maiores conquistas

Eu sempre fui muito reservada. Pouca gente sabe da minha vida. Não alardeio minhas conquistas, aprendi que muita gente não quer nosso bem, tem também os que nos querem bem, mas sentem uma pontinha de inveja quando nos veem voar alto demais. Não grito minha dor  pra quem não tem remédio pra curar, paciência pra ficar ao meu lado até a ferida cicatrizar. Aprendi, também, que o amor tem voz própria. Se alguém me olhar, por um instante que seja, conseguirá perceber o amor na leveza dos meus passos, na frouxidão do meu riso, na ternura que tenho trazido no peito. Isso basta. Não preciso gritar ao mundo inteiro o que cabe só a mim e a quem eu amo. Minhas maiores conquistas aconteceram quando eu fiquei quietinha, quando estive nas batalhas que ninguém me viu lutar. Quando mais os outros sabem da nossa vida, mais querem saber. Não gosto disso, nem dou aos outros essa liberdade. Converso com um monte de gente, mas confio em pouquíssimos. Minha mãe me ensinou isso desde criança, mas só aprendi depois de quebrar a cara algumas vezes. Olha, se eu ganhar ou perder, a dor é minha, o problema é meu. Eu sou feliz, sim. Eu choro, sim. Eu amo, saio, me divirto… Só não me exponho tanto, nem sou obrigada a isso. Minha vida não é espetáculo.
—  A menina e o violão.
Nós queremos ser amados, sim. Reconhecidos, sim.  Valorizados, elogiados. Queremos conquistar o mundo. Sim! Sim! Sim! Mas, acredite, não tem conquista maior na vida de um homem do que se enxergar como alguém bom e digno de conquistar a felicidade. Ser feliz é bem melhor que ser rei, não é mesmo?
—  Lucas Vidal (1914)
Talvez a maior conquista do Homem seja sua habilidade para morrer, e sua habilidade de desconsiderar tal fato. Por certo a poesia e a pintura não são impedimentos, nem os mais altos obstáculos da mente sobre as caveiras do realismo. Sejamos honestos de uma vez por todas, a verdade não é o que de fato importa – frequentemente é deixar a verdade de lado.
—  Charles Bukowski in Pedaços de um caderno manchado de vinho
Talvez a maior conquista do homem seja sua habilidade para morrer, e sua habilidade de desconsiderar tal fato. Por certo a poesia e a pintura não são impedimentos, nem os mais altos obstáculos da mente sobre as caveiras do realismo. Sejamos honestos de uma vez por todas, a verdade não é o que de fato importa – frequentemente é deixar a verdade de lado.
—  Charles Bukowski. Pedaços de um caderno manchado de vinho.