mande-muda

Eu sei que foi fácil me amar naquela mesa de bar, que meu jeito espontâneo, meio bêbado, com conversa bem levinha, conquista qualquer um. Cerveja gelada acaba me deixando mais simpática. Depois de uma semana você deveria ter percebido que não deveria ter me dado trela. Não sou tão boa de filosofar quando a bebida é um café amargo, mas parece que isso não te desencorajou. Você continuou ali, no mês seguinte me convidou pra um cineminha, algumas festas de amigos. Nossa agenda foi ficando extensa. Tudo seu incluía a mim, e eu não sabia se isso seria bom no futuro, mas no presente, no nosso agora, eu amei cada detalhe. Eu nem estava acostumada em ter alguém tão próximo, eu que sempre fui errada com um cara que só queria sempre mais, mais de mim. Foi então que eu fui me perdendo no meio de nós a cada saidinha barata, em cada sorrisinho maroto seu. E aquela vez que eu fiquei me perguntando o motivo de você ter me dado trela, descobri só hoje a resposta… Você me enxergou além, viu que em mim só precisava de uns cuidados para assim eu tomar jeito. E que jeito, ein? O seu jeito.  Fez surgir em mim uma vontade surreal de ser melhor, por mim e por você. Porque a verdade é que eu estava cansada daquela vida fria, e sem emoções. Não deixando ninguém permanecer por muito tempo e, expulsando de mim todo e qualquer sentimento que aparecesse. Era bom estar ali nos bares, ficando animadinha com os drinks que ganhava de um ou outro rapaz que, sinceramente, nunca queria nada além de uma noite de prazer. Mas no final, eu sempre ficava sozinha. Vendo as minhas amigas do ensino médio se casando, construindo suas famílias, e eu aqui, com meus relacionamentos que nunca passavam de duas semanas. Imaginar uma vida ao lado de alguém, compartilhando meus medos e desejos mais obscuros, era algo fora de cogitação. Até chegar você, me entregando todo o amor que jamais recebi de alguém. Com a paciência para entender meus jeitos e trejeitos, e falando baixinho no meu ouvido: “Ei, amor. Eu vim para ficar. Pode segurar a minha mão, que eu prometo não soltar”. Esta era a segurança que eu precisava. Você é a parte calma e fácil que eu procurava, para estabelecer um equilíbrio entre o meu complexo e caos internos. Agora, aqui estou eu, totalmente submissa ao seu amor. Você me fez e continua me fazendo sentir a mulher mais especial e única do mundo. Faz por mim o que ninguém jamais fez. O seu toque é o mais delicado que o meu corpo já sentiu. Amo o seu beijo, o seu olhar, o seu cheiro e os arrepios que a sua presença me causa. Adoro cada detalhe que te compõe. E adoro, ainda mais, todos os sentimentos bons que o seu amor despertou em mim. O seu nome está cravado em meu coração e tudo ao meu redor possui um pouquinho de você. Somos a sintonia perfeita um do outro, e agora, amor, somos um só.
—  Você fez minha pupila dilatar - Escrito por Paula, Amanda N., Fran e Ane em Julietário.
Eu me lembro de cada decepção, e de como me esforcei para continuar com a minha essência após cada uma delas. Me lembro de todas as coisas ruins que já me disseram, e só de lembrar é como se estivesse ouvindo novamente. Me lembro que achava o fim do mundo as “briguinhas” com os meus melhores amigos, sem saber que haveria coisa pior pela frente. Eu me lembro de todos os momentos em que tentaram me colocar para baixo, dizendo o quão eu era incapaz ou que não iria alcançar tal objetivo. E doía muito, pois muitas vezes era de pessoas próximas à mim. Cada dia era uma pancada diferente, que só me fazia sentir vontade de ficar deitada, lá quietinha, só eu e meu fone de ouvido, pois com ele sim eu ouvia melodias e falas boas. Eu me lembro quando comecei a perceber que ninguém valia a pena, ao ponto de eu perder a minha paz. Me lembro de quando tudo que eu tinha era eu e meu espelho, porque nele refletia exatamente como eu me enxergava. Eu me lembro de tudo. E ao reviver esses pequenos flashbacks, acho até que eu tenho medo do mundo. Ou, talvez, das pessoas? Eu tenho medo de me entregar, me decepcionar, de confiar, de vacilar. Uma insegurança toma conta de cada centímetro do meu corpo, e por mais bobo que seja, aos poucos se vai meus sonhos.
