mostrava

Loucura

Ela evitava espelhos. Não apenas por consequência do descaso com o externo, mas também por puro horror à ideia de ver o reflexo da sua alma, podre e exposta, marcado para sempre em suas retinas. Os demônios beliscavam seus ouvidos, recitando cantos do passado que a faziam querer fugir para não mais voltar, mas isso não era possível, estava presa a eles por maciças correntes translúcidas. Os habituais pensamentos ensurdecedores batalhavam entre si e os escombros de sua mente eram mais uma vez o pano de fundo para essa sangrenta guerra psicológica.

Suas mãos trêmulas pressionavam as têmporas doloridas, seu corpo apático deixava-se levar de um lado a outro naquele quarto inóspito por seus pés enérgicos. O caos fez morada há tempo na psique atormentada. Imaginava como seria o silêncio, tão pacífico e harmônico. Ela sabia como calar as vozes e por um momento cogitou a ideia de fazê-lo. Arfava tão rapidamente como se nem todo o oxigênio do mundo fosse suficiente para satisfazer seus pulmões. Sua visão lhe mostrava visitantes correndo em sua direção com corpos desformes, chamando-a com suas falas hediondas, mas antes que eles pudessem alcança-la sumiam, deixando-a sem chão e com um permanente grito de horror estampado em seu rosto. Seu coração encolhia a cada hora que passava naquele inferno barulhento.

A última chama de perseverança dissipou-se e a escuridão finalmente se apossou de cada canto de sua existência. A prata reluzente acariciava seu pulso. Uma, duas, três linhas vermelhas. As vozes excruciantes escapavam libertas. Silêncio enfim.  

I’ll Be Your Eyes | ABERTO

“CAÇADORES!”

Os alarmes buzinavam alto, quebrando o silêncio noturno. Luzes piscavam, pessoas corriam. E Archibald simplesmente levantava de sua cama, correndo, sem reclamar. Deixava os resmungos para seus próprios pensamentos. Calçou as botas e vestiu suas roupas pretas o mais rápido que pode. Saiu de seu quarto enquanto ainda vestia o casaco: “Kendrick! Myra!” gritou por seus filhos. A expressão era séria e de poucos amigos. Archibald não brincava em serviço. Ele pegou o rifle de longa distância e o preparou, quando os filhos apareceram. “Estamos sendo atacados por caçadores.” O seu walkie-talkie chiava como louco, e recebia péssimas notícias de cada baixa que acontecia. Apesar de feri-lo, o rosto de Archibald se mostrava impassível. “Kendrick, escolte sua irmã até o hospital, e o defenda. Certamente eles estarão atrás de remédios. Myra, leve sua pistola, preciso de você cuidando dos feridos, mas preciso de você viva. Eu amo vocês.” Ele beijou a testa de cada cria. “Agora vão!”

A passos rápidos, Archibald saiu de seu dormitório, e com o sniper rifle, sabia muito bem como defender seus homens. “Saqueadores, na escuta? Aqui é o Archibald.” Era seu dever saber de seus homens. “Kendrick, na escuta.”, respondeu seu filho, assim como outros nomes foram surgindo. “Eu quero saber porque as luzes continuam apagadas! Vocês querem ver seus inimigos ou não? Precisamos saber onde eles estão, estamos com a melhor visão, liguem esses malditos geradores!” E quando finalmente saiu para o pátio central, encontrou três homens. “Você, proteja os alimentos. Você, vá para o centro, irei te guiar lá de cima. E você, venha comigo.” Archibald subiu as escadas do prédio o mais rápido que pode, o rifle em riste. Quando encontrou o andar desejado, o melhor ponto para seu rifle, parou na janela, posicionando sua arma, assim como o soldado que estava com ele. As luzes finalmente estavam acesas, tornando mais fácil o trabalho de encontrar os caçadores. Um tiro no peito, e um deles caiu. Archibald puxou a alavanca, e a capsula da bala caiu no chão, tilintando. Menos um. “Escutem meninos, serei seus olhos aqui em cima. Façam o que eu digo, e nenhum de nós morrerá hoje.”

