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O nome dele é Brian Guller, a idade é 21 anos. Ele faz parte dos The Fifty e seu poder é a Geocinese. Ele se parece muito com Steven R. McQueen está ABERTO.

'Cause lately I've been waking up alone, pain splattered teardrops on my shirt.

What happened before:

Filho de um casal que trabalhava diretamente com os comandantes da OS USA, Brian cresceu tendo o que poderia ter de melhor, já como seus pais tinham acesso aos apartamentos dos ricos, aonde cuidavam de limpeza e manutenção. Filho único, cresceu sendo bastante mimado por sua mãe, que o colocou para estudar junto com os filhos dos patrões. Eram pobres, porque eram de classe inferior dentro da nave, mas o garotinho sempre tinha acesso a tudo que queria e bem mais do que precisava.

Desde pequeno ele se destacou pro sua beleza. Vaidoso, começou a cultivar o corpo e desde cedo tinha namoradinhas, sempre acreditando que podia ter o que queria, quando queria. A vida lhe era fácil, motivada por seus pais e pela beleza que ele nascera. Muitas vezes escondia o que seus pais eram na verdade, sempre andando com os filhos do rico da nave e sentindo vergonha de sua origem. Para ele, se tornou algo simples mentir e enganar enquanto podia todos a seu redor, se misturando entre os filhos dos poderosos, e mentia tanto e por tanto tempo que passou ele mesmo a acreditar que sim, ele era mesmo um desses filhos.

Em contratempo, no pequeno apartamento que morava com seus pais, o relacionamento entre eles começou a deteriorar. Tinha vergonha profunda da mãe, mulher gentil mas ignorante, e seu pai, cansado das mentiras e das contas que o filho fazia na rua e depois somente chegava à sua porta, lhe deu um ultimo: ou ele saia do apartamento ou encontrava um emprego. Brian odiou o pai por isso, mesmo com apenas 15 anos, e por dois meses ficou trabalhando em uma pequena venda para pessoas tão pobres como eles eram, até que um dia uma garota mais velha passou por lá. Rica e bem vestida, ela o chamou para sair.

Naquela noite, Brian saiu com a garota, que pagou tudo para ele: as mais caras bebidas, as mais caras drogas que existiam dentro da nave, comida boa. Tudo para no final da noite o levar para a cama, e para ele não foi nenhum problema “pagar” pela noite. Voltou para a casa na manhã seguinte, faltando a escola, e durante a tarde, enquanto estava no emprego, a garota reapareceu.
Logo ela queria que ele largasse o emprego para ficar na vida que ela tinha, já como era filha do médico cirurgião da nave.
Brian não pensou muito em largar tudo e a seguir, sem avisar aos pais que havia saído do emprego. Começou a ser sustentado por ela, aparecendo com as melhores roupas e sempre com dinheiro no bolso. Seus amigos não tinham ideia do que acontecia, e ele apresentava a garota, Kelly, como sua namorada. Tudo estava como tinha de ser, ele acreditava, até que Kelly, cansada do mais novo brinquedo, se livrou dele. Em desespero, Brian tentou convencê-la, mas uma amiga de Kelly o procurou, querendo fazer com ele do mesmo jeito que a amiga fazia: queria comprá-lo.

Aos 16 anos Brian já havia estado com mais mulheres do que todos seus amigos, e tudo em troca de uma vida mais fácil. Sua mãe começou a desconfiar de sua vida, mas ainda não podia fazer nada para provar o que estava acontecendo, porém seu pai um dia o seguiu e descobriu que ele estava com uma mulher de mais de 40 anos, nessa época. Frustrados e com a mãe em pratos, os pais pediram que ele largasse essa vida, mas Brian preferiu o mais simples: saiu de casa e foi se abrigar em um apartamento que a mulher pagou para ele.

Se tornou mais vaidoso ainda, cultivando seu corpo e querendo mais e mais, e assim como todas essas outras, mulheres entravam e saiam de sua vida o tempo inteiro. Largou a escola, levando a vida que queria, seu charme presente em tudo e nunca tinha problemas com ninguém, nunca, porque sempre encontrava um jeito de se safar, fosse levando alguém para a cama ou fosse usando do dinheiro que tudo.

Até, aos 20 anos, conhecer Melina Carwin.

Melina era uma garota simples, que trabalhava em uma pequena loja de botânica. Um dia, Brian entrou no lugar, acompanhado da mulher casada da qual era amante, e botou os olhos na pequena garota morena. Ele a quis desde o primeiro momento. Voltou no lugar, descobrindo que a garota era bastante nova, mas nem mesmo a pouca idade da garota tirou o seu desejo. Ela era tão pura, tão inocente, tão tudo ao contrário do que ele mesmo era que tudo que ele realmente queria era tê-la. Descobriu que o irmão da garota estava preso e tentou pagar para ela conseguir uma vista com ele, sem sucesso. Comprou presentes, joias, tudo com o dinheiro das mulheres que ele saia, mas nada parecia atingir a garota.
Cansado, ele explodiu com a garota, lhe falando que não entendia o que ela queria, e ela lhe respondeu que o que a impedia de sair com ele era justamente a vida que ele levava.
Pela primeira vez em sua vida, Brian dispensou a mulher com a qual estava e procurou Melina. Surpresa com a decisão do rapaz, começaram a sair juntos e o relacionamento pareceu mudar Brian, que de garoto inconsequente e egoísta começou a mudar pela garota. Ela o ensinou a não gastar tanto seu dinheiro e ele pediu para ela ir morar com ele, mas ela se recusou a deixar a mãe sozinha. Brian ajudava a mãe dela quando a namorada permitia, mas isso não acontecia com tanta facilidade.

O tempo se passava e incentivado por Melina, Brian procurou os pais, começando a tentar um relacionamento com eles. Não era algo fácil ou bom, mas ele tentava, tudo por Melina. Então, um dia, quando a foi pegar no trabalho, informaram que ela havia ido até a casa de um capitão do exercito atender a filha dele. Voltou para casa e esperou até dormir. Quando acordou, no meio da madrugada, foi com as batidas na porta de sua casa. A mãe de Melina, desesperada, lhe contando que sua filha fora estuprada e morta.

Sem entender o que havia acontecido, Brian procurou pela guarda, confirmando a morte de sua namorada. Desesperado e tomado pela dor, se culpou nos primeiros dias, sua mente em um turbilhão de “e se”. Deveria ter estado lá. Deveria ter protegido a garota melhor. Começou a beber, parou de ver os pais e por uma semana esteve trancando dentro de casa, bebendo sem parar, até que se deu conta de uma coisa: a culpa não era dele. Era do capitão que havia feito isso com sua namorada. Era a única explicação.

Saiu do seu pequeno apartamento naquela noite, primeiro comprando uma arma e depois indo no apartamento do homem, e quando a filha dele saiu à porta, entrou, empurrando a criança que havia sido um dos motivos da morte de Melina. Rendeu a mãe da garota também, esperando o marido chegar, e quando o homem chegou, nem ao menos conversou: atirou nele, o vendo cair morto em uma poça de sangue na frente de sua família.
A esposa, desesperada, começou a gritar, enquanto a filha se jogava em cima do corpo do pai e a guarda, chamada pela comoção, entrou no apartamento. Bateram em Brian e o levaram preso. Foi julgado e condenado a pena de morte, mas ele parecia não sentir nada. Não havia mais nada para sentir.

Foi levado provisoriamente para a parte da cadeia, entrando no lugar e arrumando briga quase que instantaneamente com outros presos, vendo que havia uma hierarquia rígida ali, aonde três outros presos comandavam o lugar. Não se importou com isso. Iria morrer em breve, de todas as formas.
Dois dias depois, no dia do seu aniversário, alguns homens entraram no lugar, levando alguns presos. Acertaram Brian e ele foi levado junto. Acordou em um pequeno laboratório, aonde foi injetado com alguma coisa. O que aconteceu em seguida, ele não se lembra, porque entrou em um estado febril que perdurou duas.

Os cientistas, convictos de que Brian havia adquirido poderes devido a todos outros terem adquirido, o mandaram assim mesmo na nave para a Terra. Quando ele acordou, já haviam caído na Terra.

What is happening now:

Quando acordou, já na Terra, atordoado e ainda com febre, se deixou seguir os outros, sem entender ao certo o que estava acontecendo, até ouvir dos outros que foram mandados para o planeta de origem para saber se poderiam habitá-lo novamente, e eis que a grande surpresa chegou> o planeta já estava habitado. Foi levado para um prédio, com um sol que ele nunca esperou ver em toda sua vida. Ficou em um apartamento sozinho, maior do que qualquer lugar aonde havia morado antes, surpreso em como aquelas pessoas haviam conseguindo sobreviver.

Melhorando aos poucos, ainda não descobriu seu poder, mas sabe que todos ali tinham um, por isso somente esperou, enquanto ainda se lembrava de Melina e pensando em qual deveria ser o plano agora, um tanto quanto sem rumo.

Who he is:

De garoto inconsequente, com vergonha de sua origem para alguém melhor e apaixonado e agora novamente para alguém quase que sem sentimentos, Brian mudou ao longo dos anos, sendo levado por seus sentimentos, que desde a morte de sua namorava pareciam ter se esgotado dentro de si. Não sabia se se importava o suficiente com os outros que vieram na nave com ele, mas tinha certeza absoluta que não se importava com nada com os humanos que estavam na Terra. Entendeu que os que estavam na nave estavam esperando respostas se poderiam voltar a habitar nosso planeta de origem, mas ele também não se importava de não avisar.

Não desenvolveu seu poder ainda em nada, sem nem ao menos ter conhecimento de qual é, já como veio para a Terra completamente apagado, mas quer descobrir qual é e quando o fizer, irá se dedicar ao máximo possível para poder controlá-lo o melhor possível.

