minha-metade

Não procuro minha outra metade, minha outra metade também sou eu. Sou inteira. Completa. Daqui em diante, só aceito o que irá me transbordar. Só venha se for para mergulhar fundo em reciprocidade, ser amor, paixão, fogo, entrega. De joguinhos de desinteresse o mundo está cheio, eu quero mais é me derramar por quem irá se derramar junto comigo.
—  Sitular. 
Ela deixou um bilhete, dizendo que ia sair fora. Levou meu coração, alguns cds e o meu livro mais da hora, mas eu não sei qual a razão, não entendi porque ela foi embora. E eu fiquei pensando em como foi e qual vai ser agora. Meu quarto pede sua arrumação, minha camisa seu cheiro, metade de mim foi, já não me sinto inteiro. Me deixou um bilhete escrito: "eu nunca vou te esquecer, nem tudo aquilo que foi dito". E ela foi assim, sem dó de mim, deixou meu toca-discos e um dvd do Chaplin, mesmo sabendo que eu prefiro Chaves e as guloseima Fini ela me deixou só três. Eu tenho que rir pra não chorar, tentando te esquecer mas eu só consigo lembrar, não sei se outra preta vai tomar o seu lugar, mas com tantas opções eu acho que vale tentar, né? Até por que você já em outro lugar, né? Comigo cê nem deve mais se importar, né? Então faz favor, vê se esquece de mim e o fim da nossa história foi assim.
—  Bilhete - Luccas Carlos.
Eu te amo tanto que as vezes eu acho que você é aquele alguém que eu sempre quis, aquele alguém que eu sempre precisei durante toda minha vida; alguém que eu precisei durante minhas noites em claro, durantes meus dias ruins, durante minhas crises; eu te amo tanto e todos os dias que passam eu só penso que talvez, bem talvez, você seja a pessoa com quem eu quero compartilhar toda minha vida, pra sempre mesmo, aquela coisa de contos de fadas, aquelas coisas que não existem, eu quero utopia, mas quero com você, porque você faz eu me sentir como a pessoa mais incrível do mundo; e eu sei que ao seu lado eu posso ser o que eu quiser e quando eu quiser, porque você acreditou em mim quando nem eu mesma acreditei, porque você lutou por mim quando eu já tinha desistido, porque de todas as pessoas do mundo, não tem uma que faça eu me sentir tão bem, confortável e feliz, porque você é a pessoa que eu sempre quis, o príncipe que eu sempre sonhei; você é minha metade da laranja chupada por milhares de outras garotas, mais ainda minha, porque você já nasceu pra ser meu; e eu posso estar equivocada, mas, meu deus! Como é bom estar equivocada ao seu lado; como é bom criar expectativas e sonhos, planos, como é boa essa ilusão de que eu vou ter você e que vou ser sua; eu sei que ninguém nunca sabe de tudo, que eu não posso fantasiar tanto, mas pela primeira vez na vida eu não estou com medo; eu não tenho medo de te amar, porque por mais que isso acabe um dia, eu nunca senti nada tão recíproco com nenhuma pessoa antes.
—  Bianca Autran
Ele me deu um pé na bunda. E doeu. Fiquei sem entender direito o motivo. Tudo parecia bem. A gente parecia bem. O mundo parecia um lugar bonito e seguro. Eu parecia bonita e segura. E de repente as coisas mudaram. Ficou um vazio grande no lugar dele. Ficou uma sensação de perda dentro de mim. Na hora em que o calo aperta e o coração quase derrete não adianta falar de tempo. Enfia o tempo no bolso e sai daqui! Não quero saber se o tempo cura, não quero ouvir que ele é o melhor remédio para todos os males. Não quero sair, não quero conhecer gente nova, não quero achar novo amor. Aproveita e enfia o novo amor no bolso também. Eu quero é ele. Ele, ele, ele. É que não tem ninguém igual. É que não vai ter sentimento igual. É que não vai ter outra pessoa que seja assim, tão única, tão perfeita, tão, tão…sabe? Não vai ter, eu sei. Eu sei e todo mundo sabe, não sei por qual motivo, razão ou circunstância ficam me enrolando e tentando me passar a perna com esse lance de o-que-é-seu-tá-guardado. Tenho certeza que ele é a minha alma gêmea. Eu nunca acreditei nisso. Até conhecer aquele homem. Meu Deus, ele é a metade da minha laranja. Por ele eu mataria e morreria. Por ele eu seria sempre melhor. Por ele eu seria até capaz de virar Amélia, a mulher de verdade. Por ele. Ele, que fez com que eu entendesse o amor. Ah, o amor. Aquele cretino. Aquele safado. Aquele ordinário. Aquele sem vergonha que faz a gente entregar o coração e acabar de mãos abanando e sangrando. Nunca mais vou amar ninguém. Não quero. Não vou. E não adianta você voltar com