memorias mortas

Durante um tempo, eu sempre acreditei que o melhor seria eu estar cercada de amizades. Não importava quantas, mas eu sempre deveria ter amigos ao meu lado. No início foi uma explosão de sentimentos, “eu te amo” eram as palavras mais ouvidas. E o tempo se passou, hoje, todos seguiram seu próprio caminho. Antigamente, o meu maior medo era me separar deles. Afinal, “o que seria de mim, sem os meus amigos?”. Não demonstro mais a quantidade de afeto que tinha antes, todos se separaram, como se fosse um cadarço de sapato desfeito. O que eu mais temi aconteceu, nos separamos. Cada um trilhou sua própria rota, separamos em grupos de três pessoas no máximo. Quase perdendo o contato, mas ainda moramos todos na mesma cidade. Falta de vontade? Sim. Ainda sinto saudades, relembrando como éramos na escola, nos encontrávamos… Hoje? Acabou. Apenas memórias mortas, lembranças… — Francine Salla (Desaprende-r

Aprile è il più crudele dei mesi, genera
Lillà da terra morta, confondendo
Memoria e desiderio, risvegliando
Le radici sopite con la pioggia della primavera.
— 

T.S. Elliot, La terra desolata (The Waste Land), I La sepoltura dei morti, primi versi

APRIL is the cruellest month, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.