movimentada

movimentada-deactivated20150307 asked:

Made in the USA - Demi Lovato

música: 

nunca escutei | é.. | legal |boa | incrível | perfeição

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  • Legal, mas nao faz meu tipo
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  • Gostei.
  • Humilhando.
  • perfeito
  • Ainda tem a cara de pau de pedir pra avaliar
  • VEIO AQUI SÓ PRA ME HUMILHAR NÉ? *0*

cami’s

Definitivamente eu sou um caos. É como se eu fosse a avenida mais movimentada do mundo, sem sinalização, em um dia de chuva.
—  Lia.
i just wanted to have fun || TRENT&OPEN

A noite não tinha nada para ser diferente de todas as outras que ele já tinha tido na vida. A rotina de sair do Skin Deep e passar no bar em busca de um pouco de diversão, descontração e o maior objetivo, mulher, já era comum entre ele e todos aqueles que Trent acabava encontrando no caminho e puxando junto, ou os que encontrava já no local. Álcool e diversão não eram coisas novas na vida do tatuador, trabalhar em uma das ruas mais movimentadas de Sunport tinha suas vantagem e maluquisses, mas não havia outro lugar que Miller se sentiria melhor. Ou da mesma forma. Como vai, copo vem. Gente entra, gente sai. Uma garrafa, duas garrafas, três garrafas. A visão já não era a mesma e nem se fala da sanidade, que não se podia mais chamar disso. Trent não era das pessoas que se entregavam para a bebida, mas numa noite de sexta-feira, quem não se entregaria? Já bêbado e com a cabeça girando, Trent ficou o tempo todo que passou no bar com uma garota, logo ele que não tinha compromisso nenhum com ninguém, e preferia ficar assim, passou a noite com apenas uma garota. Era beijo e passada de mão que não acabava mais, então ele decidiu acabar aquilo no estúdio, que ficava duas ruas dalí. Talvez uma das piores decisões de Trent havia sido tomada naquele momento. Num primeiro instante era uma decisão já tomada por ele antes, mas acabaria de outro jeito, bastava ele saber… Mas isso não aconteceria.

Como imaginado, ele ficou com a garota lá mesmo e não demorou muito pra depois do ato e já vestido com apenas a calça jeans, tirasse de lá dois sacos com um pó branco, uma colher, uma seringa e o isqueiro de sempre, estampado com os dizeres “Led Zeppelin”. Sem demora ele e a garota cheiraram duas carreirinhas de cocaína cada um, apenas para começar. Ao lado dele tinham algumas garrafas abertas, a garota teve que sair antes que alguém a descobrisse, mas ele não tinha motivos para ir embora. Trent estava num estado deplorável, apenas com a calça jeans, o peito dele estava arranhado e o cabelo todo desarrumado e embarassado. Ele continuaria aquilo que tinha começado, mesmo sozinho. Cheirou mais algumas vezes e quando estava quase pulando pelas janelas, colocou a heroína em uma colher e fez todo o processo antes de injetar na veia de seu braço, duas vezes seguidas. O corpo de qualquer pessoa não aguentaria aquilo, o corpo de ninguém é preparado k suficiente pra aguentar tamanha estimulação. O coração de Trent batia tal forte que ele caiu no chão meio encostado no balcão da sala dele. Como o rapaz ainda segurava uma garrafa, a mês a saiu rolando até a recepção. O corpo parecia estar virando do avesso, as veias bombeavam tanto sangue que era muita pressão, e ele não tinha mais consciência de nada. Ele estava desacordado, inconsciente, e morrendo.

IMAGINE COM O LIAM PAYNE

25 de Julho, Veneza.


Era tarde, quatro horas da tarde, provavelmente. Como toda tarde de sábado me dirigi, com o meu velho livro mofado de Fernando Pessoa e o meu casaco velho, para uma pracinha calma e pouco movimentada, longe da São Marcos, longe dos turistas e do barulho, perto da calmaria e do barulho das águas calmas, do tempo caindo e do cheiro de folhagem. Era incrível como pequeninas coisas faziam minha tarde tão inesquecível e tão perfeita. Não era monótono, apenas era uma forma de estar perto daquelas pequenas coisas que me faziam tão bem, que me faziam respirar o ar puro, até porque nem tudo era igual todo sábado. Algumas vezes aparecia passarinhos próximos as árvores. Toda sexta eram águas diferentes correndo pelos rios, era diferente a cada nova semana. Assim como foi naquele dia.   

