micro ondas

Imagine - Harry Styles

Eu queria pedir a opinião de vocês para uma coisinha… nesse imagine, pela primeira vez, eu mudei o ponto de vista dos personagens no meio da história. Me digam o que acharam, é importante para mim! Beijos e até amanhã…

Pedido: “Faz um do Harry que ele não dá mais tanta atenção pra ela por causa do trabalho, ela fica muito carente e ele percebe”


Chateada, mais uma vez fui dormir.

A dias eu pouco via Harry, meu marido. A empresa vem ocupando muito espaço em nosso casamento, mas na última vez que tentei conversar com ele, acabamos com uma discussão complicada e duas semanas sem trocarmos uma palavra.

Harry sempre foi muito carinhoso, atencioso nem se fala; mas um dos sócios saiu da empresa, ele acabou assumindo toda sua função e consequentemente mais papeis para cuidar, assim como menos tempo para ficar comigo.

Eu nunca havia ficado tanto tempo sem seus carinhos, e não falo se sexo, falo do tempo em que ele me ajudava a cozinhar ou quando ficávamos a noite toda assistindo filme depois de comer uma penca de pizza. Ele fazia falta. Sempre faria.

As noites em que Harry chagava pela madrugada, eu apenas o sentia deitar-se próximo de mim e quando já estava quase envolvido no sono, abrasava-se ao meu corpo. Sem mais beijos, palavras doces ou carinhos sinceros. Restava pouco do meu Harry. Aquele que eu escolhi amar.

Acordei ates mesmo do sol nascer no sábado pela manhã. Preparei um café forte para que eu tomasse; se hoje fosse um sábado de dois meses atrás, Harry viria atrás de mim, me obrigaria a voltar para cama com ele e me mimaria o dia todo, seria minha companhia no almoço e no jantar; mas agora, nesse sábado, Harry levantaria, tomaria banho e iria para seu escritório.

Eu estava entretida com as últimas gotas de café que escorria pela cafeteira quando Harry entrou na cozinha, e da porta, ficou me encarando.

- Está tão cedo, por que você não deita novamente e descansa? – Harry rompeu o silêncio.

- Como se você se importasse com o quanto cansada eu estou. – Em silêncio, peguei minha xícara fui para a sala.

- Não faz assim, (S/A). – Harry miou e veio atrás de mim. – Nós já conversamos sobre isso.

- Não, você gritou comigo e deixou bem claro que a empresa viria em primeiro lugar. – Apontei o dedo indicador em seu rosto. – Então, pegue sua empresa e vá passear. – Sentei no sofá e depois de ligar a televisão, tentei esquecer da presença de Harry na casa.

Eu havia feito almoço e almoçado sozinha, fiquei no quarto lendo alguns dos meus casos que seriam levados a júri ainda esse mês e depois das onze horas da noite foi que eu saí do quarto e fui para cozinha novamente para comer alguma coisa. A porta do escritório ainda estava fechada e não seria eu a pessoa a interromper o todo soberano da casa. O pior, além da saudade, era a raiva que eu sentia por me submeter a essa situação.

- Eu ainda não consigo acreditar nisso. – Murmurei enquanto mastigava o último pedaço do sanduiche.

Por costume, apaguei as luzes da casa e subi para tomar banho, um quente e agradável banho.

- Merda! – Resmunguei pois não havia levado roupa para o banheiro. Atrás da porta, um dos moletons favoritos de Harry estava pendurado, o vesti e inalei o cheiro amadeirado de Harry sentindo meus olhos inundarem de lágrimas.

Puxei a gola do agasalho até meu nariz e deixei que aquele cheirinho de saudade aquecesse meu coração. Também deixei que as lágrimas escorressem do meu rosto, levando junto todo rancor que eu sentia por estar sendo deixada de lado. Eu estava acabada por dentro, e finalmente me deixei libertar, mesmo que ainda dentro do banheiro.

Depois de alguns suspiros fortes escaparem dos meus lábios e as lágrimas secarem em meu rosto, eu saí do banheiro, passei no closet e apenas vesti uma calcinha; descendo em seguida para a sala, ligando mais uma vez a televisão e me afundando em lágrimas solitárias que escorriam pelo meu rosto. Até que eu dormi. Sem ao menos desligar a televisão.

