está, a dizer que não sinto quando sinto demais, simplesmente porque se eu realmente me mostrar de verdade, vão pisar em mim, eu sei. E eu não quero ser pisada e magoada de novo. Eu vou te afastar, vou fazer pose de “eu sou foda, supero tudo e não me machuco” mas não vou ser inferior. Estou assim agora: vai ser tudo do meu jeito e quem quiser que aguente.

(Nathalia Dutra)

Eu acho lindo aqueles casais em que, ironicamente, um chama o outro de tosco, bobo, idiota e essas coisas. Aqueles casais em que é muito raro você ouvir um dos dois falando que vão se amar eternamente ou que ela é o amor da vida dele e vice versa. Aqueles casais que dispensam essas demonstrações de afeto grudentas que eu não curto nem um pouco. Aqueles casais que, se você visse na rua, falaria que são apenas melhores amigos, que brigam e se xingam, mas você ve o sentimento entre eles. Acho maravilhoso aqueles casais em que o sentimento de um pelo outro é tão, mas tão grande, que eles não precisam falar isso sempre, transparece em cada olhar e cada momento.

(Nathalia Dutra)

Às vezes eu tenho uma vontade incontrolável de chorar, só chorar, e sabe? Eu nem ao menos sei o porquê. São dias em que tudo está bem, eu estou rindo e brincando com todos os meus amigos, não tem nada me aborrecendo e eu estou ótima, aí eu chego em casa à noite, deito na cama com a luz desligada e uma música tocando, então a dor parece que vem, assim, do nada. De repente eu lembro de tudo que já me aconteceu, eu começo a pensar em tudo e nada ao mesmo tempo, eu viajo sozinha nas minhas histórias e experiências - é quando uma lágrima escorre pelo meu rosto sem eu perceber. Me vem uma angústia tão grande que bate no peito e entra na mente, que toma todo o meu ânimo e me deixa desnorteada. É uma dor emocional, mas dói muito mais que qualquer soco. Eu só queria um jeito de me livrar de tudo isso que me atormenta e me corta por dentro, eu queria poder, só por alguns minutos, sair do meu corpo e deixar ele lá sendo dilacerado por aquela confusão de sentimentos misturados e pela primeira vez na minha vida: ficar vazia. Eu queria uma resposta, um abraço, uma ordem, qualquer coisa que fizesse parar a dor e a angústia, algo que acabasse com a sensação de não ter mais oxigênio para respirar ou força para continuar; mas como eu acabo com um choro tão involuntário, tão necessário, tão natural até, que não tem motivo nem hora para acontecer? Sinto muito sociedade, mas eu não tenho mais a vontade que eu tinha antes, minha força se foi e levou minha lucidez junto com ela e - no meio de tantas pessoas, esperanças, trágedias, sentimentos e escolhas - acho que agora só me resta respirar fundo, confiar na única pessoa que pode me ajudar, e me entregar. Ei, Deus, só peço que me proteja e cuide bem de mim ok?

(Nathalia Dutra)

Desde que surgiu a palavra Desculpa, todos se sentem no direito de me machucar. Dizer me desculpa não significa que você realmente sente muito pelo que aconteceu, não significa que você está disposto a consertar o erro e muito menos que você se importa muito com a pessoa para deixá-la ir embora. Significa que você quer que a pessoa pare de te encher o saco e esqueça o que você fez. Mas ela não vai esquecer, sabe? Ela vai pensar no que você fez à noite quando for dormir, olhando para o teto do quarto, talvez ouvindo uma música no celular, com lágrimas nos olhos. Ela vai se perguntar porque você fez aquilo, como teve coragem; e vai se confundir, achar que ela mereceu quando realmente o erro foi seu. Ela vai conversar com você no outro dia e quando você perguntar se ela está bem, porque está há muito tempo olhando para o nada, meio séria, meio triste, ela vai te dizer que está tudo bem, que ela só está pensando. Você vai olhar para o chão e dar de ombros, porque na verdade sabe que não está tudo bem, sabe no que ela está pensando, sabe a dor que ela está sentindo, mas é orgulhoso demais para se sentir culpado de verdade.