Era cinco da tarde e lá estava eu lendo mais um poema de Fernando Pessoa. Ele com os seus heterônimos e eu também com os meus. As pessoas devem achar que só garotas doces, dramáticas ou que gostam de literatura, gostam de Fernando Pessoa. Qual a diferença de ouvir um acústico lento a ler um poema? Nenhum. Ambos estão repletos de sentimentos e beleza. 

-Fernando Pessoa escreveu: 

“Dizem que finjo ou minto.

Tudo o que escrevo. Não. 

Eu simplesmente sinto 

Com a imaginação. 

Não uso o coração." 

 Delicadamente levantei meu rosto e vi me nocauteada por quem citou isto. Estava tão perdida nos meus pensamentos que não percebi uma silhueta se aproximar de mim e sentar-se ao meu lado naquele banco. Seu cabelo, em um tom claro e escuro, perfeitamente alinhado, seu sobretudo preto e aqueles olhos, aquele seu rosto, aquela pessoa que emanava um cheiro adocicado e também provocador. Quem seria? Era lindo. 

 -"Tudo o que sonho ou passo, 

O que me falha ou finda, 

É como que um terraço 

Sobre outra coisa ainda.

Essa coisa que é linda." 

 Completei com um sorriso nos lábios e um brilho no olhar me denunciando claramente. 

-Desculpa, só decorei a primeira parte pra te ganhar. - Não era ser fácil, mas ele havia me ganhado. 

-Quem disse que um estranho curioso que decora a primeira estrofe de um poema de Fernando Pessoa, me ganha fácil? 

-Posso tentar outro autor, outros livros, outras palavras… Menos outra cidade ou outro banco, por favor. 

 Não era um simples galanteador, era mais a julgar pelos seus olhos que mostravam a verdade. 

 -Me chame de Maria Eduarda. - Estendi minha mão e seu rosto ganhou uma expressão surpresa e divertida. 

-Me chame de Liam Payne. - Ele pegou minha mão delicadamente e pousou seus lábios em um beijo que me fez arrepiar até o ultimo fio de cabelo. 

-Por que todo sábado? - Ele perguntou me pegando de jeito. Balancei a cabeça rindo levemente e respondi: 

-Porque é o meu dia de folga. 

 -Não minta. Sei muito bem que não é qualquer um que ler Fernando Pessoa todo sábado na mesma praça, no mesmo banco. - Ele queria mesmo descobri, mas o quê? 

-Como sabes tanto de mim? - Respondi perguntando. 

 -Só sei o que vejo. - Ele disse sorrindo. 

 -O que vê é verdadeiro. Mas nem tudo que acha, é de fato concreto. 

-Eu não sou o tempo todo galanteador e que diz palavras difíceis. - Um sorriso sacana em sua face, que jurava ser de um cara sério, apareceu quase em um desafio. 

-E eu não sou o tempo todo doce e que gosta de literatura. - Respondi também com um sorriso sacana.   

-Por que não responde?! Por que todo sábado? - Persistiu agoniado.

-Porque não há resposta, ora. Uma pessoa não pode ir a um lugar que gosta? - Respondi em um tom reprovador. 

-Pode, mas é curioso demais. - Ele me analisou inteira com aquele olhar. Céus, que olhar. 

-Por que todo sábado você me observa? - Perguntei com gostinho de vingança. 

-Como sabes que te observo? - Ele estaria surpreso? 

-É obvio, não é?! - Sorri. 

-Eu só sou um curioso. - Sorriu. 

Vendo que já passava das seis, fechei o livro e peguei meu casaco notando que meus pelos estavam arrepiados. Estava com frio sem notar.

 -Okay, caro curioso. Se me dê licença, eu preciso ir. 

 -Por que vai agora? Por que não fica aqui… Comigo?! - Era tentador, quase uma hipnose. 

-Porque eu tenho que ir pra casa. - Falei o obvio. 

-Não vá, simples. - Ele pediu com os olhos. 

