minha novela

Aceita minha proposta?

Seria clichê demais eu dizer que seu amor me transborda?
E que não tem mais volta,
porque eu te gravei pra sempre nas minhas memórias.
Será que você me aceita assim, toda torta?
Já inclui você na minha história,
sei que parece paranóia,
mas imagino nós dois, viajando pelo mundo afora.
Se eu falar sobre a lua de mel em algum lugar com uma brisa manhosa,
você diz que se casa comigo, sem demora?
Não se assusta se eu gritar para o mundo dizendo que agora a vida se tornou bela.
Pois meu amor, só faltava você na minha novela.

- Isabelli Bidinoto.

Quando eu tinha 9 anos me perguntava porque nunca reprisavam minha novela favorita. Um tempo depois, descobri que o ator principal é um babaca preconceituoso. Aprendi a gostar de outras novelas, descobri filmes, séries e amei cada vez mais os livros. Enquanto eu estava crescendo e tinha um conceito superficial acerca da política ao passo que tentava entender e aprender baseado em conhecimento raso, acreditava que um certo candidato era o melhor para o Brasil e que as pessoas não sabiam votar. Após boas aulas de história, questionamentos mais profundos, idas ao mundo real, pesquisa e estudo concreto, entendi que estava completamente errada e mudei. Eu não tive medo de mudar. Mudei tanto e fui tão imerso nisso, que quase não me alcanço mais. E foi maravilhoso. Então, eu olho para você que me deixou há um mês e muito e penso como a quero de volta para amá-la sem fim ao meu lado, e me pergunto se não estou enganada. Embora saiba que meu amor é infinito, observo e absorvo que eu ainda estou aprendendo sobre a vida, o amor as pessoas…
E, principalmente, o amor a mim.

Eu sou o que ainda não sou.

eal

Hoje você faria 82 anos. Hoje eu acordaria e iria para a sala, você me diria que o vô mandou risólis de carne pra nós. Hoje você faria café e eu tomaria naquela minha caneca laranja. Hoje eu assistiria desenho enquanto você faz crochê no seu cantinho perto da janela. Hoje faríamos o almoço juntas, eu faria o arroz e você reclamaria pelo jeito que eu pico o alho. Hoje você faria aquela carne de panela deliciosa e deixaria a cebola caramelizar no fundo da panela. Talvez hoje o vô pediria pra você fazer risoto na janta ou aquele seu macarrão com carne desfiada que é a melhor coisa do mundo. Hoje você me pediria para fazer a lasanha que tu gosta. Hoje perderíamos algum tempo assistindo as noticias da região e ouvindo a radio local. Hoje buscaríamos lenha para o teu fogão. Hoje assistiríamos  novela mexicana e você diria como o Carlos Daniele é bonitão. Hoje eu sentaria no chão da varanda e você me diria que sou um moleque. Hoje você picaria abobrinha e cantaria aquela música. Hoje eu iria correr até você para dizer que passei de ano na escolinha e seus olhos se encheriam de lágrimas. Hoje eu te diria que me apaixonei por um menino alto e com barba e você me perguntaria o motivo dele não tirar a barba. Hoje iriamos até o zerinho fazer caminhada. Hoje você regaria os seus antulios enquanto eu cuidaria