merecidamente

Fuiste la primera persona que ame y la primera en la que confíe,
puedo asegurar que nadie jamás me ha mirado en la manera que lo hacías tu,
me hiciste sentir tan amada y tan importante, que jamás pensé que me dejarías sola o que quisieras que me alejara…
Hay veces te pienso y hasta te sueño, me arrepiento de haberte lastimado tantas veces, sé que te hice llorar y que por eso fuiste tu la que me rompió el corazón merecidamente…

Debo darles las felicidades a CelyLoveGood y a xkahime que fueron las principales dibujantes del Museo del Suscriptor merecidamente, bellas personas que nos han cautivado con sus dibujazos increíbles tanto a nosotr@s como a Willy y Vegetta z4

De verdad, el fandom os ama, seguid así @xkahime @celylovegood Me siento orgullosa de poder decir que hay personas como vosotras que dedicais vuestro talento del arte para este grandioso fandom z4 Se os quiere, sois la hostia💕 ~💚🐢zWIGETTA⁴🐐💜~

Originally posted by hispanicoutlook

Só seja bom pra mim, já vai valer ter te conhecido. Entenda as minhas dores e defeitos, como prometo lutar para entender os seus. Seja abraço quando eu precisar, não precisa ter uma palavra pronta se tiver um gesto, se me tiver em seu coração. Acho que o hoje não está entre os melhores dias, mas, esteja comigo neles também sempre que vierem, os dias difíceis. Ainda que eu não seja fácil e vez ou outra carregue em mim uma tempestade, por ti eu tentarei ser garoa, prometo. Por ti prometo tentar. Só me ajude quando os dias não correrem bem, é que têm sido meio complicados e eu não sei lidar muito bem com isto. E pode ser que eu não seja a melhor companhia, mas só te peço: não me deixa ficar só nem que eu queira, eu não me dou bem com a tal solidão também.
Te escrevo agora pra um dia, quando o encontrar, partilhar tudo o que gostaria de dizer caso estivesse aqui. Tem dias que pedem colo e só. O hoje merecidamente entrou para a lista.  
Com amor, a que o espera.
PS: te guardo em oração.
—  De verso e alma, escrevinhei. 3º carta ao amor que chegará.
Meu pai, meu herói

Outro dia me perguntaram o porquê de às vezes eu me referir ao meu pai pelo sobrenome, Dias Gomes, ao invés de meu pai. Fiquei pensando em uma resposta verdadeira, assim como penso em praticamente tudo que me perguntam, mesmo quando não envio resposta.

Meu pai, o dramaturgo baiano Alfredo de Freitas Dias Gomes, nasceu em 19 de outubro de 1922, em Salvador. Quando virou meu pai, no final de 1987, estava com sua segunda esposa Bernadeth, e já havia vivido sessenta e cinco anos de vida. Já tinha três filhos do casamento com sua primeira esposa, a escritora Janete Clair, que faleceu em 1983; Alfredo, Guilherme e Denise. O quarto, Marcos Plínio, também havia falecido. Sua vida havia sido agitada, polêmica, e histórica. Marcada por perseguições políticas – constantes tentativas da Censura de boicotar textos que retratavam o povo brasileiro de maneira precisa demais durante a Ditadura, e geravam questionamentos que não beneficiavam o Estado. Textos atemporais e críticos, que hoje são merecidamente lembrados como “obras imortais”.

Sua peça mais famosa, O Pagador de Promessas, escrita em 1959, já havia sido transformada em filme em 1962, indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (tornando-se o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar), e vencido a importante Palma de Ouro, no Festival de Cannes (tornando-se o único filme brasileiro a conquistar o prêmio, até o dia de hoje).  Dias Gomes já era uma lenda estabelecida.

Desde 1969, escrevia para a Rede Globo, à convite de Boni, o presidente da emissora. Aos quinze anos, Boni havia se mudado para o Rio para iniciar uma carreira no rádio, e conseguiu um estágio como ajudante de Dias Gomes, que era diretor da Rádio Clube do Brasil. Com a implantação da Ditadura Militar, Dias Gomes havia sido demitido da rádio, graças ao seu envolvimento com o Partido Comunista. Não lhe restava outra opção a não ser escrever para a TV. Em 1973, ele escreveu O Bem Amado, a primeira novela em cores. 

Fast forward. Quando Bernadeth ficou grávida da primeira filha do casal, Dias estava escrevendo o seriado de O Pagador de Promessas, reprisado ontem à noite pela Rede Globo. Ela ia fazer um papel na série, mas foi impedida pela gravidez. Porém, a jovem atriz catarinense não se importou, pois sonhava em ter uma filha. Eu cheguei ao mundo como um presente de Natal para ela, em 15 de dezembro de 1987, no Rio de Janeiro.

Os relatos são de que aos sessenta e cinco anos de idade, Dias Gomes ficou mais feliz e mais jovem com meu nascimento. Escolheu me dar o nome de Mayra por causa de um romance de Darcy Ribeiro, chamado Maíra, que fala sobre o declínio da tribo mairum. Convidou seu fiél escudeiro Jorge Amado e sua esposa Zélia Gattai, para serem meus padrinhos. Inevitavelmente, com essa combinação, eu havia de nascer interessada por literatura. De fato, tornei-me escritora também.

