minha loirinha

Se passaram 365 dias e é como se tivéssemos começado a namorar ontem, tudo mudou, o tempo passou, nós mudamos, mas e o nosso amor? E aquele amor que surgiu o ano passado? Ele continua tão firme, tão forte, tão grande, tão puro, que eu desconfio que alguém possa fazer ele se acabar. As coisas não foram fáceis para nós duas, teve tanta intriga, tanta falta de interesse diante do nosso namoro, e continua acreditando em nós mesmas, acreditamos no nosso amor, e isso que faz nosso namoro ser tão diferente dos de mais, temos além de amor, a cúmplice, a irmandade, temos um amor que não consegue nos separar apesar da distancia ser grande. Ninguém acreditava que iriamos passar de 1 mês, acho que nem nós duas, mesmo nos amando, a gente tinha um certo medo de tudo que poderia acontecer, mas o tempo foi se passando, nosso amor se crescendo, se fortalecendo, ele virou forte ao ponto de falar por nós duas, todas as brigas que tivemos teve o seus choros, mas a melhor parte sempre foram as reconciliações, não importava o motivo, não tinha como ficar sem você e nem você ficar sem mim, já presenciamos de perto um “fim” que nunca vai existir, ca entre nós, nem eu e nem você vai conseguir viver sem isso, e pode até ser que um dia isso de um tempo, mas um fim, nunca vai ter. Foram 12 meses amando a mesma pessoa, acordando e dormindo pensando apenas em uma pessoa, desejando, querendo, precisando apenas dessa pessoa, foram 12 meses ao seu lado. Quem ta de fora deve achar tão fácil namorar a distancia durante 1 ano, mas não, tem que ter um esforço, tem que ter muito amor, por isso que eu acho que vamos dar certo, porque nossa relação tem um amor que não vejo em muitas relações de corpo a corpo, nossa sintonia e nossa telepatia são duas coisas que se encaixam perfeitamente, as vezes eu to pensando em uma coisa e você ta falando essa coisa pra mim, e eu penso “não tem como isso não ser amor”, é amor, sempre será amor. Quero que você saiba que nesses 365 dias de namoro você me ensinou a amar de verdade e ser amada, você me ensinou o verdadeiro significado de querer e precisar, você me fez ser uma pessoa melhor apenas pra você, você me fez acreditar e ver que amor é uma coisa tão pura que só vamos sentir uma vez na vida, você com toda sua marra, com todo seu jeito fechado conseguiu despertar em mim uma coisa que ninguém nunca mais vai despertar, você me fez te querer a ponto de não te esquecer nunca mais, você simplesmente se tornou o amor da minha vida e foi tão natural que isso me faz te amar mais. Sei que passamos por tantas coisas, mas tivemos mais momentos bons que ruins, tivemos mais risos do que choros, tivemos mais “eu te amo” do que “não me liga”, tivemos mais “to com saudade” do que “preciso de um tempo”, e sempre, sempre juntas, não importa a circunstancia. Obrigada por não ter desistido de nós, obrigada por ser  a melhor namorada do mundo, obrigada por tudo que você fez por mim e por nós, obrigada por cada dia que você me amou como se fosse o primeiro e ultimo, obrigada por me dar amor, carinho, atenção, ombro amigo, obrigada por ser quem você apenas comigo, obrigada por ser essa pessoa tão maravilhosa, obrigada por ser o amor da minha vida e corresponder todo amor que sinto por você, obrigada, de coração, por basicamente me fazer sentir uma pessoa amada e melhor, todos os dias. Você é minha vida, meu amor, meu tudo, meu anjo, meu refugio, meu porto seguro, meu ponto de paz, minha calma, minha força, minha mulher, minha loirinha, minha bebe, a pessoa que todo mundo pediu a Deus e ele me deu de presente, um anjo em forma de namorada, minha eterna fiel companheira, minha cumplice, minha melhor amiga, minha namorada, minha, pra sempre e pra vida toda. Eu amo seu amor, amo seu dengo, amo sua marra, amo seu tesão, amo tudo que vem de você e amo tudo que você me da. Amo te amar e me ama por isso. Eu te amo com todas minhas forças, te amo com todo amor que posso sentir, te amo com todo meu coração, te amo como nunca amei ninguém, te amo mais que tudo na minha vida e nessa vida, te amo! Feliz 365 dias meu amor, feliz 12 meses, feliz 1 ano, amor da minha vida. Que venham 2, 3, 4, 5 anos, que venha uma vida inteira contigo, que venha noivado, casamento e tudo que nosso amor tiver direito. Te amo e mais uma vez, feliz 1 ano de namoro meu amor. ♥

Capitulo 77

May:Olha a mamãe.(observando Thais dormir) tá mimindo,e a gente não pode fazer barulho tá?

Thais não estava dormindo,mas May não percebeu,a verdade é que ela se derretia toda com o jeito que Mayra lidava com a filha,ainda mais quando ela conversava com a menina daquela forma,como se ela realmente estivesse entendendo.

Thais:O que meus dois amores estão aprontando?(despertando)

May:Ui amor,perdão…te acordei?

Thais:Não eu já estava acordada.(se sentando) só estava me divertindo ouvindo você falando com ela.(rindo)

May:Ela entende tá? (u.u) nem chorar ela chorou.

Thais:Verdade,que horas são? (bocejando)

May:00:35…

Thais:Caraca eu dormi demais,e ela não chorou?

May:Não,agora que começou a dar sinais de que vai abrir o berreiro se você não dar o que ela quer.(lhe entregando a neném)

Thais:Você ficou com ela até agora?amor amanhã você acorda cedo e…

May:Amor amanhã é sábado,e você tava precisando descansar.(sentando ao seu lado) que fome hein Valentina.(rindo)

Thais:Já tá ficando pesada.(rindo)

May:Tá co fome amor?(fazendo carinho em seus cabelos) vou lá fazer alguma coisa pra gente.

Thais:Deixa eu terminar aqui e eu vou com você,só pra garantir que você não vai por fogo na casa.

May:Engraçadinha,pro seu governo eu sou uma ótima cozinheira.(u.u)

Thais:To brincando minha loirinha.(lhe dando um selinho) mas espera eu.

May:Tá,só porque sou legal.(u.u)

Thais:Cadê a Lu?

May:Tá lá na sala assistindo filme com a Tati…

Thais:Mentira? então é sério?

May:Não sei,a Lu é muito complicada com essas coisas.

Thais:Teve a quem puxar né? (rindo)

Depois que Thais de amamentar Valentina,as duas foram para cozinha preparar algo,ao passar pela cozinha se depararam com Lu e Tati no maior amasso,Mayra até quis tacar uma almofada mas foi repreendida pela namorada que praticamente a arrastou para a cozinha.

Tati:Espera ai Lu…(a empurrando)

Lu:Que foi?(ofegante)

Tati:Não estamos sozinhas aqui,esqueceu?(se ajeitando) vai que sua irmã ou a Thais aparece.

Lu:É verdade…(se ajeitando) quer ir pro quarto?

(Na cozinha)

May:Nossa,como minha irmã é direta.(encostada na porta)

Thais:Mayra quer sair dai?(rindo)

May:Espera amor…

(na sala)

Tati:Pode ser,mas antes…(coçando a cabeça) será que a gente pode conversar?

Lu:Xii…(dando um gole em seu refrigerante) lá vem.

Tati:Não é lá vem Lu,cara acho que é a primeira vez que ficamos…assim.

Lu:Assim como?(desviando o olhar)

Tati:Como um casal.(sorrindo sem jeito)eu gosto disso…

Lu:Mesmo nós não sendo um casal…?

(Na cozinha)

May:Puta que pariu Lu,que fora cara.

Tati:É…mesmo não sendo um.(baixando a cabeça)

Lu:Desculpa,eu não quis dizer isso,é que…(coçando a cabeça) é complicado.

Tati:Não,você tá certa,não somos um casal.

Lu:Tati,você sabe que eu não me prendo a ninguém,mas isso não quer dizer que eu não gosto de você.(sem graça) to confusa.

(Na cozinha)

Thais:Mayra,vem aqui me ajudar!

May:Calma amor,to indo.

Tati:Eu sei disso,to disposta a esperar o seu tempo.(sorrindo)

Lu:Ainda quer dormir comigo?(sorrindo sapeca)

Tati:Quero sim…(acariciando seu rosto) mas antes eu queria uma água.

Lu:Vou lá buscar,vai indo lá pro quarto.

(na cozinha)

May:Ela tá vindo,aja naturalmente.(indo para o lado de Thais)

Thais:Mas eu to agindo,você que agora deu pra ouvir atrás da porta.

Lu:Vocês ainda estão acordadas?(entrando)

Thais:Viemos comer algo…vai querer?

Lu:Não,já vou dormir já.(pegando a água)

May:Sei bem o seu dormir.(rindo) não esquece a camisinha tá?

Thais:Mayra…(rindo)

Lu:Aff,vocês também não se esqueçam dela.(revirando os olhos) boa noite chatas.

Thais:Boa noite Lu!

May:Boa noite bebê.(lhe dando um beijo no rosto) fala pra Tati pegar leve com a minha princesinha.

Lu:Cala boca Mayra.(sem graça) tchau!(saindo)

Thais:Você é terrível mulher.(rindo)

(clanessa)

Clara:Então,e agora?

Van:Na minha casa ou na sua?(rindo)

Clara:É sério Van.(rindo) como a gente fica?

Van:Eu agora só quero a minha loirinha.(fazendo carinho em seu rosto) volta pra mim?

Clara:É o que eu mais quero.(sorrindo) eu te amo menina!

Van:Eu também te amo minha gatinha.(a beijando)

Eu estava no céu,tudo o  que estava acontecendo essa noite eu não planejei em nenhum momento,estar com ela ali como a minha namorada novamente, nem em sonho eu imaginaria. Ficamos um tempo ali se curtindo e nem que eu ficasse a vida ali com ela eu conseguiria matar a saudade,mas como estava estava tarde,fomos direto para a casa dela.

Van:Até que chegamos rápido e…

Nem esperei ela terminar de falar,encostei seu corpo na parede e a beijei com saudades,ela era minha novamente e eu estava em uma explosão de alegria. Tirei a minha blusa enquanto ela se desfazia de suas roupas ficando somente de lingerie,segurei em sua mão e a puxei até a cama deitando e trazendo seu corpo junto ao meu.

Ela me beijava lentamente,mas eu a queria logo,então acelerei o beijo dando a entender a ela o que eu queria,sua língua percorria cada canto da minha boca e depois de um “te amo"sussurrando em meu ouvido me arrepiando por inteira,foi descendo os lábios para meu pescoço.
Van:Saudades…(sorrindo) dessa boca…

Van:desse corpo..(mordendo sua orelha e falando em seu ouvido) de ouvir você gemer..

Clara:Então faz… 

A noite foi de amor era quase de manhã quando paramos,o destino foi tão bom comigo que tive a sorte de no dia seguinte ser sábado,ouvi um chorinho bem longe e só me dei conta que era de Max quando ela se levantou para ir ao seu quarto.

Van:Já tá acordado lindão…(encostada na porta)

Max:Vã…(abrindo os bracinhos)

Van:Nossa que menino pesado.(o pegando) saudades da Van?

Clara: acordou amor.(lhe dando um selinho)

Van:Acordei,vim brincar com esse gatão aqui.(brincando com o garoto)

Clara:Max acorda cedo demais.(bocejando)

Van:Que horas são agora?(também bocejando)

Clara:11:15.(se sentando) vamos levar ele pra ver sua mãe?

Van:Vamos,assim a gente aproveita e conta a novidade.(sorrindo)

Clara:Era sobre isso que eu queria falar com você.

Van:O que?

Clara:Van…nós não podemos assumir nada agora.

Van:E porque não?(confusa)

Clara:Van,eu ainda estou com a Angelis,não acho certo fazer isso com ela,precisamos de um tempo para assumir alguma coisa.

Van:Mas você vai terminar com ela né?

Clara:Obvio né Vanessa,a menos que você queira que eu fique com as duas.(rindo)

Van:Engraçadinha.(lhe empurrando)pretende fazer isso quando?

Clara:Hoje,mas quero também um tempo pra poeira baixar.

Van:Tudo bem meu amor,mas pra minha mãe não tem problema.

Clara:Falando nela,vamos logo pra lá.(pegando Max) vou dar banho nele,e você vai tomar o seu.

Van:E meu beijo?(fazendo bico)

Clara:(Lhe dando um selinho) pronto! agora vai.

Van:Vou ligar pra Thata pra ela ir também,pode ser?

Clara:ótimo,to morrendo de saudades da minha pequena,e nelas nós podemos confiar.

(Na casa de MayThai)

Thais:Bom dia amor!(beijando seu rosto)

May:Bom dia minha linda.(sorrindo)

Thais:Vamos acordar?(acariciando seus cabelos) Van ligou pra gente ir lá na casa dela,então?

May:Thata que horas são?(rindo) nem processei o que você falou…

Thais:Amor acorda.(rindo) vamos pra casa da da Van?

May:Porque tão cedo? (fechando os olhos)

Thais:10 pra 12:00 May.(rindo)

May:Já entendi.(se levantando) vamos para onde mesmo?

Thais:Vai tomar banho vai amor.(rindo)

Lu acordou e não encontrou com Tati,imaginou que ela pudesse ter ido embora sem lhe dizer nada,o que a deixou bem chateada,apesar de nada ter acontecido entre elas na noite passada,ela gostou de estar ao lado dela. Depois de fazer o seu ritual matinal,ela foi para a cozinha e se deparou com Tatiana pondo a mesa.

Lu:Bom dia.(sorrindo aliviada)

Tati:Bom dia.(lhe dando um selinho) dormiu bem?

Lu:Sim,e você?(a abraçando)

Tati:Muito bem…(sorrindo) tá com fome?

Lu:Pouquinho,que mesa linda.(sorrindo) você fez tudo isso?

Tati:Com a autorização da Thais,eu fiz.

Lu:Você é incrível sabia?!(acariciando seu rosto)

Tati:Agora eu sei.(iniciando um beijo)

Thais:Ai gente desculpa.(sem graça) é que eu e a May vamos sair.

Lu:Pra onde?

Thais:A gente vai na casa da Van.

Lu:Tá bom,tchau!

Thais: Me expulsando cunhada?(rindo)

Lu:Entenda como quiser coisa chata.

Thais:Tá,tá….já entendi.(rindo) tchau gente,se cuidem.

Tati:Tchau Thata.(sorrindo)

Chegamos na minha casa e o cheirinho de comida invadiu meu nariz e estomago,Max logo pulou de colo de Clara e saiu correndo de encontro a minha mãe,que estava com uma fisionomia surpresa de nos ver ali. Ajudamos ela a terminar o almoço e esperávamos Mayra e Thais que estavam chegando,para lhes dar a noticia.

Sol:Vocês não sabem o quanto torci por isso.(sorrindo)

Van:Eu falei pra senhora mãe,que minha bebê iria voltar pra mim.(sorrindo)

Sol:E eu to tão feliz.(sorrindo)

Clara:Eu também tia sol.(sorrindo)

Van:Elas chegaram.(indo abrir a porta)

(Na casa de Pepa) 

Dessa era uma das confidentes de Pepa,bom pelo menos ela achava que era,depois de encontrar o documento de Fabian no apartamento da amiga,ela resolveu ir mais a fundo,sem saber aonde estava se metendo.Pepa havia deixado uma copia de sua chave com ela que esperou a bandida sair e foi até sua casa.

Dessa:Coragem Andressa,não dá pra voltar atrás.(respirando fundo e abrindo a porta)

Já no quarto,ela encontrou uma mala e sem pensar duas vezes a abriu,encontrando roupas masculinas e mais alguns documentos com o mesmo nome que ela havia encontrado no dia anterior.

Dessa:Então foi ela,ela matou aquele homem.(assustada)

Muito assustada com tudo o que viu ali e sem perceber a hora havia passado,Pepa estava voltando para casa,guardou as coisas rapidamente no lugar e já estava indo embora quando a porta se abre.

Pepa:O que você tá fazendo aqui?(séria)

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Capitulo 42

Vanessa se angustiou com a saída brusca de Clara do seu apartamento e ainda mais pela recusa em atendê-la ao celular. Encheu-se de culpa por não passar o aniversário com ela, supondo que essa decepção não seria boa aliada na visita dela às suas antigas amigas do interior, nutrindo um ciúme irracional.

Naquela noite, mal se falaram, trocaram palavras sem emoção, evitando o assunto da viagem, com um mal estar evidente instalado. Vanessa não sossegou até encontrar uma forma de se redimir, e sanar o clima estranho entre elas, antes de ambas viajarem para o carnaval, em destinos diferentes.

***********

Sem empolgação, Clara recebeu uma mensagem de Vanessa, desejando bom dia e de feliz aniversário no celular. Não sabia explicar o porquê de sua revolta com aquela atitude de Vanessa, afinal o que deveria esperar dela? Não conhecia os trâmites de uma relação lésbica, não tinha parâmetro de um relacionamento sério, com os meninos, tudo não passou de namoricos de no máximo cinco meses, e o que sentia por Vanessa nem podia se comparar às suas maiores paixões da adolescência, que praticamente deixara completando seus dezenove anos.

Clara se perguntava por que reagira assim à notícia que Vanessa viajaria para Salvador no dia do seu aniversário, e o pior, para passar o carnaval. O que poderia cobrar de Vanessa? O que elas eram afinal? Amigas? Namoradas? Qual era a fronteira, ou prazo a se cumprir para mudar o status de amigas, ficantes a namoradas? Eram perguntas que Clara não tinha respostas, sequer tinha coragem de fazê-las a Vanessa, e enxergando por essa ótica, não tinha motivos para bancar a ofendida ciumenta com ela, mesmo assim, não podia evitar aquele sentimento insano que super dimensionava um fato simples em uma grande questão.

Arrumou as mudas de roupas em uma mochila, disposta a ir para rodoviária direto da faculdade. Ao sair do seu prédio, se deparou com Vanessa, encostada no seu carro, segurando uma enorme cesta de palha, e uma rosa vermelha na boca.

Clara se esforçou, mas não conseguiu prender o riso.


– O que é isso sua doida?


Clara puxou a rosa da boca de Vanessa para que ela falasse.


– Não encontrei nenhum entregador pra lhe dar essa cesta de café da manhã vim eu mesma deixar. Parabéns!


– O sol nem nasceu direito ainda e você já está aqui, no fim do mundo com um café da manhã?


– Não dormi… Trabalhei ontem à noite, estou vindo direto da boate.


– Nem sabia que você ia trabalhar ontem…


– Pensei em te avisar, mas me ligaram já tarde, um DJ deu cano… Não quis te acordar.


– Não me acordaria… Mas então… Muito obrigada pela cesta, mas acho que não terei tempo pra desfrutar de tantos itens, estou indo para faculdade.


– Correção: você estava indo para a faculdade, agora você vem comigo comemorar seu aniversário, não vá me dizer que madruguei em vão!


– Vanessa, não posso matar aula…


– Ah fala sério Clarinha! Aula de sociologia!


Clara se entregou com um sorriso, diante do olhar pidão de Vanessa.


– Tudo bem, vamos então! Mas, pra onde mesmo?


– Você não aprendeu ainda? Já disse, que quando faço um convite, não importa o destino, o que importa é você sempre dizer sim!


Clara aceitou conformada as condições de Vanessa, experimentando uma felicidade que transformou o mal estar do dia anterior em algo menor, de importância ínfima diante do gesto delicado da loira.

******************************

O parque do Ibirapuera estava deserto, algo incomum, mas pelo horário não podia ser diferente. Demonstrando pouca habilidade de organização, Vanessa montou o piquenique, sob o olhar abobado de Clara que sorria de orelha a orelha.


– Pronto aniversariante, o banquete está servido, sirva-se, por favor.
Clara se acomodou na grama, enquanto Vanessa listava o que conseguia identificar entre os itens, o que não gostava, a fotógrafa fazia careta engraçada arrancando risadas da outra.


– Adoro esse lugar Clarinha. Sei que pode parecer óbvio, afinal, quem não gosta de um lugar como esse? Um dos poucos espaços verdes dessa selva de pedra que é São Paulo. Mas, mesmo que o Ibirapuera não fosse o Ibirapuera, me encantaria da mesma forma com ele. Tudo me inspira aqui.


– Também gosto desse lugar. … especial mesmo, sempre vou me lembrar de você quando vier aqui.


Vanessa ruborizou. O calor do sol se achegando aos poucos na manhã que avançava completou o clima romântico da paisagem, as duas não notaram o tempo passar, deitaram na grama com as cabeças quase coladas, e brincaram de desenhar as nuvens que não conseguiam ver.


– A vantagem do interior é poder ver o céu com todos os elementos: estrelas, nuvens, lua… – Clara disse.


– Pra que olhar pra cima procurando tudo isso? Posso olhar pro lado e enxergar outro céu: você do meu lado.


Clara perdeu a voz, mas o brilho dos seus olhos encarando Vanessa revelaram muito mais do que qualquer palavra.


– Van… Quero te beijar agora, se você não me impedir, vou fazer isso na frente de todas essas crianças e casais de idosos que estão ao nosso redor.


