mulheres brasileiras

● Legendas: Fotos Sozinha ●

Ela te provoca, ela te domina, ela te consome igual nicotina ✌

❀ tu faz psiu e ela nem olha ❀

Ela é marrenta, nenhum playboy aguenta, não vai com papo torto pra ela, se orienta. 👌

Toda gostosinha, jeitinho de cinderela 🎀☺😘🔝

Se quer ser feliz, vai ter que aprender a ignorar muitas coisas  ❂💥

Pele bronzeada, mulher brasileira a coisa mais linda. Chamada de avião, corpo de violão, a maior obra prima 😘👠👙💋🚺👌

E como de costume, ela achou melhor sorrir.. 🌼🌾 

Cê pensa que tá enganando ela… quando cê ta indo ela já voltou faz tempo parceiro. 👊

Essa mina é casca dura, não é qualquer um que atura. 💋👯

Intensa demais para aceitar ser amada pela metade  💋

não se iluda com o sorriso dela, pq a maldade tá na mente 💥 ✌ 

Acorda! Tem gente furando fila, e sendo feliz em seu lugar! ✌

Se não quiser ficar só, cuide dela bem melhor  💋 💄

Por favor não leve a mal, se a minha alegria não se iguala ao seu astral 🌀🍀

Onde ela passa, chama atenção e arrasa  💋💄 👠

Ela é tipo um tsunami de salto  👠

Reblog ou dê like se pegar/gostar.

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Ela te provoca, ela te domina, ela te consome igual nicotina ✌

❀ tu faz psiu e ela nem olha ❀

Ela é marrenta, nenhum playboy aguenta, não vai com papo torto pra ela, se orienta. 👌

Toda gostosinha, jeitinho de cinderela 🎀☺😘🔝

Se quer ser feliz, vai ter que aprender a ignorar muitas coisas  ❂💥

Pele bronzeada, mulher brasileira a coisa mais linda. Chamada de avião, corpo de violão, a maior obra prima 😘👠👙💋🚺👌

E como de costume, ela achou melhor sorrir.. 🌼🌾

Cê pensa que tá enganando ela… quando cê ta indo ela já voltou faz tempo parceiro. 👊

Essa mina é casca dura, não é qualquer um que atura. 💋👯

Intensa demais para aceitar ser amada pela metade  💋

não se iluda com o sorriso dela, pq a maldade tá na mente 💥 ✌

Acorda! Tem gente furando fila, e sendo feliz em seu lugar! ✌

Se não quiser ficar só, cuide dela bem melhor  💋 💄

Por favor não leve a mal, se a minha alegria não se iguala ao seu astral 🌀🍀

Onde ela passa, chama atenção e arrasa  💋💄 👠

Ela é tipo um tsunami de salto  👠

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Link para o livro em PDF:
Luta, Substantivo Feminino - Mulheres Torturadas, Desaparecidas e Mortas na Resistência à Ditadura

“Além do registro da vida e morte de 45 mulheres brasileiras que lutaram contra a ditadura, este livro inclui o testemunho de 27 sobreviventes que narram com impressionante coragem as brutalidades das quais foram alvo, incluindo quase sempre torturas no âmbito sexual, alguns casos de partos na prisão e até episódios de aborto. Esses depoimentos das sobreviventes da tortura estão distribuídos ao longo do livro, entremeados das histórias das 45 mulheres mortas. Alguns boxes explicativos fornecem informações pertinentes às narrativas. Os textos introdutórios de cada capítulo buscam resumir o contexto de cada fase da repressão política. O artigo “Resistência e dor”, de Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, focaliza aspectos da subjetividade hedionda da tortura, bem como a força decisiva das mulheres na luta para superar esse triste período da nossa vida nacional.”

De musa à produtora: a mulher na arte e no mundo

A exposição “Mulheres artistas: as pioneiras (1880-1930), na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni e Elaine Dias, traz à tona um debate que discute a presença da mulher na produção artística brasileira, num cenário em que homens eram os protagonistas.