Parecendo que nada mais lhe importa, algumas vezes é levado a se questionar se não é melhor simplesmente se unir ao lado que lhe der mais vantagens, e talvez ele termine realmente fazendo isso.

His connections:

● Conhece Lorcan, Victor e Tristan da prisão na OS USA, e talvez até pense em se aproximar deles, mas até aqui não o fez;

● Viu Axl Merryn ainda com febre, mas guardou a fisionomia do líder de sua mente, e sinceramente não gostou dele.

2

⊱ Tulio D'Laross é um Rubik e possui 199 anos, mas aparenta ter 24. ⊰

The dragon sang with fire

❝ Tulio, desde que se entende por gente, sempre foi muito sozinho. Foi obrigado a dar conta de si mesmo e se virar como podia, sem qualquer ajuda. O por quê de ter sido deixado para morrer, ele também não sabia, e até hoje não sabe, mas procurou entender da melhor maneira. Talvez fossem as condições de seus pais; talvez tivessem sido mortos; ou talvez apenas fossem realmente covardes, á ponto de deixá-lo.

Durante seus poucos anos, fez algumas amizades, mas quanto mais crescia, mais belo o D’Laross se tornava, causando atração na maioria das mulheres humanas e uma pontada de paixão da parte das elfas de Taihril. Foi aí que ele viu que seu “atributo” o faria se erguer novamente. Usando desse artifício, ele literalmente plantava a discórdia dentre os casais, fazendo as mulheres da relação traírem e fazerem o que ele bem entendia. Era como se ele conseguisse hipnotizá-las somente com seu olhar, e verdadeiramente funcionava.

Nenhum homem, em momento algum, soube quem fazia aquelas coisas — e também se soubessem, Tulio já estaria morto, a essa altura —, e por isso ia sendo cada vez mais difícil continuar com aquele estilo de vida. Para uns, poderia parecer difícil mesmo, mas para o jovem elfo nada era impossível ou difícil demais. Ele sempre subestimou aqueles que não fossem ele e todos os dias encontrava-se treinando em um campo isolado, a fim de melhorar seu manejo com armas. Sua arma favorita era um martelo grande e pesado, que ressaltava seus músculos e fazia jus à beleza que carregava.

Muitos anos se prosseguiram, e Tulio continuava com sua reputação secreta de: destruidor de amores, arrasador de corações e mulherengo. Até que um dia, quando Taihril parecia tranquila demais para seu rei, Kevan II, se preocupar, um ataque de uma única bruxa — sim, somente uma bruxa — propagou o caos no vilarejo do castelo. A Dyendaugh se comunicara dizendo que seria o pior pesadelo de todos os habitantes dali, se não se juntassem à ela, e alertou-os também de que haveriam mortes. Tulio, como não era bobo e também como não tinha ninguém com quem se preocupar, decidiu partir com a caravana que ia para Taurem, e assim esqueceu toda aquela sua vida ridícula.

Mesmo com sua fama tendo se propagado com vigor, Tulio não fez questão alguma de continuar com ela na cidade em que agora se instalara. Achava que as bruxas eram muito perigosas e traiçoeiras para se relacionar, porém acabou se atraindo pela líder delas: Lucynda. A mulher, por longos anos, tornou-se a prioridade do D’Laross, que se auto-intitulou guarda pessoal da bruxa. Mas quando esta trouxe uma outra pessoa de um ataque próximo dali, Tulio reviu seus conceitos de paixão e notou o quão bela aquela nova mulher, Odesha, era, tanto por dentro quanto por fora.

A loira o atraiu com apenas uma conversa e ele já estava em seus encantos, assim como ela também parecia estar. Desde então, por todas as madrugadas, Tulio vem elaborando lugares para que eles se encontrassem, mas teme por Lucynda descobrir o relacionamento secreto e não só acabar com ele, mas com a outra também. Apesar disso, é um guerreiro formidável, sendo glorificado por ser um ótimo defensor e belo homem. ❞

Their scales reflected the chaos

❝ Tulio é um homem que, se você o olha, logo constata que não está para muitas pessoas. Essa abstinência de sorriso está meio-a-meio com sua simpatia própria. Há dias em que ele está um amor de pessoa, sempre prestativo, simpático e tudo mais, mas sem demonstrar tanto suas emoções, enquanto outros dias está fechado, mas ainda sim não totalmente.

Dentro dele habita um elfo amável, mesmo com todos os problemas, e talvez o maior deles seja o que tem entre Lucynda e Odesha. Ele sente-se culpado por estar causando a desavença entre as duas mulheres, que se têm como parte da família, mesmo que uma delas não faça ideia do que está acontecendo nas costas dela. Tulio é determinado, forte e, mesmo tendo largado aquela sua vida medíocre de arruinador de vidas amorosas, ainda gosta de ser o centro das atenções, sempre buscando um meio de que o notem ou algo do tipo. Muitas vezes tende a ser convencido também, mas Odesha o está mudando, aos poucos e dificilmente, mas está. ❞

And warriors made his head roll on the same fire that belonged

↣ O primeiro relacionamento que Tulio levou a sério foi o que teve, e ainda “tem”, de certa forma, com Lucynda Karkanovski. A Dyendaugh é bela, ótima na cama e sem contar que também é um amor de pessoa, quando quer — o que são raras as vezes. Porém, com a chegada de Odesha Sullivan, seus conceitos mudaram. Ele sentiu-se altamente atraído pela loira, e sua personalidade só é mais um ponto para que ele esteja apaixonado por ela. Contudo, sente-se culpado por estar gerando um tipo de desavença entre as duas, mas tem medo de contar seus reais sentimentos por Odesha para Lucynda e acabar dando algo errado, pois sabe exatamente como a Karkanovski os trataria quando soubesse que estava sendo chicoteada pelas costas por todo esse tempo.

↣ Seu irmão de consideração é Scorpius Mellark, um rapaz de índole travessa, sempre se metendo em confusões e coisas do tipo. Tulio, como gosta de parecer meio superior, às vezes, dá um de irmão mais velho e sempre que pode dá broncas no outro, incitando-o a parar de fazer tantas bobagens e a levar seu posto de Rubik a sério. Mesmo que muitas vezes se tirem do sério, são bem amigos e talvez os únicos elfos do grupo que confiem cegamente um no outro. Scorpius sabe do romance secreto de Tulio e até hoje manteve-o a salvo, também procurando encobri-los quando pode.

↣ Viper Tutanmon é como se fosse sua mãe. Ela age, manda e faz tudo o que uma mãe faria, porém é fria demais para se confiar. Ele a respeita bastante, segue suas ordens, por ela ser a líder dos Rubik, mas ainda sim tem um pé atrás em relação à mesma. Ela pouco demonstra seus sentimentos, e Tulio sabe muito bem disso, por isso sempre evita demonstrar emoções ou fazer qualquer comentário perto da mesma, por achar que ela vai simplesmente o ignorar — como sempre faz com tudo de desnecessário, em sua visão.

『 Ben Barnes — Aberta 』

2

⊱ Theodore Lovtin tem o Sangue de Dragão, possui 19 e não controla nenhum poder. Ele é o príncipe e futuro herdeiro de Taihril. ⊰

The dragon sang with fire 

❝ Por mais que tivesse sido uma honra o nascimento de Theodore, para ele não tinha sido, uma vez que sua mãe morrera no parto. Seu pai, Kevan, o tinha como seu maior tesouro e era mais do que óbvio que temia deixar seu filho por aí, pois era o último vestígio de sua amada que ele tinha. Theodore foi agraciado com as bênçãos de todos os Taihrilianos, mas depois que atingiu idade suficiente para se dar conta das coisas que aconteciam ao seu redor, viu que teve de crescer sem uma mãe, com um pai ocupado salvando o reino e ele com um destino traçado. 

Desde cedo, seu pai fez questão de que ele tivesse os ensinamentos básicos para um guerreiro: como manejar uma espada, como atirar precisamente com o arco e flecha, como cavalgar perfeitamente, como fazer isso e aquilo… Todos os dias Theo se preenchia de afazeres, estes que ele hesitava em fazer, pois não queria dar continuidade ao que seu pai fazia. Matar dragões? Muito arriscado. Lutar contra bruxas? Pior ainda. Mas, por mais que seu medo falasse mais alto, ele sabia que se tornaria um homem algum dia, e não poderia fugir de suas responsabilidades quando o controle do reino caísse sobre seus ombros.

Apesar de ser tão atarefado, o jovem rapaz desabafou para seu pai, que o entendeu, claro, mas que tinha deixado nítido o quanto aquilo era importante para a vida dele e que ele iria agradecê-lo depois por estar sendo tão pressionado. Theodore, mesmo sabendo das consequências, tratou de se arrumar com outra coisa para fazer. Seu ponto mais forte era a curiosidade, então a biblioteca seria sua segunda casa. Ele começou a ir lá pela parte da madrugada, que era quando todos iam dormir e ele ficava em paz. Ele leu sobre seus descendentes e encontrou ali um tipo de manual. Antes, o medroso Theodore não podia suportar a ideia de ter que ficar cara a cara com um dragão enorme que soltava fogo pela boca, mas agora, lendo todas aquelas escrituras, ele via que aquilo estava em seu sangue.

Seus ancestrais deixaram claro nos papéis frágeis de um livro já muito abusado pelo tempo, que todos os Dragonborn tinham o mesmo receio que Theo tinha, mas que se eles não batalhassem pela paz e pela extinção do mal, nada iria ficar como algum dia imaginou. Não haveria mortes, não haveria guerras, seria tudo um projeto de paraíso, os mesmos que os Deuses vivem. Lido isso, a mentalidade de Theodore mudou, mas seu gosto pela leitura não. Foi aí que os horários começaram a ficar complicados, e tendo em vista que ele já era um bom e hábil manipulador de espadas, o que já era um começo, ele ajeitou com seu pai o horário da manhã todo livre para ele fazer o que bem entendesse. Era mais do que óbvio que a escolha dele seria passar longas horas se alimentando das palavras com seus olhos. Lá, entretanto, ele não ficou sozinho. Foi agraciado com a presença de uma elfa, pela primeira vez, esta sendo muito bela – como era o normal dos elfos serem – e com um gosto em comum: a leitura.

