meus-apegos

hoje vi um ramo de Amarilis e voltei àquele novembro, quando tu me ouvia argumentar o quão incrível era aquilo brotar do chão e a inutilidade de assassiná-las para dar a alguém. teu riso borrou e deixei meu apego às flores para me plantar em ti. sinto falta da quietude, pois se eu soubesse da confusão que brotaria aqui teria me demorado mais. eu, que não sou de um sentir sucinto, aprendi que habitamos corpos soltos e que tua matéria é distinta da minha. mas te olhando de perto ainda me entrego a ideia de que nossas poeiras estelares se misturaram e de alguma forma somos um só. sei que o cotidiano pode ser cruel e que estamos fadados a trilhos contrários. mas não inquieto-me, pois o que lançamos pro universo nos é mandado de volta e ele não me negaria você. meu bem, depois de tempos cada poro meu ainda se abre pra receber tua essência. porque tu arranca mais que suor da minha pele, tu me arranca amor. falam por aí que tenho mania de ver poesia onde não tem, mas se te conhecessem entenderiam de onde tanto amor vem.

Confesso que ainda não lidei com a velocidade em que o mundo anda girando. Sou o mesmo depois de todos esses anos. Desde a minha maneira peculiar de envergonhadamente recusar um convite, até o meu jeito sem jeito de dar adeus por último ao desligar o telefone. De fato, nunca lidei com as mudanças. Nem com o novo. É por isso que tenho sido eu mesmo durante todo esse tempo. Talvez um pouco fora de época, talvez um pouco egoísta. É difícil admitir pra si mesmo o fim das coisas. Porque sempre rola um medo, uma aflição do que vem a seguir. É por isso que não me envergonho em admitir meu apego aos velhos amigos, as mesmas músicas repetidas, nem dos filmes sem graça com histórias batidas que insisto em continuar assistindo nos meus sábados à tarde. Porque eles me conhecem. Mais que o mundo, mais que o novo, mais que tudo. Mesmo com os anos se passando e com todas as transformações da vida, sempre descanso nos mesmos braços, nos mesmos sons, nas mesmas memórias. É nesse refúgio que me escondo quando tudo assusta. Sempre retorno pra dentro de mim, porque ao menos aqui, a única coisa que pode me machucar sou eu mesmo. A questão é que quando tudo muda, nem sempre sabemos lidar, mas precisamos aceitar. O mundo não para pra ninguém, e se tem algo que aprendi com as mudanças até aqui, é que mesmo quando a vida bagunça tudo, as pessoas que nos amam estarão sempre no mesmo lugar. Mesmo que a vista lá fora não seja como era a tantos anos atrás, o seu mundo ai dentro continuará intacto.
—  Siga os balões
Não adianta. Eu posso sair , me divertir , dançar , beber , me destrair . Mas quando eu encosto a cabeça em meu travesseiro é só em você que eu penso