Em 1991, quando eu tinha quatro anos, meu pai foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, e recebido por Jorge Amado.  A única memória que tenho deste dia, é de fugir durante a cerimônia, e engatinhar por debaixo das mesas do local, tentando descobrir se as mulheres da Academia usavam meia calça. Eu estava vivendo um momento histórico na literatura, mas era somente uma criança. Na foto no iníco do post, apareço com meu pai, minha mãe, meu padrinho, e a genial Lygia Fagundes Telles, durante a posse na Academia.

Pude conviver onze anos mágicos com meu pai até seu falecimento trágico em 1999, em um acidente de carro em São Paulo, aos setenta e sete anos de idade. Certamente não foi o suficiente. Senti-me profundamente injustiçada. Minha vida foi bruscamente interrompida por sua morte, e mudou de muitas, muitas maneiras. Primeiramente, foi quando um forte questionamento religioso surgiu - um tema recorrente nas obras de Dias Gomes. Fiquei extremamente revoltada, pois não entendia como Deus podia ter levado meu pai de mim tão cedo. Ele havia saído de casa para ver um musical, e nunca mais havia voltado.

Eu descobri que ele havia morrido pela internet, em uma matéria no site da Globo.

Abaixo, a última foto que meu pai tirou com todos os filhos, no aniversário de oito anos da Luana, em 27 de abril de 1999. Ele morreu em 18 de maio. Ao ler os meus diários, descobri que no ano anterior, exatamente em 18 de maio, ele havia lançado sua biografia, Apenas Um Subversivo, como se soubesse que estava perto do fim.

Preciso conversar com ele sobre tantas coisas, mas não posso. Às vezes tento nos meus sonhos. Na tentativa de tentar compreendê-lo, e compreender de onde eu vim, eu e minha irmã mais nova Luana, nascida em 1991, ajudamos a Azougue Editorial a organizar um livro que reúne entrevistas que ele deu desde os anos sessenta até o seu falecimento no final dos anos noventa. Dias Gomes, que faz parte da coleção “Encontros” da editora, foi lançado em 2011, na data em que ele faria noventa anos. Foi uma experiência reveladora. Grande parte do que  sei sobre meu pai – meu grande ídolo e exemplo de vida –, aprendi com pessoas que  tiveram o privilégio de conviver com ele, e em matérias em jornais, revistas e TV. E também, é claro, nas entrelinhas de sua obra. Sua obra é minha Bíblia, pois me ensina a ser sonhadora, crítica e justa. Qualidades que considero essenciais.

Por isso, de certa forma, sempre me senti atrasada. Como se eu tivesse chegado na “semana que vem”, e já quisesse entender a complexidade da vida de Dias Gomes.

É algo difícil de explicar. Sinto que não posso ter possessividade sobre meu pai, apesar de ser meu pai, meu criador. Ele é o grande e imortal Dias Gomes, um dos maiores gênios da dramaturgia e da literatura brasileira. Um homem brilhante e visionário que deixou um legado riquíssimo para a humanidade, através de palavras que sempre estiveram à frente do seu tempo. Ele pertence ao povo. Um povo que sempre tentou defender e conscientizar.

Sim, eu tenho um orgulho absurdo de dizer que ele é meu pai, e que carrego seu sangue, mas quando falo sobre a obra dele, tenho que reconhecer que ele é Dias Gomes.

Muitas vezes rezo para ele, como se fosse um santo. Apesar de Dias Gomes ter sido ateu, o remake da novela Saramandaia, de 2013, resolveu fazer uma ironia, e o transformou no Santo Dias. Nunca vou me esquecer da imagem do Santo Dias. Pois dentro de mim, sei que ele está em algum lugar importante, guiando aqueles que precisam de suas palavras.

Está parada de espaldas a mí, yo sentado la miro, con mi mejor cara de soberbio la miro. Ella cierra el puño y titubea, de golpe se frena el tiempo. La miro, sentado, la miro, ella parada de espaldas a mí, está enojada, lo veo en su postura, su puño cerrado, su titubeo, sé lo que va a hacer. Va a girar, nos vamos a mirar y me va a insultar, va a decir que soy lo peor que le pasó, que yo le arruiné la vida, me va a hacer sentir la mierda que soy. Yo la miro sentado, con mi mejor cara de soberbio la miro, ella está de espaldas. El tiempo se reinicia, cierra el puño, titubea, va a girar, espero que gire… pero no gira. Ella no gira, sólo titubea, pero no gira, yo la miro, con mi mejor cara de idiota la miro, y ella se va, se aleja para siempre de mí.
Yo me quedo solo, aún mirándola alejarse, me doy cuenta de que ella acaba de negarme la ultima mirada de nuestras vidas. Y solo, merecidamente solo, me paro y camino hacia un tiempo que ya no tiene fin.
—  Emiliano Medero.
Trecho 127

Eu não me queixo pelo mundo. Não protesto em nome do universo. Não sou pessimista. Sofro e queixo-me, mas não sei se o que há de geral é o sofrimento nem sei se é humano sofrer. Que me importa saber se isso é o certo ou não? Eu sofro, não sei se merecidamente. Eu não sou pessimista, sou triste.

Livro do desassossego, Fernado Pessoa.