P.O.V Harry

Bufando, atirei a papelada sobre a mesa do escritório. As palavras de (S/N) ainda ficavam gritando na minha mente e o seu olhar chateado aparecia para mim toda vez que eu fechava os olhos.

O relógio do meu notebook marcava uma da manhã e eu mal havia posto o pé para fora do escritório o dia todo. Apenas ouvia os passos de (S/N) apresados pela casa. Ao meio dia, o cheiro do macarrão invadiu o escritório e meu estomago revirou só em pensar naquela maravilha.

Desistindo de qualquer alternativa com aquela penca de papel cheio de números, saí em rumo de comida. Minha surpresa foi ver a televisão ligada e (S/N) embrulhada em um dos meus moletons. Temendo mais uma discussão, fui direto para a cozinha encontrando um potinho com macarrão e almondegas. Esquentei de qualquer maneira a comida no micro-ondas e após a primeira garfada notei a fome que sentia; (S/N) era uma cozinheira e tanto, adorava mexer com temperos e me levava a loucura com qualquer coisa que fizesse para comer, até omelete.

Do balcão da cozinha eu tinha uma visão perfeita de onde (S/N) estava deitada.

Não adiantava, uma hora ou outra, teria que enfrentar a burrada que eu havia feito, e por mais que fosse tarde, seria agora.

Larguei o prato e os talheres na pia e em passos silenciosos fui até onda (S/N) estava. Ela dormia, tinha os olhos inchados e a ponta do nariz vermelha, demonstrado que ela havia chorando; partiu meu coração saber que a culpa era minha. Passei meus braços por debaixo do seu corpo e a peguei no colo. Ela resmungou algo, mas encaixou sua cabeça em meu pescoço e sua respiração fraquinha fazia com que eu me arrepiasse de tempos em tempos.

Depositei seu corpo molinho em nossa cama e fui tomar um banho rápido.

Me aconcheguei próximo ao seu corpo e o abracei com todo amor que eu conseguia transmitir.

No dia seguinte, acordei cedo novamente, como em um piloto automático. (S/N) estava ao meu lado e seus olhinhos estavam mais inchados que na noite anterior. Com um dos meus dedos passei sobre a bolsa que havia em baixo dos seus olhos, querendo fazer elas sumirem e restar apenas um rostinho de sono pela noite tranquila. Apesar de achar que meu toque era delicado, (S/N) acordou e me olhou com um olhar triste. Eu abri e fechei meus lábios várias vezes em uma tentativa frustrada de pedir desculpa. (S/N) apenas virou seu corpo para o lado oposto do meu e eu me vi perdido.

Com muita relutância, consegui trazer seu corpo para próximo de mim e faze-la virar-se de frente para mim.

- Eu acho que você devia me lagar, você dever ter muito papel para ver e rever hoje. - (S/N) falou com a voz rouca.

- Eu sinto muito, mesmo. – Comecei. – Mas eu te amo demais, não consigo nem olhar para seus olhinhos inchados sem sentir meu coração se apertar. Se você quiser eu largo tudo. Eu saio da empresa, ou peço férias, qualquer coisa, somente para não a ver assim. Eu fui um bobo ao dizer que a empresa teria prioridade, e mais bobo ainda por deixa-la de lado; mas eu já notei o meu erro e quero repara-lo.

- Palavras bonitas não vão mudar nada, Harry. Eu senti tanta saudade e agora me sinto uma tola por ainda estar vestindo um casaco seu apenas para sentir o seu cheiro. Não quero ser um estorvo, muito menos uma obrigação. Queria apenas ser aquela para quem você voltaria toda noite, sem papeis ou empecilhos do trabalho. Mas eu não vou mais competir com isso. – Ela fez menção de levantar, mas fui mais rápido e a pus para baixo de mim.

- Eu sempre vou voltar para você ao cair da noite. E, a partir de hoje, sem mais nenhum papel ou telefonema do trabalho.

(S/N) não esboçou nenhuma reação, mas eu estava tão perdido em seus lábios entreabertos que os tomei para mim, e lá pelas tantas, senti (S/N) retribuir o carinho.