-Não é tao simples, caro Liam. 

 Levantei-me e rapidamente senti um calor na minha mão e aquele calor queimar cada célula da minha pele. Ele, então, aproximou seus lábios do meu rosto e vi me gelar apenas em sentir sua boca no meu rosto em um beijo delicado, simples, porém estranho pra mim.

 Será que amor pela primeira vista acontece? Será ser verdade aquilo de que os poetas tanto falava? 

30 de julho, Veneza. 


Novamente me dirigi a mesma praça, ao mesmo banco, naquela mesma cidade que me arrancava suspiros, porém tinha algo diferente, era uma tarde fria de quinta feira, meu aniversário. Dessa vez optei por um livro comum que estava na minha estante de livros, e não mais usava meu sobretudo. Era meu aniversario, optei por um simples cardigã. 

Por todos aqueles dias, me vi completamente sensível por aquele par de olhos, por aquele cabelo perfeitamente alinhado, por aquele estranho curioso que arrancou de mim minhas noites bem dormidas por sonhos talvez nunca realizados. Eu não sabia nada sobre ele, apenas o seu nome e o quanto eu era recessiva quanto a sua dominância. Quanta genética… Suspirei fechando meus olhos e imaginando seus lábios nos meus, sua língua na minha, sua mão na minha cintura, no meu corpo. Para sentir aqueles lábios nos meus, eu era capaz de deixar de ler Fernando Pessoa, era capaz de deixar meu mundo literário de lado e apenas conhecer o seu mundo. 

Eram cinco e quinze da tarde, quando terminei de ler uma boa parte do livro. Olhei para os quatro cantos da praça calma e não enxerguei ninguém, ou melhor, não o enxerguei. Ele não estava ali. Olhei pro céu e só agora percebi que nuvens de chuva se formaram e ela já estava próxima. Me ajeitei pronta pra sair quando, enfim, ouvi a voz que havia me nocauteado e desde então não havia saído dos meus turbulentos pensamentos. 

-Acho que hoje é um ótimo dia pra aceitar tomar alguma coisa com o estranho curioso, não acha?! 

 Virei-me sendo guiada pela voz e o encontrei todo despojado em um moletom e, pela primeira vez, com o cabelo todo bagunçado, mas pra mim não importava se estivesse alinhado ou bagunçado. Ele ainda era perfeito. Sorri tímida tentando não olhar pra ele e ele não sentir a minha ansiedade em beija-lo. 

-Eu também acho que hoje é um ótimo dia. 

 Por sorte, havia um bar que ainda não havia fechado por conta da chuva que se aproximava. Confesso que o frio era notável em me a julgar pelos lábios roxo e as mãos trêmulas cruzadas próximos aos seios para esquenta-las. 

-Então, caro estranho curioso. De onde você é? - Perguntei assim que pousei a xícara de chocolate quente na mesa. Ele terminou de golar um pouco do seu e respondeu: 

-Amada Londres. - Falou com prazer, com amor. 

-E o que faz por Veneza? - Perguntei curiosa. 

-Era uma curta viagem, mas me vi obrigado a ficar por um tempo indeterminado. Me vi obrigado a ficar pelos meus sentimentos confusos. 

-Creio que esteja lendo poemas, sim?! 

-Ando me esforçando. - Sorriu espontâneo fazendo com que eu flagrasse seu rosto contorcido pela alegria, fazendo com que eu guardasse aquela pequena grande lembrança em mim.

-E você, minha cara amante de heterônimos de Fernando Pessoa? 

-Sou daqui. Embora ando viajando por aí. Moro com os meus avós próximo a praça que estávamos agora a pouco. 

-Temos algo em comum. - Observou ele com um brilho no olhar. 

-O que? 

-Eu também ando viajando por aí, mas Veneza me fisgou de uma maneira nunca vista antes.

-Talvez tenhamos mais em comum do que pensa, caro. - Flagrei seu olhar mais uma vez. Deus, o que eu sentia que fazia meu corpo queimar?! 

-Tenho certeza. - Ele disse convicto.

 E por alguns segundos, ambos não falaram, e apenas algo estranho e curioso pairou no ar daquele velho bar onde tinha apenas nós dois como clientes. Um trovão fez com que eu virasse meu rosto e olhasse pela janela. Estava frio e chovendo. 

