minha leticia

Não sei como começar a escrever, mas ao pensar em você só passa coisas boas e lindas em minha mente, te conhecer foi um dos ponto altos da minha vida, você é uma dessas coisas boas que quando chega colore tudo,tudo pode estar em preto e branco, triste, pra baixo, morto.. mas ao ver teu sorriso tudo se ilumina, tudo colore, tudo que estava morto vive de novo. Te conheço a quase 3 anos e posso te dizer que foi um dos melhores anos da minha vida pois conheci a menina do sorriso largo do olhar penetrante a menina que me faz sorrir tão facilmente sem precisar de esforços. Muitos dizem loucura eu depositar tanto amor, tanta força, tanto valor a uma amizade que tenho a pouco tempo. Mas o que eles não entendem que essa amizade de pouco tempo que me fez ter os melhores momentos da minha vida, os meus melhores risos, melhores gargalhadas, melhores palhaçadas. Eles não entendem que o tempo significa nada perto das emoções dos acontecimentos e historias que fizemos juntas e ainda faremos. Quando digo que choro só ao pensar em te perder eu não estou brincando muito menos mentindo.. Só de pensar em não poder ver teu sorriso de perto, te abraçar te enrolar em meus braços e tirar o peso das costas, de não ouvir o som da tua gargalhada mistura com a minha isso me dá calafrios, eu não consigo cogitar a ideia de me afastar de ti . Por mais que as coisas fiquem difíceis, por mais que os sentimentos estejam confusos, por mais que a gente não saiba o que fazer. Eu jamais vou querer te ver de longe, quero enfrentar tudo que tiver que enfrentar ao teu lado, passar por cima do que for, a gente já passou por coisas bem piores. Por mais que não possamos ficar juntas eu ainda preciso de você na minha vida. Ainda quero segurar firme na tua mão e você olhar nos meus olhos e saber que estou aqui, que você pode contar comigo pro que for preciso, ainda quero estar aqui pra te abraçar com meu braços te manter firme, ainda quero tirar milhares de fotos quando nos encontrarmos, ainda quero ouvir tuas birras e dizer que você esta feia nas fotos e eu te disser que você é a garota mais linda do mundo, ainda quero te mimar com minhas manias extremamente fofas pra te deixar feliz, ainda quero ouvir o quanto você me ama, ainda quero fazer palhaçadas e ouvir tua gargalhada até bater os pés, ainda quero brigar contigo por fazer chapinha e não deixar teus cachinhos que eu tanto amo aparecer, ainda quero puxar sua orelha quando fizer algo errado e quero mais ainda te parabenizar e ficar orgulhosa de você quando tiver uma atitude certa, ainda quero escrever muitos textos como esse pra te mostrar o quanto é importante na minha vida e o quanto você é a minha inspiração. Acredite pois você é a fonte da minha alegria, motivo dos meus sorriso mais bobos e pensamentos mais lindos, você faz parte da minha vida, da minha alma, do meu coração, você faz parte do que eu sou. As vezes ou quase sempre minha vontade é largar tudo e ir te ver te abraçar te ter. Pode brigar comigo, pode gritar, pode me xingar, me bater só não se afasta, fica perto. O meu mundo fica melhor quando te tenho por perto, o mundo fica melhor quando você sorri, pode estar tudo indo mal na minha vida mais se eu to do teu lado tudo vira nada e eu esqueço os problemas, pois minha solução é você , você é meu remédio, você é minha cura. Quando fico muito tempo sem te ver parece que te vejo em todos lugares e nenhum lugar ao mesmo tempo, parece que te procuro em outros corpos, outros sorriso e nunca encontro, mas tanta coisa me faz lembrar em você.. Tantos lugares que eu coloco os pés e subitamente lembro de você, pois praticamente em todos lugares você estava ao meu lado. Foi assim e quero que seja assim sempre, quero te amar, te dar carinho, quero ser tua melhor amiga, tua melhor companhia, quero brigar, quero fazer as pazes, quero tirar fotos, quero te dar carinho, quero te abraçar, quero PERMANECER, quero que seja assim durante muito tempo, durante minha vida inteira. E se uma vida inteira ainda não for o suficiente quero te amar ainda mais na segunda vida.
—  Larissa Freschi 
Tu és minha menina.

Ela era solidão, em uma imensidão sem fim. Em uma imensidão em que não se encontrava luz. Ela poderia ter sido o lindo jardim que é hoje mais cedo, porém, ela só encontrou quem a regava depois de tanto sofrer. Sua imensidão foi colorida por alguém que a cuidou. Limpou todos os machucados que ela tinha, curou um por um, até todos se fecharem, e quando se fechou disse “Você é minha, não te deixarei se ferir nunca mais, cuidarei de ti, todos os dias, e sempre direi a ti: Tu és minha menina”. 

Leticia Dutra / servosdo-senhor

Capítulo 4 (continuação )– As Lendas do Colégio

- Olá, eu só vim ver a nova aluna do colégio – disse baixinho.