Theodore não deixou de notá-la um segundo, e quando foi embora naquela manhã, já sabia o que fazer no outro dia. Ele selecionou um livro que se encaixava com as características que ele conseguiu notar no que a outra lia, e assim que ela chegou, ele a abordou. E assim começou uma amizade, mesmo agora com Sandriny sendo uma Cirak. Eles procuraram um horário em comum que não atrapalhasse os deveres deles, e assim prolongaram suas conversas, até então.  ❞

Their scales reflected the chaos

❝ O antigo Theodore, medroso, receoso e sem a mínima noção do destino que estava traçado para ele, se foi ao mesmo tempo em que outro, melhor e mais responsável, nascia. Ele agora entendia o que estava escrito para ele no livro da vida, e procurava orgulhar seu pai com todas as atividades que o outro fazia. Destemido, Theo agora não teme muita coisa, além da perda de seus próximos. Ele procura mostrar a todo custo que está se tornando um homem, mas muitas vezes acaba forçando e falhando.

Ama ler e aprender mais, tirando daí sua vontade de treinar para se tornar um guerreiro reconhecido. Costuma ser meio calado quando não conhece direito a pessoa, mas quem já tem um grau de intimidade significativo com ele, sabe o quanto Theodore adora falar – muitas vezes sendo até irritante ouvir diversas vezes a voz dele sem parar. Mas ele parece compreender as vontades dos outros. Sabe quando tem de parar de falar, quando deve começar a falar e as palavras certas que usar. É muito cuidadoso e preza a perfeição, mas não deixa de ser um rapaz cativante e amável.  ❞

And warriors made his head roll on the same fire that belonged

↣ O relacionamento com seu pai é de puro amor e união, exatamente o que os Lovtin vieram prezando ao longo dos anos. Ele se sente culpado por ter tirado a vida da única mulher que seu pai amou e por isso tenta contornar isso – como se fosse possível contornar a morte – com suas responsabilidades, procurando a ajuda de Kevan Lovtin II sempre que necessita. Claro que os dois se desentendem algumas vezes, mas nada que os faça ficar sem se falar mais de dois minutos. Eles sabem o quanto tem de se manter unidos, apesar de muitas vezes ser difícil o convívio do calmo Theodore com o enérgico Kevan.

↣ Sua melhor amiga é Sandriny Moonshine, com quem adora conversar. Ele não se vê no mundo sem ela e é quase impossível não pensar no dia de amanhã e não ver Sandy junto à ele. Theo, em certos momentos, acaba por olhar tanto Sandy, que muitas vezes se questiona da beleza da outra e dos sentimentos por ela.

『 Logan Lerman — Aberta 』

2

⊱ Kevan Lovtin II tem o Sangue de Dragão, possui 43 anos e controla a criocinese e a pirocinese. Ele é o rei de Taihril.

The dragon sang with fire

❝ Kevan sempre foi uma criança, rapaz e homem justo. Ele tinha convicção de seus deveres e falhar não estava em seu vocabulário. Cresceu em um ambiente caótico e sem muitas esperanças, mas seu pai, o senhor Kevan I, tinha toda a fé imposta em seu filho mais velho. Ainda jovem, ele perdeu seus dois irmãos para um ataque de bruxas. Foi uma tragédia não só para sua família, mas como para o reino, que tinha a segurança de ter três Dragonborn para salvá-los das tiranas Dyendaugh. Só que o fardo caiu justo em cima do mais velho e, agora, único sobrevivente do ataque.

Foi cego por justiça que Kevan II tratou de treinar todos os dias, como se aquilo dependesse não só de sua vida mas como a de todo um reino também. Ele cresceu mais determinado do que antes, e foi numa brecha da guarda Drakyriana, que ele se enfiou em meio aos Cirak, pois sabia que eles marchavam em direção à Taurem para tentar limpar ao menos um terço das Dyendaugh daquele lugar. Os elfos sabiam de sua fuga para longe da asa de seu pai, mas, a pedido dele, não o revelaram.

Passados alguns dias de viagem, Kevan começava a se questionar se deveria ter feito aquela bobagem de sair sem avisar. Era mais do que certo que seu pai agora estava preocupado, e ele já não era mais tão novo para suportar notícias preocupantes como aquela. Agora que a burrada já estava feita, o jovem Lovtin se adequou aos costumes élficos e foi muito bem recebido e aturado. Até que uma surpresa não tão boa os abordou: um Dragão cinza de olhos dourados. Era assustador ver um daqueles tão de perto, e não era só ele que achava aquilo. Até mesmo os anciões dos Cirak tremia de medo, mas era o dever daquelas duas raças engolir os medos e fazer seu trabalho.

Kevan sofreu muitas perdas da guarda Drakyriana, mas, com muita luta e demora, ele conseguiu cravar sua espada no centro da cabeça do dragão, bem na separação de seus olhos, assim o matando. Ele escorregou pela cabeça do animal, sendo aplaudido pelos elfos, mas não deixando as vidas dos outros que se foram serem menos aplaudidas por coragem. O dragão se desfez atrás de si, virando um pó azul brilhante que entrava pelos orifícios de Kevan, e ele sabia que aquilo era a essência do animal. Seu primeiro pensamento de escolha foi o gelo, e assim, a poça de sangue de seus aliados e seu inimigo se congelaram, por conta de seu mais novo dom. 

Tendo em vista o grau de dificuldade que eles teriam se prosseguissem com aquela viagem, decidiram voltar para Taihril o mais rápido, e Kevan fez seu pai ficar orgulhoso com o seu destino se concretizando. Agora, não faltaria muito para que ele se tornasse um dominador de todos os elementos e eliminasse as Dyendaugh de Drakyria, de uma vez por todas. Mas esse pensamento pareceu distante, ao ver Kevan I, que já estava com a saúde arriscada, falecer de causas naturais. Sua mãe, desgostosa com a situação e já depressiva, deixou seu único filho no mundo para se tornar homem e agora rei de Taihril.

Assim foram seus dias, completamente solitários, até a corte lhe arranjar um casamento. Ele não estava certo se continuaria triste ou se voltaria a ser feliz, mas a segunda opção mostrou-se viva quando se viu apaixonado pela agora esposa, Meliah. A mulher lhe trazia felicidades, e dentre uma delas foi a gravidez. Ele, enfim, teria um herdeiro, fosse homem ou fosse mulher, que o faria mais feliz ainda. Só que nem tudo era rosas. Ele ainda era o salvador, o Sangue de Dragão, e teria de continuar seu destino mesmo assim.

Um dragão que aterrorizava uma vila próxima dali era seu segundo alvo. Ele marchou com sua guarda Cirak para a região, e não foi tão difícil quanto o último, visto que já tinha certa habilidade com o domínio do animal. A essência do dragão foi para ele, de novo, e ele só conseguia pensar no fogo que emanava da boca do bicho, sendo assim essa sua segunda escolha. Kevan voltou para seu reino, poucas semanas depois, e continuou com as tarefas políticas de Taihril. Meses se passaram e Meliah teve seu filho, ao mesmo tempo em que dava adeus àquela vida. O homem sentiu-se incrivelmente mal, e não parecia mais suportável continuar naquele mundo, mas ele olhou para o bebê e repensou suas atitudes.

Desde então, Kevan tem tentado mostrar a Theodore a importância de suas responsabilidades que estão ligadas à sua linhagem. O rapaz, em um curto tempo, foi entendendo, mas parecia mais apegado a leitura do que qualquer outra coisa. Tendo em vista que o filho poderia se tornar mais sábio e que poderia compreender o quanto antes seu destino, liberou que ele ficasse na biblioteca pela parte da manhã, fazendo o que quer que bem lhe apetecesse.❞

Their scales reflected the chaos

❝ É um homem que preza, acima de tudo, a segurança de seu reino e sua família. Ele tem muito medo de perder Theodore e acabar extinguindo a linhagem de Dragonborns, por isso tem medo de que ele se arrisque mundo afora. Pode ser muito rude, às vezes, até mesmo velhaco, mas é um homem de boa índole e grande coração. Sempre procura se atarefar com algo, para preencher o vazio que tende a consumi-lo. Ainda sente falta de sua mulher, e sempre que lhe dá na telha ele abre o guarda-roupas e vê os vestidos da amada. É ele quem afofa a almofada e a cadeira acolchoada da falecida, sendo bem cuidadoso para não perder o perfume dela nos móveis e tecidos.

Muito responsável, Kevan não está todo dia com um sorriso estampado em seu rosto, mas procura ser o mais simpático possível, ouvindo a população e atendendo à boa parte de seus pedidos, na medida do possível. Consegue ser irônico e um pouco de brincalhão, à sua maneira, claro.❞

And warriors made his head roll on the same fire that belonged

↣ O seu maior tesouro é Theodore Lovtin, seu filho, por quem tem um amor incondicional e que também o faz lembrar-se de sua falecida esposa. Quer, mais do que tudo, que Theo se torne um homem de boa índole e grande responsabilidade, visando manter o reino no seu lugar de paz de sempre. Entre os dois há união e amor, sim, mas muitas vezes seu filho o tira do sério e acaba estragando o humor de Kevan. Contudo, não sabe ficar sem falar com a cria por muito tempo.

