monsoor

The grave of Medal of Honor recipient Michael Monsoor taken about a week after the eighth anniversary of his death. It appears his shipmates gathered for a beer with their friend at Fort Rosecrans National Cemetery. Monsoor threw himself on a grenade to save his fellow SEAL’s in Ramadi, Iraq. Michael Monsoor’s Medal of Honor citation can be read at: http://www.navy.mil/moh/Monsoor/BIO.html

FFF - Acerca Daqueles Soldados dos Estados Unidos Que Morreram em Ramadi

About Those U.S. Troops Who Died in Ramadi

by

Jacob G. Hornberger

May 19, 2015

Só posso imaginar como a família de Michael A. Monsoor está reagindo à recente conquista, pelo ISIS, de Ramadi, no Iraque. Monsoor foi galardoado com a Medalha de Honra por ações durante a Batalha de Ramadi em 2006, quando forças dos Estados Unidos - U.S. combateram insurgentes pelo controle da cidade. A medalha foi concedida postumamente.

Monsoor não foi o único soldado dos U.S. que morreu em Ramadi. De acordo com a página da Wikipedia “Battle of Ramadi (2006),” mais de 80 soldados dos U.S. foram mortos e mais de 200 foram feridos.

Minha impressão é que pelo menos alguns dos membros das famílias de todos aqueles estadunidenses mortos estarão pensando de si para si: “Muito bem, o ISIS agora controla Ramadi. Meu ente querido, porém, morreu para que os estadunidenses possam ser livres.”

Obviamente, isso é mais fácil do que achar que eles morreram por nada. O fato, porém, é que eles morreram por nada. Para prova, basta olhar para a Ramadi de hoje. Na verdade, basta olhar para o Iraque.

Os milhares de soldados dos U.S. que morreram em Ramadi e no resto do Iraque morreram por nada, do mesmo modo que aqueles mais de 58.000 soldados dos U.S. que morreram na Guerra do Vietnã. Todos eles também morreram por nada.

Disponhamos os fatos:

  1. O ISIS não existia antes da invasão do Iraque pelos U.S.em 2003. Foi a própria invasão que em última análise deu origem ao ISIS. É o que por vezes acontece quando nação estrangeira leva a efeito mudança de regime violenta, não voluntária, em outra nação. O lado que leva a pior por vezes fica irado e faz o que for necessário para recuperar o poder político. Lembremo-nos da operação de mudança de regime na Guatemala, que deu origem a violenta guerra civil que durou três décadas, matando e ferindo milhões de pessoas.
  2. Monsoor e todos os outros soldados dos U.S. que morreram no Iraque não morreram em defesa de nossa liberdade porque nossa liberdade nunca foi ameaçada pelo Iraque. Correndo o risco de repisar o óbvio, o Iraque nunca atacou os Estados Unidos e sequer ameaçou fazê-lo. Os Estados Unidos foram os agressores no conflito e o Iraque foi a nação que se defendeu.
  3. Nenhum dos iraquianos que mataram soldados dos U.S. em Ramadi ou em outros lugares no Iraque tinha qualquer coisa a ver com os ataques do 11/9. Estavam fazendo nada mais do que tentar livrar seu país de invasor e ocupador estrangeiro.
  4. O alarmismo acerca das armas de destruição em massa - WMD foi nada mais do que vigarice usada pelo Presidente Bush e seus lacaios para angariar apoio para sua guerra no Iraque. Com o alarmismo das WMD, Bush tentava fazer parecer que o Iraque era o agressor e os Estados Unidos estavam simplesmente lançando-se a guerra preventiva ou ação preventiva antes de Saddam Hussein deflagrar barragem de WMD contra os Estados Unidos. 

O pretexto foi espúrio desde o início. Bush e autoridades do poder de segurança nacional do governo queriam mudança de regime no Iraque. Depois de parceria com Saddam na guerra deste dos anos 1980 ao Irã, desejavam novo ditador, que cooperasse mais. A isso disseram respeito as brutais sanções nos anos 1990 — tentando provocar mudança de regime mediante acabar com a vida econômica do povo iraquiano. Quando as sanções não resolveram, Bush recorreu a invasão. As WMD proporcionaram maneira conveniente de alarmar o povo estadunidense, especialmente dado o alto nível de medo de ataques após o 11/9. 

  1. [5] O governo dos U.S. não tinha autoridade legal para fazer cumprir resoluções das Nações Unidas - UN a respeito de WMD no Iraque. Apenas as UN tinham tal autoridade e as UN recusaram-se a ordenar ou autorizar invasão do Iraque.
  2. [6] A Constituição dos U.S. exige declaração de guerra pelo Congresso antes que o presidente e seu exército tenham permissão para conduzir guerra a outra nação. Não houve declaração de guerra ao Iraque pelo Congresso. Isso significa que Monsoor e aqueles outros soldados estadunidenses morreram em guerra ilegal de agressão ao Iraque.
  3. [7] A invasão e a ocupação do Iraque pelos U.S. não produziram um paraíso de liberdade, estabilidade e prosperidade. Em vez disso, produziram uma nação de conflito perpétuo, caos, violência, morte, destruição, detenções arbitrárias, detenção indefinida, tortura, e guerra civil. No livro The Good War That Wasn’t, precipuamente acerca da Segunda Guerra Mundial, o autor Ted Grimsrud escreve que as sanções que o governo dos U.S. impôs ao Iraque “ajudaram a transformar o Iraque de uma das mais prósperas nações do Oriente Médio numa das mais empobrecidas.”
Grimsrud então escreve:

País que havia tido os mais altos níveis de educação, o melhor sistema médico, a mais ampla distribuição de renda em todo o Oriente Médio foi pauperizado pela invasão e ocupação estadunidense.

  1. [8] O enorme número de mortos em decorrência das sanções, somando centenas de milhares de crianças iraquianas mortas, juntamente com a famosa declaração da Embaixadora junto às UN Madeleine Albright de que a morte de meio milhão de crianças em resultado das sanções havia “valido a pena,” foram fatores maiores contributivos que produziram profundos ira e ódio que levaram aos ataques terroristas de 1993 ao World Trade Center em 1993 [sic], ao USS Cole, às embaixadas dos U.S. na África Oriental, e aos ataques do 11/9, que foram então usados como pretexto para tirar a liberdade e a privacidade do povo estadunidense.

Pelo menos alguns soltados dos U.S. que combateram em Ramadi não estão sofrendo de delírio autoimposto. Há pouco mais de ano artigo do USA Today intitulado “Veteranos Sentem o Aguilhão das Perdas de Ramadi e Fallujah,” soldados dos U.S. expressaram seus sentimentos acerca dos insurgentes da al-Qaeda efervescendo de novo em Ramadi:

Peter Monsoor, comandante de brigada reformado: “A maior parte dos veteranos está profundamente desapontada com o fato de os ingentes esforços e sacrifícios que fez … terem sido aparentemente para nada.”

David Bellavia, recebedor da Medalha de Prata por heroísmo: “Como é que você diz a um progenitor que ‘Sim, seu filho que foi morto. … A missão valeu a pena,’?”

Jeremiah Workman, recebedor da Cruz da Marinha: “Meu coração dói. Penso naqueles Marines e marinheiros e soldados que estavam lá e que foram perdidos e que foram feridos.”

Pergunta: O que será necessário para que o povo estadunidense rejeite, vez por todas, política externa de intervenção no estrangeiro e mudança de regime e toda morte, destruição, sentimento de ódio e perda de liberdade e prosperidade que a acompanham?