- Olá – disse, enquanto continuava a secar seus cabelos, observando que a garota começou a se aproximar dela.

- Eu me chamo Fabrícia – disse – e você deve ser a famosa Vanessa.

- Famosa?

- Sim. Mal chegou e está na boca das garotas – disse, passando a mão por seus cabelos ruivos, jogando seus fios para trás. Seu cabelo era curto, mas possuía uma franja incrivelmente comprida chegando até seu queixo.

- Por quê?

- Garotas fechadas nas montanhas, sem ninguém para se divertir. Sempre gostamos de novas garotas, pois nos cansamos das mesmas – disse, dando uma piscada para Vanessa, exibindo seu par de olhos cinza claro.

- Cansada das mesmas garotas. Em que sentido? – indagou, sentindo um frio correr por sua espinha.

- Nesse mesmo sentido que está pensando – disse, rindo baixinho em seguida – eu vou indo. Quando tiver um tempo livre vá ao dormitório A1, o dormitório do quarto ano. Nós queremos lhe cumprimentar.

- Ah… Tudo bem – disse.

- Mesmo? Vou me lembrar disso. Eu te espero hoje, pode ser?

- Ah… Pode – disse, sem saber como sair daquele diálogo.

- Eu te busco então. Eu acho que você não sabe onde é o dormitório A1 – comentou – até mais então. E só para confirmar. Você está no quarto dez, não é?

- Sim… – respondeu mecanicamente, não sabendo como aquela garota sabia tanto.

Fabrícia afastou-se com um caminhar lento e gracioso, passou por algumas garotas que estavam saindo do banho e Vanessa acabou notando que muitas a olhavam com surpresa e medo… Pois todas se afastaram quando cruzaram seu caminho, como se ela fosse um monstro.

Vanessa vestiu-se e saiu do vestiário sentindo o vento bater contra seus cabelos molhados. Começou a caminhar até que sentou num banco de pedra, esperando que Luiza saísse logo do vestiário para descobrir mais sobre aquele colégio.

Luiza apareceu com um sorriso no rosto, conversando com outra garota que parecia ser tão boba quanto ela. Van levantou-se e aproximou-se da loirinha, puxando-a pelo braço, arrastando-a para um lugar onde pudesse ter privacidade.

- Vamos por aqui – disse Luiza, puxando Vanessa para um canto mais afastado.

As duas ficaram andando por um jardim cheio de árvores antigas, permitindo que elas se ocultassem na vegetação. Elas passaram por um matagal e chegaram num lugar rodeado por pedras.

Quanto mistério… – Vanessa comentou, rindo baixinho, vendo que estava bem longe do colégio.

- Assim podemos conversar em paz – Luiza comentou, sentando-se no chão.

Van sentou-se numa pequena pedra e ficou olhando para a garota a sua frente.

- Hoje uma tal de Fabrícia veio falar comigo – disse.

- Ah, bem previsível – comentou – deixe-me te contar como são as coisas aqui, Vanessa. E não fique assustada, e qualquer coisa peça transferência para outro colégio.

- Eu não posso pedir transferência – disse, com uma voz amargurada.

- Então acho melhor me ouvir. Tantos as alunas como algumas funcionárias do colégio são bem agressivas. A garota que a minha irmã Leticia bateu hoje é do segundo ano, o nome dela é Mirella e ela se deita com minha irmã.

- Se deita! – indagou surpresa.

- Sim, e parece que Mirella quis terminar o relacionamento e por isso brigaram, mas isso sempre acontece entre elas. Sempre, daqui a pouco você as verá aos beijos por aí – disse baixinho – aqui é assim, 99% das garotas gostam de garotas. E como não tem diversão, elas sempre ficam se pegando entre si e você é a garota transferida.

- Sou a nova diversão? – indagou, rindo alto em seguida.

- Sim – disse, olhando com certa pena para Vanessa – e elas… Forçam sabe… Se você não quiser… Elas forçam.

- Como assim? Que ridículo… Ninguém conta a diretoria? – indagou, ficando um pouco assustada.

- A diretora também fica com algumas alunas. E a polícia não vem aqui, e eu não sei o motivo. Aqui é uma prisão. Comigo não acontece nada por causa das minhas irmãs, elas me tratam mal de vez em quando, mas elas me protegem – disse baixinho, abraçando seus joelhos em seguida.

- Já… Fizeram algo a você? – indagou, com certo receio.

- Já – disse – mas minha irma… Soube e me socorreu. Foi com o pessoal do terceiro ano na época.

-Que horror. Não tem como fugir disso? – indagou.

- Bom, se você arranjar uma namorada – comentou – mas não pode ser uma namorada qualquer. Por exemplo, se nós disséssemos que estamos namorando… elas iriam rir e ignorar.

- Então teria que namorar a pessoa certa ? – indagou.

- Sim. E você Vanessa. Já ficou com uma mulher antes? – indagou.