↣ Uma das únicas pessoas que conseguem tirar boas risadas de Kevan é Maxwell Kleegh. Tendo-o como seu melhor amigo e companheiro de guerras, o homem conta tudo para o elfo, e vice-versa. Dão-se totalmente bem e Kevan só tende a aprender mais e mais os costumes élficos que Max sempre o induz a entender. Também tem uma amizade com a irmã do amigo, Noeli Kleegh, mas não costuma vê-la tanto quanto Max e também só fala o necessário com ela.

↣ Apesar de ter prometido a si mesmo que preservaria a memória e o amor de Meliah, Kitara Mahasly o cativou de uma forma impressionante. Eles se conheceram nas ruas de Taihril mesmo, quando ele foi fazer uma visita para os moradores e Kitara o afrontou, dizendo que ele quase permitiu que as Dyendaugh os atacassem um dia, acabando com as casas da vila. Só foram salvos, segundo Kitara, por causa dos Cirak, e ela se perguntava pelo tal salvador que tanto falavam. Kevan não ficou bravo, como ela esperava que ele ficasse, pelo contrário, ele ficou intrigado com a coragem da outra e desde então joga conversas fora com ela.

 『 Viggo Mortensen — Aberta 

O nome dele é Law Emix, a idade é 21 anos. Ele faz parte dos Survivors e seu poder é o Teletransporte. Ele se parece muito com Hunter Parrish e está ABERTO.

Thinking about it, the capturers around us all so I’ll build me a bubble to build what I know will hold.

What happened before:

Law cresceu sabendo que o povo de New City era oprimido por um governo tirano. Ele era totalmente ciente disso desde que era pequeno e um dia, em seu colégio, viu uma garotinha ser levada por guardas porque seu pai estava fazendo algo errado. O pequeno Law não entendeu o que a coleguinha tinha a ver com isso, e quando chegou em casa ficou sentado, esperando o pai chegar da fábrica de cerveja que tinham para lhe perguntar o que sua coleguinha tinha a ver com aquilo. Quando seu pai lhe explicou que essa era a lei, ele disse que iria mudar a lei quando crescesse.

E isso realmente ficou na cabeça de Law. Cresceu ciente da fábrica de cerveja que seus pais tinham e que esperavam que um dia ele tomasse a frente dela, cuidando e aumentando ainda mais as vendas, mas a sua cabeça estava em outro lugar. Sua irmã mais nova tinha poderes desde pequena e ele se perguntava por que não poderia ter algum tipo de poder capaz de ajudar todos a terem uma vida melhor. Estudava com afinco e mesmo tendo de ajudar na fábrica, aonde ia a contragosto, ele continuava a estudar mais e mais. Tinha de haver um jeito de tirar o tirânico Khan do poder e outra pessoa boa entrar e ajudar a cidade.

Então Axl apareceu, desafiando Khan. Quando Law soube, chamado em casa pelos garotos de sua idade, foi correndo até a praça, vendo o outro rapaz, não muito mais velho do que ele, matar o outro líder. Vibrou e gritou de felicidade, acreditando que novos tempos haviam chegando. Chegou em casa ofegante, contando tudo que vira aos pais, que brigaram com o garoto por haver se arriscado. Law não se importava, porque um novo estava chegando.

Só que ele estava errado e os anos seguintes lhe provaram isso. Axl logo se transformou em um tirano como Khan, e seus pais trabalhavam a exaustão. Um dia, na fábrica, com a irmã Prim, seu pai passou mal, mal dando tempo de o levarem para o hospital, aonde morreu. Sua mãe, consumida pelos afazeres na fábrica e a saudade do pai, veio a morrer mais ou menos um ano depois e Law teria de parar de estudar seriamente para se dedicar a fábrica se não fosse a irmã mais nova, que amava o lugar acima de todas as coisas.

Foi então que a ideia começou a fomentar em sua mente: se um dia o povo já odiara Kham e vibrara quando ele fora morto, talvez houvesse um jeito de tirar Axl do poder também. Começou a conversar com algumas pessoas, nada aberto ou declarado, até mesmo porque não era burro. Não podia simplesmente iniciar um levante contra o líder da cidade porque seria morto, mas poderia começar a movimentar as coisas por trás. Poderia mostrar ao povo como eram as coisas antes da própria humanidade destruir o planeta, e poderia mostrar que a democracia era algo que todos ali poderiam ter: votando em seus lideres.

What is happening now:

Quando a gritaria começou, Law não ligou realmente porque pouco se importava com brigas na rua, até ver sua irmã entrando na fábrica ainda de pijamas chamando para ver uma nave que havia caído do céu. Levando mais pelo medo do que pela curiosidade, ao contrário de sua irmã, Law somente viu quando outros humanos como todos eles, somente muito brancos, entraram em um prédio, ficando lá dentro presos sobre a ordem de Axl, que, claro, estava lá no meio, fazendo como se fosse o dono de tudo e todos.

Soube pela irmã que eram humanos que viviam no espaço, e o medo foi bem maior do que qualquer outra coisa. Não acreditava que poderiam vencer, de forma nenhuma, um aluta contra aquelas pessoas. Talvez a hora de realmente começar uma revolução houvesse chegado, já como as manterem entre eles eram mais do que perigoso, e quando sua irmã demonstrou vontade de ir ver essas pessoas de perto, ele quase a prendeu dentro de casa, sabendo que não tinha como obrigar a garota a fazer o que ele queria.

Precisava fazer algo, e rápido, já como Axl nem ao menos para defender o povo e matar aqueles intrusos foi capaz de o fazer.

Who he is:

Uma das pessoas mais estudadas de New City, se não a mais, Law leu muito sobre o passado, e se tem medo dos The Fifty, grupo que  havia literalmente caído do céu, era somente por desconhecê-los. Talvez se conversasse com qualquer um deles, seu medo passasse, mas por hora, havia três coisas que permeavam sua cabeça constantemente: Salvar as pessoas de New City das garras de Axl e de todos seus comparsas/ Defender as pessoas de new City dos The Fifty e fazer sua irmã deixar de curiosa e se matar.

Compenetrado e questionador, Law provavelmente ficaria encantado em conhecer toda a tecnologia que há na OS USA. Conhece bastante o oceano, sempre indo lá ver como está a maré, estudando para tentar prever se nenhuma grande onda surgirá novamente e estuda o tempo também, querendo levar mais conhecimento a todos da cidade para que cada um possa ter uma vida melhor.

His connections:

● Irmão mais velho de Prim Emix;
● Odeia Axl Merryn, acreditando que ele se tornou pior do que Khan, e deseja juntar as pessoas e o tirar do poder;
● Acredita que Jinx Merryn e Adam Rhage podem se voltar contra Axl, já como todos sabiam que o irmão mais novo de Axl havia praticamente rompido relações com o irmão por causa da forma como ele levava as coisas na cidade;
● Frequenta o “The Cage” constantemente, e apesar de não lutar, gosta de ouvir Maggie Sutter cantar e também de observar Skyler Lorax, achando-a uma das mulheres mais lindas que já viu.

O nome dele é Raphael Rat, a idade é 19 anos. Ele faz parte dos The Fifty e seu poder é o grito super-sônico. Ele se parece com Ki Hong Lee e está ABERTO.

I need another story, something to get off my chest.

What happened before:

    Raphael ainda era pequeno quando começou a demonstrar uma inteligência acima da média. Seus pais, que eram oficiais altamente qualificados, ficaram satisfeitos de ver que o pequeno era tão inteligente quanto eles mesmo, e pela quantidade de pessoas dentro da OS USA, optaram por não tem mais nenhum filho, somente o pequeno. Seu pai trabalhava no consolo da nave, enquanto sua mãe trabalhava na parte de engenharia do lugar e eram bastante vaidosos de suas posições. Não moravam em cubículos como todos outros, mas em uma pequeno apartamento, que por mais que fosse pequeno, era muito mais do que a grande maioria daquela nave. Os dois não podiam falar que se amavam, mas se respeitavam, e isso era suficiente.

    Não aceitaram apelidos para seu filho, o criando rigidamente, o fazendo estudar e o garotinho acompanhando sua dinâmica. Entrou na escola cedo e logo era o melhor aluno de sua turma. Antes mesmo de completar 10 anos já havia ganhado o seu primeiro laptop, que funcionava com uma rede interna de comunicação, entre todos da nave, os quais somente mais ricos de todos tinham. A vida do garoto era boa e ele tinha acesso a todas as coisas que a maior parte das outras crianças nunca teria, e por isso mesmo, por ter acesso a tudo isso e elas não, Raphael cresceu sozinho. Ninguém queria ser amigo dele porque tinham um pouco e receio e seus pais sinceramente não incentivavam qualquer tipo de amizade, já como nenhuma daquelas crianças, mesmo que ele não estudasse com os mais pobres, fossem ser capaz de acompanhar sua inteligência. Eles esperavam grandeza par ao filho e nunca aceitariam nada menos do que isso.

    Raphael entrou na adolescência sozinho. Não tinha amigos, não tinha namorada, não tinha ninguém além dos números que ele tanto adorava. Não gostava de ler, mas fazer contas e cuidar da programação do seu mais novo laptop (porque ele ganhou vários ao longo de sua vida) era tudo que ele precisava; ou pelo menos era isso que ele se repetia, até tentar acreditar. No fundo, ele se sentia completamente solitário. Seus pais não lhe davam o mínimo de atenção, somente quando ele tinha algo considerado “de relevância”, enquanto na escola era ignorado por todos. Era o melhor aluno da turma e não era má pessoa, mas todos corriam dele como se ele fosse um assassino. Não entendia porque isso acontecia, mas tentava não pensar demais, até mesmo porque não podia mudar nada disso.

