meus mozi

Dia 22 de outubro de 2016, foi quando tudo começou. Lembro-me ainda de como nossa conversa começou no privado do whatsapp: “Só arranque”, foi o que você me disse kkkkk.  Engraçado como as coisas simplesmente fluíram entre nós, né? Você com aquele jeito todo ousado e carinhoso, demonstrou animação ao saber que iria finalmente me ver, depois de quase 8 meses com interesse em ficar comigo kkkkk. O tão esperado dia chegou, e lá estava eu chegando no lugar em que havíamos marcado, já podendo avistar seu sorriso sínico de canto, que de primeira eu já gostei. Seu olhar não escondia a vontade de me beijar, sabia? Mas quando nos beijamos…nossa! Que beijo! Me fazia pedir por mais e mais até que nossos lábios ficassem doloridos. Aquele dia foi tão maravilhoso! Você rapidamente demonstrou um enorme interesse em mim, como de quem já estava gostando. Mas, como você mesmo me disse na época, ainda não sabia o que estava sentindo. E eu, bom, tive medo de criar sentimentos por ti. Mas que grande boba eu era, dias depois eu já estava me apaixonando por você. Não foi fácil, nem um pouco. Depois do enorme sofrimento que havia passado meses antes, meu coração ainda chorava de medo. Medo de novamente se machucar, de novamente se entregar e mais uma vez ser partido. A única coisa que eu queria era poder te ter apenas para mim. Foi triste, de repente, te sentir tão distante, tão calado, tão frio, tão longe de mim. Você aparentava estar confuso, e de fato estava. Sua confusão me causou insegurança, o que acabou nos afastando por um mês depois uma discussão idiota. Mas foi no natal que resolvi quebrar meu orgulho e te chamar. E claro, sendo ousado, você de primeira me pediu amizade colorida: “- que cachorro kkkkk”- pensei. Ainda não muito próximos novamente, conversamos uma vez ou outra, ainda com um clima um tanto frio. Confessamos a saudade que sentíamos um do outro, do toque, do beijo, do abraço, do cheiro, da pele, do sorriso…tudo. Dia 13 de janeiro, numa sexta, era o dia em que finalmente iríamos nos reencontrar e matar a saudade. Mas dias antes, estava eu castelando em casa, às 3 horas da manhã, me perguntando se tudo o que você havia me dito era verdade. Acontece que você tinha me chamado duas horas antes para falar que gostava pra carai de mim, me pediu para que eu não desistisse de você. No começo fui um pouco irônica ao dizer que sabia que você gostava de mim, não vou mentir. Eu estava confusa e com medo de acreditar em você novamente. Sexta chegou, meu celular quebrou, e horas depois estava eu no antigo, nervosa e ansiosa para te reencontrar. Mal sabia o que estava prestes a acontecer. Assim que chegou e me abraçou, me senti feliz ao receber aquele abraço apertado. Um abraço que você nunca tinha me dado antes. Foi tão apertado que por alguns minutos pude sentir seu coração bater forte. Você sorria a todo momento para mim. Estava diferente, confesso, mas diferente de uma maneira boa. Nos trilhos, já de noite, as estrelas foram testemunhas do seu pedido de namoro com os olhos brilhando e um sorriso lindo no rosto. Como eu poderia recusar esse pedido tão especial? Era impossível!
                  “Aquela noite foi tão boa, pena que o tempo voa…♪”.
E voou. Como eu gostaria de dar replay e reviver esse momento revendo o brilho nos seus olhos. Aquela rosa que me deu nesse dia permanece aqui guardada. Lembra dela? Eu a olho todos os dias, só para poder lembrar daquela noite. Lembra também do dia 21? Mais uma vez você conseguiu me surpreender como nunca alguém conseguiu antes. Ainda guardo na memória tudo o que me disse. Com lágrimas nos olhos, dizia que ainda iríamos ser muito felizes e que iria preencher essa vazio que existe em mim. Sabe, meu bê, meu mô, meu mozi, meu tratorzin, meu amor, coisa linda da minha vida, a primeira coisa que faço é sentir sua falta todos os dias quando acordo. Pode parecer loucura, mas sinto uma vontade exagerada de te ter. É como se eu nunca conseguisse matar totalmente a saudade, entende? Queria tanto poder te abraçar apertado e parar o tempo para que ficássemos ali, abraçados e apenas abraçados, sentindo a paz que só você é capaz de me dar. Mô, me deixa entrar em seu coração, me deixa fazer morada nele. Permita que eu te faça feliz. Não tenho o corpo perfeito, o cabelo perfeito, o rosto perfeito. Sou totalmente imperfeita, mas tenho um coração repleto de ti e que é teu. Faz de mim o motivo dos seus sorrisos. Sonhe comigo e acorde com uma vontade louca de me ver, de me ter ali contigo naquele momento e no resto do dia, por todos os dias. Talvez seja desejar demais, ou não. Me diz o que se passa em sua mente todas as vezes que se cala por alguns minutos enquanto me olha? Diz também o que pensa quando escuta meu nome, ou quando recebe uma mensagem minha, ou até mesmo quando me ver? Seria ruim também se eu te pedisse para que ficasse comigo? Para não ir mais embora? Tudo o que quero é você.