Coeur Meurtri [Coração ferido], c. 1913 / Nicota Bayeux
óleo sobre tela, 87 x 67 cm
Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Foto: Isabela Matheus


Na apresentação do catálogo da exposição, Tadeu Chiarelli (diretor geral da Pinacoteca), já entrega um ponto de partida para entender por que a presença feminina na história da arte brasileira é tão pouco discutida.

"Entretanto, se do ponto de vista artístico/estético as questões de gênero parecem importar pouco, do ponto de vista sociocultural - aquele que diz respeito expressamente ao preconceito contra a mulher e contra a arte no Brasil -, tal problema conta, e muito”.

Ainda, segundo Chiarelli, observa-se que as mulheres exploraram e despontaram nas vertentes mais radicais da arte não pelo seu mérito, mas por causa do baixo interesse da sociedade em arte e cultura. O que se explica neste trecho:

“No Brasil, por não se respeitar a arte como uma atividade "séria”, aprendemos desde cedo que ela é “coisa de mulher”, ou algo que o valha".

Esse aspecto, apesar de restritivo, abriu oportunidades para que as mulheres desenvolvessem seus potenciais, o que seria diferente naquele período caso optassem por outras áreas dominadas por homens.


Quem eram essas mulheres?

Abigail de Andrade, Angelina Agostini, Anita Malfatti, Anna da Cunha Vasco, Beatriz Pompeu de Camargo, Berthe Worms, Dinorah Carolina de Azevedo, Eleonora Elisabeth Krug Malfatti, Francisca Pinheiro de Carvalho, Georgina de Albuquerque, Haydéa Lopes Santiago, Helena Pereira da Silva Ohashi, Julieta de França, Lucília Fraga, Maria da Cunha Vasco, Maria Pardos, Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto, Nicota Bayeux, Regina Veiga, Tarsila do Amaral e Yvonne Visconti Cavalleiro.


Quais os desafios enfrentados pelas pioneiras?

As que se arriscavam eram denominadas como amadoras, afinal, só puderam de fato se matricular na Academia apenas em 1892, no Brasil (lembrando que a Academia Imperial de Belas Artes foi inaugurada em 1826, no Rio de Janeiro - mais tarde, na república, passou a se chamar Escola Nacional de Belas Artes) - fenômeno também observado em outros países.

Elas também foram impedidas por um bom tempo de estudarem com plenitude as competências comuns ao meio, como o estudo de modelo vivo (nus) e pintura de história - os gêneros mais valorizados pelo sistema acadêmico. E se já era difícil se estabelecer em uma instituição de ensino, ficava mais difícil ainda conquistar premiações em salões de arte.

Para conseguir uma formação mais ampla e novas possibilidades, algumas dessas artistas foram estudar em Paris. Vale ressaltar que elas eram brancas e de famílias em ascensão social, ou seja, há também uma questão étnico-social a ser observada.

O aprimoramento foi importante para o desenvolvimento de mais habilidades, uma abertura para o aprendizado das técnicas essenciais de pintura e exercícios de observação, com foco na reprodução da natureza. O que se fazia necessário tanto para a estética clássica quanto para as vanguardas do século XX.

Foi exatamente pelo esforço e dedicação durante a formação, mesmo com as dificuldades impostas, que as mulheres artistas conseguiram provar sua capacidade em diferentes gêneros da pintura. De musas inspiradoras para os pintores, tornaram-se as produtoras. Elas lutaram por um espaço, para assinarem seus nomes na história da arte brasileira, marcando presença em ambientes onde eram recebidas com preconceito.


Mas essa “luta” não continua a mesma?

Mesmo hoje, em múltiplas atividades profissionais, é clara a cadeia de privilégios para os homens. A desigualdade entre gêneros é gritante, inclusive na arte.

As mulheres configuram a minoria na política e na gerência das empresas. Elas ganham menos, são expostas a diferentes tipos de violência e são representadas por padrões estéticos que não reproduzem a realidade e a diversidade.

Uma referência atual foi encontrada no filme “O julgamento de Viviane Amsalem”, que conta a história de uma mulher que tenta por anos se separar de seu marido, lutando pela sua liberdade, que num dado momento é reprimida pelo juiz com a seguinte frase: ponha-se no seu lugar.