-Parece que nós ficaremos mais tempo por aqui. - Ele disse apontando a mão pra janela ensopada pela água da chuva. 

-Eu não tenho medo de chuva. 

 -Mas você pode pegar uma gripe. - Ele disse indignado com o meu comentário. 

-Pego um táxi pra casa. - Desafiei-o. 

-Prefiro que você fiquei aqui comigo. Eu posso olhar pra você na minha frente desse jeito pela vida toda. - Ouvir aquilo sair de sua boca… Por Deus, eu queria beija-lo naquele mesmo instante. 

-Cada minuto? Sem hesitar os segundos? - Meu rosto denunciava meu desejo. 

-Sem perder um só segundo. - Como era possível? Ele era um completo desconhecido e eu morrendo de amores por esse tal. 

-Vejo-me tentada a passar o resto do dia com você. 

-Prefiro o resto da minha vida. - Encará-lo dizer aquilo que antes só ficava nos pensamentos era quase impossível. 

-Mas eu preciso ir embora. - Menti convicta de tê-lo mais um pouco perto de mim. 

-Você pode dormir no mesmo quarto que eu, na mesma cama. - Dormiria sem hesitar. 

-Isso é muita intimidade, não acha? 

 -Eu só quero gravar cada detalhe do teu rosto. 

-Eu também quero, mas tenho que ir. - Levantei da cadeira pegando minha bolsa quando sua mão tocou a minha me fazendo parar imediatamente e olhar para aquele par de olhos que havia me fisgado loucamente. 

-Você disse também?! - Ele estava surpreso demais na minha opinião. 

-Sim, eu também quero gravar minuciosamente cada detalhe teu. 

-Peguemos um táxi então. - Ele disse imediatamente. 

Não demorou muito pra estarmos em frente a pequena casinha de fim de rua. A chuva com os trovões e raios tomaram conta dos rios calmos e das árvores que mal balançavam os galhos. Pagamos o táxi e paramos em frente a pequena varanda da minha casa. Ainda chovia bastante e Liam se recusou a ir embora com o táxi e preferiu me fazer companhia por algum tempo antes de ir. Confesso que em momento algum eu me senti estranha ou com medo por estar ao lado de um completo estranho. Parecia que eu o conhecia há tempos e ainda confesso que o dia do meu aniversário estava sendo incrível ao lado daquele estranho curioso. 

Estávamos agora de frente um para o outro na minha varanda. 

-Acho que você deve saber que eu não posso pedir pra você entrar. Não é legal uma moça de família deixar um mero desconhecido entrar na sua casa. 

-Não me importo em ficar do lado de fora com você. - Ele disse com as mãos dentro dos bolsos. 

-Mas você precisa ir embora. - Disse eu infeliz. 

-Não me importo em vê você dormir por enquanto eu fico aqui. 

-Não estamos indo longe demais? - Perguntei sem jeito. Ele, então, aproximou sua mão na minha cintura e sua boca ao meu ouvido, e disse: 

-Não, só gosto de você. Desse seu jeito… Não sei porque me sinto fraco e exposto aos meus sentimentos quando estou com você. 

Céus, por que ele disse aquilo?! Fiquei nas pontas dos pés e aproximei-me do seu ouvido e disse: 

-E não sei porque me sinto nocauteada. - Sussurrei envergonhada. 

-Gosto quando o meu ouvido namora a tua voz. * - Ele sussurrou dessa vez olhando nos meus olhos, coração batendo forte e eu não mais sentir nada, apenas nós. Liam pôs se a acariciar meu rosto e minuciosamente observar-me e ao mesmo tempo que olhava com desejo e prazer olhava como uma especie de despedida, não sei. Eu me sentia amedrontada com algo que nem havia acontecido. Liam aproximou do meu rosto e beijou-o se aproximando do canto da minha boca e então minha boca… Seus lábios quente nos meus, eles dançando um com o outro em uma harmonia que me deixava tonta. Aquele beijo delicado, sem pressas de terminar, como os rios de Veneza, como as luzes de Paris, como a calmaria da Grécia, como a perfeição. E no final do dia, me vi mais nocauteada ainda por um certo amor nunca visto, mas que de fininho me pegou de jeito. Era só sábados, que enfim uma vez se tornou quinta, fazendo com que meu aniversário fosse perfeito. Aquele beijo era mais que um simples beijo. Era troca de sentimentos guardados, grudados, estranho e curioso, porém verdadeiro. E tudo que é verdadeiro fica pra sempre. 