dos meus cactos. Hoje eu fingiria que esqueci seu aniversario, mas não conseguiria fingir por muito tempo e logo te abraçaria. Hoje você me falaria de cada um dos seus filhos e eu escutaria. Hoje eu te ajudaria a bater o seu sabão caseiro. Hoje você faria chá por causa das minhas cólicas. Hoje assistiríamos novela a noite, eu, você e o vô. Hoje eu  faria chocolate quente para o vô, mas você não tomaria por que não gosta muito de chocolate. Hoje você chamaria o  vô de “meu velho” e eu de “neném”. Hoje você acobertaria minha primeira tatuagem. Hoje você me chamaria a noite para te cobrir e levar o remédio gástrico do vô.Hoje iriamos rir. Hoje eu te abraçaria e diria o quanto te amo.
Hoje surgiria um problema e você diria aquela sua frase “pra tudo na vida damos um jeito, a única coisa que não tem jeito é a morte”. E olha só vó, não conseguimos dar um jeito na sua morte. O seu fogão de lenha não se acendeu, você não terminou aquele crochê, minha xícara laranja quebrou, hoje eu evito comer macarrão porque nem um é igual o seu, seus antulios morreram e meus cactos secaram.
Hoje eu não tenho você, só tenho essas lembranças e o seu pullover rosa que já perdeu teu cheiro. Hoje terei que me contentar com isso, não apenas hoje, mas todos os dias.
—  Lembranças da vó Denise
Não sou crente desse tal de amor, não acredito mesmo nisso aí. Me desculpe. Eu até queria acreditar, mas as pessoas são contraditórias quando falam desse assunto. Eu só ouço falar em desilusão, em coração partido, em metade podre da laranja. Veja bem, não me ofereceram exemplos reais desse destaque das novelas; minha família não é amorosa, meus pais não vivem juntos, todas minhas tias são solteironas e meus tios uns canalhas na casa dos quarenta. Eu já fui descartada como um objeto, como um bibelô de casa de vó, e ainda querem que eu acredite nisso aí? Ah, não, obrigada. Tanta coisa real e trágica no mundo para as pessoas olharem e se preocuparem, ficam pensando em amor, hello! Vamos acordar e pensar mais em si mesmos, em como viver em um mundo de tragédias, e maldade em como sobreviver a tudo isso, muitas pessoas se enganam, e não quero isso pra mim, não mais. Não vou mais acreditar em coisas que me parecem mais uma utopia criada por nós humanos, só para termos fé de que um dia viveremos num mundo cheio de harmonia e amor pelos outros. O que é obvio que é impossível. Eu prefiro transformar meu coração em pedra e me tornar como todos os outros dessa sociedade, que não tem amor pelos outros e me tornar indiferente. O amor próprio talvez seja o amor mais verdadeiro que existe, as coisas são bem mais fáceis quando não é preciso amar pessoas que no fim, irá nos decepcionar, nos magoar. A vida anda bem mais rápida sem esses tipos de empecilhos. O oposto de amor não é o ódio, é a indiferença. Não existe aquela historinha “Romeu e Julieta” na vida real, porque a vida é real e cruel, tá na hora de começar a aceitar isso.
—  By: Paula, Letícia, Eduarda and Ana Carolina written in imperfeita-s
alguns versos