    Nunca foi para uma festa do colégio. Nunca bebeu. Nunca fez nada de errado. Passou todo o tempo sendo o adolescente exemplar, um garoto calado e tímido que sempre estava no canto sozinho. Então foi chamado para estudar com os cientistas do lugar, aprender a programar e trabalhar futuramente na central da nave. Assim que colocou os pés na central da nave, vendo todos aqueles computadores e aquelas pessoas correndo de um lado para o outro, Raphael soube que era ali que ele queria trabalhar o resto de sua vida. As pessoas eram inteligentes como ele e poderia ter amigos e até mesmo alguém, se fosse de seu desejo. Foi o mais novo garoto a ser chamado para se juntar aos que estudavam a central, com apenas 18 anos. Seus pais ficaram enlouquecidos de orgulho, congratulando o filho e querendo que ele só subisse no lugar. E foi ai que tudo começou a dar errado.

    No começo, foi tudo bem. Raphael falou com alguns garotos, conversando com eles, mas nada demais, até que três pessoas de sua turma morreram em um pequeno acidente percorrendo o reator da nave. Acidentes assim aconteciam, raros, mas aconteciam, e a vida seguia. Então chegaram as três novas pessoas para começarem a estudar junto com ele e os outros: dois garotos e uma garota: Jessica, Xander e Ryan. Depois de um dia cansativo, os três se aproximaram de Raphael e o chamaram para sair com eles e tomar algo. Surpreso, o garoto aceito. A partir desse dia, se aproximou do trio, que se tornou um quarteto. Não podia acreditar que enfim tinha amigos e pessoas as quais podiam conversar e rir, principalmente Xander, que rapidamente se tornou seu melhor amigo.

    Os pais de Raphael souberam da amizade e dessa vez não interferiam, já como eram todos futuros oficias. A vida parecia seguir calma e tranquila, até que uma noite foram para uma pequena festa em um dos compartimentos dos mais pobres. Lá descobriu que os amigos usavam remédios proibidos para se divertirem, mas se recusou a tomar. Foi embora sozinho, acreditando que os amigos não mais iriam querer serem seus amigos, mas no dia seguinte lá estavam, todos iguais. Surpreso com a lealdade dos amigos, que aceitaram seu jeito, Raphael não poderia esta mais feliz com tudo que estava acontecendo e até mesmo passou a ser chamado por seu sobrenome, Rat, em uma tentativa de lhe por apelido. Nos meses que se seguiram, o rapaz sempre iria se lembrar como a época mais feliz de sua vida. Saiu, se divertiu, deu risada. Foi somente mais um rapaz que havia acabado de completar 19 anos de idade.

    Então um dia Ryan chegou desesperado a{a central, falando que Xander não havia voltado para o lugar que dividiam na noite passada, depois de ter se encontrado com uma garota. Rat não pensou, foi com o outro atrás de do amigo e o encontraram com alguns traficantes que não eram os mais conhecidos do lugar, mas que deixaram claro que não estavam brincando quando quebraram o braço de Xander em seu frente. Rat implorou que não fizessem nada, que eles poderiam dar dinheiro aos homens, afinal de contas, ele sabia que seus pais tinham bastante dinheiro no apartamento deles. A sua surpresa foi que os homens não queriam dinheiro, sabendo exatamente aonde os rapazes trabalhavam: eles queriam informações e acesso a central da nave. Era uma loucura dar acesso à central da nave para qualquer um, mas era isso ou eles matariam Xander, e sem alternativa, Rat prometeu entregar o seu acesso aos homens e todas as informações que eles queriam, porque em um lugar como aquele, qualquer acesso a informação era poder. Simples e puro poder.

    Rat ficou nas mãos dos homens depois de entregar o primeiro pedido, que era a orbita da nave. Não entendia porque aqueles homens queriam aquilo, mas estavam dando exatamente o que eles queriam, e depois, quando foi levar o segundo pedido, sobre a fabricação de oxigênio dentro da nave por todo o próximo mês, entendeu que eles estavam na verdade tentando encontrar um jeito de controlar o oxigênio que seria criado, o que dariam controle total a eles sobre todos na nave, já como o oxigênio era algo vital. Ele não podia deixar isso acontecer.

    Levou dois dias planejando e pegou todo o dinheiro de seus pais, escondido, entregando à Xander e falando para ir entregar todo aquele dinheiro para os homens e tentar fazê-lo parar, porque ele mesmo iria impedir de deixar eles descobrirem sobre a fabricação de oxigênio. Seu amigo tentou lhe parar, mas Rat já estava decidido, e quando chegou à central naquela manhã, burlou todo o sistema e duplicou a fabricação de oxigênio naquela manhã, duplicando a do dia seguinte e do dia depois do outro. Isso iria fazer eles paralisarem a produção quando vissem que estavam já com o previsto para o mês antes do tempo, o que alternaria todos os planos do laboratório, mas antes isso do que ficaram nas mãos de bandidos. E quando estava lá sentado, acreditando que havia resolvido tudo, Xander chegou com a guarda, entregando Rat para eles e falando que ele estava tentando explodir a nave junto com outros homens que eram banidos. Sem acreditar, Rat olhou atônito para o amigo, sendo levado preso.

    Seus pais, quando souberam, se recusaram a ver o velho que havia machado seu nome, sem contar que havia roubado todo seu dinheiro. Não foram nenhum dia do seu julgamento, e Xander, Ryan e Jessica deporam contra Rat, contando que ele era viciado em remédios e roubado todo o dinheiro dos pais. Foi condenado a prisão perpetua, enquanto os outros banidos, aqueles que ele tentou salvar a vida de Xander deles, foram condenados a morte. Entendeu que na verdade os “amigos” se livraram dos traficantes e jogaram a culpa nele, que serviu nada mais, nada menos do que um laranja. Havia sido escolhido, desde o começo, para aquele lugar, e genuinamente acreditara que eles eram seus amigos.

    Quando chegou ao lado destinado a prisão, teve certeza de que não duraria ali nem ao menos uma semana, e parte dele até preferia assim. Foi severamente espancado no primeiro dia e no segundo dia, quando estava em um canto, pronto para ser espancado uma segunda vez, algo aconteceu na prisão. Os presos começaram a brigar entre si e só pararam porque dois garotos estavam fazendo com que parassem usando poderes que ele nunca havia visto em nenhum humano. Descobriu que havia um terceiro líder que havia sido levado, mas antes mesmo de conseguir pensar, guardas entraram no lugar, pegando algumas pessoas, e Rat foi uma delas. Levado contra sua vontade para o laboratório, foi injetado com algo que era mais dolorido do que qualquer outra coisa que ele já tinha sentido em sua vida.

    Por três noites ficou apagado completamente, até que quando acordou, sofreu diversos testes e os cientistas chegaram à uma conclusão: ele agora tinha o poder de um grito que era tão forte que era capaz de quebrar superfícies, se usado em sua máxima potencia. Rat ficou atônito e não acreditou, mas os cientistas mantiveram sua boca tapada enquanto falavam o que esperavam exatamente dele. Mostraram para o rapaz montes de equipamentos eletrônicos e falaram que iriam manda-lo de volta à Terra para ver se ela já estava novamente habitável e que ele iria ficar responsável por tentar montar toda a parte eletrônica de algum lugar que eles escolhessem para morar, dando a ele todo o tipo de instrumentos, até mesmo laptops, que iriam ser colocados na nave. Deveria registrar tudo que estava acontecendo em solo terrestre, porque sabiam quem ele era e por isso o escolheram: por sua inteligência avançada, e caso fizessem tudo certo, passariam um ano na Terra e depois seriam reintegrados a sociedade. Rat ainda tentou negar, mas o apagaram e ele nem ao menos viu quando o embaraçaram na nave que o trouxe para a Terra junto com o grupo que se passaria a ser chamado de “The Fifty”.

What is happening now:

    Rat acordou depois de vários minutos já na Terra, as pessoas já fora da nave. Atordoado, nem tentou ir atrás de equipamento nenhum, seguindo as pessoas e tentando se manter acordado e entender quem eram cada uma daquelas pessoas, vendo sempre a frente três garotos e reconhecendo dois da prisão.

    Até que foram parados por veículos, e se Rat poderia pensar que tudo estava estranho, ficou mais estarrecido ainda ao ver que na verdade e havia uma sociedade na Terra. Algumas pessoas haviam conseguido sobreviver e estavam aqui, vivendo precariamente, mas ainda assim, vivendo, o que significava que a Terra era habitável. Foi levado para o prédio onde estavam confinados (porque não se enganava, eles eram prisioneiros sim), se mantendo em seu apartamento e querendo formar um plano em sua mente, porque precisava avisar a OS USA, precisava dizer que a Terra já era habitável novamente para conseguir sua liberdade e poder pedir desculpas á seus pais, e também matar, com suas próprias mãos, aqueles que ele confiara e foram, na verdade, seus maiores traidores.

Who he is:

    Desconfiado de tudo e todos, a fé de Rat nas pessoas morreu. Isso, somada a sua inteligência aguada lhe proporcionam as melhores tiradas que qualquer pessoa poderia ouvir. Sabe ser gentil quando quer, o problema é que não deixa ninguém se aproximar o suficiente. Ainda está aprendendo a viver com esse seu novo lado, que foi bastante acentuado no quesito solidão. No fundo, se acha bastante não interessante, e por isso as pessoas não se importam com ele, se considerando um verdadeiro nerd por gostar de números.

    Tudo o que deseja é construir um sistema de comunicação para avisar a nave de que eles já podem descer, e acha tudo que viu de New City extremamente pobre e precário. Sempre surgem ideias em sua mente do que fazer para ajudar a cidade, mas ainda prefere ficar calado porque não sabe para que lado ir, ou se pelo menos irá realmente para algum lado.

    Ainda não desenvolveu seus poderes, mas com sua personalidade, logo irá começar a treinar e a desenvolver o máximo possível, porque ele é mestre em solucionar qualquer tipo de problema ou desenvolver qualquer coisa que entreguem para ele.

His connections:

    ● Reconhece Tristan e Lorcan da prisão, do dia que levaram o terceiro líder, que agora ele reconhece, Victor.

