minha soph

No outro dia, depois do decote, da putaria das mensagens, ele tentou ser meigo, sério, achei bonitinho o convite. celular tocou…
— Alô?
— Oi gatinha.
— Que foi?
— Nossa como você é amável, por zeus.
— Me atrapalhando agora, poxa.
— Poxa, para de ser preguiçosa.
— Fala, por que me incomoda?
— Quer almoçar fora hoje?
— Restaurante caro?
— Não, minha casa.
— eu gargalhei — Quem vai fazer comida?
— Seu moreno gostoso.
— gargalhando — Sério?
— Sim.
— Putz, depois dessa eu vou em.
— Tá, te espero.
— Beijos.
— Beijo.
Eu desliguei o telefone e fiquei pensando “Sério que eu vou lá mesmo?”. Eu meio que sei que quando a gente se junta não presta muito, porém também sei que adoro quando isso acontece. Chegando lá eu bati na porta e ele abriu.
— gargalhei — Tá me tirando né?
— Que foi?
— De shorts e sem camisa com um pano de prato no ombro, tá zoando né?
— Tá calor, sabe, vida de chefe.
— Engraçadinho. — Cumprimentei ele com um beijo no rosto, quase escorregou para o lado.
— Vem cá.
— ele me puxou pra cozinha — Eu vou ficar com cheiro de gordura.
— Para, vem logo.
— Sentei na mesa da cozinha — Olha só — avistei uma mesa toda arrumada — O que tem pra nós?
— Macarrão.
— Sério que eu vim aqui pra comer macarrão?
— Para, veio mais pra me ver — ele sorriu, que sorriso lindo.
— Convencido.
— Chata.
Comecei a observar ele fazendo as coisas, juro que imaginei ele todo lindo casado comigo.
— To com fome, gato.
— Calma, quer doce?
— Antes do almoço?
— Para né? nós somos errados mesmo — ele abriu a geladeira e me deu um chocolate, prestígio, meu favorito.
— Huuum.
— Tá gostoso?
— Muito. — dobrei minhas pernas, ele se aproximou.
— Deixa eu provar?
— tirei um pedaço pra ele — Tó.
— Não, eu quero da sua boca.
— Se toca garoto— ele apertou a minha coxa, droga.
— Vai Soph — mordeu meu lábio.
— Sai daqui, vai fazer seu macarrão.
— ele se afastou — Chata.
— Cara, você perdeu mesmo o jeito, depois de três meses em, nem me arrepiei quando você chegou perto. — me levantei e fiquei na pia.
— ele me olhou com uma cara — Como é? — ele veio em minha direção.
— Que foi? — mordi meus lábios olhando pra ele.
— Repete na minha cara o que você falou.
— aproximei meus lábios do ouvido dele, sussurrei — Você perdeu o jeito.
— ele sorriu que nem canalha — Será? — ele entrelaçou os dedos dele entre os fios do meu cabelo, automático, mordi o s lábios, arrepiei.
— Para eu quero meu macarrão — ouvi a água fervida derramar no fogão.
— Nossa você provoca e corta qualquer clima em branquela.
— sorri — Vamos meu macarrão — fui tentar da um selinho nele.
— Não gata, só depois do macarrão — ele piscou pra mim.
Droga, ele me deixou com gostinho de quero mais., olha que eu queria provocar ele.
—  Sophia  CLXXXI, Primeiro o macarrão. Bell Paulino