abandonei alguns poemas:
40 performances por minuto.
programas de arte e cultura
na tevê de madruga.

eu não sei derreter,
no entanto não gelo.
inauguro precedentes;
reinvento o amarelo
onde o sol arde cinza.

ojeriza à polícia dos
atos dos cegos:
apontar o dedo para
quem não sabe ver,
como se fosse um deus
invisível, um poder
tonto, mero e real.

eu derreti uns poemas;
me matei na novela
e minha lua nem viu.
é uma tragicomédia:
sorte, o sol já saiu.

A ideia de te perder era insuportável, mais do que isso, era ridícula. Não eramos um amor de colégio ou de ônibus, eramos um amor da ponte mais bonita da cidade, ás sete horas da noite e com cheiro de café fresco. Eramos sete anos juntos, com mil problemas e incontáveis soluções. Você era a flor cor de rosa, delicada, com pétalas macias e um cheirinho de manhã, conhece? Aquele cheiro bom que fica no ar ás seis da manhã. Eu? Eu era praticamente um cacto e isso me fazia uma piada, que piada boa, não é? As pessoas olhavam para mim e sussurravam: Como pode, um homem desse com uma moça tão delicada?
Mas chega de escrever sobre o que já acabou. Estou parecendo um careta aqui. Depois que você quis terminar as “coisas” eu resolvi me mudar de apartamento, pareceria ridículo se eu te dissesse que me mudei pro apartamento do lado? Em minha defesa, eu sempre adorei esse andar, é que posso olhar a bela vista que da naquele parque. Adorávamos ver as crianças brincando, fingíamos que eram nossas e dávamos os nomes que você mais achava “amável”. Bom, agora é só um parque qualquer. Posso culpar as baratas do antigo apartamento ou preciso dizer que eu sai de lá porque me lembrava de você só com minha camisa olhando janela á fora? Era uma das cenas mais belas que um homem como eu pudera presenciar. Minha amada com a camisa do meu time, com suas belas pernas á vista, olhando a cidade… Mas, foi as baratas!
No segundo mês naquele apartamento eu notei que muitos amigos seus e meus vinham me procurar, se fossem meus eu deixaria entrar mas… eram seus também. Tinha o Rodrigo que me lembra muito você, qual é? Já olhou os olhos dele? São idênticos aos seus! Eu não poderia me arriscar a vê-los, não até me “curar”. Comprei uma televisão. Pare de rir. Eu sei que está pensando: mas você ODEIA televisão. Odeio mesmo! Sempre noticias horríveis e reprises de novelas que minha mãe assistia. Tudo bem, a televisão nem pega, deve ser daquelas preto e branco, já viu? É enorme! Parece uma maquina de lavar roupas! Deve estar se perguntando o motivo dessa coisa na minha sala sendo que a odeio. Seus amigos! Bom, meus também, mas o motivo são eles. Sempre que eles vinham me chamar e gritavam: CARA, VOCÊ VAI COMEÇAR A MOFAR AI! Eu ligava a televisão e o chiado começava, deixava o volume no ultimo e o barulho horrível irritava o vizinho do lado, bom, não me importava contanto que seus amigos fossem embora logo. Eles iam. Precisei dessa televisão por um mês apenas, creio que eles desistiram de mim. Igual a você. Igual o seu amor. Vou terminar esse texto aqui, preciso ligar a televisão, minha tia chegou.
—  Escritório vazio. Sonhavam
Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher,dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matina é verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
—  Lisbela 
(Los hermanos)
Capitulo 75

Valter:Desgraçada.(caído) vad…ia.

Pepa:(sorrindo) Mas você é uma anta mesmo…sabe,acho que depois do Fabian eu tomei gosto pela pratica de eliminar as mulas do mundo.(rindo)

Valter:Ri bastante vaga..bunda…o que é teu…tá guardado.(com dificuldades na fala)

Pepa:Mas eu to rindo á toa meu amor.(gargalhando) já você não tem muitos motivos pra rir,fala ai como é sentir a dor da morte?

Valter:Eu faço você sentir.(sacando a arma)

Pepa:(rindo) Você não deixa de ser burro nem na hora que tá morrendo cara?(lhe tomando a arma)

Valter:Ban…dida,não faz seu jogo não Patricia.(sorrindo) a vida é curta,e o mundo dá voltas.

Pepa:Que lindo virou poeta foi? (se agachando) o mundo é dos espertos,e cá pra nós,você não estava mesmo se encaixando a ele.

Valter: Uma hora….vo..cê,vai perceber…que nã…o…era…tão esperta assim.(sentindo dor)

Pepa: Matei o francês,te matando vou queimar arquivo já que você é o único que sabe,e de quebra,vou ficar com uma bolada,quer mais esperteza que essa?

Valter:Você…sem…pre disse que…eu …era bandido,e a minha casa caiu…a sua…não vai demorar a cair também.

Pepa:Enquanto ela não cai,eu vou curtindo a vida.(se levantando) eu até podia deixa você ai agonizando até morrer mas,eu não quero correr riscos,e também não vou poder ficar aqui assistindo poque minha novela vai começar,então não tem graça.

Valter:Desgraçada…(fechando os olhos)

Pepa:(atirando novamente) xii,não tem mais balas.(pegando a dele) se importa se eu usar a sua? (rindo) acho que não! (dando mais dois tiros)

(perto dali)

Van:Tem certeza que não quer deitar?

Clara:Deitar onde?no chão?

Van:Para de bobeira vai Clara,vem aqui logo.(a puxando)

Clara:Você e essa sua mania de achar que manda em mim.(fazendo bico)

Van:Não adianta fazer bico não.(rindo)

Clara:Idiota! (sorrindo de canto)

Van:Vem encosta aqui em mim.(se ajeitando no banco)

Clara:Lá vem você criando motivos para se aproveitar de mim.

