mas sempre achei

Antes de amar tire a perfeição. Ninguém quer amar uma pessoa perfeita, posso estar totalmente errado, mas sempre achei a perfeição chata, sem imaginação e repetitiva. E o que me incomoda é a quantidade de pessoas que estão atrás dessa diva decadente, seja ela qualquer tipo de perfeição (beleza, material,comportamento etc), ela torna tudo tão insensível, coloca padrões em tudo, deixa as pessoas cada vez mais iguais e pra mim isso é realmente triste. Sempre me apaixonei pela imperfeição, pela vulnerabilidade, pelas pessoas que ainda saber dizer que precisam umas das outras, por aquele tipo de pessoa com coragem suficiente para mostrar as suas sombras (essa nudez que agride e fascina). A imperfeição me cativa, é bonito ver alguém que luta contra seus medos, que descobre uma força escondida na sua própria fraqueza e sobretudo alguém que nega a autossuficiência tão pregada nos templos de perfeição. Por isso tento ser cada vez mais quem eu sou, e assumo todas as minhas imperfeições, deixe a perfeição para os deuses. Somos humanos e esse é o nosso maior charme. Ame com imperfeição, porque o amor-perfeito escolheu ser flor.

— Zack Magiezi

Eu quase esqueci você,

mas tem o cheiro do café, as paredes do meu quarto, o cobertor que me sufoca à noite, aquela música do strokes que não sai da mente, a risada contida, o papel em branco, o sol brilhando lá fora, o escuro aqui dentro, aquela carta rasgada, o amigo em comum, aquele filme que tem o protagonista parecido com o teu tio, minhas mãos que não sabem mais onde tocar, as ruas turbulentas, o passo apressado, as estrelas e os planetas, aquela menininha que se chama Alice, a nossa banda favorita, as segundas-feiras incansáveis se repetindo todos os dias, a aula sobre a segunda guerra mundial e a terceira se formando em meu peito, o bom dia do padeiro, a vizinha perguntando pelo teu primo de terceiro grau, as roupas velhas, o tênis ainda sujo de terra daquele dia lá, as fotos da tua sobrinha, a insônia, a falta de apetite, o banho demorado, aquele festival que combinávamos de ir algum dia, a melancolia, aquela tua foto que sempre te disse ser horrível mas no fundo sempre achei tão bonita, a piada que tentaram me contar ontem e eu acabei lembrando das tuas que eram tão sem graça quanto eu sou agora, o abraço de estranhos, as conversas tediosas, o frio no estômago, os programas de tv, aquele personagem do seriado que tem um sinal no mesmo lugar que tu tem, a barba mal feita do cobrador do ônibus, teu vídeo cantando rubel, aquele disco que tu perdeu mês passado, o livro que deixei de ler, as fotos apagadas, aquela vez que tu tocou pra mim, os domingos que já não enfeitamos mais, as crianças no parquinho, a janela pro quintal, a comida da vó, a tua camisa que combinava com meu cabelo, as visitas dos amigos, as respostas programadas, as risadas vendo aquele vídeo engraçado, a tua cor favorita, aquela história que tu me contava sobre o senhor que escreve poesias aí perto, a esquina que dobra pra chegar na tua rua, nosso primeiro abraço, o desenho que tu fez em mim, a praça onde nos beijamos pela primeira vez, as flores pra aguar, teus poemas e desenhos, aquela playlist com teu nome, os olhos pesados, a janta requentada e o mundo que grita lá fora enquanto o meu peito grita por você.

eu quase esqueci você e se eu não fosse eu e não soubesse ser outra coisa além de tua, esse quase nem existiria.

youtube

dia dez

é que por você eu dirigia o meu automóvel de uma forma muito estapafúrdia

meus pais sempre discutiam comigo porque não chegava à hora de jantar

o garoto da loja de sorvetes piscava-me o olho quando eu chegava sozinha no balcão

ele já sabia que você dobraria a próxima esquina

por você eu ficava sempre brigando com os pássaros

queria assobiar muito mais alto do que eles

e isso não é nada esperto

quem briga com bicho, perde

por você eu também fui descobrir aquele projeto de mamífero emadeirado que ficava no ponto mais alto da aldeia

e por causa disso eu soube que a luz incide de uma forma muito maravilhosa no rosto de dona Manu

é que dona Manu ficava lá sentada comigo todas as tardes, do lado da estrutura

era eu, dona Manu e a baleia

todas as tardes de Verão em Lisboa

não sei se te disse, mas durante os nossos dias, fez sempre Verão em Lisboa

não sei se você reparou, mas sei que todos os marinheiros da vila ao lado repararam

lembra quando subimos no barco para comer churrasco?

acho que esse foi o fim de tarde mais lindo do mundo

como quase todos os todos os dias do mundo foram os mais maravilhoso com você

às vezes ainda acho que vivo num filme

que é tudo uma cinematografia um pouco estapafúrdia

um filme, um filme em que não disseste sim

um filme em que escolheste outro tipo de disparos

o filme em que julgaste que a minha velocidade era a coisa mais idiota da galáxia

sim, eu pegaria um avião só para te beijar no dia dos teus anos

sim, eu já te tinha dito

era capaz de atravessar a cidade em bicicleta, só para te ver dançar

e não se iluda, nunca mais se iluda

eu não sou herói, nada de campeonatos

nunca atravessei nenhuma das chuvas para te provar coisa alguma

tudo o que atravessei, toda aquela rapidez que te levava do claro ao escuro em 43 segundos

era só porque… desculpa

mas eu sempre achei que eras a pessoa mais bonita do mundo

sempre achei que a tua presença a meu lado era quase imerecível

não acho que sejas a Gisele Bündchen, não acho que sejas o Brad Pitt

não acho que sejas o menino Arthur Rimbaud

não acho que tu sejas o conta-km de um Austen Martin na estrada de Kathmandu.

acho que tu, és o teu nu (?)

teus olhos castanhos, teu cabelo claro, tua voz às vezes grave, às vezes doce

tua incrível mirada sobre o mundos dos negócios

e tua bendita sensibilidade para a natureza

una, espiritual, familiar de todas as coisas

desculpa gostar tanto de ti…

desculpa já nem sequer te inventar

eu sei que o teu rosto é o teu rosto

e isso ainda é muito equiparável à estabilidade de uma girafa, sobre os 30 pratos na fazenda

acho que foi por ti que Santo Anselmo cuspiu flores

tu, o teu nome, a alegria no mundo

acho que o teu amor, que nasce e morre

e nasce e morre e ressuscita e assim se alastra

é a maior de todas as bênçãos possíveis no peito de um anjo roxo

perdoa este excesso de paixão

talvez para ti seja meio difícil

mas eu prometi sempre dizer a verdade

toda a gente sabe quem tu és para mim

e você, e para você, os meus parabéns por 30 anos de Terra

pela parte que me toca,

obrigada pelos 20

do que foi, ainda é, uma aventura tremenda

…um abraço forte

(Matilde Campilho)