Me perguntava o porquê de todas as portas que o mundo me mostrava estarem trancadas, foi então que, comecei a correr em busca das chaves.
—  Uma tarde em Berlim
Era estremamente forte, ma di tanto in tanto crollava anche lei. Non chiedeva abbracci, non mostrava dolore, se ne stava semplicemente in silenzio. Voleva piangere ma era così orgogliosa che le sue lacrime non uscivano, rimaneva impassibile. Dentro aveva soltanto rabbia, che ardeva contro se stessa. Si odiava perché riusciva a provare dei sentimenti, e per quanto volesse strapparsi il cuore dal petto per non sentire più emozioni, da una parte voleva essere più limpida, cercare di dimostrare cosa provasse. Ma non lo faceva, rimaneva in silenzio, a cercare una via d'uscita da quella gabbia che si era creata con le sue mani.
—  Erica D.
Você sempre me disse que não valia a pena. Não valia meu choro, nem merecia meu amor. Eu odiava ver você se menosprezando daquela forma e tudo o que eu queria era que você se enxergasse da forma como eu te enxergava, da forma como você se mostrava pra mim. Você era tão lindo e atencioso. Disse que me amava. O tempo passou, eu segurei sua mão. Um dia você mentiu pra mim. Aquele dia doeu tanto, foi a primeira mentira sua que descobri. Eu não conseguia entender por que você mentiu, se eu sempre disse que podia ser sincero comigo. Mas você é humano, eu entendi seu erro e perdoei. O tempo continuou passando e as ligações foram diminuindo, lembra que você sempre me ligava antes de dormir? Eu lembro. E lembro quando as ligações ficaram escassas. No outro dia você aparecia dizendo que acabou dormindo, que estava estudando, sempre havia uma desculpa. Eu acreditava, eu acho. Ou tentava acreditar, porque é isso que a gente faz quando quer que algo dê certo. Me machucava ver que não era como no início, você sumia, não se preocupava tanto, e eu cobrava. Porque o sumiço? Porque não ligou? Porque? Porque? Você se cansou. Disse que eu cobrava muito, que sempre foi um bom companheiro e me fez sentir culpada por querer o mínimo que qualquer pessoa que entra num relacionamento quer: atenção. Disse que ia embora. Eu te pedi pra ficar. Você ficou. O tempo continuou passando e mais mentiras foram aparecendo. Os motivos dos sumiços tinham nomes, rostos, endereços. Enquanto eu sofria por você, você estava rindo com outro alguém. Você me fazia sentir culpada por sem quem eu sou, culpada por querer amor, culpada por não querer metade de alguém. Eu quis salvar você, por acreditar que havia algo bom em seu peito, mas quem precisava ser salva era eu. Salva desse relacionamento que me puxava pra baixo como uma âncora amarrada em meus pés quando me joguei no seu mar de mentiras. A realidade queimou meus olhos como o sol na janela do quarto. Meu Deus, como eu mantive-os fechados por tanto tempo? Como doeu ver a luz da verdade invadir tudo e me tirar do mundo de ilusões que criei. Parecia que nunca ia passar… mas passou. Depois da tempestade, a calmaria me dominou. Dia após dia, tudo foi voltando ao normal, e eu consegui te perdoar da maneira mais difícil, quando o traidor não é capaz de pedir perdão ou se arrepender. A dor me ensinou muita coisa e me trouxe sabedoria. Hoje eu estou feliz, a vida sorriu pra mim e o amor me abraçou. Eu desejei o bem e o bem me desejou também. Eu olho pra trás e vejo que você é uma pessoa perdida… isso é tão triste. Depois de tudo o que houve, com o coração em processo de cura, eu orei por você, pra que você mude e, algum dia, conheça o amor, a compaixão, a verdade. Pra que, algum dia, você veja que um coração quebrado ainda é melhor que não ter coração. Nunca mais deixarei ninguém me dizer que meu jeito errado, que eu sinto demais, que eu devo me sentir culpada por ser quem sou. Olha… você mentiu muito, mas numa coisa você sempre teve razão: você não merecia meu amor.
—  A menina e o violão.