    ● Não se aproximou de ninguém ainda, mas já observou xxx de longe, achando a mulher bastante bonita, e por isso, perigosa.

O nome dele é Daryl Feux, a idade é 21 anos. Ele é o chefe da guarda de New City e seu poder é a Explosão Psonica. Ele se parece muito com Daniel Sharman e está ABERTO.

We’re building it up to burn it down. We can’t wait to burn it to the ground.

What happened before:

    Daryl cresceu em uma casa afastada da cidade, correndo atrás de sua mãe o tempo inteiro, justamente por não ter nenhuma criança por perto com a qual pudesse brincar. Era bastante hiperativo e nunca parava, e por mais que sua mãe tentasse lhe ocupar o tempo, nunca realmente conseguia completamente. Nunca notava nada, sempre tentando fazer o pai ficar quando aparecia para lhe visitar, o que era raro. Sua mãe lhe dizia que o pai era um homem muito, muito ocupado e por isso não podia ficar com eles o tempo inteiro, o fazendo imaginar quais aventuras seu pai se metia. Uma vez o homem, que não era muito velho, lhe trouxe um livro que havia encontrado em algum lugar. O livro era antigo, gasto, sujo, mas Daryl lia com toda atenção, vendo as aventuras de um príncipe que usava seu navio para derrotar piratas e conquistar uma princesa. Não era que ele se importasse com a parte do romance, mas ele gostava da ideia das pessoas o verem como um herói, o verem como um grande líder. Talvez porque sua mãe começou a falar que o destino dele era ser líder da cidade quando ele tinha apenas quatro anos ou talvez fosse só sua vontade de ser possivelmente o melhor possível. Não se podia precisar, porém podia se afirmar que com 10 anos de idade, Daryl sabia ler e escrever e lutava com sua espada de madeira, feita por seu pai, contra uma árvore, no fundo de sua casa isolada. O destino para ele estava traçado, ele tinha certeza absoluta.

    A medida que foi entrando na pré-adolescência, sentia falta de ter amigos e questionava sua mãe porque não podia ir a cidade e estudar em um colégio. Ouviu, como sempre, as mesmas respostas evasivas da mulher, que parecia ser tão delicada que às vezes o assustava quando tossia. Algo estava errado, e mesmo ele, com apenas 12 anos, conseguia entender isso claramente. Semanas depois, quando seu pai veio visita-los, ele o questionou pela primeira vez, sendo ignorado. O pai se movia pela casa, procurando o que comer, e Daryl ia atrás dele, perguntando sem parar, apesar das suplicas de sua mãe, e só parou quando o pai perdeu a paciência e se virou, dando uma tapa no rosto e fazendo o garoto cair no chão. Nesse momento, mesmo sendo seu pai e ele o amava, Daryl pode sentir tanto ódio pelo homem que achou que seria capaz de matá-lo. Sua mãe chorava, se ajoelhando do seu lado, mas ele se levantou em um pulo e saiu correndo, indo se trancar em seu quarto. Eles estavam escondendo algo dele e ele só iria parar quando descobrisse o que era.

    Sua mãe, em uma vã tentativa de acalmá-lo, mostrou sue poderes a ele: podia levitar coisas, as chamando para si, mas até aquela fase de sua vida, Daryl não parecia ter sido contemplado com nada. A mulher sorriu e falou para o garoto que ele era muito novo ainda, que seu corpo ainda estava em formação e poderia demorar mais algum tempo até ele desenvolver algo, mas isso provocou um ressentimento no garoto que ele nem ao menos cogitou questionar de onde vinha. Se ressentia porque uma mulher velha como sua mãe, tão frágil e claramente já morrendo, poderia ter poderes e ele não; contudo a amava. Ela era a única pessoa em seu pequeno mundo e ele ficava apavorado com a ideia da mulher morrer.

    No dia do seu aniversário de quatorze anos, seu pai apareceu na casa com um homem e lhe falou que este seria seu instrutor. Daryl questionou para o que, e a única resposta que teve de seu pai foi que o mundo lá fora era perigoso demais e ele precisava aprender a lutar. Nunca acreditava no pai, mas não havia o que fazer além de aceitar, por isso dividiu seu tempo entre leitura com sua mãe e treinos com o homem, treinos exaustivos, diga-se de passagem. Sua vida virou essa rotina por um ano, até que o homem disse ter lhe ensinado o caminho e que agora o resto era com ele, partindo em seguida. Por algumas semanas tudo que Daryl fez foi tentar entender o que estava acontecendo, até que uma noite algo mudou. Alguma coisa diferente estava acontecendo na cidade.

    Sua casa ficava no alto de uma colina, de onde podiam ver a cidade e a movimentação lá aprecia ter sido suspensa. Não havia pessoas passando por ali e até mesmo poucos carros que haviam, não estavam se movendo pela cidade. Daryl falou com a mãe, pedindo para ir à cidade porque já tinha quinze anos, não era mais nenhuma criança, mas a mulher negou e o mandou para a cama, mesmo ainda sendo final de tarde. Então tomou a única decisão que podia: foi para seu quarto, fazendo de conta que iria dormir e pulou a janela, caminhando em direção a cidade. Era o cair da noite e ele caminhou por quase uma hora, até que começou a ver as casas se aproximando. Não havia levado nada com ele: nem arma, nem dinheiro. Não conhecia nada do lugar e não tinha ideia do que o esperava, e o que o viu o chocou profundamente: pessoas moribundas, com fome, sujas, casas e prédios caindo os pedaços. Ele podia ver a cidade de longe e nunca imaginou que fosse assim.

    Foi seguindo até chegar ao que parecia ser uma praça central, já com fome e cansado. Todo o caminho viu pessoas correndo, algumas com tochas na mão, como se estivessem fugido da cidade, enquanto outras pareciam celebrar. Ele tinha razão: algo havia acontecido ali. E quando enfim afastou algumas pessoas e pode ver a cena em toda a praça central, ele teve certeza que sim, algo de grande estava acontecendo ali. O corpo de um homem estava preso em um pedaço de madeira, quase que crucificado, uma massa de sangue e ossos quebrados, o rosto afundado. Sangue escorreu pelo corpo, fazendo uma poça aos seus pés. Daryl ouviu duas pessoas conversando, e descobriu que aquele homem era o líder da cidade e foi morto em um luta contra outro homem que agora era o líder do lugar. Sem pensar, foi caminhando e se aproximando, até que o choque percorreu seu corpo: aquele homem, ali pendurado, era seu pai. Seu pai. Morto. Por alguns segundos foi tudo que fez, ficar olhando, sem entender, quando sentiu uma mão em seu ombro. Aquele homem que o treinara por um ano era um dos guardas e vira exatamente tudo que aconteceu.

    O levou para um beco escuro, lhe contando que Axl estava na guarda, que queria o lugar de seu pai e por isso seu pai mandara matar ele e sua família, mas, de alguma forma, ele havia sobrevivido e desafiado seu pai, que aceitou a luta ao qual perecera.  Daryl estava tão chocado com todas as informações que recebia, mas somente uma passava por sua mente, uma pergunta infinita: por que seu pai lhe escondera aqueles anos todos? A resposta foi dada por seu antigo professor: para protegê-lo. Se ele estivesse ali, entre os moradores de New City, ele também seria morto, com toda a certeza. Agora o que ele precisava era voltar para casa e esperar, porque o homem prometeu que voltaria no dia seguinte. Consentindo, Daryl começou a correr de volta para casa, na expectativa de encontrar sua mãe e enfim poder conversar com ela abertamente, lhe perguntar o que havia acontecido durante todos aqueles anos. Ainda corria pela estrada, completamente exausto e com fome, quando viu sua casa, ao longe, pegando fogo. Terminou de correr os metros que faltavam em um torpor que tomava bem mais do que só seu corpo, chegando ao lugar e vendo que não mais tinha o que fazer. Gritou e berrou por sua mãe, mas era obvio que a mulher não estava lá. O que lhe restava era esperar o fogo diminuir e sua mãe aparecer, quando um grupo de bandidos apareceu, rindo e debochando, falando que haviam estuprado a velha que morava sozinha naquela casa e saqueado tudo de importante que havia lá dentro, a deixando para morrer queimada entre as chamas. Em um ato infantil, Daryl tentou bater no homem e o que aconteceu foi o esperado: foi espancado até quase morrer, largado a beira da estrada que levava a sua casa, que agora só tinha ruínas.

    Acordou quase uma semana depois, na casa de uma mulher desconhecida. Pensou que seu antigo professor iria aparecer, mas nada. Os dias se passaram e Daryl agradeceu a mulher, que passava pelo local com seus filhos pequenos e o ajudou, levando-o para casa. Assim como seu mundo tinha ruído, Daryl havia encontrado bondade em pessoas desconhecidas. Ficou lá até estar completamente bem e rumou para a cidade. Já sabia o que iria fazer: iria matar Axl Merryn, não importava quando tempo se passasse.

    Começou de baixo, como qualquer guarda, porque era o único jeito de se aproximar do líder. Os anos se passaram, e logo ele estava na elite dos guardas. Era temido e respeitado, sempre usando o nome de sua mãe e nunca o sobrenome de seu pai. Isso lhe enfurecia, porque tinha orgulho do homem que o pai um dia fora, mas não, era obrigado a esconder, tudo para esperar o dia que enfiaria uma faca nas costas de Axl Merryn, quando ele menos esperasse. Conheceu o irmão mais novo dele e o melhor amigo dele, e tentou se aproximar dos garotos, mas eles o rejeitaram. Era como se desconfiassem do que ia em sua mente, mas também não havia muito que fazer além de abaixar sua cabeça e sorrir. O tempo inteiro ele fazia isso, mentia, sorria e engolia o ódio que sentia. Precisava ter a lealdade de toda a guarda para matar Axl, precisava se tornar mais e mais forte, temido, respeitado – exatamente como Axl era. Precisava fazer isso ou pelo menos morreria tentando.