- Me deixa amar você, hm? A partir de agora, do jeito certo.

Pedi demissão duas vezes em minha vida, e quando me perguntavam qual era o motivo a resposta era sempre a mesma: eu não acredito mais nisso. Lembro que a primeira vez que fiz isso uma gestora ficou me olhando por uns dez minutos sem entender, esperando que eu completasse a frase ou que explicasse aquela justificativa. Ela ergueu as sobrancelhas e repetiu: “Pode dizer, aqui entre nós, ninguém vai ficar sabendo, o que houve?”. Talvez quando se está absorto no mundo corporativo repleto de expectativas para o futuro e com algumas promessas de crescimento, não seja possível entender que para continuar em algum lugar precisamos acreditar nele. Quer dizer, isso funciona comigo. Sei o momento exato que preciso sair quando deixo de acreditar, não só na missão, visão e todo blábláblá, mas no meu próprio fazer naquele lugar. No que eu estou agregando e em como outras pessoas poderiam fazer mais se tivessem ali.

É claro que, morando em uma comunidade e tendo que pagar contas e sobreviver, não pude usar esse lema por toda minha vida. Em muitos momentos entrei no ônibus tentando fazer o jogo do contente que a minha mãe tinha me ensinado na infância. Mas pelo menos eu tenho isso. Mas pelo menos eu. Mas pelo menos. Até não sobrar mais nada e eu chegar ao ponto de chorar para uma senhorinha que me deu alguns minutos de atenção. Eu odeio a sensação de que não estou fazendo nada por ninguém – nem por eu mesma – em algum lugar. Odeio a sensação de ter a minha criatividade roubada por algo em que eu não tenho fé. Que eu tenha que dar sorrisos corporativos e desculpas corporativas, quando você quer concordar com o cliente que tudo isso é um saco. Não existe um “mute” para os nossos pensamentos. Chega uma hora que até o barulinho do micro-ondas apitando que a marmita está quente te enlouquece. E nem o feriado. E nem o final de semana. E nem o aviso que o salário foi depositado te levanta. Talvez um pouco. Mas depois de um tempo até o único motivo <dinheiro> te faz sentir que tudo aquilo é sujo e usual. Eles aproveitam o melhor em você e em troca te dão alguns “luxos” no final do mês.

Enfim, toda vez que eu sentia que não aguentaria mais viver para isso ou continuar por tão pouco eu saia. Ouvi de muitos gestores, supervisores e líderes que eu ainda sofreria muito na minha saga corporativa, que a vida não era assim e que temos que sofrer e engolir sapos no trabalho, que fazemos o que não gostamos e pronto. Ainda bem que eu nunca tomei para mim nenhum discurso. Eu sei que muitas vezes temos que continuar em empregos indesejáveis para levar a mistura do dia e dormir no mínimo de paz, mas não devemos naturalizar e nem ALMEJAR empregos assim. Não é normal sofrer para conseguir um bom cargo ou se humilhar para virar amiga do chefe. Não é normal carregar pesos em segredo para sofrer depois sozinha. É importante sim acreditar, nem que um pouco, naquilo que você faz.

Não é porque não falo dos meus próprios sentimentos com a frequência que o mundo cobra que eu não esteja de corpo e alma pra você. Então, sei lá, me conta dos teus problemas, dos teus sonhos, me liga se quiser, divide uma barra de chocolate comigo na madrugada, pede para eu fazer brigadeiro ou pipoca, e me obriga a ser de panela, porque com toda minha preguiça provavelmente farei no micro-ondas, me morde, me beija, me esconde do mundo, faz o que você quiser comigo, mas, por favor, só não duvida do quanto gosto de você e que quero estar do lado. Você sendo quem você quiser ser. Seja apenas um ser humano ou um super-humano. Eu estou aqui.

- T.

Meu Delegado

Capítulo 85 :

 ARTHUR

 - Eu sei que você não gosta muito de comida requentada no micro-ondas, mas é que está fresquinha, eu fiz tem pouco tempo. Eu só dei uma esquentadinha porque ninguém merece comer comida fria, ainda mais quando tem queijo nela.

