mortos de fome

Meu signo nasceu para amar momentos e não eternidades. Eu sou o primeiro signo do zodíaco, vindo de seu primeiro dia e hora, a prova de que experiências com amor por signos do elemento fogo são tão quentes à ponto de gerar dor e não prazer como muitos pensam. Quando o primeiro signo ama ele leva muito afeto e depois deixa muito a desejar, no começo do amor ir embora é uma especialidade, ser de alguém é uma prisão, não que sejamos vadias sem coração ou cafajestes, claro que queremos um amor para a vida toda, mas é difícil para nós amar alguém completamente, a ponto de ficar e aturar rotinas com essa pessoa. Eu vou lhes dar alguns exemplos, meu primeiro amor tinha 17 anos e eu 5, a coisa mais difícil de acontecer que não aconteceu, ele subia na metade do caminho do meu ônibus e eu lembro de observá-lo da minha cadeira sorrindo enquanto ele percebia e sorria de volta, mas é claro que não levaria a sério a inocência de uma criança, afinal era apenas uma admiração, uma fantasia, ele era meu príncipe das histórias que costumava lembrar à noite. Anos depois no inferno chamado “ensino fundamental” ainda acreditava no amor, ô signo idiota, na quarta série dos meus pesadelos, a professora nos pediu para fazer arte com material reciclável e um dos alunos mais bonitos, porém problemáticos fez uma flor e me pediu para que eu adivinhassem para quem era, e mesmo com 10 anos de idade eu sabia que aquela flor foi feita por ele para mim, mas eu não a queria, sei que sonhava muito com a magia do amor como todas as outras garotas, mas desde cedo eu sabia que era preciso ter muita coragem para enfrentá-lo e aceitá-lo e eu não tinha coragem. Decidi falar o nome de todas as garotas metidas da classe uma por uma e para todas ele insistia em dizer não e eu também insistia em não aceitar seu afeto, enfim ele se virou e deu a flor para outra garota e eu juro que não me arrependi. Mais um ano se passou e eu fui para um inferno maior chamado “fundamental 2”, eu confesso que foi um ano bem estranho, algumas pessoas da série seguinte à minha fizeram uma brincadeira como aquela de “vai dar namoro”, foi um evento autorizado pelo colégio, o que fez todas as turmas presentes. Eu lembro de estar observando do lado de fora da quadra pelas suas grades um garoto sentado ao lado de duas garotas e uma mulher o perguntando de quem ele gostava e quem ele queria beijar, a primeira garota tinha cabelos longos e parecia  ser uma patricinha, enquanto a outra parecia ser mais liberal e engraçada, e ele era loiro, alto, bonito e confuso entre as duas. Minhas amigas na época começaram uma aposta interna de com quem ele ficaria e eu participei em minha mente, era óbvio que ele ficaria com a patricinha, meninas assim eles podem controlar não é mesmo? Ou não? Bem na época eu pensava assim, e foi isso que aconteceu, e a mocinha de cabelo curto deu a entender que estava satisfeita, mas eu sabia que não, naquele momento eu soltei “o amor é mesmo uma merda” e fui embora. Em casa comecei a pensar naquele garoto e secretamente escondi uma paixão por ele, descobri que ele era amigo do meu primo, descobri que ele acabou não ficando com aquela garota e até descobri o nome dele, mas eu não me recordo mais. Ah e também me lembro que que deixei o ano inteiro passar por mim sem tentar uma aproximação dele. No ano seguinte havia um peso no ar, ele não estava mais no colégio, mas eu parecia satisfeita, para mim era melhor não alimentar mais essas coisas, por que o amor é um morto de fome, quanto mais você alimenta, mais ele fica insatisfeito. No caminho para o colégio havia um garoto bem parecido com ele de costas andando na minha frente, eu fiquei feliz e com uma ponta de esperança, esquecendo de tudo que eu havia pensado sobre isso na semana anterior e o segui até que ele entrou no meu colégio, ele subiu as 7 rampas na minha frente, mas algo me fez perdê-lo de vista, então eu lamentei e segui em frente, ao chegar na porta da sala de aula alguém me cutucou e quando virei lá estava ele, tímido e risonho e não se parecia mais com o garoto que acabava de sair da minha mente, “essa é a sala do 7° ano?” ele falou restirando sua timidez “sim” eu respondi e entramos juntos na sala onde todos nos olhavam, a garota tímida e anti-social junto com o novato bonito? Ninguém aceitaria esse fato. Alguns dias se passaram e nós nos aproximamos muito, mas não deu para sermos os “melhores amigos contra o mundo”, aquele garoto virou um encosto na minha vida, ele me perturbava a cabeça e o coração, estando presente ou não. Lembro que ele ficou com uma garota mais velha e todos pareciam radiantes com o novo “pegador”, mas eu tinha a impressão de que ele não estava tão feliz. Nos dias seguintes ele veio brigar comigo e teria ficado por isso se eu não tivesse a belíssima ideia de dar um tapa em suas costas, o que o fez voltar e ficar na minha frente, eu levantei e ficamos alguns segundos encarando um ao outro, mas fomos empurrados por uma antiga amiga e eu tive o reflexo mais rápido do mundo que me fez perder de beijá-lo, mas ele continuava na mesma posição, a garota o repreendeu dizendo para ele que todos sabiam que ele gostava de mim e ele ficou bem envergonhado, mas eu deixei passar, mais uma vez eu não queria contato. Todos os dias depois desse ele me pedia uma bala e dizia “eu te amo” e é claro que eu levava na brincadeira, na verdade ninguém nunca sabia quando ele estava falando sério. Depois disseram que eu era estranha e ele desmentiu falando que eu era bonita, me puxou no meio da sala para pedir uma opinião sobre a cor de um objeto e eu sem