(Nathalia Dutra)

Quem nunca sofreu uma perda? Quem nunca quis com todas as forças possíveis que alguém voltasse, mas sabia que não ia acontecer? Quem nunca disse adeus tarde demais com gostinho de te quero de volta? Quem nunca foi forte na hora da separação, mas depois chorou até perder o fôlego e não conseguir falar ou respirar, porque você simplesmente não queria acreditar no primeiro momento que aquilo realmente tinha acontecido e a ficha demorou para cair? Quem nunca sofreu, seja por amor, amizade, ódio ou qualquer outro sentimento? Quem nunca sentiu como se seu mundo tivesse se despedaçado e um buraco aberto embaixo de você estava na hora te levando para um abismo eterno? Quem nunca quis gritar, mas teve que conter a dor? Quem nunca se machucou? Sabe, eu acho que isso faz parte da vida, perder alguém para se tornar mais forte. Eu aprendi que as pessoas se vão porque tem que ir e não importa a saudade, é o melhor para você. É extremamente difícil aceitar isso, mas é verdade, por pior que pareça. As pessoas te deixam para abrir espaço para outras que vão entrar na sua vida e fazê-la melhor ainda. E na hora parece que você não vai aguentar, mas aguenta, porque Deus tem algo bem melhor reservado para você, pode ter certeza disso.

(Nathalia Dutra)

“Que tipo de garota você é?” Eu? Eu sou daquelas que quando fica estressada fecha a cara e é grossa com todo mundo. Que quando tá animada começa a dançar no meio da rua sem música como se tivesse em uma festa e nem se importa com as pessoas olhando. Que quando está triste sorri o tempo todo e não demonstra isso para ninguém, mas chora na cama sozinha no final do dia. Que, quando está com os amigos, se solta totalmente e esquece os padrões. Que não segue os próprios conselhos, mesmo sabendo que deveria. Que faz tudo errado, é desastrada, desleixada, preguiçosa e, bem, a lista é longa. Que se apega muito rápido e por isso é machucada muito fácil, mas não quer mudar. Que senta no fundo, conversa a aula toda, é o terror dos professores, mas tira nota boa porque se esforça - ou porque tem aquela sorte foda né -. Que faz imitações, conta piadas idiotas, ri o tempo todo e é tachada como louca, e até gosta disso. Que sabe ser meiga e ingênua mas também sabe ser chata e vingativa quando quer. Que aprendeu que tem que fazer o que quiser sem ligar para mais nada, sem arrependimentos. Que vive e registra e aproveita e materializa cada minuto porque sabe que um dia tudo vai acabar e quer ter certeza de que aproveitou o que podia aproveitar, chorou o que podia chorar, viveu o que podia viver. E aí, e você? Que tipo de garota você é?

(Nathalia Dutra)

Eu odeio não ter o controle de tudo. Eu odeio me sentir desse jeito. Eu sempre gostei de saber tudo que está acontecendo a minha volta e das responsabilidades, eu lidava bem com isso. Eu sempre gostei de ser superior. Aí você vem e confunde tudo o que eu estou sentindo, me deixa totalmente perdida e carente. Você me faz sentir ciúme, necessidade, amor até, e eu odeio isso. Eu odeio saber que você tem um poder tão grande sobre mim e que, não importa o que você faça ou como você aja comigo, eu vou atrás de você e vou te perdoar, vou fazer de tudo só para tentar ter você só para mim. Eu odeio tudo isso em você, mas eu não posso evitar. É mais fácil te odiar e amar ao mesmo tempo do que tentar te esquecer. Você se tornou uma parte muito grande de mim.

