Não a conhecia, mas sempre à via no metrô. Parecia ser a mais engraçada entre os amigos que às vezes à acompanhavam. Estava sempre sorridente, e conversando alto com os amigos, pois usava fones de ouvido em um volume incrivelmente alto. Um dia quando entrei no metrô a encontrei num canto, sozinha, de cabeça baixa chorando. E como chorava, chora alto, chegava a soluçar. Perguntei o motivo e em meio ao rosto vermelho tomado por lágrimas ela me disse: “ Choro para tentar aliviar a dor que tem aqui dentro de mim moço, eu venho tentado ser forte, mas hoje não. Só me deixe chorar pra tentar tirar toda essa dor.”
—  Confissão Subliminar