aquela história do tempo. E não adianta querer me levar pra sair, pra conhecer gente, pra esfriar a cabeça. Não quero saber de toda aquela baboseira de cortar o cabelo, renovar o guarda-roupa, começar a malhar, frequentar novos lugares, mudar velhos hábitos, incrementar o dia a dia. Não quero saber de tudo aquilo que as mulheres fazem para tentar achar A Cura. Não quero me curar. Quero beber todo dia uma vodca barata. Ou cara, depende do dia do mês. Quero beber e ficar sozinha. Prometo que não vou encher os ouvidos das amigas, das colegas de trabalho, dos amigos gays, da vizinha do andar de cima, da minha mãe. Prometo que nem vou buzinar nos ouvidos do terapeuta. Juro que me comporto. Fico eu, o pouco de sanidade que resta, o copo sempre cheio de vodca, algumas lágrimas e um punhado de recordações. Quero isso. Quero a depressão. Quero a fossa. Quero me acabar. Quero ficar arrasada para sempre. Quero ficar pensando nele o dia todo. Recordando cada momento que passamos juntos. Não quero saber de me entupir de chocolate e carboidratos. Vou fazer greve de fome até morrer. E antes vou deixar um bilhete: morri, seu idiota. Morri. Acho que agora estou entrando naquela fase da raiva. Aquela em que a gente imagina o cara de terno e gravata fazendo cocô. Aquela em que a gente começa a pegar nojinho. Aquela em que a gente usa todos os palavrões para definir o infeliz. Aquela em que a gente sai da fase da música de corno para cantar bem alto “I’m Every Woman” de braços abertos, abraçando o infinito, até ficar rouca e louca. Guardei as fotos em uma caixa e escondi ela no fundo do armário. Melhor deixar longe. Melhor não ver. Melhor parar de fuçar no Facebook. Melhor deixar de seguir no Twitter. Melhor deletar o telefone do meu celular. Melhor não dar uma espiada na vida da ex. Não quero mais saber o que ele come, se sente frio, se reatou com a antiga namorada, se continua lindo de morrer, se acabou comprando aquele tênis que eu disse que combinava com ele. Não quero saber nada disso. Quero virar autista e fingir que ele nunca existiu. Assim sofro menos. Assim vivo mais. Hoje eu reparei que as olheiras diminuíram. E que deixei de chorar. Me achei mais corada. Menos pálida. Mais bonita. Uma beleza melancólica. Tem um pouco de tristeza nos meus olhos. Mas vou me maquiar. Senti vontade de me arrumar. Pra mim. Para meu espelho. Pra me animar. Uma amiga me convidou pra um happy hour. Vou. Uns caras me olharam, me senti mais mulher, me senti bem. Quase não lembrei dele. Estou trabalhando bastante. É bom ocupar a cabeça. Parei um pouco de beber. Arrumei minhas gavetas. Joguei umas coisas fora. Decidi limpar as coisas por aqui. Acendi um incenso. Dancei sozinha na sala. Ri. Fui na padaria. Comprei pão francês e queijo cottage. Decidi dar uma volta no Ibirapuera. O dia está tão lindo. Encontrei uma velha conhecida. Conversamos. Marcamos um sushi para o dia seguinte. Fui jantar com a velha conhecida. Me diverti. Voltei pra casa, assisti um filme bobo, lembrei dele, chorei, sequei as lágrimas e me perguntei: por que estou chorando? Entrei no Facebook e vi uma foto dele com uma mulher peituda. Chorei mais. Dormi chateada e pensei isso-nunca-vai-passar. Comecei a caminhar todos os dias pela manhã. É melhor, vou para o trabalho com mais ânimo. Um cara bem interessante caminha por lá também. Não usa aliança, está sempre sozinho, ouvindo música e com o olhar longe. Parece eu. Me distraí. Esbarrei no cara. Ele se desculpou e sorriu. Nossa, que sorriso bem lindo. Senti uma coisinha no peito. Sorri de volta e segui andando. Na outra volta encontrei ele de novo, que sorriu mais uma vez. Para, que vou morrer aqui. Na outra volta eu já estava cansada, mas ansiosa por aquele sorriso. Ele sorriu. Me derreti. Parecia uma abobada. Voltei pra casa. No outro dia acordei feliz da vida, o cara sorridente ia estar lá de novo. E estava. E sorriu. E sorri. E ficamos nessa por uma semana. Até que ele pediu meu telefone, eu dei e ele me ligou. Quer ir ao teatro comigo? Quero. Enquanto eu me arrumava ele me ligou. Ele, que me deu um pé na bunda. Não atendi. Sorri. E tentei lembrar a última vez que lembrei dele. Não consegui. Talvez eu volte a acreditar no amor de novo. Talvez eu nunca mais sofra. Talvez. A vida é cheia de “talvez”, mas uma coisa é certa: o tempo ajuda. E não adianta você dizer que não e tentar lutar contra isso.
—  Clarissa Corrêa.
Para melhor amiga