Acabe com essas dores, por favor, estou implorando - gritei para que Deus pudesse me ouvir. Minha voz fraca mesmo aos gritos, mostrava toda a fraqueza que eu estava sentindo. Tudo havia se transformado em um pesadelo que parecia não ter fim. Frieza e escuridão tentavam me cegar. Eu me encontrava perdido por todo o caos que estava minha vida. Andava por becos escuros sem saber se um dia encontraria saída. Mas no momento certo Deus veio. Trazendo luz para a minha escuridão e colocando em ordem todo o meu caos. Com a pouca fé que me restava e com o muito amor que Deus me entregava, tive a força que precisava para recomeçar.
—  Cartas para Deus
Eu sei que você espera que ele volte e te faça sentir novamente aquele friozinho na barriga. Sei que ouve aquela música e lembra da voz dele sussurrando ao seu ouvido, numa tentativa falha de cantar a música de vocês dois, e essa mesma música vai tocar na rádio sempre que você estiver quase o esquecendo, você vai lembrar e vai doer. Sei que ainda assiste aquele seriado que nunca gostou, mas aprendeu a gostar só porque era o preferido dele. Sei que olha pro jardim de sua casa e lembra das vezes que ele chegou falando que tinha uma surpresa e te mostrava flores, junto com aquele sorriso apaixonante. Só espero que você saiba que ele não vai voltar, não importa o quanto você queira. Ele já se foi há um tempo e agora tudo que lhe resta são saudades que você sabe que nunca vai matar. Então, tranque isso no lugar mais fundo possível dentro de ti e vá viver. Vai doer, mas algum dia vai passar.
—  Yalen Raquel acompanhada por Laís Portela.
Você não sabe como é torturante ficar o tempo todo com o celular na mão esperando por uma ligação sua, uma mensagem de texto ou qualquer misero vestígio de que você está bem. Não aprendi qual botão apertar pra parar de sentir, pra parar de me importar. Eu ainda me preocupo com você, porque eu sei que você tem medo de trovões e que é preciso te abraçar e cantar pro seu medo ir embora. Eu sei que você sente muito frio e por isso eu sempre tive que ir dormir primeiro só pra esquentar o seu lado da cama. Eu me preocupo com você, porque eu já não sei mais ser sozinho e, se você não voltar, eu vou ficar perdido. Era você quem me encontrava, quem me mostrava o caminho e quem segurava na minha mão pra eu não perder o equilíbrio. A gente se completa, será que você não vê?
Porta do quarto fechada, coração a cadeado. Desistiu de amar pequena? Talvez seja a melhor coisa a se fazer. Construir um sorriso depois de tantas desilusões não foi fácil, mas foi possível. Estava bem novamente? Só por fora, por fora tudo era perfeito; seu sorriso, sua vida, seus amores. Ninguém invadia seu mundo, porque era confuso demais, todos saiam cedo, não aguentavam tanta confusão. Para os outros só mostrava o seu melhor, que às vezes pareciam não ser bom o suficiente. Mas era a única coisa que ela poderia oferecer, mesmo que não fosse o bastante era o suficiente para ela, porque já não queria agradar mais as pessoas, na verdade não queria mais fazer nenhum esforço para isto. Ela lutava em segredo contra todas as emoções que a deixavam para baixo, lutava contra sentimentos que não sabia lidar, mas era preciso sobreviver a eles. Na verdade lutava contra si mesma. Todos os dias. Sua felicidade falsa não estava exposta, ela estava bem disfarçada em meio a tantos sorrisos e palavras. Mas já estava cansada, cansada de si mesma. Cansada de forçar sentimentos que na verdade não existiam.
—  Camila m.
Eles eram o completo oposto. Ele era relaxado. Ela era paranóica. Ele sempre dizia o que lhe vinha à cabeça. Ela sempre escolhia muito bem as palavras. Ele sempre mostrava seus sentimentos. Ela sempre os escondia. Ele sorria nos dias de sol. Ela sorria nos dias de chuva. Ele gostava de chá e ela de café. Mas de alguma forma estranha, eles se completavam.
—  O Caos de Ophelia