Vanessa sorriu, apertou a mão de Clara e disse:


– Vou te levar pra outro lugar onde você vai poder fazer isso sem ser causadora de infartos nos velhinhos…


Em menos de uma hora, Vanessa chegou ao seu prédio, o desejo explícito em ambas por pouco não se concretizava ainda no elevador se não fossem outros moradores ali. Vanessa abriu a porta apressada, mas, não com mais pressa que Clara de jogar o corpo da loira contra a parede roubando um beijo quente.


– Parabéns pra você minha caipira gostosa…


Vanessa avançou na boca de Clara empurrando-a até seu quarto, antes de entrar interrompeu o beijo e pediu:


– Feche os olhos, e só abra quando eu pedir.


Sem pestanejar Clara consentiu, e ao comando de Vanessa abriu os olhos quando entrou no quarto da loira, e outra vez sua voz lhe faltou. A fotógrafa decorou uma parede do quarto com fotos de Clara, tiradas na primeira vez que foram ao Ibirapuera, no sítio e ali mesmo na sua casa naquela semana. Centenas de fotos de tamanhos, cores e efeitos diferentes, compondo um enorme mural.


– Van… Como? Quando?


Clara perguntou com os olhos marejados e um sorriso nervoso nos lábios.


– Eu menti, trabalhei ontem a noite toda, mas não na boate, passei a noite inteira preparando esse mural, tratando e revelando as fotos… Meu presente pra você.


– Eu não sei o que dizer… Você é incrível… Quanto trabalho por mim!


– Se não sabe o que dizer, não precisa dizer o obvio, sei que sou incrível mesmo.


Vanessa brincou se aproximando de Clara, abraçando a sua cintura por trás.


– Foi o melhor trabalho que já fiz, ver sua imagem por horas seguidas… Foi como meus dias tem sido desde que te conheci, só que essa noite materializei meu pensamento.


Sem nada mais ser capaz de falar, a Clara só restou envolver o corpo de Vanessa em um abraço forte e um beijo completo por ele só, que precedeu a entrega dos corpos.

– Clara… Eu… – Vanessa tentou falar mas a moça impediu.


– Shhhhhh… Hoje você é minha…– completou a loirinha com uma voz rouca deixando a fotógrafa totalmente atordoada.

Clara não tinha muita noção do que fazer, mas tinha certeza do que queria… E queria muito proporcionar a Vanessa o que a fotógrafa dava com muito prazer pra ela.

Aos poucos, desceu as mãos que estava no pescoço da loira até seus seios. Vanessa já estava com olhos apertados mordendo o lábio inferior quando Clara apertou seus mamilos sob o sutiã.

– Ai Clara… – Vanessa gemeu baixo.

Ao escutar o gemido da fotógrafa, Clara se arrepiou inteira, passou as mãos nas costas de Vanessa enquanto lambia e mordia seu pescoço. Com um pouco de dificuldade conseguiu tirar seu sutiã e logo retirou junto a blusa da DJ. A visão dos mamilos rígidos fez com que os olhos de Clara brilhassem e mesmo sem compreender o que deveria fazer, abocanhou com vontade tentando se lembrar dos movimentos que Vanessa fazia quando era com ela. Conforme a fotógrafa ia aumentando a intensidade dos gemidos, Clara sugava seus seios com mais vontade.

Um pouco tímida, desceu seus dedos pela lateral do corpo de Vanessa, sentindo a reação do seu corpo. Os arrepios causados pela dança dos dedos da loirinha estavam deixando a DJ louca até que ela sentiu.

Vanessa não acreditou que aquela menina do interior fosse tão ousada. Clara havia, sem aviso prévio, afastado sua calcinha e enfiado dois dedos de uma vez.

– Porraa Claaaaaraaa – gemeu e começou a rebolar freneticamente.

Clara conforme via Vanessa se retorcer se prazer, estocava mais forte, sentindo as sensações de uma mulher se deleitando e retorcendo em um prazer que ela estava causando.

Logo, sentiu seus dedos sendo esmagados e algo, além do alto gemido de Vanessa, lhe dizia que aquele era o ápice do seu amor. Retirou os dedos com cuidado enquanto Vanessa ainda gemia baixo.

– Que delicia meu amor! – Vanessa tentava manter as pernas firmes, mas seu sorriso bobo não negava que ela estava satisfeita.

Foi a primeira vez que Vanessa se deu a Clara, deixando que ela explorasse cada pedaço do seu corpo numa explosão de prazer inédita. Para a aniversariante, o maior presente foi sentir o gozo de Vanessa se derramar por sua mão, propiciando o inexplicável ápice também nela.

Capítulo 31

Paula: Van! Entra.
Vanessa: Obrigada. E a mulherada? – Clara invade a sala.
Clara: A dona Mayra não quer ir com a gente.
Vanessa: Ué, por que? – Andei até Clara e dei um selinho nela.
Paula: Ela disse que não quer segurar vela de ninguém.
Vanessa: Ah, bobagem! Cadê ela?
Clara: Ta la no quarto.
Vanessa: Vou lá falar com ela.
Paula: Ih meu bem, se você conseguir convencer aquela cabeça dura, será um milagre.

Foi mpossível não achar graça no que Paula havia falado. Em seguida, andei até o quarto de May, bati na porta e ela disse para eu entrar.

Vanessa: Não esta pronta ainda, May?
Mayra: Não vou.
Vanessa: Por que?
Mayra: To esperando um amigo meu no MSN. – Levantei uma sombrancelha.
Vanessa: Eu não caio nessa.
Mayra: É sério, não quero ir.
Vanessa: Pára May, vamos com a gente, você vai se divertir.
Mayra: Vocês vão estar em casal, só eu sozinha, não quero. – Fez bico e eu sorri lembrando do bico de Clara.
Vanessa: Esse bico é de família, né?
Mayra: O que?
Vanessa: Não, nada. – Andei até ela e me sentei na cama ao seu lado. – Vamos Mayzinha, o povo de lá é bacana.
Mayra: Não Van, já disse.
Vanessa: Se você não ir vou ficar de mal com você.
Mayra: Sem essa Vanessa.

Vanessa: Qual é May, você nunca foi lá, não sabe como é divertido. Vamos fazer assim, você vai hoje, se não gostar eu te trago em casa e você não precisa ir mais.
Mayra: Outro dia eu vou, ok?
Vanessa: Ta. – Percebi que só me restava o meu drama. – Se você não quer ir me ver tocar tudo bem, vou entender. – Forcei um sorriso. – Até mais tarde então. – Andei até a porta e antes de abri-la, May me chamou.
Mayra: Espera Van, ta bom, eu vou. – Abri um sorrisão ainda de costas para ela e o desfiz ao me virar pra ela.
Vanessa: Sério?
Mayra: Sério. – Corri até ela, me joguei por cima dela caindo com ela na cama e a enxi de beijos. – Ta bom, ta bom.
Vanessa: Valeu Mayzita, te espero na sala com as meninas. Beijo, beijo e demore o quanto quiser. – Corri pra porta e parei antes de abri-la novamente. – Só mais uma coisa, se você não sair desse quarto até as 23hs:00min vou entrar aqui e você vai ver, ok? – Ela sorriu.
Mayra: Ta bom, agora deixa eu me arrumar.

Ao ouvir isso, abri mais um sorrisão pra ela e saí.

Vanessa: Pronto, já a convenci.
Paula: Como você fez isso? – Abriu a boca.
Vanessa: Usei meus truques. – Me achei.
Clara: Hum, cheia de segredinhos. – Sorri.
Vanessa: Assim que ela se arrumar ela vem aqui e podemos ir.
Paula: O Junior disse que nos encontra lá. 
Clara: Então só esperar a dona ‘difícil’ e vamos. E você…- Segurou meu braço e me puxou pra junto dela. -…vem aqui que eu to com saudade.
Paula: Xi, começou. – Eu sorri.
Vanessa: Deixa eu namorar a minha loirinha. – Envolvi meus braços em volta do pescoço de Clara e selei nossos lábios.

Ficamos nos namorando um pouco, Paula preferiu ir ver televisão até que May se arrumou.

Mayra: Podemos ir.
Paula: Oxi, tava na hora, cê não vai pro casamento não, filha.

May estava linda, ela era loirona, de coxas de tirar o fôlego. Usava um shortinho jeans e um tomara que caia vermelho.

Vanessa: May, se eu não namorasse tua prima, essa noite você seria minha.
Clara: Como é que é? – Comecei a rir.
Mayra: Palhaça! Vamos logo antes que eu mude de idéia. 
Paula: May, você esta aberta a aventuras?
Mayra: Cala a boca Pauzão, meu negocio ainda é homem.
Paula: Fica uma noite comigo e eu te faço mudar de idéia.
Vanessa: Olha só a Pauzão, cê é fogo hein. – Sorrimos.

Fomos tirando com a May até chegarmos na boate. Chegando lá, dei um selinho em Clara e fui assumir meu posto. As meninas ficaram em uma mesa no camarote vip e não demorou muito, chegou Junior e a folia começou. Toquei algumas músicas, sempre de olho na minha loira e ela em mim, êê mulher ciumenta, rs.

Sempre que dava um tempinho, eu descia pra tomar uma bebida e ia dar um beijo em Clara. Toquei mais algumas músicas e resolvi descansar um pouco, chamei a Mila pra tocar em meu lugar e fui até o pessoal.

Junior: Ta arrasando Van. – Sorri.
Vanessa: Valeu Ju. – Tomei um gole do uísque dele. – E a Clara, onde foi? – Percebi que May e Paula se olharam.
Mayra: Ah, ela foi ali rapidinho.
Vanessa: Ali? Fazer o que?
Junior: Uma mina chamou ela pra conversar. - Ele ficava muito sincero quando bebia.
Vanessa: Uma mina? Que mina?
Paula: Nada Van, o Junior ta bêbado já.
Vanessa: Que mina Junior?
Junior: Eu não sei. Ela chegou em nós e pediu pra falar com a Clara. Acho que você perdeu Vanzinha. – Começou a rir.
Vanessa: Você deixou ela ir sozinha, Paula? - Como Paula era bi e já havia frequentado muito boates GLS, imaginei que sabendo o que, muitas vezes, acontece nessas boates não deixaria Clara ir sozinha.
Paula: Eu não pude fazer nada.

O ciúme tomou conta de mim. Clara não era acostumada com a noite GLS e nem com certas mulheres que freqüentavam a boate Mix. Assim que olhei pro lado, vinha ela como se nada tivesse acontecido.

Vanessa: Aonde você estava?
Clara: Ali perto do banheiro.
Vanessa: Fazendo?
Clara: Que interrogatório é esse? - Sorriu.
Vanessa: O que ela queria com você, Clara? - Minha paciência estava chegando em seu limite.
Clara: Conversar, só isso.
Vanessa: Conversar?
Clara: É. Por que esse piti todo?
Vanessa: Porque…- Alguém me interrompeu.
xXx: Clara, a Fê pediu pra te entregar isso. – Deu-lhe um papel e saiu. Fiquei apenas olhando Clara que amaçou o pepal e deixou em cima da mesa.
Vanessa: Com licença que ta na minha hora de tocar. – Saí.

O pessoal apenas se olhavam. Subi até a cabine de DJ e fiquei tocando. Eu estava muito irritada, na verdade, o ciúme me corroia bastante, mas percebi que eu havia exagerado. Eu precisava confiar em Clara, só que ela era muito ‘inocente’ com certas coisas que rolavam aqui na boate. Uma simples conversa no canto da boate, muitas vezes terminava comigo levando a guria pra um motel. Toquei mais um pouco e fui até o pessoal novamente. Clara apenas me olhou e desviou o olhar, estava chateada comigo, com certeza. Não falei nada, apenas segurei a mão dela e me afastei com ela da mesa.

Capitulo 49

Angelis:Clarinha,que mundo pequeno hein.(sorrindo)


Clara:Oi Angelis…(a cumprimentando)….tá fazendo o que aqui?


Angelis:Ah o meu irmão pediu pra eu fazer um contrato para a DJ assinar eu vim trazer.(sorrindo)


Clara:Bom a DJ,suponho,que seja eu rsrsrs e o seu irmão é o Yan?


Angelis:Sim meu irmão mais novo e meu sócio.(rindo)


Clara:Nossa que mundo pequeno, literalmente.(rindo)


Angelis:Eu não sabia que você era DJ.


Clara:Não sou, quer dizer agora sou, profissionalmente é a primeira vez, e por pressão do seu irmão.


Angelis: Eu me envolvo bem pouco com isso, Yan sabe o que faz,e nesse caso foi uma ótima escolha,


Clara:Ér..então eu preciso assinar antes que a casa abra.


Fiquei surpresa com o fato da Angelis ser sócia e irmã do Yan,até que não achei ruim afinal eu já a conhecia, por outro lado será difícil explicar isso pra Vanessa sem que ela fique puta,fui assinar o tal contrato e vi ela se aproximando e tomando o papel da minha mão.


Clara:O que foi?


Angelis:Já ouviu falar que não se pode assinar nada sem ler?


Clara:ah mas você fez o contrato e você é minha advogada é automático ter uma confiança em você.


Angelis:Fico feliz em saber Clarinha.(sorrindo largo)


Ela ficou muito feliz com o que eu disse, até estranhei mas o que me incomodou mais foi o fato dela ter me chamado de Clarinha, fechei a cara na hora, afinal só a Vanessa me chamava assim e só nela fazia efeito sobre mim u.u,ela percebeu me incomodo e logo deu um jeito de concertar.


Angelis:Èr…(sem graça)…aqui os papeeis se inverteu, você trabalha pra mim,então eu acho que você devia dar uma lida.


Clara:Então vai ter que ficar pra depois, porque a casa já vai abrir.(apontando pro relógio)


Angelis:Ih,é verdade, então eu vou deixar aqui e você assina quando puder, depois volto aqui.


Clara:Tá bom então, assim que eu tiver uma pausa eu assino.(voltando sua atenção para a aparelhagem)


Angelis:Ok,vou lá atrás do Yan então, boa sorte Clara.(sorrindo)


Clara:Obrigada.(sorrindo)


Terminei de arrumar tudo e agora era só esperar a casa abrir,e não demorou muito, comecei a tocar e estava um pouco nervosa, mas não como da outra vez, estava mais insegura na verdade e ainda mais que a Van não estava do meu lado, quase meia hora tocando e até aqui estava dando tudo certo.


(Na pista)


Lu:Nossa quanta mulher gata.(sorrindo)


May:Tá cheio aqui né?


Lu:Cheio de mulher gata…(olhando em volta)…vou buscar uma bebida pra aquecer, quer?


May:Não,eu vou lá em cima ver a Clarete,e depois eu desço,Lu por favor…


Lu:Já sei May…(revirando os olhos)…Agora deixa de ser velha.


Estava tudo saindo bem,na pista todos pareciam estar gostando e animados,fui ficando mais tranquila,dei uma pausa e fui ler os tais papeis,quer dizer fingir né?! Só dei uma lida por cima,e não entendi nada,voltei a tocar e vi Angelis entrando na cabine.


Angelis:Menina você é boa nisso!(sorrindo)


Clara:Oi???(tirando os fones)desculpa não ouvi.


Angelis:Eu estava dizendo o quão boa você é nisso.


Clara:Ah,obrigada!(sorrindo)


Angelis:Bom,eu vim trazer uma bebida pra você.


Clara:Ér…obrigada,eu já ia descer lá pra pegar mesmo.(sorrindo)


Angelis:Cadê a Vanessa?não quis vir?


Clara:Ela não pode vir,ficou com Max pra eu conseguir estar aqui.


Angelis:Max?ele está com você?(estranhando)


Clara:Está sim o Fabian trouxe ele hoje.


Angelis:Hmm…


May:Loira?


Clara:Oi amor…(a abraçando)….como prometido.


May:Não ia deixar minha loirinha só.(olhando para Angelis)…Oi.


Angelis:Oi Mayra,bom eu vou deixar vocês ai e depois eu volto.(saindo) com licença.


May:Urh,não gosto dessa guria.(u.u)


Clara:Vai dar uma de Vanessa agora?(rindo)


May:Nem vou,mais e ai tá muito foda esse teu set hein.


Clara:Valeu May.

Fiquei conversando com a Mayra mais bem pouco,logo voltei a tocar e ela desceu para o bar,depois o Ray foi lá falar comigo e depois alguns garçons me trazendo bebida que pessoas da pista mandavam pra mim hahahaha #VanessaPira.


(na pista)


Lu:May…(empolgada)


May:Que foi?que empolgação toda é essa?(rindo)


Lu:Tá vendo aquela menina ali?(apontando)


May:A loira? (Luana assentiu) o que tem?


Lu:O que achou dela?


May:Ah,é bem bonita


Lu:Bonita é pouco ela é gatissima,então,fiquei com ela.(sorrindo largo)


May:mas já?rápida hein irmã.


Lu:Alguém tem que ser né?pra não envergonhar a família.(rindo)então tá vendo a morena do lado dela?


May:Ela parece a…


Lu:Nem termina Mayra.(revirando os olhos) então ela ta de olho em você.


May:Tá nada,como você sabe?


Lu:Porque a menina que eu fiquei é irmã dela,enfim,porque não vai falar com ela?


May:porque quem tá interessada em mim é ela não eu,e não to com cabeça pra isso.


Lu:Ué e não era você que iria sair pegando todas hoje?(arqueando as sobrancelhas)


May:Tá Lu mas não to com vontade.(bebendo)


Lu:Então fica ai fazendo a linha apaixonada,porque o que você quer acabou de chegar…(apontando pra porta) e acompanhada.


(Mayra narrando)


Era incrível como eu ficava quando a via,meu coração disparou quando a vi chegar,mas logo apertou quando vi Ray de mãos dadas com ela,mas nada me impediu de ficar feliz em vê-la,depois de quase uma semana sem falar com ela,ai que ódio do meu coração por ser fraco.


Ray:Vou ali falar com meus amigos,já volto!


Thais:Não quer que eu vá?


Ray:não é isso pequena,só não acho que você gostaria ou se encaixaria no assunto.


Thais:Então tá pode ir,vou ali no bar.(lhe dando um selinho)


(no bar)


Thais:Oi sumida.(sorrindo)


May:Oi Thata,tudo bem?


Thais:Tudo sim,porque sumiu hein?te chamei no what’s varias vezes e nada.


May:Ér…eu tive um problema com o what’s.


Na verdade eu só havia tirado o relógio já para não correr o risco de ter que falar cm ela,vejam bem a ideia inicial era ignora-la estava dando certo,mas tudo foi em vão quando ela sentou ao meu lado naquele bar.e.e


Thais:Entendi,nem foi mais na empresa falar comigo.(fazendo bico)


May:Own que fofa…(sorrindo largo)…eu não pude ir lá,eu estava ajudando a Lu arruma faculdade.


Thais:Conseguiu?


May:Sim,ela começa segunda já,graças ao bom Deus.


Thais:O Ray me disse que ela vai estagiar lá,ela vai ficar como minha assistente.


May:Sério,que legal,então vai ficar nas mãos da melhor pessoa.


Thais:Tá aqui sozinha?


May:Eu vim com a Lu,mas ela tá sei lá onde.(rindo) veio com o Ray né?(sorrindo forçado)


Thais:Sim ele foi ali falar com alguns amigos dele.


May:Hmm,não quis ir?


Thais:Não,nada de grude né?!(rindo)


May:Humm.


Thais:Ai May,tenho que te contar uma coisa.(sorrindo)


May:O que?


Maldita,maldita hora que fui tocar no assunto Ray,Mayra será que você não podia ficar só conversando e curtindo a presença dela ali?não né! Ohhh língua que não para dentro da boca e.e


Thais:Estamos namorando.(sorrindo largo)


May:Como assim?(em choque)


Thais:Pois é faz uns três dias que ele pediu e eu aceitei,May você não tem noção da química que temos.(sorrindo)


May:Parabéns Thata,fico feliz por você.(sorrindo fraco)


Thais:Fica mesmo?não tá parecendo May,aconteceu alguma coisa?


May:Não,nenhuma.(se levantando)Na verdade eu estou ótima,felicidades para vocês,agora me dá licença que vou ali falar com uma pessoa.(irritada)


Sai daquele bar puta, comigo mesmo pela minha falta de coragem,do Ray por ter nascido,de quem escreve a fic que não tem dó de mim,da Thais por ter aparecido na minha vida,enfim de tudo.


 Assim que cheguei na pista fui atrás a menina que a Luana havia falado,nem perguntei o nome da menina,e nem quis muito papo,a agarrei que de inicio se assustou mas logo correspondeu ao beijo,mas sabe quando você não sente nada?foi isso que aconteceu,a menina era linda,tinha uma pegada legal,mas não senti nada,ódio.


(Na casa de Vanessa)


Van:Max,vem aqui.(correndo atrás dele)


Sol:Que foi filha?(o pegando no colo)


Van:Fui dar banho nele mãe,mas ele é ligado no 220.(respirando acelerado)


Sol:hahaha filha essa fralda está ao contrário.(rindo)


Van:Ah mãe,socorro,quando a Clara faz parece tão fácil.


Sol:Filha,você logo aprende,vem!


(na boate)


May:Que droga?(entrando na cabine)


Clara:(tirando os fones) que foi mulher?