- Renata Karoline

Eu estou desistindo de gostar de você. Sou insegura demais com os meus sentimentos, não sei lidar com os meus desejos. Me apego fácil demais e espero que a outra pessoa sinta o mesmo. Mas advinhem, nunca sentem. Sou facilmente posta de lado, me apaixono pelas pessoas que já tem o coração ocupado. E não tem como lutar em uma guerra que já foi vencida por outra pessoa. Eu não possuo mais forças para isso. Já não espero mais viver um amor arrebatador, que faça minhas pernas tremerem e o coração explodir de felicidade. Hoje, espero um amor que consiga lidar com as minhas inseguranças, medos e vontades. Que apenas, tenha certeza do que sente e o que quer. Eu queria você, queria muito. Queria conseguir entrar na sua bagunça e juntar com o meu caos, com as minhas confusões. Mas eu não sou o suficiente. Agora, eu preciso lidar com os meus sentimentos, com a sua falta e seguir em frente. Eu estou desistindo de você, mas não liga, é culpa da minha TPM.
—  A Teoria do Caos.
Eu quis escrever sobre mim, gritar para os quatro cantos do universo o tamanho da minha dor, mas não deu. A única coisa que eu consegui, foi deitar na minha cama, agarrar meu travesseiro e chorar. Parecia que nunca ia acabar, aquele sentimento só aumentava, eu estava literalmente sobrecarregada, do cotidiano, da rotina, das pessoas, da vida. Não tinha como escapar, era maior do que eu. Não tinha como mudar, era isso ou machucar pessoas que não tinham nada a ver com a minha bagunça pessoal. Até o momento em que eu entendi que eu poderia fazer o que eu quisesse ser, fazer o que desse na telha, viver. Comecei pelos desapegos. Bom, você não iria morrer sem mim, não iria sofrer por mim, porque eu não passava de um momento para você. Então, a primeira coisa que eu fiz foi conversar com as pessoas que conviviam comigo de longe, que mal sabiam da minha dor porque nunca viram de perto, isso incluía você. Enrolei, enrolei, enrolei, mas não deu. Depois de todas as outras pessoas, chegou você. É meu amor, não teve como escapar. Nosso amor não sobreviveria as minhas fases, a essa distância e nem ao tempo. Era quase uma coisa impossível de se acontecer. Fui com toda a calma que cabia em mim e te expliquei, com todos os pontos e vírgulas, que não dava mais. Só que você é persistente, não quis me deixar, continuou procurando meios de fazer com que eu não perdesse o contato contigo. Só que você sempre me amou, eu, ah eu só fui afim de você. Nunca consegui passar disso ou do apego excessivo. Meu coração está trancado para visitas faz um tempo e isso não mudaria por você. Te expliquei mais uma vez, não dava mais para mim, eu queria ser apenas minha, aprender ser auto-suficiente para mim. Você não entendeu e bastou isso para eu te mandar sair. Não dá minha casa, mas sim da minha vida. Tirei tudo teu daqui, sem pensar duas vezes. Uma hora ou outra você entende ou cai na real. Apareceram outras pessoas melhores do que eu para você, morrer de amores é o que você não vai. E quanto a mim? Bom, eu vou tratar de arrumar as coisas por aqui, arrumar cada cantinho até que essa dor que já é de casa resolva ir embora. A vida? Ah amigo, ela sempre segue.
—  Pequenos desabafos.
Não, eu não quero ninguém pra me dizer que sou bonita, inteligente ou até divertida. Não quero ninguém pra falar que eu deveria ter feito isso e aquilo. Se for pra me amar, que me ame, mas que me mostre. Mostre o quanto suporta meus maus dias, minhas reclamações, minha carência, meu apego, meu muito amor, meus exageros, meus charmes, minha implicância, meu ciúme… só por favor, não me venha com palavras sem nem um fundo de verdade, não venha querer me fazer chorar com essas besteiras! Também não me venha querendo tampar buraco das suas relações maus sucedidas, eu quero amor inteiro, intenso, que dure. Não to aqui pra ser meio amor ou quase amor, se for pra ser, que seja por completo, e se não estiver com disposição pra isso tudo, por favor, não se aproxime querendo me doar metade quando nem você mesmo se sente inteiro.
—  Alicia Araújo.
Muitos dizem que pra ser uma amizade verdadeira, se precisa conhecer a pessoa a meses ou anos e que quem é verdadeiro vai estar sempre ao seu lado, mas dai vem a questão, “e quando a pessoa não pode”? Como fica aquela amizade a distância? Quer dizer que só porque estamos a quilômetros de distância não pode haver uma amizade verdadeira? Vejo muitas pessoas que moram um do lado da outra e se odeiam e até sendo falsas umas com as outras. Acho que a amizade virtual é uma das melhores, porque é realmente verdadeira, você não liga para que os outros falam “é fake”, “você perde tempo com alguém que nunca vai conhecer”, muitos acham que isso é  burrice, mas eu até diria que pode ser um pouco de loucura, a distância é uma barreira entre nós, mas eu agradeço a Deus por ele ter feito nossos caminhos se cruzarem, e se isso for algo passageiro, peço que passe devagar. Gosto de te encher de encher de mensagens, você me entende como ninguém, em você achei o que procurava, as vezes posso ser chato demais sim, posso falar muito, posso falar algo que você não goste, mas não é nada mais que medo de te perder, em você me apeguei rápido, te tenho com um irmão pra mim. Com você não me importo de passar noites em claro, esse é meu jeito, me apego fácil e rápido demais. Irmão, não sei quanto tempo isso irá durar, se um dia iremos nos encontrar, mas mesmo assim, saiba sempre estarei aqui por você
—  Sandro Alex.
É que…
Eu sei, eu sou doce além da conta, carinhoso desnivelado, e esse deve ser meu defeito fatal.
Mas deixa eu te explicar? Sabe quando você está em queda livre de um precipício? Toda e qualquer coisa que aparecer no seu trajeto até o chão você tenta agarrar desesperadamente, última chance, façam suas apostas.
Foi assim que me encontrou, caindo sem chão e no vácuo de minha própria solidão. Quando te vi, meu coração tomou o controle dos impulsos e te vi como unica oportunidade.
Agarrei a minha vida à tua, e às vezes penso que te incomoda, posso estar pesando muito para você?
Me perdoa, mas a verdade é que meu coração só consegue te chamar, ele esquece das próprias mágoas, das próprias cinzas e começa a queimar novamente. Só que dessa vez mais intenso, mais verdadeiro.
Tenho medo de meu apego resultar em um “precisamos conversar”, lágrimas, balões subindo sem alcance e mais um grande período para se auto reconstruir.
Seu abraço é único, nem melhor, nem pior, ele é único assim como seu beijo, seu cheiro e seu mundo.
Te amo.
—  Arritmia poética
Era estranho pensar o quão grande era meu apego pelo seu olhar. A cada piscada, um novo segredo a ser descoberto. Eu conhecia cada movimento do seu corpo, exceto o dos seus olhos. Eles eram misteriosos, acabavam comigo e eu os admirava cada vez mais. Era incrível como você conseguia transmitir tudo o que queria, e eu? Eu absorvia o que conseguia entender. Não que fosse muito, mas essa era a graça de toda a situação; Dia após dia você me olhava com esses seus olhos de Capitu e sorria como a Monalisa, me aquecia o interior e fazia do decifrar-te o meu vício. Ah, e eu admito… Não seria tão ruim me afogar nos mistério dos teus olhos de ressaca.
—  Enluarar-se e Livrario em sintonia