O problema é que você cansa rápido demais, desiste fácil demais e eu sempre fui tão fácil para você. Eu sempre estive aqui, vendo você se queixar da mesmice entre as pessoas, estive ao seu lado quando você se mostrava decepcionado com a monotonia. Mas você nunca reparou que entre tantas reclamações você continua na inércia. Você continua aí achando todos tão insuficientes que nem se dá conta de que é você quem precisa mudar.
—  Jamilla Gauy.
Era una cosa che adoravo di lei: quando mi guardava, mi vedeva davvero. Non pensava all'infinità di lavori da sbrigare durante il giorno né si mostrava indifferente alle mie stupide storie. Mi ascoltava, ed era felice di farlo. Tutti gli altri annuivano senza prestarmi attenzione, lei no. Mai.
—  Uno splendido disastro
Eu costumava ser fria. Costumava não demonstrar meus sentimentos, mesmo que esses fossem fortes em meio peito. Não mostrava que me preocupava com as pessoas que amo. Costumava me trancar no meu quarto. Costumava trancar a portinha do meu peito. Porque não queria que ninguém mexesse nas minhas coisas. Não, no meu coração não. Tinha um muro envolta de mim. E, então, perdi tudo: minha dignidade, pessoas que eu me importava. Mas ao invés de minha alma se trancar, ela finalmente entendeu , com o sofrimento, que o que o mundo precisava era de amor. Enfim, resolvi doar mais sangue. Resolvi perguntar as pessoas como elas estão, querendo realmente saber. Resolvi parar com julgamentos. Resolvi perdoar quem me magoou. Resolvi levar café da manhã para minha mãe. Resolvi pedir desculpas quando eu erro ( mesmo quase me mordendo de orgulho). Resolvi lançar palavras carinhosas. Resolvi amar sem limites. Me amar. Me amar pelo o que sou. E quando me amei, percebi que não preciso trancar as portas do meu coração. Percebi que me amar é deixar que eu sinta a dor e a alegria de quem eu amo.
—  Coração Derretido (Bruna Pilati
Questo è dedicato alle donne di tutto il mondo che hanno usato un bagno pubblico e a voi uomini, perché capiate come mai ci stiamo tanto dentro. Il grande segreto di tutte le donne rispetto ai bagni è che da bambina tua mamma ti portava in bagno, puliva la tavolozza, ne ricopriva il perimetro con la carta igienica e poi ti spiegava: ‘MAI, MAI appoggiarsi sul gabinetto!’, e poi ti mostrava ‘la posizione’, che consiste nel bilanciarsi sulla tazza facendo come per sedersi, ma senza che il corpo venisse a contatto con la tavoletta. ‘La posizione’ è una delle prime lezioni di vita di quando sei ancora una bambina, importantissima e necessaria, dovrà accompagnarti per il resto della vita. Ma ancora oggi, ora che sei diventata adulta, ‘la posizione’ è terribilmente difficile da mantenere quando hai la vescica che sta per esplodere. Quando ‘devi andare’ in un bagno pubblico, ti ritrovi con una coda di donne che ti fa pensare che dentro ci sia Brad Pitt. Allora ti metti buona ad aspettare, sorridendo amabilmente alle altre che aspettano anche loro con le gambe e le braccia incrociate (è la posizione ufficiale da ‘me la sto facendo addosso’). Finalmente tocca a te, ma arriva sempre la mamma con la figlioletta piccola ‘che non può più trattenersi’, e ne approfittano per passarti davanti tutte e due! A quel punto controlli sotto le porte per vedere se ci sono gambe. Sono tutti occupati. Finalmente se ne apre uno e ti butti addosso alla persona che esce. Entri e ti accorgi che non c’è la chiave (non c’è mai!); pensi: ‘Non importa…’. Appendi la borsa a un gancio sulla porta e, se il gancio non c’è (non c’è mai!), ispezioni la zona: il pavimento è pieno di liquidi non ben definiti e non osi poggiarla lì, per cui te la appendi al collo ed è pesantissima, piena com’è di cose che ci hai messo dentro, la maggior parte delle quali non usi ma le tieni perché ‘Non si sa mai’. Tornando alla porta, dato che non c’è la chiave devi tenerla con una mano, mentre con l’altra ti abbassi i pantaloni e assumi ‘la posizione’… Aaaaahhhhhh… finalmente… A questo punto cominciano a tremarti le gambe perché sei sospesa in aria, con le ginocchia piegate, i pantaloni abbassati che ti bloccano la circolazione, il braccio teso che fa forza contro la porta e una borsa di 5 chili appesa al collo. Vorresti sederti, ma non hai avuto il tempo di pulire la tazza né di coprirla con la carta, dentro di te pensi che non succederebbe nulla ma la voce di tua madre ti risuona in testa: ‘Non sederti MAI su un gabinetto pubblico!’