Com tantas evidências de sexismo, também representadas em diferentes manifestações culturais, nascem as perguntas: Então, qual é o lugar da mulher no mundo? Como elas lidam com as insistentes pressões sociais?

Com base nas informações deste artigo, convidei algumas mulheres para responderem a estas perguntas. Confira as respostas:


MILENE RINALDI

“Seguindo a minha filosofia crowleyiana, cada homem e cada mulher é uma estrela, o lugar da mulher é onde ela queira estar, assim como o lugar do homem é onde ele queira estar. Eu sei que a história da humanidade não se desenvolveu dessa maneira e o grande erro está na “imposição”, quando eu imponho ao outro a minha opinião/vontade começa a violência e a desigualdade. Isso toma uma proporção gigantesca acompanhando o crescimento da população de planeta. 

Na arte não é diferente porque a arte é um reflexo da sociedade, a arte é uma ferramenta de expressão, logo, ela vai exprimir o pensamento, a ideia humana. Lendo o seu texto eu lembrei que, por muito tempo, a mulher cozinhava para a família, acreditava-se, e alguns ainda acreditam, que a mulher nasceu para pilotar fogão. Nota-se que nos estabelecimentos onde se cozinha profissionalmente o “chef” é sempre homem. Outra vez se desvaloriza a capacidade profissional da mulher. 

Elas lutam bastante, mas para mudar o pensamento que vem de várias gerações precisa-se de mais tantas gerações futuras, elas estão caminhando. Assim como os gays estão conquistando cada vez mais seus lugares no mundo, que é estar onde eles querem estar.”


NATHASHA VIANNA

“O lugar da mulher no mundo é onde ela quer estar (em singular, porque cada uma tem seus sonhos e desejos). A sociedade é muito preocupada com padrões e estereótipos: a mulher precisa ser assim e assado; ela precisa fazer isso e aquilo. 

Não existe um respeito ou a visão da mulher como um indivíduo único, pensante e capaz; é como se tivéssemos uma “regra exclusivamente feminina” e quebrá-la se torna uma ofensa para as pessoas. Cada uma responde às pressões de uma maneira, acho que depende muito do contexto social da mulher, a forma como ela vê o mundo e o jeito como ela lida com as situações. 

Eu digo por mim que eu nunca fui muito boa em aceitar o que as pessoas diziam que eu não podia fazer por ser mulher. Desde criança, eu pensava: Por que eu não posso? Por que alguém disse que eu não sou capaz? Ninguém me conhece, é lógico que eu posso!”

 

ELIANE DAL COLLETO

“O lugar da mulher no mundo deveria ser onde ela quiser. Mas não é. Não é no transporte público, não é nas empresas, não é na família, não é na política. Simplesmente não é.  

O lugar da mulher tem sido onde sua formação familiar e social lhe impôs. Se foi criada numa família com valores feministas expostos, numa grande metrópole, com acesso a cultura, arte e informação, o lugar dessa mulher pode ser onde ela quiser. Isso não é a regra, é exceção. 

Ainda assim, essa mulher criada com o olhar feminista encontrará pelo caminho outras mulheres e homens vindos de uma formação familiar machista, que representarão sempre uma barreira, serão eternos juízes de suas decisões.  

No mundo corporativo, onde passei meus últimos 28 anos, posso dizer que vi de tudo. E se tivesse que fazer uma estimativa percentual mental, diria que 80% das mulheres com as quais convivi nas grandes empresas multinacionais que atuam no Brasil são mulheres machistas. Elas nem percebem que são machistas, pois repetir os discursos machistas é parte do repertório delas. São nos pequenos detalhes, nos comentários cotidianos, nas concessões, na subserviência, na aceitação de piadas sexistas e muitas vezes ofensivas que esses 80% se mostraram machistas aos meus olhos. 

Apesar de sangrar por dentro ao ouvir, como mãe, que uma filha de 20 anos se sentiu obrigada a beijar um homem da sua idade numa balada na noite paulistana porque ficou com medo de apanhar dele, já que as amigas estavam distante alguns metros, ainda sou otimista com a condição feminina. Pois hoje é melhor que ontem e amanhã será melhor que hoje. 