    Então um dia, nessas coincidências do destino, estava em uma missão de caça com outros guardas quando encontrou a beira da floresta um mendigo que na verdade já foram um guarda da época do seu pai. Sentou-se com ele e contou os dias antigos de glória. O homem, já cego, contou sobre a noite que seu pai morreu e Daryl jamais revelou seu nome, mas o homem tinha outra informação: o chefe da guarda também fora morto naquela noite, nas mãos do irmão de Axl e de seu melhor amigo. Não precisou de muito para Daryl entender que o homem que lhe treinou depois se tornou o chefe da guarda de seu pai e que também fora morto. Axl Merryn, Jinx Merryn e Adam Rhage haviam sido os causadores de toda a infelicidade de sua vida e os causadores da morte de seu pai, sua mãe e seu professor. O ódio cegava Daryl cada vez mais.

    Lutava por diversão no clube da cidade, batendo nas pessoas até a exaustão, seu corpo musculoso e treinado aguentando golpes por horas a fio, e em um dia, quando chegou, encontrou Adam Rhage com Jinx Merryn lá. Acreditou ser uma oportunidade perfeita de bater em Adam. Apostou dinheiro e subiu no ringue, e o que ele acreditou ser uma luta fácil se tornou um massacre – o dele. Apanhou tanto de Adam que precisou voltar para casa carregado, e no dia seguinte a visita de Axl e Adam para saber de sua saúde foi quase que uma afronta. Axl parecia se divertir com isso, vendo que ninguém nunca derrubava Adam, e o ódio em Daryl só crescia, cada vez mais, chegando a picos que ele nem ao menos conseguia entender. Queria ser líder da cidade, queria matar aqueles três imbecis da forma mais dolorosa possível.

    Tornou-se chefe da guarda e estava indo para o seu caminho natural, com dezessete anos, mas então descobriu que só ficou com o lugar porque Adam Rhage havia negado. Ele era a primeira opção de Axl, e por mais que devesse se apegar ao fato de que estava aonde queria, não conseguia, consumido em odiar. Aquelas alturas, já havia entendido que Axl só vai conseguindo matar a guarda que seu pai mandou para dizimar sua família porque Adam estava junto, e em vez de culpar o pai por mandar emboscar uma família inteira, culpava Adam por existir, Jinx por ser seu amigo e Axl por simplesmente respirar.  Tornou-se implacável, matando muitas vezes pessoas que somente estavam quebrando alguma regra imposta por Axl para sobreviverem, e as matava do jeito mais cruel que podia pensar. Queria distribuir um pouco do seu sofrimento para todo o mundo, porque ele sofria, todos os dias, preso naquele disfarce de guarda leal que estava construindo com tanto cuidado.

    Os anos se passaram e ele ia construindo sua fama, sua lealdade. Tinha já guardas completamente leais a ele e somente a ele. Dava parte de suas moedas para agradar todos, comprando bebidas, dando festas. Era um absurdo o que faria, mas fazia sabendo que precisava, mesmo que passasse fome. Queria a sua vingança, e não iria aceitar qualquer coisa que não fosse exatamente como queria, e um dia, em um julgamento, quando foi chamado por Axl estar se dirigindo para lá e viu Dina Alcyson lutando e depois contra o próprio Axl, ele desejou que a mulher matasse aquele verme de uma vez por todas, mas o que aconteceu foi que justamente o líder se encantou pela garota e a levou com ele. Daryl rodeou a mulher por alguns dias, começando a conversar com ela, notando que ele próprio a desejava para si, apesar de não saber o quanto era realmente desejo por ela ou se a desejava somente por ser de Axl. No passar de tempo que se seguiu, descobriu que tinha um poder, durante o interrogatório de um rapaz que havia roubado comida: com a força do pensamento o fez gritar de dor tão alto até desmaiar. Não sabe ainda como controlar seu poder, mas quer se empenhar o máximo possível para fazê-lo, porque se causa dor suficiente em alguém para o fazer desmaiar, é um bom poder. De resto, o que fez foi o que vinha fazendo durante todo aquele tempo: foi construindo Daryl Feux para chegar o momento certo de destruir todos os culpados por tudo de ruim que havia acontecido com ele. Todos eram culpados e por isso ele iria esperar a hora certa de matar todos. Ele ainda tinha tempo.

What is happening now:

    No dia que a nave caiu, Daryl estava na parte mais pobre de New City, fazendo rondas para saber se as pessoas estavam se comportando, quando viu a estrela de fogo cortar o céu logo acima da cabeça deles. Sem pensar, voltou para a sede, querendo juntar o máximo possível de homens para ir saber o que era aquilo, mas Axl em pessoa já estava fazendo isso, e por isso ele seguiu, como segundo no comando.

    Logo estava se aproximando da floresta, aonde a nave havia caído e deram de cara com um grupo de pessoas caminhando. Daryl não tinha nem ideia de onde aquelas pessoas haviam surgido, mas ficou mais horrorizado com a ideia de leva-las com ele. Claro que Axl faria isso. Por ele, havia metralhado todas ali, sem pensar duas vezes, tirando as mulheres, que poderiam se tornar escravas na cama para todos eles. Tomaram as armas que estavam com eles, mas a lógica era terem muito mais dentro das naves, mas calou-se.

    Contra sua vontade, foi com Axl até o prédio, vendo aqueles seres entrarem lá, mas o tempo inteiro falando que deveriam matar todos os homens, principalmente os três a frente, nunca sendo escutado. Voltaram para a sede, só para ver Axl dar conta do que aconteceu para o irmão mais novo inútil e o imbecil melhor amigo dele, que servia de sombra.

    Então um plano começou a se formar em sua cabeça: e se usasse a chegada desses seres que vinham de uma aeronave para derrubar Axl do poder? E se mostrasse a todos que eles eram horríveis e deveriam todos terem sido mortos desde o primeiro dia, mas o líder deles, que deveria prezar por todos e cuidar, na verdade levou os inimigos para o meio deles? Tudo que tinha de fazer era esperar, chegou à conclusão, porque o momento perfeito iria chegar.

Who he is:

    Consumido por um ódio insano principalmente contra Axl Merryn e Adam Rhage, Daryl é alguém que se perdeu jogando a culpa em todos ao seu redor, mas incapaz de entender que seu pai também era culpado pelo que aconteceu no passado. Não aceitou um segundo sequer a ideia de que deveria parar e cuidar de sua vida, transformando tudo em uma única meta: destruir todos que ajudaram, direta ou indiretamente, para a morte de seu pai, seu antigo professor e sua mãe.

    Parte dele procura por algo que não sabe o que é, porque se lembra de quando era pequeno e vivia com a mãe naquela calma e tranquilidade e ainda prefere as casas mais afastadas do que as no centro de New City e sempre que pode, vai sozinho até as ruínas de sua antiga casa, para se lembrar do que aconteceu. Sente falta de algum tipo de carinho, mas esconde isso no fundo de seu pensamento, pensando que depois que matar Axl e Adam, ele terá muito tempo para aproveitar sua vida.

    Ainda não sabe controlar seu poder, mas quer começar a treinar imediatamente, ainda mais com a chegada desses “seres”, como costuma chamar os “Fiftys”.

His connections:

    ● Odeia com todas as suas forças Axl Merryn e Adam Rhage, culpando os dois por tudo de ruim que aconteceu em sua vida. Também odeia Jinx Merryn, mas não considera o rapaz um grande inimigo, por isso perde menos tempo pensando nele.

    ● O que sente por Dina é algo que ele não sabe precisar, mas está lá, presente. Talvez a queira só porque ela de Axl, mas seja como for, Dina é a única capaz de despertar algo de bom nele.

    ● Odiou os três supostos lideres do grupo que se chama “The Fifty”: Victor Windsor, Lorcan Prescott e Tristan McGregor, e quando viu que Tristan estava de mãos dadas com uma garota e que era sua irmã, passou a observá-la, simplesmente no intuito de fazê-la sofrer e quem sabe provocar uma reação violenta no grupo e causar uma guerra entre eles, já como sabe que o grupo tem armas na nave por pura dedução.

    ● Observou Kim McGregor somente com o intuito de saber quem ela era e tentar ferir seu irmão através dela.

O nome dele é Tristan McGregor, a idade é 22 anos. Ele é um dos líderes dos The Fifty e seu poder é a Maestria Corporal. Ele se parece muito com Liam Hemsworth e está ABERTO.

We all want something else.

What happened before:

    Tristan sabia que sua mãe não ligava para ele e nem para sua irmã mais nova desde que eles eram pequenos, mas a medida que crescia naquela miséria profunda, ele começou a se desesperar. Não tinha ideia do que fazer para ter comida suficiente para ele e sua irmã, a única pessoa que ele deixava se aproximar. Viviam pelos corredores da grande nave, pedindo algo para comer para os mais ricos. Ele se envergonhava disso e tinha uma raiva imensa do pai, mas não sabia onde ele estava para lhe dizer em sua cara que o odiava. O que mais amedrontava o pequeno era sua irmã, que parecia sempre estar doente. Ela era a única pessoa que ele tinha e o medo de perdê-la era constante em sua vida.

    Uma mulher um dia passou e viu os pequenos ali sozinhos, e passou a ficar com eles durante o dia. Ela já era idosa e só por isso não os pegava para criar, já como nunca via a mãe deles. Dava comida e os ensinou a ler e escrever, além de dar alguma comida para os dois levarem para casa à noite. Até os seus 11 anos,Tristan só conheceu o que era comida quente por causa daquela mulher, que se chamava Gina. Sua mãe, ele descobriu, trabalhava como prostituta, e toda noite, quando ele voltava para o cubículo com Kim, sua irmã, ele podia ouvir a mulher e seus acompanhantes, que pareciam nunca se repetir. A vida era de uma extrema pobreza e parecia que nunca iria mudar.