. Così rimani nella ‘posizione’, ma per un errore di calcolo un piccolo zampillo ti schizza sulle calze!!! Sei fortunata se non ti bagni le scarpe. Mantenere ‘la posizione’ richiede grande concentrazione: per allontanare dalla mente questa disgrazia, cerchi il rotolo di carta igienica maaa, cavolo, non ce n’é!!! (Mai) Allora preghi il cielo che tra quei 5 chili di cianfrusaglie che hai in borsa ci sia un misero kleenex, ma per cercarlo devi lasciare andare la porta: ci pensi su un attimo, ma non hai scelta. E non appena lasci la porta, qualcuno la spinge e devi frenarla con un movimento brusco, altrimenti tutti ti vedranno semiseduta in aria con i pantaloni abbassati… NO!!! Allora urli: ‘O-CCU-PA-TOOO!!!’, continuando a spingere la porta con la mano libera, e a quel punto dai per scontato che tutte quelle che aspettano fuori abbiano sentito e adesso puoi lasciare la porta senza paura, nessuno oserà aprirla di nuovo (in questo noi donne ci rispettiamo molto) e ti rimetti a cercare il kleenex, vorresti usarne un paio ma sai quanto possono tornare utili in casi come questi e ti accontenti di uno, non si sa mai. In quel preciso momento si spegne la luce automatica, ma in un cubicolo così minuscolo non sarà tanto difficile trovare l’interruttore! Riaccendi la luce con la mano del kleenex, perché l’altra sostiene i pantaloni, conti i secondi che ti restano per uscire di lì, sudando perché hai su il cappotto che non sapevi dove appendere e perché in questi posti fa sempre un caldo terribile. Senza contare il bernoccolo causato dal colpo di porta, il dolore al collo per la borsa, il sudore che ti scorre sulla fronte, lo schizzo sulle calze… Il ricordo di tua mamma che sarebbe piena di vergogna se ti vedesse così, perché il suo … non ha mai toccato la tavoletta di un bagno pubblico, perché davvero ‘non sai quante malattie potresti prenderti qui’. Ma la tortura non è finita… Sei esausta, quando ti metti in piedi non senti più le gambe, ti rivesti velocemente e soprattutto tiri lo sciacquone! Se non funziona preferiresti non uscire più da quel bagno, che vergogna! Finalmente vai al lavandino: è tutto pieno di acqua e non puoi appoggiare la borsa, te la appendi alla spalla, non capisci come funziona il rubinetto con i sensori automatici e tocchi tutto finché riesci finalmente a lavarti le mani in una posizione da Gobbo di Notre Dame, per non far cadere la borsa nel lavandino. L’asciugamani è così scarso che finisci per asciugarti le mani nei pantaloni, perché non vuoi sprecare un altro kleenex per questo! Esci passando accanto a tutte le altre donne che ancora aspettano con le gambe incrociate e in quei momenti non riesci a sorridere spontaneamente, cosciente del fatto che hai passato un’eternità là dentro. Sei fortunata se non esci con un pezzo di carta igienica attaccato alla scarpa, o peggio ancora con la cerniera abbassata! A me è capitato una volta , e non sono l’unica a quanto ne so! Esci e vedi il tuo uomo che è gia uscito dal bagno da un pezzo, e gli è rimasto perfino il tempo di leggere ‘Guerra e pace’ mentre ti aspettava. ‘Perché ci hai messo tanto?’, ti chiede irritato. ‘C’era molta coda’, ti limiti a rispondere. E questo è il motivo per cui noi donne andiamo in bagno in gruppo, per solidarietà, perché una ti tiene la borsa e il cappotto, l’altra ti tiene la porta e l’altra ti passa il kleenex da sotto la porta; così è molto più semplice e veloce, perché tu devi concentrarti solo nel mantenere ‘la posizione’ (e la dignità).
—  Luciana Litizzetto

