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Vai ver o amor nem precisa ser explicado, nem dito. O amor deve ser o silêncio, a pausa do beijo, os segundos da falta de assunto. O amor é mais do que dizem, mais do que sentem. É grande, poderoso. Mas é bipolar, acima de tudo. Quando não é calmaria, é tempestade. Quando não faz rir, faz chorar. Não existe essa de que se é amor, você não sofre. Sofre sim! O amor são as lágrimas, a angústia, a saudade. É por ele que estamos vivos e é por ele que morremos. Morremos todos os dias. Era, é, e será sempre o amor. O que causa guerras, o que as encerra. O que mata, o que deixa mais vivo. O que é, mas não é. O que nunca deixará de ser. Amor, só o amor!
—  Mário Dias.
Pessoas vazias por todos os lados. O mundo tornou-se essa aglomeração nojenta e desprezível em uma velocidade súbita. Personalidades clonadas, opiniões sem nexo, bocas abertas e mentes fechadas. A raça humana está sendo infectada pela ignorância e não existe uma cura para tal doença que leva ao apodrecimento da alma. O ser humano não preocupa-se mais com seus semelhantes, pensa apenas em si. Mentiras e traições estão tornando-se rotina e vêm de quem menos imaginamos. A minoria escapa desse desastre que corrompe os valores que antes eram prioridade da maioria. Olho para o horizonte e só consigo enxergar o caos da humanidade, uns destruindo os outros até não restar um sequer. Querer mudar essa realidade é uma tentativa inútil, mas escolher não fazer parte dela é o começo de uma grande mudança.
—  Mário Dias.
Vivemos um espetáculo onde nós mesmos somos os protagonistas. Os sentimentos são nossos figurinos, que nessa altura já encontram-se bastante desgastados. A respiração torna-se mais agitada a cada ato, a monotomia desse show é bastante cansativa e quase imutável. Todos usam máscaras, dificilmente conseguimos exergar através delas, mas facilmente nos deixamos levar por elas. Com o tempo a nossa vida torna-se uma peça com um tema novo, um sentimento novo, personagens novos, uma dor nova, a cada noite, a cada mês, a cada ano, a cada escolha que fazemos. E no fim, as luzes se apagam, todos se vão e você tem que limpar o palco sozinho e simplesmente continuar. Na expectativa de uma nova história, de uma nova noite de estréia, de novos figurinos, novas emoções, de uma nova chance de eternizar-se.
—  Mário Dias.
Olho para dentro de mim e encontro um engarrafamento infinito de ideias ruins. O caos no meu interior impede que eu tome o controle desse estado desagradável. Os pensamentos ruins fazem suas próprias regras, tornando tudo pior, nunca trazem uma solução. Preciso me concentrar, mas parece que os problemas multiplicam-se, tornando cada vez mais a situação incontrolável. Então, fico apenas no meu cantinho, distraio a mente e finjo que isso tudo não existe. Não me sinto fraco por ignorá-los, ninguém precisa saber que eu sou um transitório de perturbações.
—  Mário Dias.