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Também o ato de escrever para mim revela às vezes a insegurança, pois o escritor é um ser frágil, inseguro, ansioso, que procura respostas para todos os mistérios da vida. Fala-se muitas vezes da alegria que o ato de escrever dá. Para mim escrever me provoca mal-estar, medo mesmo. [E assim mais ou menos como o dia em que a gente vai fazer uma operação. Na manhã desse dia dá aquele frio escuro lá dentro da gente. Eu fico impressionada quando ouço pessoas que dizem sentir prazer em escrever. Para mim é sofrimento, um sofrimento de que não posso fugir,mas me amedronta. Penso que escrever serve mais para perdurar, para existir fora de nós mesmos,nos outros. Então me lembro de um poema de Edna St. Vicent Millay, onde ela diz “Read me, do not let me die” [Leiam-me, não me deixem morrer].
—  Hilda Hilst em entrevista.
o poeta é um mutilante, um devorador.. Social ou não, hermética ou não, a poesia é válida pela comunicação que encerra, pela coletividade que o poeta traz dentro de si. Descobri-la é encontrar o entendimento, a emoção como uma forma precisa das inquietações comuns. E para tal é preciso sentir, sofrer, refletir. A aspiração do poeta é ter sobre si mesmo todo o peso da humanidade.
—  Hilda Hilst em entrevista de 1961, trecho retirado do livro Fico besta quando me entendem.

- É amor quando eu acordo sorrindo pra você todas as manhãs, é amor quando o meu pensamento te acompanha no decorrer do dia.. é amor o que eu sinto quando deito a cabeça no travesseiro e fico imaginando nós dois juntos. É amor. apenas-voceeu