Não dá mais para romantizar, tudo que eu tento dá um toque de magia se despedaça. Nossos olhos não se encontraram, foi a nossa realidade que se encontrou, e depois sim, as nossas vozes, o timbre da sua voz fez companhia para mim, e como uma criança que ganha um presente novo e não desgruda dele nem pra dormir, eu não desgrudava de você. No fundo eu entendo tudo, exatamente cada vírgula e reticências em você. Mas eu as vezes acredito que você custa me entender. O que eu quis desde o inicio não mudou, nem quando eu queria muito mudar, a gente não muda o que sente so porque tá afim de não se machucar de novo, a gente não melhora o outro so porque ta afim, a gente não faz nada só porque ta afim, nem se a gente quiser muito. Por isso se preocupe se eu parar de falar, se eu ficar em silencio, se eu realmente começar a dá o espaço que você atuava pedindo, porque nunca foi real. Eu não tenho duvidas de que você jamais me pediria para desistir ou te deixar em paz olhando nos meus olhos, nem se você estivesse decidida a me fazer acreditar, seus olhos te entregam desde que cruzaram com o meu. Não vou me decepcionar ou perder o meu tempo te esperando, porque não é uma opção, é o que eu quero, quero você. Talvez você um dia deixe de querer o mesmo, e aí vai ser a minha hora de te deixar seguir em frente, mas enquanto os seus olhos vacilarem e a sua voz se alterar, eu não vou deixar pra lá. Eu aprendi desde cedo de que nada é tão difícil que a gente não possa melhorar, e por isso você vai me ver muito ainda repetindo a mesma coisa, aquela coisa de “come direito” “toma cuidado” ‘ja comeu?“ “alonga as costas” “tenta dormir sem travesseiro” “não desiste, logo tudo acaba” “eu to aqui” “eu acredito em você” “pode ir comer agora”, e claro, a sua frase menos conhecida “eu amo você”, que as vezes nem precisa ser correspondida, eu so quero ver o seu sorriso, e tem a nossa classica “você é linda”, e você realmente é, não importa o que pessoas de fora ja tenham dito, você tem um sorriso lindo, e uma gargalhada contagiante, e dormindo você nem parece a tempestade que é acordada, parece tão tranquila, e quer saber um segredo? Você realmente é tranquila, so quem atravessa esse caos no inicio de tudo que você tem como realidade e lembranças descobre, você é cais, e as vezes uma forte tempestade, mas eu sempre achei fascinante as tempestades, tinha algo que prendia os meus olhos naquele amaranhado de luzes, nos estrondos, e no agitar do mar, você é a junção de tudo isso, e não faz mal, ninguém aguenta ser garoa a vida toda, mas eu aguentaria viver no meio dessas estações.
—  Para alguém que nem se quer vai ler.
Quando fui a psicóloga pela primeira vez,ela me fez a seguinte pergunta: “Quem é você?” parecia uma pergunta tão simples, mas eu não conseguia dizer uma só palavra, tudo o que eu conseguia fazer era me debulhar em lágrimas e perguntava a mim mesma quem de fato eu era. Depois de alguns minutos de conversa ela me disse que eu era uma garota morta, aquilo me deixou apavorada, eu não entendia o que aquilo queria dizer. Sempre senti dificuldade em me abrir com alguém. Quando eu era mais nova,eu escrevia palavras que eu não conseguia dizer,eu tinha um caderno cheio delas.
Mas analisando o que ela disse,eu percebi que ela tinha razão, eu estava morta por dentro, eu morri quando deixei os meus sonhos para trás, morri quando me calei quando podia ter dito algo, e toda noite eu morro um pouco mais quando perco expectativas com o mundo. Sempre me senti sozinha,nunca tive muitos amigos, sempre me senti incompleta. Toda a minha vida eu procurei alguém que me compreendesse,alguém para dividir as coisas,mas sempre achei o amor meio clichê. Mas sabe,tem uma parte de mim que não acredita no amor,uma parte que prefere ficar sozinha presa no seu mundo e que expulsa qualquer pessoa que tenta se aproximar. Essa parte de mim fez da solidão a sua companhia. Mas tem outra parte de mim que acredita em finais felizes, essa parte acredita que tudo vá ficar bem um dia. E é essa parte ,é esse fiozinho de esperança que me mantém viva de uma certa forma. E agora tentando responder aquela pergunta, eu digo: “Quem eu sou?” acho que finalmente encontrei a resposta. Eu sou o acúmulo de palavras não ditas, sou uma garota perdida tentando se encontar.
—  Identificas
Eu escrevi e o egoísmo do mundo inteiro coube em minhas mãos, todos os dias que acordei desejando estar ainda dormindo me fizeram acreditar que tudo que se pode crer sem se tocar seria real e verdadeiro. As feridas que levei na pele e as cicatrizes que deixei fora de mim, explícitas à olho nu, não tiveram uma grande influência nas pessoas lá fora. Sempre tive necessidade de falar sobre mim e minha história tão imensa, porém tão fina, seca e pequena aos meus olhos. Nunca quiseram me escutar, mas mesmo aos que imploravam para que eu a contasse, só haviam pessoas que gostariam de saber casos da vida alheia para contar vantagem por aí, eu nunca fui a favor disso, mas as escuto sem falar depois, sem passar na cara, por que não faço questão de ser escutada de vez em quando. Na maioria das vezes puxo meu caderno ou meto o dedo no teclado para escrever, com isso aprendi que nada alivia a alma o bastante, sempre vamos em busca de algo, sempre falta tudo, mas tudo o que? Será que sabemos o que esperamos? Minha resposta final é não. Dai eu vou usando o pouco que tenho em minha criatividade para não chorar, porque isso para mim nunca adiantou, eu desenho, pinto, bordo, canto e danço, tudo em meu quarto, estou sempre externamente feliz, com um sorriso de ponta a ponta que todos usam como máscara para mim. Dentro de mim a tristeza não predomina mais, mas o “tanto faz” está por toda parte. E temer sempre foi meu forte, mas creio que se não posso ver meu medo lá na frente, ele não existe, até descobri que contos de fadas são aquelas histórias de terror amenizadas para que as crianças durmam em paz, eu nunca pude dormir em paz sem pensar no dia seguinte, por que mesmo sendo criança, me ocupei demais sendo forçada a ser adulta e tendo que resolver assuntos que naquela época já eram pendentes. Eu acreditei na minha vitória, mas naquele tempo eu acho que não venci. Perdi o rumo em alguns anos, mas sempre achei o caminho de volta para casa, hoje passo em lugares dos quais nunca mais visitei e me recuso a relembrar do passado, inevitável não acha? Por que memórias não morrem só assim, a gente não pode queimá-las como se fossem papéis que por acaso são descartáveis, pensei, mas se eu fui descartável, por que elas não poderiam ser também? Não é injusto? As pessoas cometerem um mal que ficará eternamente como uma lembrança ruim só pra quem sofreu, pois heis que essas pessoas sofrem de amnésia, mas quem ardeu em chamas por causa delas, não. Assim se passavam dias, meses, anos e até algumas horas, o tempo passou e talvez eu até tenha mudado, mas ninguém nunca parou para perceber essa mudança. Ai está a prova que as pessoas só se importam com as coisas que as convém. É eu costumava ser aquela que tinha a resposta na pontinha da língua, hoje essas respostas se esvaíram, e eu só tenho perguntas que nunca serão respondidas, pois minhas perguntas são enigmas que apenas são respondidas com charadas de bom humor, e as pessoas são mal humoradas. Hoje eu posso ir até o centro da cidade e me encontrar numa multidão que está perdida por aí tentando encontrar-se em algo que nem sabem o que é, mas só me perco nomeio delas, não alcanço o raciocínio das pessoas, pois heis que eles são de mal grado e eu enfrento meu rancor e o jogo fora de mim todos os dias. Eu mesmo apago as luzes da minha casa, mas não fico no escuro, não faz sentido, mas pode ser que depois que escurece meus olhos refletem no espelho clareando a casa como se fosse de dia, obsessão por mim, veneração própria, não, talvez seja aquela defesa pessoal chamada “amor próprio” que a maioria tem de vez em quando, eu poderia ter todos os dias, porém luto de contra tudo que o vento sopra, quer dizer, lutava, por que hoje eu espero que ele sopre meus cabelos na direção onde não devo ir, ele venta de frente a mim o que significa que eu deveria voltar atrás, não quero, talvez não possa mais, eu não aguentaria mais. Eu quero que ele me traga coisas boas enquanto fico em casa na sexta a noite esperando a pizza chegar, meu livro velho nesse momento está na mesa e meus olhar vê o teclado, meus pensamentos voltam ao passado e se encontram com os de alguém que me deixou lá atrás, e de bom grado eu escrevo esperando que a chuva invada minha casa e me molhe até que eu possa ter coragem para ir em frente, mas coragem nunca foi meu forte. As coisas acontecem de repente para que possamos aprender com os tropeços que levamos, eu andei por aí levando uns dois quem sabe dez topadas e até agora não aprendi nada. Cada vez mais me fecho para o que me espera do lado de fora, será que estou presa em uma caverna e não sei? Será que as algemas estão em minhas mãos desfaçadas de caneta e papel? Eu poderia rir do que estou falando, pois soou como uma breve loucura, breve, sim foi o que você leu, eu não sou uma louca solitária, sou apenas uma garota tentando descobrir o que é, perdida dentro de si, cantando músicas que se quer irá mais ouvir e escrevendo textos que se quer terá tempo para ler, por que hoje em dia ninguém tem tempo para nada, mas isso tudo acaba quando chega a sua hora de morrer. E eu sei que assim como todos você também tem medo de um dia ruim chegar. No fundo assim como todos, a gente quer advinhar o futuro com medo de que nosso passado (presente atual) seja tão infinito que cresçam memórias duradouras ou que ele seja tão ruim que em seu futuro, talvez você não esteja mais aqui, que medo da de nada dar certo, que medo da de a gente não ter coragem de lutar, por que todo mundo fica cortando nossas forças. Por muito tempo eu pensei “No que vou me agarrar?” Pensei em Deus, pois heis que ele nunca me abandona, e também pensei em alguém que me colocasse dentro de si como eu coloco cada pessoa que conheço. Todos dentro de mim dividem-se em pastas, “Aqueles que me magoaram”, “Aqueles que não fazem diferença”, Aqueles a quem devo meu ódio’’, “Aos que devo minha vida”, “Aos que são minha vida”, documentos dentro de mim que quando abertos (dependendo do momento) dançam comigo com uma música que marcou cada um, só eu conheço essas músicas e ninguém mais as marcou tanto quanto eu. Eu quero ter uma história pra contar e não me arrepender dela só por que tropecei no começo, grandes histórias sempre tem seu momento “sad”, e eu estou sempre tão Down que ninguém nem me percebe, odeio ser o centro das atenções, mas gostaria de me virar em 7 só pra ver quem eu gosto feliz, e olha só gosto de pouquíssimas pessoas, talvez uma ou duas e talvez essas duas sejam eu e mais um. Não sou feita para gostar de todo mundo, mas amo “evebody”, quero ter a fineza de dizer para alguém que consigo sentir algo maior, me contradisse várias vezes em um só texto (nesse texto), meus sentimentos são como bolhas de sabão, estouram até surgirem novos no lugar, a maioria não é bom, sempre tenho uma pitada de tristeza até nos momentos alegres. E talvez só tenha uma pessoa por mim, duas quem sabe, e quem sabe eu obtenha algo completível em meio a tudo isso? Quero deixar de ser metade para ser inteiro, mas ninguém gostaria de ser inteiro comigo. Há muitas metades circulando por aí, pois suas segundas partes cruzam com almas distantes do que nós podemos ser e dar a essa pessoa. Tenho o tédio comigo, Deus e minha mãe, no total de 3, Bingo! Todas as coisas do mundo devem ter seu par, e já que três é ímpar, estou esperando que a metade que circula por aí com outras, finalmente me ache e se entrelace a mim, assim sendo aprisionada a vontade de Deus, pois heis que eu escrevi com egoísmo, mas ele escreve com amor.
—  Dentro de uma garrafa, uma epístola. Poesografa

