muito triste mesmo

anonymous asked:

Unnie aah,eu não aguento mais tudo isso,minha vida esta uma merda,eu fico me perguntando se Deus ja não acha o bastante,minha amiga disse pra mim q é bi e q gosta de mim,eu me auto-multilo ja faz uns meses,minha melhor amiga está com raiva de mim e me ignorando e pra piorar a menina que mais me odeia e que há um ano tenta me atingir decidiu virar "army" agora,eu ja não aguento unnie :( isso dói,corta

AAAAAAAAAAAAAH MDS NÃO FAZ ISSO, POR FAVOR!  (╥_╥)  

Eu fico muito triste mesmo quando as pessoas falam que se auto-mutilam, por que vocês são pessoas tão preciosas e especiais, não só para mim, mas para tantas outras pessoas, que não deveriam fazer uma coisa dessas consigo mesmas… Por favor, não se machuque por coisas como essas! 

Eu sei… A vida é um saco, e parece q ela gosta de derrubar a gente só por diversão, mas acredite, Deus não põe nenhum obstaculo na nossa vida sabendo que não vamos conseguir vence-los. Eu estive horrível emocionalmente desde o meado do ano passado e tinhas vezes que eu só queria desistir de tudo, sabe? Dizer “Chega! To desistindo dessa vida de merda”…

Mas percebi que desistir é muito pior do que não continuar lutando. Não desista Dongsaeng! Força! Fighting! A vida é dura, acontecem coisas que a gente fica meio “Mas q porra! Mais isso agora??”, mas no final, por mais merda que a vida seja, ela vale muito a pena ser vivida! Tente conversar francamente com a sua melhor amiga, as vezes ela está magoada com algo ou então só triste, quando a amizade vale a pena a gente Insite! Só por favor, não se machuque mais, okay? Eu te amo, sua família te ama, seus amigos te amam e você é uma pessoa muito especial. Fale comigo sempre que quiser! 

OBS: Sobre a garota q não gosta de você ter virado Army… Pense pelo lado bom!! Agora ela vai passar a sofrer bastante, até pq ser desse fandom não é moleza não minha gente, é um tiro atrás do outro, assim não dá BTS, vamos com calma! 

São 4:09 da madrugada, não consigo pensar em outra coisa a não ser em você. Fico pensando em nossos momentos juntos, os abraços, os beijos, as risadas, as brigas bobas por ciumes, será que isso não valeu de nada pra você? Jura? O problema, foi que pra mim valeu de muito, e eu te juro, todos os dias eu choro e sinto sua falta, eu queria você de novo sabe, mas não vou ter, NÃO VOU. Quanto tempo falta pro meu coração aceitar isso? Você foi o primeiro que eu amei, e o primeiro que simplesmente pisou em mim, pisou no meu coração sem dó nem piedade, me disse aquelas coisas sem pensar no que eu tava sentindo, justo você que dizia pra sempre contar contigo, que se eu tivesse triste era só conversar com você, que nunca me julgaria e sempre me entenderia, você me prometeu que sempre seria meu, e que nunca, por motivo nenhum me trocaria, olha o que você fez comigo. E nossos planos? De ficar deitados juntos vendo A Culpa É Das Estrelas (meu filme favorito), eu chorando e você me zoando e me beijando até tudo passar… E quando a gente prometeu que algum dia a gente iria deitar juntos na calçada de casa e ficar olhando as estrelas… Você me disse tudo isso, você prometeu, e depois simplesmente acaba com tudo, me deixando com um buraco vazio no coração, sem pensar em como eu iria me sentir com aquilo um segundo se quer. Como você conseguiu dormir a noite sabendo que destruiu todos os sonhos de uma menina que te amava mais que qualquer coisa? Eu deixei tudo por você, eu me anulei, deixei de amar os outros e a mim mesma pra todo o meu amor ser seu, por que eu achava que você valia mais que todas as pessoas do mundo juntas. Eu aguentei tudo, sem reclamar. Corri atrás, pedi desculpas, me humilhei. Seu cargo era o de presidente, e eu me vestiria até de secretária se te agradasse, e você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada, apenas disse tudo aquilo pra mim e foi embora, viver sua vida perfeita e feliz e me deixou aqui, sozinha, sem sonhos, esperanças e triste, muito triste. Sabe, mesmo você tendo feito tudo isso, eu te desejo toda a felicidade do mundo, infelizmente, apesar dos pesares eu sempre quero te ver bem. Sabe cara, eu sou feliz, eu sou feliz demais, mas eu sou triste demais quando penso em você, no que poderia ter sido. Só que acabou, e mesmo doendo aqui dentro, fique sabendo que eu nunca vou abaixar a cabeça, por que eu sou forte e mereço ser feliz, sei disso. E um dia, eu ainda vou ouvir a nossa música, assistir o nosso filme, lembrar das suas palavras, abraços e beijos, sem sentir sua falta, eu sei que algum dia eu vou lembrar disso tudo e sorrir, sem sentimentos nem nada disso, vou sorrir só por você ter feito parte da minha história, mesmo no momento, sendo somente uma lembrança.
—  Nicoly, cicatrizes nos pulsos.