- Tudo bem, Lua, sua comida é deliciosa de qualquer jeito. – digo sentando-me à mesa.

Ela para de abrir a geladeira e me olha espantada.

- Espera aí. Você disse que minha comida é deliciosa? É isso mesmo? Arthur Aguiar elogiando a minha comida?

Ela diz divertida, mas posso ver verdade nesta brincadeira. Solto uma risada e levo minha mão à cabeça coçando-a.

Porra! Está vendo o que ela faz?

- Lua, mesmo não te falando isso, você sabe que eu amo sua comida.

- Meu Deus! O que está acontecendo aqui? O que fizeram com o Delegado ogro, mandão e mal humorado pra quem eu trabalho?

Sorrio com de suas palavras.

- Foi domado por uma branquinha linda. – me levanto e vou até ela abraçando-a. – Mas não deixe ninguém saber disso.

Ela passa os seus braços pelo meu pescoço e diz olhando nos meus olhos.

- Pode deixar. Eu não irei estragar a sua reputação de Delegado ogro, mal humorado.

- Acho bom mesmo. – deixo um beijo rápido em sua boca, solto-a e volto a sentar-me à mesa.

Ela pega o suco dentro da geladeira, coloca sobre a mesa e se senta ao meu lado.

Eu nunca pensei que um dia eu me sentiria tão bem ao lado de uma mulher, como eu me sinto ao lado da Lua. Ela disse a alguns dias atrás que não temos nada a ver um com o outro. E realmente, nós não temos. Somos completamente diferentes.

Mas eu acho que foi exatamente por isso que eu me apaixonei por ela. Foi por essa simplicidade e carisma. A Lua mesmo machucada pela vida, nunca deixou o sorriso de lado.

Porra! Olha eu ai novamente pensando igual um boiola.

Que porra! Olha o jeito que eu fico. O jeito que eu penso quando estou perto dessa mulher.

Ninguém pode me ver agindo desse jeito. Ninguém mesmo!

Terminamos de comer e colocamos a louça na e pia ela veio se despedir de mim.

- Boa noite. – diz depois de desgrudar as nossas bocas.

Ela já ia saindo quando eu puxo-a para perto de mim, novamente.

- Onde você pensa que vai?

- Dormir. Amanhã eu tenho que estar de pé cedo pra fazer o seu café da manhã.

- Ok. Mas a onde você pensa que vai?

- Está surdo Arthur? Dormir. No meu quarto. – falou parecendo meio obvio.

- Sim eu entendi a parte do dormir. Mas você não vai dormir no seu quarto e sim no meu.

- Sério? – diz e levanta uma sobrancelha e me olha parecendo não acreditar.

Ela não achou que depois de tudo o que fizemos no meu quarto, eu a deixaria dormir sozinha aqui em baixo, né?

- Muito sério. A partir de hoje eu te quero na minha cama todas as noites. Quero você dormindo do meu lado, sempre.

Ela deixa um sorriso bobo escapar e eu a puxo em direção as escadas.

- Espera Arthur. Eu tenho que escovar os dentes.

- Tem escova no meu armário. – pego-a pela mão e começo a puxá-la, não dando tempo para que ela tente fugir de mim.

Quando chegamos ao quarto, ela foi direto para o banheiro e pegou uma das escovas de dente, nova, que tinha ali. Esperei que ela saísse, entrei no banheiro e fiz as minhas higienes.

Quando voltei ao quarto ela estava arrumando os travesseiros e a coberta para deitarmos.

Assim que me deito na cama, ela faz o mesmo deitando-se ao meu lado. Eu puxo-a para o meu peito e passo os meus braços por sua cintura, ela me dá um beijo demorado e encosta sua cabeça em meu peito novamente, envolvendo seus braços no meu corpo. Apago a luz dos abajures e deixo o sono me vencer.