guilherme-titor  asked:

Admito que esqueci da sharon mas concordo com vocês, mas é que sempre achei que faltou algo na história dos dois

Sam: Foi mal a intromissão, mas eu tava ouvindo e só queria dizer que as vezes a vida não é muito justa, especialmente com pessoas boas. Talvez isso tenha faltado na história deles, mas se foi assim que aconteceu, é porque era pra ser.

solidão existencialista

tento achar um sentido na vida de vez em quando, mas sempre falho. ainda não achei, e não acho que irei achar alguma coisa pela qual viver ou morrer. quando criança eu ia a igreja e acreditava que existia um deus. mas pra mim não era uma escolha acreditar ou não, porque nasci com isto imposto. nasci, deus está ali, eles diziam. porem eu não gostava de ir até a igreja para adorar o ‘senhor’ e etc. eu dormia. meus pais me diziam que era coisa do capeta. dormir era coisa do capeta. ele agia assim em mim? eu era um filho de deus e o demônio tinha poder sobre mim, e deus não? ele não conseguia me entreter em uma ‘casa’ dele. era assim que eu pensava.  se os dois poderiam agir sobre mim, parece que foi me dada uma escolha para deixar quem agiria sobre mim. e depois, aos 10 ou 8 anos, cheguei a conclusão de que eu não tinha aceitado jesus como meu salvador, porque aceitaram isso por mim. e eu disse a meus pais e eles concordaram que eu deveria fazer isso por si só. não fiz. 

recentemente disse a meu pai que eu não precisava mais de jesus, que eu tinha a mim mesmo por enquanto (mas nem sempre temos a nós mesmos), e ele me disse que jesus me amava. achei completamente desnecessário. se ele me ama, não ligo, não o acho digno de meu amor. até porque nem sabemos direito o que é o amor. e nem sabemos se jesus sabia o mesmo quando morreu na cruz. será que ele morreu por nós mesmo? ou morreu pelos seus ideias de amor e liberdade? quem poderia falar, se não ele, por quem ele morreu? ele tinha escolha de não morrer naquele julgamento? socrares tinha escolha, jesus não. 

já tentei acreditar no amor como resposta para as dores, mas não é possível. o amor sozinho não cura ninguém. a indiferença se faz necessária quando o amor estraga a liberdade. deixar ir não é amar o outro, mas sim a si mesmo. aquele que só se ama, é indiferente com os sentimentos dos outros. e o que ama a todos é indiferente com os proprios sentimentos. 

tentei a arte. mas a arte também não pode me salvar da minha angustia. porque ela, de certa forma é racional e artificial. também é um mundo criado por nós, assim como deus, para expressar nossos sentimentos baseados no mundo em que vivemos. a arte é um antidoto mas tem que ser pensada, não vem de graça. toda arte vem por uma dor ou uma alegria, e quando ela leva isso, ficamos sem nada, do mesmo jeito que ficamos quando não conseguimos nos expressar. 
expressão: sem essas palavras que aqui escrevo vocês não poderiam saber do que eu falo, e nem saberão, porque cada palavra ou ideia me da um sentimento diferente do que o que vocês sentem. 
estamos completamente sozinhos vocês entendem? 
não posso buscar refúgio na minha família porque eles são mais velhos que eu, não entendem o que eu digo. minhas palavras dão sentimentos muito diferentes do que os que eles sentem. sente-se com a sua família e peça para eles definirem as palavras abstratas que eles falam. 
as abstratas. os substantivos abstratos, defina seus termos para tentar se comunicar com alguém. 

então, cada vez mais eu contemplo a indiferença e o desprezo.
a vida não faz sentido e mesmo se tivesse eu nunca poderia saber, porque ninguém até agora, nenhum ser superior definiu as vontades desse mundo e os movimentos dele, nada foi me comprovado e não posso acreditar no que vocês falam porque estão no mesmo barco do que eu. 

h.

Eu queria. Queria você, queria eu e você, queria nós. Te perdoei durante muito tempo e tudo porque eu não te queria longe, por medo de perder você. Um medo desnecessário, até porque eu nunca tive, mas sempre achei que fosse meu. Você me iludiu tão bem que eu nem percebi. Eu não quis enxergar porque eu achei que você era diferente, que você seria diferente. Bobagem a minha, não? Me enganei, como de costume. Dei muito a quem não tinha nada para me oferecer e acabei sozinha, desiludida e com o medo de que no futuro isso aconteça novamente. Se caso acontecer, não tenho certeza se serei capaz de suportar.
—  Poesografias.

One Shot - Zayn Malik

  • Pedido

- (s/n), desce logo ou eu vou até aí te arrastar até a saída.

- Calma, amor. - Desci os degraus praticamente correndo. - O que achou?

- Está boa.

- Só boa?

- É (s/n), você já me irritou demais por hoje, vamos logo antes que eu desista! - Grosso! Respirei fundo e saí de casa sem nem tocar nele.

Chegamos à festa de um amigo dele e aquilo já estava lotado e rolando altas sacanagens, Zayn se sentia muito a vontade com tudo, parecia achar normal e até se divertia em ver sexo explícito em alguns locais da balada. Ele me apertava o tempo inteiro enquanto andávamos pelo lugar, talvez na tentativa de me proteger de algum puxão de um desconhecido, do jeito que as coisas estavam ali eu não duvidaria disso.

- Zayn, você viu aquela gata ali? - Um amigo disse, fingi que não estava ouvido.