Ela deitou e encostou a cabeça do meu peito,tanta lembrança veio na minha cabeça do empo em que ficávamos assim,estar ali com ela me fez lembrar de como é bom tê-la daquele jeito,tomei a liberdade de fazer carinho em seus cabelos,até achei que ela estaria dormindo,mas não sei o que deu nela,eu estava quase pegando no sono quando ela levanta de supetão.

Clara:Ai cansei.(abrindo a porta) não gosto de ficar em lugar fechado,preciso respirar.

Van:E você vai pra onde?(indo atrás dela) não adianta,eu não vou abandonar meu carro ali.

Clara:Jura? a gente tá no meio do nada e você tá preocupada com seu carro?

Van:Não é o meio do nada.(indo atrás dela) Clara quer parar?

A Clara quando queria era tão exagerada que eu ficava pasma,como conseguia? ela disse ainda mais algumas coisas do tipo “Se alguém aparecer e querer nos matar o seu carro não vai ajudar”“Eu mal consigo respirar lá dentro” detalhe todas as janelas estavam abertas,veja bem não estávamos no meio do nada,estávamos apenas em uma estrada de terra que quase não passava carro naquele horário,e que naquele dia,resolveu não passar nenhum e.e.

Em um dado momento,acho que cansando de fazer drama,ela desembestou a andar e não tinha cristo que fizesse parar,dizia ela que iria procurar ajuda,só parou quando tomou um baita de um tropicão,não teve como não rir,mas ela ficou puta e voltou a andar. Senti meu coração gelar ao ouvir dois barulhos,que ela pelo jeito não se ligou ou não sabia do que era,mas eu conhecia muito bem.

Van:Clara para.(segurando seu braço com força) volta pro carro.

Clara:Ai Vanessa.(puxando o braço) tá me machucando tá doida,olha iss…

Van:Vamos pro carro rápido.(a puxando pela mão)

Clara:Eu não quero..(se soltando) o que foi,porque você tá assim.?

Van:Você ouviu esses dois barulhos?

Clara:Ouvi..e dai?

Van: E dai que´são barulhos de tiros Clara,e foi aqui perto,agora entende porque temos que voltar pro carro?

Clara:Ai meu Deus…e agora Vanessa.(acelerando o passo)

Van:Agora nada,só anda,se puder,corre!(a puxando)

Clara:Mas como você tem tanta certeza disso?

Clara sendo Clara e.e,nem respondi e assim que chegamos próxima ao carro,fechei todas as janelas,apaguei a luz e os farois e a puxei para o banco de trás,como se isso fosse nos proteger de alguma coisa né?! ela estava com medo pelo meu medo,tentei me tranquilizar porque conhecendo a peça como conheço não ia demorar para ela entrar em pânico.

Depois de alguns minutos ali,avistei um carro indo na direção contraria a nossa,não sei porque mas uma coisa me chamou atenção naquele carro,não era um carro popular,e eu já havia visto um igual em algum lugar,logo tratei de sair de meus desvaneio afinal quantos carros daquele existe no mundo?

Clara:O carro do assassino.(sussurrando)

Van:Porque você tá sussurrando?(rindo)

Clara:Porque vai que alguém ouve.(assustada) e para de rir que o assunto é sério.

Van:Clara…a pessoa que está dentro daquele carro,fez alguma coisa.

Clara:Matou alguém,obvio.

Van:E estamos muito perto desse “obvio”.

Clara:Que?(assustada) você não quer ir lá,quer?

Van:Claro que não tá doida.(indo para o banco da frente) eu quero sair daqui.

Não sei se era meu desespero,medo,adrenalina ou sei lá o que eu estava sentindo,mas quando girei a chave o carro ligou,Clara deu um grito de felicidade que meus bofes quase saíram pra fora de tanto susto,porque ela escolhe os melhores momentos para dar um grito daqueles né? Saímos de lá e passamos onde o carro que havíamos visto saiu,senti um gelo na espinha,a imagem daquele carro por algum motivo ficou na minha mente.