saber de nada disse que era branco, e ele sorriu para seu amigo e disse “está vendo? é branco”, depois ele perguntou por mim no meio da sala e todos viraram caçadores me procurando, quando me acharam não exitaram em falar “Olha ela lá, está com saudades?” e ele permaneceu calado, tímido. Logo depois ele me puxou novamente e me disse que queria falar comigo, mas isso nunca aconteceu, ele nunca me chamou e isso me fez perceber o quanto eu odiava seu silêncio, mas adorava o meu quanto a isso. Depois nos afastamos e eu nem sei o por que direito, acho que a vida tomou novos rumos e fomos por caminhos tortos e diferentes. Alunos novos entraram e eu vou resumir para vocês que alguns gostaram do meu cinismo e rótulo “anti-pessoas”, não me perguntem como. Todos perguntavam de quem eu gostava e isso me irritava, então acabei inventando que gostava de um dos amigos dele, e esse amigo falou que não me queria, por que óbvio se você conta algo para amigas falsas elas contam para todo mundo. Enfim eu o ignorei completamente e depois disso ele começou a me perseguir, até esbarramos na porta, o coitado achava mesmo que eu me sentia afetada por ele, mas na verdade eu escondia o quanto gostava de outro. No último dia de aula, no meu último ano naquele colégio apenas um que dizia gostar de mim me abraçou, eu lembro que seu abraço foi forte e ele não queria me soltar, pedi para que ele me largasse, mas depois aceitei abraçá-lo por mais um tempo, foi o abraço mais simples e verdadeiro que já recebi, mas eu o soltei e o ouvi dizer que sentiria muitas saudades, e eu como “rainha do gelo mirim” não respondi, apenas sorri. Depois fui para outros colégios, conheci outros garotos, decidi tirar o “bv”, mas acabei me enjoando do garoto antes disso e o ignorei por uma semana, o que o fez ficar bastante chateado, ignorei todos que passaram pela minha vida, até os que tentavam uma aproximação amigável e só agora pude perceber que tantos garotos passaram por mim gostando de mim por algum motivo que eu desconheço, que adoraria saber, mas que não os dei a oportunidade de falar. Eu não os dei voz, apenas silêncio e eu odiava silêncio. De uns tempos para cá ainda encontrei o garoto de quem consegui gostar por mais tempo no ônibus, mas eu fiz questão de ignorá-lo, por que no fundo não sabia como olhar para ele, como falar com ele sem desabar pelo tempo perdido, pelas conversas enterradas, pelas voz que ele tinha, mas que não usou e pela coragem que eu não tive, na verdade não tivemos, quando o encontro ele parece triste, parece afetado, põe seu fone e escuta alguma música, mas eu o observo mesmo com ele pensando que eu o ignoro, o observo com a certeza de que ele será feliz com alguém, mas que esse alguém não será eu. Esse meu signo não deixa, me prende na solidão e na frieza, no desamor fácil, mas eu sei que nunca deixei de amá-lo e nunca deixei de sentir medo disso, mas eu e meu signo nascemos para não amar o amor, nascemos para gelá-lo e deixá-lo quieto e para que se um dia amarmos alguém, alguém do elemento “ar” como ele, sempre amar momento (como os que carrego dentro da cabeça), e nunca eternidades (como as que levo em meu coração).
—  Poesografa.
Não tenho motivos para ser amável, nem para fazer concessões. O escritor no fundo é um sujeito amargurado, confuso, sem explicações para nada, e pouco lhe importa se o compreendem ou não. Se é bem ou mal recebido. Se é simpático ou antipático. Se tem dinheiro ou é um morto de fome. Se você é escritor, tem que saber que essas são as regras do jogo. Do contrário, você é um palhaço. E vai ter sempre alguém por perto tentando transformar você em palhaço.
—  Pedro Juan Gutiérrez.
Dia a dia.
  • Voce acorda primeiro, faz suas higienes e vai ate o quarto do Breno.
  • Voce: Filho, ta na hora dr acordar!
  • Breno: 10 minutos mae!
  • Voce: Nem 4, bora!~puxa a coberta e vai saindo do quarto~.
  • Breno: Bom dia né mae!
  • Voce sorri: Bom dia meu amor!~volta da um beijo nele e sai~.
  • Vai ate o quarto na Nicole.
  • Voce: Bebe?~faz carinho na cabeca dela~Vamo acorda?
  • Nicole: Bom dia mamae!~coca os olhos e sorri~.
  • Voce: Bom dia princesa!~pega ela no colo~.
  • Voce ajuda Nicole a fazer as higienes dela e desce com ela no colo, Breno esta tomando cafe enquanto a Fatima(empregada)termina a mamadeira da Nicole.
  • Voce: Bom dia Fatima!
  • Fatima: Bom dia dona (Seunome)!~voce pega sua caneca e coloca Nicole na cadeira dela~.
  • Voce toma um gole do cafe e vai preparando o cereal da Nicole.
  • Breno: Hoje tenho ingles em mae?!
  • Voce: Ta meu amor!~entrega o cereal da Nicole~Seu pai vai te levar eu tenho que resolver umas coisas da central! Nic hoje voce vai ficar com a titia Bru ta?
  • Nicole: Eba mamae ela faz maquilagem!
  • Breno: É maquiagem Nicole!
  • Nicole: Maqui que?
  • Breno: MaquiAgem princesa.
  • Voce sorri olhando os dois e sobe pro seu quarto. Voce abre as cortinas e vai ate a cama.
  • Voce: Ei!~sacode ele~Ta na hora de acordar bela adormecida!
  • Ele cobre a cabeca.
  • Luan: 10 minutos vida!
  • Voce: Nem 4 amor, vamo!~puxa o cobertor e vai ate o closet trocar de roupa~.
  • Luan senta na cama e fica te olhando por alguns segundos. Depois ele levanta e te abraca por tras.
  • Luan: Bom dia muié mais perfeita do nerverso.
  • Voce se vira pra ele.
  • Voce: Bom dia homem mais gostoso da galaxia.
  • Voces se beijam e ele vai pro banheiro, voce vai ate o quarto da Nicole, arruma uma bolsinha com as coisas que ela vai precisar e desce.
  • Voce: Breno vai escovar dente e pegar sua mochila!
  • Breno sobe correndo e encontra com Luan na escada.