May:Eu que virei uma idiota Clara.(irritada)


Clara:O que aconteceu May?(estranhando)


May:Olha lá.(apontando pra baixo)Isso aconteceu Clara.


Clara:Ah May,ela não tem culpa,você não fala pra ela fica ai se martirizando.


May:E do que adianta eu falar?aliás,ainda bem que eu não falei né?se não estaria pior que agora.


Clara:Bom…(a abraçando meio de lado)…então aguenta! (colocando os fones)


Dei um perdido na garota que havia ficado e fui me esconder na cabine da onde estava Clara,outra péssima ideia,lá de cima eu tinhaa visão de toda pista e meus olhos logo encontraram os dois aos beijo,decidi descer novamente para lá e a garota com quem fiquei logo me avistou.


Vinha sorrindo em minha direção,fingi que não vi e fui para o banheiro e não é que ela veio atrás (¬¬) mas essa agora,entrou lá já me agarrando,mas eu não estava com a mínima vontade e logo lhe dei um fora,achei Luana sentada no bar.


May:Vamos Luana tá na hora.


Lu:Onde você estava?que beijo foi aquele,ai sim hein mana,honrou o sangue Gomes.(rindo)


May:Lu,é sério vamos!


Lu:Que foi não gostou da garota?


May:Não,agora será que podemos ir?(olhando para RayThai)


(na cabine)


(No celular)


Clara:Amor,nossa musica,da pra ouvir?


Van:dá amor.(soltando um risinho)


(Clara narrando)


Van e eu tínhamos uma musica como todo casal,resolvi coloca-la em meu set para me lembrar dela e para homenagiar o nosso amor,pode chamar de gay que não ligo.(u.u)


(May narrando)


Eu só queria sair daquela boate o quanto antes,tocava tempos modernos e foi uma tortura a ver ali dançando colada com ele,dei graças quando Clara trocou a musica para algo mais badalado.


May:Chega Luana,vamos!(tomando seu copo)


Lu:Putz,é TNT minha música,preciso dançar é um hino.


May:Luana a gente vai embora!


Lu:Qual foi May se diverte,olha o tanto de mulher gata mano,e homens também,vai pegar alguém sei lá,sai da fossa mulher.


May:Você tá bêbada já e essa balada aqui já deu.


 Lu:Sabe porque você tá ai sofrendo de paixonite?porque você foi lenta.


May:Eu sei,já sei,podemos ir?


Lu:Se você não tomou uma atitude outro tomou por você.


May:Thais,ela tá vivendo o mundo dela,ela é hetero,portanto acabou a história, e vamos embora.


Lu:Quer ver como ela não é tão hetero assim?(se levantando irritada)


May:Pera ai o que você vai fazer?….Luana volta aqui!(desesperada)


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Capitulo 11

Thais:Caraca Van mentira que vocês ficaram presas hahahaha

Van:Thais quer falar baixo,ela pediu que eu não contasse.e.e

Thais:E pediu isso porque?tá escondendo o que hein?(a olhando maliciosa)

Van:Pode tirar essa malicia do rosto gatinha,porque não aconteceu nada.

Thais:Vamos ser sinceras né nossa chefe é gata.

Van:Mas não aconteceu nada ¬¬

Thais:E porque ela ped….

Thais parou de falar,sua expressão mudou pra algo surpreso e assustado.

Van:Thais,hei,tá olhando o que hein?

Thais:Van….é ela.

Van:Ela quem,Thais vem aqui.( assustada)

Thais saiu em disparada em direção a loira que estava distraída falando no celular,pelo jeito que a baixinha estava,Vanessa sabia que boa coisa não era,tentou correr ao máximo,mas não conseguiu impedir,quando a alcançou Thais já estava em cima da mulher lhe puxando os cabelos e a estapeando.

Van:THAIS,PARA COM ISSO,TÁ FICANDO DOIDA?(tentando segura-la)
Thais:ME SOLTA VANESSA,EU VOU ACABAR COM ESSA VADIA.(totalmente fora de si)

May:ESSA MULHER TÁ LOUCA,ALGUÉM INTERNA(tentando se ajeitar)

Fabricia:Gente o que tá acontecendo aqui?May o que você tá fazendo aqui?(arregalou os olhos)

May:Fabs,me ajuda essa louca quer me matar.

Fabricia:Vanessa tira a Thais daqui.

Vanessa então sai arrastando a baixinha que continuava gritando e tentando se soltar.

Van:AGORA CHEGA THAIS!!! (irritada)

Thais então se senta aos prantos…

Van:Me conta que aconteceu amiga.(se sentando ao lado dela)

Thais:Foi com ela Van,com aquela coisa,que o Ju me traiu.

Vanessa não sabia o que dizer para confortar a amiga até que Fabricia vem ao encontro delas.

Fabricia:E ai como que você tá Thais?

Thais:Ah quer saber tô aliviada,limpei um pouco a minha honra( secando as lagrimas)

Fabricia:Eu no seu lugar não ficaria tão aliviada assim,você não sabe a gravidade do que acabou de fazer…

Van:pela sua cara…

Thais:fala Fabs!!!

Fabricia:A mulher que você agrediu é a Mayra.

Thais:Tá e quem é Mayra?

Fabricia:Mayra Dias Gomes é simplesmente a melhor…

Mayra:AMIGAAAAA!!! (ela corre ao encontro de Clara)

Clara:MAAAAY!!! (também vai ao encontro da amiga e a abraça)

May:Que saudades,menina como seus peitos cresceram hahahaha

Clara:hahahahaha não muda né…senta ai,me diz como você tá?

May:Ah eu tava bem até entrar na sua empresa e ser atacada por uma louca!(revirando os olhos)

Clara:Mas May você nem chegou e já se envolveu em confusão mulher?hahahaha

May:Pois é e dessa vez eu nem sei o que fiz ¬¬

Clara: como assim não sabe Mayra? (Semicerrando os olhos)

Mayra:Juro Cla,a doida veio na minha direção e quando vi já estava tomando uma coça hahahaha

Clara:hahahaha muito bonito né?e ainda dentro da minha empresa…

May:Acho é pouco pra mim.

Clara:Mas então chegou quando?

Mayra:faz umas 3 semanas,não avisei porque queria fazer uma surpresa,terminei o evento de UFC e vim ver minha loirinha linda.

Clara:3 semanas Mayra,sério?(a olhando sério)

May:que foi?eu queria fazer uma surpresa pra você.

Clara:Mas custava falar que já estava no Brasil?Acho que não…u.u

May:Mas ai estragaria a surpresa,meu bebê.(sorrindo)

Clara:¬¬ Tá eu perdoo,claro que uma ligação não mataria ninguém,mas eu perdoo u.u

May:Vem cá minha loirinha linda,dá um beijinho na sua May vai.(rindo)

Clara:Nem vem sua safada,tenho tanta coisa pra te falar baby.(rindo)

May:Você pode me contar um livro que eu vou ouvir,mas só depois de um beijinho bem gostoso.(sorrindo safado)

Sem muitas delongas ela avança nos lábios de Clara,ambas eram amigas a muito tempo,costumavam se “pegar” durante a adolescência,Mayra era bissexual assumida,assim como Clara,mas as duas se curtiam,eram amigas e nada mais.
E quando estava começando a esquentar…
batem na porta:

Clara:não creio (afundando o rosto no pescoço da loira)

Mayra:Vamos ter muito tempo pra terminar isso,agora vou deixar você trabalhar e mais tarde eu volto.

Elas dão um selinho e Mayra sai da sala dando de cara com ele.

Mayra:Oi Fabian (com um sorriso irônico)

Fabian:Oi (não dando muita importância)

Fabian sabia da amizade colorida que as duas tinham,aliás isso sempre foi o motim da maioria das brigas que ele tinha com Clara,pois ele não aceitava esse comportamento de ambas.
Desde a separação ele estava viajando só ligava para ter noticias do filho,já tinha desistido de tentar reconquistar a ex-esposa,e nem com a empresa ele se preocupava mais.Mas Clara o conhecia muito bem,e estava com um certo receio desse sumiço.

Clara:Olá Fabian,como você está?(surpresa)

Fabian:Estou levando a minha vida (ríspido)

Clara:Tava na França?

Fabian:Pra que você quer saber mesmo?(sério)

Clara:Só fiz uma pergunta,eu me preocupo com você.

Fabian:Bom você quis a separação,então eu acho que devia deixar de se preocupar a partir dali.

Clara:Fabian você sabe que não precisa ser assim não é mesmo?poxa temos um filho vamos tentar pelo menos manter a amizade.

Fabian:hahaha…falando em filho é sobre ele que eu vim falar com você.

Clara:veio vê-lo,suponho?

Fabian:Não,vim busca-lo.(calmo)

Clara:Como assim “vim busca-lo”?,tá planejando levar ele pra viajar e só me conta isso agora?

Fabian:E quem disse que é uma viagem? (sorrindo)

Clara:E não é?Fabian exemplifique que eu não tô entendendo.(assustada)

Fabian:Simples,entrei na justiça,e o nosso pequeno fica comigo por decisão do juiz.

Eu não te vejo mais, e nada soa mais triste que isso pra mim. Sinto tanta sua falta, sinto tanta falta do seu abraço. Sei que os tempos vêm sendo difíceis e acho que isso me faz querer ainda mais está ai, do teu lado. Queria poder te colocar no colo, queria fazer você rir e perceber que existem sim maneiras de ser feliz. Queria poder ser pra você ao menos um terço do que você foi pra mim. Você me protegeu, não deixou que nada de ruim acontecesse a mim. Tornou as coisas mais fáceis quando eu não via sequer uma maneira pra continuar. Queria poder tirar essas dores de dentro de você porque elas doem em mim também, não se lembra disso? Doeu em você doeu em mim, não há escapatória. Eu estou sentindo uma imensa falta de você e espero verdadeiramente que você continue forte como sempre foi, continue intacta, por você, por mim, pouco importa, só continue. Queria muito poder está do teu lado agora só pra ter a certeza que você não vai desistir de ser feliz. Você não pode desistir e eu acredito que não vá. Não vai porque você confiou em mim e eu não desisti por sua causa, foi por você que eu consegui, eu devo tudo a você. Então você não vai desistir porque se desistir eu vou fracassar na missão de não deixar você cair e eu simplesmente não posso fracassar, você vai continuar firme e forte, eu continuo com você, eu nunca vou deixa-la para trás. Não desista, eu confio em você. Eu preciso de você. Ana Luisa, truque-s.

[…]Oi minha flor, faz um tempinho que não te escrevo. Entenda que não foi por falta de vontade, isso tinha de monte, me faltavam as palavras. Eu sei, eu me afastei, você se afastou. Tive uns problemas e não te procurei, não te escrevi e nem liguei, não queria que de algum jeito, tu me sentisse triste, me ouvisse chorar e você teve os teus, se sentiu triste, chorou. Eu tive meus amores e você os seus. Tivemos as mesmas decepções talvez, as mesmas dores, sempre aquele mesmo sofrer que tem nome, não é pequena?  Mas eu quero e vou ser forte, porque as vezes, até parece você precisa de mim talvez mais do que eu precise de ti.  Mas nunca te perdi, te olhava de longe, seguia teus passos mesmo quando não estava no teu caminho, te cuidava e você nem sabendo, ficava de olho em quem te magoava, quem te irritava e em como tu dava teu jeitinho em tudo, ou quase tudo. E ainda sim você foge, se esconde, mantém teus sentimentos guardados, mas então me diga minha anjinha, como cuido de você se tu não se deixas ser cuidada? Como te protejo se tu insiste em ir pra longe quando algo te aflige? Pois quando tu me diz que se machuca, que chora, minha vontade é de te prender nos meus braços e tomar toda tua dor pra mim, fechar cada uma de suas feridas. 

Sinto falta de te ter por perto, de rir, de chorar contigo. Faz falta teu sorriso, teu jeito, o modo como você sempre tem um assunto e não me deixa pensar besteiras, faz falta teu abraço apertado e tua voz doce. Faz falta ter minha melhor amiga perto entende? Eu penso em você 26hrs por dia, me preocupo por nada e por tudo. Você com esse teu jeitinho te coração fechado e sorriso meigo não esconde a encrenca linda que você é, o quão frágil teu coraçãozinho já esta. Vem aqui pra perto, me deixa te abraçar, eu vou colar teus pedacinhos com super bonder e vou fazer toda essa dor sumir, eu prometo. Tem noção do quanto eu te amo? Nem que seja de uma pequena partezinha, tu imagina o quanto eu te amo guria? E se quer saber, se eu pudesse te prenderia dentro do meu quarto pra te ter pra sempre só pra mim e nem quero saber se é egoísmo demais ou se eu posso ir pra cadeia por causa disso. Você é mais que a metade de mim e não posso te perder. Até parece exagero mas eu realmente morreria se tu sumisse, se afastasse ou se por ventura o destino te colocasse pra bem longe num outro caminho qualquer diferente e distante do meu.

E é bem nessa hora que eu paro e penso que você, tão pequena, sendo apenas você, conseguiu me abraçar pelos olhos, me prender através das correntes do teu sorriso e com um simples “to aqui” me fez querer estar ai, ali, mas em qualquer lugar que você estivesse. Realmente você é meu ponto de paz, a melhor parte de mim. E cara, eu te amo pra caralho. […]


Venom-x feat Re-viver-se 

Capítulo 39 - Amigas com benefícios

- Isso é sério, muito sério – disse Téo para Vanessa e William, depois que a morena terminou de contar para os dois o que tinha conversado com Clara – Então ele é realmente bem próximo.  

- Infelizmente – a segurança respirou fundo – Will você poderia me passar a lista das duas festas?

- Pode deixar Van, assim que chegar em casa te passo.

- E outra coisa… eu acho melhor a Clara parar de tocar na PAX por um tempo, acho que a gente tá ficando muito próximo do culpado e ele pode se sentir ameaçado… é melhor ela dá um tempo nos eventos… de qualquer forma, ela só tá como a PAX mesmo na agenda. Vamos pra LA esse fim de semana e quando voltarmos tem aquela premiação, depois ela entra de férias.  

- Tudo bem vou falar com ela e cancelar as 3 noites que ainda tocaria na PAX… Bom eu vou subir e ficar um pouco com ela.

- Ela está no meu quarto. Teria como você também ver alguém para consertar a porta dela? – o empresário fez que sim com a cabeça e partiu.

- Eu não preciso ser adivinho para ter certeza que dois nomes não aparecem nessas listas de festa.  

- Aham… Luiggi e Stuart, já mais seriam convidados para uma festa da Clara – passou as mãos no cabelo jogando-os para trás – Sobraram Tayson, Thiago e Bianca.  Thiago deixamos para quando eu voltar de Los Angeles. Tayson e Bianca essa semana quando a Clara for à gravadora. Vou precisar de você e Vargas.

- Tudo bem. O que faremos?

A segurança explicou seu plano que seria colocado em pratica daqui a poucos dias. Ficaram conversando por mais algumas horas, subindo apenas para se despedirem de Tadeu e William. 


Depois que todos foram embora, e o pequeno finalmente dormiu, as duas ficaram conversando na sala.  

- Quer desabafar? – perguntou a morena para uma apática mulher a sua frente.

- Nem sei o que dizer – a loirinha deu de ombros e suspirou – Estou com tanta raiva de mim mesma por ter convidado um maníaco para minha casa…

- Não pense dessa forma, ele certamente é outra pessoa com você.

- Isso é uma merda… não sei se vou conseguir ir na gravadora essa semana e olhar para cara das pessoas… vou desconfiar de vários.

- Sei que é difícil, mas tente não mudar com ninguém… e essa semana vou precisar da sua ajuda.

- Como?  

- Confia em mim? – a loirinha fez que sim com a cabeça e morena prosseguiu – Sexta  você vai para a gravadora apenas com o Vargas, eu irei depois, mas não vou chegar com você. Preciso que dispense sua secretaria, me de a chave de sua sala e não conte a ninguém sobre isso.

- Tudo bem, mas para que?

- Apenas faça – disse calma – por favor, é importante.

- Tá – deu de ombros – Vanessa? – chamou a loirinha depois de alguns minutos em silencio – William me falou que você pediu para ele dar um pausa na minha agenda… acha que está quase encontrando o cara e ele pode se irritar com isso. Acha mesmo que ele possa me atacar… tipo para valer? Matar?

- Sim – a DJ baixou a cabeça e morena se levantou para sentar do lado dela – Ei…olha para mim – se olharam fixamente e a segurança falou com toda certeza que tinha – Ele pode tentar… mas eu não vou deixar, entendeu? Nada de ruim vai acontecer com você ou com o Max. Ok?

- Aham – balançou a cabeça e segurou a mao da outra mulher – Obrigada Van. Eu sei que esse é … o seu trabalho, mas obrigado por me acalmar e conversar comigo… não é sua obrigação.

- É sim… obrigação de amiga – a morena deu um breve sorriso tímido.

- Então eu conquistei sua amizade Vanessa Mesquita? – recebeu um balançar de cabeça informando que sim – Bom saber – sorriu largo e ficaram se encanrando por algum tempo até os olhos cor de mel descerem para a boca carnuda.

- Claraaa – reprendeu – amiga não olha assim para boca da outra.

- … – a loirinha riu – Minha querida amiga Vanessa – disse se aproximando – Amigas com benefícios olham dessa forma sim – deu um risinho antes de colar seus lábios com os lábios carnudos que já estava com saudade de sentir.

O beijo foi se intensificando, ganhando pequenas mordidas nos lábios e chupões de língua. Clara sentiu a morena gemer entre os beijos, e decidiu agir, pesou seu corpo sobre o da segurança fazendo-a deitar no sofá e ficando por cima dela. Seu corpo tremeu de expectativa, teria finalmente a morena para si, mal conseguia pensar. Aquilo era estranho! Estranho? Estranho demais. “O que tá acontecendo?” a loirinha pensou. Cessou o beijo e se apoiou nos cotovelos para falar com a outra mulher.

- Mano… que cansaço me deu do nada… acho que estou com sono – escutou a morena rir.

- Culpada – gargalhou quando viu a cara confusa da DJ – Não fique chateada… coloquei umas gotinhas de remédio no seu suco, você está tensa e não ia conseguir dormir direito hoje.

- Ai Vanessa … sua empata foda – riram.

- Só você mesmo para pensar em sexo depois de um dia desses – riu – Vem vamos subir – tentou se levantar mais a outra há impediu.

- Vamos nada. To muito bem aqui – encostou a cabeça no peito da segurança – Seu castigo vai ser ter que me levar do colo – levantou a cabeça pra falar – Ah e quero dormir na sua cama – voltou a se aconchegar no corpo abaixo do seu e pouco depois dormiu.

A morena sorriu e depois de alguns minutos observando a loirinha dormir, falou para si mesma com uma cara feliz.

- Que belo castigo.  


A semana seguiu tranquila, dois dias depois do ocorrido a porta do quarto da DJ já estava consertada e ela já havia voltado para seu quarto. Na sexta Clara foi à gravadora para uma ultima reunião antes da viagem e a segurança aproveitou para investigar um pouco mais sobre Tayson e Bianca. Com ajuda de Téo conseguiu entrar no computador de ambos e enquanto estivesse em Los Angeles, o garoto prodígio iria tentar descobrir algo neles.

Domingo chegou e com ele a viagem para LA. Passariam uma semana fora e a loirinha não poupou beijos e abraços para se despedir do seu pequeno, enquanto pedia ao mesmo pela milésima vez para se comportar.

- Filho promete pra mamãe que vai obedecer à vovó e o bisa? – falava com o menino em seu colo – Em meu amor?

- Max obedesiii – sorriu e beijou o rosto da mãe.

- Sei – sorriu.

- Mamãe… Van fica com eu e Paula?

- Não querido ela vem comigo – o menino fez uma expressão triste que intrigou a DJ – Max… Porque a pergunta?

- Minion… vo ve cua Van e o bisa… ces vaum demorar mamãe – disse ainda mais triste.    

- Não vamos demorar tanto assim querido… mas posso saber porque não fui convidada para ver Minion? – disse fazendo cosquinhas da barriga gordinha e fofinha.

- Paaaaara Caia paraaa – gargalhava se debatendo no colo da mãe até ela parar – Podi ve cua genti … dexo.

Vanessa apareceu na sala e chamou a atenção dos dois, já era hora de ir. O pequeno quis ir para o chão, caminhou até a segurança para pegar sua mão e puxa-la pra baixo. A segurança se abaixou até a altura do menino, e foi surpreendida por um beijo na bochecha.

- Tchau Van. Quandu volta a genti vê Mininio tá! – e voltou para perto da mãe.

Depois de mais alguns minutos se despedindo as duas partiram. Iam primeiro na casa de William para ele trazer o carro de volta do aeroporto. 

Mal o carro saiu da garagem e a loirinha procurou por explicações.

- Posso saber por que estava fora dessa sessão de cinema com meu filho e meu avo, dona Vanessa? – falou de braços cruzados indignada, mas com um tom jocoso na voz.  

- Pergunta aos dois que me convidaram – riu – Sério eles me convidaram no aniversario do senhor Tadeu. Não tive como dizer não ao moleque… e eu gosto de desenho – deu de ombros.

- Um mulherão desse vendo desenho, que vergonha Vanessa.

- Eu gosto… agora para de me zoar e liga ai pro William, manda ele descer.

