mãe e filho

Imagine Louis Tomlinson

Pedido: “ Faz um que o filho recém nascido deles ta mal no hospital e o Louis não se importa. Final feliz.”. - Anônimo.

*****


Quando eu comecei a sentir dores fortes, corri para o hospital. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que aquilo não era normal. Meu marido estava em uma viagem de trabalho, então minha irmã foi comigo. 

Eu estava no meu sétimo mês de gestação, e era uma gestação de risco. Eu tinha que ficar em repouso, não podia fazer muitos esforços. E eu tinha plena consciência disso, e sempre segui as orientações do médico. Foi uma gestação tranquila. Mas, de repente, eu sinto essas dores horríveis. Eu estava com medo do que poderia acontecer. 

Ao chegar no hospital, o médico me examinou e disse que meu filho iria nascer naquele momento, prematuro. E, devido a todos os problemas que eu tive, as chances dele sobreviver são de 50%. 

Minha irmã tentava falar com o Louis, mas ele não atendia e nem retornava. Eu estava desesperada, com medo, apavorada. O que poderia acontecer com o meu filho? E se ele não sobrevivesse?

Depois do parto, meu filho foi direto para a UTI e eu fui para o quarto. Eu não podia ver o meu filho, não podia o segurar nos meus braços. Aquilo me matava por dentro. E o pior de tudo é que Louis não estava aqui comigo. 

Passado alguns dias, meu filho continuava no hospital, mas já tinha passado da UTI para a CTI, o que me trouxe um grande alívio. 

Louis já tinha voltado mas estava completamente aleatório quanto ao que estava acontecendo com o nosso filho. Eu não sabia o que estava acontecendo com ele, mas estava acabando comigo.Ele não se importava, estava completamente frio e distante. Ele não estava se importando com o seu próprio filho. Mas eu cansei disso. Eu vou dar um jeito nisso. 

A porta da sala se abre e ele entra. Não diz um única palavra, tira sua gravata e senta no sofá. Como se eu não estivesse ali.

- Até quando você vai continuar assim?

- Assim como? - ainda não me olhou.

- Desse jeito! - apontei para ele. - Indiferente, alheio a tudo que está acontecendo, como se não se importasse. - suspirei. - É o seu filho que está no hospital,e você age como se fosse um completo estranho. 

Eu disse e ele permaneceu quieto, o que me deixou irada.

- Eu não aguento mais isso. - exclame exaltada. - Você não estava aqui quando ele nasceu, não foi um unica vez no hospital vê-lo, e nem sequer perguntou se ele está bem, se está vivo ou morto. - ele apenas me encarava. - Eu não sei o que está acontecendo com você. Você não era assim. - sequei uma lágrima.

- S/N… - ele se endireitou no sofá. - Eu… Eu… - suspirou. - Eu tô com a cabeça cheia, tá acontecendo de tudo na empresa, depois da viagem ficou pior. Eu estou aéreo. Me desculpe. Eu juro que não fiz por mal. 

- Isso não é justificativa. Tudo bem que você tem problemas no trabalho, ok. Eu também tenho. Mas você não está só alheio, você não se importou. Não se importou com o seu próprio filho. Você tem noção de como eu estou com tudo isso? - ele apenas abaixou a cabeça. 

- Eu sei, me desculpe. Eu fui um idiota. Eu juro que vou melhorar, me perdoa. 

- Eu realmente espero que você melhore. - eu o encarava firme. - Boa noite, Louis. 

***


Acordei cedo, antes mesmo do despertador tocar. A cama ao meu lado estava vazia, o que me fez suspirar alto. Pelo visto não adiantou nada o que conversamos ontem. 

Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa quentinha e desci para comer alguma coisa.

Senti cheiro de café, torradas e barulhos vindos da cozinha. Pelo visto Louis ainda está em casa. Entro na cozinha e, para minha surpresa, ele não está de terno e gravata como todos os dias. Fico o encarando por algum tempo. Por que ele mudou tanto em tão pouco tempo? O que aconteceu com ele? 

- Bom dia! - eu digo e então ele percebe minha presença. 

- Bom dia! - ele desliga o fogo e me olha com um sorriso nos lábios. Eu fico em silêncio e ele se aproxima de mim. - Você está cansada, né? - disse acariciando meu rosto. - Esses olheiras não estava aqui antes! - ele sorri fraco. 

- Eu não tenho conseguido dormir direito. - dei de ombros. 

- Me perdoa. - ele soprou em meus lábios. - Por favor! - ele sussurrou. Ele se aproximou seu rosto do meu e selou meus lábios. Foi um toco suave, carinhoso. Mas logo nos afastei. 

- Eu tenho que ir, não posso me atrasar. 

- Você vai no hospital? - assenti. - Posso ir com você? - o encarei surpresa.