  • Luan: Bom dia campeão!
  • Breno: Bom dia pai.
  • Luan vai ate a cozinha.
  • Luan: Bom dia minha princesinha mais linda!
  • Nicole: Bom dia papaizinho!~Luan beija a testa dela e cheira seu pescoço antes de sentar~.
  • Luan: Nao tem leite?~faz bico~.
  • Fatima: Aqui seu Luan tava no freezer.~ela da pra ele~Eu sei que o senhor prefere bem geladinho.
  • Luan: Se minha muié nao tivesse aqui eu te dava um beijo Fa!~gargalha~.
  • Voce da um tapa nele e ri.
  • Breno: Vamo mae?~ele aparece na cozinha e abraça Luan~Bença pai!
  • Luan: Deus te abenço filho, boa aula!
  • Voce levanta da um beijo na testa da Nicole.
  • Voce: Tchau amor da mamae!~Nicole balanca as maozinhas~.
  • Nicole: Tchau mamae!
  • Voce: Tchau meu tudo.~beija Luan~.
  • Luan: Tchau minha vida.
  • Voce e Breno saem. Voce deixa Breno na escola e vai pra central.
  • Luan: Vamo amor?
  • Nicole: Uhum!
  • Luan pega ela no colo, pega a mochilinha dela, poe ela na cadeirinha do carro e vai pra casa da Bruna.
  • Chegando la ele toca a campainha.
  • Bruna: Oi pi!~abraca ele~Oi princesa da titia!
  • Nicole: Oi tia! Oia eu toxe a Nanda pa voce ruma ela!~mostra a boneca~.
  • Bruna: Ela vai fica gata!~disse entrando~Eai Luan como ta a (Seuapelido)?
  • Luan: Linda, gostosa, cherosa...
  • Bruna: Saude Luan!~risos~.
  • Luan: Bem tambem!
  • Bruna: E voce?
  • Luan: To bem! E o seu Lucas?~ela sorri~.
  • Bruna: Ta bem, ele foi levar a mae dele no aeroporto!
  • Luan: Hm...Bem to indo piroca, tchau!~ele vai ate a Nicole~Da beijo princesinha!
  • Ela da um beijo nele e vai brincar com o Puff.
  • Luan volta pra casa e se deita na sala. Horas depois voce sai da central correndo pega Breno na escola e vao almocar em casa.
  • Luan: Oi mo!~te beija~Oi filho!
  • Breno: Fala pai!
  • Voces se sentam e Breno fala sobre as meninas da escola com Luan.
  • Luan: Cai dentro filhao!~risos~E voce amor? Problemas na central?
  • Voce: Nao mô. Eu tava resolvendo sobre esssa nova promo e tal.
  • Luan: Ta dando certo?
  • Voce: Ta sim, tava terminando de assinar uns papeis.
  • Luan: Falando em papais tem uns documento que chego ai, cê pode ver pra mim?
  • Voce: Quando voltar dou uma olhada.
  • Luan: Ta eu assino depois que oce falar que pode.~voce ri~Preciso voltar pra central amor! Bre tem ingles 15:30 e acaba 17:40, voce leva e busca ele pra mim?
  • Luan: Tem remedio?
  • Voce ri: Nao!
  • Luan: Entao ta!~Voce levanta e vai pegando sua bolsa~.
  • Voce: Nao esquece a academia as 18:30!
  • Luan: Ta mo!~voces se beijam~.
  • Voce: Tchau filho.
  • Breno: Tchau mae!~Voce sai~.
  • Breno senta na sala.
  • Luan: Bora?~mostra o controle do video game~.
  • Breno pega e eles jogam ate a hoje do ingles. Luan leva ele e na hora de buscar ele busca. Luan saia pra academia quando voce chegava com a Nicole.
  • Voce: Oi principe!~beijo~.
  • Luan: Oi tchau princesas!~sorri e sai~.
  • Voce da banho na Nicole e poe ela pra ver TV. Ajuda Breno na licao de casa e depois le os documentos pro Luan.
  • Luan entra em casa.
  • Luan: Vortei!~vai ate a mesa que voces jantavam~E to morto de fome!
  • Voce: Pode ir tomar banho antes de jantar!~olha pra ele~.
  • Luan: Mai...~voce forca uma tosse~Ta bom!~sobe emburrado~.
  • Voce termina de dar janta a Nicole e escova os dentes dela.
  • Voce: Breno ta na hora!~ele desliga a TV e te beija~.
  • Breno: Boa noite mae! Te amo muito.
  • Voce: Boa noite vida. Te vivo!
  • Ele sobe e entra no seu quarto, Luan tava secando o cabelo.
  • Breno: Boa noite pai! Te amo.~se abracam~.
  • Luan: Boa noite meu filhão! Te vivo.~Breno vai saindo~Nao esquece de rezar em!
  • Breno: Ta pai!
  • Voce sobe com Nicole e encontra Luan no corredor.
  • Voce: Da boa noite pro papai!
  • Nicole: Boa noite papai te vivo muito!
  • Luan pega ela no colo.
  • Luan: Boa noite nenemzinho, papai te vive!~ele da um beijo de esquimo nela e te entrega~.
  • Voce ajuda ela a rezar e cobre ela.
  • Voce: Te vivo meu bebe!
  • Nicole: Te vivo mamae!
  • Voce beija a testa dela e desce.
  • Voce entra na sala de jantar e ele ja esta terminando de jantar.
  • Voce: Li os documentos ta? É sobre a locação do espaco da promo, pode assinar.
  • Luan: Ta bom morzim.
  • Voce sobe e entra no banho. Luan termina de comer, sobe e passa no quarto das criancas vendo se esta tudo bem e se ja dormiram. Ele entra no quarto e deita na cama. Minuots depois voce sai de roupao do banheiro e vai escolher o pijama. Voce deixa o roupao cair e Luan sorri, levanta e vai ate voce te abracando por tras.
  • Luan: Se passam anos, 2 filhos e voce continua a muié mais perfeita desse planeta!
  • Voce vira pra ele e sorri.
  • Voce: Se passam anos, 2 filhos e voce continua sendo o melhor marido do mundo!~o beija com carinho~Eu nao sei oque eu seria sem voce!
  • Luan: Nao, eu que nao sei oque eu seria sem meu cerebro, minha seguranca, minha secretaria, minha advogada, minha melhor amiga, minha amante, minha esposa, minha muié, minha vida!~ele sorri fofo~.
  • Voce: Ai meu Deus!~sorri e limpa as lagrimas~Olha oque voce faz comigo!
  • Luan: Deixa eu fazer mais deixa?~fala sexy e morde seus labios~.
  • Voce: Muito mais!~voce o beija e ele te empurra pra cama~.
  • La voces tem uma linda noite de amor. Depois se deitam de conchinha e quando voce pensa que ele dormiu escuta.
  • Luan: Brigado!~sussurra~.
  • Voce: Por?
  • Luan: Por me dar a melhor familia do mundo e esse amor incomparavel!
  • Voce sorri.
  • Voce: Voce é o amor da minha vida! Voce e as criancas.
  • Luan: Voces são minha vida!
  • Se beijam e dormem.
  • FIM.
A Estupidez e a Maldade Humana

