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Opinião – Decididamente, não somos todos iguais
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Luís Santarino

O jornalista Ferreira Fernandes apelidou, um destes dias na sua coluna de opinião no Diário de Notícias que aconselho vivamente a sua leitura, de canalhas os elementos da política cujo principal “métier” é assinar uns “papeluchos marados”, leia-se fichas de militantes.

Confesso que fiquei absolutamente siderado com o texto porque, afinal, parece que nada aconteceu e que o natural na vida política são actos menos dignos.

Naturalmente que muitos cidadãos nada terão a ver com a marosca e, até, se calhar também nem são tantas as “ficholas”.

Só que, se a coisa fosse tratada na intimidade, coisa que sempre defendi, nada teria vindo para a “praça pública”, praça essa tão do agrado de alguns.

Bastaria, acredite-se, que os órgãos eleitos tivessem feito bem o seu trabalho. Coisa que pelos vistos não aconteceu.

Há uma página negra para virar. Ser outra gente ou “outras gentes” a ajudar a dignificar uma nobre arte que é a política!

Só que, todos sabemos, basta uma maçã podre num cesto para apodrecer todas as outras!

No meio da coisa ficam uns incautos que, não sabendo do que se estava a passar, colocaram a sua assinatura naquilo que acharam que era digo de confiança.

Todos clamam por justiça. Quem denunciou e quem foi denunciado, querendo parecer que são todos iguais…ou uns, mais iguais do que outros.

No meio da barafunda parece-me que alguns se querem “escapulir de fininho”, no intervalo dos pingos da chuva, deixando para os perfeitos a imperfeição do acto.

Consequências terão de existir. Parece mais que óbvio. Mas que tais consequências não coloquem em causa a causa política.

Que sirvam sobretudo para alertar a canalha futura, que a causa é para ser exercida com ética.

Há um futuro para defender e um passado para esquecer! Que ninguém “levante a pedra” para o reverter!

Com tanto problema para resolver, com um orçamento para aprovar, com tantas políticas para implementar, não me parece que alguém com responsabilidade política na governação do País, esteja disposto para dar importância a questões de “fichas falsas”.

Parece-me que é óbvio deixar esta “mercearia” na responsabilidade de” merceeiros”! Porque é mesmo de “merceeiros” que se trata, pois, quem se disponibiliza para atentados à honra e ética partidária, pouco menos que o desprezo poderá desejar!

Tudo se resolverá a seu tempo. Com castigos, claro, em que a expulsão será a “dor para quem aleija”, e se alguém assim o determinar. Sendo que esse alguém, deverá ser um outro alguém acima de qualquer suspeita dos outros “alguéns”!

Como em tudo na vida, é preciso “separar o trigo do joio”.

Tomar o todo pela parte não seria justo.

Decididamente, não somos todos iguais!

Vai tudo correr bem, como a “banda que passa”. Só que nem tudo pode voltar ao seu lugar depois da banda passar! Vão ter de existir outros lugares!

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