musée de l'elysée

Ainda que gostasse - ou tentasse - ser sociável, June não costumava frequentar lugares tão movimentados quanto aquele festival; o que, é claro, só aumentava a animação e ansiedade quase infantil para que o dia chegasse logo. Tinha até passado maquiagem e se arrumado bem mais que o normal - nunca tinha paciência suficiente para usar algo além de moletons largos com a primeira saia que encontrasse. Gostava de saias; elas ajudavam a disfarçar, hã, volumes que mocinhas não deveriam ter entre as pernas. Não que fosse exatamente uma mocinha, mas… “Sem crise existencial agora, June” - advertiu-se, prendendo o final da segunda trança feita nos cabelos castanhos e ajeitando a franja. Com mais uma repuxada na saia rosa pastel, vestiu o ‘casaco’ branco por cima de outra blusa justa, quentinha e de manga comprida - e 'casaco’ entre aspas porque aquela coisa não esquentava nada; por ter sido feito de crochê por June em um padrão aberto e simulando flores, só tinha fins estéticos mesmo. É claro que, como era aberto e com mangas compridas demais, vivia enroscando os dedos ou passando-os pelos espaços errados - mas adorava aquela coisa, fazer o quê. Finalmente saiu de casa, com um atraso significativo na hora que tinha combinado de encontrar Miyeon na praia, mas a outra já estava mais que acostumada com aquele mal costume de June; e quando chegou, estava tudo bem mais cheio do que esperava. Se arrependeu instantaneamente de não ter combinado de ir logo junto com a amiga, enquanto vagava entre as pessoas em busca da mesma; justamente por procurá-la à sua volta, não estava realmente olhando pra frente, até que deu um belo encontrão com as costas de alguém. — Oh! — A exclamação de susto foi instantânea, precisando de um segundo e duas piscadas de olho pra processar o que tinha acontecido, as mãos se unindo próximo ao queixo. É claro que, sendo o desastre em pessoa, tinha que esbarrar em alguém, e é claro que corou de imediato enquanto fazia uma reverência apologética. — Me desculpe, me desculpe mesmo! Eu-eu estava distraída procurando uma amiga e… — Tentou se explicar, a timidez atacando tão forte que não conseguiu concluir a frase ou olhar para o rosto da pessoa por mais de um instante. Precisava de certa preparação psicológica e emocional pra falar com pessoas, por isso odiava encontros repentinos - a confusão em sua cabeça era demais. — Não machucou nem nada, né?

please consider

Eu me ajeito, no seu jeito.
—  Marília Mendonça.
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so remember how they cut the best part out of ‘drink with me’?

i took the liberty of fixing that for you, complete with a repeating timelines au in which grantaire knows everyones gonna die every time and cant figure out how to fix it.