mercantes

3 Steps for going to Mercantes for the second day in a row...
  1. Check if the line is long as a determining factor of whether or not you should get pizza, then get in line anyway.
  2. Check if the staff is the same so you’re prepared for them to judge your decisions.
  3. Overhear the group of three in front of you ask one of the cute pizza boys to cut their pizza into 6 slices so they can share. Then proceed to laugh at the fact that you will be eating the whole Margherita pizza you ordered all to yourself. 


submitted by anon

Questa cosa di pretendere l’onestà dagli altri è il non plus ultra dell’Innocenza estrema. Puoi pretendere onestà solo se paghi per ottenerla. Quando chiedi [a qualcuno] di essere onesto con te, gli chiedi di comportarsi come Dio, e non lo è, anche se si sforza di somigliarGli dandoti quello che vuoi, e questo ovviamente non gli fa fare una gran bella figura. Soprattutto, non chiedere mai alla tua famiglia di essere onesta con te. Significa gravare il prossimo di un peso insostenibile. L’onestà [di una persona] è soltanto onestà, non è la verità, e non ti torna utile né sul piano intellettuale né su altri piani. Per amare gli altri devi fare orecchie da mercante a buona parte di quello che dicono quando fanno gli onesti, perché non vivi più nel Giardino dell’Eden. L’ultima cosa che voglio dai miei parenti è l’onestà. Hip hip urrà.

She’s the kind of girl you want so much it makes you sorry

Quando amanheceu o dia seguinte, meu pai me informou de que as Barracas Mercantes seriam montadas. Tratavam-se de pequenas estruturas de madeira, cobertas com panos de cores vivas, cujo objetivo era vender a carga remanescente à população geral, permitindo que o navio partisse vazio em busca de novos produtos. A pequena feira era, usualmente, organizada um dia antes de partir. E só pude sentir um aperto no coração com a possibilidade de deixarmos o porto antecipadamente. Porém, quando o questionei, meu pai afirmou que a precocidade se devia ao fato de diversas encomendas terem sido rejeitadas porque seus demandantes já não possuíam condições de pagar por elas. Talvez eu estivesse errada sobre os efeitos da guerra não terem alcançado a Cidade do Condor.

Embora a partida não houvesse sido antecipada, me frustrei ao saber que ficaria responsável pela venda dos alimentos. Normalmente eu me deliciaria explicando a cada passante que quisesse ouvir, sobre as mais diversas iguarias preparadas para nobres e plebeus de todas as raças, todos os reinos, sob todos os céus; no entanto, nesse dia, isso apenas significava me ocupar até tarde e não poder sair para buscá-la, ou apenas andar pelos jardins palacianos esperando encontrá-la se o acaso me favorecesse. Ao menos eu dividiria a tarefa com Nya. Ela era a mais agradável das outras garotas do navio, havíamos sido amigas durante a infância e continuávamos próximas; embora desconfie que os sussurros a respeito da minha, digamos, preferência pelo feminino, tenham-na afastado quase imperceptivelmente.

O dia passava tedioso, até o sol parecia ter se exaurido e decidido descansar atrás das nuvens. O vento frio tirava proveito da ausência solar para se acentuar. A longa blusa preta de lã de carneiro com o brasão da Guarda do Comércio – linhas ondulantes vermelhas na horizontal, acima das quais pairava uma embarcação branca da qual os canhões despontavam em vermelho como as ondas – já não me mantinha aquecida. Avisei Nya que precisava ir ao navio buscar um agasalho mais apropriado quando ouvi aquela risada.

Um arrepio percorreu todo meu corpo, e meus pelos se eriçaram. Eu sabia que não era de frio. Saí em direção à rua apinhada de gente. Procurando por todos os lados, mas não precisei me esforçar, ela se destacava como um cometa em meio a meras estrelas cadentes. Se dirigia à barraca dos pergaminhos, eu deveria saber – jamais poderia tomar conta daquela, a verdade é que sabia ler, mas muito pouco, tudo que aprendi sobre os mundos havia sido viajando por eles e vendo as coisas acontecerem; ler me custava muito e não havia quem me ensinasse, os instruídos à bordo do navio eram cheios de si e impacientes. Minha mãe fora um deles, mas havia partido muito antes de poder fazer uma diferença no meu aprendizado. O pensamento me entristecia.

Mantive a distância observando-a passar as mãos pelos pergaminhos, novos e envelhecidos, como se os conhecesse de cor. Parecia capaz de sentir o que continham, histórias boas ou ruins, fechando os olhos cada vez que os tocava. Não pude deixar de imaginar como seria sentir aquele toque.

_Anne, você acha correto deixar Nya sozinha enquanto perde tempo olhando as outras barracas? Resolva logo o que quer que tenha te tirado de seu dever e retorne a ele!

A mãe de Nya gritava comigo através da multidão. Ela era uma das instruídas e me olhava com superioridade enquanto proferia as palavras. Estou apenas assumindo, eu não prestava atenção o suficiente para saber. Sua gritaria havia levado a garota escrivã a se virar, e eu só tinha olhos para ela. Sabia que ela também me via e, eu poderia estar apenas me dando falsas esperanças mas, parecia tão petrificada quanto eu. Quando dei por mim a mãe de Nya andava em minha direção, certamente furiosa por eu tê-la ignorado e com toda intenção de arrastar-me de volta para onde deveria estar.

A garota ainda me olhava e a princesa parecia não ignorar o que quer que estivesse acontecendo ali, entre nós duas. Não me importava, eu podia sentir sua intenção de puxar a escrivã pelo braço e partir – para lidar com tantos seres diferentes desde criança, aprender a lê-los era habilidade indispensável – então aproveitei os últimos momentos de atenção que teria daqueles olhos para movimentar meus lábios: “Ao pôr do sol”, eu dissera, e ela balançara a cabeça em concordância. Não havíamos trocado sequer uma palavra de fato. Mas ela sabia que me encontraria nos jardins. Já era o nosso lugar.