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modern queens | amphitrite

amphitrite was the goddess queen of the sea, the wife of king poseidon. some say she was one of the fifty nereides, others an okeanis, but most simply describe her as the female personification of the sea: the loud-moaning mother of fish, seals and dolphins. when poseidon first sought amphitrite’s hand in marriage, she fled his advances, and hid herself away near atlas in the ocean stream at the far ends of the earth. the dolphin-god delphin eventually tracked her down and persuaded her to return to wed the sea-king.

Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado. Pessoas que mais amamos, são as que mais magoamos porque queremos que sejam perfeitas, e esquecemos que são apenas seres humanos. Nunca diga que esqueceu alguma pessoa, ou um amor. Diga apenas que consegue falar neles sem chorar, porque qualquer amor por mais simples que seja, será sempre inesquecível.
—  Mário Quintana
Há poetas, há certos poemas radioativos. São os que, sem querer, vem operando as transmutações, as mutações humanas. Não eram cogumelos súbitos. Agitava-os o vento shakesperiano de todas as paixões, de todos os cuidados. Não sei se ficamos melhores ou piores: ficamos mais profundos. Mas há, neste mundo, os que sofrem a vertigem das profundezas ou das alturas. Para esses, inclinam-se à beira da estrada umas florinhas silvestres que sempre estão se oferecendo: colhe-me, colhe-nos! E os poetas da planície fazem buquês com elas! Alguns até belíssimos, mas sem perigo algum. Pudera! Eram flores de retórica.
—  Mário Quintana,  Porta Giratória.
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
—  Mário Quintana
Um poema como um gole d’água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.
—  Mário Quintana em “O Poema”.
Subnutrido de beleza, meu cachorro-poema vai farejando poesia em tudo, pois nunca se sabe quanto tesouro andará desperdiçado por aí… Quanto filhotinho de estrela atirado no lixo!
—  Mário Quintana
Pensa bem antes de deixar o amor da sua vida ir embora, pensa bem antes de colocar o orgulho em primeiro lugar, pensa bem antes de não tentar. Então faça hoje, busque hoje, corra atrás hoje, desabafe hoje, seja feliz hoje.
—  Não há tempo a perder.
Impossível qualquer explicação: ou a gente aceita à primeira vista, ou não aceitará nunca: a poesia é o mistério evidente. Ela é óbvia, mas não é chata como um axioma. E, embora evidente, traz sempre um imprevisível, uma surpresa, um descobrimento.
—  Mário Quintana, Porta Giratória.