C’era una volta una ragazza, era bionda, gli occhi marroni, grandi, così grandi che non li poteva spalancare.
Aveva incontrato un giorno, su un treno, un ragazzo.
Era un ragazzo bellissimo, alto, i capelli castani, gli occhi all’apparenza nocciola, che racchiudevano una dolcezza che solo lei aveva colto.
A tutti infatti il ragazzo si mostrava duro, freddo, ma lei lo aveva capito.
Lui si nascondeva dietro a quel sarcasmo, a quell’ironia perché troppe volte era stato ferito.
La ragazza durante quel viaggio lo osservò a lungo e intuì che in lui doveva esserci molto più di quello che mostrava.
Lei, che non credeva di essere abbastanza per nessuno, lo osservava in silenzio, incapace di dire qualsiasi cosa.
“È troppo carino” pensava “ha degli occhi troppo dolci, non si sarà nemmeno accorto di me”.

C’era una volta un ragazzo, aveva i capelli castani, gli occhi nocciola indescrivibili.
Aveva incontrato un giorno, su un treno una ragazza.
Era una ragazza bellissima, piccolina, i capelli biondi, gli occhi marroni, enormi, come quelli di un cucciolo.
Non riusciva a capire quegli occhi, erano troppo grandi, troppo spaventati, eppure lo avevano colpito prima che potesse fare qualcosa, distogliere lo sguardo.
L’aveva notata subito appena salita sul treno di corsa poco prima del fischio del treno.
Il ragazzo l’osservò, ma non disse nulla, aveva avuto già troppe delusioni per avere il coraggio di provarci ancora.
“È troppo carina” pensava “ha degli occhi troppo grandi, non si sarà nemmeno accorta di me”.