- Vi sim, muito boa mesmo. - Ele riu. - Mas a minha mulher é mais. - Puxou-me pra perto dele e mordeu meu pescoço.

- O quê?

- Nada. - Meu marido riu convencendo-se de que eu não ouvi. - Você está linda demais, sabia? Sempre foi, mas hoje…

- Achei que eu estava boa. - Olhei pra ele como uma águia olha pra sua presa e me levantei pra buscar uma bebida.

- Aonde vai?

- Buscar algo pra beber.

- Eu pego pra você.

- Não, eu vou.

- Não quero que você fique por aí andando sozinha, é perigoso.

- Fique tranquilo, eu estou apenas bonitinha, nenhum cara vai nem sequer me notar aqui entre tantas gatas! - Gritei por conta da música alta e da minha raiva. Seu amigo que havia falado da mulher ficou tão paralisado quanto Zayn.

Fui até o bar fumaçando de ódio. Além de dizer que eu estou “boa”, meu marido teve a cara de pau de falar de outra mulher perto de mim! Eu realmente estava enraivada e não enxergava quem passava ao meu lado, Zayn não foi atrás de mim e eu agradeci por isso. Cheguei ao balcão e pedi uma bebida com um enorme teor de álcool, nunca havia bebido algo tão forte assim.

- Deseja um morango no topo do copo? - O barman perguntou. Faria alguma diferença?

- Pode ser. - Ele colocou rapidamente.

- Posso oferecer alguma coisa para a moça linda desacompanhada? - Um cara gentil apareceu ao meu lado. Eu até teria rido se não estivesse tão brava.

- Já peguei uma bebida. - Ergui o copo pra ele. - E ah, não sou moça.

- Deveria ter percebido antes. - Ele riu e eu o acompanhei enquanto bebia a tequila e fazia careta logo após. - Você não aguenta isso, por que está bebendo?

- Meu marido me irrita.

- Uh! É casada?

- Sim. - Ri.

- Me perdoe, mas terei que ir antes que ele venha aqui te buscar. - Pegou minha mão e a beijou. - Foi um prazer, quando ficar solteira pode me procurar. - Entregou-me um papel com seu número de telefone e eu ri quando ele foi embora.

- Quem era? - Ouvi a voz de Zayn logo atrás de mim.

- Não o conheço.

- Falando com quem não conhece?

- Qual o problema?

- Já reparou no lugar que você está?

- Sim.

- E então?

- Zayn, eu sei me cuidar.

- O que ele disse pra você?

- Que eu era linda. - Realmente me senti linda naquele momento, nós mulheres só precisamos de um elogio. - E que quando eu ficasse solteira novamente eu poderia procurá-lo.

- E esse papel aí é o número dele?

- É.

- Me dá essa merda. - Tentou pegar o papel e eu sai de perto dele. - Você adorou, não é?

- Claro que adorei. Meu marido não me faz um elogio! - Guardei o papel na bolsa. - Então gente de fora tem que fazer, não reclame Malik.

- Eu vou lá e…

- Vai nada. - Interrompi. - Você vai ficar quietinho e vai voltar pra mesa.

- E você vem comigo, você é minha mulher (s/n).

- Não, quero deixar você sozinho ali pra poder olhar melhor pra gata que está sentada na nossa frente. Ou ficar preocupado se eu percebi ou não é mais divertido?

- Eu quero você comigo naquela mesa agora.

- Está com medo da concorrência?

- Não, estou mandando você ficar ao meu lado no posto de minha mulher. - Eu senti que ele estava raivoso. Vingança perfeita!

- Tudo bem. - Vi meu marido respirar fundo e passar as mãos pelos cabelos.

- Vamos.

- Mas você vai na frente, daqui a pouco eu vou. - Encostei-me no balcão e fiquei apenas observando Zayn andar vagarosamente até a mesa, quando deu cinco passos eu comecei a acompanhá-lo, afinal, eu estava com medo de ficar totalmente sozinha ali.

- E aí gostosa, está com um tempo livre? - Um cara apareceu repentinamente na minha frente.

- Não.

- Por quê? Não estou te vendo com ninguém.

- Ela está comigo. - Zayn me puxou pra perto dele. - Vaza.

- Parabéns, Malik. Sua mulher é muito gostosa. - Olhou-me da cabeça aos pés e isso me incomodou bastante. Zayn fez menção de ir até ele, mas eu o impedi.

- Não vale a pena. - O homem riu ao ouvir e se perdeu no meio da multidão logo após.

- Eu te avisei, não foi? Eu te avisei (s/n)! - Ele parecia desesperado. - E se eu não tivesse olhado pra trás hein?

- Eu iria conseguir me livrar dele.

- Tem certeza? - Não.

- Tenho.

- Vamos embora dessa merda agora. - Zayn me puxou pelo braço até a mesa. - Gente, estamos indo embora. Até depois.

- Por que Zayn? - Um amigo dele questionou.

- Estou cansado e amanhã tenho show. Boa festa pra vocês! - Acenou e me puxou novamente até o estacionamento e me colocou dentro do carro. - Merda. - Bateu no volante com força.

- O que foi?

- Eu odeio quando alguém te olha do jeito que ele olhou.

- Já foi Zayn.

- Eu deveria pelo menos ter dado um soco naquela cara de babaca dele.

- Amor, calma. - Eu ri e passei a mão em seu braço enquanto ele dirigia.

- Você é minha.

- Eu sei disso. Não precisa fazer uma cena por causa disso, Zayn. Por favor, o que eu menos quero é que você fique bravo enquanto dirige.

Rapidamente chegamos em casa e a raiva de meu marido não tinha passado. Fiz com que ele sentasse no sofá e busquei água pra ele, enquanto ele tomava eu fiz carinho em seus cabelos. Chamei Zayn pra subir e fiz com que ele tomasse banho junto comigo.

- Eu ainda estou irritado. - Falou sentando-se na cama.

- Passa creme em mim? - Pedi ignorando-o.

- Passo. - Sorriu brevemente e pegou o creme. Passou pelas minhas pernas com calma e devagar, logo após terminar cheirou cada uma enquanto me olhava.

Não aguentando ver aquela cena, empurrei Zayn na cama e subi nele. Zayn riu e disse que sabia que eu ficaria excitada com o que ele fez. Transamos de forma agitada e afobada, afinal, nós dois estávamos raivosos, cada um com seu motivo e isso foi refletido em nosso sexo. No outro dia eu acordei cheia de chupões e algumas mordidas, mas também com um sentimento de ser mais valorizada pelo meu marido. Nada como uma cantada de outro homem pra fazer o seu acordar.