O trio seguiu animado para o aeroporto, o tema era desenhos animados. Por fim a morena conseguiu convencer os dois que realmente amava filmes infantis. Quando chegaram ficaram no saguão por alguns minutos esperando a chamada para o voo. O que não demorou muito para acontecer. As duas seguiram para o avião e o empresário fico falando sozinho enquanto elas se afastam dele.

- Só euzinho mesmo… Desistir de uma viagem na faixa pra Los Angeles pra bancar o cupido da Barbie do Paraguai e da Mulher Maravilha da periferia – olhou para o alto – Senhor, acho bom ter um céu dos cupidos gays… ou meu plano dar certo.

Capitulo 39

Sol:O que é isso?(assustada)

Van:Vou lá ver mãe.(também assustada)

Desci na cozinha para pegar algo para Clara beber,vi minha mãe sentada no sofá assistindo televisão e me lembrei que não havia dito nada a ela,e que ela merecia algum tipo de explicação,só que o noticiário já havia se encarregado de fazer isso por mim.

Minha mãe aparentemente pareceu entender,quando ia começar a explicar para minha mãe o que de fato estava acontecendo,Clara deu um grito o que fez eu me assustar,fui ver o que era. Chegando no quarto ela estava de cabeça baixa,chorando,olhei para frente e vi a televisão ligada no mesmo canal que minha mãe acompanhava.

Van:Clara olha pra mim.(desligando a TV)

Clara:Vanessa,eu…nunca…mais consigo a guarda do meu filho de volta.(chorando)

Van:Vai sim,calma,pra tudo tem um jeito.

Clara:Que jeito Van,está em todos os canais,minha vida esta acabada.

Van:Não fala assim…

Eu não queria perguntar aquilo assim,não nesse momento em que ela estava tão frágil,mas eu precisava saber o que de fato aconteceu,porque querendo ou não estava lá na casa dela. Depois que ela se acalmou mais dei incio a conversa.

Van:Clara…

Clara:Hum..

Van:Você….é…tem certeza que nunca tinha visto aquilo lá?(temerosa)

Clara:aquilo não era meu Van,acredita em mim.(a encarando)

Van:Eu acredito,é que estava lá né,alguém colocou.

Clara:Eu nem consigo pensar em que possa ter feito isso.(choramingando)

Van:Bom,amanhã a gente pensa,vamos dormir já está bem tarde!

Clara:Não vou conseguir dormir!

E não consegui mesmo,e eu também não,a ver daquele jeito estava me matando,depois de horas rolando na cama e chorando ela por fim dormiu,eu fiz o mesmo,mas nosso sono não durou por muito tempo.

Van:Mas que droga.

Clara:O que é isso?(assustada)

Van:rsrs só o despertador amor.

Clara:Que horas são?

Van:7:30,hora que eu acordo para ir pra empresa.

Clara:Muito cedo…(coçando os olhos)

Van:Você vai para lá?

Clara:Não quero,mas…preciso ver o que aconteceu!9se refeirindo a ameaça do pai)

Van:Então não vai amor,fica ai e dorme mais um pouco.(fazendo carinho em seu cabelo)

Clara:E deixar aquele povo ter motivos para falar de mim?não,eu vou.

Van:Então vamos tomar banho,vem.(lhe dando um beijo)

Fomos tomar banho,Clara parecia estar melhor que a noite anterior,isso era uma das características dela que mais me chamavam a atenção,o fato dela conseguir se levantar tombo pós tombo. Depois de nos trocarmos descemos para a cozinha para tomar nosso café.

Van:Bom dia mãe!(lhe dando um beijo)

Clara:Bom dia dona Solange.(sem graça)

Sol:Bom dia Clara.(a abraçando)

Clara:Desculpa.(ainda a abraçando)

Sol:Vai ficar tudo bem.(sussurrando)

Van:Er…quer café Clara.(mudando de assunto)
Clara:Não tomo amor,obrigada!

Sol:Tem chá ai,fica a vontade filha.

(Clara narrando)
Acordei decidida a não deixar essa história me abalar,na verdade por fora eu estava bem,mas por dentro um vulcão entrou em erupção mas eu precisava ser forte por Max,só de pensar em não te-lo mais meu coração aperta.

Sol:Thais chegou.(olhando pela janela)

Van:Bom,vamos amor?

Clara:(respirando fundo) vamos…

(lá fora)

Thais:Bom dia…(encarando Clara)

Van:Bom dia Tatha.

Clara:Bom dia Thais.(sem graça)

Fui o caminho inteiro em silêncio eu estava muito apreensiva,na noite anterior meu pai havia ameaçado de tirar a empresa,se fosse antes eu realmente não me preocuparia,pelo contrário até comemoraria,mas as coisas haviam mudado.
Thais:Chegamos!

Van:Vou na minha sala ver se estar tudo certo depois vou lá te ver.(lhe dando um selinho)

Apenas assenti,passei pelos corredores e podia sentir os olhos de todos sobre mim,não perdi a pose claro,entrei na minha sala de supetão.

Clara:Ray?

Ray:Irmãzinha.(vindo em sua direção)

Clara:Que saudades moleque.(apertando o abraço)

Ray era meu irmão mais novo,não havia o visto mais desde que ele havia ido morar no Canadá a mando claro do meu pai,vê-lo novamente me deu uma paz,uma alegria,sempre nos demos muito bem,apesar da pouca idade Ray sempre me entendeu e me apoiou.

Clara:Quanto tempo,que foi caiu de para-quedas foi?(rindo)

Ray:muito né?aff mana você não cresceu nada.

Clara:Você que esticou menino,mas afinal o que você veio fazer aqui?

Ray:Ér…o pai que mandou.(sério)

Clara:Assim do nada?

Ray:Ele me ligou ontem e…pediu pra eu pegar o jatinho e vir pra cá.

Clara:Já tá sabendo o que aconteceu?(abaixando a cabeça)

Ray:Soube por cima…sem muitos detalhes.

Clara:Isso não é um exemplo que eu deveria te dar.(abaixando a cabeça)

Ray:Achei mara ter uma irmã vida loka.(fazendo caretas)

Clara:Hahaha só você pra me fazer rir,mas isso é motivos para chorar!

(batem na porta)

Clara:Entra!

May:Oi viemos ver se tá tudo bem e…

Ray:Mayra!(indo ao seu encontro)

May:pirralho quanto tempo.(o abraçando.)

Ray:Muito…como você tá….com todo respeito.(a olhando)

May:Deixa de ser safado pirralho que troquei suas fraldas.(rindo)

Ray:E quem é a moça linda ali?(olhando Vanessa)

Clara:Essa é a V…

Ray:Olá,meu nome é Ray,sou irmão da Clara,e o prazer é todo meu,você é?(sorrindo)

Clara:Vanessa Mesquista,MINHA namorada!(dando um tapa em sua cabeça)

Van:Hahahaha oi Ray!

Ray:Aff Clara você não perde tempo!(revirando os olhos)

Ficamos um tempo ali conversando,até que meu pai chega e entra na sala encarando todos nós,estranhei,afinal ele nunca ia lá.
Fernando:Bom dia!(sério)

Todos:Bom dia!

Fernando:podia ter avisado que chegou.(encarnado Ray)

Ray:Pai,eu ia avisar mas…

Fernando:Mas não avisou!

Ray:Desculpas.(abaixando a cabeça)

Fernando:Que bom que você já está aqui também,assim começamos nossa reunião logo.(encarando Clara)

Clara:Que reunião?

Fernando:Será que você e a outra ai podia nos dar licença Mayra?

May:c-c-claro,com licença.

Van:Licença.(fechando a cara e saindo)

Clara:Precisa ser grosso assim?

Algo me dizia que a presença do meu pai ali não traria boa novas,e já começou mal,meu sangue ferveu quando ele tratou Vanessa com indiferença,pois ele não tinha esse direito,mas me segurei.

Fernando:Serei breve.

(Lá fora)

May:O que será que ele quer aqui hein.

Van:Pela cara dele,lá vem bomba.(apreensiva)

Thais:Oi gente!

May:Oi Thata.(sorrindo)

Thais:E ai o que tá pegando?

Van:O pai da Clara tá ai.(revirando os olhos)

Thais:o que ele quer?

May:Ai que tá…não sabemos.(respirando fundo)

Thais:May quero agradecer pelo jantar de ontem,no meio dessa confusão toda acabei esquecendo.

May: eu também adorei a companhia…e a comida..er…isso.(sorrindo nervosa)

Van:Deveriam repetir.(segurando o riso)

(Lá dentro)

Ray:Eu não quero pai.(se levantando)

Clara:Você não pode fazer isso.(irritada)

Fernando:Você Ricardo já está na hora de assumir algo da família e você dona Clara vai aprender a se virar sozinha,até eu decidir o contrário os seus bens estão bloqueados.

Ray:Pai,a Clara sempre soube como dirigir isso aqui e…

Fernando:E mais nada,a partir de agora,você é o presidente da Viva la vida e não se discute mais isso.

Clara:Pai a viva la vida é minha.

Fernanda:Até você aprender a ter responsabilidade,não é mais.(irritado)

Ray:Mas…

Fernando:Sem mais Ricardo.

Fernando:E você,vamos ver como você se vira sem o luxo que eu te dei a vida toda.(saindo da sala)

Meu propio pai havia me expulsado de casa,eu não tinha nada,de um dia pra outro eu era uma qualquer,o meu castelo foi destruído,e a pessoa que mais tinha que acreditar em mim me virou as costas.

Van:Essa é a última mala.(fechando o porta malas)

May:Amiga se você quiser o meu apartamento é grande você pode ficar lá.

Clara:Obrigado May,mas o Ray me deixou ficar uns tempos na casa dele.(sorrindo fraco)

May:Amiga,qualquer coisa que você precisar,você sabe que pode contar comigo.(a abraçando)

Van:Bom amor,vamos eu vou te deixar na casa do seu irmão e de lá vamos ver aquela advogada que te falei.

Clara:Van,você devia voltar para a empresa.

Van:E te deixar sozinha?jamais…

Clara:Mas é seu trabalho Van,e eu não estou mais lá,não quero que você perca o emprego por minha causa.

May:Além do mais Van se você quiser eu posso ir com a Clara.

Van:Tá bom então,olha aqui tá o endereço de onde a advogada vai estar.

Depois de me explicar melhor as características e do lugar onde a tal advogava estaria,Van retornou a empresa,pode parecer egoismo da minha parte,mas fiquei insegura sem ela ao meu lado.
(na empresa)

Thais:Já voltou?

Van:Sim,meu trabalho me chama né?

Thais:Nossa Van,é estranho ter outro chefe,que não seja a Clara.

Van:Pois é,mas ele é legal Tatha,claro que minha loirinha é melhor.(rindo)

Ray:E ai cunhada,minha irmã foi para lá?

Van:Foi sim Ray a May foi levar ela.

Ray:Humm,não vai apresentar Van?

Van:Ah..er…essa aqui é a Thais,Thais esse é o Ricardo.

Ray:Ray,muito prazer.(sorrindo)

Thais:Oi prazer!

Van:Vai fazer apresentação não?

Ray:Pra falar a verdade eu não estava querendo,cara isso aqui não tá certo,eu não posso tomar conta disso,isso é da Clara!(inconformado)

Thais:Não é isso o que o seu pai acha pelo jeito.

Ray:Mas eu sou diferente do meu pai.(a encarando)

(May e Clara)

May:É aqui.?

Clara:Pelo que tá no endereço é.(olhando em volta)

Entramos no local,era um restaurante calmo,estava vazio até porque era uma terça feira de tarde,lugares assim costumam não ter muito movimento a essa hora.

May:Acho que é aquela ali.

Clara:É parece ser a mulher que a Van descreveu.

May:Além do mais…ela te cara de advogada.(rindo)

Clara:Vamos até lá.

May:Olá!(sorrindo)

XXXX-Oi…Clara Aguilar acertei?

Clara:Sim,sou eu,você é a…Angela?

XXXX-rsrsrs Angelis,prazer!(lhe estendendo a mão)

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Capítulo 34 - Intenso

Vanessa passou a manha toda na rua indo em alguns lugares que Téo tinha descoberto que Thiago Leroy frequentava, tinha decidido começar por ele pois dos principais suspeitos era o único que tinha porte de arma, legalizada. No almoço esperou ele sair da gravadora e o seguiu de moto até um restaurante, o viu almoçar com outro suspeito, Dj Stuart.  Qualquer fato era visto em tempo real pelo o outro segurança através da câmera que ele havia embutido no capacete da morena.


Já era noite quando voltou para casa, estranho a loirinha não estar. Logo descobriu através de Paula que ela havia saído para jantar com Lancelotti que era amado pela babá assim como Conca. A segurança ligou para Vargas confirmando se tudo estava bem, depois discutiu algumas coisas com Teo, o liberando logo em seguida, e se permitiu brincar com Max que tentava chamar sua atenção desde a hora que havia chegado.

A horas se passaram, Paula e o pequeno foram dormir, e um desconforto tomou conta da segurança que decidiu malhar. Fez alguns exercícios e começou a correr na esteira, alguns minutos depois vendo que se passava das onze não aguento e mandou uma mensagem para a DJ. “Se for pro flat, deixa o Vargas entrar antes” “Por Favor” “Ok?”. Não obteve mensagem em resposta, ficou ligeiramente irritada e transferia isso para a velocidade da esteira.


Clara chegou e ficou parada na porta da academia observando a morena que estava vestida apenas de top e um short apertado, marcado completamente aquela bunda avantajada, correndo com toda vontade em seu próprio mundo com o fone de ouvido, engoliu seco vendo o suor escorrer e a morena respirar pesadamente, não demorou muito para ela parar e perceber a presença da loirinha.

- Oi

- Oi… achei que fosse pro flat – falou ainda recuperando o ar.

- Não tinha motivos para querer ir – “já para voltar pra casa…” – Estava chegando quando vi sua mensagem, por isso não respondi.

- Hum

- Como foi seu dia? Téo me disse que foi investigar algumas coisas.

- Produtivo, mas nada demais, a maior parte é usando os computadores mesmo – pegou alguns pesos, sentou-se e passou a fazer exercício para os ombros levantando os altereis.

- Imaginei… Não sabia que andava armada, isso não é um pouco demais não?

- Ainda não foi necessário utilizar estando com você – falava mesmo fazendo esforço – Só levei hoje porque bom… nunca se sabe… – descansou – Mas não se preocupe tenho licença é tudo legal e não vou usar a qualquer custo, seu nome não vai ficar envolvido em nenhum escândalo.

- Não estou preocupada com isso – respiro pesadamente e indicando chateação – Estou preocupada com você, acho mais perigo ter uma, que não ter.

- Hum… de qualquer forma só usarei quando necessário.

- Tá. Vai demorar muito ai?

- Só mais uma – abriu os braços com os pesos por mais algumas vezes.

- “De repente me deu vontade de voltar para academia” É que… eu trouxe um negócio pra você – Vanessa terminou o exercício e levantou um sobrancelha – Não é nada de gordice não mano – Clara revirou os olhos fazendo a morena rir.

- Então é o que?

- Não vou falar também, não tá merecendo – cruzou os braços fazendo drama.

- Ah é – levantou secando o suor com uma toalhinha e fazendo o queixo da loirinha cair um pouquinho – Você é quem sabe, eu trouxe torta e também não vou de dar.

A segurança sai em direção a cozinha sendo seguida rapidamente pela outra mulher.

- Ah não, isso é golpe baixo… Eu falo, eu falo mano, trouxe salada de frutas.

Vanessa abriu a geladeira tirando uma bandejinha de isopor com generoso pedaço de torta de chocolate com morango.

- Fui ver o Jack hoje na casa da minha amiga e ela tinha ganhado uma festa surpresa do pessoal do cursinho de inglês – cortou um pedaço e colocou no prato – ela é amiga do Téo também ai me fez trazer para nos dois, só que tem torta pra umas 4 pessoas aqui – colocou a colher na boca  –  Hum… tá bom.

A DJ nada disse abriu a geladeira e pegou o pote com sala de fruta, colocou uma colherada na boca e deu um sorriso forçado pra morena, que gargalhou.

- Toma, eu to te tirando – estendeu o prato com torta – já comi hoje a tarde e não posso comer de novo.

- Não quero!

- Não seja orgulhosa. Toma e me passa esse pote para cá.

Trocaram os doces e votaram a comer. Vanessa se assustou com a vontade que a outra mulher comia.

- Nossa não comeu sobremesa nesse restaurante não?

- Mano não comi foi nada, Jorge me levou em um restaurante árabe – fez uma careta – to com fome na verdade.

- Também não curto. Como ele tá em relação ao vazamento das músicas?

- Tá bem calmo e prestativo. Prestativo demais até, começando a me irritar.

- Como assim?

- Ah tipo, tá querendo aproveitar pra se aproximar e bancar o protetor macho alfa, fazendo o mesmo que o Daniel, mas hoje já dei um pequeno fora nele, minha vida tá uma confusão, não vai rolar de ficar com ninguém agora e em relação a minha proteção quase que eu falei para ele que minha segurança é foda e da conta do recado.

A morena que lavava os talheres gargalhou e a loirinha continuou.

- Minha segurança é bem eficiente – a dj permaneceu sentada olhando com desejo para o corpo da outra mulher que terminava de secar as louças e olhou para ela – eficiente em tudo que ela faz.

- Clara Clara… para de me olhar desse jeito.

- Impossível controlar meu desejo Vanessa.

- Achei que já tivéssemos resolvido esse seu problema.

- Acho que ainda não foi resolvido – se aproximou da morena colando seus corpos, encostando as mãos no abdômen descoberto e olhando em seus olhos – Você pode me ajudar? – a morena fez que sim com a cabeça – Ótimo!

A Dj encostou  os lábios e logo pediu passagem com a língua, empurrou levemente Vanessa de encontrou a bancada da pia. Ainda estava de salto o que a deixava um pouco mais alta que a segurança, gostou da sensação de estar com a cabeça inclinada para baixo puxando com vontade a nuca ainda suada para cima. Passou a movimentar as mãos pelo bastante descoberto corpo apenas trajado de roupas coladas, quando começava a enfiar uma mão curiosa por dentro do top de lycra o beijo foi interrompido.

- Aqui não – disse a morena com a voz rouca de desejo.

- Tá, tá então vamos subir.

Subiram entre beijo tentando não fazer barulho no correr para que Paula nem Max acordassem. Chegando no quarto da DJ os beijos novamente foram cessados pela segurança que achava que precisava primeiro de uma banho.

- Banho pra que Van, a gente vai suar mesmo – falava entre beijo e lambidas no lóbulo da orelha.

- Passei o dia todo na rua, eu tô cheirando a suor Clara…

- Misturado com seu perfume… Eu gosto.

Levo–a até a cama, rapidamente tirou seu próprio vestido e salto se pondo por cima da morena, quando estava preste a retirar o top as posições foram invertidas.

- Não faz isso comigo de novo Van, deixar eu te tocar.

- Você deveria aproveitar ao invés de reclamar – colocou a boca no pescoço alvo e as mãos em uma dos seios. Clara arfou.

Vanessa se levantou tirou suas roupas, mas não voltou para cama, caminhou nua lentamente para o banheiro sobre o olhar perdido da outra mulher.

- Eu disse que queria um banho… Vem – chamou com a voz rouca e prontamente foi atendida.

Entraram no chuveiro de água quente e parede frias, a dj gemeu quando foi empurrada e as costas entraram em contato com aquela parte gelada, uma mistura magnífica de temperaturas mas não demoraria muito para tudo ali estar em chamas. A morena colocou a boca em contado com o mamilo da outra a fazendo arfar, deu atenção aquele local por algum tempo enquanto começava a tocar com calma o clitóris fazendo a loirinha entrar em desespero, colocando um perna em volta da cintura de forma que ficasse mais aberta, quase implorando por um contado maior.

- Para de graça Vanessa, me come logo – recebeu um beijo intenso, mas o contando continuava o mesmo.

- Vira!

- Ham?

- Vira! Quero te comer assim.

“Ai caralho! Que delicia falando desse jeito.”

Assim o fez, virou–se e logo recebeu o que pediu. Sentiu dois dedos entrando com força, enquanto a outra mão estimulava seu clitóris e suas costas recebiam mordidas.

- Assim Van – gemia jogando a cabeça para trás – mais, mais.

Não demorou muito para a morena sentir o corpo alvo começar a ficar mole e as pernas tremerem, deve que tirar umas das mãos do feixe de nervos para poder segurar a loirinha que dava sinais de gozo. Mais os sinais foram longos, Clara parecia travar uma batalha se segurando para aproveitar mais um pouco.

- Deixa vir, goza pra mim, vai … – falou em seu ouvido e enfiou mais um dedo.

Clara sentiu um forte formigamento em seu ventre, não tinha mais como segurar, logo suas pernas fraquejaram e seu sexo se derreteu em uma quantidade abundante de líquido. Vanessa sentiu seus dedos serem apertados pelas paredes internas, mesmo assim continuou se movimentando lá dentro, com cuidado para não causar desconforto, o que fez o orgasmo da outra durar ainda mais. Deve que segurar com força o corpo a sua frente para ele não ir ao chão.

- Respira – dizia vendo a loirinha procurar por ar com a testa encostada na parede.