Tutti penseranno che entrambi i ragazzi, forse destinati l’uno all’altra, siano rimasti in silenzio e fermatosi il treno siano scesi senza guardarsi in dietro, perdendo l’occasione di trovare nell’altro se stessi.

Vi dirò invece che per una volta questa storia non andò così.
È proprio su quel treno che inizia la storia di quei due ragazzi.
Inizia con uno spiffero d’aria gelido. Inizia con una richiesta di lui “Scusa, ti spiace se chiudo il finestrino” e un timido “ciao” di lei seguito da un interminabile flusso di parole.
La ragazza sapeva che quel momento era per sempre, doveva cogliere quell’attimo, doveva rimanere impressa in quegli occhi dolci distrattamente mascherati.

Qui la storia inizia.
Ed è la storia della mia vita.
La storia degli 8 mesi passati con quel ragazzo.
E con quel ragazzo oggi condivido un cuscino, le giornate, i problemi, la felicità.
Quel Ragazzo è diventato tutta la mia vita.

Chi l’avrebbe mai detto che questa storia potesse avere un lieto fine?

—  portolealidiunangelo
Então forcei um sorriso. Em frente ao espelho meu reflexo se mostrava falso e vazio. Mas, para uma manhã posterior a uma noite inteira de choro, aquilo parecia ser o melhor que eu conseguia..
Si accorse che in ogni cosa c'era della nostalgia, una malinconia che le mostrava le persone del suo presente come se già fossero destinate a far parte del passato, come se già fossero destinate a scomparire, a non appartenerle più, a non essere più sue.
Aveva paura, paura del temporaneo, delle cose non stabili, dell'abbandono e della vita. Aveva paura che le cose cambiassero, e alla più minima scossa, gettava le armi perché già troppe volte era stata delusa, tradita, dalle persone a cui teneva di più al mondo e a cui aveva affidato tutto, pensando che l'avrebbero tenuta al sicuro. Quanto era difficile fidarsi di nuovo? Quanto poteva essere dura aprirsi ancora, donare il suo cuore ad una persona che avrebbe potuto ferirla, o peggio rendersi indispensabile e poi sparire? Non se la sentiva di farlo, questa era la verità. La malinconia c'era sempre, i ricordi sulla pelle graffiavano come una volta e nulla era cambiato. La felicità che aveva provato in passato era ancora lì, tutta quanta, intatta almeno nella sua piccola bolla di infinito. Si rendeva conto che nessuno, nessuno avrebbe potuto scalfirla, non la sua piccola dose di gioia pura, fatta di risate incontenibili e di lacrime felici, di momenti di estasi reale, di sogni realizzati, fatta di persone che aveva profondamente amato e che le avevano salvato la vita, in tanti e troppi sensi, troppe volte perché le potesse dimenticare. Si rendeva conto che la sua piccola bolla di universo sarebbe rimasta intatta, qualunque cosa fosse accaduta. Però ora che le si presentava l'occasione di ricominciare, la verità era che non era sicura di esserne capace. Era così abituata alla sua vita, alla malinconia, al pensiero che nulla sarebbe cambiato intorno a lei, che tutto ad un tratto trovandosi impigliata in questa nuova rete, non capiva cosa fare, non sapeva gestirlo l'amore, non sapeva gestire un'altra persona che non fosse se stessa. Aveva una paura folle, di fallire. Aveva paura di tirarsi indietro, e paura di dimenticare, di andare avanti e perdere i ricordi di quelli a cui era così intimamente legata, ricordi e persone che non poteva lasciare andare per nulla al mondo. Era confusa, e triste, felice, piangeva e rideva senza capire cosa volesse davvero dire tutto questo. Era un gomitolo aggrovigliato, senza speranza.
Il grande segreto di tutte le donne rispetto ai bagni è che da bambina tua mamma ti portava in bagno, puliva la tavolozza, ne ricopriva il perimetro con la carta igienica e poi ti spiegava: ‘MAI, MAI appoggiarsi sul gabinetto!’, e poi ti mostrava ‘la posizione’, che consiste nel bilanciarsi sulla tazza facendo come per sedersi, ma senza che il corpo venisse a contatto con la tavoletta. ‘La posizione’ è una delle prime lezioni di vita di quando sei ancora una bambina, importantissima e necessaria, dovrà accompagnarti per il resto della vita. Ma ancora oggi, ora che sei diventata adulta, ‘la posizione’ è terribilmente difficile da mantenere quando hai la vescica che sta per esplodere. Quando ‘devi andare’ in un bagno pubblico, ti ritrovi con una coda di donne che ti fa pensare che dentro ci sia Brad Pitt. Allora ti metti buona ad aspettare, sorridendo amabilmente alle altre che aspettano anche loro con le gambe e le braccia incrociate (è la posizione ufficiale da ‘me la sto facendo addosso’). Finalmente tocca a te, ma arriva sempre la mamma con la figlioletta piccola ‘che non può più trattenersi’, e ne approfittano per passarti davanti tutte e due! A quel punto controlli sotto le porte per vedere se ci sono gambe. Sono tutti occupati. Finalmente se