mocado

ESCUTE A SEGUNDA BEAT TAPE DO SONO TWS, 'MOCADO’

Mocado é o segundo EP do DJ, produtor e grafiteiro SonoTWS pelo selo Beatwise. É uma beat tape, no sentido real do termo, formada por 14 beats. Além do lançamento digital via Bandcamp, os caras fizeram uma versão em k7 com um encarte bem louco: dentro vem dois adesivos e uma moeda, que o Sono trouxe de uma viagem à Jamaica. Ele descobriu como faz e aplicou manualmente uma camada de tinta de raspadinha sobre o nome do EP. A brisa, nem precisava dizer, né… mas é usar a moeda pra raspar e revelar o que vem escrito.

O conceito vem todo amarrado com o significado do termo “mocado” (o mesmo que “muquiado” ou “mocosado”, dependendo do dialeto da sua quebrada), e a pegada do primeiro vídeo do play, chamado “Jogos de Azar”. Em relação aos beats do EP anterior, a onda é a mesma: rap, future, reggae, experimentalismos. Porém, com uma notável evolução de conhecimentos técnicos e musicais. “Estou mais seguro para arriscar e inovar sem medo de que as pessoas não entendam”, comentou o artista a respeito.

Clique aqui para ouvir Mocado by SonoTWS

Watch on f1rstdimension.tumblr.com

Chora hater #mocado #skatevideo

vimeo

SonoTWS - Jogos de Azar

O preço da mocação

Você sabe o que é ser mocado?
Bom, se você procurar na internet vai descobrir que mocado significa escondido. É uma gíria muito usada pelo pessoal da minha sala, quando alguém não conversa muito com os outros ou se isola então começa a chamar essa pessoa de mocado. Me chamam assim  tempo todo, mais pra me zoar mesmo, já que eu falo com quase todo mundo da sala (pelo menos todos que eu gosto), mas começou por que de vez em quando eu fico meio desligado e não presto atenção no que eles falam ou eu demoro pra saber o que tá rolando, sou sempre o último a saber.
As vezes eu acho que eles tem razão em me chamar de mocado, mesmo que eu interaja com eles eu ainda continuo tímido com o resto do mundo, não sou muito bom em começar conversas (principalmente com garotas d=) e ontem eu paguei o preço por ser desse jeito mocado.
Ontem as aulas desse semestre finalmente acabaram pra mim (apesar de que eu ainda vou continuar estudando, mas não vem ao caso) e um amigo meu que eu não via a uma eternidade (O Edson, já falei dele aqui) me chamou pra sair com ele e com o resto da minha antiga galera, que eu sinto muita falta aliás.
Eles iam sem encontrar em um centro cultural ou coisa assim, eu não sabia chegar lá então o Edson me ensinou mais ou menos como chegar lá de ônibus.
O ônibus que eu tinha que pegar dava uma volta interminável pela cidade, eu não ia ficar nele tanto tempo mas ia ser uma viajem um pouco longa. Edson tinha me dito que eu ia ver onde eu ia descer então eu passei o tempo todo olhando pelas janelas pra ver onde eu ia descer, eu não queria falar com o motorista, achei melhor ficar na minha como sempre e seguir a viagem, não sei, acho que eu entro em panico quando o assunto é falar com gente que eu não conheço, eu tento dar um jeito mas dessa vez que achava que dava pra me virar sozinho.
O ponto é que eu não vi onde eu devia descer, eu passei um bom tempo tentando ver onde eu ia descer mas eu havia passado e muito do ponto de ônibus que eu devia descer, e eu passei 3 horas e meia dentro do ônibus.
Eu nunca fiquei com tanta raiva de mim mesmo, porra, o problema teria sido resolvido se eu apenas falasse com as pessoas, mas o que me deixou com mais raiva foi que eu não vi meus amigos ontem, bem, ainda tenho o resto das férias pra isso…
Eu realmente espero nunca mais passar por isso (eu passei por uns lugares bem barra pesada da minha cidade kkkk), prometo que agora eu vou tentar falar mais com as pessoas…

Eu vou me mudar das tuas redomas, explorar outras periferias, sem muito me guiar pelos centros. E nas janelas ingênuas hei de encontrar, um rosto tão belo quanto, para não mais escrever sobre você, para sobrescrever você - ou não. Eu vou espalhar cartazes, pelas mais eufóricas ruas, pelas mais brilhantes vielas, pelos mais mocados cantos: procura-se remendo poético. Mas ninguém verá, pois em mim não há verão, e haverão de um dia dizer que viriam, não fosse o vil acaso, o viril retrato, o vinil olhado, dos propósitos vãos.