Depois de alguns tempo, tirou os dedos de dentro devagar e deu uma pequena batidinha no clitóris, agora extremamente sensível. A DJ deu um pequeno pulinho em reflexo e a segurança riu.

- Para sua puta – riu também – Eu tô sensível – finalmente sentiu suas pernas obedecerem e virou abraçando a morena e enterrando o rosto seu pescoço – Gosto quando fala putaria para mim – riu – Isso foi intenso Van, se eu soubesse não tinha protestado tanto pra tomar banho.

- Isso foi a última coisa que a gente fez – riu – vai pra cama vai e me deixar terminar aqui.

- Quer ajuda? – disse passando a mal pela bunda da outra que se desfez do abraço.

- Não. Vai lá – deu um último beijo e convenceu a loirinha a sair.

Depois de alguns minutos Clara já estava coberta em sua cama e Vanessa saía do banheiro de toalha.

- Por que não me deixa te tocar? É tão ativa assim? – indagou

- Disse que seria do meu jeito, deveria aproveitar e não procurar por explicações – se aproximou da cama.

- Tudo bem, definitivamente não posso reclamar, estou bem satisfeita – piscou para morena que riu.

- Boa noite – dei um beijo na testa da loirinha que segurou em sua nuca e a beijou com vontade.

- Boa noite.

Por causada do beijo Vanessa saiu do quarto com corpo da mesma forma que tinha entrado nele, quente. “Acho que vou precisar de outro banho, gelado dessa vez”

Capitulo 153

Van saiu de cima dela, foi até o vinho o abriu, pegou as duas taças e voltou pro tapete, serviu uma taça, se sentou no quadril de Clara, e derramou um pouco de vinho por entre os seios dela, ela sorriu puxando o ar pelo choque do vinho gelado em sua pele quente. Van levou os lábios ali, sugando o vinho, depois derramou um pouco na barriga dela, novamente sugou, depois derramou Mays um pouco abaixo do umbigo e sugou.

Van: Que delicia esse vinho!! (sorrindo maliciosa).

Clara: É?? Deixa eu provar??

Van: Quer provar como??

Clara: Na sua boca!!

Van não resistiu a carinha safada de Clara, se moveu, aproximou seus lábios dos dela a beijando, fazendo ela sentir o gosto do vinho.

Clara: Hum, realmente uma delicia!!

Van molhou o dedo no vinho e passou em volta do bico do seio de Clara, logo depois chupou, fazendo Clara acelerar a respiração, Van molhou novamente o dedo, dessa vez passando no outro seio, sugou novamente, deixando Clara Mays excitada do que já estava. Depois Van foi pingando gotinhas pequenas por entre os seios de Clara, fazendo um caminho até abaixo do umbigo dela, deixou a taça no chão do lado do tapete e começou a sugar as gotinhas de vinho, indo a caminho abaixo do umbigo dela. Clara mal respirava, pois não podia se mexer, se não iria derramar as pequenas gotinhas. Isso foi uma tortura, porque Van beijava com vontade seu corpo, sugava e chupava a excitando muito e tinha que se manter quieta, apenas gemia baixinho. Van finalmente chegou a ultima gota, depois subiu aos lábios ao umbigo dela, brincando com a língua ali, fez movimento circular, depois pressionou a língua ali, Clara gemeu novamente baixinho, acariciando os cabelos dela. Van se deitou por cima dela, a beijando nos lábios, e no pescoço, roçando seus corpos, ela levou à mão a calcinha de Clara a abaixando enquanto se roçava nela, Clara levou suas mãos a ajudando, bastante molhada, louca pra sentir o corpo de Van no seu sem nada de obstáculo, imaginou suas intimidades de roçando, ela gemeu e apressou pra tirar a calcinha. Nessa movimentação conseguiram abaixa-la e com os pés acabou de tira-la. Ela afastou as pernas, levou as mãos ao bumbum de Van e a pressionou contra ela, movendo seu quadril querendo senti-la.

Clara: Hãm…mexe amor…

Van quase gozou, ao ouvi-la falar daquela forma, com a voz rouca, baixa e falha de pura excitação, em seu ouvido, e se movendo daquela forma. Ela não se conteve e gemeu baixo, começando a rebolar entre as pernas de Clara, depois mudou os movimentos roçando em Clara com vontade, ambas muito molhadas, com as intimidades pulsando, necessitando de se sentirem Mays e Mays. Van tinha intenções de tortura-la um pouco, mas ouvindo ela gemer em seu ouvido com aquela voz pedindo Mays, perdeu os sentidos, e a única coisa que sentia era seu corpo latejando, necessitando desse prazer com Clara. Ela apoiou os braços no chão enquanto beijava Clara, enquanto a mesma passava as mãos nas costas dela apertando, arranhando de leve, bastante ofegante, indo ao delírio com o jeito que Van se movia nela, e roçava suas intimidades.  Suas peles quentes coladas, deslizando uma na outra, a ofegação de ambas, seus seios se roçando, seus gemidos, e suas intimidades cada vez Mays pulsantes.

Clara: Não para amor…hãm…

Ela tentou tomar forças para falar, mas saiu um sussurro baixo.

Van: Hãm…goza comigo amor… (ofegante).

Van se moveu Mays, pressionando suas intimidades e roçando elas com muita vontade, mas devagar, numa tortura enlouquecedora para as duas. Ao sentir que Clara tinha começado a gozar e ela também, aumentou ritmo explodindo em gozo as duas, gemendo auto. Depois de gozarem, Van desabou seu corpo no dela, e ficaram as duas ali se recuperando, ofegantes, sentindo as batidas do coração uma da outra, que ia se acalmando aos poucos. Uns segundos depois Van se deitou do lado de Clara, a puxando, a fazendo deitar em seu peito.

Van: Te amo deMays!!

Deu um beijo na testa dela, depois a deu um selinho.

Clara: Também te amo deMays!! To sem forças pra falar amor. (rindo).

Van riu.

Van: Fica quietinha então aqui desse jeito em meus braços, até se recuperar.

Van sorriu a abraçando Mays.

Clara: Tão bom fazer amor com você, tão bom ficar assim.

Clara fechou os olhos, sentindo o calor do corpo de Van.

Van: Parece até um sonho,

Clara sorriu abrindo os olhos a olhando.

Clara: Finalmente a felicidade veio pra ficar do nosso lado.

Van: E dessa vez ela não vi Mays embora.

Elas deram um selinho, iniciando um beijo. Ficaram namorando por um bom tempo, se embrulharam com um cobertor que Clara havia levado, com o ar condicionado ficava friozinho ali. E acabaram adormecendo enquanto conversavam relembrando seus momentos juntas.

No outro dia de manhã, Thais acordou cedo e saiu sem avisar nada a May, quando ela acordou ela já havia saído. May chegou à cozinha e Lu já estava lá com Ana tomando café da manhã.

May: Bom dia gente!!

Lu: Bom dia!!

Ana: Bom dia!!

May: Cadê a Thais??

May se sentou junto a elas, se servindo com o suco de laranja.

Lu: Não sei, não ta no quarto ainda?? Dormindo??

May: Não!! Achei que ela já tava aqui.

Lu: Será que ela saiu??

Ana: Xiii May, ela deve ta bem brava ainda.

May: Pra sair sem avisar nada, isso me parece um troco.

Lu: Porque não liga pra ela??

May: Acho que ela não vai querer saber de me atender. Mas não custa tentar né.

May se levantou, foi até a sala pegando o telefone, ligou pro celular dela, mas estava desligado.

May: Desligado. Ai minha loirinha, não faz assim!!

Ela voltou pra cozinha, acabou de tomar seu café.

Certo tempo depois:

May ainda não tinha conseguido falar com Thais, ela, Edu e Rick finalmente chegaram ao endereço onde os pais de Thais moravam. Eles desceram do carro, ficando em frente à casa, May olhava e admirava como era bonita, pelo menos por fora era linda e luxuosa.

Edu: É aqui May, a casa dos sogros.

May respirou fundo tomando coragem.

May: Qual o nome deles mesmo??

Edu: Alfredo e Carmen.

May: Bom, lá vou eu!!

May levou o dedo à campainha, antes de tocar parou o dedo e o abaixou.

May: Não vou nada!! To muito nervosa.

Edu: Não, vai!! Chama ai senhora coragem!!

Debochando dela, enquanto Rick ria.

May: Cala a boca seu chato, se não faço você entrar comigo.

Edu: Nada disso, isso é uma conversa entre vocês. Mas não se preocupe, nós vamos ficar aqui fora, assim terá testemunhas do assassinato e vamos poder depor contra eles, e colocar na cadeia quem assassinou nossa amiga.

Ele e Rick riram bastante enquanto ela dava umas bolsadas nele.

May: Seu besta, ninguém vai me matar nada!! Assim espero. (ela riu).

Edu: Admite, você ta com medo.

May: Medo?? Eu to é me borrando. (rindo).

May ria de nervosismo.

May: Ta ok!! Agora chega, não posso Mays adiar, vou fazer isso pela minha Thais, eu ainda vou levar os pais dela pra ela.

Edu fazia gracinhas o tempo todo, apesar que estava preocupado porque conhecia os pais de Thais, e sabia que o encontro poderia ser muito desagradável, mas ele admirava essa coragem da May, de querer fazer isso por Thais.

Edu: Vai lá May, apesar de temer, eu admiro sua coragem, boa sorte amiga.

Ela sorriu e ele a abraçou.

Edu: Foi um prazer te conhecer e te ter como amiga!!

May se separou dele enquanto ele ria e deu Mays umas bolsadas nele.

May: Palhaço!!

Rick: Boa sorte May, que tudo dê certo.

May: Obrigado Rick!! (sorriu).

Edu a puxou dando um beijo na testa dela.

Edu: Falando serio May vai lá, e que Deus te abençoe e proteja. (rindo).

May: Edu isso é serio. (rindo).

Edu: To torcendo por você!! (num tom serio) Agora acho melhor você bater na campainha logo porque se não daqui a pouco os vizinhos vão achar que estamos querendo roubar a casa. (rindo).

Ele e Rick entraram no carro fechando os vidros fume, observando. May respirou fundo e finalmente tocou campainha. Um tempinho depois perguntaram pelo interfone quem era. Ela ficou sem saber o que falar, gaguejou até conseguir dizer algo.

May: Er…sou uma amiga da Thais.

Ela temeu a resposta e pensou que não podia ter sido tão direta. Incrivelmente a voz disse pra ela aguardar um pouco. Mays um pouco e abriram o portão, lhe causando um frio na barriga, ela se deparou com uma senhora loira, só poderia ser a mãe de Thais, era idêntica a ela.

May: Bo-bom dia!!

Carmen: Bom dia!!

A mulher sorriu e ficou encarando May, o que a deixou um tanto sem graça.

Carmen: Você disse que é amiga da Thais??

May: Sim, er…sou!!

Carmen continuava a olha-la da mesma forma, e May não sabia como agir.

Carmen: Por favor, entre.

May sorriu agradecendo, apesar do jeito estranho dela ficar a encarando, pelo menos a recepção foi boa, até agora. Elas andaram pelo longo jardim, May olhava tudo encantada, era uma casa linda, Mays alguns passos e entraram dentro da casa, também tão linda por dentro quanto por fora.

Carmen: Sente-se, aceita alguma coisa?? Beber algo?? Ou outra coisa??

May percebia a mulher muito simpática, e isso a assustou, era bom, porque imaginou que fosse bem difícil, ou eu talvez ela nem a deixasse entrar, mas pelo contrario.

May: Não, obrigado!! Estou bem. (sorriu).

May segurava a bolsa e apertava sua alça, era o nervosismo em pessoa. Ficou pensando se o pai de Thais estava lá, irmãos ela sabia que Thais não tinha, era filha única.

May se sentou, e Carmen sentou de frente pra ela. Estranhou até agora a mulher não ter se apresentado, já foi a chamando para entrar, e nem teve tempo para apresentações. Em seguida o pai de Thais apareceu, ela o olhou, era um homem jovem e bonito. May reparou que Thais tinha os olhos dele, mas apenas isso, porque no resto ela se parecia muito com sua mãe. Assim que a viu ele a encarou também. May engoliu seco, ele sorriu.

Alfredo: Bom dia!! Vejo que temos visita.

Carmen: Sim.

May se levantou.

May: Bom, na verdade eu esqueci de me presentar. (sorrindo). Eu me chamo Mayra senhora Carmen.

Carmen: Bom, ao eu vejo já sabe meu nome, naturalmente, se é amiga da minha filha!! (sorriu) Prazer em ter você aqui.

Carmen se aproximou, e elas se cumprimentaram com beijinhos no rosto, logo Alfredo fez o mesmo, se apresentando. Ele e Carmen se sentaram no sofá em frente a ela, e May se sentou novamente, não entendendo nada da tamanha recepção que teve, ficou pensando, que ou eles acham que ela não sabe de nada da historia da Thais, ou que estão fingindo, ou que são realmente loucos.

Carmen: É um prazer tê-la em nossa casa Mayra!!

May: Obrigado!!

Alfredo: Mas nos diga, o que te trouxe aqui??

May percebeu que os pais dela eram bem forMays, e viu varias fotos de Thais pela casa.

May: Er…eu…bem…

Ela engoliu seco, e tomou coragem pra falar, tinha que ser firme, e fazer o que ela tinha ido fazer lá.

May: Bem, eu vim falar sobre a Thais com vocês. Talvez vocês possam não gostar, nem aceitar isso, mas eu precisava vir aqui e fazer isso.

Os pais de Thais a olhavam atentamente.

May: Eu sei tudo sobre a Thais e a saída dela de casa.

May os olhou, reparando pra ver como eles iriam agir, qualquer coisa já saia correndo. Carmen e Alfredo abaixaram o olhar, um olhar bem triste.

May: E não sei como começar isso, como dar inicio a essa conversa, mas então vamos lá. Desde que ela foi embora vocês nunca Mays se falaram pessoalmente, só por telefone, bem, vocês não sentem falta dela?? Quer dizer, ela é a filha de vocês.

May nem acreditava que estava sendo tão direta assim.

Carmen: Quer saber se sentimos a falta dela??

May: Sim!!

Carmen: Todos os dias.

Alfredo: Nossa vida ficou completamente vazia sem ela.

May se surpreendeu com a resposta, e só continuava a pensar se estavam fingindo, se realmente estavam sendo sinceros ou se eram loucos mesmo.

May: Er, mas…

Carmen: Eu sei que você ta estranhando agente falar isso, mas é a verdade.

Alfredo: Nós praticamente expulsamos nossa filha de casa, a briga foi feia, a ponto dela ir e não voltar Mays, estávamos firmes em nossa opinião, não conseguíamos aceitar que  nossa única filha fosse lésbica, todos os pais sonham ver a filha se casando, vestida de noiva, o pai sonha em leva-la até o altar, ver sua filha fazer uma família, dar netos, e todas essas coisas e Thais era nossa única filha, foi um choque muito grande.

May: Ela guarda uma magoa enorme de vocês, uma dor enorme. Era a filha de vocês, e a deixaram ir, por um preconceito, que custou a felicidade dela e de vocês.

Carmen: Nós achamos que aquilo era coisa de momento, que iria passar, uma modinha, não achamos que ela ia sair de casa e não voltar Mays, não achávamos que ela tinha essa coragem, pensávamos que dois dias depois ela voltaria batendo em nossa porta e a aceitaríamos de volta, mas sem esse negocio de ser lésbica.

May: Isso não é algo que se escolhe, as pessoas simplesmente nascem assim.

Alfredo: A gente sabe disso, hoje nós sabemos. A Ausência da Thais, nos fez entender muita coisa, nos fez arrepender, perder um filho é bem pior do que ele ser gay, lésbica, ou que for. A dor de não tê-la Mays conosco, nos deu uma grande lição.

May: Então vocês a aceitam assim??

Carmen: Hoje sim!!

May: Mas porque nunca disseram essas coisas a ela?? Porque sempre ligam e são tão frios??

Carmen: Por que a nossa filha não nos quer por perto. Ela nos odeia pelo que fizemos, ela conseguiu fazer sua vida sem nós, ela está bem.

May: Mas como podem dizer que ela não os quer por perto??

Alfredo: Porque sempre ligamos e ela é fria.

May: Me desculpem, mas vocês que são frios, só ligam uma vez por mês, e mal falam com ela, a ligação não dura Mays que dois minutos.

Carmen: Nós temos medo Mayra.

May: Medo de que?? Olha o tempo que estão perdendo longe dela, afastados.

Alfredo: Mas temos medo de sofrer uma rejeição, dela não nos querer de volta como pais, ela ta feliz longe da gente. Trabalha na Casanova, a melhor boate GLS da cidade, tem um ótimo salário, um bom apartamento, confortável. Está lindíssima, nossa menina cresceu tanto, tão responsável. Tem um carro do ano.

May se lembra que pelo que a Thais contou, eles nunca quiseram saber onde ela trabalhava, não sabia onde ela morava, e nem o que fazia. Como eles poderiam saber tanto??

Carmen: Nas folgas dela, as segundas, terças e quartas, aproveitamos para vê-la, mesmo de longe, nos outros dias são Mays agitados pra ela. Ela está super bem, não parece precisar de nós.

May: Vocês sabem onde ela mora?? Trabalha??

Alfredo: Sim!!

May: Mas como??

Carmen: A gente a acompanha e cuida dela, de longe. Sabemos de toda a rotina dela.

May então se da conta de uma coisa.

May: Se vocês sabem de tanta coisa assim, então, vocês…sabem quem sou eu??

Os dois apenas sorriram e balançaram a cabeça em sinal de positivo. May ficou calada, bastante surpresa, esperava tudo menos isso.

May: Caramba!!

Carmen: Você é um anjo que cuida da nossa filha com tanto amor e cuidado.

Alfredo: Sabe Mayra, não foi fácil pra nós aceitarmos o fato da nossa filha ser lésbica. Mas com a ausência dela, e seu desprezo por nós, nos fizeram repensar em muitas coisas, sofremos muito com a falta dela, e vimos que a única coisa a ser feita seria aceitar isso.

May: E como vocês sabem que ela não os quer por perto??

Carmen: É o que ela sempre diz a todos, não é??

May: Porque ela acha que vocês não a querem. A Thais ficou muito revoltada com o que vocês fizeram com ela, então ela criou um muro em volta dela, pra poder se defender de vocês. Ela nem imagina que vocês pensam assim hoje, por isso ela é sempre fria pelo telefone. Olha o tempo que vocês perderam, vocês achando eu ela não os queria Mays como pais, que não iria querer perdoa-los, e ela achando eu vocês nunca aceitariam ela.

Alfredo: Você acha eu temos chance??

May: Mas claro!! (sorrindo). Bom, agora to aqui lembrando, por isso vocês me olharam daquele jeito quando me viram, porque já me conheciam, por isso também não nos apresentamos de cara.

Carmen: Isso mesmo. (sorrindo) Você ama muito nossa filha né??

May: Não imaginam o quanto.

Carmen: Queríamos agradecer por estar com ela, por cuidar dela.

Alfredo: Por estar fazendo isso por ela, e por nós.

Mayra: Eu faria qualquer coisa por ela.

Eles continuaram conversando, e os pais dela a convidaram pra ela almoçar lá, queriam saber Mays de Thais, mas May não ficou, tinha muitas coisas pra resolver ainda, e queria almoçar em casa com Thais, queria conversar com ela. Ela ficou Mays um tempo ali, acertou algumas cosias com eles e depois foi embora, eles haviam trocado telefones e disse que ligava pra eles.

Eles a acompanharam até o portão, depois ela entrou no carro e saiu. Edu estava do seu lado, e Rick no banco de trás.

Capítulo 18 - Calma, eu estou com você

Clara não calou a boca durante todo o trajeto até o supermercado mas eu não quis interromper seu falatório pois pelo menos ela estava feliz, ou a tristeza tinha dado um descanso.

“Vamos Clara, já que a senhorita resolveu me colocar na cozinha, precisarei comprar algo para fazer.” Clara saiu do carro e antes que eu pudesse dar algum passo, segurou firme na minha mão, apenas nos olhamos e sorrimos. Eu sei que isso podia nos trazer consequências pois nem nós mesmas sabíamos qual era o nível de nosso relacionamento mas sabíamos o quanto nos amávamos e isso bastava, sem contar que no mercado não haveriam jornalistas, no máximo fãs que nos acompanharam no programa, eu sentia que esse gesto era importante para ela.

“Você não existe.” Ela falou antes de depositar um carinhoso beijo em minha bochecha, apenas fechei os olhos e sorri.

Clara e eu sempre fomos muito loucas e, por mais que tentássemos parecer normais para não chamar atenção, isso não dava certo.

“OOOOOHHHHH CLARAAAAAA.” Eu gritei no supermercado querendo perguntar uma coisa para ela, todos olharam e só aí percebi o que tinha feito. Ela veio correndo e assim que chegou perto o suficiente pulou nas minhas costas.

“Vamo mulher, vai cavalinho.” Andamos um corredor inteiro dessa forma.

“Clara o que você quer que eu cozinhe, olha nada difícil.” Ela mandava muito bem na cozinha mas eu não levava o menor jeito.

“Relaxa amor, qualquer coisa eu te ajudo. Olha pode ser esse macarrão com sardinha.”