( no hospital)

May e Lu: Ray?(surpresas)

Ray:Ér e ai gente.(sem graça) eu..eu…

mãe:Você deve ser o ex-namorado da minha filha.(sorrindo)

Pai:E pai da minha neta.(lhe estendendo a mão)

Ray:Hã…eu…ér..sou! (o cumprimentando) eu vim ver minha filha.(encarando Mayra)

Lu:Agora é filha dele.(sussurrando)

Tati:Shiiu.(a cutucando)

May:Isso não é comigo.(apontando pra recepção) primeiro você vê com o hospital e depois com a Thais.

Ray:Ela não pode me proibir de ver minha filha…eu sou o pai!

May:(respirando fundo) Ray,eu não disse isso!

Tentei o máximo manter a calma e não dar a louca naquele hospital com o Ray e os pais de Thais,apesar de tudo ele era o pai da criança e eu não podia fazer nada,conversei com ele que por algum motivo milagroso aceitou deixar eu falar com ela antes,preparar a coitada,afinal é muita stress para uma noite só,detalhe ela havia dado a luz não faziam nem 10 horas e já havia discutido com o pai,foi agredida e agora mais essa.

May:Posso entrar?(Pondo só a cabeça na porta)

Thais:Não precisa nem perguntar amor…(sorrindo)

May:Nossa,essa princesa já tá com fome de novo?(sorrindo)

Thais:Tá,mas até que ela me deixou dormir um pouquinho.(rindo)

May:É bom ver você sorrindo pequena.(lhe dando um beijo no topo da cabeça)

Thais:Não tem como ficar triste May.(sorrindo) eu fui presenteada com o maior presente do mundo,nada tira minha felicidade hoje.

May:Que bom meu amor,até porque essa princesinha aqui precisa da mamãe feliz né pequena.(acariciando a bebe)

Thais:Pega ela um pouquinho amor.(lhe entregando) eu gosto de você segurando ela.

May:Logo eu que sou toda desengonçada.(rindo)

Thais:É nada você leva jeito,o que é bom porque quando ela chorar de madrugada você levanta pra pegar.

May:Tá vendo Vale o que a mamãe faz com a dinda?(rindo)

Thais:Meu pais já foram May.(séria)

May:Não,eles estão ai fora,vão vir falar com você,eu acho.(lhe entregando a bebê)

Thais:Deviam ter ido.(cruzando os braços) você vai embora?

May:Não pequena,eu vou ficar aqui com você,mas agora a gente precisa conversar um pouquinho…(sentando ao seu lado)

Thais:Ai amor,quando você fala assim…lá vem bomba.

May:Não é bomba,mas pode ser que você não curta muito.

Thais:Tá,que foi?

May:Tem uma pessoa ai fora.(olhando sua expressão) que quer ver a Valentina.

Thais:Já desconfio quem seja,mas vai continua…(respirando fundo)

May:Sim pequena,é o Ray!

Thais:O que ele quer,ele não disse pra eu me virar?(se exaltando)

May:Amor calma…me dá ela aqui.(pegando a bebê) ele é pai meu anjo,mesmo você não querendo.

Thais:mas quando eu disse isso pra ele,ele desprezou a filha.(irritada)

May:Olha Thata,eu entendo a sua chateação,mas o que aconteceu ficou pra trás,você provou pra ele que você é muito mais do que tudo aquilo que ele falou.

Thais:Eu não quero nada que venha dele!

May:Você tem direito de não querer,as ele está aqui,e eu sei que você é maior que essa magoa que tá ai dentro.

Conversei bastante com ela que por fim resolveu deixa-lo entrar,lhe dei um selinho rápido e sai da sala era um momento dele com a filha e acho que a minha presença ali não seria muito legal,Thats ainda insistiu pra que eu ficasse,mas optei mesmo por sair.

Ray:Valentina é um nome lindo!(sorrindo com a filha nos braços) essas flores são pra você.

Thais:Dispenso,sou alérgica a tudo que é flor,mas obrigado!(secamente)

Ray:Ela se parece muito com o meu sobrinho.(sorrindo bobo) Thais a gente precisa conversar.

Thais:Pode falar?

Ray:Sobre o registro dela,eu quero que ela carregue meu nome.

Thais:Olha Ray,eu conversei com a sua irmã e por respeito a ela e somente isso,eu vou sim dar o nome da sua família pra Valentina.

Ray:Eu fico feliz,sei que errei muito com vo…

Thais:mas eu não quero nada,absolutamente nada de você.