* Gustavo Amancio

Eu deixei o meu corpo te abraçar do jeito que ele teve vontade. Mais demorado, mais agarrado e mais forte. Eu deixei os meus lábios darem um beijo na sua bochecha porque essa era a única coisa que eu os permiti ter coragem pra fazer. Pra minha sorte você se permitiu mais e eu nem devia ter ficado tão nervosa do jeito que eu fico porque foi tão natural. Foi coisa que parece que já era pra ter sido há muito tempo.

Eu senti você me perguntando se podia enquanto eu te respondia que nem precisava perguntar uma coisa dessas. A resposta já havia sido dita há dias, mas nem eu tinha acreditado pra te dizer com certeza. Eu já estava ali. Você já estava perto bastante e assim a gente aconteceu.

De um jeito incrivelmente simples eu deixei todas as minhas barreiras caírem, deixei todas as minhas tentativas de explicar qualquer ideologia de vida movimentada sumirem. Deixei que eu admitisse pra mim e pra você que, bem, talvez as minhas vontades tivessem mudado. Que talvez elas sempre tivessem sido as mesmas, mas estavam adormecidas em algum lugar escondido de mim. Foi só você chegar e boom. Um turbilhão de sentimentos e ideias e vontades e pensamentos loucos surgiram na minha cabeça.

Você acordou o meu melhor lado. A melhor versão dessa “eu” atual, que agora finalmente entendeu o que realmente quer da vida. E sabe que nunca foi muita coisa? Eu só queria que tudo fosse tranquilo e tivesse muitos sorrisos. Muitas gargalhadas e sentimentos de felicidade despejados aos montes em dias que teriam tudo pra ser comuns e entediantes.

É, você me pegou. E espero que não solte nunca mais.

                                                                         CamilaDocena

                                                     Não sinto sua falta

Não sinto falta do cheiro que você deixou em meu travesseiro quando foi embora. Não sinto falta dos seus gritos pela rua enquanto dizia que tinha se arrependido da noite anterior. Não sinto falta da sua pressa enquanto me deixava sozinha em um lugar que nunca fui.

Não sinto falta de ficar invisível quando você estava com seus amigos e nem pelas humilhações que me fez passar na frente deles. Não sinto falta do seu cheiro, afinal, seu perfume é o mesmo que da metade da população. Não sinto falta da sua falta de preocupação.

Não sinto falta de ser sua, nem de ter um nós. Não sinto falta da sua boca carnuda, nem de passar as unhas na suas costas para te provocar. Não sinto falta do sexo da madrugada de quarta, do sábado de tarde e nem do domingo de manhã. Não sinto falta das suas provocações e nem dos seus puxões de cabelo.

Não sinto falta de ir na balada para passar raiva, nem de beber na avenida mais movimentada. Nem dos caras que você curtiu aquela noite. Não sinto falta de ser sua, nem de você ser meu.

Um dia a gente cansa de precisar tanto de alguém que não precisa da gente.

- Escrito em 16 de junho de 2015

Russo

Escolhemos o filme em um cinema alternativo da cidade em um dia de semana qualquer, andamos pelas ruas movimentadas de pessoas imersas em problemas e desejos, pessoas que nadavam em puro tédio ou insandecidas em busca de algo pra chupar. Fizemos como ordena o formulário e recheamos um saco de pipoca com sal, poltronas J4 e J3, as luzes trocam de lugar com a escuridão e eu já sinto a mão dele descendo inconstante pelas minhas pernas. O filme começa e ao nosso lado os espaços estavam vagos, a boca veio direto ao meu pescoço enquanto todos os meus átomos disparavam pra glande que já explodia de tanto sangue, o toque lento dos lábios descendo e percorrendo, traçando rotas pela orelha, arrepiando a pele feito água quente em dias frios. Meus olhos automaticamente sedem ao desejo e ficam entreabertos, meu corpo começa lentamente a se contorcer, minha mão vai direto ao ponto - o pau dele - todos os meus sentidos estavam ávidos por ele, descargas elétricas que invadem por todos os lados e fazem com que a boca, inconscientemente, peça pelo membro. Os lábios ressecam, eu sinto a pulsação dele na minha mão, ele umedece e eu, pelos céus, mergulharia e sugaria cada centímetro daquele pau se não fosse a idosa que acabara de sentar no banco ao lado.