Eu só quero caminhar em direção ao futuro com você. Quero fazer planos na hora de dormir, rir até a barriga doer, deitar no teu peito e depois deixar que os nossos silêncios conversem. Quero brigar com você só pras brigas acabarem com beijos molhados e brigadeiro de micro-ondas. Quero que você me olhe e veja a mulher mais insuportável do mundo, mas, a que mais cuida e ama você. Quero que você me dê a mão e enfrente tudo comigo, quero que você proteja nossa relação como eu vou fazer. Quero aqueles abraços que vem com saudade, com afeto, com carinho, com cheirinho no pescoço. Quero que você coloque o meu cabelo atrás da orelha quando eu estiver preocupada com algo e que me beije quando eu estiver de birra. Quero que você planeje o futuro comigo, quero que entre nas minhas fantasias de mulher e escolha o nome das nossos filhos, porque eu sei que você quer um casal. Quero que você escolha a cor da nossa casa e discuta comigo sobre o lado que o sofá vai ficar. Quero participar da sua rotina, quero que me conte seus problemas, quero que divida comigo cada dificuldade que tiver. Quero que me dê a mão, quero que acredite em mim quando eu digo que vou fazer tudo isso dar certo. Quero que você arrume a casa comigo aos sabados, (para que aos domingos não fazer nada disso) e que, de repente, chegue de mansinho, me jogue no meio da nossa bagunça e me beije como se fosse a primeira vez que os nossos lábios se tocam. Quero que entenda que você é a dona de todo o meu amor e de toda a minha intensidade, humor, saudade, alegrias e frios na barriga. Quero que você me ligue no meio da tarde pra me contar sobre uma saudade que está sentindo. Quero que me ame nos momentos ruins e que não me deixe escapar da sua vida por motivos menores que o nosso amor. Quero ser a tua escolha todos os dias, assim como você é a minha. E será pra sempre.

OneLove

Cheesecake de Oreo 

 Ingredientes 

  • 30 biscoitos Oreo sem recheio 
  • 100g de manteiga ou margarina sem sal
  •  750g de cream cheese
  •  ¾ xícara (chá) de açúcar 
  • ½ xícara (chá) de creme de leite 
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  •  3 ovos 115g de chocolate meio amargo 

 Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 160 °C. Forre uma assadeira de 33 x 22 cm com papel manteiga. No processador ou no liquidificador, triture 24 bolachas até formar uma farofa. Derreta ¼ da manteiga e misture com a farofa. Forre o fundo da fôrma com essa massa. Bata, com o auxilio da batedeira, o cream cheese e o açúcar. Adicione o creme de leite e a baunilha e torne a bater para misturar todos os ingredientes. Adicione os ovos, batendo sempre. Pique o restante das bolachas e, delicadamente, incorpore-os à massa. Despeje a massa na fôrma e leve para assar por aproximadamente 45 minutos. Enquanto isso prepare a calda, derretendo o chocolate com a manteiga restante no micro-ondas, tomando cuidado para não aquecer demais e queimar o chocolate. Retire o cheesecake do forno e espere esfriar um pouco para despejar o chocolate por cima. Leve para gelar por aproximadamente 4 horas antes de servir.

Você disse que iria me esperar. E eu não soube o que fazer. Disse que poderia esperar três, quatro, até dez anos. Imagine. Você não consegue nem esperar o prato esquentar no micro-ondas. Eu te falei que seria difícil, por razão dessa tal impaciência. Recebi a resposta: “É por uma boa causa”. Prometi pensar no caso. Você e eu. Eu e você. É como se combinasse as duas peças do quebra-cabeça, nossos corpos se encaixassem como uma luva. Me faz tão bem. Me faz tão mal. Segredos à parte, mas queria guardar-te no bolso da minha calça jeans. Revelar uma fotografia nossa e gravar no coração. Lembro dos teus olhos turquesa me observando, como se estivesse gravando cada milímetro do rosto, como se eu fosse partir a qualquer momento. Dos abraços inesperados, das declarações no meio da madrugada. Das brincadeiras, piadas e risadas que demos juntos. O amor pode doer, e muitas vezes é como aquela dor muscular que cessa depois de algum tempo. Você me dói todos os dias, minutos e segundos. Nas lanchonetes da cidade, nas roupas que uso, músicas que escrevo e no perfume que sinto. Você está em todo lugar. Como agora posso te tirar de mim?
—  Sobre você, sobre nós. Craquelar.
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You’re my hero!