ne apre uno e ti butti addosso alla persona che esce. Entri e ti accorgi che non c’è la chiave (non c’è mai!); pensi: ‘Non importa…’. Appendi la borsa a un gancio sulla porta e, se il gancio non c’è (non c’è mai!), ispezioni la zona: il pavimento è pieno di liquidi non ben definiti e non osi poggiarla lì, per cui te la appendi al collo ed è pesantissima, piena com’è di cose che ci hai messo dentro, la maggior parte delle quali non usi ma le tieni perché ‘Non si sa mai’. Tornando alla porta, dato che non c’è la chiave devi tenerla con una mano, mentre con l’altra ti abbassi i pantaloni e assumi ‘la posizione’… Aaaaahhhhhh… finalmente… A questo punto cominciano a tremarti le gambe perché sei sospesa in aria, con le ginocchia piegate, i pantaloni abbassati che ti bloccano la circolazione, il braccio teso che fa forza contro la porta e una borsa di 5 chili appesa al collo. Vorresti sederti, ma non hai avuto il tempo di pulire la tazza né di coprirla con la carta, dentro di te pensi che non succederebbe nulla ma la voce di tua madre ti risuona in testa: ‘Non sederti MAI su un gabinetto pubblico!’. Così rimani nella ‘posizione’, ma per un errore di calcolo un piccolo zampillo ti schizza sulle calze!!! Sei fortunata se non ti bagni le scarpe. Mantenere ‘la posizione’ richiede grande concentrazione: per allontanare dalla mente questa disgrazia, cerchi il rotolo di carta igienica maaa, cavolo, non ce n’é!!! (Mai) Allora preghi il cielo che tra quei 5 chili di cianfrusaglie che hai in borsa ci sia un misero kleenex, ma per cercarlo devi lasciare andare la porta: ci pensi su un attimo, ma non hai scelta. E non appena lasci la porta, qualcuno la spinge e devi frenarla con un movimento brusco, altrimenti tutti ti vedranno semiseduta in aria con i pantaloni abbassati… NO!!! Allora urli: ‘O-CCU-PA-TOOO!!!’, continuando a spingere la porta con la mano libera, e a quel punto dai per scontato che tutte quelle che aspettano fuori abbiano sentito e adesso puoi lasciare la porta senza paura, nessuno oserà aprirla di nuovo (in questo noi donne ci rispettiamo molto) e ti rimetti a cercare il kleenex, vorresti usarne un paio ma sai quanto possono tornare utili in casi come questi e ti accontenti di uno, non si sa mai. In quel preciso momento si spegne la luce automatica, ma in un cubicolo così minuscolo non sarà tanto difficile trovare l’interruttore! Riaccendi la luce con la mano del kleenex, perché l’altra sostiene i pantaloni, conti i secondi che ti restano per uscire di lì, sudando perché hai su il cappotto che non sapevi dove appendere e perché in questi posti fa sempre un caldo terribile. Senza contare il bernoccolo causato dal colpo di porta, il dolore al collo per la borsa, il sudore che ti scorre sulla fronte, lo schizzo sulle calze… Il ricordo di tua mamma che sarebbe piena di vergogna se ti vedesse così, perché il suo … non ha mai toccato la tavoletta di un bagno pubblico, perché davvero ‘non sai quante malattie potresti prenderti qui’. Ma la tortura non è finita… Sei esausta, quando ti metti in piedi non senti più le gambe, ti rivesti velocemente e soprattutto tiri lo sciacquone! Se non funziona preferiresti non uscire più da quel bagno, che vergogna! Finalmente vai al lavandino: è tutto pieno di acqua e non puoi appoggiare la borsa, te la appendi alla spalla, non capisci come funziona il rubinetto con i sensori automatici e tocchi tutto finché riesci finalmente a lavarti le mani in una posizione da Gobbo di Notre Dame, per non far cadere la borsa nel lavandino. L’asciugamani è così scarso che finisci per asciugarti le mani nei pantaloni, perché non vuoi sprecare un altro kleenex per questo! Esci passando accanto a tutte le altre donne che ancora aspettano con le gambe incrociate e in quei momenti non riesci a sorridere spontaneamente, cosciente del fatto che hai passato un’eternità là dentro. Sei fortunata se non esci con un pezzo di carta igienica attaccato alla scarpa, o peggio ancora con la cerniera abbassata! A me è capitato una volta , e non sono l’unica a quanto ne so! Esci e vedi il tuo uomo che è gia uscito dal bagno da un pezzo, e gli è rimasto perfino il tempo di leggere ‘Guerra e pace’ mentre ti aspettava. ‘Perché ci hai messo tanto?’, ti chiede irritato. ‘C’era molta coda’, ti limiti a rispondere. E questo è il motivo per cui noi donne andiamo in bagno in gruppo, per solidarietà, perché una ti tiene la borsa e il cappotto, l’altra ti tiene la porta e l’altra ti passa il kleenex da sotto la porta; così è molto più semplice e veloce, perché tu devi concentrarti solo nel mantenere ‘la posizione’ (e la dignità). Questo scritto è dedicato alle donne di tutto il mondo che hanno usato un bagno pubblico e a voi uomini, perché capiate come mai ci stiamo tanto dentro.
—  Luciana Lititzzetto