Vista à distância, a humanidade é uma coisa muito bonita, com uma larga e suculenta história, muita literatura, muita arte, filosofias e religiões em barda, para todos os apetites, ciência que é um regalo, desenvolvimento que não se sabe aonde vai parar, enfim, o Criador tem todas as razões para estar satisfeito e orgulhoso da imaginação de que a si mesmo se dotou. Qualquer observador imparcial reconheceria que nenhum deus de outra galáxia teria feito melhor. Porém, se a olharmos de perto, a humanidade (tu, ele, nós, vós, eles, eu) é, com perdão da grosseira palavra, uma merda. Sim, estou a pensar nos mortos de Ruanda, de Angola, da Bósnia, do Curdistão, do Sudão, do Brasil, de toda a parte, montanhas de mortos, mortos de fome, mortos de miséria, mortos fuzilados, degolados, queimados, estraçalhados, mortos, mortos, mortos. Quantos milhões de pessoas terão acabado assim neste maldito século que está prestes a acabar? (Digo maldito, e foi nele que nasci e vivo…) Por favor, alguém que me faça estas contas, dêem-me um número que sirva para medir, só aproximadamente, bem o sei, a estupidez e a maldade humana. E, já que estão com a mão na calculadora, não se esqueçam de incluir na contagem um homem de 27 anos, de profissão jogador de futebol, chamado Andrés Escobar, colombiano, assassinado a tiro e a sangue-frio, na célebre cidade de Medellín, por ter metido um golo na sua própria baliza durante um jogo do campeonato do mundo… Sem dúvida, tinha razão o Álvaro de Campos: «Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer». Sem dúvida, mas não desta maneira. 

