meus textos''

Cara eu realmente nasci na época errada, não me encaixo nesse mundo onde o que mais importa é quantas bocas foram beijadas na noite passada, ou por quantas pessoas diferentes você se apaixonou nesse mês. E o romantismo onde está? Talvez tenha sido esquecido em alguma sarjeta por aí, atualmente as pessoas escolhem o mais fácil. O que importa é a quantidade e não o conteúdo, raramente dá-se importância a uma boa conversa, ou uma troca de olhares sinceros, um pôr-do-sol ao lado de alguém importante, ou uma crise de riso até a barriga doer. Hoje as pessoas esquecem dos detalhes e levam a sério apenas a aparência, esquecendo-se da essência.
—  Último suspiro do caos.
Eu acredito nessa tese de que ninguém entra em sua vida por acaso, acho que cada pessoa deixa um pedacinho dela em sua vida, seja esse pedaço bom ou ruim, uns irão te usar, outros irão te ensinar e tem aqueles que irão despertar o que há de melhor em você.
—  Larissa Dias.
Eu sou aquela pessoa que diz sim para todos, porque eu não gosto de chatear ninguém. Eu sou aquela pessoa que tenta ser legal com todo mundo, mas ninguém valoriza. Eu sou aquela pessoa que perdoa fácil, mas sempre acabam me decepcionando. Eu sou aquela pessoa que todos pensam que conhecem, mas não sabem como eu realmente sou.
—  Larissa Dias.
Você vai sentir falta de sorrisos, de abraços, de conversas longas durante a madrugada e de instantes que talvez nem desse importância. Porém, vai lembrar de que estar só nem sempre é um caso de mau gosto do destino, às vezes pode ser uma decisão tomada pelo fato de ter estilhaços demais dentro de você no lugar de um coração. Ninguém realmente escolhe ou quer a solidão, ela é tão sorrateira que vai aos poucos lhe tomando conta e quando você se distrai já está ali a abraçando. Não será um abraço qualquer, ela irá te sufocar e tomar seus pensamentos como se fosse uma paixão indesejada, fará com que você queira reviver momentos que já não são mais seus e lhe trará a vontade de ser de alguém novamente. E ai você vai se dar conta de que na solidão não há nós, afinal já fomos desatados.
—  Simone Ribeiro.

ser mulher é chato
é chato se sentir menor, menos importante, descartável
é chato sentir medo de andar sozinha na rua
de passar numa calçada cheia de garotos
de usar uma roupa curta ou confortável ou o cacete que seja e ser chamada de vadia, puta
é chato quando te passam a mão só porque você “pediu” com as roupas que estava usando
é chato ter que abaixar a cabeça ao ouvir um “você mereceu, não se dá o respeito”, só porque naquele dia você resolveu sair com um grupo de amigos usando shorts
é chato ouvir teu pai dizendo “depois reclama quando falam! na hora de postar tal foto não reclamou, não é?”
é chato também, assistir ao noticiário, ler uma revista VEJA e perceber o quão perigoso é ser mulher
mas aí você abre uma Capricho e só vê matérias que levam as pessoas a acharem que o único conteúdo entendível por uma menina é “garotos”, “maquiagem” e “roupas”
nós sabemos falar de carros, filmes de ação, política, cor de esmalte, músicas em alta, futebol, tecnologia e o mais importante: nós.

nós sabemos o que queremos
o que queremos vestir
o que queremos fazer
ler
assistir
com quem queremos andar
sobre o que vamos conversar
as fotos que vamos colocar na internet ou não
sabemos com quem queremos ficar e aonde
sabemos quem somos e há mais de século tentamos mostrar pro mundo

ser mulher é chato
mas tenho orgulho de ver
o que já fizemos - mesmo que ninguém tenha notado.
o que estamos fazendo - mesmo que ninguém dê valor.
o que iremos fazer - mesmo que ninguém acredite.

- por aimê alves.