Vanessa ficou pensativa, ela não sabia se falava sobre sua vida pessoal com Luiza. A loirinha voltou a perguntar, chamando a atenção de Van, tirando-a de seus devaneios.

- Sim – respondeu – já namorei dois anos.

- Olha! Bastante tempo – disse surpresa – pelo menos você não vai sentir nojo. Pois eu detesto garotas, eu gosto de homens.

- Bom pra você. Pelo menos não é diferente, não é mal visto pela sociedade. Vai casar e ter filhos – disse um pouco angustiada – se eu pudesse… eu gostaria de homens. Mas eles não me atraem.

- Nossa… nunca pensei que você fosse assim. Bom, mas deve ser difícil ser diferente. Sempre é difícil ser diferente. Mas fique feliz Van, pois aqui você não é diferente… todas aqui são iguais a você! – disse um pouco decepcionada. Ela havia pensado que Vanessa poderia ser sua companheira heterossexual naquele colégio.

- Que hilário – Van comentou – então sua irmã bateu na garota menor que ela… e alguém mexe com o pessoal do grupo ?

- Thais e as outras? – indagou.

- Sim, essas mesmas – disse.

- Ah… Bom, elas vivem em cima da minha irmã Polly. Da Aziel nem chegam perto, pois minha irmã é muito briguenta. A Anny é a diversão delas, apesar dela conseguir se esquivar, pois tem um bom relacionamento com o pessoal do quarto ano.

- Esse quarto ano é terrível – comentou.

- Não pense assim. As mais fragilizadas são as garotas do primeiro ano, coitadas! É uma escadinha, o quarto ano fica em cima do terceiro, do segundo e do primeiro. Terrível – disse, balançando a cabeça negativamente.

- Você disse funcionárias… Quais funcionárias?

- A professora Fernanda e Melchar, elas são bem estranhas – disse – nunca ouvi falar delas ficarem com alguma aluna, mas tenho as minhas suspeitas. Eu acho que elas não deixam falar. Elas ameaçam.

- Luiza, essa tal de Fabrícia pediu para eu ir ao dormitório do quarto ano – disse.

Luiza arregalou seus olhos, ficando surpresa com a investida direta que Fabricia havia dado em Vanessa. Pelo visto ela deveria estar interessada nela.

- “E pensando bem… todas as garotas daqui são lindas… será que existe alguma razão para isso ? Um processo seletivo ?” – pensou, não sentindo coragem de perguntar para Luiza, que talvez pensasse que ela fosse uma pervertida pronta para ser usada por todas daquele colégio.

- Van… eu não sei como te aconselhar. Como hoje é sexta-feira, as garotas não ficam nos dormitórios. Então eu acho que talvez alguém do seu grupo vá até o dormitório, eu acho melhor ir acompanhada.

- Está dizendo que eu vou ser estuprada? – indagou, erguendo uma sobrancelha.

- Olha, eu não acho isso. Mas todos comentaram que acharam você linda, com traços fortes e uma personalidade confiante – disse, fazendo uma careta em seguida – e Vanessa, como você já namorou, então vai ser fácil para você.

- Como assim? – indagou sem entender.

- No sexo… por exemplo, você está acostumada a fazer, não é ? – indagou, ficando vermelha em seguida.

- Só porque eu gosto de mulheres não quer dizer que eu gosto que qualquer uma me toque, e mais, eu nunca fui passiva. Afinal, sempre pensam que para lésbica o sexo é sem sentimento e feito com qualquer uma.

- Ah… bom, não vamos falar mais nisso. Mas tome cuidado com a Thais, viu?

- A Thais?

- Ela está de olho em você. E digamos que ela é bastante problemática, eu não gosto dela. E ninguém do quarto ano enche o saco dela também. Elas são tudo farinha do mesmo saco – comentou.

As duas continuaram a conversar até que o dia começou a escurecer. Elas voltaram para o colégio, indo para os dormitórios, subiram as escadas, indo para o segundo andar onde era o quarto de Vanessa, Luiza adentrou, querendo saber quem ia ser a colega de quarto de Van, pois ela não dormia naquele andar e não conversava com ninguém a não ser suas irmãs e mais duas garotas.

- Olá – Van disse ao ver que havia uma garota encostado à janela do quarto, fumando um cigarro.

- Eu vou indo, até mais, Vanessa – disse Luiza, saindo correndo ao ver de quem se tratava.

- Você é a Vanessa… não é ? – indagou, com uma voz doce e extremamente baixa. Van teve que forçar seus ouvidos para entender o que ela falava.

- Sim. E qual seu nome? – indagou, fechando a porta atrás dela.

- Eu me chamo Clara, Clara Aguillar. – disse – coloque suas coisas no armário.

Toda vez que me olhava no espelho não gostava do que via, até começar a praticar o amor próprio, e foi a melhor decisão que tomei na minha vida.
—   Leticia Maçulo