Minha melhor amiga, minha irmã, a pessoa que NUNCA me deixou na mão, a pessoa que eu posso confiar de olhos fechados, a pessoa que me faz acreditar em amizade verdadeira. Você enxugou minhas lágrimas, confortou minha tristeza e me fez sorrir, eu não consigo imaginar como seria minha vida sem você, por isso que eu agradeço a Deus todos os dias pela irmã que ele colocou na minha vida. Muito obrigada por todas as brincadeiras, besteiras, festas, conversas, conselhos, obrigada por estar ao meu lado sempre.. Obrigada por existir, mais nunca se esqueça que eu amo muito você, e que nem que você queira vou sair do seu lado ok? Te amo minha melhor amiga, conte comigo para tudo. Pra ser irmã não precisa ser de sangue, não é? Eu não consigo se você não estiver aqui. Hoje parei pra pensar em como tudo na vida acontece por um motivo. Decidimos ir ou não ir e acabamos esbarrando com pessoas, por acaso, que se tornam nossa vida. Acho incrível a forma de tudo acontecer. Depois de tantos tropeços e de tantas desilusões a gente acaba encontrando alguém que verdadeiramente se importa. Alguém que briga com você, te bate, abraça, alguém que chora e move montanhas por você. Eu não sei muito bem como definir isso, mas me faz um bem enorme e hoje com o coração transbordando eu finalmente posso dizer que encontrei o meu eu. Porque sim, você é a minha metade, o meu sorriso, a minha força, você é tudo aquilo que eu não consigo ser e aquilo que eu sou. E simplesmente é, sem pressão. você simplesmente pegou as minhas dores, caminhou comigo. Se afastou quando achou que era necessário e veio me socorrer quando eu pulava em abismos. Você conhece o meu coração, sabe dos meus medos e de toda confusão. Eu apenas sou grata por te ter aqui, dentro de mim. O meu melhor e verdadeiro abraço sempre será seu.