Jess

Novamente estava sozinha, sem ninguém para ver eu desabar em lágrimas. Como minha vida foi parar naquele estado? Eu estava quebrada, cortada, magoada, sozinha. Nesse momento comecei a pensar porque eu ainda estava ali, não ali naquele local, mas ali na terra, porque eu ainda estava viva, tudo o que eu queria era desaparecer dali para um lugar melhor. Mas ouvi dizer que os suicidas não vão para o céu. O lugar para mim seria o inferno? Porque, sinceramente, eu já estava vivendo um inferno. Cada dia que se passava que eu tinha que levantar da cama, eu sussurrava baixinho, “Deus por favor, se você tem um pingo de misericórdia por mim, não me deixe passar mais esse dia na terra”. E nada acontecia. Eu torcia para que quando eu estivesse atravessando a rua, um carro me atropelasse e eu morresse na hora, sem sentir dor, sem ver nada, sem sentir nada. Não seria minha culpa, e consequentemente eu iria para o céu. Será? Não imagino um lugar bom, onde não haja lágrimas rolando pelos meus olhos. Eu não aguento mais sofrer. E torcia para que algo acontecesse comigo assim que saia de casa, um acidente, isso, um acidente, onde a culpa não seria minha. Os cortes doiam, meu coração ainda mais, eu estava despedaçada no chão e ninguém vinha juntas meus pedaços. Eu estava destruída. Onde estão aqueles que me ajudavam? Onde? Se cansaram? Todos se cansam, até eu mesmo já estou cansada de mim. Certo dia ouvi “você está sem mal” ou “nunca te vi realmente bem.” As pessoas tem razão, eu nunca estive bem, mas antes eu conseguia disfarçar melhor. E agora, olhe para mim, eu sou um nada, eu não sinto nada, não sou útil pra nada. Que diabos eu ainda estou fazendo aqui? Porque eu ainda não cortei esse maldita veia no meu pulso? Sou tão covarde a ponto de não conseguir me matar? Eu mereço isso, mereço ir pro inferno e queimar lá. Tudo o que eu faço comigo mesmo não é justo, porque me machuco desse jeito? Porque eu existo? Porque sou esse nada ambulante que não faz diferença nenhuma na vida das pessoas? Porque sou tão inútil a ponto de não conseguir sequer me ajudar? Não consigo me levantar, estou no chão, no meio das minhas lágrimas, do meu sangue, do meu coração partido em um milhão de pedaços. Olhe para mim, quem amaria alguém assim? Quem amaria um monstro repleto de cortes e magoas que não consegue nem amar a si mesmo? É exatamente isso que eu sou, um monstro. Me olho no espelho e não me reconheço. No que me tornei? Não como, não durmo, me corto. Ninguém vê que preciso de ajuda? Ninguém escuta meus gritos? Talvez eu tenha perdido todo meu fôlego enquanto gritava sozinha, enquanto sozinha encolhida no canto do banheiro eu chorava e com a lâmina em mãos me cortava, mais fundo, mais fundo, eu precisava daquela dor. Depois a culpa, a comida, o vômito, os dias e horas sem comer. A magreza, a doença, os desmaios, as crises, os calmantes, os remédios, e mais remédios. Estou dopada de remédios e não sinto mais meu corpo. Não me sinto mais, não sou mais nada, me tranformei em uma pessoa que nem eu mesma reconheço. O que as outras pessoas pensam de mim? Que sou louca? Até eu mesma penso isso, e talvez eu seja, o problema é que ninguém consegue entender essa loucura, ninguém é capaz de tentar entender porque eu sou desse jeito, porque me machuco, me queimo, me bato, e porque quero morrer. Eu quero ir embora daqui, mas algo me prende, não sei exatamente o que, mas me sinto acorrentada a algo que não me deixa ir embora daqui, eu preciso ir, preciso mesmo, não sei mais quanto tempo irei aguentar. Eu deveria tomar um vidro de remédios e esperar a morte vir, seria uma forma simples e as pessoas que achassem o meu corpo não teriam o trabalho de limpar meu sangue esparramado pelo chão. Eu não sei para onde ir, de repente, alguém interrompe os meus pensamentos, estava tão distraída, que nem percebi chegar.
- Você está bem?
Não havia resposta, apenas minha respiração ofegante, minhas lágrimas correndo pelo rosto, ele não entendia porque eu estava assim, e nem deveria entender, nem deveria saber, eu não conhecia ele, e como me achou aqui? Estou aqui no meio das árvores a metros da escola, como alguém veio até aqui e me encontrou? Não era para isso acontecer, era pra eu estar sozinha, chorando, e planejando meu suicídio, quietinha, no meu canto, sem ninguém, para tentar impedir.
- Você está bem?
Novamente a voz dele me despertou dos meus devaneios. Respirei fundo e criei coragem para falar.
- N-não.
Minha voz falhou. Droga, eu estou chorando como nunca chorei antes e ele ainda me pergunta se eu estou bem? Não é meio óbvio? Está estampado no meu rosto que eu não estou bem, eu nunca estive, eu deveria esconder melhor. Mas na verdade foi ele quem me encontrou.
- Como é seu nome?
Novamente desperto.
- Julia, e o seu? – minha voz sai entrecortada.
- Lucas, posso saber porque você está chorando tanto?
Pensei bem na resposta que daria.
- Hum, não seria saudável para você saber.
- Mas eu quero saber, você está muito triste, certo? Não quer desabafar?
- Lucas, sou uma estranha que você nem sabia o nome a cinco minutos atrás, porque confiaria em você para contar sobre a minha vida?
- Nossa, você realmente está muito mal, quer ir em outro lugar?
- Não, vou ficar aqui, preciso pensar.
- Pensar em que?
- Não te interessa, para de tentar se intrometer no que ninguém te chamou.
- Só estou tentando ajudar.
- Não tem como me ajudar, sou um caso perdido.
- Ninguém é um caso perdido, só não teve o acaso certo.
- Nossa, vai dar uma de filósofo pra mim? Pode ir parando por ai, não estou com cabeça pra lição de moral.
- Não é lição de moral, só queria saber o que você está pensando, eu realmente queria saber. – ele sorri.
- Eu te assustaria. – falei baixinho.
- Não, garanto que não, o que seria tão horrível a ponto de eu me assustar?
Pensei muito, e na verdade eu queria assusta-lo para ele sair dali e me deixar em paz. Ergui a manga do casaco e mostrei meus cortes. Para minha surpresa ele não ficou nem um pouco assustado, seu olhar estava impassível, e era impossível saber o que ele estava pensando.
- Isso não me assusta.
- Você não é normal.
- Sou sim, e você também é.
Ele ergueu a manga do casaco dele e seu braço era repleto de cicatrizes. Não consegui esconder meu espanto.
- Eu te entendo.
- Eu não me entendo.
- Isso não é algo anormal, relaxa, e você é uma menina linda, não precisa disso.
- Desculpa, mas você fazia também, então não pode me julgar.
- Não estou te julgando, pelo contrário, assim como eu parei, quero que você pare, e vou fazer qualquer coisa para que você pare com isso, qualquer coisa mesmo.
- Você não precisa, e vai desistir fácil, sou uma pessoa muito difícil de lidar, não consigo aceitar ajuda de ninguém, estou nessa a três anos.
- E não acha que já esta na hora de parar?
- Acho, sempre achei, mas nunca parei.
- Eu vou te fazer parar.
- Não vai mesmo, ninguém nunca conseguiu.
- Eu vou conseguir, acredite em mim.
- Se você diz.
- Você não acredita mas eu vou, agora vamos sair daqui, esse lugar não é legal e eu quero saber tudo o que você estava pensando antes de eu chegar aqui.
- Ok.
Saímos e fomos para longe dali, logo a escola estava atrás de nós e não consegui não perguntar.
- Aonde vamos?
- A praia.
- Eu nunca vou a praia.
- Eu sei exatamente o porque.
- Eu sei. –baixei os olhos.
- Não fique assim, eu também não venho muito a praia.
- Tudo bem.
Continuamos o caminho até a praia, minhas mãos suavam, meu coração estava disparado, eu só queria ir pra casa, me cortar e esquecer de tudo, mas ele estava ali, tentando me ajudar, eu deveria dar ao menos uma chance. Continuei tentando ignorar meus pensamentos. Chegamos, eram quase seis da tarde, o sol acabava de se por, o vento era frio, fechei meu casaco e ele fez o mesmo.
- Tire os sapatos.
- Você está maluco?
- Vamos, faça o que eu peço.
Tirei, estava muito frio. Ele tirou também, fiquei imaginando o que viria a seguir.
- Vamos.
Ele disse e pegou minha mão, ele estava me levando para o mar, quando a água encostou nos meus pés dei um grito que o fez rir.