(Nathalia Dutra)

Eu estou com medo. Na verdade, estou apavorada. Minha vida passou tão devagar e agora parece que, da noite para o dia, estão querendo que eu decida cada movimento que farei pelos próximos anos e isso me assusta. Sempre fui muito espontânea e não penso antes de fazer as coisas, então é horrível para mim fazer planos. Me sinto limitada e fraca. Eu não sei o que responder quando me perguntam o que eu quero fazer “quando crescer”. Poxa, eu não sei nem o que eu quero fazer na sexta à noite! Eu queria ter controle sobre o meu futuro como pensam que tenho, juro que queria, mas não consigo planejar nada. A questão é que eu sei do que eu gosto, sei as minhas alternativas, mas todos são muito contraditórios - isso me irrita profundamente. Dizem que essa decisão é minha e de mais ninguém, mas quando digo que quero fazer dança, estudar música, moda ou ser escritora, só o que eu ganho é um sonoro e uníssono não. Ninguém tem fé em mim. Ninguém acredita que eu realmente tenho talento e que posso ter sucesso e dinheiro em qualquer área que eu escolher. Eles querem que eu tome uma decisão, mas não me deixam tomá-la. Epere aí! A decisão era minha até uns minutos atrás, antes de eu falar o que queria, não é? Quem vai ter que arcar com as consequências disso sou eu, quem vai ter que fazer aquilo pelo resto da vida sou eu, quem vai ter que sentir o peso daquilo sempre sou só eu, então me deixem. Na hora de morrer, sou eu quem tem que morrer por mim, então me deixa viver a minha vida do meu jeito.

(Nathalia Dutra)

Hoje eu me peguei pensando em você e tudo que você já foi para mim. Pensei no que você representava na minha vida, pensei em tudo que a gente tinha, pensei em nós. Pensei em quanto tempo faz que eu não sinto tudo isso. Quer dizer, quanto tempo faz que eu não me arrepio ao falar com uma pessoa? Que eu não fico o dia todo esperando qualquer oportunidade para poder falar com alguém? Que eu não sorrio só ao ver um sorriso ou choro só ao ver uma lágrima? Quanto tempo faz que eu não amo alguém? Pois é, hoje eu pensei que você foi a única pessoa que virou todo o meu mundo de cabeça para baixo. E eu gostei disso. Porque não importava o quanto doía, não importava o que você fizesse; eu estava feliz só de te ter por perto. Pensei na mania irritante que você tinha de, no meio de uma briga, olhar nos meus olhos e falar que eu era sua; e aí pronto, já não tinha mais briga. Pensei naquele jeitinho que você tinha de me fazer rir quando eu dizia que eu não estava bem, e você olhava com ironia para mim e com um sorrisinho malicioso dizia “vem cá que eu te faço ficar bem”. Você não era meu namorado, mas você também não era só meu melhor amigo, você era algo mais que isso. Você era meu. Hoje eu pensei que eu queria poder lembrar de tudo isso sem ter que lembrar também que tudo isso é passado. Eu queria que você estivesse aqui.

(Nathalia Dutra)

Não existe um meio termo? Onde eu olho vejo quatro tipos de garotas: as que tem bastante amigos, são populares, riem o dia todo e fingem que não sentem dor; as que se isolam por achar que não se encaixam em nada, que não tem amigos, agem como se não ligassem para isso e fingem que não sentem dor; as que querem algum tipo de atenção então se dizem as independentes e sinceras, falam o que pensam, dizem que não ligam em perder um amigo e fingem que não sentem dor; e as que tem amigos, tem a atenção que precisam, mas não se apegam facilmente às pessoas, acabam se isolando também, e fingem que não sentem dor. Poxa, qual é o problema das adolescentes ultimamente? Mostrar sua dor, compartilhá-la com quem você confia e às vezes chorar não é ruim nem quer dizer que você é fraca. Na verdade, quer dizer que você foi forte por muito tempo.