Hoje você foi embora, e hoje uma parte de mim foi também. Essa parte nunca vai voltar, ela se foi, junto com você, ela fica melhor com você. Minha metade ou melhor, todas as metades, pedaços, inteiros que existem dentro de mim, vão sempre viver com você. Tudo fica mais bonito com você, mais colorido, mais inteiro. Tudo em mim é você. Cada pensamento, cada momentinho de alegria é você. Nada vai mudar isso. Só quero que você leve minhas metades com você, sem você, elas não tem sentido em mim.
—  Nem a distância vai nos separar. 
Ainda não contei de você a ninguém. Acho meio arriscado ou, quem sabe, mera superstição. Eu sei que as pessoas vão me pedir cuidado. Assim me guiei por uma vida toda e foi exatamente isso que hoje me faz uma pessoa contando uma história de amor sem nunca ter protagonizado uma. De um jeito ou de outro, sempre soube que pegar leve era uma forma de me manter todas as minhas metades comigo mesma, até então sem saber pra quê servia isso. Só pude ver o tamanho do erro no seu sofá-cama, no meio de um beijo estranho. Você engolindo minhas lágrimas bobas, lambendo minhas bochechas nos créditos de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, que, aliás, a única coisa que entendi do filme é que o amor é uma coisa bem complicada. Você tentou me explicar por partes, e eu me senti menos burra e ridícula, embora com os olhos ainda aguados. Pega no meu queixo e diz que não sou só eu que sinto medo aqui. Faça alguma coisa ruim, qualquer coisa que me impeça imediatamente de sentir esse amor absurdo por você. Estou nas suas mãos e isso não é uma metáfora. Porque eu já não sei mais nada. Parece que sou mesmo seu foco de vida, mas também pode ser que você ande apenas distraído do resto do mundo. Ou, vai que você tá mesmo certo, as coisas são assim mesmo, o amor invade pela boca enquanto a gente se olha e fica rindo.
—  Gabito Nunes
Ele me deu um pé na bunda. E doeu. Fiquei sem entender direito o motivo. Tudo parecia bem. A gente parecia bem. O mundo parecia um lugar bonito e seguro. Eu parecia bonita e segura. E de repente as coisas mudaram. Ficou um vazio grande no lugar dele. Ficou uma sensação de perda dentro de mim. Na hora em que o calo aperta e o coração quase derrete não adianta falar de tempo. Enfia o tempo no bolso e sai daqui! Não quero saber se o tempo cura, não quero ouvir que ele é o melhor remédio para todos os males. Não quero sair, não quero conhecer gente nova, não quero achar novo amor. Aproveita e enfia o novo amor no bolso também. Eu quero é ele. Ele, ele, ele. É que não tem ninguém igual. É que não vai ter sentimento igual. É que não vai ter outra pessoa que seja assim, tão única, tão perfeita, tão, tão…sabe? Não vai ter, eu sei. Eu sei e todo mundo sabe, não sei por qual motivo, razão ou circunstância ficam me enrolando e tentando me passar a perna com esse lance de o-que-é-seu-tá-guardado. Tenho certeza que ele é a minha alma gêmea. Eu nunca acreditei nisso. Até conhecer aquele homem. Meu Deus, ele é a metade da minha laranja. Por ele eu mataria e morreria. Por ele eu seria sempre melhor. Por ele eu seria até capaz de virar Amélia, a mulher de verdade. Por ele. Ele, que fez com que eu entendesse o amor. Ah, o amor. Aquele cretino. Aquele safado. Aquele ordinário. Aquele sem vergonha que faz a gente entregar o coração e acabar de mãos abanando e sangrando. Nunca mais vou amar ninguém. Não quero. Não vou. E não adianta você voltar com aquela história do tempo. E não adianta querer me levar pra sair, pra conhecer gente, pra esfriar a cabeça. Não quero saber de toda aquela baboseira de cortar o cabelo, renovar o guarda-roupa, começar a malhar, frequentar novos lugares, mudar velhos hábitos, incrementar o dia a dia. Não quero saber de tudo aquilo que as mulheres fazem para tentar achar A Cura. Não quero me curar. Quero beber todo dia uma vodca barata. Ou cara, depende do dia do mês. Quero beber e ficar sozinha. Prometo que não vou encher os ouvidos das amigas, das colegas de trabalho, dos amigos gays, da vizinha do andar de cima, da minha mãe. Prometo que nem vou buzinar nos ouvidos do terapeuta. Juro que me comporto. Fico eu, o pouco de sanidade que resta, o copo sempre cheio de vodca, algumas lágrimas e um punhado de recordações. Quero isso. Quero a depressão. Quero a fossa. Quero me acabar. Quero ficar arrasada para sempre. Quero ficar pensando nele o dia todo. Recordando cada momento que passamos juntos. Não quero saber de me entupir de chocolate e carboidratos. Vou fazer greve de fome até morrer. E antes vou deixar um bilhete: morri, seu idiota. Morri. Acho que agora estou entrando naquela fase da raiva. Aquela em que a gente imagina o cara de terno e gravata fazendo cocô. Aquela em que a gente começa a pegar nojinho. Aquela em que a gente usa todos os palavrões para definir o infeliz. Aquela em que a gente sai da fase da música de corno para cantar bem alto “I’m Every Woman” de braços abertos, abraçando o infinito, até ficar rouca e louca. Guardei as fotos em uma caixa e escondi ela no fundo do armário. Melhor deixar longe. Melhor não ver. Melhor parar de fuçar no Facebook. Melhor deixar de seguir no Twitter. Melhor deletar o telefone do meu celular. Melhor não dar uma espiada na vida da ex. Não quero mais saber o que ele come, se sente frio, se reatou com a antiga namorada, se continua lindo de morrer, se acabou comprando aquele tênis que eu disse que combinava com ele. Não quero saber nada disso. Quero virar autista e fingir que ele nunca existiu. Assim sofro menos. Assim vivo mais. Hoje eu reparei que as olheiras diminuíram. E que deixei de chorar. Me achei mais corada. Menos pálida. Mais bonita. Uma beleza melancólica. Tem um pouco de tristeza nos meus olhos. Mas vou me maquiar. Senti vontade de me arrumar. Pra mim. Para meu espelho. Pra me animar. Uma amiga me convidou pra um happy hour. Vou. Uns caras me olharam, me senti mais mulher, me senti bem. Quase não lembrei dele. Estou trabalhando bastante. É bom ocupar a cabeça. Parei um pouco de beber. Arrumei minhas gavetas. Joguei umas coisas fora. Decidi limpar as coisas por aqui. Acendi um incenso. Dancei sozinha na sala. Ri. Fui na padaria. Comprei pão francês e queijo cottage. Decidi dar uma volta no Ibirapuera. O dia está tão lindo. Encontrei uma velha conhecida. Conversamos. Marcamos um sushi para o dia seguinte. Fui jantar com a velha conhecida. Me diverti. Voltei pra casa, assisti um filme bobo, lembrei dele, chorei, sequei as lágrimas e me perguntei: por que estou chorando? Entrei no Facebook e vi uma foto dele com uma mulher peituda. Chorei mais. Dormi chateada e pensei isso-nunca-vai-passar. Comecei a caminhar todos os dias pela manhã. É melhor, vou para o trabalho com mais ânimo. Um cara bem interessante caminha por lá também. Não usa aliança, está sempre sozinho, ouvindo música e com o olhar longe. Parece eu. Me distraí. Esbarrei no cara. Ele se desculpou e sorriu. Nossa, que sorriso bem lindo. Senti uma coisinha no peito. Sorri de volta e segui andando. Na outra volta encontrei ele de novo, que sorriu mais uma vez. Para, que vou morrer aqui. Na outra volta eu já estava cansada, mas ansiosa por aquele sorriso. Ele sorriu. Me derreti. Parecia uma abobada. Voltei pra casa. No outro dia acordei feliz da vida, o cara sorridente ia estar lá de novo. E estava. E sorriu. E sorri. E ficamos nessa por uma semana. Até que ele pediu meu telefone, eu dei e ele me ligou. Quer ir ao teatro comigo? Quero. Enquanto eu me arrumava ele me ligou. Ele, que me deu um pé na bunda. Não atendi. Sorri. E tentei lembrar a última vez que lembrei dele. Não consegui. Talvez eu volte a acreditar no amor de novo. Talvez eu nunca mais sofra. Talvez. A vida é cheia de “talvez”, mas uma coisa é certa: o tempo ajuda. E não adianta você dizer que não e tentar lutar contra isso.
—  Clarissa Corrêa.
Bilhete