- Está frio, mas daqui a pouco você acostuma.
- Difícil hein! – sorri também.
Eu me sentia bem com ele, ele me puxava pela mão e me levava do inicio das ondas até a beirada e começou a pegar conchinhas pelo chão. Aquilo era tão simples, mas me fazia tão bem. E comecei a pensar que se de alguma forma aquele garoto, que a poucas horas eu nem sequer sabia nome, poderia me ajudar. No primeiro teste ele passou, conseguiu me fazer sorrir. Mas e o resto? Quando a coisa apertasse e eu ligasse pra ele desesperada porque meus cortes não paravam de sangrar? O que ele faria? Não sabia, mas resolvi arriscar, sim ali mesmo decidi me arriscar.
- Olha vou falar o que eu estava pensando lá.
- Ótimo, nem precisei pedir. – ele sorri, o sorriso mais lindo que já vi.
- Estava planejando meu suicídio.
- Ainda bem que ficou só nos planos. – ele sorriu de novo, e eu sorri também.
- É, mas não sei por quanto tempo.
- Enquanto eu estiver aqui vai ficar só nos planos.
Suspirei, não sabia o que falar, ele segurava forte a minha mão.
- Você deve achar que são falsas promessas, mas eu nunca quis ajudar tanto alguém assim.
- Isso é bom?
- Ótimo, pois quer dizer que vou me empenhar muito para te ver sem cortes e com um sorriso sincero no rosto.
- Faz muito tempo que não sorrio.
- Antes você sorriu.
- Digo, sinceramente um sorriso.
- Entendi, mas seu sorriso será sincero, eu te garanto.
- Tudo bem. – dei de ombros.
Ele não soltou minha mão, e estava ficando mais frio.
- Acho melhor eu te levar para casa.
- Também acho. – concordei.
Colocamos os sapatos e saímos da praia, ele não soltava minha mão.
- Porque você não largou minha mão?
- Porque não quero que você vá embora, tenho medo de te perder.
- Eu vou apenas pra casa, amanhã nos veremos de novo, não será uma despedida definitiva.
- Não quero que seja uma despedida.
- Que tal um até logo?
- Pode ser, mas você terá que prometer uma coisa.
- Minhas promessas nunca são compridas, mas vai lá.
- Não se corte hoje.
- Vou tentar.
- Isso já é um começo.
- É.
Chegamos em minha casa, ele me abraçou, e desabei em lágrimas, eu não esperava um abraço dele, não naquele momento, chorei e em meio aos soluços ele olhou para mim e disse.
- Eu vou cuidar de você, prometo.
Não disse nada, ele me deu um beijo no rosto e eu entrei aos prantos em casa. Minha mãe não estava em casa. Senti um aperto no peito. Eu não conseguiria, eu estava sozinha novamente, os pensamentos me tomavam outra vez, morte, cortes, eu não sei se aguentaria. Minha cabeça estava pesada, eu estava confusa, sem vontade de nada, mas resolvi tomar um banho. Peguei a roupa e a toalha e fui para o banheiro. Aos prantos, deixei as lágrimas se misturarem com a água do chuveiro, tentando lavar a alma, e nada.
Eu estava cada vez pior, e a dor aumentava, meu peito doía, não era somente o emocional, era o físico que doía também, e era uma dor muito forte. Eu gritava, ninguém ouvia. Estava na esperança que alguém escutasse meus gritos e soubesse o que eu estava prestes a fazer, mas ninguém ouvia. Eu ia fazer isso, ia mesmo, sem medo, eu faria. Sai do banho, me vesti e fui para o quarto, liguei o computador e comecei a escrever uma carta de despedida. A maior parte da carta eu falava sobre o Lucas e para o Lucas, Eu estava decidida. Terminei a carta e apertei em “imprimir”. Logo a carta saiu da impressora e a coloquei em cima da cama. Fui para o armário de remédios e procurei por cinco, especificamente calmantes fortes. Misturei todos e tomei de uma vez só. Meu corpo adormeceu, mas eu ainda tinha algo para fazer, peguei a navalha e cortei meu pulso o mais forte que consegui, peguei o celular, ensanguentado e escrevi “salve-me” e apertei em enviar para o Lucas. Depois disso não lembro de mais nada, só de uma enfermeira em minha frente e Lucas ao lado dela. Meu corpo estava dormente e estava com soro no braço direito que estava com um curativo. Não entendia nada, apenas olhei para Lucas e ele me disse baixinho:
- Eu disse quem sempre cuidaria de você.
E cai num sono profundo e eterno.
—  Em outro lugar.
Eu quis fechar os olhos e deixar ir, eu quis ir    - Mas sempre achei que se fosse me perdia - E por decidir ficar me perdi, não dos outros, de mim.
—  Mônaco| 1960
Já pensei em te largar, já pensei em desistir de tudo, ja pensei que você não seria a pessoa certa pra mim. Mas a quem eu to enganando? Não da pra negar que a ideia de deixar de ser esse “nós” me assusta muito. Porque olho o mundo lá fora e ninguém me faz tão bem quanto você, ninguém consegue me fazer rir como você, ninguém tem os melhores conselhos, os carinhos e nem mesmo esse teu sorriso lindo. A verdade é: imagino minha vida sem você e um vazio vem a minha mente. Ok, você já fez coisas que me destruirão, mas só você consegue juntar cada pedacinho meu. Nossa relação é complicada. Tem dias que dá vontade de jogar tudo pro alto. Mas sempre achei que o que mais importa é o sentimento, mesmo que existam outras coisas.Tu é minha doença e minha cura ao mesmo tempo. A gente briga, bate boca, diz que vai embora mas depois a gente volta. Temos uma ligação que eu ainda não entendo. Um coisa é certa, ninguém nunca será tão suficiente pra mim quando você é.
—  Always be you
“Chegou um dia em que percebeu que amar era tão difícil quanto não amar.” As palavras dele me assustavam e confortavam meus pensamentos. Lembrei que um dia disseram-me para escutar os mais velhos sempre que pudesse, já que além das experiências de vida, também possuem muitas histórias para contar. E na maioria das vezes, histórias tristes. Imaginei que daqui alguns anos mais eu poderia estar em seu lugar, dizem que os jovens de agora se tornarão os velhos de amanhã, e -não fisicamente- vice-versa. Pude até ver meus cabelos da cor da neve, com a postura errada em uma cadeira de praça, falando de antigamente para os futuros jovens, e eles, exatamente como agora, criticando e tentando não escutar. Ou talvez se interessando, poucos são aqueles que fazem questão de deixar os mínimos detalhes em letras grandes e coloridas, perguntando e infiltrando-se mais por entre as palavras do narrador, e eu, até que posso me identificar com esses. Eu estava dentro do metrô, sentada ao lado de um homem de barba longa e vestindo um terno azul-claro. Desde que sentei, começou a falar sobre seus últimos anos, e em menos de vinte minutos, havia me contado sobre a vida de solteiro na Alemanha, sobre sua mulher, e sobre ter de vir para cá, recomeçar uma vida e manter um casamento. Contou sobre Berlin e a marcha do amor, e como era divertido a sua adolescência, apesar de passar por longas guerras e destruições civis. Contou coisas como as festas em família das quais ele nunca participou, sobre datas especiais, feriados, aniversários que aparentemente não o deixavam feliz. Quando dizia isso, coçava as mãos, achei que era um sinal que as pessoas geralmente fazem quando querem encurtar a parte de falar que não tem um rendimento bom em seus trabalhos. Disse também que não gostava de presentes. A mesma desculpa que eu daria por não ter dinheiro para comprar um para alguém. Ninguém nunca revela a falta que um bem material faz. Ele carregava no colo um embrulho grande o suficiente para cobrir os dois joelhos, ia lhe perguntar para quem era, mas ele acabou me interrompendo apontando para a minha saia. Era um tecido preto estampado de flores escuras, rasgado nas pontas e desfiado, estava velho o bastante para confundir com um pano de chão. Ele começou; “Meu amor gostava de usar saias assim, dizia que eram confortáveis, mas eu sempre achei que ela usava porque gostava do tamanho comprido e da aparência antiga. Ou porque simplesmente não tinha alguma outra coisa para vestir. Uma vez, quando cheguei do trabalho, ela estava sentada na cabeceira da janela com um vestido fino que cobria seus pés, era cor-de-rosa e florido com mini girassóis. Seus cabelos estavam soltos e cobriam o pescoço, balançavam com o vento, enquanto