Lucas Truci

anonymous asked:

fui encontrar c um guri q era super afim, no caminho cai em uma rua super movimentada e Ps: eu estava de shorts branco, cheguei la c ele todo sujo

q merda kkk

uma vez tava indo p um treino (sdds epoca q jogava), bati a testa na lixeira aí cheguei na minha prima e ela me deu gelo, fui da casa dela até a minha escola c o gelo na testa, divando

Só quero dizer aos quatro cantos do mundo, escrever em todas as linhas disponíveis, pichar todos os muros das esquinas movimentadas e deixar com que fique totalmente claro, o quanto eu quero você. O quanto desejo ter você em meu caminho por todos os seguintes dias, meses, anos, décadas, se possível, séculos. E sim, sem exageros. Quero compartilhar minhas vitórias futuras, e deitar no seu colo quando sentir meu chão desabar. É o seu abraço que quero encontrar ao chegar em casa depois de um dia torturante e estressante de serviço. É com cheiro, e seus braços envolta do meu corpo, que quero adormecer e ter os mais belos sonhos. E o seu olhar que quero ver no primeiro minuto do meu dia. São suas lágrimas que quero enxugar, quando algo ou alguém te deixar pra baixo ( embora isso ou esse alguém se verá comigo depois). É para você que quero mandar flores sem nenhum motivo ou sem nenhuma data especial, só pra te ver sorrir, ou me ligar escondidinho dizendo o quanto te deixei com cara de boba. É com você que quero sair para jantar em algum sábado a noite, e deixar que todos babem ao olhar a mulher totalmente linda que estará me acompanhando. É com você que quero conhecer novos lugares e viajar pra cidades desconhecidas, para termos o prazer de desfrutar juntas de cada nova aventura. É você que quero dar o primeiro abraço, ou fazer a primeira ligação ao passar no vestibular, e ter orgulho de te ter na minha formatura como minha mulher, minha esposa. É você que quero estar alí ao lado nas noites de insônia, ou nas madrugadas corridas em que tiver que viajar. E com você que quero desfrutar de cada prazer que a vida pode nos dar. É com você que quero lembrar dos meus meses passados, viver meus dias presente, sonhar e dividir o meu futuro ❤

Oneshot - All You Wanted

Autora: Robbie (Cricket)
Ship: Derie (Derek Hale/Claire Winchester)
Quantidade de Palavras: 2.388
Avisos: Nenhum

Sentia-se cansada e seu corpo tremia levemente sempre que uma corrente de ar o atingia, fazendo-a se amaldiçoar por ter saído de casa tão rápido. Não sabia onde estava, fizera todo o percurso com os olhos colados no chão, mais especificamente em seus pés pequenos se movendo com rapidez e agilidade pelas ruas ora movimentadas, ora vazias da cidade.

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Era o Sol Que Me Faltava

                Fui-me embora, mesmo sem querer, mas fui sorrindo e não me recordo quando parei de sorrir… E se me questionares quando fora a ultima vez que me senti assim, também não saberia dizer. Mas, mais importante que sorrir, era o motivo pelo qual sorria…

               Havia uma alegria enorme em estar ali. Sua energia era tão bela quanto a própria. Seu sorriso era um de seus adjetivos mais admiráveis, os cabelos cobriam o rosto e os ombros de forma delicada, e eram claros, e eu os adorava. Altura era mediana, e um par de óculos, que serviam de janelas para aqueles olhinhos atentos.

               Mas eu precisava ir embora… E assim, seguíamos pela estrada movimentada, o sol já nos deixara há algum tempo, mas meu corpo, aliviado, ainda respirava as alegrias que o sol me trouxera. De fato, era o sol que nos faltava.

  •          Alice