feelings--pictures  asked:

Eu quero saber o que vai acontecer com os outros, e quando o Clay fala que ele amava ela e ela perguntando pq ele não disse aquilo quando ela tava viva, eu chorei como se não tivesse amanhã

É muito triste mesmo, eu chorei demais na fita dele, demais mesmo. Eu assisti tudo no dia, e um atras do outro. Terminei me sentindo horrível.

Pálpebras de Neblina

Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos Cânticos: “Não digas ‘Eu sofro’. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/que era sofrer?” Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia - coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban - filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia Tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu “dói tanto”, contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou “porquê?”, compreendi ainda mais. Falei: “Porque é daí que nascem as canções”. E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?


- Caio Fernando Abreu

Como Ser Um BOM Pai

Sou filho de pais separados desde sempre. Cresci vendo meu pai a cada lua nova de ano bissexto. Ele morava em outro Município e sempre foi uma criatura bem maluca, da qual eu não tinha nenhuma lembrança. Na verdade, tinha apenas uma, a lembrança de uma promessa que um dia ele me daria um GameBoy (Que aliás nunca deu). Era tudo que uma criança de 10 anos poderia querer?? (Na verdade Não.)

 Cresci sem pai e isso não é uma coisa que a gente se acostuma. Na verdade até os meus 5 anos (mais ou menos) eu não tinha noção do que era ter um pai/padrasto. O problema é que eu cresci mesmo. Cresci vendo os ‘pais’ dos meus amigos indo buscá-los na escola e nossa, como eu queria meu pai ali. Cresci vendo a minha mãe se acabar de trabalhar pra conseguir criar um criança sozinha e por isso tive que lidar com a ausência dela também. O pior de tudo era quando chegava o dia dos pais e eu não tinha o meu. Enfim, era essa tristeza mesmo. Bom, hoje, faz uns 9 anos que não o vejo. Às vezes até parece que eu tenho pai (pois hoje não me faz mais aquela falta de antigamente). A parte linda dessa história é o que a vida fez comigo. Eu fazia de tudo pra minha mãe não perceber, no entanto eu sentia a falta dele, eu queria muito ter um pai presente e isso doía, chorava escondido quando podia, mas mãe é mãe e no fundo acho que ela sabia. Triste, muito triste, mesmo. Era como se me faltasse algo, era como se eu não pudesse ser feliz sabendo que o destino/vida me tirou esse aparente privilégio. Como eu disse eu cresci. E hoje com 24 anos aos poucos fui percebendo que felicidade é poder olhar a minha volta e sentir o amor nas pessoas, mesmo que elas não me ofereçam isso, que ser feliz é amar ao próximo independente de quem ele seja. Alguns dias eu odiava meu pai, noutros eu o queria perto, sentia mágoa porque tudo aquilo deixava meu coração pequenininho. Hoje, não me preocupo mais se ele liga ou não, se ele se importa ou não, se ele lembra de mim ou não. Hoje eu torço por ele (onde quer que esteja), agradeço por ele e de coração eu não o odeio, não porque ele é meu pai, mas porque a vida me ensinou que amar é melhor do que odiar. Aprendi muito com tudo isso.

Eu devo ter um monte de defeitos, manias e esquisitices por conta de tudo isso, mas para minha vida acho que o grande aprendizado dessa história toda é que mãe é um bicho muito legal e importante na vida dos filhos, mas pai é menos neurótico e consequentemente, mais normal e que um BOM pai faz toda diferença.