Ela deixou um bilhete dizendo que ia sair fora. Levou meu coração, alguns CDs e o meu livro mais da hora. Mas, eu não sei qual a razão, não entendi porque ela foi embora. E, eu fiquei pensado em como foi e qual vai ser agora.
É, que pena que você foi embora, pra mim tava tão bom aqui, com a nega mais teimosa e a mais linda que eu já vi. Dividindo o edredom e um filminho na TV. Chocolate quente, meus olhar era só pra você. Mas cê num quis, eu era mó feliz e nem sabia. Bejin de caramelo que recheava meus dia, no sorriso matutino, bom dia, paixão. A boca sabor café, sua cachorra lá no colchão, pulando.
A noite nós varava até às seis, sem despertador; levanta aí amor são mais de 3, da tarde. Ouvindo os pancadão lá do vizinho, te ajudando a lavar louça e o Jill Scott bem baixinho. Enquanto cê tomava banho, falando sobre a vida, irritando sua cachorra nós dividia as mordida entre as almofadas, abraçados e quieto sem pressa, trocando cartinha e uns carinho cheio de promessa.
Eu te dei amor e um canto no meu coração, mas todo esse encanto não muda a situação. Pensando o que que iria ser daqui pra frente, não sei se perdemo tempo ou se o tempo se perdeu entre a gente. E ó, que engraçado, achei que ia ser pra sempre e vi que eu sempre tive enganado. Então faz favor, não esquece seu orgulho. Quer ir embora? Pode ir, mas devolve meus bagulho!
Meu quarto pede sua arrumação, minha camisa seu cheiro. Metade de mim foi, já não me sinto inteiro. Me deixou um bilhete escrito: “Eu nunca vou te esquecer, nem tudo aquilo que foi dito.”. E ela foi assim, sem dó de mim, deixou meu toca-disco e um DVD do Chapolin, mesmo sabendo que eu prefiro Chaves, e as guloseima Fini ela me deixou só três. Ah, eu tenho que rir pra não chorar, tentando te esquecer mas eu só consigo lembrar. Não sei se outra preta vai tomar o seu lugar, mas com tantas opções eu acho que vale tentar.. até por que você já tá em outro lugar. Comigo cê nem deve mais se importar. Então faz favor, vê se esquece de mim.
E o fim da nossa história foi assim.