Capitulo 10

POV VANESSA MESQUITA
Encaminhei-me em direção a Polly, que estava sentada em sua cama com alguns cadernos e sentei-me ao seu lado.

- Vanessa… Polly começou, mas eu a cortei com um aceno de mão.

- Eu já sei de tudo. Por que não me contou que  ele fez isso contigo, Polly?

Eu não conseguia raciocinar direito. Ela tinha ido acampar aquele final de semana com o Logan. Como ela conseguia continuar sendo amiga dele depois daquilo?  Mas eu não quis pressioná-la já que eu sabia que aquele não era um assunto fácil para ela. Entretanto, tudo o que eu mais queria era que aquele garoto se afastasse de vez da minha Polly; que sumisse para sempre, talvez. Eu, sinceramente, não tenho ideia do faria se o visse na minha frente.

- Eu.. eu.. – Polly começou, mas eu a puxei para um abraço antes que ela falasse qualquer coisa. Apertei-a contra o meu corpo e comecei a afagar os seus cabelos.

- Shhh… – falei. – Vai ficar tudo bem, eu to aqui agora.

Senti o corpo dela relaxar embaixo do meu, e um suspiro longo veio dela, como se estivesse esperando tempo demais por aquilo. O meu senso autoprotetor gritava dentro de minha cabeça. Eu estava preocupada com a minha Polly, mas também estava furiosa com aquele imbecil do Logan.

- Você pode prestar queixa na policia, você sabe disso, não é? – falei após um certo tempo de silêncio.

Polly se soltou dos meus braços e me observou. Seu rosto estava molhado de lagrimas, e seus olhos vermelhos, o que só me fez querer protegê-la mais ainda. Ela negou com a cabeça respirando fundo logo depois.

-Não, não – falou ela. – Não quero dar queixa.. Depois daquele dia ele nunca mais tentou nada.

Respirou fundo.

- Então me prometa, por favor, que você vai se afastar dele – falei.

Polly concordou com a cabeça.

- Se afaste dele também – ela disse.

Como se você precisasse pedir pra eu me afastar do Logan Lesma.

- Ok – respondi. – Quer que eu fique aqui o da semana? Eu posso ficar…

- Não, não – ela disse. – Não quero causar mais problemas do que já causei.

- Você não me causa problemas, Polly! – Eu disse dando um tapa na cabeça dela. – Você querendo ou não, pelo menos hoje eu durmo aqui.

E então depois de tanto tempo, eu finalmente pude ver um sorriso surgir no rosto da minha irmã.

Passei aquela noite em claro enquanto Polly dormia em meus braços. Fiz cafuné na sua cabeça a noite inteira. Eu simplesmente odiava o fato de ela ter ficado tão desprotegida bem debaixo do meu nariz e de eu estar sabendo só aquela hora.

Apesar de eu não ter pregado o olho, a noite passou rápido, e de repente já era hora de eu ir embora. Era o que eu menos queria, abandonar Polly novamente, mas não havia nada que eu pudesse fazer, eu tinha que voltar.

Arrumei minhas coisas, observei Polly dormir por alguns instantes e me aproximei, depositando um beijo em sua testa, sussurrando um “eu te amo” em seguida.

Estava no ônibus e decidi pegar o meu celular, esperando encontrar ali uma mensagem de lovespizza, mas me frustrei quando vi que ali não havia nenhuma. Revirei o histórico e olhei a ultima coisa que eu havia mandado no dia anterior. Grossa ao extremo, cortando qualquer possibilidade de resposta. O arrependimento me bateu imediatamente, e quando percebi já estava digitando uma nova mensagem para ela.

blackeyes: hey, tudo bem?

POV CLARA AGUILAR

Depois daquela mensagem que eu havia recebido de blackeyes, eu não tinha ousado responder. Ela havia sido extremamente grosso em suas palavras, o que só podia significar uma coisa: não quero conversar. No fundo, eu estava preocupada com o que quer que tivesse acontecido com ela, mas tentei ao Maximo não pensar, pois acabaria cedendo e mandando uma quinze mensagens de uma vez até ela me responder o que a diabos tinha de errado.