Minha mãe sempre foi a coisa mais perto da mulher maravilha que já existiu. Eu achava/acho ela simplesmente o máximo e nunca, nunca, nunca na minha vida, senti que ela não fosse o bastante, ela sempre foi. Na verdade, não fazia a menor ideia para que servia um pai na vida de um filho. Hoje eu fico pensando e nem imagino como ela conseguiu fazer isso.

Mas dito isso tudo hoje eu só posso terminar esse texto dizendo que no fim das contas meu pai me deu um grande aprendizado, talvez o maior de toda minha vida… Aprendi: “Como ser um BOM pai, apenas serei o oposto de tudo que ele já/nunca foi um dia.


Ode ao meu pai. (Esteja onde estiver).

✿ Status: Saudades ✿

E o que temos pra hoje é saudades. 😔❤️

Não é apenas saudade, é muito mais que isso. 💘

Triste mesmo é ficar distante da pessoa que você ama e não poder fazer nada. 💔⚡

Amor é quando você fica relendo as conversas porque a pessoa não está online e você está com saudade. 💌💕

O mal de ex é achar que tudo é indireta, que tudo é saudade ou tudo é vontade de voltar. 👌🏻😒

Eu bebi saudade a semana inteira. 🍃

Diferente de você, a saudade não vai embora. 🍃😔

Mas me diga que a saudade bateu. 💞🍃

As vezes quando a saudade é demais e não cabe no peito, escorre pelos olhos. 😔

Dê valor as pessoas enquanto elas estão por perto, pois saudade não será motivo suficiente para que elas voltem. 👊🏻✌🏻️

Mergulhou nas lembranças, se afogou na saudade. 💫⚓️

Que saudade daquele sorriso bobo que a gente dava no meio dos nossos beijos. 💏

Cada dia, uma saudade. 💬

Saudade, já não sei se é a palavra certa para usar. 🌀

Nunca fui fã de um eu te amo. Sou mais dos pensei em você, pô saudade, ouve essa música, vem cá. 👌🏻👏🏻💬

Eu também sei deixar saudade. 😉

De repente, me deu tanta saudade. 😔💭

Madrugada é foda, sempre cheia de pensamentos e saudades. 🍂🍃💭

Sentir saudades mesmo estando perto é uma dos sentimentos mais estranhos e bons de sentir. 😻💬🍃

Pequenos momentos, enormes saudades. 💭🍂

Algumas saudades a gente finge que esquece. 😢🍃

Saudades do tempo, dos velhos momentos, dos anos passados que foram com o vento. 💭♥🎈

Saudades? A gente sente, mas as vezes se afastar é a melhor coisa a se fazer. 👌👊

Se afastou porque queria deixar saudades, mas exagerou na dose na ausência e deixou de fazer falta. 👊🏻👌🏻

Morro de saudades, mas não vou atrás. 😕😔

A saudades sempre fala mais alto. 💔

A quem eu estou tentando enganar? Confesso, eu morro de saudades de você. 😔💝

Eu tenho saudades do jeito que você me tratava antes. 💬😔💔

Saudades, mas meu orgulho não deixa eu dizer. 👌

Dizem que a Lágrima era uma mulher muito linda e muito sensível. Ela vivia andando pelos lugares observando as coisas e pessoas e sentindo o que essas coisas ou pessoas sentiam nos momentos. Só que ela sentia muito mais do que as próprias coisas ou pessoas sentiam. Então, se você se machucava e ela estava perto, ela berrava muito mais do que você. Se estava triste, ela estava mais triste ainda. Se feliz, ela estava que não se aguentava de tanta alegria. Até no sono ela praticamente desmaiava.

Isso acontecia porque a Lágrima gostava muito de todo mundo e não conseguia ver ninguém tendo algum sentimento forte sem que tivesse também. A Lágrima era a melhor amiga de todo mundo – mesmo que algumas pessoas não soubessem.

Mas tinha gente que sabia sim. Como a Lua. A Lágrima e a Lua eram melhores amigas. A Lua vivia muito contente por conta do seu namorico com o Sol e a Lágrima adorava ficar perto dela ouvindo suas histórias e transbordando de alegria junto com a apaixonada. Imagine: se uma pessoa feliz já deixava a Lágrima com um sorriso de orelha a orelha, a Lua, com todo aquele tamanhão e ainda alegre até não poder mais, era bom demais de ficar perto!