Somos seres em evolução e, com total convicção da arrogância que minhas palavras carregam, as mulheres estão ganhando essa corrida da evolução. 

Como lidamos com as pressões sociais? Cada uma lida como consegue. Eu lido em verso e prosa, expondo minhas feridas, cuspindo na cara dos hipócritas, calando meus opressores com argumentos e leis. Eu lido sendo ativamente política em tantos lugares quanto posso, lido vibrando com novos caminhos (como a partidA – partido feminista que está crescendo a cada dia no país), falando de sexo, de drogas e de liberdade com a seriedade que os temas merecem. Lido assim, escrevendo para quem quiser ler e tocando a minha vida.”


 TICIANE VITÓRIA

“Quando me vejo diante deste questionamento, me vem, quase que instintivamente, a resposta: lugar de mulher é onde ela quiser. No entanto, vivendo em uma sociedade machista e patriarcal, eu sei que querer não é, de fato, poder. Eu sei que não posso ocupar todos os espaços, ao menos, não posso da mesma forma com que um homem branco, cisgênero e de classe média os ocupa.

Não me é permitido a mim, por ser mulher, concorrer em pé de igualdade com um homem e, se acrescentarmos outros marcadores como renda e etnia, o “meu lugar” no espaço público se reduz ainda mais. Mas, em meio a toda essa desigualdade, resistimos, transgredimos e nos reinventamos.

Assim, posso dizer que os feminismos nascem como uma resposta das mulheres ao machismo e ao patriarcado. Rompemos o silêncio e agora somos protagonistas da nossa própria narrativa e damos voz àquelas que, direta ou indiretamente, o machismo assassinou.

O feminismo se mostra como uma forma de luta e emancipação da mulher, pois nos ensina que esses papéis a nós impostos são fruto do machismo e não da nossa “condição” de mulher. Aprendemos que somos fortes, inteligentes, e pasme, que tivemos passado. Um passado apagado pelo protagonismo exclusivamente masculino.

Quando vejo mulheres que ousaram e ousam, como as duas curadoras que trouxeram para nós a exposição “Mulheres artistas: as pioneiras (1880-1930)”, que segundo a própria Pinacoteca teve uma visitação muito além do esperado, me encho de esperanças. Mulheres que, naquele espaço pequeno e periférico que a instituição lhes ofereceu, conseguiram nos mostrar, através da arte de outras, o quão fortes e transgressoras somos nós, mulheres.

O espaço cedido pela Pinacoteca era pequeno e o tempo em que a exposição ficou em cartaz também, mas o feminismo é isso, trabalho de formiguinhas. E como dizem nossas companheiras de militância: “pisa ligero! pisa ligero! quem não aguenta com mulher, não atiça o formigueiro!””

 

MARINA MANCINELLI

“Por milênios, nosso lugar sempre foi onde o gênero masculino nos achou mais conveniente: abaixo.

Eva foi a responsável pelo pecado original, Salomé pediu pela cabeça de São João Batista, Dalila traiu Sansão, Pandora abriu a caixa que guardava todos os males do mundo. Historicamente, somos antagonistas sem direito à resposta.

A luta feminista ainda é recente demais para conseguir revogar privilégios seculares em prol de uma igualdade de gêneros, mas para termos uma chance de um dia sairmos da sombra do patriarcalismo, a máxima “unidas venceremos” se aplica.

O conceito de sororidade existe e é posto em prática todos os dias por milhares de mulheres ao redor do mundo, formando uma rede de informações, militância e, principalmente, de apoio.

O empoderamento feminino e o questionamento do status quo que essa recém-descoberta consciência nos traz é um caminho sem volta. Uma vez que o cabresto é retirado e conseguimos enxergar a sociedade como ela realmente é, sem laços de fita para nos atar ou paredes rosas para nos limitar, passamos a negar a normatização da opressão já institucionalizada. A não conformidade com essa nossa condição é o primeiro passo para a construção de uma nova realidade, onde, dessa vez, participaremos do início.”


P.S.: Agradeço do fundo do coração as colaboradoras deste texto. Sem vocês, este artigo não existiria.