“Macarrão com sardinha? Você trocou um japa por isso? E minha dieta?”

“Ah Van, um dia só, por mim…E troquei sim o japa porque a minha mulher vai cozinhar, quero macarrão porque é rapidinho para fazer, aí teremos mais tempo.”

“Você não quer mesmo pedir um japa, uma pizza…Olha eu topo sair da minha dieta, comerei pizza com você.” Eu tentava escapar de todas as formas, Clara deu um simples olhar e eu cedi.

Entramos no carro e dessa vez ela não abriu a boca, resolvi quebrar o silêncio.

“Clara, você está bem?” Enquanto ela estava tagarelando, eu sabia o que se passava na sua cabeça, mas agora, eu nem mesmo sabia se a tristeza tinha voltado, eu não queria ver aquele rosto sem o mais lindo sorriso.

“Eu estou sim Van, estava só pensando…O que eu fiz para merecer você? Eu sou apenas uma puta louca, não sei o que uma pessoa tão maravilhosa ia querer comigo, eu não estou acostumada.” Senti uma insegurança em seus olhos, eu sempre soube que ela se entregava às pessoas apenas por achar que não teria mais opções, ela dizia que não ligava para a opinião dos outros mas ela mesma recriminava-se por muitas coisas, ela não conhecia seu real valor.

“Você é sim uma puta louca, mas você tem nome…E o mais importante, você é a puta louca chamada Clara que me mostrou que os seres humanos podem ser maravilhosos, a puta que eu amo.”

Palavras não foram necessárias, com apenas um olhar entendemos o que queríamos e simultaneamente colamos nossos lábios, mais um dos doces e calorosos beijos, cheios de sentimento, cheios de carinho.

“Mãe, Drica, olha que veio jantar aqui.” Anunciei assim que chegamos em casa, Drica como sempre veio correndo abraçar a Clara, ela amava a minha loirinha que também nutria um sentimento pela minha prima.

“Vanessa, eu não fiz nada de comida diferente e nós já jantamos, você falou que jantaria fora.” Minha mãe cochichou enquanto Drica esmagava Clara e fazia mil perguntas sobre Max.

“Não se preocupa mãe, hoje eu vou para a cozinha.” Dei uma ênfase no eu para mostrar que eu também sabia me virar com as panelas.

“Você?” Minha mãe não ficou surpresa, ela ficou completamente assustada, acho que estava com medo de que eu quebrasse a cozinha.

“Ainda bem que eu já comi.” Drica podia pensar como uma criança, mas, quando queria, era bem espeta, sempre me zoava.

“O que você vai fazer pra Clara comer? Você tem essa coragem toda Clarinha?” Minha mãe entrou na brincadeira.

Ela vai fazer macarrão com sardinha.”

“Não acredito, macarrão com sardinha Vanessa? Você não tem vergonha?” Minha mãe continuava tirando a minha cara.

“Não se preocupe Dona Solange, a Van queria pedir um japa mas eu pedi o macarrão porque queria que ela preparasse algo e como sei que cozinha não é a praia da sua filha, facilitei”

“Boa sorte Clara.” Drica falou enquanto ia para o seu quarto acompanhada de minha mãe.

“Mãos à massa mocinha?” Clara falou com um sorriso debochado.

Chegamos na cozinha e eu nem sabia por onde começar, não sabia qual panela usar e onde ela estava. Clara obviamente aproveitou-se da situação, enquanto eu mexia na panela, preparando o tal macarrão, ela ficou me abraçando de costas e distribuindo beijinhos em meu pescoço.

“Pronto minha gatinha, seu macarrão ficou pronto.”

“Deixa eu provar isso!” Clara fez uma cara como se estivesse odiando a comida.

“Tá ruim? Ainda dá tempo de pedir uma tele entrega. Eu avisei.”

“É Vanessa, isso não está muito bom não.” Poxa eu tinha me dedicado tanto, ela pelo menos poderia disfarçar. “Isso tá maravilhoso sua bobinha, o melhor macarrão com sardinha que eu já comi, só porque meu amor que fez.  Já pode casar comigo.Agora como eu estou dodói, você poderia dar na minha boca né?”

Eu topei, sim, eu nem percebi o quão boba, idiota, apaixonada eu estava.

“Para aí.” Clara pediu e eu obedeci. “ó, minha mão está limpinha.” Ela pegou com uma mão um fio do macarrão, colocou em sua boca. “Você ama cachorros né? Eu amei esse macarrão, então acho que eu quero fazer isso, pega.” Ela apontou a outra ponta do macarrão em minha direção e eu aceitei; sugamos o mesmo até nossos lábios se encontrarem, ficamos alguns segundo naquela posição.

“EI Sol, olha, a Vanessa tá de safadeza aqui na cozinha.” Fomos interrompidas pelo grito de Drica, que estava zoando nós duas, ela nunca tinha me visto com uma mulher mas durante o programa, acabou acostumando-se a essa situação.

“Drica, deixe as meninas sozinhas aí.” Minha mãe apareceu repreendendo minha prima.

Tão namorando, tão namorando…” Dri saiu cantando pela casa; eu e Clara nos olhamos e caímos na risada.

“Vamos terminar a comida, eu posso dormir aqui? Se não for incomodo.”

“Clara, você ainda pergunta lógico que pode, eu achei que você já tinha pensado nisso. Amanhã eu tenho uma sessão de fotos, se você quiser pode ficar dormindo aqui e esperar-me ou pode me acompanhar. Mas isso você decide amanhã.”

Levantamos …

“Ai Van, eu estou tão cansada hoje sabe…” Clara falou com segundas intenções, se fosse outro dia eu provavelmente largaria uma piada e ignoraria suas intenções mas fiz diferente, fui até ela e a peguei no colo, subi as escadas e a larguei em cima da minha cama. Separei um pijama para Clara que nem pensou em dormir pelada como sempre propunha.

“Quer tomar banho comigo?” Dessa vez o convite partiu de mim.

“Você me ajudaria?” Realmente Clara estava bem abatida pois não tentou nenhuma safadeza (esse também não era meu objetivo), ficamos abraçadas embaixo do chuveiro por algum tempo, sua cabeça estava descansando em meu ombro, sem palavras, sem olhos nos olhos, apenas ali mostrando o quanto uma pertencia a outra.

Deitamos, porém não dormimos, eu estava morrendo de sono mas ao ver que Clara não conseguia dormir fiquei preocupada. A abracei, fazendo-a relaxar sua cabeça em meu peito e fiz questão de acariciá-la até a mesma pegar no sono. Eu estava surpresa comigo mesma, nunca tinha agido assim com ninguém, mas eu estava preocupada com meu futuro, com o nosso futuro; o dia tinha sido difícil e eu sabia que dali pra frente as coisas só piorariam, não em nossa relação pois a mesma estava cada vez mais sólida, mesmo sem rótulos, mas se cedêssemos às nossas vontades e assumíssemos o namoro agora, seríamos muito criticadas. Era preciso pensar em tudo, cada passo de uma vez.

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“Beijnhos, M.F”

Capitulo 61

May:Oi minha loira!(entrando em sua sala)

Clara:Oi May…(concentrada no pc)

May:Não vai brigar comigo por não ter batido na porta?

Clara:Não…(sem desviar sua atenção) veio fazer o que aqui?

May:Vim ver minha loira,e pedir um favor.

Clara:Legal…

May:Ahhh que loira mais difícil meu Deus.(desligando o aparelho)

Clara:Mayra Dias Gomes,porque você fez isso?(irritada)

May:nem adianta usar esse tom comigo hein mocinha.(sentando na mesa) me diz,o que aconteceu?

Clara:Nada eu estou tentando trabalhar…eu posso?

May:Não,não pode…(sentando em seu colo) que foi minha loirinha?porque tá tentando me ignorar.

Clara:Não to fazendo isso.(respirando fundo)

May:Tá sim porque eu conheço bem essa carinha.

Clara:Que carinha?é a unica que eu tenho.

May:E é linda…deixa eu adivinha.(pensativa) brigou com a Van?

Clara:Tá Mayra você venceu…eu terminei com ela,feliz?(pedindo pra ela se levantar)

May:Como assim terminou?porque gente?

Clara:Ela…me traiu.(desviando o olhar)

May:Amorzinho…(a segurando pela cintura) comigo você não precisa se segurar.

Clara:Não tô…(marejando os olhos) droga!

May:Vem cá bebezinha..(a abraçando) pode chorar,você sabe que comigo você pode.

Clara:Não quero mais…(marejando os olhos) mas doí tanto May.

May:Vem senta aqui e me conta isso direito.

Eu estava tentando focar ao máximo no trabalho,pois não queria tocar nesse assunto novamente mas May era a minha melhor amiga,e eu precisava desabafar,e ninguém melhor do que ela para me ouvir e me aconselhar

May:Muito estranho essa história.(pensativa) quem nunca teve uma bebedeira de não lembrar de nada depois…

Clara:Não defende Mayra,ou você tá do meu lado ou do lado dela.

May:Calma gatinha,obvio que estou do seu lado mas a Vanessa pelo pouco que conheço,não faz o perfil que trai.

Clara:Talvez você não conheça tão bem…(limpando o rosto)

May:Talvez,mas você conhece…você acha que ela faria isso?

Clara:Achar ou não,já não faz mais diferença,tá feito.

May:Porque você não deixou ela explicar loira?

Clara:Porque traição é opção não um erro.

May:Mas ela te contou tudo,vai ver nem aconteceu nada.

Clara:Claro porque a outra lá ia obrigar ela a fazer sexo só por ela estar bêbada.(revirando os olhos) conta outra May.

May:Pelo passado da Patricia? não duvido nada.

Clara:Mayra eu não quero me irritar com você hoje.

May:Você que sabe loira,mas oh,não vai deixar sua felicidade ir embora por orgulho.

Clara:E quem disse que dependo dela pra ser feliz?(tentando manter a pose)

May:Ai que loira mais chata.(apertando sua bochecha)

Clara: isso doí vagabunda…(emburrada) mas fala,você disse que precisava de um favor.

May:Ah então eu preciso que você deixe a Lu dormir na sua casa hoje.

Clara:Depois de você me contar o que tá aprontando.(sorrindo maliciosa)

Depois que deixei Thais na empresa,voltei para o meu apartamento e comecei os preparativos para a noite perfeita,tudo tinha que sair perfeito desde o jantar até a hora do pedido. A lu também iria me ajudar segurando-a um pouquinho mais na empresa,para eu ganhar tempo.

Clara:Quem diria hein.(rindo) Mayra Dias Gomes preparando noite especial para a futura namorada.

May:Ai Clara quer parar.(sem graça) se vou fazer é porque ela vale a pena.

Clara:Eu sei bebê,to rindo porque realmente é algo que nunca imaginei ver.

May:Pelo menos eu consegui te arrancar um sorriso.

Clara:Então quer dizer que hoje você sai da turma das solteiras.

May:Assim eu espero né…eu ainda tô um pouco insegura,e se ela me der um fora.

Clara:Mas você não já havia feito o pedido e ela aceitado mulher?

May:Já mas…sei lá e se ela achar que foi só de brincadeira?

Clara:Ah nem começa hein dona Mayra,coragem mulher.

May:Não tem problema da Lu ficar na sua casa?

Clara:Não,obvio que não.

May:Ah mais uma coisinha minha loirinha linda…tem como você segurar ela aqui até ás oito?

Clara:Até ás oito?mas May é quatro horas a mais,ela vai me matar.(rindo)

May:Vai nada ela morre de medo de você.(rindo)

Clara:Tá vou ver o que posso fazer.

May:Tá então eu vou lá porque tenho um monte de coisas pra fazer ainda.(lhe dando um beijo)obrigado meu amor!

Clara:De nada,e arraza hein,coragem mulher.

May:Pode deixar…e você,nada de ficar pra baixo.

Clara:Tá bom,tchau!

May:Tchau minha gatinha.(saindo)

(Na casa de Pepa)

Pepa:Mas que droga,droga!(agitada) para de chorar criatura.(falando com Max)

(campainha)

Pepa:Pô até que enfim você chegou..

Valter:Mas que porra é essa aqui mano?(abaixando próximo ao corpo de Fabian)

Pepa:Você é o bandido que ajudou ele não é?

Valter:Qual foi ,não sei de nada não,de onde você me conhece?(apontando a arma pra ela)

Pepa:Você trouxe o moleque pra cá não foi? (falando calma) quer abaixar essa porcaria?

Valter:Porque você fez isso dona?

Pepa:legitima defesa…(nervosa) ele tentou me atacar,era matar ou morrer.

Valter:Mas o que eu tenho a ver com isso?(nervoso) o cara era meu chefe,tava me pagando bem.

Pepa:Eu pago o dobro…se o problema for dinheiro,resolvido!

Valter:Ai dona,me tira fora dessa,eu não to afim de assinar um 121 não.(indo em direção a porta)

Pepa:Eu te pago o triplo,o quadruplo o que for preciso.(nervosa)

Valter:Mas o que você quer de mim afinal moça?

Pepa:Que você tire esse corpo daqui.

Depois de muito insistir e até jogar um charme para cima do bandido que caiu feito um patinho,Pepa conseguiu o que queria,após enrolar o corpo em um edredom e levar até o carro,os dois partem rumo a uma represa onde jogam o corpo.

Pepa:Um problema a menos.(respirando fundo) ah mais que inferno moleque,você vai começar a chorar de novo?

Valter:O que você pretende fazer com ele?

Pepa:Eu sei lá o que eu faço com essa peste,joga ai dentro também.(irritada)

Valter:Escuta aqui dona,criança eu não mato.(a encarando)

Pepa:Então solta ele por ai,sei lá,se vira.(saindo do carro)

Valter:Espera ai,aonde você vai?(também saindo do carro)

Pepa:Vou para minha casa,eu preciso de um banho,toda essa confusão me cansou.

Valter:E não quer companhia?(sorrindo)

Pepa:Dispenso,da um fim ai no garoto e depois podemos discutir valores.

Valter:Mas dona ele é muito pequeno,não podemos soltar ele assim,na rua.

Pepa:Você acha mesmo que eu me importo com isso?esse garoto tem que sumir,da um jeito.(indo embora)

Valter:(entrando no carro) É garotão não vai ter jeito,não é o que eu gosto de fazer,mas tudo tem uma primeira vez.(dando partida no carro)

(na empresa)

Thais:mandou chamar Clara?

Clara:Sim,Thais preciso que você fique até as oito hoje.

Thais:Até as oito da noite?(incrédula)

Clara:Da manhã eu acho meio difícil né?(irônica)

Thais:Mas…eu posso saber ao menos pra que?(se irritando)

Clara:Eu preciso que você ajude a Luana com o projeto que dei pra ela fazer.(concentrada no que fazia)

Thais:Não é melhor pedi pra outro fazer isso? (irritada) a Vanessa por exemplo,ela que começou a fazer aquele projeto.

Clara:Thais se fosse pra ela fazer,eu tinha chamado ela e não você.(seca)

Thais;Mas é que eu real…

Clara:Thais,não tem outra pessoa,você precisa ficar e fim,agora se você puder me dá licença.(apontando pra porta) ou você ainda quer mais explicações?

Thais:Não…com licença.(irritada)

Comprei tudo o que era necessário para a noite,escolhi as melhores rosas,troquei toda a decoração da casa,quer dizer uma equipe fez isso por mim,escolhi o melhor vinho e a melhor comida,tudo estava perfeito do jeito que eu imaginei,recebi uma mensagem da Clara me informando que conseguiu segura-la mais tempo lá,tomei um banho e coloquei o vestido que havia comprado,nada muito exagerado,tudo pronto.

Lu:may,acabamos de sair daqui,ela já está a caminho de casa.

Clara:E tá muito puta.(rindo)

Lu:É tá muito puta.(rindo junto com Clara) tá querendo matar a Clara.

May:Ai gente será que peguei pesado?ela tá gravida né…

Clara:Relaxa May,quando ela chegar ai o stress passa.

Lu:Tá nervosa mana?

May:Um pouco,mas eu confio no meu taco.

Clara:As vezes…(rindo)

Lu:Demorou quase uma vida pra conseguir dizer algo pra garota.(as duas riam)

Clara:Tá la morrendo de medo,e falando que confia no taco.

May:Só pra vocês duas saberem,eu to na linha tá.

Clara:Foi mal amiga! rsrsrs

May:Bom eu vou desligar ela já deve tá chegando,Luana já sabe né?!

Lu:Já Mayra…(revirando os olhos) finge que eu não existo na sua vida hoje.

May:Difícil…se tratando de você.

Clara:Mulher deixa a garota,vai viver.

Lu:Toca aqui Clarinha é assim que se fala,ouviu né velha?

May;Tchau vocês duas.(desligando)

(telefone tocando)

May:Alõ!

porteiro:Dona Mayra,a moça acabou de subir.

May:Ok e obrigada.(sorrindo largo) chegou a hora Mayra.

O dia mais difícil naquela empresa desde que eu entrei sem sombras de duvidas foi hoje,no fundo eu fiquei feliz em saber que ela não estava triste,bom pelo menos ela aparentava que não,mas isso me doía,a indiferença dela,mas ela estava certa,ela não havia feito nada,porque ficaria chorando?ela me odiava e eu também.

Sol:Filha…(sentando na cama)

Van:Agora não mãe..(limpando as lagrimas)

Sol:Filha come um pouco,eu trouxe aqui umas frutas.(pondo a bandeja em seu colo)

Van:Não quero não mãe.(cabisbaixa)

Sol:Vanessa você precisa comer minha filha,a vida não acabou.

Van:Eu sei,só quero ficar sozinha mãe,vai passar eu sei.

Sol:Claro que vai,e você precisa estar forte pra seguir,o fim de um relacionamento é doido,quantos você já não pos um fim?

Van:Eu nunca amei nenhum dos meus ex,por isso não doeu tanto,quanto doí agora.

Sol:Vanessa dê tempo ao tempo,você não sabe o dia de amanhã,você errou,mas ela gosta de você meu amor.

Van:Hoje ela me odeia…

Sol:Não odeia,ela está chateada,mas odiar,isso não…você a conhece melhor que eu,aquela menina é um amor,ela não tem ódio no coração.

Van:Isso é…(sorrindo) ela é linda tanto por dentro e por fora.

Sol:Então…levanta essa cabeça e luta por esse amor,ficar nesse quarto se lamentando não vai te ajudar em nada.

Acabei comendo um pouco,mas só para enganar a minha mãe e o meu estomago,aquela conversa com a minha mãe,havia me dado uma força,mas na pratica eu sabia que não era assim,Clara apesar de ser uma pessoa maravilhosa,tinha um orgulho que nem a pessoa mais orgulhosa do mundo superaria. Desisti de ficar deitada e resolvi ir ao parque tomar um ar e dar uma corrida,eu precisava manter a forma do corpo e da mente.

May:Oi! (sorrindo)

Thais:Oi…(entrando irritada) a Clara hoje se superou em ser chata.

May:Thais…

Thais:Você tem noção que ela me segurou lá até agora e por nada?(irritada)

May:Thata…

Thais:A Luana nem da minha ajuda precisou,até porque eu não estava entendendo nada,e ela sabia e mesmo assim me segurou lá.

May:Ela te segurou lá porque eu pedi.

Thais:Não ela é uma…você o que?

May:Eu que pedi pra ela te segurar lá um pouco mais.

Thais:E porque diabos você fez isso Mayra?(irritada)

May:Calma Thata o bebê.(preocupada)

Thais:Agora você pensa no bebê,na hora que pediu pra ela me prender lá ninguém pensou nisso.

May:Na verdade eu fiz tudo…

Thais:Porque essa casa tá toda escura?…e porque você fez isso?(cruzando os braços)

May:Eu precisava de tempo.

Thais:Tempo pra que?pra me deixar irritada?

May:Não,pra fazer isso.(acendendo a luz)

Eu nunca havia recebido tanto cuidado e carinho como eu recebia dela. Era estranho?sim,ela era uma mulher,mas esse detalhe foi ficando cada vez menor,ela me conquistava dia pós dia. Eu fiquei boquiaberta,tudo estava lindo,tudo decorado com tons vermelhos,a minha cor preferida,ela estava linda,eu não sei o que aquilo tudo significava,mas aquilo mexeu comigo,cada detalhe,cada cantinho,cada detalhe,nunca alguém havia feito isso por mim eu estava encantada.

May:Thais…ér você gostou?(receosa)

Thais:Eu..

May:Achou exagerado?

Thais:Eu achei lindo.(surpresa) você fez tudo isso sozinha?

May:É…com a ajuda de alguns profissionais,mas enfim,então você gostou?

Thais:Mas é claro…(admirada) May tudo aqui tá lindo,mas porque isso?

May:Porque eu preciso te falar uma coisa.(pegando em sua mão)

(Na casa de Clara)

Lu:E ai Ray?(sentando ao seu lado) beleza?

Ray:Ah oi Lu,to bem sim e você? veio me visitar?(rindo)

Lu:Na verdade eu nem lembrava que você morava aqui,eu vim pra cá com a Clarete.

Ray:Hmm,e se não foi pra me ver,foi pra que?

Lu:Fazer companhia pra ela ué,sua irmã tá mal cara.

Ray:E eu não sei,escuto o choro dela todas as noites,ela veste uma mascara de durona durante o dia só.