Após tantas emoções naquele dia, fui para casa. Após tantas emoções naquele dia, fui para casa. Paula não estava em seu apartamento quando cheguei e só ali, sentada no sofá da minha mais nova sala de estar, eu percebi o quanto eu estava sozinha.

Era extremamente estranho chegar em casa e não ser recebida por aquela pestinha da Bella me agarrando pelas pernas… Mas ainda era terça=feira, eu teria que esperar pelo menos até o final de semana para que eu pudesse vê-la, quem sabe até trazê-la para a minha casa. Fui até o meu quarto e abri o livro de Anatomia, aquela matéria parecia que ia ser o meu ponto fraco do semestre.

Os dois primeiros meses da faculdade passaram tão rápidos que eu sequer percebi. As provas estavam ali, batendo na minha porta e eu ainda não me sentia cem por cento preparada para nenhuma delas. Estudar medicina era algo extremamente cansativo. Livros, livros e livros. Essas foram as minhas companhias durante todos aquelas semanas. Perdi as contas de quantas vezes tive que dispensar saídas com as meninas para ficar estudando em casa. Principalmente Anatomia. Aquela matéria estava acabando com a minha sanidade. Simplesmente era muita coisa para decorar de uma vez só, e eu não estava tendo sucesso nenhum. Lembra que eu falei antes que eu estava encantada por Anatomia? Pois é, ela se mostrou uma grandessíssima vadia. Me seduziu e me largou.

E por falar em largar (e não em vadia), nesse meio-tempo  blackeyes tinha me enviado exatas duas mensagens. Uma perguntando se eu estava bem, e outra perguntando se eu havia recebido a mensagem. Mas eu sabia que ela sabia que eu tinha recebido a mensagem, afinal, o aplicativo indica quando a outra pessoa recebe. Não respondi nenhuma delas. Como assim ela vinha falando comigo como se não tivesse sido aquele poço de ignorância de antes? Tá ok que, ele não foi tão ignorante assim, mas depois que tínhamos conversado por tanto tempo, aquilo foi praticamente um tapa na cara. Ela foi sempre tão simpática. Vê-la sendo monossilábica comigo quase se ela me ignorasse. As vezes ela me considerava só mais uma dos “mimadinhos” que ela sempre dizia. Era isso. Apenas mais uma mimadinha…

Tentei me concentrar nos livros à minha frente, mas não consegui. Adivinha a matéria? Pois é. Inferno de Anatomia. A minha prova era em duas semanas e eu não tinha decorado metade das coisas.

Levantei-me e fui até a minha cozinha, pegando um copo d’água e bebendo ele em um gole só. Encarei o meu celular na mesinha de centro da minha sala.Respirei fundo. Eu não acreditava que ia fazer isso. Fui até ele e o peguei, abrindo o tão familiar aplicativo da faculdade.

lovespizza: gostaria de saber como eu faço para receber ajuda da monitoria som uma matéria especifica.

Nunca foi tão difícil na minha vida apertar o botão “enviar”. Fechei os olhos e o apertei, como se isso me tornasse menos culpada. Não se passaram nem quinze segundos para que eu recebesse a resposta. O que foi uma coisa boa, já que eu consegui respirar. Desde que eu enviara  a mensagem, eu estava prendendo a respiração.

blackeyes: oi!! É realizado um grupo de estudos segunda, quarta e sexta. Quando se trata de uma matéria especifica, eles designam o melhor monitor da matéria pra te dar aulas particulares, alguma outra duvida?

lovezpizza: não. só isso, obrigada.

Larguei o celular na mesinha da minha sala, mas continuei encarando ele, mordendo os lábios, como se esperasse por uma resposta.

Clara idiota pensei. Por que ela responderia?

Chacoalhei a cabeça, tentando mandar esses pensamentos embora enquanto pegava um pedaço de pizza frio de dentro do micro-ondas.

Quando voltei para sala, notei o visor do meu celular acesso, e o meu coração se acelerou sem nenhum motivo aparente.

Larguei a pizza – sim, LARGUEI a pizza – em cima da mesinha e peguei o celular, desbloqueando ele. E então, visualizei a mensagem que fez com que meu coração parasse por alguns segundos.

blackeyes: sinto sua falta.