Eu tinha escrito tudo isso, no intuito de passar pro papel e entregar em suas mãos. Lembra daquela coisinha que disse que iria te dar? Era essa carta acima, meu amor. Pena que você não estava mais disposto a permanecer comigo, pena que você se foi antes mesmo que eu pudesse entrega-lá. Eu te olhava e via uma confusão. Não uma confusão como aquelas brigas que encontramos em bares, nas ruas. Uma confusão interna, uma bagunça. É, eu te olhava e te sentia tão distante, tão longe do meu limite. Tentei ir de encontro a você, porém, parecia que quanto mais tentava me aproximar, mais você se distanciava. Diga-me, foi fácil assim? Me deixar. Dizer todas aquelas coisas fofas, promessas e depois ir embora como se não fosse nada. Como se não fôssemos nada. Como se eu não fosse nada. Você não sabe como é alguém chegar e fazer você se sentir especial, pra depois dizer que está confuso e ir embora como se não houvesse nada. Ir embora como se nada tivesse acontecido. Na tristeza daquele dia 07 de março, aos prantos, queimei essa carta. Pergunta se doeu? Sim. Afinal de contas, tudo o que tivemos foi real? Aquele beijo foi de despedida ou de um até logo? Eu já não sei o que pensar. Me iludi de novo, essa é a única coisa da qual tenho certeza. Tinha tudo para ser a maior história de amor, só não tinha o amor…e quer saber de uma coisa? Eu descobri que te amo. Mas sabe o pior disso tudo? Saber que isso não é recíproco e que talvez nunca seja.

Eu queria aqui dizer que com você eu me sinto forte, me sinto independente. Mas, é exatamente ao contrario. Me sinto frágil, como se fosse uma criança de colo querendo ser cuidada, não tenho a mesma postura de adulta como quando enfrento os problemas sozinha. Me sinto dependente do seu sorriso para que tudo ao redor se acalme. Aquelas 3 palavras, que por mais usadas que sejam hoje, não conseguem descrever meus sentimentos. O que eu posso fazer? Poderia então escrever poesias, musicas e demais coisas para então tentar explicar este amor, mas seria em vão.
Talvez deveria começar lhe dizendo todas as coisas que eu seria capaz de fazer para te ver bem, para te ver feliz e confiante. Acho que seria capaz de mover o mundo por isso, mas nesse momento não posso nem estar do seu lado para lhe dar um simples abraço.
Queria poder entender como você pode ser,ao mesmo tempo, meu ponto fraco e o meu ponto forte. A pessoa que me arranca os sorrisos mais sinceros e a que me tira lágrimas mais pesadas.
Eu não sei o por quê de toda essa dependência. Só sei que eu morro de medo de te perder. Sem você minha vida seria incompleta, por isso te digo, fica. Pra sempre, por favor.
—  Você me faz tão bem…
O amor não fica por misericórdia, por falta de opção ou mesmo por não ter para onde ir.
O amor continua por desconhecer qualquer motivo para descontinuar e por ser totalmente incapaz de encontrar algum sentimento afiado o suficiente para rompê-lo. O amor não liga para o tempo que passa sempre com muita pressa e não se abala com o correr da carruagem que insiste em diariamente corroer nossos ossos. O amor simplesmente fica. Perdura. Não vai. Resiste à tentação atômica das muitas novas paixões, à destruição gerada pelo câncer imprevisível, à feiura da pele cada dia mais enrugada e até ao ódio, que muitas vezes, involuntariamente, brota de dentro de nós.
O amor, do tipo verdadeiro, mesmo quando senhor ou senhora, não liga para falta de língua ou para o beijo rápido que já não lambuza mais como um dia lambuzou, pois de dentro de cada selinho desferido, ele transborda em forma de um quilométrico desejo de querer bem. É isso. O amor é mais que simplesmente amar. O amor é uma vontade incontrolável de querer bem. Seja pela mãe, pelo pai, pelo irmão, pelo cachorro, pelo marido, pela mulher ou por qualquer uma das tantas coisas que são inteiramente dignas de amar.
O amor, do tipo incondicional, não morre nem quando o corpo do outro morre, pois segue firme no olhar incompleto, que insistirá sempre em ancorar-se nas fotos tiradas quando ainda havia chance de tocar a ponta do nariz do ser amado.
O amor verdadeiro só para quando o coração de quem ama finalmente para.
O amor precisa de apenas um corpo com vida para existir.
—  Meu verdadeiro amor.