José Saramago, in ‘Cadernos de Lanzarote (1994)’

Capitulo 26 – Irresponsabilidade

Naquele dia Van ficou na sua casa, ela sempre que tinha oportunidade dormia no flat, mas essa noite disse que estava com saudade de casa e seus cachorros então foi para casa.

Jonas se encontrava atirado no sofá descansando enquanto assistia TV. Max deitado nele o acompanhava ambos com os olhos grudados na tela. Eles não falaram nada por pelo menos uma meia hora.

- Tem uma cerveja? – perguntou se esticando para me olhar

- Pode pegar na geladeira. – ele tirou Max com cuidado do seu colo que já havia adormecido colocando-o no sofá, Max pega no sono tão rápido que as vezes nem acredito, e pegou a lata na geladeira.

- Sabia que eu passei quase 2 meses sem beber por que Gabriela me pediu? – ele falou pra mim

- Gabriela?

- Sim, Gabriela é minha namorada, ela odeia que eu beba. E fume.

- Mulheres…- brinquei com ele e ele começou a rir quase se afogando com o liquido.

- Eu tenho uma coisa aqui, faz tempo que não uso, aproveitei que viria pra cá, e comprei, ela nem vai desconfiar.

- O que? – perguntei com medo da resposta

- Um baseado. – ele piscou pra mim.

Só balancei a cabeça de um modo negativo sorrindo com o que ele havia dito.

- Já fumou?- perguntou

- Há muito tempo atrás, época de adolescente, loucurada.

- Tá afim?

Não sei bem quando eu aceitei só sei que quando percebi estávamos deitados na sacada rindo para o céu estrelado ‘’ olha o disco voador ahhahahhaha’’, lembro que de começo eu ia negar, mas acabei cedendo, não que eu achasse a coisa mais errada do mundo. Eu achava legal, apesar de pensar que já tinha passado da idade de ficar chapada só por diversão. Afinal o que tem de tão errado? Só queria esquecer um pouco os problemas, ficamos altos por horas até depois atacarmos os armários igual dois mortos de fome acabando com todas as guloseimas que aviam lá. Ainda alterados rindo de qualquer merda.

- Deus, essa porra é da boa! – falou

- Não passa o efeito. HAHAHAHAH. – eu estava rindo escandalosamente, o que fez ele rir igual quando viu que eu estava com a boca cheia de chocolate.

Toc, toc.

Nos olhamos, rindo de novo, aquela merda era forte mesmo, o que havia de tão engraçado em alguém batendo na porta? Abri a porta com a cara vermelha de tanto gargalhar, meu abdômen já doía.

- Vaaaan. – risos

- O que houve com você? – ela fez um olhar desconfiado

Não consegui responder eu ainda ria.

- Você andou bebendo? – ela perguntou de novo, balancei a cabeça negando a pergunta. Mas foi só ela dar um passo para dentro do apartamento para entender o que estava acontecendo. – Esse cheiro… Maconha! – ele me fitou por um momento

- Da boa. – Jonas respondeu sorrindo

- Ah é, esse é o Jonas meu primo. – apontei apresentado.

- Não é necessário nem conhecer para tirar minhas conclusões. – respondeu seca

- Que isso Van? Pra que falar assim?

- Clara quantos anos você tem? Não é adolescente, e tem uma criança aqui. Cadê o Max? – falou com o tom de voz alterado

- Ih tô indo embora Clara, já vi que vai ter DR. – ele recolheu o casaco e saiu pela porta, enquanto Van o fitava com fogo nos olhos.

- Cadê o Max? – perguntou de novo

- Relaxa Van, ele tá dormindo.

- Deve tá mesmo né Clara, com todo esse cheiro. – ela me repreendia com o tom de voz, estava certa, mas no momento eu achava que tinha razão.

Ela abriu as janelas e a porta que dava para a sacada, para o ar circular melhor e o cheiro ir em bora.

- Você já pensou se algum vizinho viu isso? E sabe que você tem um filho de 2 anos. Você pode se foder por causa disso Clara, será que não pensa.

Esfreguei os olhos tentando recuperar a sanidade, mas simplesmente deitei no sofá, ao fundo escutava sua voz falando coisas incompreensíveis, e então apaguei.

- Clara… Claraa. – abri os olhos com a visão meio embaçada e então pude ver seu rosto.

- Aí, aí que dor de cabeça. – botei a mão segurando, parecia que ela ia cair.

- Acho é pouco pra você.

- Que horas são? – estava totalmente perdida no tempo

- Quase onze da manhã. – respondeu calma

- O que aconteceu? Como você chegou aqui?

- Você não lembra? – ela perguntou séria

Apertei as mão na cabeça tentando lembrar de algo, trazer alguma memória da noite anterior, aos poucos flashbacks passavam em minha mente. Puta merda! O que eu fiz?! Perguntei a mim mesma lembrando de ontem, da maconha, de Jonas, e da pequena discussão com a Van.

- Nossa eu viajei.

- Literalmente né Clara.