Ray:Como assim?

Thais:Financeiramente,eu não quero nada.

Ray:Mas como não? eu faço questão el…

Thais:Eu não quero!

Ray:Bom acho que isso não é um assunto para tratarmos agora.

Três dias depois e Thais estava saindo do hospital com a pequena,ai gente nos primeiros dias foi uma curtição só,era bom acordar nas madrugadas com ela chorando,mas só nos primeiros dias,porque depois de duas semanas,estávamos a ponto de enlouquecer. Eu nunca pensei que ser mãe dava tanto trabalho e Thais parecia sentir muito essa nova fase,muitas vezes ligamos para Clara altas horas da madrugada porque não sabíamos o motivo do choro,eu ajudava no que podia,trocava fralda,me arriscava a dar banho,mas não tinha jeito a maior responsabilidade era dela que já demonstrava cansaço.

Thais:Ai graças a Deus.(colocando-a no berço)

May:Dormiu amor?(bocejando)

Thais:Dormiu.(se deitando) hoje ela caprichou.

May:Tá cansada né?

Thais:Muito,parece que durmo,uma hora por noite.

May:Então vai dormir,descansa um pouco,eu vou dar uma passadinha na empresa e mais tarde eu to de volta.

Thais:Tá.(lhe dando um selinho) tenha um bom dia amor.

May:Você também…se cuida!

(Na empresa de Clara)

Tati:Então Clara…é reunião sobre o que?

Clara:Não sei direito também,não tive tempo de ler nada,mas sei que é uma empresa de pequeno porte.

Tati:E eu preciso participar?

Clara:Bom,eles são especializados na sua área e como eu não tenho muito conhecimento…

Tati:Entendi.(lendo algumas coisas) eles querem uma parceria…corajosos.

Clara:Já esperava…

(batem na porta)

Clara:Pode entrar!

Angelis:Bom dia!(cumprimentando Tati) tudo bem?

Tati:Tudo sim,bom dia!(sorrindo)

Clara:Angel,o que faz aqui tão cedo.(a cumprimentando)

Angelis:To trabalhando meu amor.(sorrindo)

Clara:Tati,você já pode ir e depois a gente termina isso.

Tati:Tudo bem,com licença!(saindo)

Clara:Bom…(se sentando) então,qual é a boa? ou a ruim…

Angelis:Bom primeiramente eu quero um beijo da minha namorada,sei que estaremos quebrando o protocolo mas to com saudades.

Ela veio ao meu encontro e me beijou apaixonada eu correspondia com uma intensidade bem inferior,até porque eu não estava afim,ela ficou uma semana fora e mesmo assim não senti a falta dela ao meu lado,aliás eu acho que ela poderia viajar anos e eu ainda sim não estaria afim,na verdade eu estava pensando em terminar o nosso relacionamento,mas não queria magoa-la se é que isso é possível.

Clara:Angelis…não,para!(se afastando)

Angelis:Que foi Clara? (se aproximando) você não tá com saudades?

Clara:Não é isso…é que eu to no meu local de trabalho,enfim não pega bem!

Angelis:É,você está certa.(se ajeitando) tava pensando da gente sair a noite,o que você acha?

Clara:Não dá eu vou passar em casa dar um beijo no Max e depois vou em outra reunião á trabalho.

Angelis:Assim tá difícil hein Clara.(bufando)

Clara:É não tem muito o que fazer,é meu trabalho!

Tratamos mais uma vez de algumas coisas relacionadas a herança de Max entre outras coisas bobas de justiça,ela ainda tentou mais algumas vezes mas me esquivei de novo,eu até ia conversar com ela sobre terminar e tal,mas sei lá achei maldade fazer aquilo naquele momento,a hora pareceu passar voando eu precisa ir a uma reunião com uma empresa e de noite em um jantar,também a trabalho.

Pepa:Vanny!(sorrindo)

Van:Ai mano.(pondo a mão no coração) que susto Pepa.

Pepa:Ai desculpa.(saindo de trás da porta) surpresa!

Van:Como você entrou aqui?(sorrindo sem graça)

Pepa:Pedi pra secretária,como ela viu a gente saindo anteontem daqui a noite,acho que ela já entendeu.