    Mas mudou. E para pior. Quando completou doze anos, Gina morreu e Tristan se empregou na parte de limpeza da nave, levando sempre a irmã com ele. Não confiava em ninguém para deixar a irmãzinha, então melhor que ela trabalhasse do seu lado, aonde ele podia vigiá-la. Era um menino magro e sem qualquer chance de sobreviver. Estava lutando contra o tempo, por ele e por sua irmã. Até que foi enviado para o laboratório, para limpar o lugar. O serviço lá era perigoso, porque tinha de lidar com o material usado em experiências, mas dava comida suficiente para ele e para a irmã, e por isso ele aceitou, pegando sua irmã e enfim saindo de casa, conseguindo um lugar minúsculo para os dois, porém o suficiente para pelo menos ficarem bem.

    Obrigou a irmã a parar de trabalhar e ir enfim para a escola, apesar dos protestos dela, mas um dia, quando ela chegou com arranhões pelo corpo, deu a ela uma faca que sempre carregava consigo e foi bater no garoto que havia feito isso com ela. Contava com quinze anos nessa época, e com a comida que agora ganhavam, conseguiu crescer o suficiente, levando a vida assim, observando a irmã estudar e envelhecer, arrumando algumas namoradas e sem visitar a mãe de forma alguma. Os anos se passaram e não havia exatamente como a vida melhorar ou qualquer coisa, até que ouviu um dos cientistas, um de nome John Hammer, discutindo com outro.

    Já havia acabado o horário de seu turno, mas Tristan estava lá, trabalhando, fazendo a limpeza, tentando ganhar algo mais. No auge dos seus dezoito anos, ele não entendeu direito que eles conversaram, mas entendeu perfeitamente as palavras “injeções”, “poderes” e “condições”. Fosse qual fosse o motivo da discussão, ela era sobre uma injeção capaz de dar algum tipo de vantagem para quem a injetasse. Passou os dias seguintes observando de longe, até que viu uma injeção na mão do cientista, que a injetou em um animal, morrendo em seguida. Não sabia o que estava acontecendo, mas era algo real e ele queria fazer parte.

    Alguns meses se passaram até que um caso abalou toda a nave: a morte do chefe da guarda. Em seguida prenderam quem o fez, e para sua surpresa, dias depois, o garoto culpado apareceu no laboratório, preso em uma cela. Tristan ficou observando de longe, até que o rapaz sumiu, indo para a ala ambulatorial. Decidido, ficou uma noite no laboratório, sem saber que o que faria em seguida mudaria completamente o curso de sua vida.

    Descobriu que John Hammer havia esquecido seu cartão em sua sala, e com ele foi até o freezer aonde se guardava grande parte das coisas. Entrou lá e depois de uma grande procura, encontrou em um lugar de vidro o que parecia ser um soro diferente, verde. Quebrou o vidro e pegou o frasco estranho, pegando uma grande injeção em seguida e puxando o liquido de dentro. Já tinha observado, durante aqueles anos, aonde se injetavam aquelas coisa, e indo para frente do espelho, enfiou a grande agulha em sua nuca, não ciente do perigo de morrer que sofreu. Caiu no chão quando terminou, desacordado. Só recobrou a consciência quase três semanas depois. Foi preso imediatamente, depois de testes e não encontrarem nada em seu corpo, proibido de ver sua irmã. Não havia mais para onde ir e foi jogado na prisão da OS USA.

    Assim que colocou os pés lá foi cercado por presos, que o espancaram até ele gritar para pararem, desesperado e com dor, e os homens pararam. Sem entenderem, já como queriam se mover, Tristan se levantou trôpego, correndo pelos corredores do lugar e encontrando Victor, o garoto que ele vira tomar injeções semanas antes e outro garoto de nome Lorcan. Eles perguntaram o que Tristan fizera e ele, desesperado e ferido, falou que nada. Victor ficou observando o novato de perto, o levando para sua cela, a que divida com Lorcan, bastante curioso com o que acontecera.

    Por meses, Tristan se limitou a simplesmente obedecer Victor e Lorcan, fazendo o que eles lhe mandavam. Lorcan gostava de estudar pessoas e as matava com facilidade, sendo que Tristan ia limpar tudo. Ele via o podere que o outro tinha, mas não tinha medo, porque entendeu o que os cientistas estavam fazendo. Uma noite, do nada, Lorcan sumiu. Victor, entre o nervoso de ver seu amigo sumir, contou a Tristan que ele tinha poderes e tudo que lhe aconteceu, e Tristan confessou que já sabia e tudo que fizera, o que lhe levara até a prisão, fazendo Victor entender que o rapaz provavelmente tinha algum poder, mas ainda não tinha noção do que era.

    Quando Lorcan voltou, semanas depois, Victor contou a ele tudo sobre Tristan, e os dois começaram a testar tudo que podiam com Tristan, até que ele, cansado, mandou os outros dois pararam de se mover para perto dele. Os corpos de Victor e Lorcan pararam de se mover, e enfim todos entenderam o que Tristan podiam fazer: ele controlava o corpo dos outros.

    O trio estava formado, e sem sombra de duvidas eles eram amigos, além de lideres do lugar. Cada um com uma personalidade e um jeito, mas ainda assim, bastante próximos. Tristan sentia tanta saudade de sua irmã quanto podia, e sentia que tinha falhado com ela, a deixando lá fora sozinha, sem se aproximar de garota nenhuma, até a chegada de uma nova prisioneira que causou uma grande comoção entre os presos. Chamados, os três lideres foram até lá e Tristan tirou a garota ferida do meio da confusão, a levando com ele. Não demorou muito para se apaixonarem, e Leslie passou a ficar com ele a maior parte do tempo.

    Ensinou a garota a lutar, mas ela era ciumenta demais. Não entendia que Tristan às vezes precisava se isolar e ficar quieto em seu quarto ou até mesmo somente com seus amigos; e as brigas entre os dois eram constantes, até que, sem paciência, ele terminou com a garota, apesar de ainda gostar dela, mesmo o namoro tendo durado quase um ano inteiro.

    Tentava não pensar nem na sua irmã e nem na ex-namorada, até que um dia foi surpreendido pela chegada de Kim no lugar. Odiou a mãe mais ainda, mas trouxe a irmã e a amiga que ela havia feito para perto de si, a protegendo com tudo que tinha e sem nunca deixar nenhum homem se aproximar dela, em hipótese nenhuma. Até que Victor foi descoberto usando seu poder e o caos se instalou por algumas horas dentro da prisão, só sendo tudo controlado quando Tristan usou seu poder até a exaustão em praticamente todos ali dentro. Não entendeu o que iria acontecer em seguida, mas ele e Lorcan ficaram surpresos com o retorno de Victor, e para o espanto de ambos, algumas pessoas foram levadas para o laboratório, entre elas, sua irmã.

    Desesperado, Tristan confessou que também tinha poderes e foi sentenciado a ir para a Terra com seus amigos e sua irmã, e não podia dizer que estava esperando sobreviver muito mais, mas faria o possível por todos aqueles que ele se importava, e que desesperadamente, iriam com ele nessa viagem sem volta.

What is happening now:

    Tristan acordou e logo procurou sua irmã, segurando sua mão e a proibindo de sair de perto dele, pegando uma das armas que foram enviadas com eles e a guardando na cintura de sua calça, por baixo de seu casaco. Fora caminhando por entre a floresta até que carros apareceram, mostrando que o lugar estava habitado. Ficou surpreso e quase reagiu, mas parou no ultimo segundo ao ver que estavam em menor numero, aceitando as ordens de Axl, o líder daqueles humanos e indo para o prédio destinado a eles.

    Pegou um apartamento no andar de Axl e Lorcan, para ele e para sua irmã, indo se encontrar com eles logo em seguida. Conhecia os amigos bem demais para acreditar que eles iriam aceitar ficarem ali, sofrendo ordens de quem quer que fosse, e não se surpreendeu ao entender que eles achavam a mesma coisa que ele: aquele lugar talvez fosse o recomeço de todos eles, aonde eles podiam ter uma vida bem melhor do que a que tinham na OS USA.

Who he is:

    Cético e direto, Tristan não é alguém fácil de domar. Ele aceita o que ele precisa aceitar para sobreviver, principalmente no que se refere a sua irmã, mas dentro de sua cabeça ele já traça planos para conseguir algo melhor para eles. Confia e gosta dos amigos, a quem aprendeu a respeitar os jeitos completamente diferentes durante os anos presos; e acredita que os três, juntos, podem destruir quem quer que seja, como seja.

    O melhor dos amigos, até mesmo relaxa e faz algumas brincadeiras se tem intimidade suficiente, e também foi bastante carinhoso com Leslie, sabendo de seu passado, e também é bastante carinhoso e protetor com Kim. Mas ele também é bastante ciumento e possessivo, tendo ciúmes até mesmo de seus amigos. Odeia se sentir ameaçado e não conversa sobre seu passado de miséria com ninguém, nem mesmo Kim, que estava lá e sofreu o mesmo com ele, podendo ser grosso se desrespeitam seu limite, mesmo que depois se arrependa e peça desculpas.

His connections:

    • Irmão mais velho de Kim McGregor, a quem cuida e protege antes dele mesmo;

    • É um dos três lideres do grupo que ficou conhecido como “The Fifty”, junto com Lorcan e Victor, a quem tem como verdadeiros amigos;

    • Ex-namorado de Leslie Gallford, por quem ainda tem sentimentos, mas não sabe exatamente lidar com eles e manter um relacionamento normal, porque tem medo de todas as mulheres serem no fundo iguais a sua mãe.