Fui dar um beijo nela e ela se afastou. – O que? – perguntei sem intender a rejeição

 - Você ainda pergunta? Acha que eu concordo com o que você fez? – ela disse

- Não precisa concordar. – sim estávamos começando uma DR e fazia 5 minutos que eu havia acordado.

- Ótimo então, agora que você acordou consciente, como uma pessoa descente, pode pensar na merda que fez, e Fabian passou aqui de manhã para levar o Max no shopping. – falou levantando

- Eu vou embora. Quando quiser conversar sobre a merda que vez, me liga.

Segundos depois a porta bateu, e eu tomei um remédio, fui para o banho, só depois que a dor de cabeça passou comecei a pensar como eu tinha sido idiota, com meu filho aqui dentro, minha mãe no hospital, eu precisando procurar eventos pra tocar, o dinheiro desse mês mal ia dar para pagar o aluguel, e ainda precisava ajudar minha mãe com os exames, que estava no hospital pelo ultimo dia, hoje daria alta e eu precisava estar lá as 14horas para leva-la para casa. E agora para ajudar Vanessa estava chateada comigo e com razão.

Primeiro fiz o combinado busquei minha mãe no hospital e levei para casa, ela já estava praticamente bem, apenas expliquei para ela sobre os horários dos antibióticos que precisava continuar com o tratamento e depois voltei pra casa. Enquanto dirigia me deparei com uma faixa, estava escrita ‘’ FEIRA DE ADOÇÃO DE ANIMAIS ABANDONADOS’’. Parei o carro lá, estacionei, e entrei na feira.

Tinha uma extensão enorme de gaiolas com cães e gatos, então tive uma ideia.

Capitulo 115

Durante o jantar, Clara não economizou nos olhares de desejo para Eduarda que se esquivava comendo apressada, como se não pudesse resistir por muito tempo tal assédio sutil.

– Duda eu preparei essa noite para nós. Queria te mostrar o quanto te quero, e o quanto sinto sua falta.

Clara declarou ao final da refeição.

– Eu fico muito lisonjeada por você fazer isso por mim. Essa noite foi uma boa surpresa, mas não existe mais nós Clara. Isso não muda o motivo pelo qual terminamos nosso namoro.

Eduarda disse levantando-se da mesa.

– Duda eu sinto muito sua falta. Eu não tinha noção do quanto gostava de você até você terminar comigo. Eu sei que você tem todos os motivos pra desistir de mim, eu poderia também desistir de você, de nós, eu poderia me acostumar com meus dias sem seu sorriso, sem sua voz rouca ao telefone cheia de sono me fazendo dormir quando estou com insônia, poderia me acostumar a não ter mais seus pés roçando nas minhas pernas pra se aquecer, sem seus olhos me encarando com uma paixão que me deixa tonta… Mas, eu não quero me acostumar com isso. Eu quero você na minha vida, eu quero outra chance com você. E eu estou sendo o mais clara e objetiva que posso, já que sempre foi assim que agiu comigo, eu estou agindo da mesma forma, e vou direto ao que quero: quero você!


Clara não deu tempo para Eduarda se refazer da emoção de ouvir as palavras carregadas de sentimento. Encaixou seu corpo no corpo de Duda, deixando que seu perfume entorpecesse os sentidos da loira, aquele aroma de óleo de pitanga que exalava da pele reluzente de Clara, com a maciez e sensualidade que só um corpo feminino poderia transcender.


Eduarda não teve forças para lutar. O corpo quente de Clara envolvendo o seu, e os movimentos seguros da promotora, arrancando-lhe as peças de roupa, suas e dela explicitando seu desejo:

– Ainda preciso ser mais clara?

Clara disse exibindo seu corpo nu, puxando para si o corpo de Duda e foi a vez desta chamar para si o domínio da situação, jogando o corpo de Clara contra a parede e percorrendo faminta com sua boca, cada pedaço daquela pele branquinha deliciosamente eriçada.

*****

Vanessa fechou sua maleta imediatamente para esconder o envelope que surrupiara do escritório, enquanto Acrisio a encarava.

– Então, vai me dizer o que faz aqui? – Acrisio inquiriu.

– Vim ver com meus próprios olhos o que o Ministério Público denunciou.

– Ah, e por falar em Ministério Público, você sabe quem é promotora filha da mãe que está por trás dessas denúncias?

Vanessa empalideceu e não respondeu.

– Sua amiguinha, aquela que eu salvei daquele cabra safado, Clara o nome dela não é?

– Eu fiquei sabendo.

– Quem sabe você pudesse ajudar o papai nisso. Fazer essa menina me deixar em paz…

– Agora o senhor é piadista?

– O que ia lhe custar? Vocês eram tão unidas…

– Nós nos amávamos, mas você tratou de nos separar, e agora quer que eu a procure pra convencê-la a fazer vista grossa no seu processo?

– Você entendeu exatamente o que quero filhinha, use das suas habilidades…

– Você me enoja sabia?

Vanessa pegou sua mala e fez menção de sair do quarto quando Acrisio a interpelou:

– caralho Vanessa, é melhor você usar seus métodos com ela do que eu usar os meus não acha?

– Escuta aqui senhor Acrisio Mesquita: não ouse tocar em um fio de cabelo dela, não ouse tirar a paz da Clara prejudicando o trabalho dela ou a família dela. Respeite o acordo que fez comigo sobre não fazer nada contra ela e a família dela se eu fizesse o que você me pediu, cumpri minha parte, não é justo que você venha de novo com essa chantagem!