Van:Entendeu…o que?(confusa)

Pepa:Que eu sou a mulher da chefe dela.(mordendo a orelha de Vanessa)

Van:Só esqueceu de me comunicar né.(se afastando)

Pepa:Ai Van,que humor é esse hein? e tem mais não preciso comunicar nada,já esqueceu do que fizemos nessa mesa aqui a uns dias atrás?

Van:Eu não gosto que a mina vida pessoa seja exposta,ainda mais no meu trabalho.

Pepa:Ai Van,eu não fiz nada,só pedi pra entrar e ela deixou.

Van;Tudo bem Pe.(sentando em sua cadeira) Mas agora eu não posso te dar atenção porque eu preciso trabalhar.

Pepa:E a noite? vai rolar da gente sair?

Van:Tenho uma reunião super importante hoje,fica pra outro dia.

Pepa:Fazer o que né?(revirando os olhos) me leva lá fora?

Van:Sério Pe eu to muito atolada em trabalho hoje.

Pepa:Vanessa Mesquita é aqui na porta.(respirando fundo)

Van:Tá bom,mas tem que ser rápido,sem gracinhas.(saindo da sala)

(já la fora)

Van:Pronto,tá entregue!

Pepa:E meu beso?

Van:Pe,eu to na frente da empresa…

Pepa:Não sei porque tanta preocupação a gente usou e abusou dessa empresa an…

Van:Tá Pe,mas não vai rolar,ok?

Pepa:Ok,então entrar aqui no meu carro só pra dar um beijinho.(destravando-o)

Van:Trocou de carro?(surpresa)

Pepa:Sim,lembra que eu mostrei ele e falei que compraria..então.(sorrindo)

Eu estava nervosa a semana inteira desde que descobri que teria um jantar de negócios com ninguém mais,ninguém menos,que Clara ai tive a brilhante ideia de sair com a Pepa para dar uma relaxada e acabamos transando na mesa do meu escritório,e dali em diante eu tentava fugir dela,afinal quando queria ser pegajosa a mulher caprichava.

Hoje foi mais um dia que tive que dar um fora nela,era o dia do tal jantar com a Clara,e eu realmente estava ansiosa,desde aquele papelão que eu passei fazendo com que a mulher ficasse ilhada no “meio do nada” como ela dizia,eu não havia a visto.Fui leva-la ela até o carro para acelerar o processo de desapego,quando ouvi o barulho do carro destravando me lembrei do carro que vimos na noite dos tiros,era idêntico mas como eu disse quantos carro desse modelo existem no mundo?

Pepa:Hein Van.(a balançando) que cara é essa?

Van:Hã? não,nada não,o que você tava dizendo?

Pepa:Vou te ligar mais tarde!

Van:Ah tá,pode ser.

Pepa:Bom,então até mais tarde.(lhe dando um selinho)

Voltei ao meu trabalho e fiz toda a pauta que teria que apresentar para a Clara aquele dia,eu tentava me concentrar afinal não estou saindo com ela,e sim indo encontra-la para tratarmos de negócios,apesar da ansiedade ser grande. umas 17:30 fui para casa correndo me arrumar e em menos de uma hora eu já estava no restaurante.

Garçom:Dona Vanessa,aqui está sua reserva.

Van:Obrigada!(sorrindo)

Gente sem brincadeira nenhuma ela chegou uma hora depois do combinado,as vezes eu me pergunto com ela ainda não faliu aquele empresa,a falta de comprometimento com o horário é uma coisa. Vi quando ela entrou e ainda ficou fazendo hora em frente ao espelho quis morrer com aquilo,virei para frente novamente enquanto ela se aproximava.

Clara:Boa noite! desculpe-me pela demora mas eu…(a encarando pela primeira vez) Vanessa?