seus olhos abriam e fechavam observando a rua. Eu gostaria de ter sido um pintor, e retratar aquela imagem em telas mil vezes se necessário, apenas para não esquecer, mas sabe o que dizem, lembramo-nos do que nos fez feliz um dia. Mas acho que, meu amor nunca havia pensado dessa forma quando partiu. Antes eu não entendia, afinal eu a elogiava todos os dias, ao acordar e ao dormir, e com seus quase trinta e poucos anos ainda continuava tão bonita quanto quando nos conhecemos. Eu a enchia de flores roubadas de outros quintais, nunca tive condição de dar qualquer presente caro para ela, e embora não se importasse, meu desejo era de poder dar todas as coisas de que ela gostava. Desde o primeiro dia que meu amor tornou-se meu, prometi a mim mesmo que teria paciência em momentos difíceis, que não a abandonaria quando estivesse cheia de tudo, prometi cuida-la e, sobretudo, ama-la com todo o amor do mundo. Mas acho que você entende que às vezes, só amar não é o bastante. Não contamos para os outros do que o nosso coração está cheio. Não que eu esteja reclamando, digo, ela sempre mereceu muito mais do que eu podia dar, e quando eu achava que estava perto de conseguir dá-las, alguma coisa inesperada sempre acontecia. Em todos os seus aniversários, ela passou o dia sem presentes, mas eu faltava o trabalho para dedicar o dia a ela, e somente ela. Sua família a odiava, um dos motivos de ter saído de casa, e quando a depressão a atacava por isso, não me importava quantos meses eu deveria fazer o almoço, ou limpar a casa sozinho, eu fazia porque ela merecia, porque precisava. Ela era maravilhosa, adorava tocar violão, embora seus dedos viviam machucados por conta das cordas, que, por sua vez já fora tanto emendadas que um dia não deu mais para toca-las. E o violão ficou anos parado. Quando recebi o salário de dezembro há quatro anos, resolvi comprar cordas novas, e o livro de solo que ela tanto queria, junto, flores de uma floricultura famosa e uma saia das quais ela sempre usava, mas esta era nova, vermelha com detalhes brancos. Meu sorriso seguia de orelha a orelha, sabia como se sentiria ao ver aquilo, como seu coração pularia sem parar, e só de pensar, meu dia estava ganho. Mas a surpresa foi minha, quando cheguei a casa, vi malas por todos os cantos…” Naquele momento eu já estava chorando, e o homem parecia conter suas lágrimas tossindo e puxando o ar da garganta. Pedi que continuasse mas ele fez sinal de “tempo” com as mãos e encostou a cabeça na janela a seu lado. Então murmurou algo que não entendi, nem conseguiria, minha cabeça estava em várias dimensões naquele momento, tentava procurar um final para aquela história, um final onde ele ficasse feliz. Enquanto me perdia mais, ele abaixou sua mão quase tocando no tecido da saia e recuou, pedindo desculpas, e desta vez, deixando escapar algumas gotas de seu sufocado choro, dizendo que sentia falta dela. E prosseguiu; “Ela estava de saída, contou que havia encontrado um antigo amor no ônibus mais cedo, e todos os anos que passou comigo foi um erro de seu coração, no qual dizia que queria estar com outro mas não podia. Ela honrou nosso casamento desde o primeiro dia, e não queria ser injusta comigo, e acrescentou que eu era uma boa pessoa, que me amava e que não sabia mais o que fazer. Disse que sempre o amou, embora tenha amado a mim, e que não poderia viver comigo, vendo-me tentar agrada-la todos os dias por não conseguir dar as coisas materiais das quais ela queria. Falou que não conseguiria mais, e que se ela se sentia infeliz, era porque o lugar dela não era ali. Quando acabou de falar, olhou para as coisas que trouxe para ela, e chorou como criança pequena, seus soluços não davam mais para controlar, estavam ultrapassando o limite. Pegou as malas e saiu porta a fora. Parecia estar humilhada. Não falei uma única palavra. Estava congelado. Depois de seis dias que a realidade me atropelou com noites sem dormir e choros absurdos, dos quais eu nem sabia que dava para chorar, fui atrás da casa daquele homem, querendo vê-la.” Ele parou de repente, e olhou para mim, mexi as mãos tentando dizer “pelo amor de deus continue” e continuou; “Ele disse que nunca mais a viu nem teve contato depois do dia no ônibus. Depois disso, fiquei um tempo sem entender o que havia acontecido. Para mim, ela tinha uma escolha, uma escolha certa, e mais ou menos minha cabeça dizia que aquilo tudo não tinha sentido algum. Passou dois meses, e descobri que ela voltou para a casa dos pais, ficou lá por um tempo e mudou-se para o centro. Meu amor me amava, e eu sabia disso, e não me importava se ela também amava a outro, ela não escolheu nenhum e aquilo tanto me alegrava como me destruía. E já faz anos que não a falo com ela, ou falo dela, eu não a vejo, mas a sinto, de vez em quando. Acreditei que, chegou um dia em que percebeu que amar é tão difícil quanto não amar, e ela se sufocou. E eu ainda não entendo como consegui viver todos esses anos sem ela.” Ele levantou pedindo licença para mim, e parou frente a porta de saída. Estava pasma e a única reação que tive foi de perguntar a ele se não havia mais nada depois daquilo, se tudo acabou. Ele disse que o final chega para qualquer um, a qualquer hora, mas que aquele não era nem perto do fim, que enquanto um dos dois amasse, a vontade de ficar existiria. E ficar, era definitivamente amar até que todas as flores do mundo morressem. Então acenou para mim e desceu na estação sul da cidade. Eu já havia engolido tantas lágrimas que estava prometendo que não escutaria mais histórias nunca mais, que de todas elas, as tristes eram sempre sobre o amor, e o amor me doía. Não culpei sua mulher, nem a falta de dinheiro, nem qualquer outra pessoa envolvida, cheguei a conclusão de que às vezes não depende somente da pessoa, depende de um sentimento estúpido que move todos os outros. E esse, quando deixado de lado, toma todas as direções contrárias. Escorreguei a mão sobre o banco e notei que o presente estava ali, nem havia lembrado de que ele estava com isso, e provavelmente não o veria novamente. Mesmo assim desci do metrô as pressas, quase correndo, subi até a rua e tentei avista-lo, estava longe, então corri, e corri até os pulmões quase estourarem. O alcancei perto da entrada do cemitério, mas ele já havia entrado e subia as escadas devagar e com passos curtos. O segui, afim de devolver seu embrulho, estava trêmula e não percebi que estava com medo até meu corpo inteiro se arrepiar. Ele parou em uma das lápides e sentou. Eu estava entendendo mas preferia não ter nenhuma condição mental para aquilo. Por muita curiosidade, sentei longe das ultimas lápides para que não me visse, desembrulhei o presente com cuidado, e abri a caixa em seguida. Havia um bloco de vidro com uma rosa vermelha dentro, congelada. E um bilhete embutido no gelo; “Quando um coração para de bater, não transmite amor, meu coração irá ficar por você, e sobretudo, irá amar por você.”
—  Chrissie, histórias de amor dentro do metrô.
Digo que sim, vou ama - lo intensamente
prometo
juro
cumpro.
mas é sempre igual, nunca consigo me entregar totalmente a coisas rasas
coisa vazia
amor vazio
palavras malditas
talvez só mal ditas
mas que me mantem fixada naquilo
no alguem
no meu alguem
que prometi não me entregar se não for intenso
se não for algo que me dê o que procuro
mas sempre achei que tudo se resolve com amor
então, acabei resolvendo amar
ate o raso
pra que
com o tempo, seja algo profundo
com esse alguem
que talvez não seja meu alguém.
—  Ana Nogueira via (corelu-z)
É pela boca que falamos, eu sei. Mas sempre achei que os olhos  são a parte do corpo que mais fala. Através deles sabemos se uma pessoa está bem, indecisa, triste, alegre, doente. Eles sempre foram capazes de dizer o que nossa boca não teve coragem. Eles tem a magia de interpretar o silêncio e com ele todos os sentimentos do coração. Ah, o olhar… se todos soubessem decifrá-los, nada mais precisaria ser dito, só sentido.
—  Maya

