meupau80cm

“As pessoas não entendiam porque ela era tão complicada e indecifrável. Eles se indagavam por ela preferir ficar sozinha do que ao lado de pessoas que diziam amá-la. Eles achavam que ela era forte que por orgulho não se envolvia ou sentia. Mas a verdade é que eles apenas tinham opiniões e julgamentos precipitados, porque no fundo ela se isolava porque preferia evitar decepções. Ao contrário do que eles pensavam, ela não era forte, era apenas orgulhosa demais para admitir que no fundo era uma garotinha frágil. Eles não sabiam que por trás de todos os sorrisos e dos ‘eu estou bem’ ditos com tanta frequencia, haviam lágrimas escondidas tão bem que as vezes ela conseguia convencer a si mesma. Para falar a verdade, eles só tinham uma certeza em relação a ela, ela era diferente. Mas essa certeza era tão óbvia que eles insistiam em apenas achar.De uma certa forma,ela se isolava tambem por estar cheia. Tão cheia que afunda-se nos seus próprios compositores. Tão cheia que sua dor já não cabe mais dentro de si. As lágrimas pendem dos olhos que piscam rápido para tentar contê-las. A felicidade emergindo em momentos bons que se vão normalmente quando na noite ela entra. Afogando-se na escuridão, os soluços deixam seu corpo enquanto o som de suas musicas preenchem seu quarto, disfarçando o choro compulsivo que insiste em largar seu peito. Tão cheia da vida, tão cheia de vida. Tão cheia de vontade, tão cheia de desapego. Cheia de dor, cheia de ódio, de rancor, de sorrisos, explosões, cheia de si mesma.” Amanda Evangelista (jackdanie-ls) 

Eu havia me acostumado com a ausência das pessoas, com as partidas repentinas sem mais nem menos. Eu havia lidado com essa nostalgia que entrava em casa sem nem ao menos bater na porta. Eu havia superado todas as promessas não cumpridas, todos aqueles “eu te amo” sem sentimento algum. A verdade é que eu mal estava ligando pra isso, eu tinha me tornado imune a qualquer tipo de estupidez sentimental. A frieza que as pessoas tentavam atingir em mim acabou sendo mais um escudo do que eu ataque, e todo tipo de dor virou aquele cubo de gelo que preenchia o peito na tua falta, na tua partida.Do meu próprio mal feito eu havia criado um apoio futuro. Do meu próprio mal feito eu havia criado vários outros problemas. Mas de alguma forma, durante alguns instantes eu não me importava… Estava tão seca de tudo, que até problemas me serviam para animar toda e qualquer rotina. Mas não sabia ao certo o que fazer da aterradora libertação de meus desejos que aos poucos ou em um pequeno instante de descoberta me destruiria. Receio começar a escrever para poder ser entendida antes mesmo que minha imunda natureza humana seja revelada. Receio começar a “fazer” uma justificativa para que meus desejos sagrados não ganhem destaque. Receio tentar com a mesma mansa e manca disfarçada loucura vestida de carência que até ontem, eram causas para meu estado mórbido. Enfim vi o que mais odiara no ser humano refletido em mim mesma- o desgosto. Eu vi em mim, e sei que vi porque não dei ao que vi o meu sentido. Sei que vi- porque não entendo, repugno. Sei que vi- porque para nada serve, além de provocar ânsia de vômito. Então escuta, terei de falar porque não sei o que fazer daqui em diante com o que vivi. Pior ainda: não quero vestígio algum do reflexo que vi. O que vi arrebenta minha moral. amnd e nath