Van:Clara Aguilar!(sorrindo)

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Você me beijou no momento errado.
Era o final da minha novela favorita, o beijo mais esperado de meses e você não me deixou ver. Você me beijou. Me beijou. E não era o seu beijo que eu estava esperando. O que me deixou puta não foi eu ter pedido aquele maldito final, o problema foi o beijo. O problema foi que você não sentiu nada naquele momento, você simplesmente tocou meus lábios com os seus e fez movimentos inapropriados. E o pior, você ainda falou aquelas três palavras mágicas que não se falam da boca para fora, mas você falou. Não lembra quais as três palavrinhas? Começou com eu e terminou com você, como sempre, claro. Porque eu sempre sinto e você sempre acaba, sempre. Lembrou? Espero que sim, porque depois você se foi, sem mais nem menos, sem desculpas ou algo do tipo que me fizesse esquecer a burrada que você acabara de fazer. Porra, você me beijou. Caralho, você disse que me amava e se foi. A maldita novela eu poderia ver depois na internet, nosso beijo não.
—  Jadson Lemos.

Rodrigo Simas encara os desafios com seu personagem Beto

O ator confessa que adorou as mudanças de personalidade do Beto, de Boogie Oogie, o que lhe exigiu muito jogo de cintura para lidar com tantas nuances

Para Rodrigo Simas, Beto foi uma incógnita. Às vésperas dofim de Boogie Oogie, o  ator conversou com MINHA NOVELA sobre as reviravoltas que seu personagem sofreu na trama de Rui Vilhena. De bom moço, virou um golpista, tudo isso sem perder a simpatia do público. Mérito do carioca, de 23 anos, um dos galãs favoritos da galera jovem. Rodrigo fala ainda sobre o que pensa em fazer nas férias e da importância da Dança dos Famosos em sua vida e carreira.

Boogie Oggie chega ao fim. E o Beto passou por algumas mudanças. O que achou dessas reviravoltas?

Durante a novela, Beto mostrou que não é exatamente uma pessoa boa… E eu não fazia ideia da mudança que o personagem viveria, ele praticamente virou um vilão ardiloso. Mudanças no personagem são sempre bem-vindas, porque acaba sendo uma prova, um convite a se experimentar. E sempre estive aberto a receber e enfrentar desafios.

O que vai acontecer com o Beto?

O grande barato de fazer novela é que tudo pode acontecer. Estou apreensivo quanto ao final do personagem, sei que elenão é o vilão principal, mas faz muitas maldades. E só sei dizer que estou adorando fazer, que é o sonho de qualquer ator.

O que faz para não levar as maldades do personagem para casa?

Mas, fazer umas maldades na ficção, às vezes é bom (risos). Na verdade, estou levando numa boa, com leveza, procurando me divertir bastante, daí essa energia não entra na vida.

E como foi dividir a cena com a Priscila fantin nessa reta final?

Eu adorei! Ela é generosa, experiente, talentosa. Uma pessoa genial. A gente se diverte muito em cena e fora dela.  

E depois da novela? Planos?

Pois então… Venho de três trabalhos seguidos e preciso tirar férias. Meu descanso está todo programado para a segunda semana de março. Nesse primeiro semestre, irei ficar um tempo longe da TV. Mas, estou louco para fazer teatro e cinema. Quem sabe rola alguma coisa ainda este semestre?

A novela se passou nos anos 1970. Você pretende levar alguma coisa dessa vivência para a sua vida?

Toda a experiência a gente acaba levando pra vida. Mas, dessa década, o que eu tenho a dizer é que foi um tempo muito interessante… Sinto uma nostalgia, sabe aquela saudade do que não se viveu? Uma pena que eu não vivi nessa época na vida real. Mas, felizmente, pude vivenciar o período na ficção. Dia desses, automaticamente, eu coloquei a calça acima do umbigo… Assim que percebi, botei pra baixo (risos).

E a cabeleira? Vai manter?

Não sei, acho que irei cortar. Mas me acostumei com o visual. O cabelo agora é todo meu, sem aplique, que era o que me incomodava muito.

Você foi o campeão da Dança dos Famosos, em 2012. Como a dança, hoje, faz parte da sua vida?

Pratiquei a dança na novela, nas cenas na boate Boogie Oogie. A Dança dos Famosos fará parte da minha vida pra sempre, adorei ter feito e ter aprendido tanto! A minha professora (Raquel Guarini) venceu novamente no ano passado. Ela é uma guerreira e merece tudo de melhor.