Gente, só um aviso antes do imagine. Ele tem alguns palavrões e está um pouco mais pesado do que os outros tá? Era só pra avisar mesmo antes de vocês começarem a ler. 

Harry Styles, um médico muito renomado em Londres, era muito conhecido por todos e era chefe de um dos maiores hospitais da cidade. Ele sabia do charme que tinha e usava isso sempre a seu favor pra conseguir todas as garotas que ele quisesse. Mas, tinha uma que ele estava tentando levar para sua cama há muito tempo, mas ela se fazia de difícil, apesar de ele já ter flagrado ela várias vezes olhando para o corpo dele.

Você era uma médica residente no hospital do Dr. Styles e já sabia da fama que ele tinha, mas tinha que confessar que ele era muito gostoso e estava ficando cada vez mais difícil dizer não para as cantadas e propostas que ele te fazia.

Sexta-feira, mais um plantão havia acabado e você estava indo para a sua sala quando uma das enfermeiras chegou ao seu lado e disse:

- Dr. Styles está querendo falar com você, disse que é um assunto urgente sobre um paciente seu – ela disse e você estranhou, mas decidiu ver o que ele queria.

- Tudo bem, obrigada e até amanhã – você disse sorrindo educadamente e se encaminhando até a sala do Dr. Styles.

Assim que parou em frente à porta da sala dele, deu duas batidas e pediu licença.

- Pode entrar (S/N) – ele disse e você entrou fechando a porta atrás de si – e tranque a porta, não quero ser interrompido. – você fez o que ele pediu.

- Queria falar comigo? – você perguntou e se virou para encará-lo.

- Sim, queria te perguntar uma coisa – ele disse e saiu de trás da mesa que separava vocês.

- Pode perguntar Dr. Algum problema? – você disse um pouco preocupada achando que alguma coisa tivesse acontecido com o seu paciente.

- Na verdade tem sim – ele disse e parou na sua frente, bem próximo a você.

- E qual é o problema? – você perguntou.

- O problema (S/N) é que desde que você entrou aqui eu quero te levar pra minha cama, mas você nunca aceita e eu queria saber até onde vai essa sua marra? – ele perguntou dessa vez colocando o seu cabelo de lado e beijando o seu pescoço.

- Sabe Doutor – você disse enquanto ele distribuía beijos por seu pescoço – no começo eu achei que o senhor nunca olharia pra mim, mas sempre te achei muito gostoso e acho que posso te fazer esse favor – você disse e ele deu uma mordida no seu pescoço.

- Favor? Você sabe muito bem que eu posso conseguir qualquer mulher que eu quiser. Mas, no momento estou louco pra te ouvir gritar o meu nome enquanto eu te como em cima dessa mesa – ele disse te puxando para colar o corpo de vocês.

- Ah é? Quero ver do que você é capaz. Será que consegue mesmo satisfazer uma mulher? – você disse o provocando.

- O que? Você está duvidando? – ele perguntou e você assentiu – Então vou te mostrar do que sou capaz.

Assim que terminou de dizer isso ele pegou em seus cabelos e logo te colocou sentada sobre a mesa dele que por incrível que pareça estava vazia. Ele era bruto e isso te excitava ainda mais, você nunca gostou de coisas muito calminhas, você gostava de sentir a pegada dos homens na cama.

Logo ele estava te beijando e as mãos dele estavam em seu jaleco, que foi aberto brutalmente por ele, ele não se importava com nada, queria apenas te deixar nua logo.

- Você é tão gostosa Doutora – ele disse e logo tirou a sua blusa.

Você estava apenas de sutiã e calça em cima da mesa do diretor do hospital e um dos médicos mais gostosos que você já havia visto. Ele estava com seu costumeiro jaleco branco e por baixo dele, usava uma camisa social branca e uma calça social preta, o que ele não sabia era que ver ele todo dia com aquela roupa social te deixava louca.

Logo ele já estava apenas com a calça social e você estava sem sua calça, apenas de sutiã e calcinha. Ele mandou você ajoelhar na frente dele e disse:

- Agora eu quero ver do que você é capaz de fazer – ele disse e abriu a calça e abaixando a cueca, livrando seu membro daquela peça que incomodava vocês dois.

Você pegou o membro dele com uma das mãos e começou a masturbá-lo. Ele jogou a cabeça pra trás e agarrou seus cabelos.

- Se com a mão é assim, imagina com a boca – ele disse – Chupa meu pau (S/N), chupa – ele disse te olhando com aqueles olhos verdes hipnotizantes e você logo o obedeceu.

Começou passando a língua na glande do pênis dele e logo passou a língua por toda a extensão do membro dele.

- Caralho (S/N), que boca gostosa. Chupa, vai – ele dizia e empurrava sua cabeça contra o abdômen dele, te fazendo engasgar algumas vezes.

Você chupava com vontade o pênis dele e ele estava cada vez mais louco, ele é quem ditava o ritmo das coisas, ele puxava seu cabelo de vez em quando, te deixando ainda mais louca.

- Ajoelhada enquanto chupa meu pau sua safada? Dentro do hospital, mas é muito safada mesmo né? – ele dizia com a respiração ofegante.

Depois de um tempo ele estava quase gozando quando te pegou pelo braço e te mandou sentar-se à mesa com as pernas abertas de frente pra ele. Você logicamente obedeceu imediatamente.

- Agora vou te comer sua safada – ele disse e pegou um preservativo do bolso da calça.

Ele colocou em seu membro completamente ereto e rígido e se posicionou entre suas pernas.

- Vai logo com isso antes que eu enlouqueça de vez – você disse ofegante, devido aos beijos que ele te dava.

 - Tá doida pra dar pra mim né vadia? – ele perguntou dando um tapa em seu rosto.

- Queria comer uma das médicas do seu hospital Doutor? Então faz isso direito – você disse o provocando.

- Quanto mais você me provoca mais me deixa com vontade de te foder inteirinha – ele disse e roçou a cabeça de seu membro na entrada de sua vagina.

- É? E está esperando o que pra me foder? Anda logo com isso – você disse desesperada pra sentir ele dentro de você.

- Você é uma vagabunda mesmo né? Esse tempo todo estava louca pra dar pra mim e se fazia de difícil, mas agora você vai aprender a não me provocar – ele disse e te penetrou profundamente, te fazendo dar um grito.

- Isso, grita pra todo mundo saber que eu estou te comendo em cima da minha mesa – ele disse te penetrando forte – Grita vadia.

- Vai Doutor, me come – você implorava por ele.

Suas pernas circularam a cintura dele e você empurrava seu quadril de encontro com o pênis dele, querendo ainda mais contato.

- Vadia, vou te fazer ter o melhor orgasmo da sua vida – ele dizia e te penetrava ainda mais fundo – A médica recatada agora está dando mim. O que vão pensar de você doutora? – ele disse enquanto você gemia um pouco alto demais, mas ele sempre abafava os gemidos com beijos.

- Foda-se o que vão pensar de mim, só me come seu vagabundo – você disse enlouquecendo com aquilo tudo.

- Vou te comer, vou te comer inteirinha sua puta gostosa – ele disse e você o sentiu atingir seu ponto G.

Deu um gemido alto e ele não se preocupou em conte-lo. Suas mãos foram parar nas costas dele e você arranhava sem dó, com certeza sangraria, mas o que importava agora era só o que estava acontecendo entre vocês naquele momento.

- Ai caralho, mete porra – você dizia descontrolada – Eu vou gozar – você disse sentindo o orgasmo chegar.

- Goza então, goza pra mim vai – ele disse e você fechou os olhos enquanto ele te penetrava mais rápido do que antes.

- Vai seu filho da puta, mete em mim caralho – você disse e logo em seguida sentiu o orgasmo atingir seu corpo.

Ele deu mais algumas estocadas e logo gozou também.

- Essa foi a melhor transa da minha vida – ele disse caindo com o corpo sobre o seu.

- É, você realmente sabe satisfazer uma mulher – você disse e ele saiu de cima de você.

- Eu adoraria te fazer enlouquecer ainda mais, mas dessa vez te quero na minha cama – ele disse e te deu um beijo pra acabar ainda mais com o seu fôlego.

- Uma proposta tentadora Doutor, acho que posso pensar no seu caso – você disse levantando da mesa e vestindo suas roupas.

- Você é mesmo uma vadia, vou te comer mais vezes do que pensa safada – ele disse terminando de vestir a camisa e te dando um tapa na bunda.

- Ah é? Vou adorar te ver em ação novamente – você disse e ajeitou seu cabelo antes de destrancar a porta e verificar se tinha alguém no corredor.

Era final de plantão, então não tinham muitos médicos por ali e por sorte a sala do Doutor Styles era no final de um corredor que quase ninguém andava, então isso era bom, pois assim ninguém desconfiaria do que tinha acontecido ali.

Mas, de uma coisa você tinha certeza. Doutor Styles era o melhor médico e homem que você já havia transado.