(Nathalia Dutra)

Eu aprendi que respeitar e ser educado não é ser falso. Que as pessoas mudam e só nos resta as lembranças de tudo que um dia foi tão bom. Que minha felicidade depende apenas de mim e não de um namorado, amigo, ou qualquer outra pessoa. Que quando uma amiga está chorando não se deve fazer perguntas, só abraçá-la e mostrar que não importa o que aconteça, você estará lá. Que nem sempre quem é popular tem muitos amigos; na maioria das vezes, tem apenas um ou dois. Que quando não você pára de pensar em alguém, por mais que não queira, você ama essa pessoa. Que eu vou me machucar e vai doer, várias vezes. E eu aprendi que vou aguentar tudo isso, porque eu posso parecer frágil mas a cada dia me torno mais forte e mais madura, mais pronta para enfrentar o que tentar me derrubar, mais decidida de que eu vou ter uma vida ótima, e ninguém vai me impedir disso.

(Nathalia Dutra)

Confie em mim, você vai superar. Falo sério. Você sempre se achou insegura demais ou tímida demais, sempre teve medo de ser abandonada, por isso se afastava de todos. Você sempre pensou que nunca seria realmente aceita até que encontrou ele. E ele te fez feliz, mais do que qualquer outra pessoa já fez. Aí ele te decepcionou. E você chorou. Agora você acha que nada vai conseguir curar essa dor e volta à insegurança de antes. Você acha que é fraca demais para esquecê-lo e seguir em frente, que seu sorriso vai desaperecer por um bom tempo e dar lugar à lágrimas. O que você não sabe é que ninguém sabe a força que tem até ser obrigado à usá-la. Então use essa força, deixe a insegurança de lado, coloque um sorriso no rosto e prove a todos que você vale a pena, e que consegue fazer qualquer coisa.

(Nathalia Dutra)

Você me machucou. Você me deixou. Depois de tudo que nós vivemos, eu nunca imaginei que iríamos nos afastar tanto assim. Você costumava dizer que me amava e que eu era tudo para você, não sei como isso mudou de repente. Agora você está em todos os meus pensamentos, quando eu me deito e quando me levanto e, por mais que eu tente fugir ou esquecer, eu não consigo: você soltou a minha mão e eu caí. Você também me ajudou, me tirou de um sonho e me puxou de volta para a realidade e eu não me arrependo de nada, ao menos tento não me arrepender. Eu sofri, chorei, quase me afoguei na dor e na lástima, e agora superei, cresci. Fiz de tudo para enxugar as minhas lágrimas, espantar os meus medos, fechar a porta e não olhar mais para trás e, mesmo que essa idéia me assuste extremamente, vou viver sem você. Não vou te esquecer, você faz parte de mim, das minhas lembranças, da minha vida e sempre vai fazer, mas não posso pensar no passado, não posso hesitar. O que torna isso difícil é a ligação que nós tivemos, a ligação que me manteve respirando quando eu queria morrer, que me deixava feliz quando tudo estava desabando, e quando essa nossa conexão acabou você me disse adeus e despedaçou a melhor parte de mim. É cansativo e extenunante tentar te tirar dos meus pensamentos, acabar com o vazio que você deixou, mas é melhor: agora eu tenho uma chance real de ser feliz sem depender de ninguém.

(Nathalia Dutra)

O que dói não é ver as pessoas mudando e se afastando. O que dói mesmo é pensar em quem elas costumavam ser e como vocês costumavam ser próximos. É pensar em tudo o que vocês conversavam e o tanto que riam juntos. É lembrar que vocês era tão felizes, nunca imaginavam o que ia acontecer, que vocês iriam se afastar. Quando você começar a se sentir assim, quando ficar lamentado porque queria poder voltar no tempo e reviver tudo aquilo, você tem que pensar que não importa como se sinta, passado é pra ser deixado pra trás, por isso é passado, e o presente é pra ser vivido agora. Você tem que levantar a cabeça e se lembrar que tudo pode acontecer e que o presente vai ser bem melhor, afinal se não fosse, não se chamaria presente.