—  Escrito por Fran, Beatriz, Grazi e Amanda N. em Julietário.
Clichê ou não, você fez minha cabeça girar, fez as borboletas do meu estomago voarem. Te ver ali parada, me olhando com aqueles olhos grandes, fez o meu mundo sair do prumo, fez com que meu pés não tocassem mais o chão, eu só queria correr e te beijar. Beijar até ficar sem folego, te sentir perto de mim. Menina, você não sabe o que causa em mim, me deixa louco, com os pêlos do braço eriçados, me deixa nas nuvens. Estar perto de você é como se eu tivesse que navegar em um mar agitado num barquinho de papel. Me causa uma sensação estranha, mas um estranho bom. Estar com você é sempre uma aventura, e eu gosto disso. Gosto de como você faz as coisas parecerem fáceis. Você tem o dom de deixar colorido, o que na minha vida era preto e branco. Você chegou e me fez sentir sensações que ninguém jamais fez, e não quero te comparar aos meus amores meio boca antigos, porque quando lhe encontrei, eu entendi o porquê de todas as outras vezes terem dado errado. Você me olha fixamente, e com um sorriso diz que o nome disso é destino, e eu fico risonho querendo ouvir isso para sempre. Pois se for destino, quero que ele nos mantenha juntos, será que isso é pedir demais? Só hoje já supliquei por você baixinho umas mil vezes, só hoje eu enumerei vários planos ao teu lado. Garota, eu já nem sei se sou capaz de viver sem um sorriso teu. Talvez, o timbre da tua voz tenha se tornado o preferido do meu coração, porque sempre que ouço qualquer palavra da tua boca o coração dispara. Assim como minhas mãos suam ao te ver chegar, ao sentir teu cheiro em minhas narinas. Só te peço duas coisas: diz que pretende ficar hoje, amanhã, depois, e dá aquele sorriso gostoso que eu adoro.
—  Escrito por Bianca, Lucas, Beatriz e Amanda N. em Julietário.
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by@theiastdane

Ainda não é a hora certa, não está na hora de assumir pro mundo que você me faz bem, que eu reservo um tempo do meu dia pra você, que eu até passei a gostar de ficar junto, em silêncio, só abraçado. Ainda não é a hora certa, o mundo é cruel, não aguenta ver um amor nascer sem tentar destruir, não aceita que duas pessoas podem realmente querer estar juntas, sem antes antes testar a capacidade de ambas. Ainda não é a hora certa, de começar a enfrentar obstáculos e largar um pouquinho do romantismo pra trazer um pouco de caos. Pois todos nós sabemos que a sociedade insiste em nos fazer de bobos e dizer que todo relacionamento um dia acaba, ou já ouviu aquela frase “menino não pode ser amigo de menina?’’ ou vice-versa? Odeio essa frase. Ninguém pode mandar no coração, mas ainda não é a hora certa de enfrentarmos a sociedade hipócrita que não consegue ver um casal apaixonado. Mas ninguém pode impedir que andemos de mãos dadas pelas ruas de Gramados, com aquelas várias paisagens lindas e você do meu lado, seria um sonho a ser realizado? Pode não ser a hora certa para a sociedade ver o nosso amor, mas é a melhor hora para sermos felizes, para realizarmos todos esses nossos sonhos de apenas nos amarmos sem intervenção alguma. Eu vou contigo a qualquer hora ou sem hora alguma, para qualquer lugar que me permita te amar, assim, sem ninguém por perto. Eu vou virar o mundo todo ao teu lado se preciso for, e com nossos dedos entrelaçados enfrentar qualquer "consequência” que pudera vir. E como diz o clichê: se a gente vai juntinho, vai bem. Ninguém precisa saber do que sentimos quando estamos juntos, unidos. Pra amar só basta duas pessoas, e se tratando disso, estou falando de nós dois. Ainda não é a hora de abraçar o mundo se antes não houver o nosso abraço, aquele aconchego, aquela paz marota. A única hora que bate correta no momento é aquela que você diz que me aceita, que me aceita assim, sem pressa.
—  Escrito por Isadora M., Letícia S.Dieska e Amanda N. em Julietario.