Lu:É fim de relacionamento é sempre ruim,deve ser por isso que não namoro.(u.u)

Ray:Mas o que a Vanessa fez não se faz né?! sacanagem total…

Lu:É mais erros estão ai pra serem cometidos,e a Vanessa com certeza se arrepende.

Ray:Eu não faria isso com a pessoa que eu amo,isso não se faz.
Lu:Se é que ela fez mesmo…

Ray:Ah qual foi Lu?você caiu na história do “eu estava bebada?"não se põe a culpa na bebida,isso é covardia.

Lu:quando você engravidou a Thais,foi na bebida que você pôs a culpa,recordar é viver.(u.u)

Ray:Mas ai são história diferentes…

Lu:mas no caso da Vanessa,pelo menos ela tá assumiu o que fez.

Ray:Isso foi uma indireta?

Lu:Não,foi uma direta mesmo,olha Ray eu não tenho nada a ver com a sua vida,mas deixa de ser otário cara.

Ray:O fato de eu não querer assumir uma criança que nem planejada foi,me torna uma pessoa otária.

Lu:Não,o fato de você engravidar uma pessoa irresponsavelmente e não ser homem o suficiente para assumir.

Ray:É incrivel,vocês falam como se a Thais fosse uma santa.(irritado)se é que esse filho é meu mesmo…

Lu:Você é muito trouxa cara,você acha mesmo que a Thais faria uma coisa dessas?

Ray:Foi pra cama tão rápido comigo,plano perfeito,eu sou rico e era tudo o que ela queria pro filho.

Lu:Sabe Ray.(se levantando)eu li uma vez uma frase que dizia que a maior resposta a um idiota,é o silêncio,eu vou sair porque essa ignorância toda,pode ser pegajosa.

Ray:Você ach…

Lu:Mas vou te dar um conselho cara,você é um cara legal,não fica fazendo esse papel de marica,porque é feio.(saindo irritada)

(La fora)

Lu:Que cara idiota mano.(revirando os olhos) que cheiro é esse?(procurando)

Eu estava literalmente no fundo do poço,tinha tudo mas ao mesmo tempo não tinha nada,eu acho que o destino gostava de conspirar contra mim,me dando uma lição pelo passado?talvez,até o meu filho ele resolveu tirar de mim,e quando resolveu colaborar,colocou mais uma pessoa na minha vida,para me derrubar,mais um vez. Apesar de todo eu não conseguia pensar nela assim.

Clara:e cada vez que fujo eu me aproximo mais, e te perder de vista assim é ruim demais…(cantando)

Lu:Clara? (tossindo) o que você tá fazendo sua doida?

Clara:O que você tá fazendo aqui Lu?(limpando algumas lagrimas)

Lu:Eu senti um cheiro forte lá de fora,e vim ver o que era.(tapando o rosto) cara como você consegue fumar isso?

Clara:Lu por tudo que é mais sagrado a Mayra,aliás,ninguém pode saber.

Lu:Ah Clara,porque você tá fazendo isso cara.

Clara:recaída Lu..eu…eu..não sei o que me deu.

Lu:Olha Clara eu sei que é foda tudo isso,mas,você não vai conseguir nada agindo dessa forma.

Clara:Eu sei…(respirando fundo) mas ai,tudo veio a tona de uma vez.

Lu:Pow Clarete,é esse o exemplo que você quer dar pro seu filho.

Clara:Não…(chorando) não é isso.

Lu:Então,para com isso,joga isso fora,se você quiser eu tomo um porre com você.

Clara:(sorrindo) ai Lu só você mesmo.

Lu:É sério Clara,beber também não é legal,mas dá pra afogar as magoas.

Clara:Isso já afogou muito as minha magoas.

Lu:Não,isso já te levou pro fundo do poço,e eu aposto que você não quer voltar para lá.

Clara:Eu já voltei Lu…

Lu:Voltou nada,para com isso mulher.(lhe tomando o cigarro) você em uma vida inteira pela frente,um filho lindo que precisa de você.

Clara:Eu não sei mais o que fazer,porque ela fez isso?

Lu:Vam cá.(a abraçando) não fica assim.

(no parque)

Chico:Menina Vanessa.(sorrindo)

Van:Oi seu Chico,tudo bem com o senhor?(forçando um sorriso)

Chico:Tudo sim,então vai querer o que hoje?

Van:Um suco de laranja e…

Chico:E sem açúcar.(sorrindo)

Van:É isso mesmo.(rindo)

Chico:Algumas coisas não mudam.

XXXX-Seu Chico me arruma uma água ai.(afobado)

Chico:Calma garoto,que afobação toda é essa?(lhe entregando a agua)

XXXX-A gente foi jogar ali embaixo no campinho e encontramos um menino dormindo embaixo do gol.

Chico:E que menino é esse?(confuso)

XXXX-:Não sei chico,ele é um bebê ainda.nem falar sabe ainda.

Chico:mas cadê a mãe dessa criança gente?

XXXX-Olha,eu nunca vi esse menino por aqui,acho que não é da redondeza não.

Chico:Mas e onde tá o menino agora?

XXXX-Rapaziada tá trazendo ele ali óh.

Eu estava a par da conversa dos dois,terminei de beber meu suco e já tava saindo,pois um grupo de rapazes chegaram ali com a tal criança,não é que eu seja sem coração,mas já tinha gente demais em torno da criança,ela iria ficar bem. Me afastei um pouco mais quando escuto um resmungo de quem iniciaria um choro e eu conheço aquela vozinha de longe,virei pra trás e não acreditei no que vi.

Van:Max! (correndo em sua direção)

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Capitulo 169

No outro dia todos haviam acordado cedo pra viagem, Lu apareceu lá cedo pronta, e estavam de saída, Van também se levantou cedo, todos estavam com muito sono, afinal saíram da boate muito tarde, decidiram ir de ônibus mesmo, a cidade era do lado e acharam perigoso dirigir com sono.

Van: Ta cambada, vai logo que quero voltar a dormir. (rindo coçando os olhos).

Rick: Ah é assim é?? Já ta me expulsando.

Eles riram e Van o abraçou apertado.

Van: Claro que não amigo, você sabe que eu te amo né?? (sorriu).

Se separaram do abraço.

Van: Foi muito bom te ver de novo e matar a saudade, se cuida ta?? Vai com Deus, muito sucesso na turnê e a gente continua se falando poe celular, e essas coisas.

Rick: Oh minha loirinha obrigado, logo to de volta. (sorriu)

Eles se abraçaram de novo se despedindo até que por fim foram, Van caiu na cama de novo morta de sono. As horas se passaram era 09:30, Van acordou olhando o relógio vendo que só havia uma hora que Edu e os outros tinham ido viajar, decidiu se levantar, estava com muito sono mas disposta a ir a casa de Clara fazer uma surpresa a ela. Iria vê-la, fazer as pazes e ficar na boa, não aguentava essa distancia toda, pegaria o carro de Edu que ele a emprestou e sem problemas entraria na casa de Clara sem ser vista, era só não descer do carro. Tomou um banho, tomou café correndo e foi. Certo tempo depois chegou a rua da casa de Clara, antes de chegar a casa dela pegou o celular pra ligar e pedir que ela abrisse o portão pra não ter que descer do carro e ser vista. Mas ao ir se aproximando da casa viu um carro parado em frente ao portão e uma mulher apertando o interfone, ela colocou o celular em cima do banco do lado, aproximou o carro, não muito. Observou a tal mulher e se surpreendeu, a olhou bem e pôde reconhecer, era Alessandra, havia a reconhecido por causa das fotos que viu dela, mas o que ela estava fazendo na casa de Clara em pleno domingo e logo de manhã?? Logo viu Alessandra entra no carro, o portão se abrir e ela entrar na casa, depois apenas observou o portão se fechando. Apertou o volante com força com muito ciúmes e raiva, depois bateu a mão com força nele.

Van: Mas o que essa mulher ta fazendo aqui?? Em pleno domingo??

Van ficou muito nervosa, esmurrou o volante depois escorou a cabeça no banco de olhos fechados, tinha que se acalmar, iria ficar ali até a hora que ela saísse pra ver quanto tempo ficaria na casa de Clara. 

Lá dentro:

Clara recebeu Alessandra, estavam na sala e Max ainda dormia.

Alessandra: Bom Clara, como havia te dito na ligação, vim trazer uns papéis do processo pra você assinar.

Alessandra os tirou de uma pastinha a entregando.

Clara: Mas hoje em pleno domingo, não podia ter deixado pra amanhã?? É tão urgente assim??

Clara leu os papéis, depois a olhou, é, não estava com o humor muito bom.

Alessandra: Logo vejo que sou muito bem vinda aqui em sua casa em. (sorriu).

Clara viu que ela não tinha culpa do seus problemas e mau humor.

Clara: Me desculpa Alessandra, não to num dia muito bom. 

Alessandra: Tudo bem Clara, já to acostumada com seu mal humor. (rindo).

Clara: É sério, desculpa mesmo.

Ela pegou a caneta emprestada de Alessandra, se abaixou na mesinha de centro assinando os papéis. Depois Alessandra explicou o que significava aqueles papéis, passou Mays algumas coisas do processo do filho.

Alessandra: Alguma duvida Clara??

Clara: Não, acho que não.

Alessandra: Ótimo então. (sorriu) Cadê seu filho, o Max??

Clara: Ta dormindo ainda.

Alessandra: Ai posso ver ele?? Quero muito conhecê-lo.

Clara sorriu.

Clara: Claro, vamos lá no quartinho dele.

Elas subiram as escadas e logo chegaram ao quartinho dele, por coincidência havia acabado de acordar.

Clara: Acordou principe??

Se aproximaram do berço.

Alessandra: Oin que lindo Clara!! 

Clara a pegou no colo.

Clara: Não é a coisa Mays linda e fofa meu principe?? (sorrindo boba).

Alessandra: Oi bebê!!

Clara: Da oi pra tia Alessandra da??

 Alessandra fez carinho no rostinho dele, depois na mãozinha e Max segurou seu dedo com a pequena mãozinha.

Clara: Acho que ela gostou de você.

Alessandra: Posso pegar ele??

Clara: Claro!!

Clara a entregou, até que ela tinha jeito pra coisa, a segurou direitinho. Ela ficou brincando com Max, sorria enquanto Clara observava o jeito dela, ela era toda fofa com o seu filho e realmente tinha jeito pra coisa. Depois de paparicarem muito Max e Clara babar bastante no filho se mostrando uma bela de uma mãe coruja que Alessandra já sabia que ela era, desceram pra sala com o pequeno.

Na sala Clara a deixou no carrinho, ela estava quietinha, depois foram pro jardim e se sentaram no sofá na área que havia lá fora.

Alessandra: Parece nem dar trabalho, tão quietinho.

Clara: Meu príncipe não da trabalho nenhum(sorriu).

Alessandra: Quem diria que um dia eu ia estar aqui na sua casa com seu filho, como sua advogada.

Clara: Realmente.

Alessandra: É espantoso isso ao lembrar da gente no passado.

Clara: A vida realmente gira.

Alessandra: Clara, posso te fazer uma pergunta??

Clara engoliu seco, sabia que lá vinha bomba.

Clara: Sim.

Alessandra: Não sente falta??

Clara: De que?? ( fazendo de desentendida).

Alessandra: De nós, do que a gente era.

Alessandra a olhava intensamente nos olhos.

Clara: Porque essas perguntas agora Alessandra??

Alessandra: Curiosidade, não sente falta de como a gente era?? Do nosso namoro, a gente dava tão certo, se gostava tanto. (sorriu olhando pro nada relembrando tudo).

Clara: As coias mudaram, se passou muito tempo.

Alessandra: Mas lembrando assim, parece que foi ontem, o nosso primeiro beijo, quando estávamos nos apaixonando, aquela vontade de ficar perto o tempo todo, quando a gente ficava pelo lado de fora da sala escondidas em algum canto do colégio namorando, ou quando não íamos a aula e ficávamos em casa enquanto nossos pais estavam fora trabalhando.

Clara olhou pro Max botando o bico na boca dele tentando não concentrar no assunto, não queria dar trela pra ela, onde que Alessandra estava querendo chegar com essa conversa??

Clara: Bons tempos que não vão Mays voltar, e que eu também não queria que voltasse.

Alessandra: Porque?? 

Clara riu debochada, olha a pergunta idiota.

Clara: Porque eu ia querer que voltasse??

Alessandra: Não sei, foi só uma pergunta.

Clara: Olha Alessandra, não quero ser grossa nem nada, só acho que nessa altura das nossas vidas não tem porque ficar falando do passado, não faz sentido.

Alessandra: Tudo bem, não quero incomodar você. Bom, mas me diga, a irmã do Fabian não falou Mays nada com voce?? Nem uma novidade??

Clara: Ela tem me ligado, mas sem novidades, ela acha que Fabian ta escondendo dela porque sabe que ela não concorda com nada do que ele ta fazendo.

Elas continuaram conversando sobre isso por um tempo, sobre o processo todo. Lá fora Van ainda estava lá, queria ver até que horas Alessandra ficaria na casa de Clara, e ficou imaginando o que ela  foi fazer ali em pleno domingo. Uma hora depois Alessandra resolveu ir embora, tinha acertado Mays umas coisas com Clara sobre o processo, estavam no jardim perto do carro de Alessandra enquanto se despediam, Alessandra já havia se despedido de Max que estava com Ana que o pegou para mima-la um pouco.

Alessandra: Bom, qualquer duvida me liga Clara, vou te ligar amanhã, e na terça teremos que nos ver pra nos prepararmos pra audiência na quarta, será um dia decisivo.

Clara: Fico nervosa só de pensar. 

Alessandra: Vai dar tudo certo. (sorriu).

Clara: Deus te ouça!!

Alessandra ficou encarando Clara, com cara de quem queria falar Mays alguma coisa.

Alessandra: Clara.

Clara: Oi.

Alessandra: Posso te dar um abraço??

Clara: Abraço??

Alessandra: Sim, prometo não arrancar pedaço. (riu).

Clara: Mas porque um abraço?? Assim do nada??

Clara ficou nervosa com aquilo, o que será que ela queria pedindo um abraço assim do nada.

Alessandra: Por favor!! É só um abraço Clara, não vou fazer nada deMays.

Clara sentiu o coração disparar, arrancar pedaço não ia mesmo, mas ela querer um abraço assim do nada boa coisa não era, ou vai ver que não tinha nada a ver mesmo.

Clara: Bom, tudo bem, é só um abraço mesmo né.

Alessandra sorriu, tava louca por aquele abraço, de sentir Clara nos seus braços nem que fosse rapidinho, queria aquele abraço, aquele cheiro, os bracinhos de Clara em volta do seu corpo e Mays uma vez senti-la assim pertinho, com o corpo no dela sentindo o seu calor, e aperta-la contra seu peito.

Alessandra abriu os braços e a abraçou, Clara abriu os seus timidamente recebendo o abraço dela, pousou suas mãos nas costas dela, mas sem abraçar muito e deixando os corpos separados encostando pouca coisa, quando foi surpreendida ao ser puxada por Alessandra que colou seu corpos devagar com a ação natural do abraço, seus braços estavam em volta da cintura de Clara num abraço apertado. Deixou seu queixo no ombro de Clara sentindo o cheiro dos cabelos dela e de seu perfume, lamentando por aquela mulher não ser Mays sua. E de pensar que varias vezes a teve assim a hora que quisesse. Clara estava paralisada, consequentemente sentia o perfume dela e o cheiro dos seus cabelos também, todo o corpo dela no seu, o abraço dela era exatamente o mesmo de anos atrás, carinhoso e aconchegante. 

Alessandra: Quis tanto fazer isso quando te vi, esperei tanto por esse abraço.

Clara ficou calada, sentiu as mãos de Alessandra fazendo carinho em suas costas e abraça-la Mays, lembrou da epoca do namoro delas, era pra esse abraço que ela sempre corria quando precisava, quando tinha algum problema e se sentia a Mays segura nele, mas hoje pra ela não tinha abraço melhor do que o de Van, e por falar em Van se lembrou dela e pensou que se ela imaginasse uma cena daquelas não ia gostar nada, sentiu remorso e decidiu se separar do abraço, aquilo já não estava certo, em outras épocas com certeza tiraria uma casquinha ou até ia pra cama com ela, mas não, respeitava e amava Van.

Clara: Alessandra…

Ela se separou um pouco, Alessandra ainda a abraçava e a olhou, seus rostos estavam bem próximos, ela levou uma mão ao rosto de Clara o acariciando, olhou os lábios de Clara e foi se aproximando, Clara sentiu coração disparar Mays vendo a ação dela, percebendo que o que ela queria não era só um abraço e que realmente ia avançar o sinal, até que sentiu a respiração dela na sua.

Ao ver que Alessandra ia beija-la afastou o rosto o virando de lado.

Clara: Alessandra o que você ta fazendo??

Alessandra: Desculpa Clara, eu…(passou a mão nos cabelos) desculpa mesmo, achei que você queria.

Clara: O que?? Da onde tirou isso??

Alessandra: Deixou eu te abraçar, fui me aproximando e ficou quieta, eu senti seu coração disparar junto ao meu peito, do mesmo jeito de quando a gente namorava.

Clara passou as mãos nos cabelos como se estivesse se acalmando.

Clara: Alessandra não confunde as coisas ta?? Meu coração não disparou pelo que você ta pensando, mas desde que te reencontrei nos tratamos formalmente e do nada você vem e tenta me beijar, fiquei nervosa oras, eu tenho uma noiva se lembra?? Se ela souber uma coisa dessas eu nem sei.

Alessandra: Você não esquece dela né??

Clara: Eu a amo, e você também devia se lembrar que tem uma namorada.

Alessandra ficou calada.

Clara: Esquece Alessandra, a nossa época já foi, não vai Mays voltar.

Alessandra: Tudo bem eu já entendi, a unica coisa que eu queria era só um beijo Clara, só um, pra matar a saudade, eu sei que não tenho a minima chance com você Mays, mas era só um beijo e nada Mays.

Ela se aproximou de Clara novamente.

Alessandra: Por favor, só um beijo é o que eu te peço e não toco Mays no assunto, vai ficar entre nós, por favor Clara, me deixa sentir seus lábios nos meus de novo, só Mays uma vez, a ultima vez.

Clara ficou parada a olhando, não esperava essa atitude dela e nem que ela fosse tão direta, estava praticamente implorando por um beijo seu, a mulher que tanto amou, que levou anos pra esquecer, que até um certo tempo atrás era o que ela Mays queria, estava ali em sua frente implorando por um único beijo. 

Clara: Não posso!! (deu um passo pra trás).

Alessandra: Não pode, e querer, você quer??

Clara: Não quero também!!

Clara se afastou balançando a cabeça, Alessandra estava embaralhando sua cabeça e a pressionando.

Alessandra: Clara a Vanessa não vai saber de nada, vai ser só um beijo, não to te pedindo em casamento nem namoro, só deixa eu matar essa minha vontade, por favor.

Alessandra a encarou e mordeu o lábio de leve, Clara acompanhou o movimento dos lábios dela, não podia negar que aquilo foi sexy, aliás ela era sexy, Clara pensou que ela só podia ter bebido antes de ir lá, estava indo com tudo pra cima dela, só estava faltando agarrá-la. Resolveu ser Mays dura com ela, pensava em Van e sua consciência pesava, apesar de não ter feito nada.

Clara: Alessandra eu não vou fazer nada, eu amo a Van e ela não merece isso, não insiste. Já fiz muita burrice com a Van, já a machuquei muito, mas trair é algo que nunca fiz com ela  e nem vou fazer, eu quase a perdi por três vezes por idiotices minhas, não quero uma quarta vez, porque eu sei que se acontecer ela não vai me perdoar Mays e eu não quero perdê-la.

Alessandra: Não sente atração nem uma por mim?? Nem um desejo?? To tão mal assim?? 

Ela se escorou no capô do carro desanimada. Clara sorriu.

Alessandra: Ei, não vai se sentir o patinho feio agora. (rindo) Você é linda, é sexy e atraente, quem vai negar isso?? Toda a dor que você me fez passar quando me deixou, e o ódio não me deixou cega ta??

Elas riram juntas.

Alessandra: Então se eu te atraio porque ta me negando um simples beijo, só um??

Clara se escorou no capô do carro do lado dela a olhando.

Clara: Porque desejo da e passa, vontade da ali naquele momento depois passa, é coisa de momento, e no calor desse momento cabe a você saber fazer a escolha certa e seguir firme seu coração. Eu posso ter feito muitas burrices com a Van, mas trair ela é uma coisa que não consigo. 

Clara a olhou nos olhos.

Clara: Eu amo muito a Van, e eu não vou trocar a minha vida por um momento.

Alessandra percebeu que ela realmente amava muito Van e não iria ceder, decidiu respeitar a vontade dela e esse amor que ela tem por Van.

Alessandra: Agora você me convenceu (sorriu). Tudo bem Clara, não vou Mays insistir, desculpa por isso, é que apesar de ter terminado tudo com você daquele jeito, das coisas terem saído como saiu eu ainda sinto algo por você que ficou Mays vivo agora que te reencontrei novamente, agora que to tendo contato com você de novo, te vendo sempre, sei lá, isso mexeu comigo de alguma forma.