– Tire o dedo da minha cara mocinha! Sou seu pai! Acha que pode gritar comigo ou me ditar ordens?

– Só estou cobrando senhor Acrisio a sua palavra. O que foi tratado entre nós deve ser cumprido. O senhor não vai me querer como inimiga, isso eu garanto.

– Inimiga? Mas o que é isso Vanessa? Uma coisa é você me dizer despautérios no calor da emoção, outra é você insinuar uma guerra entre nós. Somos pai e filha!


– Aja ao menos uma vez como meu pai então e atenda ao meu pedido, deixe a Clara e a família dela em paz.


– Você está me pedindo pra que eu fique de braços cruzados esperando ser processado e preso?


– Se o senhor for culpado das acusações esse é o certo.


– Agora quem está fazendo piada aqui?


– Pai, se o senhor é culpado, conserte as coisas, legalize o trabalho desses homens, dê-lhes seus direitos, o senhor não percebe que assim ganha muito mais? Ganha a admiração desses homens e das famílias deles por que o senhor os deu um trabalho digno.


– Vanessa minha filha você não sabe quem são esses homens! São ex- detentos, são retirantes, ninguém lhes daria oportunidade, estou-lhes dando um teto e comida, em troca eles trabalham para mim.


– Pai! São seres humanos! Trabalhadores que vieram para cá acreditando que teriam uma oportunidade e viraram escravos!


– Não exagere Vanessa, não são escravos, só estou garantindo que eles paguem o que me devem, acha que é barato trazer esse monte de morto de fome do fim do mundos que eles vem e mantê-los? Quando quitarem a dívida poderão escolher se ficam ou não. Isso é temporário.


– Meu Deus! Parece o Barão de Ararúna falando!


– Você está há muito tempo fora do Brasil, não sabe como as coisas funcionam. A maioria desses homens estão aqui porque querem, ou demais estão porque não tem pra onde ir. São uns pobres coitados que eu os acolhi.


– Pai pelo amor de Deus! Esses pobres coitados tem direitos, tem famílias esperando pelo dinheiro do trabalho deles, ou que vivem aflitos por notícias que nunca chegam. Vamos regularizar a situação deles, eu fico aqui para ajudar o senhor nisso, quem sabe isso diminua a pena e a multa quando o processo for julgado…


– Ah! Muito generoso de sua parte ficar aqui para me dar um prejuízo e assistir minha prisão e minha ruína, dispenso sua presteza Vanessa, volte pro estrangeiro pra bater suas fotos e me deixe resolver as coisas do meu jeito já que você não quer colaborar comigo!


– Puta que pariu… É sua última palavra?


– Já que você não quer fazer nada por essa família, é melhor que fique longe para não atrapalhar mesmo.


– Eu tentei pai, mas o senhor não me deixou alternativa.


Com o ultimato anulado pela petulância e pela conduta inescrupulosa de Acrisio, Vanessa concluiu que só lhe restava alertar pessoalmente Clara, e lhe entregar o material que poderia ajudar no processo contra seu pai, partiu da Verdes Canaviais diretamente para capital para o encontro com seu passado mais bonito e mais dolorido também.

Capitulo 25 – Hospital

Mais uma manhã fria em SP, eu e Van estávamos aconchegadas na cama, em nosso ‘casulo’ de  cobertores, com seu rosto de frente para mim ela dormia serena, fiquei observando por alguns estantes, eu adorava ver ela dormindo, adorava qualquer coisa nela, a porta do quarto se abriu devagar e então aquele coisinha pequena pulou na cama entre nós duas, Van acordou com o contato e sorriu ajudando a tapar Max e manteve-o entre nós na cama.

- Tá muito frio pra levantar. – Disse sonolenta, sem forças pra abrir os olhos.

- Esperem aqui, vou fazer algo para nós comer. – levantei, vesti um casaco e fui para cozinha.

Demorei um tempo lá, fazendo a mamadeira de Max e o café de manhã para nós duas. Tentei ser o mais rápida possível, pra pular naquela cama e assistir os desenhos com os dois. Enquanto o café passava preparei as torradas, coloquei em um prato e levei até a cama. Colocando os objetos no criado-mudo.

- Ainda bem que ganhei um dia de folga. – Van falou

- Seu chefe foi bonzinho.

- Foi, mas também depois de passar uma semana fora…

- É o mínimo. - interrompi

- É o mínimo. – repetiu concordando

Comemos e olhamos desenhos com Max por algumas horas. Eram umas 10horas da manhã quando meu celular tocou. Não reconheci o numero.

- Alô.

- Oi prima, é o Jonas. – Jonas dizia na linha, sua voz parecia nervosa.

- Oi, fale.

- A tia, ela passou mal aqui, não sei bem como foi, ela caiu e desmaiou, achei muito estranho acho que devíamos levar ela no médico… – ele atropelava as palavras eu quase nem entendia.

- Calma Jonas, calma, me explica direito. – falei sentando na cama, Van acompanhou meus movimentos e me fitava com a expressão preocupada.