Rashid (part. Luccas Carlos)

É, não tem jeito eu posso escrever todos os textos do mundo me despedindo de você, mas não dá, somos feito um pro outro, você é meu e eu sou tua de uma forma que ninguém irá saber só eu e você. É, não tem jeito você é a minha alma gemea, minha metade, você me completa e me torna inteira, meu amor por você é infinito, como o seu por mim também, a gente se esconde da gente, a gente finge que não é com a gente, mas não tem jeito, a gente é da gente e sempre será e, nada no mundo vai mudar. Eu amo você com cuidado e você me cuida com amor.
—  Colcha de retalhos
Teu sorriso, minha alegria.
Tua paz, meu sossego.
Teu amor, minha metade.
Teu abraço, meu aconchego.
Tua tristeza, minha preocupação.
Teu medo, minha insegurança.
Teu choro, minha fraqueza.
Teu grito, minha desconfiança.
Tua companhia, minha paz.
Tua ida, minha fragilidade.
Tua morte, minha tristeza.
Teu nome, saudade.
— 

Poetologia

Resiliência

Chega um momento em que é necessário adaptar-se para sobreviver e não falo apenas do lado físico e exterior, mas adaptar-se interiomente, consigo mesmo. Aquilo que doía ainda dói, mas não tanto quanto antes. Eu não quero mutilar meu próprio peito, suicidar meu coração e me torturar por outrem. Eu não sou tão ruim a ponto de me privar da felicidade e me condenar a prisão perpétua por sentir demais. Talvez eu nunca esqueça o que me doeu, mas já ouvi que a dor é algo a acostumar-se e perdoar não é esquecer. E o vazio? Resolvi preenche-lo comigo mesmo. Eu não imaginava que coisas tão simples poderiam ser tão prazerosas em minha própria companhia. Essa semana, retirei do armário metade das minhas roupas que não me serviam mais e tudo aquilo que só ocupava espaço desnecessário. Agora tenho tentado fazer o mesmo com a mente e o coração, retirar os excessos que “causam tanto o vazio” que há em mim.

⁑TEXTO: ANIVERSÁRIO BFF⁑

Se eu começar cantando parabéns vai ajudar a quebrar o gelo pra começar esse texto? Acho que não, porque já comecei de uma forma muito errada te fazendo uma pergunta. Então meu amor, hoje você ta completando mais um ano, mais conhecido como 365 dias e alguns milhões de horas que eu não vou contar, vai dar trabalho e creio que não precise desse trabalho. Você é a minha melhor amiga, tem noção de como eu estou feliz por estar presente nesse momento? Por estar ao teu lado te vendo amadurecer, crescer, e aprender com os próprios erros? Creio que não tenha noção de como acoredei feliz hoje por saber que te tenho ao meu lado e por saber que eu posso contar contigo haja o que houver. Não preciso nem lembrar que estou aqui pra ti né? Ou preciso? Ta, então vou repetir só pra você não esquecer em nenhum segundo do seu dia ou vida. Eu estou aqui amiga, pra o que você precisar, eu estou aqui até mesmo quando você não precisar, estou aqui mesmo quando você não quer que eu esteja e continuarei aqui até mesmo quando você enjoar. Creio que tenha ficado bastante clichê todos esses “estou aqui” mas é mais pura verdade e te digo com todo o meu coração você é a melhor amiga que Deus já poderia ter me enviado, você é a minha metade e não existe nenhuma outra pessoa na face dessa Terra que me conheça como você e eu sou muito grata a você, obrigada por estar ao meu lado em todos os momentos que precisei e que não precisei, acho que você nunca terá noção do quanto eu te amo e do quanto me importo contigo. Parabéns por mais um ano velhinha, por mais um ano de aprendizados e de erros, por mais um ano de surpresas e de descobertas. Não esqueça nunca do quanto eu te amo e não fique triste se alguém quebrar o seu coração ou você quebrar a sua cara eu ainda estarei aqui pra te ajudar a catar cada pedacinho (se eu não matar o babaca antes). Eu te amo bff e mais uma vez parabéns.

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