Só que a Lua e o Sol se desentenderam. E a Lua ficou muito triste. Muito mesmo. E a Lágrima estava lá para consolá-la e ficar triste junto. Mas a tristeza da Lua não tinha fim. E a Lua tem aquele tamanhão. E nada do que a Lágrima dissesse para a amiga servia para aliviar sua tristeza.

A Lágrima percebeu que a Lua precisava tirar de dentro aquilo que estava deixando ela triste. Quando estamos felizes, sorrimos ou gargalhamos – e por isso não explodimos de alegria. Mas não tinha nada que nos impedisse de explodir de tristeza.

A Lágrima, então, decidiu que deveria fazer algo pela grande amiga. A mulher virou líquido puro e começou a escorrer pelos cantos dos olhos da Lua. Cada gota que caía da triste apaixonada, tirava de dentro dela um pouco da tristeza que a consumia. Foi então que a Lua começou a chorar. E chorou tanto e por tanto tempo e com tanta força, que chegou até a ter consequências na terra. Afinal, a tristeza da Lua era imensa – como ela.

Enquanto ajudava a amiga a transbordar sua tristeza, a Lágrima ficou muito tempo escorrendo dos olhos da Lua. Quando, por fim, a Lua conseguiu se recompor e se sentiu um pouquinho melhor, a Lágrima percebeu o bem que fez para a amiga. Por isso, decidiu que sempre que alguém estivesse com um sentimento tão forte que estivesse a ponto de explodir, ela ajudaria a transbordar isso através do choro. E foi assim que surgiu o choro e é por isso que a gente chora.

Então não se preocupe em segurar o choro ou que alguém esteja vendo você chorar. Deixe a Lágrima te ajudar a se sentir melhor.

—  A lágrima e a lua.

A janela suava devido ao frio que fazia lá fora, a chuva que caia, deixava gotas escorrendo sobre a janela, eu observava. Você estava a alguns metros a minha distância lendo um livro que dizia algo como ‘’O fim está perto’’, curioso, a verdade é que não se pode prever o fim. A biblioteca suava o eco de várias histórias sobre as prateleiras, você estava profundamente ligado ao livro que lia, folheava, lia, e fazia gesto estranhos com o rosto, a cada fim de folha. Eu estava ali a horas, e vi vários alunos saindo e vindo de minuto em minuto, mas eu permanecia lá, lendo, e me apaixonando mais por aquele lugar, distante e próximo ao mesmo tempo, me fazendo pensar que muitos estavam ali pra pensar longe, e outros pra estar perto deles mesmos. Você parou de ler, e disse lentamente ‘’Caramba’’, bem alto, esquecendo que na biblioteca era muito importante o silêncio, olhou para os lados, e então olhou para mim, mordeu os lábios, e abaixou a cabeça, por breve três segundos, se levantou e disse:

·         Olá ? Eu achei que fosse o único além dos livros aqui. Sabe, eles têm vida.

·         Dei uma risada. - Envergonhada por concordar plenamente com aquele argumento. –

·         Ele abriu um sorriso bem largo e disse ‘’A chuva lá fora é a mesma aqui dentro, dentro de mim.

·         Balancei a cabeça. Pensei então, ele estava triste.- Você está bem ?

·         Não. Estou triste, muito mesmo. O cara que eu achava legal neste livro acabou de morrer. Isso é triste! – Com um sorriso, concluiu- Não se preocupe moça bonita. As vezes o céu está nublado, chovendo e frio dentro de nós, mas só esperar um pouco com fé, tudo ficará bem.

Foi assim que eu me encantei por você, aquele dia, naquela biblioteca vazia, e empoeirada, cheia de livros velhos, quando, ao invés de acreditar no meu sorriso, você leu em meus olhos a minha dor.- Eu te amo, por tudo isso, e todo o resto.-

·         Você ainda tá com essa mania de lembrar daquele dia. Faz 25 anos. Para de encher a galera com isso. Os jovens gostam de se divertir, não ouvir histórias antigas.

·         Pai, não esquenta, meus amigos adoram essas histórias ‘’antigas’’. São histórias de como vocês se apaixonaram. São incríveis.

·         Tá bom. Eu também, eu ainda, e para sempre amarei você meu amor.

·         Caramba. – Todos riram-.

- A simplicidade do amor, Naiara Régis.