- Eu levantei agora, eu fui tomar café, então encontrei a tia caída no chão, desmaiada, é muito estranho isso, vem pra cá. – falou mais calmamente

- Tá bom, vou me arrumar e estou indo. – Levantei da cama me dirigindo ao banheiro.

- O que houve? – Van me seguiu

- Minha mãe, passou mal. Vou leva-la no médico.

- Tá você quer alguma coisa? Quer que eu faça algo?

- Se importa de ficar com Max? – perguntei enquanto molhava a escova de dentes.

- Não me importo, eu cuido dele sim.

Me arrumei o mais rápido que pude e fui pra casa de minha mãe, cheguei lá e a encontrei sentada na poltrona, Jonas segurava sua mão comum olhar preocupado.

- Você tá bem mãe? – me ajoelhei para enxergar bem seu rosto, ela estava pálida.

- Ainda estou tonta. – respondeu

- Tá, vamos ao médico então. – Jonas me ajudou a leva-la até o carro, devagar.

Chegamos no hospital e o atendimento foi meio demorado, foi Jonas que entrou com ela para explicar para médica o ocorrido, então depois ele voltou com noticias.

-Então? – me levantei da cadeira perguntando

- Segundo o médico foi queda de pressão, mas ela pode ter batido a cabeça quando desmaiou, então vai ficar para fazer uns exames. E o médio acredita que ela tenha pegado uma pneumonia por ficar no chão frio por um tempo.

Assenti. – Então ela vai ficar aqui?

- Vai ficar baixada para os exames gerais. – me respondeu

O médico logo a levou para o quarto em que ficaria, fiquei um tempo lá fazendo companhia a ela junto com meu primo. Meu celular vibrou no bolso.

- Oi amor. – respondi como costume, esquecendo que minha mãe estava no quarto.

- Como ela tá? O que houve?

Expliquei mais ou menos o que Jonas havia me dito e que agora esperávamos pelo resultado dos novos exames. Ela me disse que Max se comportou bem e que me esperava para o almoço. Nos despedimos e então desliguei.

Uns 15 minutos depois o médico chegou com o resultado dos exames.

- Está tudo bem em relação a queda, certo. Não houve nem um tipo de fratura nem nada. A pressão dela já está estabilizada, porém na ecografia encontramos uma pontada de pneumonia, então aconselhamos que ela permaneça no hospital por uns 2 dias para fazer o inicio do tratamento, já que essa doença apresenta sempre um certo risco para pessoas de meia idade. – falou o médico alto, e jovem que nos atendeu muito bem.

- Obrigado então. – respondi

Ele assentiu e saiu em direção ao corredor. Seguimos logo após para a sacada, Jonas acendeu um cigarro lá.

- Você vai almoçar em casa? Posso ficar aqui se quiser. – disse, procurando pelo isqueiro nos bolsos.

- Van fez almoço.

- Namorada dedicada. – Falou abafado com o cigarro entre os lábios enquanto ascendia.

- Quase namorada. – corrigi

Ele apenas sorriu e tragou seu cigarro, depois soltado a fumaça calmamente, eu o observei por um momento.

- Quer? – me estendeu a carteira de Marlboro

- Melhor não. – Eu sabia que Vanessa não gostava quando eu fumava, eu particularmente não tinha problemas com o fumo, era bom me acalmava, só não gostava muito do cheiro.

- Você que sabe. Só não vai deixar a comida esfriar. – falou com um sorriso simpático.

- Ah é, verdade, vou indo lá. Quer que eu traga alguma coisa para você depois?

- Me traz um cachorro quente. E eu ficaria feliz. – Falou

Então desci passando pelos longos corredores do hospital, peguei o carro no estacionamento e dirigi para meu apartamento. O transito estava calmo. Cheguei lá sem muita demora, meu estomago já roncava.

Bati na porta, tinha deixado as chaves com a Van. Ela abriu a porta e eu passei me surpreendendo com quem estava logo ali sentado no sofá. Era Fabian, lia o jornal calmamente e levantou os olhos das letras para me olhar.

- Você? Aqui?

- Estou proibido? – perguntou arqueando a sobrancelha

- Não está, é que isso é meio… estranho.

- Ah sim, atual e ex no mesmo cômodo. – ele não perdia a chance de fazer esse tipo de comentário. Fui até a cozinha onde Van se encontrava cortando um tomate.

Dei um beijo no seu rosto e ela correspondeu roçando de leve a ponta do nariz no meu rosto.

- Você não se incomoda com ele aqui? – Falei baixo

Ela fez que não com a cabeça.  – Ele é o pai de Max, veio aqui para vê-lo, e eu nem moro aqui, não tenho o direito de negar isso.

- Você é simplesmente a mulher mais maravilhosa desse mundo. – Falei me retirando da cozinha e largando a jaqueta no braço do sofá para pegar Max no colo. Fabian só me observou mais uma vez por cima do jornal a final de contas acho que ele também nem se importava mais.

***

Mais tarde quando voltei para o hospital, entreguei o cachorro quente para Jonas que se atracou comendo loucamente o negócio, morto de fome, meu irmão insistiu em deixar que ele passasse a noite no hospital, então levei Jonas comigo para dormir no flat.

( Por hoje é isso pessoal @ClanessaNewFic)