É difícil admitir, mas me dei conta que não sei nada da vida, e cara quem é que sabe? Quem é que tem uma receita pronta de como não surtar a cada esquina, sobreviver a cada dia, passar por cada decepção, sair ileso de um relacionamento, experimentar do amor sem ceder a loucura? O destino certo é seguro, mas o incerto realmente me atraí e me faz ceder a ele, me faz querer não ser mais uma pessoa que apenas sobreviveu aos seus dias. Se for pra chorar eu quero é fazer logo um diluvio, se for pra sorrir pretendo fazer crateras na minha bochecha e se for pra sentir eu peço desculpa ao coração mas eu vou sentir mesmo até o coração partir e alma doer. Ser intensa, ser inteira mas ainda assim acreditar que temos uma metade perdida por ai em algum canto.
—  Simone Ribeiro.
De uns anos pra cá aprendi que nessa vida as coisas mudam muito rápido, um dia está tudo ótimo, no outro não está nada bem, aprendi que quem quer ficar, fica, sem desculpas, sem reticências. Aprendi também que as pessoas são muito rápidas em apontar todos os seus erros, sem lembrar as coisas boas que você já fez. Então aqui vai um conselho, viva por você, faça por você, não se preocupe se você não agradou alguém, quem realmente gosta de ti, vai estar do seu lado, não importa o que você esteja passando e são essas pessoas que você deve dar valor.
—  Larissa Dias.
Deixa eu te explicar uma coisinha sobre a vida, meu bem. Ela é sua. Tão sua que lhe dá a liberdade de escolher entre jogar estrelas-do-mar de volta para água ou guarda-las em um recipiente como lembrança daquele dia. Aquele mesmo dia que você entrou no seu velho Ford, com uma mala, um pacote de balas e R$50,00 no bolso do casaco que era do seu pai. Aquele mesmo dia que, por um grande acaso, você conheceu a liberdade. Ela tinha o calor de uma tarde de verão e o cheiro de rosas de uma manhã de primavera. O telefone não tocou e você também não telefonou para ninguém. Estava totalmente só. Livre das preocupações que lhe assombravam. Do cansaço que lhe seguia. Do medo que habitava a sua mente. E até mesmo do sucesso que começava a elevar-se. Você só gostaria de ser livre. Escolher entre beber vinho ou café. Ver o pôr do sol enquanto dirige ou na areia de uma praia deserta. A gente deveria ter essa liberdade, sabe? Poder escolher entre sorrir ou chorar, sem precisar explicar-se. Se apaixonar de olhos vendados. Dançar até cansar. Cantar até a garganta pedir para parar. Despir a alma. Não ficar quando se quer ir. Nem falar quando se quer calar. A gente deveria ter essa liberdade, sabe? De sintonizar nossas estações.
—  Dani Farias
O seu problema sempre foi esse. Não importava quem estivesse ao seu lado, você só queria manter o status de “eu tenho uma mina/namorada”, mas você nunca levou isso a sério como ela. Tudo o que você queria era um prato de comida na mesa feito por sua mãe e uma noite de sexo com a tua “namorada”, que você mal fazia papel de homem dentro de casa. Era aqueles caras mimados que corria para a mãe quando precisava de dinheiro para comprar roupas e relógios caros. O seu status era esse, manter a pose.
Você fez exatamente como os ex’s dela, agiu como um bobão que se achava o Don Juan e que só estando com você a mulherada já ficaria satisfeita. Até que você com essa vidinha de merda, só se preocupando consigo mesmo fez a tua “namorada” cansar. É meu, caro. Você conseguiu. Enquanto você pagava de bonzão para os teus amigos, ela só queria atenção.
Hoje você vê que perdeu alguém que se importou demais, que lhe deu assistência demais, até que no final ela se cansou demais dessas suas atitudes.
Até hoje você ainda se lamenta e sabe que os conselhos daqueles que você chamava de “amigos” estavam de olho nela há tempo e como te conheciam tão bem, fizeram do seu ego o teu pior castigo.
Perdeu.