- Pode. - ele sorriu. 

Depois de beliscar algumas coisinhas que ele tinha preparado, fomos nós dois juntos para o hospital. 

Quando chegamos lá, e depois de estarmos devidamente limpos e arrumados, fomos para onde nosso filho estava. 

Ele estava dentro da encubadora, e dormia tranquilamente. Sorri ao ver que a cada dia ele está melhor. 

- Ele é tão lindo! - Louis falou baixo. 

- É! - sorri boba. - Ele é um príncipe. Esta melhor a cada dia! Logo logo ele sai daqui! - Louis me encarou. 

- Me perdoa. - seus olhos estavam cheios d’água. - Eu nunca mais abandono vocês dois. Nunca. - beijou meu ombro. - Eu te amo. - disse no meu ouvido. 

Ali eu percebi que sua ficha tinha caído e que ele realmente iria mudar. Agora seremos uma família. 


[…]

— Chocolate ou morango?
— Creme.
— Para de ser teimosa amor, chocolate ou morango?
— Creme.
— Creme não tem.
— Então escolhe você.
— Chocolate.
— Mas eu queria morango.
— Por que não disse?
— Porque eu queria de creme.
— Então é morango?
— Quero chocolate.
— Decide.
— Quero de uva.
— Vou comprar a sorveteria inteira
desse jeito.
— Se vier você dentro, pode comprar amor.
— Sou exclusivo.
— De quem?
— De muitas mulheres.
— Perdi a vontade de tomar sorvete.
— Não quer saber quem são essas
mulheres?
— Pega todas pra você.
— Ciumes?
— Não.
— Amor volta aqui, o sorvete vai derreter.
— Leva pra elas.
— Tá com ciumes amor?
— Já disse que não - ela fala
gritando e sai da sorveteria.
— Amor. - ele a puxa e a beija. - Só me ouve.
— Fala.
— Sou teu amor, só teu.
— E as outras mulheres?
— Aí depende, quantas filhas vai querer ter?
—  You & Me

Desde a partida para o Acampamento Júpiter que Bento não sabia o que era descansar. Ele foi na última leva de semideuses que foram mandados para o outro acampamento e nem todas as doze xícaras do chá calmante que ele tinha tomado o impediam de tremer de nervoso ao ter que pegar a estrada. Ele realmente odiava rodovias e os ataques que sofreram pelo caminho não ajudavam em nada a melhorar seu estado, e ele se concentrava em três coisas: não surtar, não morrer e não deixar ninguém morrer. Ele teve sucesso em quase todas as tarefas e assim que cruzou as fronteiras do que seria seu novo lar ele começou a se preocupar apenas em não deixar ninguém morrer. Ele passou a batalha toda arrastando corpos feridos para lugares seguros e fazendo pequenos atendimentos de emergência antes de carrega-los para a enfermaria romana. E agora que aparentemente a batalha tinha acabado a enfermaria estava uma loucura e Bento sentia seus músculos doloridos por todo o esforço que teve de fazer e ainda assim ele estava andando de um lado para o outro reclamando mentalmente das etiquetas dos remédios por estarem em latim e não em inglês, ou até mesmo em grego. Qual é o problema desse malditos romanos? Ele se questionava mentalmente começando a ficar frustado de não poder ajudar mais. “Me desculpe por não poder fazer mais. Eu só não consigo ler o que está escrito aqui. Eu realmente sinto muito.” Ele choramigou largando um dos potinhos com pomadas que ele tinha em mãos para terminar de fazer o curativo no meio-sangue deitado na maca ao seu lado.

— Não é como se eles fossem deixar a gente em Jeju e sem câmeras pra sempre, não é? Não sei porque você tá reclamando, se eu tive que voltar antes que vocês porque estava mal. Deu pra aproveitar, de qualquer forma. Eu gostei da viagem, só fiquei meio lazarento da cara porque tinha areia até dentro da minha mala quando fui desfazer ela pra colocar as roupas pra lavar. Não sei como isso aconteceu.

Era como se o pescoço tivesse se deslocado com a pancada, tornando difícil o simples ato de engolir a saliva. Ele devia prever que algo daquela natureza poderia acontecer em se tratando de um minotauro, mas a teimosia e arrogância impediam que recuasse. Estava convicto de que poderia derrotar o animal, e já erguia a espada novamente, ignorando a dor latente não apenas no tronco, mas também nos braços, quando percebeu que a visão começava a embaçar. Um abaixar de cabeça foi suficiente para que visse a camisa empapada com o próprio sangue, que se misturava com o pó dos lugares pelos quais rolara. “Não vou morrer hoje, se é o que está se perguntando”, falou, ao ver que alguém o observava. Internamente, contudo, só conseguia xingar todas as gerações da criatura que provocara aquilo.