(Nathalia Dutra)

Não sou louca, ao menos não como você pensa, só deixo me classificarem assim para poupar a explicação. Tudo que eu faço tem uma razão e por mais irracional ou improvável que seja, tem sentido para mim. Tudo que eu quero pode parecer irreal ou inalcansável, mas é totalmente possível para mim. Ser louca é perder a noção do racional, é não ter lucidez, e isso eu tenho, pode ter certeza. Eu sou como sou porque gosto de ser diferente, única. Gosto de ter minhas coisas, minhas marcas, minha opinião. Uso minha racionalidade apenas quando é estritamente necessário. No resto do tempo, eu tento me desapegar disso o máximo possível, tento ser livre e esquecer a sociedade, simplesmente porque a sociedade é chata. Está tão apegada à razão e à lucidez que não vê que isso não precisa acontecer o tempo todo, é bom se soltar às vezes. É bom ser livre. O mundo chegou a tal ponto em que é elogio ser chamado de louco, porque a realidade racional já não é tão boa assim.

(Nathalia Dutra)

As pessoas falam, mas nunca vão entender, ninguém vai, só nós. O que nós tivemos é diferente de qualquer outro tipo de relação. Nunca namoramos e nem pretendíamos, nosso amor era muito forte mas não era desse jeito. Você era um irmão para mim, literalmente, meu melhor amigo. Me fazia rir e me ajudava, me dava conselhos e me animava, sempre foi a pessoa mais importante do mundo para mim. Todos olhavam para a gente de um jeito estranho (ainda olham), como se todos soubessem que nós tínhamos que estar juntos de verdade, namorando, e só nós mesmos que não. Como eu disse, nunca vão entender que não era assim, nunca foi. Eu nunca me apaixonei por você, nem mesmo gostei de você: eu te amava muito, você era importante para mim, mas não como namorado, só como um, hm…, não tem nome exato para o que nós éramos um para o outro. Eu sinto a sua falta, sinto falta do que você representava para mim, sinto falta de saber que não importa o que aconteça, uma pessoa sempre me ajudaria e ma faria sentir melhor. Sinto uma saudade enorme da nossa amizade, que ninguém nunca vai conseguir entender.

(Nathalia Dutra)

Não me pergunte quantos followers eu tenho, reblogs ou likes: eu escrevo por mim e mais ninguém. Não critique meus textos ou fale que escrevo mal: você não estará me julgando, estará julgando meus sentimentos, e isso dói. Eu escrevo para me expressar e tentar me entender. Escrevo porque esse é o único jeito que eu consigo admitir a verdade. Escrevo pela vontade de tirar de mim e guardar em outro lugar aquele sentimento dentro de mim, aquela dor ou aquele amor que está me corroendo e acabando comigo de um jeito bom ou ruim, pelo anseio que tenho por decifrar meus pensamentos e desejos, pelo simples fato de querer saber que não estou sozinha. Não sou a única pessoa sentindo aquilo e sofrendo ou amando ou estando feliz assim, e se todos os outros superaram tudo e estão bem, eu também posso ficar. Escrevo porque talvez assim, eu me sinta um pouco melhor e entre em um mundo só meu, de esperanças e sonhos, de memórias e aventuras, de sentimentos que se alojam dentro de mim com tanta intensidade. Escrevo porque gosto, não porque você acha bonito.

(Nathalia Dutra)

Está triste? Saia, dance, se divirta. Enquanto você der atenção à dor, ela não vai passar, então se distraia. Vá conversar com seus amigos, ouvir música, ler, fazer carinho no cachorro, porque o que quer que esteja te aborrecendo, com certeza não merece tantas lágrimas. Quando você for ver já se esqueceu o que aconteceu e tem problemas novos para lidar, e vai ser assim para sempre. Você vai ser feliz, vai achar que está tudo perfeito e aí vai cair, chorar, se sentir péssimo, levantar a cabeça e dar a volta por cima, superar, ficar feliz e cair de novo, é natural.

(Nathalia Dutra)