Clara: Mas eu tenho uma noiva que amo muito, eu a valorizo a cada segundo e você deveria fazer o mesmo com sua namorada, não espere perdê-la pra dar valor a ela Alessandra.

Alessandra: Eu sei, eu amo ela, gosto sei lá, nem sei Mays desde que você apareceu de novo, to muito confusa confesso.

Clara: Você já quase perdeu ela alguma vez?? Ou teve a sensação de que a perdeu??

Alessandra: Não!!

Clara: Vai ver que é isso, tem pessoas que precisam passar por isso pra aprender a dar valor no que tem.

Alessandra a encarou.

Alessandra: Ei, isso foi uma indireta??

Clara: Não!! Direta mesmo. (rindo).

Alessandra riu.

Clara: Não faça com ela o que você fez comigo, dói deMays!!

Alessandra: Quer saber, vou pra casa ficar com ela e pensar sobre o que me falou.

Ela sorriu animada abrindo a porta do carro.

Alessandra: Nada como levar um fora!! (rindo).

Clara riu com ela e aos poucos pararam de rir se olhando.

Alessandra: Você é mesmo muito especial Clara, que sorte a da Van em ter te encontrado, e que falta de sorte a minha ter te perdido. (se lamentando) aliás, burrice mesmo. Agora me sinto Mays arrependida ainda por isso, mas enfim, a vida segue.

Clara: Você é mesmo bipolar (rindo) diz que me quer, depois diz que vai atrás da sua namorada toda empolgada e agora se lamenta de novo. (rindo)

Alessandra: Isso é culpa sua. (rindo) Bom Clara, vou indo nessa, e nem preciso nem dizer né, se cuida com a Van pelo amor de Deus, não deixem serem vistas.

Clara: Ok senhorita!! (bateu continência).

Alessandra entrou no carro, não quis se despedir com beijinhos no rosto, ficou um pouco sem graça pra isso depois do ocorrido, ligou o carro sorriu dando um tchau, Clara abriu o portão com o controle e ela saiu com o carro, logo em seguida Clara fechou. Lá fora Van que já estava impaciente com a demora viu ela sair com o carro, olhou pro relógio e viu que ela ficou uma hora dentro da casa de Clara, bateu a mão no volante com força irritada, ficou pensando o que elas ficaram fazendo durante essa uma hora. Ficou tão irritada que nem quis Mays ver Clara, ligou o carro e voltou pro apartamento de Edu, pelo caminho Clara a ligou mas ela não quis atender o celular.

Clara ligou duas vezes e desistiu, pensou que ela ainda estivesse dormindo e não queria acordá-la. Se jogou no sofá pensando nela, estava com saudade e louca pra falar com ela, se sentia muito mal quando brigavam, queria resolver logo essa situação. Logo se pegou pensando em Alessandra também, no tal beijo que ela tanto pediu, em outras épocas a agarraria sem pensar duas vezes, mas agora era diferente, tinha Van e a amava. Ficou pensando em como o mundo da voltas e que ia ter que contar isso a Van, fez a promessa de nunca Mays mentir e teria que ser sincera.

 Van chegou ao apartamento de Edu, se sentou no sofá desanimada, triste e irritada, tinha ido fazer uma surpresa a Clara toda empolgada e quem é surpreendida é ela mesma. Ligou a TV e ficou ali deitada assistindo, ou melhor olhando pra TV com o pensamento em Clara e Alessandra, não iria aguentar Mays, depois da reunião na boate Mays tarde iria conversar com Clara e tirar satisfações, não queria encher a cabeça dela de preocupações agora e nem fazer cobranças por causa do que ela estava passando com o processo de guarda do filho, mas se não agisse de alguma forma ia dar liberdade pra Alessandra. Clara a ligou Mays algumas vezes mas estava chateada deMays pra querer falar com ela, na hora do almoço pegou uma lasanha congelada, esquentou no micro e depois comeu, voltou pro sofá desanimada esperando dar a hora de ir a reunião da boate. Passou um certo tempo e Clara mandou mensagem varias vezes, ligou, tentou falar com ela de todas as formas até que já estava na hora de ir pra boate pra reunião, foi se arrumar enquanto o filho dormia.

Quase uma hora depois, as 16:00 horas Thais, Van e todas as outras funcionárias estavam lá, reunião em pleno domingo não é uma coisa muito legal, mas por outro lado elas não acharam ruim porque naquele dia a boate não iria abrir, no domingo abria Mays cedo e fechava Mays cedo pelo pessoal que trabalha na segunda, e devida as mudanças na boate Clara queria a reunião naquele domingo mesmo pra entrar a semana com tudo certo, queria aproveitar na semana que entrava seu filho por Mays tempo, resolveria todo restante nesse domingo porque até o dia da audiência ficará em casa com o filho concentrada na audiência. As meninas conversavam animadas em uma mesa aguardando Clara, Thais foi a sala de Clara pegar uns papéis e pediu a May que a ajudasse e Van estava quieta no balcão pensando, logo Thalita chegou nela.

Thalita: E ai Van, ta melhor??

Van: Não muito, pra falar a verdade bem pior.

Thalita se sentou do lado dela no outro banquinho.

Thalita: Pelo que to vendo não se acertaram né, só pela sua carinha da pra ver.

Van: Eu fui toda feliz fazer uma surpresa a Clara na casa dela e chegando lá quem eu vejo entrando lá?? A Alessandra.

Thalita: A advogada?? 

Van: Sim, ela mesma!!

Thalita: Putz!! Ai é foda cara.

Van: E pior, ficou lá por uma hora, o que ela foi fazer em pleno domingo lá?? E ficou esse tempo todo?? 

Thalita: Calma Van, com certeza foi falar algo sobre o processo.

Van: Em pleno domingo Thalita?? 

Thalita: Não quero por coisa na sua cabeça Van, mas talvez ela esteja aproveitando dessa sua distancia e da Clara. Sabe o que acho?? Você tem que ficar perto da Clara como puder, conversa com ela, abre seu coração, diz como se sente, porque assim ela vai passar alguma segurança a você.

Van: Eu to muito insegura com essa volta dela e essa proximidade toda, e o pior é que tenho que me manter longe da Clara.

Thalita: Por isso digo pra não deixar que brigas bobas deixem vocês Mays distantes, porque a outra lá pode ta cercando entende?? Ou talvez não Van, vai ver também que ela nem ta ai pra Clara nesse sentido e você ta mal assim atoa.

Van: Mas Thalita, ela foi na casa da Clara em pleno domingo, quer que eu me sinta como??

Thalita: Por isso to falando que tem que se abrir pra Clara, se não vai acumular um monte de mal entendidos que só vai atrapalhar a relação de vocês.

Van: É, ta na hora de eu ter uma conversa com ela mesmo.

Thalita: Poxa, você fica ai se sacrificando, entendendo que a advogada seja ex dela, não querendo encher Mays a cabeça dela porque ta com esses problemas com esse processo e tal, mas nisso e você como fica?? Não é justo.

Van: Você tem razão, obrigado Thalita!!

Van sorriu e segurou a mão dela.

Van: Tem sido uma ouvinte e tanto (sorriram juntas) to muito mal com tudo isso, e hoje fiquei pior ainda ao ver a Alessandra entrar na casa de Clara, e chegar aqui e ouvir seus conselhos e poder me desabafar com você foi muito bom.

Nesse momento Clara entrou na boate pela outra porta que dava acesso ao estacionamento e viu aquela cena.

Thalita: Não precisa agradecer Van.

Agora Thalita segurou a mão de Van fazendo carinho, sem malicia alguma, mas para Clara tinha muita malicia ali, ficou parada olhando a cena e a raiva e ciúme já lhe consumia, seus olhos estavam fixos nas mãos delas, no carinho que Thalita fazia na mão de Van, e depois pra piorar viu os sorrisos trocados, sim era o fim, ia matar aquela menina e Van ainda por cima dava ousadia.

Thalita: Sempre que precisar esterei aqui. (sorrindo).

Clara voltou pro estacionamento antes que infartasse de ciúmes, podia imaginar o quanto estava vermelha de raiva. Respirou fundo umas mil vezes se controlando, depois de achar que ao entrar lá não a mataria com suas próprias mãos em seu pescoço a esganando, decidiu voltar. Enquanto lá dentro Thalita resolveu voltar a se sentar com as meninas antes que Clara chegasse e a pegasse conversando com Van. Thais e May voltaram da sala, foram pra perto das meninas e Van foi ao banheiro, May sentou em uma cadeira e Thais permaneceu em pé organizando os papéis na mesa do lado, quando Clara entrou pela porta de oculos escuro no rosto, tapando aqueles belos olhos azuis, foi andando pisando firme no chão, o seu salto ecoou pela boate, todas a olharam e ela passou reto por todas sem olhar pros lados e dizendo com o semblantes Mays sério possível.

Clara: Thalita te espero na minha sala em dez minutos!!

Clara passou por ali feito um furacão e subiu as escadas sem falar Mays nada. As meninas se olharam e logo olharam pra Thalita, sim, havia tempos que não viam Clara assim, depois de Van ela tinha se tornado tão doce, mas agora era como se voltassem no tempo, a antiga Clara parecia ter voltado ali naquele momento.

Thais: Meu Deus, a quanto tempo não via a Clara assim.

Leila: Fudeu cara!!

Thalita estava com o coração disparados e até suas pernas ficaram bambas.

Paloma: Ta vendo Thalita, a gente te avisou pra não ficar de graça com a mulher da patroa.

Leila: Satisfeita Thalita?? Despertou a fera outra vez!!

Thalita: Mas eu não fiz nada deMays, só tava conversando com a Van, como amiga.

Leila: Não interessa Thalita, a Clara te deu aviso duas vezes cara e você continuou.

Thais: Olha só meninas, deixa que a Clara resolve o que tiver que resolver com ela ok?? Chega de conversa.

As meninas se calaram e enquanto isso Van ainda estava no banheiro escorada na pia pensando em tudo que estava acontecendo. Se passaram onze minutos e Clara ligou pra Thais lá em baixo no telefone, Thais foi até o balcão, pegou o telefone sem fio atendendo.

Thais: Oi Clara!!

Ela sabia que era Clara pelo identificador de chamadas.

Clara: Fala com a Thalita que ela ta um minuto atrasada!! 

Thais: Tudo bem Clara, vou avisa-la.

Clara: Obrigado!!

Thais sentiu um frio na barriga por Thalita, a tempos não ouvia aquele tom de voz de Clara. Ela voltou pra perto das meninas.

Thais: Thalita, a Clara ta te chamando, vai logo antes que ela fique Mays nervosa ainda.

Thalita: Caramba, to com medo agora.

Thalita estava tomando coragem pra ir, por isso demorou um pouco. Respirou fundo se levantou e subiu as escadas, enquanto isso Van voltou do banheiro.

Van: Que cara são essas meninas?? (se sentando).

Leila: A Clara chamou a Thalita na sala dela.

Van: Ela já chegou?? Chamou pra que??

Thais: Não sabemos Van, só a chamou.

Leila: Tinha que ver a cara da Clara.

Van: Como assim?? Eu aposto que foi chamar a atenção dela, vou lá em cima.

May: Van, na boa não vai não, deixa a Clara conversar com ela antes.

Van: Tudo bem, vou esperar então.

Lá em cima Thalita bateu na porta e entrou quando Clara permitiu. Fechou a porta, em passos lentos e medrosos foi até a cadeira ficando em pé atrás dela. Tudo que vinha a sua cabeça é que seria despedida, e que estava ferrada. Clara a olhava fixamente, o que a deixava Mays nervosa ainda.

Clara: Sente-se!!

Thalita sentou, não conseguia a encarar muito nos olhos, mas olhava assim mesmo.

Clara: Vou ser bem clara e objetiva Thalita, porque eu te dei dois avisos e você não ouviu, esse é o terceiro e vai ser bem direto.

Thalita: Mas eu não deixei Mays de fazer meu serviço Clara, fiz tudo do jeito que você falou, sem parar pra conversas.

Thalita falou calma e assutada, não poderia ser mandada embora.

Clara: Eu acho que você não entendeu tudo muito bem, eu não quero intimidades entre minhas funcionárias ok?? Aqui dentro é trabalho!!

Thalita: Intimidades??

Clara: Isso mesmo, você ta cheia de intimidade com a Vanessa, eu cheguei hoje e você estava acariciando a mão dela e cheia de sorrisinhos, além de eu não querer esse tipo de intimidade no trabalho ela é minha noiva, perdeu a noção garota??

Clara a encarou Mays, estava visivelmente nervosa o que deixou Thalita com Mays medo ainda, agora sim ela ia ser despedida, suas pernas até amoleceram Mays, e deu aquele frio na barriga. Pra ela agora havia ferrado tudo, Clara a viu pegando na mão de Van e pensou besteiras.

Clara: Faz tempo que eu to vendo você com muita intimidade com ela, e te digo uma coisa, eu só não mando você embora porque sei que precisa do trabalho, é por sua irmã que não boto você pra rua!! Então se você quiser manter seu emprego é bom pensar Mays na sua irmã e parar de ficar atrás da Vanessa ok??

Thalita engoliu seco, o que era o olhar possesso daquela mulher?? Faíscava raiva, mas por outro lado ficou aliviada em saber que não seria mandada embora, e finalmente se tocou que Clara estava era com ciúmes dela com Van.

Thalita: Tu-tudo bem Clara. (gaguejou). Bom, é…posso fazer uma pergunta??

Clara: Diga!!

Thalita: Você ta achando que eu…é…to dando em cima da Van??

Clara: Não sei, isso é você quem vai me dizer, ta dando em cima dela??

Thalita: Não!! Claro que não!! Clara me desculpa se pareceu, mas tem nada a ver, eu a tenho como uma amiga.

Clara a encarou por um tempo.

Clara: Amiga?? Do dia pra noite virou a melhor amiga dela?? Passa o tempo todo atrás dela Thalita, e hoje chego ta acariciando a mão dela, eu sei como funciona essas amizades, é assim que começa!!

Clara estava louca e cega de ciúmes, Thalita achou exagero da parte dela, estava a julgando sem saber das coisas de verdade, a acusando de estar dando em cima de Van quando na verdade não fazia nada Mays do que consola-la, realmente teve um carinho instantâneo por Van, e nada além disso, mas Clara estava tão cega de ciúmes que nem raciocinava. Além do Mays Van estava sofrendo por causa dela, segurando a onda mesmo com ciúmes de Alessandra, e Clara ao invés de passar segurança a ela, não, só olhava pro próprio umbigo e estava tão preocupada com o proprio ciúmes que não enxergava o que tinha que ver, em como Van estava mal.

Thalita: Eu já disse que não tem nada a ver Clara.

Clara: Tudo bem, fale o que quiser. Meu aviso está dado, nada de intimidades com a Van e apenas faça seu trabalho, estamos entendidas??

Thalita: Sim!!

Clara estava bem fora de si e Thalita agora sentia raiva, só porque era sua patroa achava que podia falar assim?? Sendo que na verdade nem direito disso ela tinha, porque o motivo que estava a fazendo agir assim não era o suficiente pra isso.

Clara: Ótimo!! Agora pode ir e eu não quero Mays ter que te chamar uma segunda vez aqui na minha sala ok??

Thalita: Clara, acredita em mim, eu não tava e nem to dando em cima da Van.

Clara: Thalita chega, não quero saber das suas desculpas, você já ouviu tudo o que eu tinha pra dizer a ta avisada, pode sair por favor!!

Clara pegou alguns papéis na mesa e ficou olhando como se Thalita nem estivesse Mays ali. Thalita a olhou, achou muito injusto ela não ouvi-la, a raiva lhe subiu pelo jeito petulante dela, se levantou e saiu da sala fechando a porta, se escorou nela, ficou pensando. Sabe quando você já ta com raiva e para pra raciocinar em algo que acabou de acontecer e você acha aquilo o cúmulo?? E a raiva lhe sobe Mays ainda e você pensa, porque eu não falei aquilo ou isso?? Pois é, longe daquele olhar possesso da Clara ela pensou melhor. Achou que ela foi muito injusta a julgando, tirando conclusões sem nem ao menos dar a ela a chace de se explicar, ela estava louca de ciúmes de Van com ela, e podia dar esse ataque todo, agora a coitada da Van tinha que ficar calada e aceitar a ex dela na boa, Van estava tão mal e ela ao invés de passar confiança a Van e enxergar pelo que ela estava passando, não!! Achou Mays injusto ainda Van sofrer por causa dela e ela ta nem ai. Então encheu o peito de coragem e Clara ia ter que ouvir sua explicações querendo ou não, não ia deixar que ela achasse que estava dando em cima de Van, e também ia fazer ela enxergar o quanto Van estava mal, alguém tinha acordá-la.

Clara estava guardando uns papéis na gaveta pra descer e ir fazer a reunião, depois falaria com Van. Ao acabar de colocar os papéis no envelope do nada ouviu a porta abrir com rapidez, levantou a cabeça, viu Thalita entrando e logo fechando a porta. Ela havia abrido a porta e entrado de uma vez. Clara logo pensou que folga era aquela da garota entrar na sala daquele e ainda sem bater.

Clara: Ta louca Thalita?? Como entra sem bater??

Thalita: Olha aqui Clara, você vai ter que me ouvir e to nem ai se você vai me mandar embora!! (ela nem acreditou que disse isso, mas agora já tava feito).

Clara: Mas o que te deu??

Thalita se sentou novamente na cadeira e começou a falar.

Thalita: Te peço apenas 10 minutos, só isso e eu falo tudo que tenho que falar.

Clara: A nossa conversa já acabou Thalia.

Thalita: É sobre a Van, sabia que ela ta sofrendo por sua causa?? Ta super mal??

Clara a encarou.

Clara: Como??

Thalita: Sabe porque você me viu pegando na mão dela?? Porque eu tava fazendo um carinho, carinho sim. Porque ela ta mal e eu tava apenas consolando ela.

Clara: Que historia é essa Thalita??

Thalita: História que você não sabe Clara, e sabe porque?? Ta tão cega de ciumes dela comigo que não ta conseguindo ver o que ta passando a sua volta, coisas bem Mays importantes e que realmente estão acontecendo.

Clara: Que coisas são essas??

Thalita: Sabe porque ando passando bastante tempo com a Van aqui na boate?? Porque eu to dando meu ombro pra ela chorar e tudo por sua causa.

Clara agora baixou o topete e a encarou preocupada e curiosa.

Clara: Me conta isso direito Thalita.

Thalita: Não, tudo que tinha pra falar já disse, agora o resto cabe a Van dizer.

Thalita se levantou e Clara a chamou.

Clara: Thalita!!

Ela parou no meio do caminho, sim, agora ela achou que Clara a despediria com certeza por sua audácia.

Clara: Voce não sai daqui enquanto não falar tudo o que sabe!!

Thalita: A Van te conta o resto.

Clara: É serio Thalita, isso é importante, começou agora termina.

Thalita: Ok!! Eu conto.

Dessa vez se sentaram no sofá e Thalita disse tudo a ela, em como Van estava insegura com a volta de Alessandra, como estava mal, mas apesar do ciumes estava calada e segurando firme, pois não queria encher a cabeça de Clara com Mays problemas. Clara ficou muito surpresa e se sentiu uma completa idiota por sentir aquele ciumes todo, enquanto Van fez isso tudo por ela.

Clara: Não acredito nisso, na minha burrice!!

Clara abaixou a cabeça e levou as mãos ao rosto, sentiu muito remorso, ficou extremamente chateada pelo que estava fazendo Van passar e pior ainda é que deu ataque de ciumes completamente ridículo.

Thalita: Bom Clara, já te contei tudo, agora a conversa é entre você e Van, ah, e ela viu a Alessandra entrar na sua casa hoje cedo, Mays essa ainda.

Clara: O que?? ( levou a mão a boca).

Thalita: Isso mesmo, a coitadinha ficou pior do que já tava. Já fiz minha parte!!

Clara: Me faz um favor, pede pra Thais vir aqui.

Thalita: Tudo bem, mas não vai falar com a Van??

Clara: Vou sim!!

Thalita: Ok!!

Thalita saiu e Clara se jogou no sofá, uma angustia tomou conta dela, com certeza Van estava muito chateada. Minutos depois Thais chegou lá, bateu na porta e entrou.

Thais: Oi Clara!!

Clara: Thais, eu vou ter que conversar com a Van agora, é muito importante, você comanda a reunião pra mim, por favor??

Thais: Eu?? Que dizer, mas Clara, são pra ajustes definitivos da boate, você tem que ta presente, a gente espera vocês conversarem.

Clara: Não, vai demorar, será uma longa conversa Thais, eu confio em você e sei que vai decidir tudo certinho, já falei com você como quero tudo, toma aqui.

Clara foi até sua mesa, pegou uma pastinha a entregando.

Clara: Ta tudo ai que eu quero, você já sabe o que é, é só pra você revisar.

Thais: Mas depois vai revisar né??

Clara: Sim!! Ah nem sei Thais, to tão sem cabeça agora. Mas vai lá, confio em você, faz como achar melhor.

Clara sorriu a levando até a porta.

Thais: Tudo bem, vou fazer então.

Clara: Sei que tem competência pra isso!! Pede pra Van vir aqui em cima por favor.

Thais: Ta bom Clara!!